novembro 13, 2007

Salário de 2 milhões dos portugueses é inferior a 300 euros

Dois milhões de portugueses têm rendimento mensal inferior a 300 euros.

O salário médio dos portugueses aumentou, mas trata-se de uma média que esconde que mais de dois milhões de portugueses têm um rendimento inferior a 300 euros, de acordo com o economista Eugénio Rosa.

Apesar do aumento, o economista refere que houve uma perda real dos salários, porque se trataram de aumentos inferiores à inflação e porque tem havido uma substituição de trabalhadores mais qualificados – com salários mais elevados – por pessoas menos qualificadas e, por conseguinte, com ordenados inferiores.

“É o que dizem as estatísticas do Instituto Nacional de Estatística (INE)”, sublinhou Eugénio Rosa em conversa com o Correio da Manhã.

Também contribui para esta situação o facto de os contratos permanentes estarem a dar lugar a vínculos laborais mais precários e de muitos trabalhadores só arranjarem trabalho a tempo parcial, o que baixa os salários e pressiona para baixo o valor médio nacional.

“Muitas pessoas recebem cerca de 60 por cento de um ordenado a tempo inteiro”, diz Eugénio Rosa.

A conclusão do economista é a de que se está a assistir a uma recomposição do emprego. As grandes empresas (que pagam melhor) reduzem o número de trabalhadores, ou seja, há menos pessoas com salários elevados, e cresce o emprego nas pequenas empresas. “Há uma redução do poder de compra”, sublinha Eugénio Rosa, que conduz ao agravamento das condições de vida, para além de acentuar a desigualdade.

Os estudos do economista baseiam-se em dados do INE e do Eurostat, informações estatísticas, pelo que os seus valores estão ligeiramente abaixo dos apresentados pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social, que se fundamenta também em projecções mas feitas com base nos descontos efectivos dos trabalhadores.

De acordo com esses dados, o salário médio em Portugal rondava, em 2000, os 613,83 euros, tendo atingido os 840,1 euros em 2006. Nas contas de Eugénio Rosa, o salário médio passou de 734 euros para 746 euros nos últimos dois anos.

Contrariando com a fraca evolução dos salários, nos últimos dez anos, a carga fiscal – o conjunto dos impostos e das contribuições para a Segurança Social pagos pelos contribuintes – sobre o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 3,4 pontos percentuais, fixando-se nos 35,3

Reconstrução hipertextual da notícia "Salário médio de 840 euros" in Correio da Manhã

Filipa Almeida turma 3

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Salário Médio dos portugueses é de 840 euros

A remuneração de base média mensal dos portugueses ronda os 840 euros, mas há profissões que são extremamente bem pagas em relação às restantes.

Além dos cargos de direcção, que são geralmente os mais bem pagos, as actividades ligadas à área financeira são muito bem recompensadas, com salários que podem chegar aos 4500 euros mensais, ganhos para um auditor com mais de 10 anos de experiência, ou aos 6428,5 euros mensais, auferidos por um advogado de Assessoria Fiscal. Ainda assim o nível de remuneração em Portugal é mais baixo do que nos 15 Estados-membros mais antigos da União Europeia.

De acordo com últimas estatísticas disponíveis no Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e da Segurança Social, que remontam a Outubro do ano passado, o salário base médio tem vindo a crescer de forma constante nos últimos anos, rondando os 840 euros. Mas há diferenças acentuadas entre homens e mulheres, com estas a serem prejudicadas. Uma trabalhadora ganha em média 829 euros mensais, enquanto que os homens auferem 1111 euros mensais.

As estatísticas do Ministério do Trabalho revelam que os salários mais elevados estão nas actividades financeiras, com ordenados médios na ordem dos 2052 euros mensais. Um intervalo muito largo em relação às segundas profissões mais bem pagas, que, de acordo com a mesma fonte, se encontram na produção e distribuição de electricidade, gás e água, com ganhos mensais médios de 1528 euros.

A partir daí, os intervalos entre profissões vão-se estreitando, com os operários da construção no fundo da tabela com uma média mensal de 845 euros.

