O Teatro Universitário do Porto já abriu as inscrições para o curso de iniciação ao teatro.

O curso é ministrado por vários profissionais da área do espectáculo. De dois em dois anos o TUP realiza este curso, que se divide em duas fases. Na primeira fase são dadas aulas de voz, movimento e interpretação. Numa segunda fase há um programa de Práticas teatrais, constrói-se uma peça, culminando o curso com a representação da mesma.
Só precisas de mandar um email para o TUP (tup@tup.pt) com o teu nome, data de nascimento, ocupação, telefone, telemóvel e email. Depois é só esperar para seres chamado às audições.
Inscreve-te e Boa Sorte!
A peça Castro, que esteve em cena no início do ano, volta novamente ao Teatro Nacional de S.João. Os amores trágicos imortalizados de Pedro e Inês fazem parte da nossa história, da nossa cultura e do nosso imaginário. Vale a Pena ver!
Castro volta ao TNSJ com 3 novos actores: Micaela Cardoso como Inês de Castro, Luísa Cruz como Ama, Pedro Almendra como Mensageiro. Estas novidades no elenco podem ser um incentivo para assistir à peça. É uma boa oprtunidade para ver ou rever uma peça com um dos mais belos textos portugueses.
Castro vai estar em cena no TNSJ, de terça a domingo, apartir de dia 5 de Dezembro e até 18 de Janeiro de 2004.

Ficha Técnica:
De António Ferreira;
Encenação Ricardo Pais;
Cenografia e Figurinos António Lagarto;
Músico Vítor Rua;
Vídeo Fabio Iaquone;
Coreografias Né Barros;
Desenho de luz Nuno Meira;
Desenho de som Francisco Leal;
Apoio dramatúrgico Frederico Lourenço, Carlos Mendes de Sousa;
Elenco: Micaela Cardoso, Luísa Cruz, João Pedro Vaz, Emília Silvestre, Nicolau Pais, António Durães, João Cardoso, Ivo Alexandre, Pedro Almendra e João Reis (em voz off);
Produção TNSJ
Horário:
Terça a Sábado: 21h30;
Domingo: 16h
Preços:
Cartão de Estudante: 7,50 euros para a plateia e tribuna.
Mais informações: TNSJ; Agenda Cultural do Porto
João Luís Barreto Guimarães vai apresentar o seu novo livro, "Rés-do-chão", esta sexta-feira na Poetria, a única livraria do país dedicada em exclusivo à poesia e ao teatro.
A Poetria(em frente ao Teatro Carlos Alberto) fez um convite a todos os "que sentem a poesia de todas as maneiras" para no dia 28, sexta-feira, pelas 18 horas, falarem com o poeta João Luís Barreto Guimarães e ouvirem os poemas do seu novo livro, "Rés-do-Chão", editado pela Editora Gótica.
Uma boa maneira de começar um fim de semana prolongado.
"Novas Directrizes em Tempos de Paz" é a peça que traz Tony Ramos e Dan Stulbach ao TeCA, de 3 a 7 de Dezembro, às 21h30.
A peça, escrita em 2001 por Bosco Brasil, tem arrebatado muitos prémios no Brasil. É trazida à cena por Ariela Goldmann e tudo acontece a 18/04/1945.
Os dois conhecidos actores brasileiros encarnam Segismundo - funcionário dos serviços de emigração e ex-torturador da polícia política do ditador Gertúlio Vargas - e Clausewitz - um actor polaco que foge à Guerra que tenta conseguir o visto de entrada no Brasil.
Ambos os actores têm uma carreira conhecida pelo público português e tanto o elenco como a história prometem.
Fontes: Jornal de Notícias, 21/11/03
A Semana de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto está aberta ao público em geral, desde dia 22 e até dia 29 de Novembro.
A Semana pretende mostrar, nomeadamente aos jovens, a Ciência "made in Portugal", através de exposições, conferências e palestras em escolas, visitas de escolas a laboratórios, workshops e exposições a laboratórios do público em geral.
DESTAQUES:
NOITES DE CIÊNCIA
Data Início: 23-11-2003 21:30
Data Fim: 29-11-2003 21:30
Entidade Responsavel: Instituto de Biologia Molecular e Celular - IBMC / Instituto de Engenharia Biomédica - INEB (Núcleo de Cultura Científica)
Público Alvo: Público em Geral
Local: IBMC
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA CIENTÍFICA
Data Início: 23-11-2003 9:00
Data Fim: 29-11-2003 9:00
Entidade Responsavel: Instituto de Biologia Molecular e Celular - IBMC / Instituto de Engenharia Biomédica - INEB (Núcleo de Cultura Científica)
Público Alvo: Público em Geral
Local: Átrio do IBMC
Visitas à exposição Simetria - jogos de espelhos
Data Início: 24-11-2003 9:00
Data Fim: 28-11-2003 13:00
Entidade Responsavel: Associação Atractor
Público Alvo: Público em Geral
Local: Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Fonte: Gabinete de Imprensa da UP
Mais informações em Ciência Viva
De uma só vez ficamos a saber que dois grandes nomes da música mundial deslocam-se a Portugal em 2004: David Byrne e Kraftwerk.


