janeiro 15, 2004

UE 25: Suíça

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O símbolo da cruz branca sobre fundo vermelho aparece pela primeira vez na história suíça como emblema do cantão de Schwytz, um dos cantões fundadores da Confederação Suíça, em 1291. A bandeira deste cantão ainda hoje tem a cruz branca no ângulo superior direito do seu fundo vermelho. O crucifixo simbolizava a liberdade concedida pelo império aos habitantes daquele cantão.

Mais tarde, durante o século XV, as tropas de diversos cantões da antiga confederação combateram sob os seus estandartes cantonais respectivos, nos quais figurava todavia a cruz branca sobre fundo vermelho, signo da sua aliança e promessa de vitória. A partir da guerra da Suábia e ao longo do século XVI, as tropas compostas por regimentos de diferentes cantões combateram no estrangeiro sob a bandeira vermelha com a cruz branca.

Durante os séculos XVII e XVIII, os diferentes emblemas comunais e cantonais foram substituídos por bandeiras com as cores cantonais em forma de labaredas que rodeavam a cruz branca.

Todavia, só no século XIX, após a criação do Estado federal em 1848, a actual bandeira suíça se tornou o estandarte oficial da Confederação.

Quanto à bandeira do movimento internacional da Cruz Vermelha, criada em fins do século XIX por iniciativa do genebrino Henri Dunant, é uma transposição (com as cores trocadas) da bandeira suíça, traduzindo assim tanto a origem do fundador do movimento como as tradições humanitárias do país.

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Pedro Dias

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UE 25/Suiça: Hino

Hino da Suíça (em francês)

Hino da Suíça (em Alemão)

Hymne national suisse (Cantique suisse)

1e strophe
Sur nos monts, quand le soleil
Annonce un brillant réveil,
Et prédit d'un plus beau jour le retour,
Les beautés de la patrie
Parlent à l'âme attendrie;
Au ciel montent plus joyeux
Les accents d'un coeur pieux,
Les accents émus d'un coeur pieux.

2e strophe
Lorsqu'un doux rayon du soir
Joue encore dans le bois noir,
Le coeur se sent plus heureux près de Dieu.
Loin des vains bruits de la plaine,
L'âme en paix est plus sereine,
Au ciel montent plus joyeux
Les accents d'un coeur pieux,
Les accents émus d'un coeur pieux

3e strophe
Lorsque dans la sombre nuit
La foudre éclate avec bruit,
Notre coeur presse encore le Dieu fort;
Dans l'orage et la détresse
Il est notre forteresse;
Offrons-lui des coeurs pieux:
Dieu nous bénira des cieux,
Dieu nous bénira du haut des cieux.

4e strophe
Des grands monts vient le secours;
Suisse, espère en Dieu toujours!
Garde la foi des aïeux, Vis comme eux!
Sur l'autel de la patrie
Mets tes biens, ton coeur, ta vie!
C'est le trésor précieux
Que Dieu bénira des cieux,
Que Dieu bénira du haut des cieux


Schweizer Landeshymne (Schweizerpsalm)

1. Strophe
Trittst im Morgenrot daher,
Seh'ich dich im Strahlenmeer,
Dich, du Hocherhabener, Herrlicher!
Wenn der Alpenfirn sich rötet,
Betet, freie Schweizer, betet!
Eure fromme Seele ahnt
Gott im hehren Vaterland,
Gott, den Herrn, im hehren Vaterland.

2. Strophe
Kommst im Abendglühn daher,
Find'ich dich im Sternenheer,
Dich, du Menschenfreundlicher, Liebender!
In des Himmels lichten Räumen
Kann ich froh und selig träumen!
Denn die fromme Seele ahnt
Gott im hehren Vaterland,
Gott, den Herrn, im hehren Vaterland.

3. Strophe Ziehst im Nebelflor daher,
Such'ich dich im Wolkenmeer,
Dich, du Unergründlicher, Ewiger!
Aus dem grauen Luftgebilde
Tritt die Sonne klar und milde,
Und die fromme Seele ahnt
Gott im hehren Vaterland,
Gott, den Herrn, im hehren Vaterland.

4. Strophe
Fährst im wilden Sturm daher,
Bist du selbst uns Hort und Wehr,
Du, allmächtig Waltender, Rettender!
In Gewitternacht und Grauen
Lasst uns kindlich ihm vertrauen!
Ja, die fromme Seele ahnt,
Gott im hehren Vaterland,
Gott, den Herrn, im hehren Vaterland


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Pedro Dias

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UE 25/Suiça: Os 26 estados

A Suíça é uma federação de estados que se formou no decurso da história e cujos 26 membros, que se denominam Cantões e Semi-cantões, conservam ainda grande parte da sua autonomia devido à própria estrutura política. Os municípios suíços, chamados Comunas, detêm de igual forma competências administrativas bem amplas.

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Os cantões suíços:

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Pedro Dias

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UE 25/Suiça: Demografia

A Suíça é um país constituído por 7,2 milhões de pessoas (dados estatísticos de 2001), sendo que a sua densidade é de 174,4 habitantes por quilómetro quadrado e a população urbana estima-se nos 68%.

O crescimento demográfico é de -0,06% por ano, a fecundidade é de 1,38 filhos por mulher, contando que a mortalidade infantil é de 4,8%o e a longevidade masculina e feminina é de 75,9 e 82,3 anos, respectivamente.

A Suíça é uma confederação criada em 1291, cuja capital é Berna.
Constituída por vinte cantões e seis semi cantões, a Confederação Helvética é uma república federal que agrupa várias comunidades linguísticas.

Os idiomas falados são o alemão (65%)*, francês (18%)*, italiano (10%)*, romano raítico/reto-romano (1%), espanhol (2%), português (1,5%), outros (2,5%) (1996) * Idiomas oficiais.

Na Suíça, as religiões dominantes são cristãs (88,4%), sendo 44,1% católicos e 41,2% protestantes (dados estatísticos de 2000).

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Pedro Dias

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UE 25/Suíça: Economia

A economia suíça está assente fundamentalmente nos serviços, como o demonstra a distribuição sectorial do Produto Nacional Bruto (PNB): serviços - 65,3 %; indústria - 25,1 %; construção - 7 %; agricultura - 2,6 %.

Na actividade económica suíça, registou-se um período de estagnação que perdurou seis anos consecutivos, de 1990 a 1996, devido a condições monetárias restritivas, uma política de saneamento orçamental e enormes reestruturações. O Produto Interno Bruto (PIB), que registou um aumento em 1994 (0,5%) e em 1995 (0,6%), manteve-se inalterado em 1996.

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Pedro Dias

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UE 25/Suíça: Política

A Suíça é uma confederação criada em 1291, cuja capital é Berna.
Constituída por vinte cantões e seis semi cantões, a Confederação Helvética é uma república federal que agrupa várias comunidades linguísticas.

A Constituição suíça foi adoptada em 1848. Foi revista em 1874 e, mais tarde, em 1978, a fim de permitir a criação do cantão do Jura, maioritariamente francófono, que assim se autonomizava do cantão de Berna, após trinta anos de separatismo. Neste momento, está a ser apreciado um projecto de revisão da Constituição que aborda os direitos populares em referendo e a organização judiciária federal.

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Pedro Dias

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UE 25/Suíça: Governo

A Suíça é uma República Federativa dividida administrativamente em 20 cantões e 6 subcantões (ou semi-cantões). O Presidente da Confederação é tanto o chefe de Estado como o Presidente de governo, eleito por apenas um ano.

No cenário político-partidário, existem vários partidos, sendo os principais os Social-Democrático (SPS), do Povo da Suíça (SVP), Liberal Democrático (FDP) e Cristão Democrático do Povo (CVP).
O poder legislativo é bicamaral, tendo o Conselho dos Estados (Ständerat) 46 membros e o Conselho Nacional (Nationalrat) 200.
Os assuntos da competência da Assembleia Federal (leis federais, decisões federais, análise dos relatórios do Conselho Federal) são, na maioria das vezes, tratados separadamente pelos dois Conselhos. Algumas decisões (eleições, indultos) são tomadas pelas câmaras da Assembleia Federal. A Assembleia possui, além disso, competências financeiras, direito de iniciativa, assim como poderes eleitorais e de controlo.

O poder executivo é detido simultaneamente pela Chancelaria e pelo Conselho Federal, composto por sete membros eleitos pela Assembleia Federal por um período de quatro anos. A Assembleia elege igualmente por um ano um membro deste Conselho para a presidência da Confederação (Chefe de Estado).
O Presidente, dirige as sessões do Conselho Federal e assume algumas funções de representação.

De acordo com o sistema rotativo anual, a presidência é exercida alternadamente pelo presidente e pelo vice-presidente.

A Constituição Suíça data de 29.05.1874, sendo que o feriado nacional é 01 de Agosto.

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Pedro Dias

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UE 25/Suíça: Cruz Vermelha – uma estória do País Suíço

A Batalha de S o l f e r i n o

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Em meados do século XIX, o Norte de Itália pertencia ao império austríaco, situação que não agradava aos italianos. Houve várias revoltas e os países vizinhos tomaram posição. A França, por exemplo, enviou tropas para ajudarem os revoltosos.

Em 24 de Junho de 1859, travou-se uma batalha violentíssima em Solferino. Foram quinze horas de luta, morreram milhares de homens de um lado e do outro e calcula-se que tenham ficado feridos cerca de quarenta mil.

Um suíço chamado Henry Dunant, que ali se dirigira para falar com o imperador francês, assistiu à batalha, ficou horrorizado com a ferocidade do combate e mais horrorizado com o que viu nos dias seguintes. No entanto, em vez de fugir, permaneceu no local, arregaçou as mangas e durante três dias e três noites socorreu os feridos. Procurou voluntários nas povoações em redor e como era um homem bom, sensível e justo, lançou uma mensagem de alto significado : "Somos Todos Irmãos!" Com esse apelo à fraternidade, convenceu os voluntários a tratarem italianos, franceses e austríacos sem distinção entre amigos e inimigos.

Em 1862 publicou o livro "Recordações de Solferino", com descrições deliberadamente impressionantes da batalha e do sofrimento pavoroso que se lhe seguiu. Neste livro incluiu também um relato pormenorizado sobre o trabalho das pessoas que quiseram ajudar e sobre o desespero que sentiam por não disporem de meios para salvar mais vidas, evitar amputações, etc.

Dunant estava determinado a fundar uma sociedade que reunisse voluntários para prestarem socorro a feridos de guerra e que se mantivessem neutros relativamente ao conflito. Para isso viajou pela Europa, pediu audiências, reuniu com governantes e logo que foi possível constituiu um comité de cinco elementos de nacionalidade suíça: ele próprio, o advogado e banqueiro Gustave Moynier, dois médicos, os Drs. Louis Appia e Théodore Maunoir, e o general Dufour. Este "Comité dos Cinco" reuniu-se em 23 de Outubro de 1863 em Genebra com representantes de dezasseis países. Após um longo debate, fundaram o "Comité Internacional de Socorro a Feridos" e decidiram que cada país montaria também o seu "Comité Nacional". Na reunião aprovaram-se vários princípios e escolheu-se um símbolo para a organização - uma cruz vermelha sobre fundo branco.

A escolha representou uma homenagem à Suíça, país dos organizadores, cuja bandeira é igual, mas com as cores invertidas. Dunant sugeriu que o pessoal médico e de enfermagem não usasse uniforme militar para mostrar bem a sua neutralidade. Deveriam sim deslocar-se no campo de batalha exibindo uma Cruz Vermelha e assim se identificariam.


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Autor: Pedro Dias

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janeiro 14, 2004

UE 25: Noruega

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A Europa dos 25 será uma realidade já em Maio de 2004.
Dez novos países vão entrar, outros cinco têm (quase) tudo para o fazer, mas, por diferentes razões, continuam à margem.

Hoje vamos conhecer a Noruega, o “caminho do Norte”, um país do “grupo dos 5”.

A Noruega conta já com uma longa história no que concerne a uma possível adesão à União Europeia.
Desde 1972 até hoje, dois referendos deram o não à adesão à UE, mas as votações foram sempre muito renhidas.
Vale a pena conhecer um país lindíssimo, mas que teima em não partilhar a sua beleza.

Letícia Amorim

Hino Norueguês: "Ja, vi elsker dette landet"

Ja, vi elsker dette landet,
som det stiger frem,
furet, værbitt, over vannet,
med de tusen hjem.
Elsker, elsker det og tenker
på vår far og mor
og den saganatt som senker
drømmer på vår jord.
Norske mann i hus og hytte,
takk din store Gud!
Landet ville han beskytte
skjønt det mørkt så ut.
Alt hva fedrene har kjempet,
mødrene har grett,
har den Herre stille lempet,
så vi vant vår rett.
Ja, vi elsker dette landet,
som det stiger frem,
furet, værbitt over vannet,
med de tusen hjem!
Og som fedres kamp har hevet
det fra nød til seier
også vi når det blir krevet,
for dets fred slår leir.

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UE25-Noruega - O não que tem tudo para ser sim: Dados estatísticos

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Superfície: 323.877 Km2. A população concentra-se no sul, principalmente na região de Oslo. Nove décimos do território são desabitados.

Clima: Sob a influência oceânica da derivação norte da Corrente do Golfo, tem Invernos húmidos e agradáveis.

Capital: Oslo (487.908 habitantes)

Outras cidades: Bergen (223.100 habitantes); Trondheim (143.746 habitantes); Stavanger (104.322 habitantes); Baerum (97.019 habitantes) (1996).

População: 4.400.000 habitantes em 1997. De origem germânica, pertence aos grupos nórdico, alpino e báltico desse tronco. Há lapões a norte. Os noruegueses (96,3%) constituem a maioria da população, que tem também: dinamarqueses, 0,4%; suecos, 0,3%; britânicos, 0,3%; paquistaneses, 0,2%; norte-americanos, 0,2%; jugoslavos, 0,2%; iranianos, 0,2%; outros, 1,9% (1994).

Demografia: Densidade populacional: 14,2 hab./m2
Taxa de natalidade: 14,3 %o
Taxa de mortalidade: 11%o
Taxa de crescimento populacional: 0,5% (1985-1995)
População urbana: 73,2%
População com menos de 15 anos: 19,3%
População com mais de 65 anos: 16%
População feminina: 50,2%

Religião: Igreja evangélica luterana (oficial), 87,9%; sem religião, 3,2%; outros, 8,9% (1980)

Idioma: bakmal (a língua dos livros) e nynorsk (neonorueguês) são as línguas oficiais. No norte, a minoria de lapões emprega a sua própria língua.

Saúde e nutrição: Um médico por cada 299 habitantes e uma cama de hospital por cada 183 habitantes. Mortalidade infantil: 5,1%o. Esperança de vida à nascença: M-75,0/F-80,8 anos. 100% da população tem acesso a cuidados de saúde, água potável e saneamento básico.

Educação: Analfabetismo, 1,0%
Ensino básico: duração de 6 anos; taxa de escolaridade de 99%; 12,9 alunos por professor.
Ensino secundário: duração de seis anos; taxa de escolaridade de 92%.
Ensino Superior: taxa de escolaridade de 54,4%.

Comunicação: 83 jornais diários, com uma tiragem média de 607 exemplares por mil habitantes. Por cada mil habitantes, existem 799 receptores de rádio, 428 televisores e 556 telefones.

Moeda: Coroa norueguesa

Economia e Finanças: PIB: 145.954,1 milhões de dólares, com origem na agricultura 2,9%; indústria 36,0%; serviços 55,2%; outros 5,9% (1992). Estrutura da procura: consumo público 20,9%; consumo privado 50,0%; investimento bruto 23,0%; poupança bruta 29,0%; exportações 38,3%. Taxa de crescimento médio anual do PIB: 3,5% (1990-1995). Taxa média anual de inflação: 2,4%.

O Estado: Kongeriket Norge – Reino da Noruega. Constituição: de 17 de Maio de 1814. Festa Nacional: 17 de Maio, Dia de Independência Nacional. Poder Político: Monarquia Constitucional; Chefe de Estado, Rei Marald V, sucedendo a seu pai Olav V em 21 de Janeiro de 1991; Chefe do Governo: Kjell Magne Bondevik, desde Outubro de 2001, substituindo Jens Stoltenberg. Poder legislativo: Parlamento com 165 membros eleitos por voto directo para mandatos de 4 anos. Forças Armadas, efectivos: Exército 14.700, Marinha 6.400, F. Aérea 7.900.
Partidos Políticos: do Centro do Progresso (no Gov.); Trabalhista; Conservador; Socialista de Esquerda; do Povo Cristão.
Sindicatos: Federação Norueguesa de Sindicatos com 36 membros.

