Os juristas Luís Chaby e Isabel André irão integrar o futuro Conselho de Administração do TNDM II.
Os nomeados irão trabalhar em conjunto com o cenógrafo António Lagarto, actual director artístico do teatro, como anunciou o Ministério da Cultura.
António Lagarto ficará responsável pela estratégia da programação artística. O cenógrafo participará também no processo de elaboração dos regulamentos necessários ao funcionamento do teatro.
Os novos administradores terão em mãos o processo de transição do Teatro Nacional D. Maria II para uma sociedade anónima de capitais públicos – TNDM SA. . Esta decisão partiu do Conselho de Ministros que aprovou, em Dezembro, um decreto-lei nesse sentido Este modelo de gestão já tinha sido defendido no ano 2000 pelo então ministro da Cultura, José Sasportes. Contudo, o processo caiu no atraso e foi inclusivé um dos motivos que o actor João Grosso alegou ao demitir-se da função de vogal responsável pela direcção artística do teatro, em Julho do ano passado.
Os nomeados entrarão em funções logo que a Lei Orgânica do teatro entre em vigor.
Chaby Vaz e Isabel André têm já experiência no âmbito da Cultura. Chaby foi subdirector e administrador do Teatro Nacional S. João e Isabel André pertenceu ao Conselho de Fundadores da Fundação de São Carlos e foi administradora da Companhia Nacional de Bailado.
O Teatro Nacional D. Maria II terá assim um novo futuro com novos nomes na administração.
Sílvia Correia é uma jovem actriz cheia de projectos e força para os concretizar. Sílvia deixou a área de economia que estudava no liceu para se dedicar de corpo e alma à sua paixão: o Teatro. JCC falou com a actriz.
Decidiu tirar o curso de Interpretação na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo contra a vontade da sua família e admite que o facto de tanto lhe tentarem mostrar “o lado negativo de ser actriz” a incentivou ainda mais a ir em frente para poder mostrar à família o quanto estavam errados, e afirma orgulhosa “Estou a conseguir!”.
Sílvia entende que um actor que luta, que não fica parado à espera que os trabalhos surjam, pode viver bem em Portugal. Mas também esclarece que “há pouca produção” e defende que “cabe aos mais novos criarem também eles postos de trabalho.”
Sílvia também já estudou 3 meses em Liverpool e defende que “é sempre uma valorização importante” assim como em todas as profissões, “não só em termos profissionais mas também a nível pessoal.
Neste momento Sílvia Correia está a preparar um trabalho com alunos do workshop de teatro de que é responsável e começará em rodagem para uma curta-metragem na próxima semana.
A jovem actriz deixa um apelo aos que lhe querem seguir as pisadas e diz que “Ninguém disse que é um mundo fácil enveredar por uma carreira artística, mas é importante manter a vontade de trabalhar e nunca desmotivar.”
Sílvia Correia lutou pelo que acredita, gosta do que faz e promete não desistir. Sílvia Correia é forte e não se arrepende de ser actriz. E para 2004 pede o que de certo todos pedimos, actores e não actores: “muito trabalho…muita saúde e confiança.”
Numa altura em que acorrem sempre muitas pessoas a castings para teatro, cinema e televisão, JCC quis saber mais um pouco e falou com Sílvia Correia, actriz e formadora em workshops.
Sílvia Correia defende que muitos representam porque simplesmente têm gosto em viver para o teatro, mas sabe também que outros há que o querem fazer por uma questão de moda. Mas como se sabe, neste meio é necessário uma luta constante para um lugar ao sol porque “os que ficam à espera que o trabalho lhes caia do céu não vão longe”.
Sílvia Correia sabe que muitos alunos procuram nos seus worshops um primeiro contacto com o teatro antes de enveredarem por uma carreira artística, mas adverte que também há muitos outros motivos, pois há muitas pessoas que os fazem “para aprender a saberem-se comportar com à vontade, a colocar a voz, a serem bons espectadores de teatro…”. Sílvia Correia orgulha-se, aliás, de ter tido alguns alunos que depois de frequentarem os seus workshops se deixaram conquistar pelo teatro a tempo inteiro e com um sorriso nos lábios diz que “é sinal que dei um presente, que alguém gostou e foi comprar o resto da colecção”.