2 de Abril no Coliseu dos Recreios em Lisboa. Kraftwerk, os mestres da electrónica dos anos 60 vêm apresentar o seu "Tour de France". Bilhetes já à venda e custam 25 euros.
3 de Abril no Coliseu dos Recreios também. David Byrne, ex-Talking Heads, vem em digressão europeia para apresentar o novo álbum que tem lançamento previsto para Março. No dia seguinte o senhor Byrne dirige-se ao Coliseu do Porto.
Começou há algumas semanas o programa de rádio que marca o regresso de Álvaro Costa e de Miguel Quintão à Antena 3. Eles são os Bons Rapazes.
Após alguns anos de ausência da rádio nacional, Álvaro Costa volta à programação de todo o país através do seu novo programa na Antena 3.
Os Bons Rapazes é um programa sobre a nova música alternativa com uma grande interacção entre os dois animadores, grandes nomes da rádio portuguesa em termos de música. O programa passa aos domingos das 22 horas até à meia-noite.
Miguel Quintão tem também um programa ao Sábado, o MQ3 das 18 às 20.
Casa cheia no Rivoli para ouvir Palma cantado por Mafalda Veiga.

O Rivoli encheu, este sábado, 22 de Novembro, para ouvir músicas como "Frágil", "Só", "Dá-me Lume", "Na Terra dos Sonhos" e "O Bairro do Amor" na voz de Mafalda Veiga.
Os temas de Jorge Palma sofreram arranjos que os tornaram "cantáveis" por Mafalda. O calor das músicas manteve-se e o público respondeu em coros e isqueiros acesos no ar.
Mafalda explicou, ao longo do concerto, a essência do projecto e as escolhas que fez de entre as músicas do compositor.
A surpresa da noite constituiu a presença virtual de Jorge Palma, a tocar em palco. Essa presença foi conseguida por João Carrilho, por intermédio de vídeo, e Mafalda acompanhou, cantando.
A saída dos músicos foi acompanhada por uma ovação de pé, com palmas durante 10 minutos, até que Mafalda voltou ao palco para cantar "Trapézio".
O Concerto surgiu, a convite de Inês Mota da Impar, no âmbito do Projecto "A Cantora, o Compositor, o Estilista e o Convidado dela". Maria João e Mísia partilham o projecto, cantado no Rivoli e no CCB.

Começa já na próxima Quinta-Feira (dia 20) o festival "Sons em Trânsito", um dos mais aliciantes projectos de divulgação de música do mundo no nosso país. De 20 a 30 de Novembro, a não perder, de Aveiro para o Mundo...
Esta é apenas a 2ª edição do Festival "Sons em Trânsito", mas o sucesso está garantido. A edição do ano passado foi uma agradável surpresa e a expectativa para este ano é ainda maior. E se as expectativas são elevadas, a resposta encontrada pelos organizadores foi a aposta num cartaz de luxo. Nomes como Kimmo Pohjonen, At- Tambur ou The Klezmatics prometem fazer as delícias de todos os visitantes do evento.
O prato forte do festival são a diferença e a diversidade musical que distingue (mas também aproxima) as várias regiões do globo, surgindo artistas do Brasil, da Finlândia ou da Guiné Bissau.
Aqui fica o Programa Musical:
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Dia 20 (Portugal) At-Tambur
(Portugal) Os CantAutores
Dia 21 (Brasil) Cibelle
Dia 22 (Espanha) Ojos de Brujo
Dia 27 (Guiné) Manecas Costa
Dia 28 (Filândia) Kimmo Pohjonen
Dia 29 (UK) Susheela Raman
(EUA) The Klezmatics
Dia 30 (Suécia) Mari Boine
Em Aveiro de 20 a 30 de Novembro.
Mísia, Maria João e Mafalda Veiga interpretam Carlos Paredes, Mário Laginha e Jorge Palma, no Porto e em Lisboa
O que têm em comum Mísia, Maria João e Mafalda Veiga? São vozes femininas importantes no panorama musical português, cantam no Porto e em Lisboa, participam num projecto de música contemporânea e interpretam três compositores portugueses.
O projecto chama-se “A Cantora, o compositor, o estilista e o convidado dela” e realiza-se de 20 a 22 de Novembro, no Rivoli Teatro Municipal, no Porto, e no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, de 26 a 28 de Novembro.
Nos dias 20 e 26, Mísia interpreta Carlos Paredes, veste Ana Salazar e convida Júlio Pomar, para a cenografia. Maria João canta e convida Mário Laginha e veste José António Tenente, nos dias 21 e 27. Mafalda Veiga dá voz a Jorge Palma, veste Maria Gambina e convida João Carrilho, para o vídeo, nos dias 22 e 28.
O Rivoli abre as portas nos dias 20, 21 e 22, às 22h, e o Grande Auditório promete acolher grandes músicas através de bonitas vozes.

«João Correia Rebelo - Um Arquitecto Moderno nos Açores», é uma exposição organizada pelo Instituto Açoriano de Cultura (IAC) e comissariada por uma equipa dirigida pelo arquitecto João Vieira Caldas, tem como principal finalidade dar a conhecer a obra e a pertinência de algumas das posições defendidas pelo arquitecto açoreano, escassamente conhecidas entre nós, com base num espólio cedido pela família.
João Correia Rebelo, filho do consagrado Pintor Domingos Rebelo, nasceu em Ponta Delgada em 1923 e formou-se em Lisboa, na Escola Superior de Belas Artes. As suas convicções plenas no potencial do Movimento Moderno e o desejo de elevar os seus ideais a voos mais altos, levaram-no a emigrar para o Canadá, em 1969, onde ainda hoje reside.
O Instituto Açoriano de Cultura leva a exposição «João Correia Rebelo - Um Arquitecto Moderno nos Açores», ao Canadá, onde estará patente ao público entre os dias e 15 e 29 de Novembro na Casa dos Açores do Quebeque.
Depois, a exposição deverá ser apresentada na Invicta pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto(FAUP), no 1º trimestre de 2004, numa data ainda a definir.
Se aprecia arquitectura esta é uma oportunidade única a não perder.
Esteja atento(a)!
A Bor Land é a maior novidade no panorama musical português. Tem 3 anos e já lançou bandas que alcançaram grande respeito por parte da crítica em geral. O responsável por este fenómeno chama-se Rodrigo Cardoso e foi com ele que fomos conversar.