Letícia Amorim
* Com o apoio de BAPTISTA, Artur Fernandes, Guia do Mundo, 2ª edição, Trinova Editora, 2000.

Para conhecer mais a Noruega e apreciar as suas paisagens visite os sites:

Fotos

Noruega dos Vikings (não perca as hiperligações incluídas neste site)

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UE 25-Noruega - O não que tem tudo para ser sim - História

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A Noruega é dona de uma história marcada pela dependência em relação a países europeus. Primeiro, a Dinamarca, depois a Suécia, e mais recentemente a Alemanha nazi. No entanto, hoje a Noruega é independente e parece querer assim continuar.

Os antepassados remotos dos noruegueses foram essencialmente caçadores. A estes vieram juntar-se, a partir do século IV d.C., povos oriundos do sul.
São os ynglings, um ramo da primeira casa sueca, que, depois de estabelecer um dos primeiros reinados a oeste, Oslofior, criam, em 900, um reino mais vasto que atiraria os chefes de pequenos reinos para o movimento viking. Estes, por sua vez, começaram a fixar-se em colónias na Irlanda, Escócia, noroeste inglês, ilhas Faerós e Gronelândia, onde desenvolveram o comércio.

Com a morte de Harald, um líder Yngling, o país entra em lutas de vikings pagãos contra cristãos e de noruegueses contra dinamarqueses. Olav II (1016 e 1028), consegue reunificar o reino e introduzir o cristianismo na Noruega.
Durante o reinado de Haakon IV (1217-1263), o país conhece a sua primeira idade de ouro. O comércio floresce, mas após o século XIII o país fica sob o jugo da Dinamarca e Suécia.

Em 1349, a peste negra dizima o país, que sofria a concorrência e pressão da Liga Hanseática germânica. Por esta razão, este era o reino escandinavo mais fraco na altura da União de Kalmar, 1397, quando se juntaram Dinamarca, Noruega e Suécia. Este último país consegue romper com essa união, mas a Noruega mantém-se sob o jugo da coroa dinamarquesa.

Pela altura da reforma, século XVI, o luteranismo consegue espalhar-se bastante. Entretanto, o país consolida o estatuto de província da Dinamarca, administrada a partir de Copenhaga e obrigada a aderir ao luteranismo dinamarquês.

A Constituição autocrática, promulgada pela Dinamarca, em 1661, deu à Noruega igualdade formal como um dos dois “reinos gémeos”. Depois, a Noruega começou a autonomizar-se. Ao longo do século XVIII, os burgueses fazem crescer a prosperidade nas cidades. Desenvolve-se também o sentimento nacionalista, agravado pela influência das ideias difundidas pela Revolução Francesa.

Por esta altura, a Noruega é cedida à coroa sueca, como retaliação por a Dinamarca ter apoiado Napoleão, que é derrotado.
Apesar da resistência norueguesa, a Suécia ocupou o país durante quase um século. A Noruega desenvolveu o seu próprio sistema político, consolidando-se a monarquia constitucional a partir de 1884.

Em 1905, é dissolvida a união com a Suécia por um governo híbrido, chefiado pelo partido liberal. Para rei, é escolhido o príncipe Carlos da Dinamarca, que subiu ao trono como Haakon VII.

A independência política fez prosperar o país. O partido liberal, durante muito tempo no poder, avançou com grandes reformas como a garantia do direito de voto às mulheres, em 1913, e limitações aos investimentos estrangeiros.

No decorrer da primeira grande guerra, a Noruega mantém-se neutra, embora a sua frota naval auxilie os Aliados a romper o bloqueio submarino germânico. Como recompensa, em 1920, os Aliados reconhecem a soberania da Noruega sobre Spitsbergen. Desde a guerra que as relações entre a Suécia e a Noruega melhoraram e o país começou a ter um papel mais activo nos assuntos internacionais, através da Liga das Nações.

A Revolução Russa influencia o apoio cada vez maior ao partido trabalhista. Mais tarde, os social-democratas ganham peso e moderam o partido, provocando inclusive uma cisão no seu seio, que origina o nascimento do partido comunista.

Em 1935, um partido trabalhista (apoiado pelo partido dos camponeses) sobe ao poder.
A Alemanha invade a Noruega em 1940, ocupando a maior parte do país durante três semanas. O rei Haakon VII foge para Londres, onde se estabelece o Governo no exílio. Na Noruega fica um governo fantoche dirigido pelo nazi Vidkun Quisling, até Maio de 1945, quando o país é libertado.
No mesmo ano, o Partido trabalhista recebe a sua primeira maioria eleitoral, a qual mantém por mais 20 anos.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial o país nunca mais deixa de prosperar. Depois, tornou-se membro das Nações Unidas e aderiu à NATO. Em 1957, Olaf V substitui o seu pai no trono.
Em 1965, uma coligação não socialista afasta o partido trabalhista, mas este último regressaria em 1971.

No início da década de 90, com o rei Harald V, a primeira-ministra trabalhista Gro Harlem Brundtland procura integrar o país na União Europeia. No entanto, esse objectivo ainda não se concretizou até hoje e continua a causar polémica dentro do país.

Em Outubro de 96, Gro Harlem Brundtland renuncia ao posto de primeira-ministra, embora com o apoio da maioria do eleitorado norueguês. Indica para lhe suceder Thorbjoern Jagland, mas as eleições legislativas de Setembro de 97 saldam-se pela formação de um Governo de centro-direita liderado pelo cristão-popular Kjell Bondewik.
Bondewik cede o lugar a Jens Stoltenberg, do Partido Trabalhista, entre Março de 2000 e Outubro de 2001. Nesta data, o cargo de primeiro-ministro é novamente assumido por Kjell Magne Bondevik.

Letícia Amorim
* Com o apoio de BAPTISTA, Artur Fernandes, Guia do Mundo, 2ª edição, Trinova Editora, 2000.

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UE 25-Noruega - O não que tem tudo para ser sim: Relações com a Europa

No que toca às relações com a Europa, o povo da Noruega negou, por duas vezes, a adesão à União Europeia. Contudo, o país não deixa de estar ligado à Europa, porque se inclui dentro do espaço Schengen.

Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a Noruega adere à ONU e à NATO. No entanto, o país tem sido céptico à adesão a outras organizações.

A proposta de adesão ao Mercado Comum Europeu, em 1972, por Trygue Bratelli, valeu-lhe o derrube do seu governo. É a primeira recusa da Noruega ao ingresso na UE (então CEE).

Já na década de 90, a primeira-ministra trabalhista Gro Harlem Brundtland procura integrar o país na União Europeia, o que é formalmente conseguido em meados de Março de 1994, depois dos negociadores dos Doze concluírem o acordo de integração com a Noruega.

No entanto, em Novembro, a população vai às urnas e desfaz o entendimento, ao rejeitar a adesão à UE por 52,5% dos votos.

A questão da adesão arrefece nos anos seguintes, visto que a opinião pública não quer a integração. Apesar disso, a Noruega passa a beneficiar do “status” de país observador, dentro do espaço de Schengen, um território considerado sem fronteiras entre a maioria dos países da União.

Em 1997 forma-se um Governo de centro-direita liderado pelo cristão-popular Kjell Bondewik. Este executivo vincadamente “eurocéptico” caracteriza-se pelo favorecimento do desenvolvimento regional e pela protecção do ambiente, da família e dos reformados.
A questão da adesão permanece “adormecida”.

Letícia Amotim
* Com o apoio de BAPTISTA, Artur Fernandes, Guia do Mundo, 2ª edição, Trinova Editora, 2000.

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UE 25-Noruega: O amor traz uma norueguesa para Portugal

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Sigrid Igland é uma jovem norueguesa, natural de Oslo, que deixou o seu país para estudar na Holanda e agora trabalha em Portugal. Um país que ela diz gostar muito, principalmente “por uma questão de tempo”.

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Não é frequente encontrar um norueguês em Portugal. Sigrid é uma rara excepção. Está no nosso país há seis meses a trabalhar como Coordenadora Internacional, nos Serviços Internacionais na reitoria da Universidade do Porto.
O porquê desta opção é explicado com razões do coração. Depois de um ano de programa Erasmus na Holanda para terminar a sua licenciatura em Negócios e Administração, conheceu o namorado, natural do Porto, e não resistiu a vir com ele para Portugal.

Quando questionada sobre as semelhanças entre os dois países, Sigrid responde com as diferenças. E são estes aspectos que fazem Sigrid apreciar bastante o nosso país. Cá, «o valor de família é muito importante; a família tem uma posição muito forte». Sigrid acrescenta que, em Portugal, os filhos saem de casa mais tarde, «o que é muito bom, mas na Noruega não é muito comum».

Fala também no exemplo dos grandes centros comerciais, que, no seu país de origem, fecham às 18 horas durante a semana e às 21 horas ao fim-de-semana, e diz também que não é normal ver toda a família a passear no «shopping» na Noruega.

O que aprecia realmente no nosso país é que «as pessoas são mais relaxadas; não são tão 'stressadas' com o tempo». Mesmo assim, acha que o Porto tem trânsito demais. Sigrid explica que na Noruega os empregos não estão tão concentrados na grande cidade.

No que se refere às ligações entre os dois países, Sigrid diz que não há um grande contacto entre eles. Em termos de estudantes, no caso da Universidade do Porto, apenas uma rapariga está inscrita este ano para fazer Erasmus, no curso de Psicologia, mas ainda não apareceu. «Está muito em moda lá ir estudar para Espanha», revela.

A Noruega tem muitos trabalhadores estrangeiros, sobretudo «imigrantes do Paquistão, da Índia… da Ásia». Sigrid explica que «o salário mínimo lá equivale a cerca de 1500€,... talvez mais 4 vezes do que o português». «Há muita gente que emigra para a Noruega para ter estes benefícios, mas claro que o nível de vida é mais caro», salienta. Refere ainda que «o sistema social lá é bom; tenta suavizar a diferença entre ricos e mais pobres».

A entrevistada é favorável à adesão do seu país à União Europeia.
Para explicar a divisão do seu povo face a esta questão, Sigrid aponta, em primeiro lugar, o facto de a independência ser recente: «primeiro estávamos unidos à Dinamarca, e era ela que governava, depois foi a Suécia (…) e, nos anos 40, a Alemanha tentou ocupar a Noruega; e é por isso que temos muito este sentimento de que não queremos ser dependentes. Nós somos só 4 milhões e se as decisões forem feitas a partir de Bruxelas nós seremos uma minoria (…)».

A segunda razão é que a Noruega já é abrangida pelo estatuto do espaço Schengen «e tem comércio e pesca livres. «E temos isto sem estar na União, por isso estamos bem fora! Podemos ter muitas vantagens sem nos juntarmos!... Por exemplo, estou cá e tenho os mesmos direitos que os estudantes da União...», afirma Sigrid.

A outra razão prende-se com os interesses económicos: «somos um país rico por causa do petróleo, e muitas pessoas pensam que o nosso dinheiro será distribuído pelos outros países». A jovem norueguesa explica também que na Noruega há uma política de aposta na produção nacional e que, ao entrar para a UE, a concorrência seria muito grande: «compraríamos produtos à Dinamarca e à Suécia e essa produção nacional acabaria», «seria o valor da coroa contra o euro».

Pessoalmente, Sigrid afirma: «não podemos estar de fora. Somos já tão influenciados pelas decisões de Bruxelas que devíamos também dar a nossa opinião. Talvez sejamos uma nação rica por causa do petróleo agora, mas as coisas estão a mudar e não podemos viver só da natureza; temos que produzir, necessitamos de uma indústria… Temos vantagens em nos juntarmos.»

Sigrid falou-nos também da beleza do seu país: «É um país bonito com uma longa costa, fiordes, montanhas…; mas o preço é muito caro, o que dificulta as pessoas a irem lá». «Mesmo para mim, é mais barato vir para o Algarve uma semana do que para qualquer parte da Noruega!», sublinha.
Quanto às atracções, «quem procura a Noruega vai à procura de aventura; (…) não é tanto olhar, mas fazer uso da natureza!».

Falando de planos para o futuro, Sigrid quer ficar, pelo menos até ao Verão; mas não sabe se ficará toda a vida ou apenas mais um ou dois anos.

Letícia Amorim

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janeiro 13, 2004

UE 25/Turquia- Perfil do País

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A Turquia situa-se na fronteira entre a Europa e a Ásia. A sua maior cidade é Istambul, ponto de união entre os dois continentes através do estreito do Bósforo.

A História do país remonta a milhares de anos. Muitas das civilizações que tiveram o seu aparecimento na Turquia ainda existem e duas das chamadas Sete Maravilhas do Mundo encontram-se em território turco (o Templo de Diana e o Mausoléu de Halicarnasso).

A exploração dos recursos naturais e o seu transporte para o mercado mundial são de importância crucial para os turcos, particularmente no campo das condutas energéticas.

Com o alargamento da União Europeia, a Turquia não conseguiu reunir as condições necessárias para a sua adesão. No final de 2004, a UE vai rever a sua candidatura, cuja aprovação depende de três factores principais: a reformulação do sistema judicial, a afirmação consolidada de um Estado de direito e a garantia dos direitos humanos e protecção das minorias étnicas e religiosas.

Em Portugal residem cerca de 200 cidadãos de nacionalidade turca, não existindo relações de relevo entre os dois países.

Milene Câmara

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Audição do Hino

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UE 25/Turquia- Geografia e Demografia

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Localização: 97% Ásia; 3% Europa
Capital: Ancara
Área: 774.815 km2
População Absoluta: 63 800 000
Moeda: lira turca

Fonte: Guia do Mundo (2ªEdição), direcção de Artur Baptista, págs. 576 e 577

A Turquia é formada por uma parte europeia – Trácia Oriental – e uma parte asiática – a Península de Anatólia e a Arménia turca. As duas porções são separadas pelo estreito de Dardanelos, o estreito do Bósforo e o mar de Mármara.

O país está rodeado por quatro mares: Negro a norte, Mármara a noroeste, Egeu a oeste e Mediterrâneo a sul, num total de 8.333 quilómetros de costa.

É um país montanhoso, sendo o cume Gran Agri (leste) o ponto mais elevado, com 5.137 metros de altitude.

Os actuais turcos descendem das tribos provenientes da Ásia Central e constituem 92% da população. Existem minorias de origem curda (6,2%), árabe (1,4%) e outras (0,4%).

O idioma oficial é o turco, mas também se falam as línguas das minorias étnicas.

A religião é maioritariamente islâmica sunita (80%), alevi (seita xiita) (19,8%) e cristã (0,2%).

A mortalidade infantil ascende aos 39,9º/oo e a esperança média de vida é de 71 anos nas mulheres e 66,5 nos homens. A taxa de analfabetismo é de 17,7% (1997).

A maior cidade do país é Istambul, com 7.74.169 habitantes, seguida de Ancara (capital), Ismir e Adana.

A Turquia é um país essencialmente agrícola, cuja escassez de recursos naturais tem criado dificuldades para a industrialização.
Possui muitos microclimas, atendendo à sua área territorial extensa. Junto ao litoral, o Verão é seco e quente e o Inverno ameno; nas terras altas do interior neva durante a estação fria.

Milene Câmara

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U.E25/Turquia- História

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Ex-centro do Império Otomano, a Turquia ganhou a forma actual nos anos 20, com o movimento nacionalista liderada por Kemal Ataturk.

As raízes históricas do país remontam a milhares de anos, no período Paleolítico, data a que pertencem os vestígios dos primeiros habitantes da Anatólia.

No século XV, os turcos tomam Constantinopla ao Império Bizantino e baptizam-na de Istambul. A partir do século XVII, o Império Turco entrou em decadência face à tecnologia e agressividade comercial do Ocidente, tornando-se num mercado periférico.

No século XIX, o país ganhou infra-estruturas essenciais, como os caminhos-de-ferro e o telégrafo, mas aprofundou a dependência da Europa.