A tendência é confirmada pelo Estudo Salarial de 2005 do Hay Group, uma consultora de gestão que opera a nível multinacional e que é especialista no desenvolvimento de planos para as empresas reterem os seus funcionários.

O estudo confirma que a área financeira concentra as profissões mais bem pagas, mas também aqui se encontram salários abaixo da média. Um administrativo de Recursos Humanos em início de actividade tem um salário médio mensal que não vai muito além dos 600 euros.

É precisamente entre os recém-licenciados que se encontram os salários mais baixos e as políticas retributivas que menos alterações sofrem. A remuneração média mensal bruta nesta faixa ronda os 1103 euros, segundo o Hay Group. Uma média que, segundo os especialista, está inflacionada devido ao facto de as empresas estudadas pela consultora incluírem muitas multinacionais.

A razão para este facto é simples – continua a haver uma grande oferta entre as pessoas acabadas de sair da universidade face à procura do mercado. A mesma razão que leva a que a taxa de desemprego mais elevada se registe precisamente nesta faixa da população.

O sector do Marketing, Publicidade e Vendas é outro onde se encontram profissões bem pagas. Um gestor de contas de publicidade júnior (account executive) ganha uma média mensal de 1928 euros, um gestor de projectos de marketing aufere 1785, um chefe de secção recebe uma média de 1696 e um técnico comercial pode chegar aos 1421 euros mensais, apenas para citar exemplos entre os cargos mais baixos.

Nos cargos de topo, as remunerações médias mensais são bastante mais elevadas (como se pode comprovar no gráfico) e é frequente serem acompanhadas por benefícios como o automóvel ou o plano de pensões, além dos seguros de saúde e de vida que algumas empresas também disponibilizam a outros efectivos.

Reconstrução hipertextual da notícia "Salário médio de 840 euros" in Correio da Manhã
por
Filipa Almeida, turma 3

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CP: consequências do aumento dos preços

Viagens curtas mais caras e viagens longas mais baratas são as principais consequências do aumento do preço dos bilhetes.

Secretária de Estado dos Transportes afirma que «Se somarmos todos os acréscimos e todos os decréscimos [de preços], os preços ficam praticamente iguais aos que existem hoje» e admite que os passageiros que realizarem viagens com uma distancia inferior a 50 quilómetros «vão pagar, em média, ligeiramente mais», enquanto que os passageiros que realizarem viagens com distâncias superiores a 50 quilómetros «irão pagar, em média, ligeiramente menos».

Ana Paula Vitorino explica que «o impacto médio global do novo sistema tarifário é de cerca de 1,3 por cento ao ano, valor inferior à média da inflação anual gerada nos últimos anos».

À reestruturação dos preços, «acrescem os aumentos anuais» no preço dos títulos de transportes.

Catarina Castro e Cláudia Cruz
2º ano turma 4


Reconstrução Hipertextual da Notícia "CP: Governo garante aumento máximo de 30 cêntimos/bilhete" , in Diário Digital

Posted by turma1 at 05:56 PM | Comments (0)

CP: Aumento máximo de 30 cêntimos por bilhete

Preço dos bilhetes da CP aumenta 30 cêntimos, no máximo, até Janeiro de 2008.

Secretária de Estado dos Transportes explica que o novo modelo tarifário, a ser aplicado a 1 de Janeiro de 2008, visa eliminar as «incoerências e injustiças que resultam de um enquadramento legal que tem quase quinze anos» e «as vantagens do fraccionamento de bilhetes». Ana Paula Vitorino destaca ainda as consequências do aumento dos preços.

O novo modelo de tarifário para os serviços regionais da CP substitui a estrutura dos escalões quilométricos pela estrutura de preço por quilómetro, adequando o custo do bilhete ao trajecto e ao serviço efectuado. Durante uma audição na Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Ana Paula Vitorino refere que assim se estipula uma diferenciação dos preços «em função da qualidade e do conforto do serviço prestado».

«Trinta cêntimos é o aumento máximo em cada ano que se poderá verificar no preço de um bilhete simples e 4,73 euros é o decréscimo máximo que se poderá verificar anualmente no preço de um bilhete simples», acrescentou a secretária de Estado.