Numa bonita tarde de Outono, sentado numa esplanada escondida da agitação do Porto está Rodrigo Cardoso. O nome talvez não seja conhecido da maior parte do país, mas o nome da sua editora já começa a ser. A Bor Land surgiu em 2000 pelas mãos deste rapaz, estudante de Educação Física em Vila Real que, subitamente, decidiu ir para o Porto estudar aquilo do qual sempre gostou realmente, música. Uma vez lá deu o passo em frente para além dos estudos, o trabalho. Criou uma editora, que ainda hoje tem como base ele próprio, apesar da sua árvore ter espalhado as sementes de várias bandas que são já referência no panorama musical português[ Alla Polacca, Old Jerusalem, Kafka]. Por entre uns poucos cigarros e umas quantas chamadas de telemóvel o Rodrigo falou e divagou numa animada conversa:
Pergunta: Como é que surgiu a Bor Land?
A estrutura em si é assim: eu tinha um grupo, passava pela a história das maquetes e eu na altura já consumia muitas maquetes. Pensava:”eu quero comprar demos, singles de bandas mais recentes”. E surge daí, daquela necessidade de se passar das maquetes. A banda acabou e depois foi uma continuidade, deixei de tocar e constituí a minha editora. E agora voltei a tocar passados uns cinco anos[nos Alla Polacca]. Foi mais a necessidade primária como músico, não foi aquela vontade de “eu quero ter a minha editora”. Primeiro ver como é que as coisas chegavam às bandas e chegar ali e querer um bocadinho mais do que isso. Já tinha essa vontade, já gostava muito de edições, maquetes, etc. E foi isso que me levou a ter uma editora e a ter a possibilidade de editar outros trabalhos e promover esses trabalhos, que eu consumia na altura.
Pergunta: E em termos de finanças, como é que foi?
Bem...Lancei o primeiro disco em 2000, em Outubro.
Pergunta: Uma compilação?
Sim, uma compilação. Mas antes estive a trabalhar para aí um ano. Demorou um ano a constituir o projecto em si, a parte legal, essas tretas todas. Eu não sabia nada! Sabia do contacto que tinha como músico: ir tocar a alguns sítios. Nada mais do que isso. Tive que ir procurar as bandas, quem eram as rádios, quem é que promovia, quem é que fazia os cds, quem é que legalizava, quem é que fazia as capas, o que é que é preciso para fazer um CD. Demorou um ano a estruturar isso e depois mais seis meses para o primeiro disco. Digamos que foi um ano e meio de génese para o primeiro disco. Financeiramente, andou tudo à base de parcerias ou de protocolos a que eu tentei chegar com as pessoas e com as entidades. São muito diferentes os registos entre si, cada registo é um objecto único, quer na concepção quer no projecto em si. Já nem digo a música. A música é obviamente diferente. A banda pode financiar x eu financio a parte que falta. Meio meio. Há bandas que não tocam tanto ao vivo porque não têm esse tipo de capital, em vez disso investe-se, por exemplo, numa melhor capa. E parte daí, fazer parcerias com outras editoras. Alguém poder fazer a parte de produção financeira que é o que nos limita mais, mas mesmo assim não é grande limitação. A limitação é pessoal para trabalhar. Dinheiro acaba por aparecer. Não há é muito pessoal disposto a trabalhar de um ponto de vista gratuito. Eu não posso pedir a uma pessoa para me fazer uma capa e não lhe pagar! Para mim o mais difícil disto tudo é ligar as coisas todas e pôr as coisas a funcionar. Arranjar o designer certo para o disco certo, o produtor certo para a banda certa. Também faço muitas parcerias com outras editoras, pagamos metade metade.
Pergunta: Splits[álbuns divididos entre bandas. Exemplo: 2 bandas têm 5 músicas num CD]?
Não são splits. Um paga a edição outro paga os discos.
Pergunta: O que é que tinhas em mente quando fundaste a Bor Land?
Se era só para a tua banda, visto que há bandas, como os Gift que lançaram uma editora só para eles...
Não vejo grande ciência nisso. Lançar uma editora para ti próprio qualquer um faz. Para mim o mais difícil é a promoção, a distribuição das coisas. A minha ideia inicial foi “eu quero fazer isto, eu sei o que quero fazer, já gosto disto há muitos anos, já estou ligado à música há alguns anos” e quis fazer um projecto em que fosse possível gerir uma continuidade, eu quero continuar a fazer isto daqui a cinco ou seis anos. Enquanto me continuar a divertir, mas também quero fazer um trabalho confiante, saber o que estou a fazer e para onde é que vou. Não quero ir para outros sítios sabendo que não vou ter meios para me sustentar.
Pergunta: Quando criaste a Bor Land criaste algum tipo de “linha editorial” que estabelecesse o género de bandas a editar?