Durante a I Guerra Mundial, a Turquia aliou-se à Alemanha e ao Império Austro-Húngaro, saindo derrotada e fragilizada. O Império Otomano desmembrou-se e os Aliados dividiram o país entre si. As condições impostas aos turcos pelo Tratado de Sèvres (1920) foram tão humilhantes que o líder militar Kemal Ataturk encabeçou uma guerra de libertação nacional, conseguindo a renegociação do tratado em 1923.

A República da Turquia foi declarada a 29 de Outubro de 1923 e Kenal Ataturk assumiu as funções de presidente.

Após a 2ª Guerra Mundial, a Turquia aliou-se aos E.U.A e tornou-se um bastião anti-soviético.
Em 1980, um golpe de Estado depôs o primeiro ministro Sulemar Demirel e os militares proibiram direitos como a liberdade sindical e a associação partidária.

No final da década de 80 cresceu o terrorismo urbano de grupos islâmicos fundamentalistas e da esquerda revolucionária, que atacaram alvos ocidentais em Istambul e Ancara.

As relações com a Grécia têm sido difíceis devido à delimentação dos direitos marítimos dos dois países no mar Egeu, à questão não resolvida do Chipre (dividido ao meio entre turcos e gregos) e ao reconhecimento, por parte da Turquia, da auto-proclamada República da Macedónia.

Milene Câmara

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UE25/Turquia- União Europeia, um sonho adiado

O Parlamento Europeu considera insuficientes as reformas encetadas pela Turquia para iniciar negociações de adesão à UE.

A 5 de Julho de 2003, um relatório do Parlamento Europeu realçava o esforço geral realizado pelas autoridades turcas para conformar a Turquia aos critérios políticos estabelecidos em Copenhaga.

No entanto, são apontados alguns elementos que colocam a adesão do país em causa. A preponderância excessiva do aparelho militar na condução da política nacional, o respeito pelos direitos do Homem, as relações com as minorias étnicas e a questão do Chipre são um entrave à adesão.

O relatório aconselha o governo turco a desenvolver esforços para a edificação de um novo sistema político e constitucional que garanta os princípios de um Estado secular. No campo dos direitos humanos, é exigido um maior respeito por parte das autoridades turcas pelas minorias étnicas, apelando-se, sobretudo, a uma melhor relação com os doze milhões de curdos albergados no país.

Quanto à questão do Chipre, foi solicitado que a Turquia retirasse as suas tropas da ilha por forma a facilitar a reunificação.

Em Dezembro de 2004, a União Europeia irá reavaliar a adesão turca.

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UE 25/Turquia- As duas faces de um país, entrevista com cidadã turca

“A entrada da Turquia na União Europeia é um mal necessário”

Gigdem Bilge Álvaro é uma cidadã turca residente há cinco anos em Portugal. É arpista na Orquestra Nacional do Porto e dá aulas particulares de piano. Conheceu o marido (pequeno empresário português) em Istambul, a sua terra natal e veio viver para Vila Nova de Gaia.

Afirma estar muito céptica quanto à entrada da Turquia na União Europeia, pois o sentimento que une turcos e europeus está pautado por uma desconfiança mútua, assente no passado histórico de ambos os povos. No entanto, julga ser um “mal necessário”, para fugir à crescente influência americana na sociedade turca, principalmente no campo das relações externas de cariz militar.

Gigdem acusa o governo do seu país de “fundamentalismo oculto” e da Turquia viver uma democracia aparente, revelada nos níveis de abstenção das últimas eleições, em que apenas 30% da população exerceu o seu direito de voto. Nas escolas estatais estão a ser leccionadas disciplinas de religião às crianças, uma contradição aos princípios de um Estado laico e uma forma de “moldar as mentalidades”, segundo a entrevistada.

Denuncia a repressão policial às manifestações populares e o medo da população em relação à polícia turca, que acusa de seguir uma política fascista.

Segundo a arpista, a censura é comum nos meios de comunicação social turcos, principalmente na televisão e na imprensa. Os grandes jornais e a cadeia mais vista de televisão (TRT) são propriedade de um grupo de pessoas muito próximas do governo, o que faz com que exista uma auto-censura na divulgação de conteúdos. Nos canais privados existem muitos programas suspensos por desagradarem ao Estado.

Questionada sobre a condição da mulher na sociedade turca, Gigdem responde que os ocidentais têm uma visão muito deturpada do papel feminino no seu país. Desde a instauração da República da Turquia, em 1923, que as mulheres adquiriram o direito ao voto, ao trabalho e à participação na vida política. Realça que a ideia de que as turcas vestem a burca por imposição é errada, pois a grande maioria adoptou o estilo ocidental, embora haja uma minoria que continua a seguir os costumes tradicionais muçulmanos, principalmente nas zonas do interior.

Gigdem sente muitas saudades do seu país, principalmente dos amigos e da comida. A arpista salienta a falta de relações entre Portugal e a Turquia, expressa no desconhecimento quase total dos portugueses sobre a nação turca e vice-versa.

Ligada à música profissionalmente, afirma estranhar a falta de cultura musical lusitana, visível no reduzido número de músicos nacionais presentes nas orquestras, que, segundo ela, são mais estrangeiras do que portuguesas.

Gigdem pretende voltar a viver no seu país. Sente muita falta da diversidade cultural de Istambul e da agitação própria de uma cidade com quase 8 milhões de habitantes.

Milene Câmara

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UE 25/Turquia- Tradição e Cultura

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A cultura turca é muito antiga, confundindo-se com a longa História do país. Desde a música à arquitectura, passando pelas artes plásticas, sobressaem múltiplas influências culturais.

No campo artístico, destaca-se a arte hitita, uma mistura das artes da Anatólia, da Mesopotânia e do Egipto. O azulejo é muito usado como elemento decorativo em mesquitas e nos balneários públicos. As tapeçarias bordadas e os almofadões de cores fortes embelezam muitos palácios.

O banho turco é originário dos banhos tradicionais romanos e bizantinos. O responsável pela sauna escova e lava o cliente, que depois descansa numa sala de temperatura amena.

A cozinha turca é muito rica em sabores. Quase todos os pratos tradicionais contêm uma base de iogurte. O chá preto é a bebida mais consumida pelos turcos.

O comércio tradicional é muito antigo e continua a ter uma grande influência na vida quotidiana. O grande bazar de Istambul (Kapalicarsi) possui quase 4000 lojas cobertas, onde se vende de tudo, desde sapatos em segunda mão até pedras preciosas e diamantes. Regatear preços é essencial para o cidadão turco.

Uma das danças mais populares é a dança do ventre. Criada sob a influência de diversos povos, é considerada pela mulher como uma dança sagrada. É um estilo exclusivamente feminino, com contornos muito eróticos. As dançarinas utilizam diversos adornos, desde espadas, véus, candelabros até serpentes. Estas são um símbolo de imortalidade para o povo turco.
A tradição manda que os rapazes sejam circuncisados à nascença, sendo esse momento um motivo de alegria para a família.

As lutas de camelos e o folclore popular são presença habitual nas festas da Turquia.

Milene Câmara

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UE 25/Turquia- A resistência curda

A resistência curda tem aumentado na Turquia nos últimos anos, liderada pelo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), tanto no campo político-militar, como na defesa dos costumes e tradições do povo curdo.

Muitos dos dirigentes dos principais partidos políticos curdos foram presos ou estão exilados. A tortura e as armas químicas foram utilizadas pelo governo de Ancara para eliminar a guerrilha do PKK.
Mais de 37 mil pessoas morreram nessa guerra que dura há 15 anos. Em 1999, o PKK declarou um cessar-fogo que nunca foi aceite pelo Estado turco.

A constituição do país impede que os dirigentes curdos cheguem ao poder. Mesmo alcançando 70% dos votos nas regiões sob a sua influência, os curdos não podem fazer parte do congresso turco.

Movida por pressões da União Europeia, Ancara prepara um pacote de medidas legislativas nas quais prevê uma amnistia para cerca de 2000 separatistas curdos que participaram da luta do PKK pela criação de um Estado curdo independente.

Milene Câmara

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UE 25/Turquia- Economia

A abertura progressiva da economia turca ao exterior constitui um forte motor para a transformação económica do país.

A estrutura produtiva assenta nos serviços (56,7%), seguidos da indústria (28,2%) e da agricultura (15,1%).

A Turquia é auto-suficiente em produtos agrícolas, estando na sexta posição da produção mundial de algodão.
O sector comercial é aquele que regista maior crescimento, e o turismo constitui uma importante fonte de entrada de divisas estrangeiras. As costas do Egeu e do Mediterrâneo são as principais zonas turísticas.

São apontadas duas grandes deficiências na economia turca pelos especialistas na matéria: um sector agrícola pouco eficaz na produção, apesar de representar 42% da população activa, e um sector financeiro que precisa de ser reforçado.

O Parlamento Europeu reconhece os progressos efectuados por Ancara, mas adverte que o processo de criação de uma economia de mercado viável não está terminado, sendo este essencial para que a Turquia tenha capacidade para fazer face à pressão concorrencial e às forças de mercado dentro da UE.

Milene Câmara

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UE 25/Turquia- Chipre, moeda de troca para a adesão à UE?

A Comissão Europeia afirma (num relatório de 2003) que a ausência de resolução do problema do Chipre poderá tornar-se num sério obstáculo à candidatura da Turquia.

A 1 de Maio de 2004, a República do Chipre, a “parte grega” da ilha cipriota irá integrar a União Europeia com mais nove países.

O Chipre é a questão política mais problemática para os líderes europeus. O secretário-geral da ONU, Kofi Annam, apresentou uma proposta de resolução para o problema baseada no modelo suíço. Gregos e turcos deveriam ter um governo comum com uma presidência rotativa, além de que a Turquia teria de devolver uma parte dos 36% de território que controla, ficando com 28,5%.

O plano da ONU poderá constituir uma ponte entre o norte e o sul do território, hermeticamente fechados na actualidade, constituindo também um avanço para a candidatura de Ancara à UE.

Um terço da ilha ainda permanece sobre controlo da auto-proclamada República Turca do Norte do Chipre (RTCN), onde se mantêm estacionados 30 mil soldados turcos desde a invasão militar de 1974.
A invasão turca desencadeou uma guerra civil na ilha. As comunidades grega e turca, com culturas distintas mas com séculos de história comum, foram separadas e obrigadas a viver de cada um dos lados de uma fronteira de arame farpado, denominada “Green Line”.

Milene Câmara

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janeiro 12, 2004

UE25 / Roménia a poucos passos de integrar o “Sonho Europeu”

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2004 é o ano decisivo do alargamento da União Europeia. Todavia, nem todos os países candidatos irão integrar a UE nesta primeira fase. A Roménia ainda não reuniu as condições de adesão impostas pelo “Critério de Copenhaga”, pelo que terá de esperar por 2007 para que possa fazer parte deste cobiçado “Clube da Europa”.
Este alargamento constitui mais um passo decisivo para a concretização do Sonho Europeu da construção de um espaço de paz e prosperidade, envolvendo também novos desafios, para os quais Portugal deverá estar preparado .
Dessa forma, torna-se importante conhecer cada um destes novos parceiros da U.E. Por isso, a edição de hoje do “Blogoscópio” dedica-se a Redescobrir a Roménia.

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Hugo Correia

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UE25 / Roménia: Dados Estatísticos

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Localização Geográfica – Sueste da Europa.
A Roménia situa-se no leste da Europa. Faz fronteira a norte e a nordeste com a Moldávia e a Ucrânia; a noroeste com a Hungria; a sudoeste com a Sérvia e a sul com a Bulgária . A sueste abre-se para o Mar Negro.

Capital – Bucareste.

Área –237.500km2

População Absoluta – 21.700.000 habitantes (Março de 2002).
57% da população vive em cidades e 43% vive no meio rural.

Clima – Temperado Continental – Caracterizado pelos invernos com temperaturas negativas. Durante os 2/3 meses de Verão as temperaturas são superiores a 20ºC. É também no Verão que se registam os valores mais elevados de precipitação.

Densidade Populacional – 90.9 habitantes / km2

Composição Demográfica – 89,4% são Romenos, 6,6% Húngaros, 0,3% Ucranianos, 0,3% Alemães, 3,4% Ciganos – Polacos e Arménios.
Esperança Média de Vida – 71,2 Anos (67,6 anos para Homens e 74,9 anos para as mulheres)

Taxa de Mortalidade Infantil – 19 mortes em cada 1000 nascimentos (estimativa de 2001)

Taxa de Alfabetismo99,6% (99,7% das Mulheres e 99,6% dos Homens)
Religião – 86,8% da população é Católica Ortodoxa, 6% é Católica Romana, 6% é Protestante, e 1,2% pertencem a outros credos.

Economia –O PIB da Roménia é dos mais baixos da Europa . Apesar de 40% do seu território estar cultivado, a agricultura contribui com apenas 19% para o PIB. 49% do PIB é produzido pelo Sector Secundário (Indústria) e 32% pelo Sector Terciário (Serviços)

Unidade Monetária - Lei (Leão), dividido em “Ban” (1 lei = 100 bani); 1 € = 33.000 lei

Hino da Roménia
Letra da autoria de Andrei Muresanu (1846 – 63) e música composta por Anton Pann (1796 – 1854). Ouvir Hino

DESPERTA, Ó, ROMENO !

Desperta, ó, romeno, deste sono de morte
Em que te mergulharam os bárbaros tiranos !
Agora ou nunca toma nas mãos a tua sorte
À qual se curvem mesmo teus rivais desumanos

Agora ou nunca demos as provas para o mundo
Que em nossas veias corre um sangue do romano
Que em nosso peito orgulho mantemos bem profundo
Triunfador na luta, um nome de Trajano!

Olhai, vultos grandiosos, Mihai, Stefan, Corvinus,
A romena nação dos vossos descendentes,
No braço armado a fogo dos vossos paladinos,
"Independência ou Morte !" bradamos veementes.

A sacra cruz à frente, nossa arma e nossa história,
Divisa é a liberdade que um santo sonho encerra:
Melhor morrer na luta, mas cobertos de glória,
Que outras vez ser escravos em nossa própria terra!

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UE25 / Roménia: Síntese da História

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As origens da Roménia remontam ao Império Romano. Na altura a região actualmente ocupada pela Roménia era denominada “Dácia”. Foi incorporada pelo Império Romano e as suas populações acabaram influenciadas pela língua e cultura romanas. (A língua romena tem origem no Latim.)
A 271 D.C os Romanos abandonam a região. Entre o Século IV e XII, a Dácia é abalada por constantes invasões de hunos, húngaros e eslavos.

Em meados do século XIII, o espaço romeno vai ganhando forma e começa a falar-se da Valáquia, Moldávia e Transilvânia. A partir do século XV, os países romenos entram gradualmente sob tutela otomana por aproximadamente cinco séculos.

Ao longo de todo o século XIX, cresce o desejo de independência e auto-determinação das regiões da Moldávia, Valáquia e Transilvânia, mas é constantemente reprimido pelos russos, turcos e húngaros que dominam a região. Em 1859 nasce o Estado Romeno pela união da Valáquia com a Moldávia. Em 1877 dá-se a independência do Jugo Otomano. Entre 1866-1914 a Roménia é governada pelo príncipe alemão Carol de Hohenzollern. É um período de grande estabilidade, e a Roménia destaca-se por volta de 1900 como o segundo país exportador de cereais da Europa e o terceiro maior produtor de petróleo no mundo. (A moeda nacional, “leul”, era forte e estável, sendo equivalente ao franco francês).
A Roménia participa na Primeira Guerra Mundial ao lado da França e Inglaterra contra a Alemanha. Em 1920, pelo tratado de Trianon, o seu território quase duplica com a anexação da Transilvânia, Bukovina e da Bessarábia, o que trará problemas e dificuldades ao país com a existência de novas minorias e com a crise económica dos anos 30, culminando num extremar de políticas de direita fascista, à semelhança dos casos italiano e alemão.