A jovem actriz falou-nos ainda do fenómeno em ascenção que é a ficção falada em português, a que tantos actores têm acedido. Sílvia Correia acrescenta que este não é um problema apenas da televisão, já que se notam diferenças várias entre o Teatro Nacional e o Teatro Municipal, na medida em que “quem faz Teatro Nacional acaba por ter mais projecção do que quem faz nos Teatros Municipais ou nas produções próprias.”.
Uma peça de David Mamet, de 21 de Janeiro a 15 de Fevereiro, no Maus Hábitos (Rua Passos Manuel).
"Uma loja de compra e venda. 3 pequenos vigaristas planeiam um assalto, para essa mesma noite, a 1 coleccionador de moedas. Nas horas que passam, até ao golpe, a amizade torna-se vítima de 1 conflito entre lealdade e negócio." É o resumo de uma peça que estará a decorrer no Maus Hábitos, de 21 de Janeiro a 15 de Fevereiro, de Quarta a Domingo, pelas 21h30.
Uma peça de David Mamet, com interpretação de Fernando Moreira, Luis Araujo e Luis Mestre. É uma peça para maiores de 16 anos, da produção do Teatro Art'Imagem.
Foi ontem apresentado ao público o programa do Teatro Nacional S.João(TNSJ) para o primeiro semestre de 2004. No ano em que o TNSJ garantiu a sua reestruturação a dinâmica entre o clássico Teatro do Porto e o novíssimo Teatro Carlos Alberto(TeCA) promete um ano em cheio.
O ano começa com os restos de 2003. “Castro” continua em cena no TNSJ até dia 18 de Janeiro. Mas as novidades são muitas de Janeiro até Julho.
De 10 a 18 de Janeiro “Cinco Peças de Olga Roriz”, o grande nome da dança contemporânea portuguesa disperso por 5 peças: Código MD8(dias 10 e 11 no TeCA), Os Olhos de Gulay Cabbar(dias 14 e 15 no Museu do Carro Eléctrico), Não Destruam os Mal-me-queres(também 14 e 15, mas no TeCA), Jardim de Inverno(dias 17 e 18 novamente no Museu do Carro Eléctrico) e Jump-up-and-kiss-me(17 e 18 no TeCA).
A dança é uma aposta forte em 2004 do TNSJ. “Materiais Diversos + One Woman Show”, parceria com uma das Capitais Europeia da Cultura de 2004(Lille), são dois espectáculos inovadores, sendo que “Materiais Diversos” “revela uma inesperada dimensão coreográfica por parte de um criador que se assumia pela ausência intencional de coreografia”, segundo o “Duas Colunas”, o jornal de divulgação do TNSJ. Em cena nos dias 6 e 7 de Fevereiro.
Novo destaque para “O Despertar da Primavera”, primeira peça totalmente adaptada especificamente para o palco do novo TeCA. Nuno Cardoso volta a encenar, depois de ter regressado aos palcos em “Gretchen”. No TeCA de 5 a 28 de Março.
“O Despertar da Primavera” vai ser apenas um dos vários espectáculos em cena aquando do dia Mundial do Teatro. De 25 a 28 de Março o TNSJ, o TeCA e o Rivoli vão estar a força máxima tendo em cena, respectivamente, “Um Hamlet A Mais”(agora no TNSJ após ter estado no Rivoli), “O Despertar da Primavera” e “Aguantar”.
Os primeiros seis meses de 2004 prometem muito e bom teatro e dança nos teatros do Porto. Um último destaque para uma co-produção da companhia de Teatro O Bando e do TNSJ com a colaboração da Culturgest: “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago. Adaptada e encenada por João Brites, é a muito aguardada representação destes primeiros seis meses no Teatro Nacional S.João.