É óbvio que o que eu ouvi ou o que consegui até hoje me influenciou. E é o que eu gosto que edito. Mas, sou aberto, ouço música de todos os géneros: clássica, electrónico,... É óbvio que o contexto estético onde eu edito é um bocado particular, mas não estou a dizer que um dia destes não edite jazz! Se me aparecer um projecto de jazz que eu goste... É que o ponto de vista não é só estético, é o enquadramento das ideias das pessoas. Isto é, até podes gostar muito de uma banda, pensas “esta banda até podia estar na minha editora porque é altamente”, mas quando começas a falar com eles e as barreiras que eles causam ou a maneira como eles pensam podem ser um bloqueio ao teu trabalho. E não é só ver “eu gosto da banda!”, tem de se ver o que é que as bandas têm, o que podem proporcionar, que género de ideias têm. Por vezes a concepção das ideias pode não ter nada a ver e já não te interessa trabalhar. Tem de haver uma ideia base. Não te sei dizer qual é a minha ideia porque é tudo uma coisa tão espacial, tão vaga... Não tenho contractos, não preciso de contractos para nada. Os acordos são coisas do tipo: a banda vinha aqui, eu já os conhecia de falarmos pessoalmente ou pela internet, seja o que for e fazíamos o contracto aqui! É óbvio que já havia preparação feita, já falámos de certas coisas ou já nos conhecemos. O resto é por arrasto.
Houve uma altura, o segundo ano, em que não recebemos quase maquetes nenhumas. Foi um momento de muito trabalho. Imagina, fiz um disco depois tive um ano outra vez a estudar. Um ano e meio a estudar, 6 meses para fazer um disco. Depois é ver o que é que é possível fazer a partir daqui, não é melhorar, mas o que é que tenho de continuar a fazer. Não é a questão da melhoria. Se tiveres mais meios e mais tempo fazes sempre de maneira diferente.
Pergunta: Neste momento a Bor Land já criou junto de um certo público uma expectativa em relação às edições.
Ainda bem, a mim agrada-me que o pessoal tenha essas atitudes mas para nós! Dá-te as expectativas dos trabalhos. Agrada poder surpreender as pessoas. Não é “um disco é porreiro e o outro é mais ou menos e o outro é porreirinho e o outro é para agradar aos amigos”, não, faço trabalho com alguma coerência, com alguma linguagem, desde as concepções de “lay-outs”, de capas, que tu olhas e vês que aquilo é feito por alguém que tem a ver com a música. O conceito em si tem de ser capaz de se ligar. O disco com que tive mais impacto, talvez mediático, foi o de Old Jerusalem e o último dos In Her Space também, do ponto de vista mediático, teve um certo destaque. Houve discos que não correram tão bem, mas também depende da estrutura. Há discos que não têm de atingir o objectivo que o de Old Jerusalem atingiu. Não é essa a expectativa. Para te ser sincero nem há expectativa. Há trabalho e onde se quer chegar. Isso da expectativa é relativo. Podes acreditar em muitas coisas. Não estou muito preocupado se um disco vai passar na rádio, não consegues gerir as ideias das pessoas, não podes fazer toda a gente gostar do mesmo.
Pergunta: Quais foram as dificuldades que a Bor Land teve quando nasceu e que tem vindo a ter ao longo do tempo?
Para mim não se torna cada vez mais simples. Cada vez é mais difícil porque as pessoas exigem mais e tu não queres fazer sempre o mesmo nível, queres subir de nível. Ao exigires mais é mais difícil. Tu não queres fazer igual ao anterior, queres à partida fazer tanto ou melhor do que o anterior. Não pode sair abaixo, isso seria defraudar a ideia.
Pergunta: Se um dia uma banda da Bor Land se tornar famosa como reagirás?
Contentíssimo por ter sido o primeiro a ouvir aquilo e por ter sido eu a mostrar aquilo às pessoas. Só tenho pena que o Old Jerusalem ainda não tenha dinheiro para fazer 10 mil discos para andar a oferecer na rua. [O álbum de Old Jerusalem vendeu até hoje cerca de 600 cópias]. Para mim aquilo é dos melhores álbuns que eu alguma vez ouvi, nem sequer tem a ver com ser música portuguesa ou não. Até podia ser da Tailândia. Isso não importa. Mas achas que quando tive o master na mão não tentei uma grande editora? Para mim não é a questão de ir para uma grande editora, é a questão de se calhar em vez de ouvirem mil ouvem dez mil pessoas. Acredita que se eu pudesse fazer dez mil discos ia dá-los para a rua! Alguém tinha era de pagar pelos discos... Eu nunca vou gerir uma coisa que seja negativa para um artista com quem estou a trabalhar, porque eu também tenho a perder.
Pergunta: Neste momento tu és a editora, certo?
Posso dizer que sou eu e o Leonel. O Leonel é o Parabola Sonora[quem faz os designs]. Basicamente eu sou o Parabola Sonora e ele também é o Bor Land. É uma simbiose. E é também Alla Polacca. É tudo uma grande família. Trabalhamos já com muita gente, muitas bandas. E nos concertos organizados por nós escolhes sempre a banda certa para vir tocar contigo, é sempre preferível tocar com os amigos.