Em 1941 a Roménia forma uma aliança com o governo Nazi alemão contra a União Soviética. Em Agosto de 1944, o rei, com a ajuda dos partidos políticos, organiza um Golpe de Estado contra a ditadura fascista e, durante oito meses, até ao fim da guerra, a Roménia luta ao lado dos Aliados contra a Alemanha. Mesmo assim, no final, foi tratada como vencida, teve que suportar uma comprida ocupação russa (até 1958), pagar pesadas compensações e a Bessarábia e Bukovina ficaram para a Rússia.
Em 1948 os comunistas romenos sobem ao poder e redigem uma nova constituição à imagem da russa, criando a nova República Popular da Roménia.
Em 1965 surge em cena Nicolae Ceausescu – líder do Partido Comunista e, a partir de 1971, Presidente da Roménia. Ceausescu conduz uma política autoritária auxiliada pelo terror da Polícia Secreta. Ao mesmo tempo que a família do ditador desperdiçava o património da nação na construção de Monumentos Públicos, a Roménia ficava fortemente endividada.

Em 1989, Ceausescu não sabe como lidar com a queda do comunismo e, em Dezembro desse ano, manifestações antigovernamentais apoiadas pelo exército imergem em várias cidades. Ceausescu tenta fugir, mas acaba por ser preso e executado.
Em 1991 um grupo denominado FSN – Frente de Salvação Nacional passa a chefiar o governo e redige uma nova constituição, criando um sistema multipartidário onde as minorias têm acesso ao governo . Actualmente, a Roménia enfrenta um dos maiores desafios da sua História: a entrada na União Europeia. A sua adesão está prevista para 2007 .

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UE25 / Roménia: Condições de Adesão

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A Roménia é um forte candidato a entrar na União Europeia. No entanto, tal como a Bulgária, terá de aguardar por 2007 para que o possa fazer. Esta situação explica-se pelo facto de a Roménia ainda não ter conseguido preencher os pré-requisitos impostos pelo “Critério de Copenhaga”.

Estes critérios foram criados no Conselho Europeu de Copenhaga em 1993. Nele ficou estabelecido formalmente que o acesso à UE ocorre mal um país candidato seja capaz de assumir as suas obrigações como estado membro, satisfazendo todas as condições económicas e políticas exigidas.

A Roménia saiu em 1990 de um sistema comunista de economia planificada que deixou profundas marcas em todos os seus sectores da economia. Para ajudar o país a atingir as condições necessárias para aderir à UE, foram criados vários instrumentos de ajuda : o Programa PHARE providencia fundos para a construção de instituições, o ISPA investe nos meios de transporte e nas infra-estruturas ambientais e o SAPARD é um programa de apoio da agricultura e do desenvolvimento rural.

Tendo em conta estas ajudas, a UE estabeleceu uma série de prioridades a curto e a médio prazo que o governo romeno deve cumprir. Não obstante, de acordo com as avaliações feitas recentemente pela UE, a Roménia ainda tem um longo caminho a percorrer.

No que diz respeito às prioridades a curto prazo, a Roménia cumpriu todos os pré-requisitos no domínio dos transportes. No entanto, não satisfez nenhuma das prioridades nos domínios da fiscalidade, justiça e assuntos internos. Registaram-se escassos progressos no mercado interno , na agricultura, no ambiente, no reforço das capacidades administrativas e judiciárias, no emprego e nos assuntos sociais.

As prioridades a médio prazo foram satisfatórias nos domínios dos transportes e da pesca, mas não houve qualquer avanço no que se refere ao ambiente, agricultura e emprego.
Anualmente, a Roménia continua a receber fundos de ajuda à pré-adesão na ordem dos 700 milhões de Euros, todavia, para poder entrar no cobiçado “Clube da Europa ”, terá de resolver primeiro os seus problemas mais “prioritários”.

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UE25 / Roménia e Portugal: Dois países diferentes... mas nem tanto

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A Roménia tem mais pontos em comum com Portugal do que à partida possamos imaginar.
A começar pela própria língua. O romeno possui uma grande proximidade com o português. Ambas as línguas possuem uma origem latina.

Porém, esta aproximação de ambos os países também ocorre no plano económico. Segundo dados do ICEP Portugal – Investimento, Comércio e Turismo , o saldo comercial entre Portugal e a Roménia tem sido negativo ao longo dos últimos anos. Em 2001, Portugal importou 21.880.000€ de produtos romenos e exportou 21.511.000€ de produtos portugueses para a Roménia. De 1997 a 2001, as exportações portuguesas para a Roménia aumentaram na ordem dos 49%, todavia, este aumento não foi suficiente para equilibrar a nossa balança comercial.

Além do comércio, Portugal tem aumentado o seu investimento na Roménia. De apenas cinco mil Euros em 1997, o investimento português na Roménia atingiu em 2000 a quantia recorde de cinco milhões de Euros.
No que toca ao turismo, o interesse da Roménia por Portugal tem aumentado sensivelmente ao longo dos últimos anos. Em 1997 registaram-se 8668 dormidas na hotelaria global, enquanto em 2001 os dados apontam para um aumento para cerca de 10.343 dormidas.

Tudo indica que as relações económicas entre Portugal e a Roménia continuarão em franca expansão. Não obstante, não podemos esquecer que a entrada da Roménia na U.E. pode vir a ter um impacto negativo no turismo português . Os recursos naturais e o valioso património histórico da Roménia , a médio prazo, podem vir a concorrer com Portugal no mercado turístico Europeu.

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UE25 / Roménia - O Impacto do alargamento para Portugal

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É indubitável o impacto que o alargamento a novos países terá na União Europeia. A UE verá o seu território alargado em 34% e a população abrangida pelo espaço da união aumentará na ordem das 105 milhões de pessoas. Além de tudo isto, importa não esquecer as características intrínsecas dos países que vão agora aderir. Todos eles reúnem os critérios necessários para serem contemplados pelo alargamento, no entanto, os seus níveis de desenvolvimento estão muito abaixo da média europeia.

Esta situação trará novas assimetrias ao espaço da união e Portugal pode acabar afectado negativamente pelo alargamento.
Em entrevista ao "Blogoscópio", a Dra. Isabel Lourenço Spranger – Geógrafa e Professora de Geografia na ESRT - Escola Secundária de Rio Tinto , reiterou a vulnerabilidade do país perante este alargamento: «Nós não estamos no centro da Europa como estão os países que vão entrar na U.E.. Ainda que pobres, estes países são culturalmente muito ricos e têm uma posição geográfica muito mais benéfica do que nós.
Portugal continua a ser o sudoeste da Europa e com as acessibilidades que se conhecem (...).Estamos muito distantes dos centros de decisão e essa distância, para além de absoluta, é também uma distância relativa que ainda não foi superada.»

Mas as implicações não ficam por aqui. A entrada de 13 novos membros vai obrigar a uma reformulação do esquema de funcionamento das instituições comunitárias. Esta situação vai obrigar – por exemplo – ao estabelecimento de algumas concessões como o fim do “Sistema de Unanimidade” na tomada de decisões e a adopção progressiva do sistema de “Maioria Qualificada”, o que representa para Portugal uma dissolução da sua influência nos assuntos comunitários.

Por fim, a entrada de países economicamente pobres transforma Portugal num país estatisticamente mais rico , colocando-o em risco de perder subsídios comunitários e de ser excluído dos Fundos de Coesão.
O horizonte não se avizinha fácil, porém, a Dra. Maria José Paris Dias, Professora de História da ESRT, em entrevista ao "Blogoscópio", afirmou estar confiante. Na sua opinião, Portugal «terá que se desenvolver utilizando as suas capacidades, as suas aptidões e os recursos que possui», pois só assim conseguirá fazer frente à concorrência dos países aderentes.

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Tanty Ungureanu – Embaixadora da língua romena na FLUP

Hugo Correia

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UE25 / Roménia - Tanty Ungureanu: Embaixadora da Língua Romena na FLUP

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Chama-se Tanty Ungureanu e é natural de Bucareste.
Academicamente, formou-se em Francês e Checo ainda na Roménia. Viveu de perto a dureza e as “frustrações” do regime ditatorial de Ceausescu . Assistiu à queda do comunismo em 1989 e testemunhou o início conturbado da Democracia Romena. Veio para Portugal em 1992 e hoje é professora de Romeno na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Durante uma “apaixonante” conversa de 45 minutos, Tanty relembrou a sua adaptação a Portugal; falou da nostalgia que tem do seu país e da expectativa que deposita na entrada da Roménia no “Clube Europeu”.

A escolha de Portugal como país de acolhimento não foi planeada: «Foi mais um acaso do que uma decisão (...) Os nossos países estão bastante longínquos no espaço, embora não sejam tão longínquos na cultura e no passado. Foi um pouco pela situação do meu marido que optou por vir viver para cá. (...) Ele é violinista. Encontrava-se na altura nos EUA com uma bolsa de estudo. Fez um concurso para a Orquestra do Sr. Graça Moura, em Lisboa, e conseguiu ingressar naquela orquestra.»Ao chegar a Portugal, a língua e a cultura portuguesas não constituíram qualquer entrave à sua adaptação ao país. A origem latina comum da língua portuguesa e da língua romena foi uma grande ajuda e hoje Tanty fala um português fluente e irrepreensível.

No fundo, foi apenas ao nível económico que Tanty encontrou diferenças entre os dois países. «Portugal estava mais desenvolvido do que a Roménia. Naquela altura, pelo menos para mim, que tinha vivido um período de grandes frustrações económicas, notei uma grande diferença. Com a queda do comunismo em 1989, essas frustrações tinham acabado (...) mas mesmo assim, a Roménia continuava bastante atrasada economicamente em relação aos outros países da Europa.»

Hoje, Tanty visita a Roménia quase todos os anos e reconhece que muita coisa mudou para melhor. «Lembro-me daquele período triste. (...) Parecia tudo um pouco vazio (...) as ruas estavam sempre tristes, estava tudo um pouco cinzento, o que realmente mudou nestes últimos anos. Claro que a Roménia não chegou a ser um país rico, e ainda faltará muito para isso, mas sente-se um novo pulsar nas ruas.»Perante os problemas que a Roménia possui, a entrada na União Europeia apresenta-se como uma “luz ao fundo do túnel”. Tanty está optimista em relação à candidatura do seu país e está esperançosa de que esta ocorra em 2007.

Na sua opinião, o futuro da U.E. está na entrada de novos países. « A exclusão também provoca problemas à Europa porque cria pontos de tensão nos países excluídos. Assim, não há outro caminho que não seja o alargamento».
Uma vez aceite a sua entrada no “Clube Europeu”, a Roménia terá ainda um longo caminho pela frente a percorrer. Para Tanty, a maior prioridade da Roménia passará pela solução dos problemas económicos deixados pelo comunismo. «Economicamente, a Roménia está ainda muito atrás do resto da Europa e deverá recuperar nesse sentido. Há muitos caminhos por onde se deverá tentar melhorar.»

É assim com um optimismo comedido que Tanty encara o futuro do seu país. 2007 parece distante, todavia, nos próximos anos a Roménia terá uma enorme batalha pela frente para alcançar as condições de adesão impostas pela União Europeia.
Até lá, Tanty continuará a leccionar as suas aulas de Romeno na Faculdade de Letras. Normalmente a afluência dos alunos até é bastante grande, porém «este ano, com o aumento das propinas, o interesse pode ter continuado, mas as pessoas pensaram um pouco antes de se inscreverem...»

A última pergunta da entrevista questionou Tanty se gostaria da possibilidade de um dia regressar à sua Terra Natal. O seu primeiro “impulso sentimental” foi afirmativo... No entanto, dias depois, ao analisar o resultado final desta entrevista, Tanty parou um pouco para reflectir e reconsiderou a sua resposta inicial: «Embora não acredite nos signos, pertenço pela data de nascimento aos gémeos e achei piada uma vez ler sobre os nativos deste signo que têm duas cabeças que, claro, pensam de preferência em contraditório e lhes dão muitas dores de cabeça. (...) Reflectindo mais sobre o assunto, cheguei à conclusão que nem me passa pela “outra cabeça”, pelo menos de momento, voltar, sobretudo agora quando sinto que comecei a ambientar-me cada vez mais a Portugal e a criar umas pequenas raízes.»

«Inevitavelmente, as raízes que tinha do outro lado estão mais fracas. E assim dei-me conta que queria voltar, mas para a minha juventude, para as velhas amizades, para os velhos sentimentos, para as vivências antigas. Continuo ainda muito apegada ao passado mas, infelizmente ou talvez felizmente, para ele não posso voltar.
Um dia, mais lá para a "reforma", talvez a “outra cabeça” não me dê sossego e volte à Roménia, mas de momento sinto que, após um período inicial bastante doloroso, diria mais, de separação da minha terra e das pessoas chegadas a mim do que de adaptação a Portugal, cheguei a sentir-me aqui um pouco mais "em casa" do que lá.»

E assim descobrimos que, afinal, a famosa “Saudade Lusitana” não é um conceito exclusivo dos dicionários de Português. Segundo Tanty, na Língua Romena a palavra “dor” tem exactamente o mesmo significado da “saudade portuguesa”.


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Hugo Correia

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janeiro 11, 2004

UE 25/Bulgária: Ainda não é desta!

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As negociações de adesão da Bulgária à União Europeia tiveram início a 30 de Março de 1998, mas ainda não vai ser em Maio de 2004 que o país se vai juntar à organização internacional.
No entanto, a Comissão Europeia acredita que não faltará muito para que os búlgaros estejam aptos a fazer face à pressão da concorrência e às forças de mercado no interior da U.E. Isso poderá acontecer já em 2007, altura em que abre uma nova fase de candidaturas.

O país e a população

Muitos séculos de luta e um misto de culturas

O que falta mudar

Relações entre Portugal e Bulgária cada vez mais próximas

Uma visita à Bulgária dos anos 90

Diana Fontes

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UE 25/Bulgária: O país e a população

Localização geográfica: A Bulgária situa-se no sudeste da Europa e na parte oriental da Península Balcânica, ao longo da costa do Mar Negro.

Capital: Sófia.

Área: Total = 110.910 km²; Terra = 110.550 km²; Água = 360 km².

População: 7. 707. 495 habitantes (2001), o que corresponde a uma densidade de aproximadamente 69,4 habitantes por km². Estima-se que, em 2025, a população seja de apenas 5.995.000 habitantes, o que confirma o crescimento negativo que ocorre desde 1990.

mapa 4.jpg

Outras cidades importantes: Plovdiv, Varna, Burgas e Rousse.

Países vizinhos: Grécia (a 494 km), Macedónia (a 148 km), Roménia (a 608 km), Jugoslávia (a 318 km), Turquia (a 240 km).

Terreno: Na sua maioria, zonas muito montanhosas, com vastas planícies no norte e no sudeste.

Clima: Temperado continental, no Norte e no Noroeste, com Invernos frios e húmidos. Mediterrânico, no Sudeste, com Invernos mais suaves e Verões quentes e secos.

Perigos naturais: Terramotos e desabamentos.

Tipo de habitantes: Origem búlgara = 86%; Origem turca = 9%; Origem cigana = 4%.

Taxa de natalidade: 8%.

Taxa de mortalidade: 14%.

Esperança média de vida: 71 anos.

Regime político: República multipartidária.

Data de independência: 1885.

Língua oficial: Búlgaro. Na escrita, só se utiliza praticamente o alfabeto cirílico.

Unidade monetária: Leve, cujo valor se encontra indexado ao EURO
(1 Euro = 1,95583 Lv).

Religiões maioritárias: Cristianismo ortodoxo = 87%; Islamismo = 13%.

Ouvir Hino


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Uma visita à Bulgária dos anos 90

Diana Fontes

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UE 25/Bulgária: Muitos séculos de luta e um misto de culturas

Foram precisos muitos séculos para que a Bulgária se tornasse um país independente.
Esteve muito tempo sob o domínio de outros Impérios e isso deu origem ao nascimento de uma cultura muito variada, influenciada por diversos povos.
Trácios, eslavos, bizantinos e turcos, são apenas alguns exemplos daqueles que, outrora, comandaram os destinos da Bulgária.