A peça Castro, que esteve em cena no início do ano, volta novamente ao Teatro Nacional de S.João. Os amores trágicos imortalizados de Pedro e Inês fazem parte da nossa história, da nossa cultura e do nosso imaginário. Vale a Pena ver!
Castro volta ao TNSJ com 3 novos actores: Micaela Cardoso como Inês de Castro, Luísa Cruz como Ama, Pedro Almendra como Mensageiro. Estas novidades no elenco podem ser um incentivo para assistir à peça. É uma boa oprtunidade para ver ou rever uma peça com um dos mais belos textos portugueses.
Castro vai estar em cena no TNSJ, de terça a domingo, apartir de dia 5 de Dezembro e até 18 de Janeiro de 2004.

Ficha Técnica:
De António Ferreira;
Encenação Ricardo Pais;
Cenografia e Figurinos António Lagarto;
Músico Vítor Rua;
Vídeo Fabio Iaquone;
Coreografias Né Barros;
Desenho de luz Nuno Meira;
Desenho de som Francisco Leal;
Apoio dramatúrgico Frederico Lourenço, Carlos Mendes de Sousa;
Elenco: Micaela Cardoso, Luísa Cruz, João Pedro Vaz, Emília Silvestre, Nicolau Pais, António Durães, João Cardoso, Ivo Alexandre, Pedro Almendra e João Reis (em voz off);
Produção TNSJ
Horário:
Terça a Sábado: 21h30;
Domingo: 16h
Preços:
Cartão de Estudante: 7,50 euros para a plateia e tribuna.
Mais informações: TNSJ; Agenda Cultural do Porto
"Novas Directrizes em Tempos de Paz" é a peça que traz Tony Ramos e Dan Stulbach ao TeCA, de 3 a 7 de Dezembro, às 21h30.
A peça, escrita em 2001 por Bosco Brasil, tem arrebatado muitos prémios no Brasil. É trazida à cena por Ariela Goldmann e tudo acontece a 18/04/1945.
Os dois conhecidos actores brasileiros encarnam Segismundo - funcionário dos serviços de emigração e ex-torturador da polícia política do ditador Gertúlio Vargas - e Clausewitz - um actor polaco que foge à Guerra que tenta conseguir o visto de entrada no Brasil.
Ambos os actores têm uma carreira conhecida pelo público português e tanto o elenco como a história prometem.
Fontes: Jornal de Notícias, 21/11/03
O Bobo e a sua Mulher esta Noite na Pancomédia, que está em cena no Teatro Nacional de S. João, despede-se no próximo dia 9.
Comédia, textos difíceis mas bem conseguidos, representações teatrais que mostram as misérias do Homem. É uma peça sarcástica, em que os actores representam situações do quotidiano, e, entre tantas histórias paralelas, de pessoas que se traiem, de pessoas que não são felizes, de pessoas sonhadoras e impulsivas, há uma história central: o drama de uma escritora (Ana Brandão) que quer o sucesso do seu segundo livro (quer romper com o feitiço de que o segundo livro é sempre pior que o primeiro).
Quem ajuda esta jovem escritora, "tão pequena, ninguém daria nada por ela" (excerto da peça), é um editor, "dono de uma editora de uma pessoa só" (excerto da peça), Zacarias Werner (João Reis).
É uma peça repleta de bons actores, de movimento, de magia, e, sobretudo, de comédia. Actores como Canto e Castro, João Reis, Patricia Bull, Ana Paula Almeida, entre outros fazem parte do elenco desta peça que está em cena no TNSJ até sábado, dia 9 de Novembro.
A nova peça de Nuno Cardoso adaptada a partir da primeira versão de Fausto vai estar em cena no Teatro Carlos Alberto.
O Teatro Nacional São João e o Cão Danado e Companhia co-produzem esta encenação de Urfaust que Goethe escreveu com apenas 24 anos e que, ao contrário da versão posterior, se centra na personalidade feminina, deixando para segundo lugar o papel masculino de Fausto.
De 21 a 29 de Novembro no Teatro Carlos Alberto.