Pergunta: Mas estão abertos a novas bandas que estejam à procura de editora mesmo que não os conheçam?
Sempre, claro. Quantos mais contactos melhor. Depois de teres o dinheiro e a estrutura feita o ponto fulcral são os contactos, sem dúvida. Não interessa se são “bons”, interessa é ter contactos. Por exemplo, os jornais que votam nos discos. Um pode dar 6 e o outro pode dar 9 e tu ficas com a ideia que aquele jornal adora o disco, quando até pode ser só aquele jornalista daquele jornal. Mas não estou preocupado se eles vão dar 6 se vão dar 1. Por exemplo, In Her Space teve destaque no “PÚBLICO”, uma crítica extensa e no “Jornal de Notícias” foi uma merdinha assim deste tamanho e deram-lhe 2 em 10. Se tiver 9 em 10 porreiro, mas se falarem mal, ok falem, nem estou preocupado com o lado mau, prefiro que gastem tempo com coisas boas. Se não gostarem do meu trabalho não o publicam, metem lá uma coisa que achem boa. Há que dar atenção às coisas que são boas.
Pergunta: Por falar em imprensa e a recepção dos discos, o que é que sentiste quando saiu o álbum de Old Jerusalem e foi aquele estrondo, ou mesmo quando os Alla Polacca ganharam o Termómetro? Foi um orgulho?
É óbvio que quando as pessoas estão a trabalhar em determinada tarefa querem que saia direito. Todas as pessoas que ali trabalharam se não deram mais foi porque não conseguiram. Eu fico contente por as pessoas terem ouvido da mesma forma que eu ouvi. É óbvio que fiquei contente! Não fiz mais do que faço com os outros discos, fiz a mesma promoção,... Não houve mais dinheiro nem menos dinheiro. É o disco em si que as pessoas gostam mais. É música mais fácil, não digo que seja melhor ou pior, mas a abordagem é mais simples. São temas, são canções.Toda a gente está habituada a canções, toda a gente está habituada a isto, não é?
Rodrigo neste momento aponta para as colunas do café onde estão a passar Clã
Pergunta: Como é que tu vês a Bor Land no panorama musical do país?
É um editora à beira de muitas outras editoras, com linguagens muito próximas, não digo iguais, mas muito próximas ao que nós estamos a conceber. Há editoras novas muito boas. Há a Disco, a Cobra dos Mão Morta que vende os cd’s a 9 euros, é um preço muito apelativo. Os meus custam 10, pronto. É a nossa política. As pessoas complicam tudo. Há uma coisa que é tão simples que é o gostar de música. Eu só gosto de música! Há pessoas que vêem no acto de gostar de música um acto complicado. Para mim isto é simples. Eu posso deixar de editar discos, mas continuo a ter o prazer de os ouvir. O processo em si mudou muito. Se pensares na produção musical há 200 anos eram os concertos ao vivo ou a criação de uma orquestra. Isto era tudo produção musical!
As bandas em si não sei que consciência é que têm, dentro da editora.
Pergunta: Vai haver crescimento da Bor Land ou queres que ela fique como está?
Espero que cresça! Eu não tenho um patamar onde quero chegar. Sei lá...Acho que o formato em si é que não deve mudar. As coisas fazem-se porque é a sua natureza. São mais discos, um catalogo maior, as pessoas olham com atenção para as tuas coisas. Acredito que ninguém goste do nosso catalogo completo, mas pelo menos olham com mais atenção.
Pergunta: E para o futuro? O que é que está previsto?
Temos talvez seis edições previstas para os primeiros seis meses de 2004, o álbum, o single de Unplayable sofa guitar com uma edição especial de vinil de sete polegadas. Tenho também o álbum de Spacial white noise, um projecto paralelo do Lionel, um dos membros dos Alla Polacca. Vou fazer também a edição de um trabalho de Lisboa que é The boy with the broken leg. E mais uma quantas coisas...
Depois do enorme sucesso da temporada de 2002, o St. Petersburg State Ice Ballet está de volta a Portugal para apresentar o espectáculo "Quebra-Nozes no gelo", mais um clássico de dança com música de Tchaikovsky. O espectáculo decorre entre os dias 19 e 22 de Novembro, no Coliseu do Porto.
Este espectáculo é interpretado majestosamente por mais de uma centena de fabulosos dançarinos, entre os quais 30 campeões de dança no gelo, de prestígio mundial.
O "Quebra-Nozes no gelo" apresenta uma combinação única de arte e entretenimento, através do encanto do ballet e do rigor da patinagem no gelo, aliados ao sumptuoso guarda-roupa e à participação de mais de 800 figurinos.
Desde a primeira actuação da Companhia St. Petersburg State Ice Ballet, em 1967, a combinação de dança clássica com patinagem no gelo tem sido apreciada em mais de 5 mil actuações por todo o mundo.
Fica aqui a sugestão.
Cada geração tem o seu. O da minha decidiu antecipar-se em comparação ao seu antecessor. Dia 21 de Outubro de 2003 foi o dia da morte de Elliott Smith. Ele fugiu-me, mas eu nunca o abandonarei.