O território começou por ser habitado pelos trácios, durante a Idade do Bronze, mas logo foi conquistado por Roma, que dominou até ao século V d.C. Nesta altura, foi incorporado no Império Bizantino.
Na 2ª metade do século VII, os proto-búlgaros (uma comunidade étnica de origem turca) fixaram-se no actual nordeste do país e, em aliança com os eslavos, formaram o Estado da Bulgária, que foi reconhecido pelo Império Bizantino, em 681.
Os búlgaros conseguiram derrubar os bizantinos em 1186, mas em 1396 voltaram a ser conquistados, agora pelo Império Ottomano, que dominou durante cinco séculos.
O ano de 1878 marcou um momento de viragem na história da Bulgária, que, com a ajuda da Rússia, passou a ser praticamente independente, cobrindo quase 3/5 da Península Balcânica.
Em 1885, Fernando tornou-se príncipe da Bulgária e declarou a independência do território.
Nos anos seguintes, assistiu-se a uma tentativa de expansão territorial por parte dos búlgaros, que culminou com a Segunda Guerra Balcânica, em 1913, da qual a Bulgária saiu derrotada.
Seguiram-se anos de crise económica, de extremismo político e de violência, que levaram à instalação uma ditadura real.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Bulgária colocou-se ao lado da Alemanha, mas, mais uma vez, a tentativa de expandir o território saiu falhada.
Em 1944, o comunismo chegou ao poder e, dois anos mais tarde, um plebiscito aboliu a monarquia e estabeleceu uma república democrática que, mais tarde, passou a ser dominada pelo Partido Comunista Búlgaro.
Em 1991, a União das Forças Democratas chegou ao poder e formou o primeiro Governo democrata da Bulgária, desde 1946.
Tendo em conta a história da Bulgária, é fácil perceber que a sua cultura é uma mistura de várias culturas, influenciada por trácios, eslavos, bizantinos e turcos.
O desenvolvimento cultural começou em 1878, altura em que começaram a ser construídas as primeiras instituições culturais e educacionais no principado (nasceu a primeira biblioteca, a primeira universidade e o primeiro teatro; o primeiro filme foi exibido em 1897,na cidade de Rousse).
Entre finais do século XIX e inícios do século XX, nasceu a música cultural profissional, afirmou-se o cinema, a poesia e a prosa, e nasceu o ballet.
A música popular e a dança búlgaras são duas marcas distintivas da sua cultura, que, embora não sejam muito populares entre a juventude da cidade, são, no entanto, muito frequentes em casamentos e festas de campo.

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Uma visita à Bulgária dos anos 90

Diana Fontes

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UE 25/Bulgária: O que falta mudar

A Bulgária é um dos países que pretende aderir à União Europeia, com quem tem já relações multilaterais e regionais.
No entanto, isso ainda não é suficiente para que a UE lhe abra as portas, já que o país mantém algumas dificuldades económicas e leis discriminatórias que estão a dificultar o processo.

De 1946 até 1989, a Bulgária manteve uma economia centralizada, que se baseava na agricultura e na indústria.
A partir dos anos 90, o país iniciou a sua transição para uma economia de mercado, mas fê-lo com algum atraso relativamente aos restantes países em transição e em condições pouco favoráveis, o que se deveu a uma crise económica profunda.

Neste contexto, a Comissão Europeia considera que a Bulgária se tem deparado com algumas dificuldades para enfrentar a pressão concorrencial e as forças de mercado da UE, nomeadamente devido à carência de recursos humanos e financeiros, embora tenha vindo a fazer progressos consideráveis no sentido de consolidar e aprofundar a estabilidade das suas instituições. Tem evoluído no sentido da implementação de uma economia de mercado: está actualmente no seu quarto ano de estabilidade macro económica, podendo estar apta, a médio prazo, a fazer face à pressão da concorrência e às forças de mercado no interior da UE, se prosseguir com a sua reforma da economia e intensificar os seus esforços tendo em vista ultrapassar determinadas dificuldades persistentes.

O sector industrial continua a ser o mais importante para o país, que tem como maiores parceiros comerciais a Rússia, Alemanha, Itália e Áustria.
A agricultura encontra-se bem desenvolvida e é dominada pela produção de trigo, milho, cevada, sementes de girassol e batata.

O turismo, que se concentra nas praias ao longo da costa do Mar Negro, constitui igualmente uma importante fonte de receitas: existem cinco aeroportos internacionais - Sófia, Plovdiv, Gorna Oriahovitza, Burgás e Varna. Só o primeiro é que dispõe de uma rede de ligações internacionais significativa, sendo que os dois últimos são essencialmente utilizados durante o Verão. A rede viária é extensa e as estradas estão normalmente em bom estado. As ligações ferroviárias são pouco frequentes e pouco cómodas.

Além dos problemas económicos, a Bulgária tem ainda algumas falhas no seu Código Penal, cujas normas discriminam os homossexuais e as lésbicas. O país prevê idades de consentimento para a prática de relações homossexuais – uma forma de discriminação que foi considerada uma violação da Convenção Europeia dos Direitos do Homem pela Comissão Europeia dos Direitos do Homem.

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Relações entre Portugal e Bulgária cada vez mais próximas

"Uma visita à Bulgária dos anos 90

Diana Fontes

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UE 25/Bulgária: Relações com Portugal cada vez mais próximas

A perspectiva de adesão da Bulgária à União Europeia permitirá aos operadores económicos portugueses e búlgaros potenciar as oportunidades de aprofundamento das relações económicas entre os dois países a curto/médio prazo.
O consequente esforço que o país tem vindo a desenvolver no sentido de consolidar uma economia de mercado viável e a implementação no terreno de um quadro institucional económico bilateral com Portugal (actualmente já significativo) são o ponto de partida para uma "amizade" que pode vir a ser muito importante para os dois países.

As relações económicas e comerciais entre a Bulgária e Portugal têm como principal ponto de referência o quadro institucional económico comunitário. Além disso, existe ainda um conjunto de instrumentos bilaterais, dos quais se destacam:

Acordo de Cooperação Económica, Industrial, Científica e Tecnológica, a longo prazo, em vigor desde 1976.

Acordo para evitar a Dupla Tributação, em vigor desde 1996.

Acordo de Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos, em vigor desde 20 de Novembro de 2000.

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O que falta mudar

Uma visita à Bulgária dos anos 90

Diana Fontes

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UE 25/Bulgária: Uma visita à Bulgária dos anos 90

No Inverno de 1989, Marcelo Fontes viajou até à Roménia, com o pretexto de assistir a um jogo de futebol entre o F.C. do Porto e o Timisoara para a Taça dos Campeões Europeus.
Quando lá chegou, aproveitou para fazer uma pequena visita de autocarro à Bulgária, partindo numa excursão de 3 ou 4 dias com os amigos.
Gostou muito da experiência e resolveu partilhá-la connosco.

Ficou hospedado num hotel em Sófia, capital da Bulgária, que recorda como uma cidade muito histórica, cheia de monumentos.
Mas a principal recordação que guarda prende-se com as diferenças que registou entre a Bulgária e o seu país vizinho, a Roménia.
Recorde-se que em 1989 estávamos quase no final da guerra-fria e o mundo estava em constante mudança.

Com a ex-União Soviética a desintegrar-se e o Muro de Berlim prestes a cair, eram muitos os países que procuravam libertar-se do bloco de Leste.
Os búlgaros estavam incluídos nesse lote de países e Marcelo Fontes sentiu isso na 1ª pessoa: recorda-se que a Bulgária era, nesta altura, um país relativamente desenvolvido, quando comparado com os restantes países de leste, mas era ainda algo atrasado face ao Ocidente.

Concluiu que era um país pouco fiel à Ex-União Soviética, tendo em conta a liberdade de expressão que já se verificava nessa altura. A população demonstrava alguma felicidade; tinha uma cara mais alegre.
Essa liberdade verificava-se também nas discotecas dos hotéis, que já faziam "shows" de entretenimento, e onde era possível ver a riqueza de algumas pessoas (o dólar já era aceite como moeda de pagamento, o que demonstra também algum avanço). Na Roménia, isso já não acontecia, isto é, os turistas não conseguiam percepcionar essa riqueza.

Apesar de todos estes factores positivos, a verdade é que a Bulgária tinha também muita pobreza e algum atraso evidente.
Os produtos eram muito baratos e as roupas eram antiquadas e pobres (ainda se usavam as gravatas elásticas, o que já não acontecia em Portugal há 30 anos).
Além disso, a pobreza dava origem a pessoas de carácter duvidoso, que facilmente aceitavam subornos (por um dólar, comprava-se a entrada em qualquer local com lotação esgotada).

O caso mais caricato foi mesmo uma situação que aconteceu num hotel, quando um dos portugueses dessa excursão estava a usar um rabo-de-cavalo e foi olhado de lado pelos búlgaros, que imediatamente associaram aquilo à homossexualidade. Notou-se que a Bulgária era um país ainda muito atrasado no que diz respeito aos direitos do Homem.
Aliás, a Bulgária continua a ser actualmente um dos países que mantém algumas leis discriminatórias contra homossexuais, o que está também a dificultar a sua entrada na União Europeia.

O que é importante retirar desta história é que a Bulgária começou a sua libertação mais cedo do que alguns países vizinhos, nomeadamente a Roménia, e hoje em dia, está prestes a tornar-se um país totalmente livre e integrado na democracia europeia.
Em mais de 10 anos muita coisa mudou, mas uma coisa manteve-se: o desejo búlgaro de crescer cada vez mais e equiparar-se aos restantes países da Europa.

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Diana Fontes

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janeiro 10, 2004

UE 25: República Checa

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A União Europeia pretende, em 2004, alargar a sua área de influência de 15 para 25 países, sendo obrigatório que os candidatos cumpram as condições impostas pela UE.

Deste lote de dez candidatos faz parte a República Checa, que manifesta uma grande identificação com os valores da União por toda a sua história e pelas suas características físicas e culturais.

Ouvir Hino

O alargamento irá beneficiar não só a própria República Checa, mas também os actuais países membros, entre os quais Portugal, cujas relações sairam favorecidas.

A bandeira da República Checa deriva directamente da extinta bandeira da ex-Checoslováquia.

O branco e o preto vêm do leão de prata sobre o escudo vermelho no selo checo, cores tradicionais da região da Boémia, enquanto o azul pertence à Morávia. Estas cores estão também presentes na bandeira da vizinha Eslováquia.

O triângulo isósceles não tem uma explicação histórica. Simplesmente foi escolhido para que a bandeira fosse facilmente identificável em todo o mundo, uma vez que muitas bandeiras adoptaram as mesmas cores.

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UE 25/República Checa: Estatísticas

Localização: Europa Central, a sudeste da Alemanha
Províncias: Boémia, Morávia e Silésia checa
Área total: 78,866 km
Língua: Checo (difere na Boémia e na Morávia)

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Localização: Europa Central, a sudeste da Alemanha

Províncias: Boémia, Morávia e Silésia checa

Área total: 78,866 km

Área terrestre: 77,276 km

Área marítima: 1,590 km

Moeda: Coruna checa (até à adopção do €uro)

Demografia: 10 milhões habitantes

Etnias: Checos (94%), Eslovacos (3%), Polacos, Alemães, Húngaros e Ciganos (3%)

Religião: Católica (39,2%), Protestante (4,6%), Ortodoxa (3%) e Ateísmo (39,8%)

Língua: Checo (difere na Boémia e na Morávia)

Fronteiras: Áustria (362 km); Alemanha (646 km); Polónia (658 km); Eslováquia (215 km). Não tem fronteiras marítimas.
Estrategicamente colocada em algumas das mais antigas e importantes rotas terrestres da Europa; Porta da Morávia é um tradicional corredor militar entre Europa do Norte e o rio Danúbio na Europa Central.

Ponto mais alto: Monte Snezka (1,602 m)
Ponto mais baixo: Rio Elba (115 m)

Oeste: planaltos, montes e vastas planícies da Boémia
Este: férteis terras baixas da Morávia
Norte: montanhas Sudetes separam Morávia da Silésia Checa ao longo da fronteira com a Polónia

Agricultura: concentrada nas terras baixas da Morávia e nos vales dos rios Elbe e Vltava.
Produção: trigo, cevada, centeio, aveia, milho, batatas, beterraba, açúcar, lúpulo, vinha.

Clima: clima húmido, continental com Invernos frios (-5,3º C a 0,4º C) e Verões quentes (11,8º C a 23,3º C). Chuvas ácidas que deterioram florestas e inundações.

Recursos naturais: carvão, caulino, argila, grafite, madeira, ferro e magnesite

Principais indústrias: vidreira, alimentar e mecânica

Principais centros industriais: Praga, Brno e Ostrava
Distribuição da população por sectores: serviços (55,2%), indústria (41%) e
Agricultura (3,8%)

Taxa de desemprego: 9,8%

Taxa crescimento anual: 1,5%

Rede de comunicações: A rede de comunicações rodoviárias e ferroviárias está muito desenvolvida. As vias navegáveis internas têm pouca importância e as mais importantes são as do Elba e do Danúbio.


Links:

- Bandeira
- História
- Relações com Portugal
- Motivos para o alargamento
- Condições para integração

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UE 25/República Checa: História

Sobrevivente de duas guerras mundiais e nascida da divisão da ex-Checoslováquia, a República Checa é um dos países europeus com uma das mais fascinantes e conturbadas histórias já escritas.
Agora, após o jugo de várias ditaduras e das invasões soviéticas, o país prepara-se para se juntar a Portugal na União Europeia.

Depois da 1ª Guerra Mundial, os povos checo e eslovaco do antigo Império Austro-Húngaro emergiram para formar a Checoslováquia. Durante os primeiros anos de Guerra Civil, os novos líderes do país preocuparam-se em satisfazer as exigências das minorias étnicas, nomeadamente os Alemães do Sul e os Ruténios (Ucranianos).

Depois da 2ªa Guerra Mundial, a Checoslováquia caiu na esfera de influência Soviética. Em 1968, uma invasão das tropas do Pacto de Varsóvia acabou com os esforços dos líderes do país para liberalizar os partidos e criar o "socialismo com rosto humano."

No ano seguinte, manifestações anti-Soviéticas resultaram num período de forte repressão. Com o colapso da autoridade Soviética em 1989, a Checoslováquia reconquistou a sua liberdade através de uma pacífica "Revolução de Veludo."

A 1 de Janeiro de 1993, o país mergulhou num "divórcio de veludo" entre os seus dois componentes nacionais, a República Checa e a Eslováquia. Hoje um membro da NATO, a República Checa avançou para a integração no mercado mundial, um desenvolvimento que acarreta tanto oportunidades como riscos.

Em Dezembro de 2002, a República Checa foi convidada a juntar-se à União Europeia (UE), o que se espera que aconteça em Maio de 2004.


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UE 25/República Checa: Relações com Portugal

Apesar da distância que separa os dois países, Portugal e República Checa mantêm relações comerciais, culturais e de cooperação industrial.
A balança comercial é claramente desfavorável ao nosso país. No entanto, as relações bilaterais têm vindo a ser reforçadas ao longo dos anos.
Uma prova das boas relações existentes é a realização em Portugal de eventos culturais ligados à República Checa.

A balança comercial entre Portugal e a Rep. Checa é cronicamente desfavorável ao nosso país, tendo-se acentuado o défice a partir da segunda metade dos anos 90, atingindo o seu valor mais elevado em 2002. Este cenário espelha-se num baixo coeficiente de cobertura, com a taxa a registar 25,8% em 1999. Os fluxos de investimento bilaterais são ainda muito reduzidos, embora os valores tenham registado alguma expressão nos últimos anos, principalmente na aplicação de capitais nacionais neste candidato à UE.

Com o objectivo de promover e reforçar o desenvolvimento das relações bilaterais, foram assinados, entre Portugal e a República Checa, o Acordo sobre Promoção e Protecção de Investimentos e a Convenção para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, ambos em vigor.

Portugal e República Checa têm cooperado em diversos sectores de produção, nomeadamente, construção de linhas de caminhos de ferro, pontes e estradas, máquinas-ferramentas de todo o tipo, tornos de madeira e outras máquinas para o fabrico de móveis, linhas completas para a indústria metalúrgica, prensas, máquinas de forjar, ferramentas e utensílios pequenos, máquinas para a construção de estradas, etc.

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UE 25/República Checa: Motivos para o alargamento

Após a bem sucedida expansão de 6 para 15 membros, a União Europeia (UE) prepara-se para novo alargamento (o maior da sua história), desta vez para 25 países, em 1 de Maio de 2004.

Com a chegada dos "novatos" à UE a população total da comunidade passará a ser de 450 milhões de habitantes, número superior às populações de EUA e Rússia juntas.

Este aumento deve-se ao facto de todos os países candidatos a membros partilharem os mesmos objectivos de liberdade, democracia e prosperidade da UE e permitirá sarar finalmente as feridas abertas pela Primeira Guerra Mundial, os confrontos Este-Oeste e a Guerra Fria.