Ana Paula Vitorino adianta que os decréscimos se vão registar durante 2008 e 2009, ao passo que os aumentos são aplicados, «gradualmente», ao longo de cinco anos.

Catarina Castro e Cláudia Cruz
2º ano turma 4


Reconstrução Hipertextual da Notícia "CP: Governo garante aumento máximo de 30 cêntimos/bilhete" , in Diário Digital

Posted by turma1 at 05:54 PM | Comments (0)

fevereiro 29, 2004

Vestidos a Rigor para Enfrentar a Crise

Portugal está a viver uma crise longa e dolorosa que leva muitas áreas de produção a falirem ou a fazerem “lock-outs” temporários. A empresária Anabela Silva afirma, no entanto, que no sector têxtil a crise só afecta quem “não soube apostar na evolução com investimento técnico e humano.”

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As fábricas com as quais Anabela Silva se relaciona actualmente não sentiram dificuldades acrescidas com a crise que se faz sentir: "As unidades fabris com quem trabalhamos actualmente estão de muito boa saúde financeira. Têm valor suficiente para resistir a qualquer crise que se avizinhe”. No entanto, esta empresária têxtil refere alturas em que teve de mudar de fábrica à última hora pela falta de condições que elas apresentavam.

Anabela diz ser uma “optimista por natureza”. Como tal, não concorda com a ideia de que a crise existente em Portugal vá retirar investimentos estrangeiros no sector têxtil. “As coisas poderão não correr muito bem, mas apenas temporariamente”, diz. Está a ser feita uma triagem natural a todas as fábricas e empresas. As que sobreviverem serão aquelas que souberam investir correctamente no sector técnico e humano. "As fábricas com quem trabalhamos estão dentro deste núcleo. Souberam ver o que era mais importante para a sua saúde financeira"., salienta.

Esta "merchandiser" está ciente da situação que o ramo está a viver, mas não abandona o seu optimismo: “A crise não é eterna, terá de acabar algum dia! E, como a seguir a cada crise vem um período áureo, não considero que seja de alarmar”.

Mariana Ferreira

Posted by at 07:31 PM | Comments (1)

Bastidores da têxtil

O sector têxtil é um dos mais importantes para a economia portuguesa. Anabela Silva trabalhou desde sempre no sector e afirma que este sofreu grandes modificações nos últimos anos. "Há 20 anos atrás, exportávamos preço; no século XXI exportamos qualidade, flexibilidade, 'quick response' e versatilidade", explica.

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O sector têxtil foi o primeiro nível de produção em série em Portugal que deu lucros realmente visíveis. No entanto, hoje em dia o têxtil não está mais a viver o apogeu de antigamente.

O Blogoscópio falou com Anabela Silva, 39 anos, a trabalhar no mundo têxtil desde a década de 80. Contou o percurso da sua vida profissional e o que espera para o futuro. E, optimista, diz que não há razão para entrar em pânico. Mesmo com a crise que afecta o sector.

Anabela esteve sempre ligada ao departamento comercial e não ao produtivo. Começou como secretária de departamento até chegar ao topo do "merchandising" de uma multinacional. "O 'merchandising' é o acompanhamento de clientes que vêm a Portugal colocar encomendas. Eu fazia o seu “follow up”" (seguimento), refere.

Agora, Anabela apostou numa empresa própria: "O nosso trabalho consiste em procurar no mercado português os fornecedores correctos para satisfazer as necessidades dos compradores com quem trabalhamos”, explica.

Ao longo dos anos, o sector têxtil sofreu grandes mudanças. Há 20 anos atrás vendia-se o preço; hoje em dia vende-se qualidade, flexibilidade e versatilidade. Com a globalização e todas as novas facilidades de comunicação, já é possível "entrar em contacto com os clientes de uma forma mais assídua, e assim desenvolver um modelo com mais exactidão e rapidez", refere Anabela. Para que isto fosse possível, as fábricas modernizaram-se e tiveram de apostar na formação profissional de funcionários e empresários. Apenas as fábricas que o fizeram foram capazes de resistir às crises cíclicas que afectam o sector.

Mariana Ferreira

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