Dizer que cada geração tem o seu talvez seja demasiado arriscado. Eles não pertencem a gerações, não pertencem a ninguém, são de todos os que os queiram.
Quando um dia destes fui, como habitualmente, ver num site qualquer o que se passava no mundo da música fiquei totalmente paralisado quando li que Elliott Smith se tinha suicidado. Como é que isto tinha acontecido? Como é que ele nos podia ter abandonado? Não será exagero dizer que me senti destroçado. Perdemos mais um para a vida, a droga é só uma desculpa, a vida é que os leva.
Há uns anos atrás, ainda eu não o conhecia, escapou-nos outro desta classe de homens que são mais do que homens sem deixarem de o ser. Jeff Buckley. Afogado. Morto. Quando o vim a conhecer já ele não andava por cá e tive pena de ganhar consciência que nunca mais ouviria nada de novo daquela voz.

1975. Malditos anos psicadélicos que tanto nos deram e tanto nos tiraram. Morre o Tim. Pai daquele de quem já falei. Morre do estereótipo dos que morrem nesta altura: overdose de heroína. Há que recorrer às covers para que ele volte nos anos noventa, "Song to the siren" brilha na voz de Liz Frazer dos Cocteau Twins.

Um ano antes, 1974, deixa-nos Nick Drake. Suicídio. Pelo menos é o que se diz. De todos estes anjos era o que, enquanto vivo, mais tinha voz disso.
Anseio pelo dia em que os vou ver em concerto num sonho que amaldiçoarei quando acordar por já ter acabado. Vou cumprimentá-los, dizer-lhes que nunca os esqueci e dar-lhes um abraço. Perguntar-lhes-ei o que acham eles daquilo que eu escrevo e guardarei as suas respostas numa caixa dentro do meu coração.
Todos eles têm presença constante na minha aparelhagem e sinto que me acompanham diariamente. Ouçam-nos também vocês se é que ainda não os conhecem. Não sejam brutos a apertar-lhes as mãos, eles são frágeis, apesar de imortais. Também nós o somos, por isso é que eles existem, para nos proteger e dizer que há quem compreenda.
Para os que ainda restam...Aguentem-se bem, ainda há muito para vir.
P.S.: A quem ler isto, que não pense que me esqueci de Kurt Cobain, Joplin, Hendrix, Morrison e afins. Simplesmente não pertencem à mesma classe de artistas e escrevo isto sem sentido pejorativo.

Scents of Light, Rastos de Luz estará em cena já em Novembro de 2003. Nos dias 24, 25, 26 e 27, pelas 21h30, o Teatro Rivoli no Porto será palco de uma bela história de amor... Uma história de Amor e Amizade em tempo de Guerra.
O Musical Scents of Light, em português - Rastos de Luz, passa-se num campo de trabalho nazi, em plena II Guerra Mundial, relatando uma história de amor entre dois jovens judeus aprisionados e a amizade de um oficial alemão pelos dois judeus.
A história é contada em dois actos. Inicia-se em Janeiro de 2001, na casa do velho Joshua, que recorda a sua amada de sempre. Com ele, somos transportados para o campo de trabalho nazi de Stalag III, em Novembro de 1941. A chegada de mais um comboio carregado de prisioneiros judeus, leva ao reencontro de Joshua com a sua noiva Hannah, feita prisioneira seis meses antes e com o seu amigo de infância Andreas, agora oficial alemão. Os poucos dias passados em Stalag III, vão mudar para sempre as suas vidas... e não deixará ninguém indiferente! Eles testemunham o poder do amor e a força da esperança, verdadeiros rastos de luz numa existência humana, cujo significado nem a guerra conseguiu apagar.
O musical Scents of Light já esteve em cena no ano passado no Teatro Helena Sé e Costa e conquistou milhares de pessoas. O seu sucesso valeu-lhe as mais prestigiadas críticas dos grandes especialistas do mundo da música, nomeadamente de profissionais estrangeiros, que valorizaram a passagem deste musical nos grandes palcos londrinos.
Agora num espetáculo maior, Scents og Light promete deixar muita saudade.
Os bilhetes encontram-se à venda na bilheteira do Teatro Rivoli, e nas lojas Fnac.
Estreia amanhã em Portugal o filme que ganhou a Palma de Ouro e o prémio de Melhor Realizador em Cannes este ano, Elephant, de Gus Van Sant.

O grande filme deste ano em Cannes, usando jovens actores em nome próprio, é uma referência directa aos homicídios do liceu Columbine, analisando as componentes psicológicas dos adolescentes e a relação existente entre o quotidiano americano e a indústria das armas, algo já estudado por Michael Moore em Bowling for Columbine, apesar desse documentário ter sido de carácter satírico.
Sem querer competir com os nossos colegas do Pipoca Blog, relembro que Elephant estreia sexta-feira, dia 14 de Novembro.

Fundação Portuguesa das comunicações realiza exposição no Porto para comemorar os 150 anos do primeiro selo português. Entradas gratuitas!
Esta exposição, organizada pela Fundação Portuguesa das Comunicações, comemora os 150 anos do primeiro selo português, dando a conhecer através de originais de selos alguns dos mais relevantes artistas plásticos portugueses ao longo de mais de um século.
Além da divulgação de trabalhos inéditos, esta exposição homenageia aqueles que ao longo deste período dedicaram a sua criatividade e arte ao selo postal.
ENTRADA:
gratuita
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:
3ª-6ª- das 14h às 18h
Sábados e Domingos- das 15h às 19h
LOCAL DE REALIZAÇÃO:
Alfândega-Porto
Está a decorrer, no Museu Nacional da Imprensa, o V PortoCartoon - World Festival, considerado um dos três principais concursos de caricatura a nível mundial. O tema principal deste ano é a Água. O evento vai decorrer até 11 de Janeiro de 2004, no horário habitual do museu: todos os dias das 15 às 20h.
Esta é a 5ª edição deste Festival que está cotado entre os melhores do mundo pela FECO (Federation of Cartoonists Organisations). Sob o tema da Água, designado em conssonância com a UNESCO, vão estar patentes mais de 1600 cartoons, de cerca de 500 caricaturistas de 60 países do mundo.
O grande prémio do Júri foi atribuído ao turco Muhittin Köroglu, tendo sido também distinguidos um polaco, um israelita, para além de outras doze menções honrosas atribuídas.
Um evento a não perder...
Até dia 4 de Janeiro é possível visitar no Museu de Arte Contemporânea de Serralves a exposição do japonês Arata Isozaki sobre "a possibilidade da cidade futura implicar um conceito permanente de ruína".