Todos estes países são mais pobres que a média dos actuais membros e um dos objectivos do alargamento é elevar o nível de vida dos seus cidadãos à mesma fasquia dos seus futuros parceiros, como aconteceu no passado com Irlanda, Grécia, Espanha e Portugal.

Os sucessivos alargamentos - que vêm acontecendo desde 1973 - trouxeram benefícios aos cidadãos europeus e novas oportunidades de emprego.
Ao longo do tempo, a União criou um mercado único e um espaço europeu uno, o que permitiu que pessoas, mercadorias, serviços e capitais se pudessem deslocar livremente em todo o seu espaço, criar mais postos de trabalho e mais oportunidades de investimento para empresas dos países da União e financiar programas governativos considerados prioritários para o desenvolvimento do respectivo país.

Estas liberdades serão, com certeza, estendidas aos novos membros, para que possam beneficiar da zona comunitária de paz, liberdade e prosperidade.

Os actuais países membros terão a possibilidade de exportar os seus produtos para os novos países da União e investir economicamente nestes, o que permitirá que as infra-estruturas destes se desenvolva, bem como uma nova rota de desenvolvimento este-oeste em adição à já existente norte-sul.
O alargamento irá, portanto, estimular o crescimento económico de todos os países da UE


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UE 25/República Checa: Condições de integração

As condições de integração na UE dizem respeito aos pressupostos que os diversos países candidatos devem respeitar e cumprir para que possam ser aceites como membros da comunidade.
Até ao momento, todos os candidatos parecem estar a cumprir o que lhes é pedido.

Para poderem integrar a União Europeia, os países candidatos precisam de adoptar e implementar as condições económicas e políticas - cujo
processo será fiscalizado pela Comissão Europeia - designadas por "Critérios
de Copenhaga", em cujos termos têm de:

Constituir democracias estáveis, respeitar os direitos humanos, ser Estados de Direito e proteger os direitos das minorias;

Dispor de economias de mercado viáveis;

Adoptar as regras, normas e políticas comuns que constituem o acervo legislativo comunitário.


Para ajudar os países candidatos a levar a cabo as reformas necessárias, a UE
presta assistência aos referidos países para a adopção da legislação
comunitária e propõe vários mecanismos de ajuda financeira em diversas áreas
destinados a melhorar as sua infra-estruturas e economia.

A partir do ano 2000, a ajuda financeira abrangeu a agricultura e o
desenvolvimento rural (programa SAPARD), bem como um instrumento
estrutural (programa ISPA), que diz respeito às medidas adoptadas nos
domínios dos transportes e do ambiente.

Além disso, beneficiaram também de uma onda de investimento de
empresas comunitárias, nomeadamente ao nível das companhias de
automóveis, energia, telecomunicações e bancos, bem como de uma injecção
de novas tecnologias e conhecimentos, que já começaram a aumentar a
produtividade com a reestruturação das velhas indústrias e a implantação de novas.

No período 2000-2002, o total da ajuda financeira anualmente disponível
elevou-se a 79 milhões de euros, no que se refere ao "Phare", e a 22,1 milhões de euros, no que respeita ao SAPARD. Relativamente ao ISPA, está compreendida entre 55 e 80 milhões de euros.

A proximidade da República Checa à União não se manifesta apenas através
das suas fronteiras com os países membros, como a Áustria e a Alemanha,
mas principalmente porque os checos desde sempre partilharam os valores
culturais e civilizacionais europeus.

Em 17 de Janeiro de 1996, a União Europeia recebeu a candidatura da República Checa.


Links:

- Bandeira
- Estatísticas
- História
- Relações com Portugal
- Motivos para alargamento

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janeiro 09, 2004

UE 25 - Polónia

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Situada no centro-norte da Europa, a Polónia funciona historicamente como elo entre a Europa Ocidental e a Federação Russa. O país ocupa uma planície repleta de lagos glaciais, limitada a norte pelo mar Báltico e a sul pelos montes Cárpatos.

Poderoso reino cristão no passado, a Polónia perdeu fatias do seu território no século XVIII. Desde então, a sua história regista sucessivas invasões até a ocupação nazi, que dá início à II Guerra Mundial . A capital é palco do levantamento judeu do Gueto de Varsóvia, em 1943. Nos estaleiros de Gdansk - base da economia, com indústrias mecânicas e de mineração - nasce o Solidariedade, primeiro sindicato livre do Leste Europeu. A aproximação com o Ocidente avança nos últimos anos com a adesão à aliança militar NATO, em 1999, e a provável admissão na União Europeia (UE). O catolicismo, religião de 90% da população, ganha influência após a eleição para Papa de um polaco - João Paulo II - e a queda do comunismo.


CAPITAL: Varsóvia.
DATA NACIONAL - 3 de Maio (Dia da Pátria).
GEOGRAFIA
Localização: centro-norte da Europa.Hora local: +5h.
Área: 312.685 km2.
Clima: temperado continental.
Área de floresta: 87 mil km2 (1995).
Cidades principais (1996): Varsóvia (1.628.500), Lódz (818.000), Cracóvia (740.700).
POPULAÇÃO - 38,8 milhões de habitantes (2000);
Composição: polacos 98,7%, ucranianos 0,6%, outros 0,7% (1996).
Idioma: polaco (oficial), alemão.
Religião: cristianismo 92% (católicos 90,7%, ortodoxos 1,3%), outras 8% (1995).
Densidade: 124,09 hab. /Km2.
População urbana: 65% (1998).
Crescimento demográfico: 0,1% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 1,53 filho por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 68/77 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 15% (1995-2000).
Analfabetismo: 0,2% (2000).

GOVERNO - República com forma mista de governo. Divisão administrativa: 16 províncias. Chefe de Estado: presidente Aleksander Kwasniewski (SLD) (desde 1995, reeleito em 2000). Chefe de governo: primeiro-ministro: Leszek Miller; Principais partidos: coligação Acção Eleitoral Solidariedade (AWS), coligação Aliança Esquerda Democrática (SLD), União da Liberdade (UW), Partido dos Camponeses da Polónia (PSL), Movimento pela Reconstrução da Polónia (ROP). Legislativo: bicameral - Senado, com 100 membros; Câmara, com 460 membros. Ambos eleitos por voto directo para mandato de 4 anos. Constituição em vigor: 1997.

Mapa interactivo da Polónia

Hino da Polónia

Para saber mais de:
História
Economia/Cultura
Adesão à União Europeia
Um polaco em Portugal

Agostinha Almeida

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UE 25 - Polónia: O nascimento de um povo

O território da actual Polónia foi povoado por eslavos no século I da Era Cristã. Em 966, um dos chefes tribais, o duque Mieszko I, impõe-se sobre a região, aceita o baptismo católico e torna-se o primeiro rei da nação. No século XVII, os suecos tomam o país. Contra eles unem-se austríacos, russos e dinamarqueses. A guerra arruína a Polónia e mata um terço da população.

No fim do século XVIII, um movimento por reformas abre o Sejm à burguesia e reinstala a Monarquia hereditária. A aristocracia apela para a intervenção de tropas russas e prussianas. Os revolucionários são derrotados, e, em 1795, realiza-se a partilha da Polónia entre a Rússia, Prússia e Áustria.

O país só ressurge como Estado independente em 1918. Em 1939, no início da II Guerra Mundial, a Alemanha invade a Polónia pelo oeste e as tropas soviéticas ocupam a parte leste. Na região sob domínio nazi, que inclui Varsóvia, a enorme comunidade judaica é dizimada. Quando os alemães são derrotados, em 1945, a URSS impõe sua hegemonia: apesar de independente, a Polónia torna-se satélite soviético. Em 1956, após a morte do ditador soviético Josef Stalin, há uma relativa abertura do regime político polaco.

Em 1970, o aumento dos preços provoca uma onda de greves que derruba Gomulka, substituído por Edward Gierek. No final da década de 70, operários liderados por Lech Walesa reivindicam o direito à greve e à legalização do sindicato livre Solidariedade. A URSS concentra tropas na fronteira e coloca no poder o ministro da Defesa, general Wojciech Jaruzelski. Ele decreta a lei marcial, torna o sindicato ilegal e prende os seus dirigentes. O movimento de oposição persiste nos anos 80 e recebe o apoio do papa João Paulo II. Em 1988, Jaruzelski enfrenta nova onda de greves. Reconhece, então, o Solidariedade e convida o jornalista Tadeusz Mazowiecki, ligado à entidade, para formar um gabinete de coligação. A Assembleia aprova um programa de desestatização e emendas à Constituição. Em Janeiro de 1990, o Partido Comunista dissolve-se. Em Dezembro, Lech Walesa passa a ser o primeiro presidente eleito da Polónia.

Para saber mais de:
Dados estatísticos
Economia/Cultura
Adesão à União Europeia
Um polaco em Portugal

Agostinha Almeida

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UE 25 - Polónia: Economia/Cultura

A Polónia é o terceiro produtor mundial de batata e o sexto de hulha. A lignite extraída na bacia de Turoszów proporciona 95% da energia consumida no país. Desde o início dos anos 90 que o sistema económico polaco está em transição de uma estrutura de planeamento central para uma economia de mercado, com a conversão de empresas publicas em privadas. A batata e a beterraba açucareira são os produtos agrícolas mais importantes, juntamente com o gado porcino.

Embora a fonte da cultura polaca seja eslava, foram importantes, a partir do século X, outras contribuições. Assim, junto com o cristianismo, foram recebidos elementos da civilização europeia ocidental, principalmente da Itália, França, Alemanha e Boémia. No Renascimento, a nobreza e a alta classe mercantil entraram em contacto com as culturas da antiguidade (Grécia e Roma), e em seguida a união política com os lituanos favoreceu a penetração de influências orientais.

Para saber mais de:
Dados estatísticos
História
Adesão à União Europeia
Um polaco em Portugal

Agostinha Almeida

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UE 25 - Polónia: Um polaco em Portugal

Wlodeck Witzvin tem 36 anos e é natural da Polónia. Desde cedo quis emigrar em busca da concretização de um sonho: realizar-se profissionalmente na área do desporto e da dança. Voou para Portugal há 18 anos e lutou por um lugar nesta área. Hoje, quase duas décadas depois de ter deixado a sua terra natal, Wlodeck faz o balanço da sua aventura.

Saiu da Polónia quando tinha 18 anos. No limiar da sua juventude, tinha muito sonhos por realizar e um de que não quis nunca abdicar. Tinha “no sangue o desporto, o movimento”. Desde cedo sentiu que “a vida teria que ser dedicada ao culto do corpo.” Como na Polónia as portas não se abriam, decidiu deixar tudo para trás e partir. Parou no país mais ocidental da Europa... Portugal.

Na década de 80, quando chegou cá, Wlodeck reconhece que o país não estava no seu melhor. Se por um lado a economia portuguesa estava em baixa, por outro Wlodeck sentiu que a mentalidade portuguesa da altura estava bastante pouco receptiva a imigrantes. “Os portugueses receavam o que vinha de fora, mas, pior que isso, por vezes não aceitavam.”

Alguns antepassados deste polaco já haviam tentado a sua sorte no nosso país, mas não tiveram êxito. Barreiras linguísticas, culturais e principalmente sociais, refere, foram os principais entraves. Mesmo assim, Wlodeck quis arriscar e apostou em Portugal. O resultado não deixa quaisquer dúvidas. Hoje, Wlodeck é um respeitado professor de dança. Teve aulas de formação de diversos desportos e danças e hoje é reconhecido como um dos melhores. Modestamente, diz que a sua área é mesmo a dança coreografada. “Adoro fazer coreografias, adaptar os movimentos do nosso corpo à música é das tarefas mais recompensantes... principalmente quando os alunos aderem e identificam a música com o movimento.”

Mas este reconhecimento de hoje foi o suor de horas de trabalho antes. “Se era difícil para os portugueses conseguir um trabalho então para os imigrantes tornava-se quase impossível.”, refere. Para entrar para uma escola de dança, era preciso pagar. Para conseguir dinheiro, o seu “primeiro emprego foi nas obras". "Bem, não deixa de se ligar ao desporto. O exercício físico era uma constante!”, ironiza. Entretanto, tirou um curso de iniciação à dança e no final foi convidado para formador. Aí, o seu sonho começou a ficar mais contornado.

Voltou pela última vez à Polónia em 1999, ano em que os pais morreram, mas confessa que as saudades não são tantas assim. “A Polónia é um país frio. E não falo do clima só. É um país de gentes conservadoras e agarradas ao passado. A evolução parece lenta e os avanços são sempre tão pouco visíveis. Tenho esperança que com a adesão à UE o meu país do coração cresça um pouco mais, não só em termos económico-sociais, mas essencialmente que cresça a mentalidade polaca. Para mim é o principal obstáculo à evolução.”, afirma o professor.

Wlodeck é hoje um conceituado monitor de ginástica localizada e "step", entre outras modalidades desportivas. É um exemplo de triunfo da imigração polaca em Portugal. No entanto, nem todos os casos tiveram a mesma boa sina de Wlodeck. Tal como os seus antepassados, muitos outros polacos não conseguem vencer em Portugal e voltam para a Polónia. Em todo o caso, fica aqui um testemunho de sucesso: embora tenha nascido noutra pátria, Wlodeck paga os nossos impostos, rege-se pelas nossas leis e submete-se ao nosso regime.

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Dados estatísticos
Economia/Cultura
Adesão à União Europeia

História

Agostinha Almeida

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janeiro 08, 2004

UE/25 Malta: Mais que um destino turístico

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Lar dos mais antigos dolmens e megalitos conhecidos e com uma história que remonta a 2300 A.C., Malta é uma nação um tanto ou quanto desconhecida que agora prepara a sua entrada na União Europeia.
De antecedentes históricos violentos, visto ter sido tomada por quase todos os grandes impérios europeus (como os Fenício, Romano, Bizantino, entre muitos outros), a jornada maltesa rumo à independência foi conturbada e frequentemente dada como impossível.
Hoje, Malta é uma democracia parlamentar. O seu governo é liderado por um primeiro-ministro com um estatuto presidencial simbólico. A Itália é a maior influência cultural do país, dada a proximidade geográfica com a Sicília e a facilidade de captação dos seus programas televisivos.
A 8 de Março de 2003, a população maltesa aprovou a entrada do país na União Europeia, através de um referendo geral. 53.6% votou a favor. 46.4% contra.

Aspectos geo-demográficos

História

Governo/Política

Economia

Malta e Portugal

André Sá

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UE 25/Malta: Aspectos geo-demográficos

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Localização: Mar Mediterrâneo, a Sul da Sicília;
Coordenadas geográficas: 35-50 N, 14-35 E;
Área: 316 Km2;
Linha de Costa: 196.8 km;
Clima: mediterrânico, com Invernos chuvosos e Verões quentes e secos;
Ponto mais alto: Ta'Dmejrek 253 m;
Recursos Naturais: sal, areia;
Configuração Geográfica: o país consiste num arquipélago em que somente as três maiores ilhas (Malta, Ghawdex ou Gozo e Kemmuna ou Comino) são habitadas. As suas várias baías perfazem excelentes portos naturais. Malta e a Tunísia negoceiam actualmente a exploração comercial do hiato continental entre os dois países, presumivelmente com intuitos de extracção petrolífera;

População: 400.420 habitantes (dados de Julho de 2003);
Taxa de natalidade: 12.75 nascimentos por 1000 habitantes;
Taxa de mortalidade: 7.8 óbitos por 1000 habitantes;
Taxa de mortalidade infantil: 5.62 óbitos por 1000 habitantes;
Esperança de vida: Masculina: 75.94 anos;
Feminina: 81.14 anos;
Grupos étnicos: malteses, descendentes dos antigos Fenícios e Cartagineses, com forte influência de todos os povos mediterrânicos, particularmente dos italianos;
Religião: católica romana (98%)
Linguas oficiais: maltês e inglês;

ouvir hino

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UE~25/Malta: História

Embora tenha feito parte do Império Romano durante 270 anos, o povo maltês nunca falou grego ou latim: pensa-se que continuaram a comunicar num dialecto variante do fenício até à conquista árabe, em 870 D.C. Foi também neste ano que o império bizantino tentou tomar as ilhas, sem qualquer sucesso.

