A Eslovénia é um país com uma história muito rica, cuja identidade nacional e cultural é fruto da confluência de diversas civilizações que ocuparam o seu território durante vários séculos.
Achados arqueológicos provam que existe vida no território que hoje constitui a Eslovénia desde há 250.000 anos. Até ao século XX, este território foi sucessivamente ocupado por diversos povos e civilizações, de que se destacam os Celtas, o Império Romano, os Hunos, os Germânicos, os Eslavos (povo de quem os Eslovenos descendem) e os Habsburgos. Já no séc. XX, são incorporados no império Austro-Húngaro. Com a dissolução do império e o final da 1ª Guerra Mundial, a Eslovénia é incorporada no reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, que passa a chamar-se Jugoslávia em 1929. Com o fim da 2ª Guerra Mundial, a Eslovénia torna-se uma das 6 repúblicas da Jugoslávia, a mais homogénea etnicamente e a mais rica. No final dos anos 80, após a dissolução do bloco soviético e a escalada do nacionalismo sérvio, ressurgem os anseios separatistas na Eslovénia. Isto porque os eslovenos conseguiram manter uma forte coesão linguística e cultural, mais identificada com a Europa ocidental que com a oriental. Em 1990, o Partido Comunista local rompe com a liga dos comunistas da Jugoslávia, associando-se à evolução democratizante do Leste Europeu. Sob a liderança de Milan Kucan, o primeiro presidente eleito, a independência é proclamada a 25 de Junho de 1991. O reconhecimento internacional da independência eslovena não se fez esperar. Em Janeiro de 1992, a União Europeia reconheceu oficialmente a Eslovénia como estado independente e em Maio do mesmo ano tornou-se membro permanente da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1993, o pais é admitido no Conselho da Europa, um passo importante para ser aceite como membro de pleno direito da União Europeia. Reduzida a inflação e mantido o baixo nível de desemprego e um nível de vida superior ao das ex-repúblicas jugoslavas, a Eslovénia adopta uma nova moeda nacional - o tolar. A adesão à UE é claramente assumida como prioridade do Governo.
Actualmente, a Eslovénia integra o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Associação Centro-Europeia de Comércio Livre (CEFTA), os Bancos Europeu (BERD) e Internacional (BIRD) para a Reconstrução e Desenvolvimento, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o Banco Mundial, o Conselho da Europa, o programa "Parceria para a Paz" da NATO e a ONU. O facto de a Eslovénia nunca ter pertencido às estruturas do Pacto de Varsóvia e ter escapado à guerra na região, constituem argumentos dos responsáveis de Ljubljana para reivindicarem a integração na NATO, em condições de igualdade com os demais países da organização. A Eslovénia encontra-se, em suma, muito bem cotada para passar a fazer parte da União Europeia já no próximo alargamento, em Maio de 2004.
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Ana Sofia Ribeiro
Posted by turma32 at janeiro 3, 2004 12:08 AMhá muitos erros de ortografia neste contexto,espero que da próxima vez eu não tenha de decifrar as palavras e tentar descobrir o que elas querem dizer!!!!!!
obrigada por ter me dado a oportunidade de fazer esse comentário.
Tucunduva,junho de 2004.