Resultado da colaboração deste arquitecto japonês com vários artistas da mesma nacionalidade, esta exposição consiste numa análise crítica da cidade enquanto conceito e faz várias referências às bombas nucleares lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki.
O projecto foi destruído durante o Maio de 68 em Milão e reconstituído sob a supervisão de Isozaki em 2002 para uma exposição de nome "ICONOCLASH - Beyond the image Wars in Science, Religion and Art".
Até dia 4 de Janeiro de 2004 exposto em Serralves, o "Labirinto Eléctrico".
Um Pavilhão Atlântico a rebentar pelas costuras e uma audiência em êxtase eram o cenário de um dos maiores concertos do ano. Ben Harper e os Innocent Criminals foram o ingrediente-chave da noite, que ficará na memória do público português.
Quando meia hora de atraso já parecia uma eternidade, Ben Harper e a sua banda entraram em palco com uma abertura que deixou um pouco a desejar. A avaliar pela histeria colectiva, foi um pormenor que passou despercebido.
Protagonista do concerto, que durante três horas levou o público ao rubro, Ben Harper fez-nos viajar no tempo com um alinhamento que passeava por toda a sua discografia. Foi bom recordar “Glory & Consequence”, “Walk Away” e “Opression”. Mas eram os temas de “Diamonds on the inside” que o público mais esperava. Não fosse justificação suficiente para o concerto se ter realizado no Pavilhão Atlântico a intensiva procura do último álbum...
Foi, indubitável e previsivelmente, “Sexual Healing” o ponto máximo da noite. Não havia palco nem plateia, ambos se fundiram num espaço que ultrapassava as leis da física. Testemunhou-se uma perfeita comunhão quando Ben improvisou sob o coro de uma audiência que cantava “Heal me, my darling”. Por momentos, sentiu-se a alma de Marvin Gaye.
Só alguns problemas acústicos e a fraca intimidade que Ben Harper, por vezes, não conseguiu disfarçar é que não estiveram à altura do público português, que voltou a provar a sua fama. Um recinto excessivamente grande para um concerto que pedia a intimidade de uma sala mais pequena terá sido o que falhou.
O primeiro encore, que fez o músico regressar sozinho ao palco, demonstrou um esforço na tentativa de diminuir estas “barreiras”. A preocupação de estar mais perto de todos levava frequentemente Ben Harper às extremidades do palco. “Power of the Gospel”, Waiting on an angel” e “ When it´s good” souberam estabelecer a intimidade que faltava.
“With my own two hands” era o tema que todos esperavam. No segundo encore, os primeiros acordes da música foram suficientes para o rejubilar das massas e para tornar mais difícil a despedida.
Mais um para o Sá da Bandeira. Dias 5 e 6 de Dezembro o teatro portuense recebe o Festival Blue Spot com nomes como Peaches, Ursula Rucker ou Sigue Sigue Sputnik.

É já a sexta edição deste festival de música electrónica que se vai realizar nos próximos dias 5 e 6 de Dezembro no Porto. O Blue Spot é um festival direccionado para a electrónica, mas não se limita à música, também inclui demonstrações multimédia.
Até agora estão confirmados para o Festival nomes como Peaches, Ursula Rucker, Sigue Sigue Sputnik, Freddy Fresh, O Projecto É Grave, Dj Milkshake e Paulo J. Rodrigo.
Edições anteriores do festival trouxeram até nós artistas conceituados da electrónica como Roni Size, LTJ Bukem, Amon Tobin, Goldie, 4 Hero, entre muitos outros.
O Bobo e a sua Mulher esta Noite na Pancomédia, que está em cena no Teatro Nacional de S. João, despede-se no próximo dia 9.
Comédia, textos difíceis mas bem conseguidos, representações teatrais que mostram as misérias do Homem. É uma peça sarcástica, em que os actores representam situações do quotidiano, e, entre tantas histórias paralelas, de pessoas que se traiem, de pessoas que não são felizes, de pessoas sonhadoras e impulsivas, há uma história central: o drama de uma escritora (Ana Brandão) que quer o sucesso do seu segundo livro (quer romper com o feitiço de que o segundo livro é sempre pior que o primeiro).
Quem ajuda esta jovem escritora, "tão pequena, ninguém daria nada por ela" (excerto da peça), é um editor, "dono de uma editora de uma pessoa só" (excerto da peça), Zacarias Werner (João Reis).
É uma peça repleta de bons actores, de movimento, de magia, e, sobretudo, de comédia. Actores como Canto e Castro, João Reis, Patricia Bull, Ana Paula Almeida, entre outros fazem parte do elenco desta peça que está em cena no TNSJ até sábado, dia 9 de Novembro.
Os Mayumana, um conjunto de artistas que realizam um espectáculo que mistura dança, música e representação, estão pela segunda vez no nosso país. Depois do êxito alcançado em 2001, vão actuar no CCB e no Coliseu do Porto (6 e 7 de Novembro), onde prometem apresentar novos números e muita magia, características bem marcantes das suas actuações! A não perder...
Criados em 1996, em Telavive, os Mayumana são um daqueles grupos cujo alcance é universal. A força dos seus espectáculos tem espalhado magia por vários pontos do globo, esgotando salas desde a Alemanha até à Venezuela.
Os artistas, escolhidos ao longo de 4000 audições, transmitem, sobretudo, boa disposição, para além de um enorme talento.
Tudo isto resulta num evento cheio de ritmo e emoção que promete voltar a deliciar os espectadores portugueses. Após esta tournée por Portugal e Espanha, os Mayumana preparam-se para invadir a América do Norte, para desta forma conseguirem alcançar os quatros cantos do mundo.
Por tudo isto, e por muito mais, vale a pena dar um salto ao Coliseu e celebar a vida com um sorriso nos lábios!
O CineClube da Horta (CCH) apresenta entre 4 e 8 de Novembro, no Teatro Fayalense, a 1a Mostra de Cinema Português da Ilha do Faial.
Esta é a primeira iniciativa pública do CCH desde a sua constituição em 24 de Janeiro deste ano, e estabelece uma ponte entre nomes já consagrados do cinema português e a nova geração de realizadores nacionais.
Para além de referências como Manoel de Oliveira, Paulo Rocha e João César Monteiro, esta mostra aposta no talento e na irreverência de nomes como Raquel Freire, António Ferreira e Jorge Neves, integrando registos que vão desde a longa metragem à animação, passando pelo documentário.
O CCH orgulha-se de poder apresentar ao público faialense a Ante-Estreia nacional do filme "A Olhar para Cima", de João Figueiras, que estará presente na ocasião para falar deste trabalho rodado na ilha do Faial e que conta com a participação de alguns actores e figurantes locais.
Mais cinema português e internacional virão a seguir a este primeiro encontro do CCH com o público faialense. O CCH continuará a promover mostras e ciclos de cinema temáticos e/ou de autor em conjugação com exibições semanais regulares, que terão lugar, já a partir desta mostra, às 3ªs e 5ªs feiras no Teatro Fayalense. Sempre com uma mesma raiz: constituir uma alternativa de qualidade ao cinema dito comercial da industria da 7ª Arte.
O objectivo não é o de exibir filmes para uma elite, mas o de proporcionar a todos o contacto com um cinema de elite que estimule a criatividade, a crítica e o sonho nas pessoas.
Já está disponível em DVD o filme anglo-asiático que tanto sucesso fez no Reino Unido e no resto do mundo em 2002.
"Bend it like Beckham" ou "Jogar como Beckham" retrata a vida de uma teenager, Jess Bjamra (Parminder Nagra) que tem uma paixão por futebol e que idolatra o inglês David Beckham.