As sucessivas querelas entre o mundo cristão e o muçulmano, que no séc. XI consistiam no domínio do Mediterrâneo, transformaram Malta num campo de batalha da primeira cruzada. No fim da guerra, o controlo das ilhas passou para as mãos dos Normandos, que se mantiveram no poder durante quase um século, até que o domínio germânico se impôs.

Com a morte do novo rei e o apoio do papa Clemente IV, os franceses subiram ao poder com Charles de Anjou, cujas políticas impopulares em relação à carga de impostos resultaram numa revolta a partir da Sicília, que degenerou na eleição de um novo líder, o espanhol Pedro de Aragão.

A liderança espanhola, de 1282 a 1530, incluiu as ilhas maltesas numa confederação denominada “A Coroa de Aragão”, que conheceria uma certa hegemonia económica e política até que a crescente ameaça do Império Otomano influenciou o então imperador Romano e Rei de Espanha, Carlos V, a ceder as ilhas à Ordem dos Cavaleiros de Jerusalém.

Criada a Ordem dos Cavaleiros de Malta, a defesa das ilhas foi assegurada até 1798, quando o Império Napoleónico ocupou o território. Embora a população tivesse inicialmente aceite a ocupação, por parecer economicamente vantajosa, cedo se deu a rebelião, já que Napoleão utilizava os recursos naturais das ilhas para financiar a guerra no Egipto.

Malta conseguira o apoio britânico durante as guerras napoleónicas, sendo que a sua posição estratégica em pleno Mediterrâneo deu azo à construção de novos portos, aproveitamento dos inúmeros existentes, e transformação de Malta numa base britânica permanente. Foi neste período (1814-1864) que a influência e língua inglesas se instalaram.

Malta tornara-se num regime colonial, governada conjuntamente por ministros ingleses e malteses, até à independência da Commonwealth, em 1964, seguida da proclamação da República, em 1974.

André Sá

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UE 25/Malta: Governo/Política

Presidida por Guido de Marco desde 4 de Abril de 1999, Malta tem como primeiro-ministro Eddie Fenech Adami.
O Presidente da República é eleito pela Câmara dos Representantes por períodos de 5 anos. Guido de Marco foi eleito com 54% dos votos.

A Câmara dos Representantes é constituída por 65 lugares, se bem que podem ser criados postos adicionais para assegurar a maioria legislativa, já que o número de representantes do partido no poder é proporcional ao voto popular.

Tanto os juízes do Tribunal Constitucional como do Tribunal de Apelo são nomeados pelo Presidente da República, sob aconselhamento do Primeiro-Ministro.

Os principais partidos políticos e respectivos líderes são Alternativa Demokratika (presidida por Harry Vassalo), Partido Trabalhista de Malta (presidido por Alfred Sant) e o partido no poder, o Partido Nacionalista, encabeçado pelo Primeiro-Ministro.

André Sá

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UE 25/Malta: Economia

Malta produz apenas 20% das reservas alimentares que consome, tem recursos de água potável limitados e nenhuma fonte de energia doméstica. Adivinha-se assim uma economia marcada pela dependência externa e de importações, sendo que a manufactura electrónica e têxtil e o turismo são as suas principais fontes de rendimento.

A preparação para a sua entrada na União Europeia processa-se por trâmites relativos à privatização de empresas estatais e à liberalização da economia de mercado. O país permanece, contudo, dividido quanto à adesão UE, já que a insistente crise económica mundial tem atrasado o ritmo das exportações, turismo e crescimento geral.

Com uma dívida externa de 130 milhões de dólares norte-americanos (em 1997), Malta tem tido dificuldades em manter a sua moeda num nível competitivo, sendo que em 2002 uma lira maltesa valia em média 0.43 dólares. Só a adesão à UE poderá rectificar esta situação.

André Sá

Posted by turma32 at 12:06 AM | Comments (0)

UE 25: Malta e Portugal

Malta é um excelente e exótico destino turístico, não só pelo que tem a oferecer em termos de cultura e paisagens, mas também pelo seu baixo custo de vida. Desde a agitada vida nocturna, aos roteiros históricos e cruzeiros entre as ilhas, o país proporciona um modo de vida original, numa combinação perfeita de divertimentos modernos e enquadramento histórico vasto.

O clima mediterrânico permite que seja visitada em qualquer altura do ano, até porque tem mais do que belas praias para oferecer.

Quase tudo é programado pelas suas agências de viagens, já que parte integrante da sua economia depende do turismo e auto-promoção.

Todas as informações referentes à viagem e alojamento e atracções turísticas podem ser encontradas em www.visitmalta.com, um site muito prático que esclarece quaisquer dúvidas quanto à viagem e estadia.

Num país sem qualquer relação com Portugal, a sua semelhança mais óbvia é servir de destino de férias aos países adjacentes e não só.

Links:

http://www.hmml.org/centers/malta/history.html

http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/geos/mt.html#Intro

www.visitmalta.com

André Sá

Posted by turma32 at 12:05 AM | Comments (0)

janeiro 07, 2004

UE 25: Lituânia

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A Lituânia está situada no leste europeu, na costa do Mar Báltico, e faz fronteira com a Letónia, Polónia, Bielorússia e Rússia. É um país de relevo suave, muitas florestas, rios, riachos, lagos de águas cristalinas e famosa pela paisagem de sua costa.

A história da Lituânia baseia-se nas sucessivas tentativas de independência da Rússia. Os lituanos não são etnograficamente uniformes, o país é composto por quatro grandes grupos étnicos tendo assim uma cultura bastante diversificada. No contexto da sua passagem para uma economia de mercado, a Lituânia realizou progressos consideráveis em matéria de liberalização e de estabilização da economia. As dificuldades de adesão encontram-se na compatibilização da legislação relativa à política monetária com as exigências comunitárias e na indtrodução de um sistema financeiro sólido e eficaz. O sector dos transportes não tem problemas de maior no que diz respeito ao acesso à União Europeia. As condições gerais de adesão têm vindo a ser cada vez mais respeitadas pela Lituânia, cuja presença na preparação da constituição europeia se tem vindo a destacar. A aceitação dos valores europeus é também uma condição sinequanone do acesso á União. Portugal será dos países mais prejudicados com o alargamento da União.

Dados estatísticos:
Localização: no leste europeu, na costa do Mar Báltico
Capital: Vilnius
Superfície total: 65 000 km²
População: 3,5 milhões

Cátia Araújo

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UE 25: Lituânia - Hino, mapa e radiografia

Nome: LIETUVOS RESPUBLIKA (REPÚBLICA DA LITUÂNIA)
Idioma oficial: Lituano
Sistema político: República
Capital: Vilnius
Superfície total: 65 000 km²
População: 3,5 milhões
Moeda: Litas (1 EUR = 3,4528 LTL)
Religião: Maioria Católica Romana
Hino

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UE 25: Lituânia - História

As tribos bálticas estabeleceram-se na região do actual território lituano no período de 700-200 AC. O nome Lituânia foi encontrado escrito pela primeira vez, em 1009 DC, nos Anais de Quedlinburg.
Através da história, pela sua localização geográfica, a Lituânia sofreu muito com os grandes movimentos eurasiáticos.

O Estado lituano foi fundado em 1236 DC pelo Grão Duque Mindaugas, que uniu vários principados e em 1256 se tornou o primeiro rei da nação.
Nos 200 anos seguintes, o Estado lituano estenderia amplamente as suas fronteiras no território eslavo, atingindo o Mar Negro no sul e o Mar Báltico no oeste.

A importância política da Lituânia atingiu o seu ápice sob a liderança de Vytautas o Grande, que é reconhecido como a maior e mais importante personalidade na história lituana.
Após a morte de Vytautas, o enorme poder da Lituânia foi dividido e, em 1795, a maior parte do país caiu nas mãos da Rússia, uma ocupação que durou até 1918.
Em Fevereiro de 1918, o Conselho Nacional Lituano declarou a restauração da independência da Lituânia. No entanto, em 1939 a Lituânia tornou-se novamente vítima dos seus poderosos vizinhos.
Apenas em 1990, depois de 51 anos, o Conselho Supremo da Lituânia, livre e democraticamente eleito pelo povo, unanimemente, declarou o restabelecimento da independência da República da Lituânia.

Cátia Araújo

Posted by turma32 at 12:08 AM | Comments (0)

UE 25: Lituânia - Cultura

Os lituanos não são etnograficamente uniformes. O país é composto por quatro grandes grupos étnicos. O idioma oficial é o lituano que está estreitamente relacionado com o sânscrito e pertence à família Báltica das línguas Indo-Europeias.

A população da Lituânia é constuída por: 80% de lituanos, 9,4% de russos, 7% de polacos e 3,6% de outras nacionalidades (bielorussos, ucranianos, letões, etc).
68% dos habitantes concentram-se em áreas urbanas e a densidade populacional é de 56,9 pessoas por quilómetro quadrado.
As maiores cidades são Vilnius (578.000 habitantes), Kaunas (414.500), Klaipeda (202.100), Siauliai (147.100) e Panevezys (133.500).

Cátia Araújo

Posted by turma32 at 12:07 AM | Comments (0)

UE 25: Lituânia - Economia

No contexto da sua passagem para uma economia de mercado, a Lituânia realizou progressos consideráveis em matéria de liberalização e de estabilização da economia.

Já em 1998, cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) provinha do sector privado. A restituição das terras avançava lenta mas regulamente. A Lituânia continuou a avançar no âmbito da criação de uma economia de mercado viável, estando em vias de poder dar resposta à pressão concorrencial e às forças de mercado no interior da União, a médio prazo. O relatório de 2000, finalmente, registava que o país poderia ser considerado como uma economia de mercado viável. A economia sofre de uma taxa de desemprego elevada e crescente.

A Lituânia deverá alinhar a sua legislação pelo acervo comunitário, no que respeita aos derradeiros pontos problemáticos, que se prendem com a independência do banco central e o acesso privilegiado das autoridades públicas às instituições financeiras.

Cátia Araújo

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UE 25: Lituânia - Dificuldades de adesão

No seu parecer de 1997, a Comissão Europeia considerou que seria prematuro conjecturar sobre se a Lituânia estará em condições de participar na zona do euro desde a sua adesão.

A participação da Lituânia na terceira fase da União Económica e Monetária (UEM), mesmo não participando na zona do euro, colocaria contudo problemas a médio prazo. Mais concretamente, seria necessário compatibilizar a legislação relativa à política monetária com as exigências comunitárias e introduzir um sistema financeiro sólido e eficaz.

Em contrapartida, no que diz respeito à livre circulação de capitais, a Comissão considerou que a eliminação das restrições ainda existentes deverá poder efectuar-se sem problemas de maior. O relatório de Novembro de 2000 refere a ausência de evolução, desde o último relatório regular.

Posted by turma32 at 12:05 AM | Comments (0)

UE 25: Lituânia - Transportes

No seu parecer de 1997, a Comissão Europeia considerava que a Lituânia estaria provavelmente em condições de a médio prazo cumprir a maior parte do acervo comunitário sobre transportes.

Assim, a adesão não deveria suscitar problemas de maior neste sector, na condição de, no período de pré-adesão, se prestar adequada atenção à melhoria da segurança (nomeadamente marítima), à harmonização das normas ambientais nos transportes (poluição atmosférica, ruído) e à aplicação do acervo comunitário no transporte rodoviário de mercadorias e nos caminhos de ferro. A Comissão considerava ainda desejável que as estruturas administrativas lituanas, incluindo os organismos de controlo, como, por exemplo, no caso da segurança, fossem rapidamente reforçadas.

Posted by turma32 at 12:04 AM | Comments (0)

UE 25: Lituânia - Efeitos para Portugal

Portugal é o único Estado-membro da União Europeia que terá um saldo negativo simultâneo no crescimento do comércio intra-comunitário e dos fluxos de investimento directo estrangeiro (IDE) depois da vaga de adesão em Maio de 2004 de cinco países do leste europeu, dos três países bálticos e de duas ilhas mediterrâneas.

A janela de oportunidade para inverter esta tendência portuguesa estende-se pelos próximos cinco a sete anos. O primeiro problema estrutural português é o seu padrão de especialização internacional.

Há um desajuste entre o nosso perfil de exportações e o tipo de importações que os novos aderentes precisam; e os novos países vão desencadear uma concorrência agressiva no mercado comunitário em segmentos de produtos e serviços em que tradicionalmente Portugal é competitivo.

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janeiro 06, 2004

UE 25: Letónia

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Em 1 de Maio de 2004, assinala-se a entrada de 10 novos países na União Europeia (UE): República Checa, Chipre, Estónia, Lituânia, Letónia, Hungria, Malta, Polónia, a Eslováquia e Eslovénia. No entanto, antes da data anunciada têm de dar provas de estarem à altura da UE e dos países que dela fazem parte.

Espera-se que todos os novos estados-membros venham a adoptar a moeda euro, mas não antes de 2006.

Este é um trabalho que aborda a Letónia na perspectiva da sua demografia, história, cultura, economia, dificuldades de adesão , transportes e dados estatísticos.

Cristina Maritza Silva

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UE 25: Letónia - Radiografia

População: 2,4 milhões de habitantes
Superfície: 65.000 km2
Capital: Riga
Sistema político: República
Moeda actual: Lats

Ouvir Hino

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UE 25: Letónia: Demografia/Geografia

A Letónia é o país central das três repúblicas bálticas: Estónia, Letónia e Lituânia.
Espera-se que em Maio de 2004 a Letónia se junte à União Europeia e consolide aquilo que já representa: uma espécie de ponte entre a Europa Ocidental e a Rússia.
Com cerca de 65.000 km2, conta com uma população que ronda os 2,4 milhões de habitantes.

O nome Letónia, “Látvia”, é proveniente de uma tribo báltica antiga, os Latgali, que foram os fundadores da etnia do povo da Letónia.
O pequeno país central de um grupo de três (Estónia, Letónia e Lituânia) prolonga-se numa extensão de 64.589 km2, tendo uma fronteira de 1.862km e uma costa marítima de 494km.

O país tem diversos recursos naturais ainda não transformados pelo Homem. As florestas de Kurzeme são disso bom exemplo.

Os lagos são também uma das paisagens características deste país báltico: o maior é o Lago Lubans (80.7km2), o mais fundo é o Dridzis (65.1m), o mais longo dentro da Letónia é o Gauja (452km) e o mais longo que atravessa a Letónia é o Daugava (1.005km, 352km dos quais em território letão).

A paisagem letã é modelada por planícies e montanhas de forma irregular: a maior parte da costa está 100 metros abaixo do nível do mar. Apresenta um clima oceânico moderado, com uma considerável taxa de pluviosidade e alguma actividade ciclónica.

A população é uma mistura de Letões (57.6%), Russos (29.6%), Bielorussos (4.1%), Ucranianos (2.7%), Polacos (2.5%), Lituanos (1.4%), Judeus (0.4%) e de outras mais nacionalidades (1.7%). Esta mistura étina resulta da história do próprio país, sobretudo das imigrações pós-guerra, que levaram mesmo à diminuição da taxa de Letões (de 77% em 1935 para 52% em 1989).
Cerca de um terço da população reside na capital, Riga.

Cristina Maritza Silva

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UE 2: Letónia - História

Após séculos de domínio estrangeiro, a Letónia luta para se afirmar como nação independente e economicamente forte.
A Letónia tem 3000 anos de história, mas podemos restringi-la aos últimos oito séculos, desde a formação da sua capital, Riga.

No início, havia cinco grandes regiões: Latgale, Zemgale. Kurzeme, Livland e Selija. Mas em 1201 as cruzadas permitiram a formação de Riga, a capital da Letónia. A partir dessa data e até à primeira Grande Guerra, a Letónia foi alvo de disputa entre alemães, russos, polacos e suecos.

Foram sobretudo os russos e os alemães que exerceram a maior influência sobre os letões. No entanto, a Letónia sofreu também o domínio dos suecos, até à morte do rei Gustavus Adolphus, em 1701. O governo da Letónia voltou a pertencer a russos e alemães, que fizeram dos letões seus servos.

Só após a I Guerra Mundial é que a Letónia obtem, finalmente, a independência, em 1920. Tudo aquilo que a Letónia consegue (progressos económicos) volta a perder com a emergência da II Guerra Mundial.
Mais uma vez a Letónia se viu alvo do domínio soviético e alemão.