Mas apesar do seu talento excepcional a jogar à bola, o facto de ser rapariga limita as suas hipóteses. Já para não falar de que se trata de uma rapariga indiana...

Os pais de Jess tornam-se assim um empecilho. Não compreendem porque é que a sua filha não se torna numa jovem tradicional indiana, à semelhança de sua irmã Pinky, que está noiva de um respeitável rapaz.
Eis o drama da mãe: "Quem irá casar com uma rapariga que passa o dia a jogar futebol e que nem cozinhar sabe?!"
Os Gotan Project regressam a Portugal em Dezembro para mostrarem de novo a sua perspectiva do tango argentino.

No dia 5 de Dezembro a Aula Magna transformar-se-á. No dia 6 será a vez do Teatro Sá da Bandeira. Os Gotan Project trazem a Portugal a sua visão única daquilo que é o tango. Ainda a promover o álbum La Revancha del tango os Gotan Project voltam ao nosso país após terem estado cá em Março.
Os bilhetes para ambos os concertos custam 25 €.
Neste site podem ouvir uma entrevista à banda realizada por Gilles Peterson [criador da editora "Talkin' Loud"] para a BBC aquando da saída do álbum.
Universitários portugueses e brasileiros irão debater a obra de Agostinho da Silva num ciclo dedicado a este pensador português que terá lugar na Vila das Lajes, ilha do Pico, entre os dias 1 e 8 de Dezembro.
É o "II Ciclo Agostiniano - Açores".
Esta iniciativa partiu da associação cultural "Faialentejo" e tem previstas - para além de palestras de estudiosos - projecções de filmes, exposições e exibições teatrais.
A projecção de um filme inédito de António Escudeiro, com o título "Agostinho por si só" e "Função do Espírito Santo" da obra de Agostinho da Silva são outras das iniciativas agendadas para o "II Ciclo Agostiniano - Açores".
A nova peça de Nuno Cardoso adaptada a partir da primeira versão de Fausto vai estar em cena no Teatro Carlos Alberto.
O Teatro Nacional São João e o Cão Danado e Companhia co-produzem esta encenação de Urfaust que Goethe escreveu com apenas 24 anos e que, ao contrário da versão posterior, se centra na personalidade feminina, deixando para segundo lugar o papel masculino de Fausto.
De 21 a 29 de Novembro no Teatro Carlos Alberto.
A banda de "They threw us all in a trench and stuck a monument on top" vai actuar no Teatro portuense dia 24 deste mês, estando a abertura a cargo dos X-Wife.
Pela primeira vez em Portugal a banda de Angus Andrew (vocalista dos Liars e namorado de Karen O dos Yeah Yeah Yeahs) tocará primeiro no Porto (dia 24) no Teatro Sá da Bandeira e no dia seguinte em Lisboa no Lux.
Nascidos em 2000 os Liars lançaram poucos meses depois o seu álbum de estreia, "They threw us all in a trench and stuck a monument on top", que obteve uma excelente recepção da crítica musical por todo o mundo, em particular no Reino Unido, onde as novas bandas de rock sempre tiveram maior exposição.
A primeira parte dos dois concertos será feita pelos X-Wife, nova banda portuguesa de rock electrónico criada por DJ Kitten.
Os bilhetes custam entre 15 a 17 € para as duas noites.