No final da II Guerra Mundial, a Letónia é integrada na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Esta integração implicou a adesão à política colectivista, censura e proibição da bandeira e hino letões.
A Letónia só reganha a independência em 1991 (a 21 de Agosto).

Cristina Maritza Silva

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UE 25: Letónia - Cultura

Para um povo que perdeu cerca de 40% da sua população durante a segunda guerra mundial, a sua cultura apenas transmite a lei da sobrevivência. A própria vida é a chave da cultura letã.
Mesmo sob condições precárias, a Letónia conseguiu manter características da sua tradição histórica.

Um bom tradutor da cultura letã é Lacplesis. Ele é um “herói”, cujas habilidades consistem em persistir e defender a cultura, mesmo em condições adversas, como um ambiente de dualidade política. Algo semelhante aconteceu ao país.

Mas, na verdade a Letónia oferece uma vasta gama de eventos, e mais… um dos eventos está directamente relacionado com a paisagem do país: o festival da noite mais longa do ano: o Festival Jani.
Ainda no mesmo ramo, a Letónia tem variadíssimos coros premiados em festivais internacionais. O orgulho nacional passa pelas Latvju Dainas, as canções populares da nação.
À parte a música, é de salientar a produção de livros de poesia: mais de 35.000.

Um dos traços marcantes da cultura Letã advém da natureza, daí que a nação lhe tenha grande respeito. Por exemplo, existe um pássaro em particular, a cegonha, que na Letónia não é agredido nem expulso por ninguém. Aliás são as próprias pessoas que se voluntariam para escolher um local suficientemente bom para as cegonhas poderem fazer os seus ninhos. Nenhum letão consegue, aliás, ver a Letónia sem as suas cegonhas nem as suas chaminés de casas abandonadas.

Cristina Maritza Silva

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UE 25: Letónia - Economia

Este pequeno país báltico dispõe de uma estabilidade recente para se poder afirmar a nível económico. Foi apenas em 1991 que a Letónia se proclamou totalmente independente.
Todas as reformas seguiram um ritmo lento.

Tendo atingido a independência demasiado tarde, demasiado tardias foram também as mudanças macroeconómicas no país.
Até 1998, a Letónia consegui grandes feitos e o relatório da Comissão Europeia, em 1999, apresenta o país como sendo uma “economia de mercado viável”. Em 2001, o Produto Interno Bruto (PIB) por habitante atingiu 33.1% da média comunitária.

No entanto, nem todo o tempo foi de recuperação e reestruturação. Em 1998, a crise da Rússia afecta a Letónia. Felizmente para o país báltico, a época após a crise mostrou os seus frutos, através do cada vez maior progresso.
Em 2000, o PIB subiu 6.6% e, em 2001, 7.7%.
Quando se estabelece uma média nota-se que a Letónia, apesar de tudo, viu o seu PIB aumentar cerca de 6.1% por ano, dentro do prazo dos relatórios da Comissão Europeia.

Cristina Maritza Silva

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UE 25: Letónia - Dificuldades de adesão

Uma das dificuldades de adesão da Letónia à União Europeia passou pelo inquérito nacional que se pretendia fazer à nação.
O inquérito só seria aprovado se existisse um número de eleitores suficiente. Só podia participar no referendo nacional quem tivesse votado nas últimas eleições.

No entanto, existiam outros factores, relacionados com o nível de preparação da Letónia para fazer parte da amálgama de países que constituem uma das maiores áreas geopolíticas.

Embora a realização do inquérito acerca da entrada da Letónia na UE tivesse gerado alguma resistência, mesmo antes da sua marcação, na verdade, uma vez realizado, mostrou que a maior parte dos letões (52.3%) era favorável à adesão.

Contudo, são factores como o desemprego (ainda alto – 12% em 2002) e os níveis salariais (dos mais fracos de entre todos os restantes candidatos) que constituem os pontos fracos da adesão do país à UE.

Para mais informações consultar:

http://www.robert-schuman.org/anglais/oee/lettonie/referendum/default.htm

http://www.europeanforum.net/country_updates/latvia

Cristina Maritza Silva

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UE 25: Letónia - Transportes

Entre os transportes da Letónia, os portos são considerados mercado prioritário. Daí que o governo letão tenha desenvolvido um plano para actualizar toda a rede de transportes e as suas infra-estruturas.

A Letónia ocupa uma posição importante, funcionando como elo de ligação entre a Europa Ocidental e a Rússia, o que explica a aposta no desenvolvimento da rede de transportes.

Dos 11 portos do país, destacam-se três: Ventspils, Riga e Liepaja. Os produtos transportados são sobretudo óleo e derivados.

A linha férrea letã tem uma extensão de 3.400 km e tem comboios regulares para Moscovo, St. Petersburgo, Vilnius e Tallin.

A rede de estradas é a via de comunicação mais importante e que melhor serve o transporte doméstico, quer de pessoas quer de mercadorias. Na Letónia, existem 20.000 km de estradas. Não obstante, nem menos de metade é alcatroada.

O aeroporto mais importante é o de Riga (encontra-se a 13km do centro da cidade) e tem capacidade para dois milhões de passageiros por ano.

Para mais informações consulte:
http://www.tradepartners.gov.uk/infrastructure/latvia/profile/overview.shtml

Cristina Maritza Silva

Posted by turma32 at 12:03 AM | Comments (0)

janeiro 05, 2004

UE 25: Hungria

hungria_bandeira.jpg

A integração na Europa Ocidental é uma meta prioritária da Hungria desde o fim do bloco socialista, em 1989/90. Já com 80% da população a favor da adesão, o país tem-se esforçado para preencher os critérios de aceitação estabelecidos pela UE. Em 2001, quase três quartos das exportações húngaras foram para a UE e as importações de países da comunidade chegaram a 58%.

Dados Estatísticos, Mapa e Hino nacional

História e Cultura de Hungria

Condições de Adesão, Economia e Turismo

Curiosidades

Entrevista com Emese Rasztovich

Bruna Pereira

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UE 25/Hungria: Dados Estatísticos, Mapa e Hino

Localização: Europa Central;

Capital: Budapeste. O nome desta cidade deriva da junção, em 1873, das comunidades Buda (parte alta) e Peste (parte baixa);

Área: 93.032 km²;

População: 10.045.407 habitantes;

hungria_mapa.jpg

Outras cidades: Debrecen, Miskolc, Szeged, Pécs, Gyõr, Kecskemét;

Fronteira terrestre: A Hungria tem fronteiras com a Eslováquia a norte, com a Ucrânia e a Roménia a leste, com a Eslovénia, a Croácia e a Jugoslávia a sul, e a Áustria a oeste;

Clima:
O clima continental e moderadamente seco caracteriza-se por Invernos frios e Verões quentes. As mínimas invernais podem chegar aos -5 ºC e durante os meses estivais podem alcançar os 35ºC. As chuvas concentram-se na parte final da Primavera e a neve aparece entre Novembro e Fevereiro;

Idioma: Húngaro (oficial). Também se fala alemão, eslovaco, romani (língua dos ciganos) e croata;

Composição étnica: magiares húngaros 90%, ciganos 4%, alemães 3%, sérvios 2%, outros 1% (1996);

Moeda: Forint;

Tipo de Governo:
República parlamentarista;

Religião:
Cristianismo 88,6% (católicos 63,1%, protestantes 25,5%), sem religião e ateísmo 11,4% (1997);

Hino nacional:
O texto do Hino Nacional da Hungria foi escrito em 1823 pelo poeta Ferenc Kölcsey e a música composta em 1844 pelo compositor e maestro Ferenc Erkel. O Hino é composto por oito estrofes. Porém, em eventos oficiais somente se executa e se canta a primeira estrofe.
Ouvir Hino


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Curiosidades

Posted by turma32 at 12:09 AM | Comments (3)

UE 25/Hungria: História

Sabia que Hungria se escreve Mgyarorszag, o que em húngaro significa “país dos magiares”? Na verdade, as raízes históricas da Hungria estão no povo magiar, que ocupou as margens do Danúbio nos finais do século IX. Antes deles tinham estado os romanos, os germanos, os avaros e o império de Carlos Magno.

No século XII, a Hungria era o principal Estado da Europa central. Após a grande invasão mongol, a Hungria mergulhou num período de instabilidade interna, culminando no desaparecimento da dinastia régia Arpad, em 1301. A partir desta data, a Hungria passou a ser dominada pela casa real de Nápoles e, após as invasões dos turcos otomanos iniciadas no século XIV, a Hungria foi dividida, em 1568, em três partes: uma faixa estreita a ocidente passou para o domínio dos Habsburgos da Áustria; a leste, a Transilvânia ganhou o estatuto de autonomia sob a soberania dos turcos; e a parte central passou para o domínio directo dos turcos.

Revolução de 1848 e Guerras Mundiais

Em 1848 ocorre uma revolução liderada por intelectuais húngaros com o objectivo de obter a independência da Hungria. Na sequência desta revolução formou-se em 1867 o império austro-húngaro, sob o qual a Hungria gozou de maior independência interna. Este império dissolveu-se com o fim da Primeira Guerra Mundial – durante a qual manteve uma aliança com a Alemanha –, sendo o território húngaro dividido, sob o Tratado de Trianon (4 de Junho de 1920) entre a Roménia, a Checoslováquia, a Jugoslávia, a Áustria, a Polónia e a Itália, ficando a Hungria com praticamente a área que possui actualmente.
Este desmembramento foi acompanhado por um período de grande instabilidade. Tal facto esteve na origem da aliança entre a Hungria e a Alemanha de Hitler, através da qual surgiu a oportunidade de recuperar as áreas perdidas. No entanto, a União Soviética revelou-se mais forte na II Guerra Mundial, fazendo retroceder gradualmente as forças germano-húngaras até as expulsarem da Hungria em 4 de Abril de 1945. A partir de então, a presença das forças soviéticas abriu caminho à implantação de um regime comunista, numa primeira fase de uma forma discreta, tornando-se depois mais concreta e efectiva em 1949.

Queda do Muro de Berlim

Com o fim do comunismo na União Soviética e o seu consequente desmembramento em 1989, a Hungria aproveitou a oportunidade para se libertar daquela ideologia, iniciando um processo de democratização fundamentado na revisão da Constituição, na qual se estabeleceu a divisão dos poderes, a implantação de um sistema político multipartidário e o consequente abandono do termo "popular" na designação do país. Deu-se então início à execução de reformas económicas com vista a aproximar a Hungria dos níveis de vida dos países da Europa ocidental.

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Curiosidades

Entrevista com Emese Rasztovich

Posted by turma32 at 12:08 AM | Comments (2)

UE 25/Hungria: Condições de Adesão, Economia e Turismo

Imagine um cruzeiro pelo rio azul de Strauss, com vista para o Castelo de Buda, a luz mágica dos edifícios de estilo Art Nouveau, únicos na Europa, o passeio pela avenida principal de Andrássy e o seu parque urbano Varósliget, que faz lembrar o esplendor austro-húngaro e a arquitectura do século XIX.

Continue o sonho indo até às pastagens de Putza. Aí encontrará os pastores, as casinhas típicas, a boa gastronomia húngara e o Parque Nacional Hortobágy (declarado património Mundial da Humanidade pela UNESCO). E se ainda não estiver pronto para acordar, dê uma escapada ao Palácio de Fertöd, o chamado Versalles húngaro.

Mais que o turismo… o minério

Foi durante a época das guerras mundiais que a Hungria ficou conhecida, não pela sua beleza como destino turístico, mas pelos recursos minerais do seu subsolo (bauxite, carvão, magnésio, contando também com quantidades substanciais de chumbo, zinco e cobre). Nos últimos anos, têm sido descobertas na Hungria áreas consideráveis de petróleo, gás natural e urânio, alterando o panorama húngaro quanto a recursos energéticos, até então tido como pobre.

Com o desmoronamento do Bloco de Leste, a Hungria abriu caminho em direcção à liberalização da economia. Desenvolveu-se o sector industrial e houve uma reestruturação selectiva das indústrias. Apesar de a importância da agricultura ter decrescido dentro do quadro económico húngaro, a verdade é que este país é auto-suficiente no que se refere à produção de bens agrícolas, chegando mesmo a exportar vários desses produtos. Destes destacam-se o milho, o trigo, a beterraba, a cevada e a batata.

As ameaças da UE

O último relatório da UE sobre a Hungria, divulgado em Outubro passado, critica – por exemplo – os atrasos na política agrícola, regional e ambiental, exigindo também uma reforma do sistema de saúde, praticamente falido. Bruxelas também exige a diminuição do défice orçamental, que deverá ter atingido 8,7% do PIB em 2003. Em 2001, este índice limitou-se a 4,3%. No ano 2000, o endividamento público chegou a 55,7% do PIB.

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Curiosidades

Entrevista com Emese Rasztovich

Bruna Pereira

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UE 25/Hungria: Curiosidades

O que têm em comum um cubo mágico e uma esferográfica? E o os estúdios Paramount e a vitamina C? E se lhe acrescentássemos a campeã de ténis Mónica Seles e a bomba de hidrogénio? Confuso, ou nem por isso?

A Hungria – nomeadamente a sua capital, Budapeste – é famosa pela intensa actividade cultural, fruto do enorme investimento estatal nesta matéria que cria excelentes condições de trabalho para os vários artistas. Assim se compreende o elevado número de gente húngara que contribuiu para o progresso da Humanidade em áreas tão diversas como:

Música: Ferenc Liszt, Béla Bartók, Imre Kálmán, Miklós Rózsa (3 "Oscars") e Zoltán Kodály;

Cinema: Adolf Cukor, fundador dos estúdios Paramount, Michael Curtis, Paulo Curtis, Tony Curtis, Zsa Gábor, Bela Lugosi, Leslie Howard, Vilmos Zsigmond e István Szabó, estes premiados com o "Oscar";

Literatura e Jornalismo: Ferenc Molnár e Joseph Pulitzer, jornalista nos Estados Unidos responsável pelo Prémio Pulitzer;

Ciências: 10 húngaros premiados com o Prémio Nobel: 3 em Física, 3 em Química, 3 em Medicina e 1 em Economia. Entre eles, Albert Szentgyörgyi, o descobridor da vitamina "C". Além disto, 5 cientistas húngaros tiveram papel preponderante no desenvolvimento da bomba atómica e um deles, Edward Teller, é chamado "O pai da bomba de hidrogénio";

Desporto: Até 1996 a Hungria ganhou um total de 425 medalhas nos Jogos Olímpicos, sendo 143 de ouro; um dos futebolistas mais conhecidos durante os anos 50 foi o lendário Ferenc Puskás, Mónica Seles, campeã mundial de ténis, e Zsuzsa Polgár, campeã mundial de xadrez feminino, são também húngaras;

Inventos: Ernõ Rubik, inventor do "cubo mágico", e László Biró, inventor da esferográfica Bic.

Já agora, 15 de Março é o aniversário do início da revolução e guerra de independência de 1848-1849, dia do nascimento da Hungria parlamentar moderna.

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Entrevista com Emese Rasztovich
Bruna Pereira

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UE 25/Hungria: Uma professora húngara em Portugal

Veio a Portugal, conheceu um português e casou com ele. A "estória" podia ser a de todos os dias ou ela não acontecesse a Emese Rasztovich, uma professora húngara que se mudou para terras lusas e actualmente dá aulas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Em conversa com Emese em vésperas do alargamento da União Europeia (UE), ficámos a saber que os húngaros conhecem Eusébio e Figo, recordam a época dos Descobrimentos e a Expo 98, sabem quem foi Salazar, e até gostam de tripas de porco.

Emese Rasztovich já conhecia a língua de Camões mesmo antes de vir para Portugal: sendo licenciada em Sociologia e Filologia Portuguesa, fazia traduções e era professora de português na Hungria.
Sem problemas com o idioma, Emese viu na nossa burocracia maiores dificuldades, já que foram precisos meses para obter um Número de Contribuinte e poder então receber um salário. Mesmo assim, esta professora sente que a sua situação é melhor do que a de alguns imigrantes e está feliz porque dentro em breve terá dupla nacionalidade e direito a voto, por cumprir os três anos de casada com um português.

Portugal e Hungria: descubra as diferenças

Ao conhecer de perto as realidades de dois países distintos, Emese fala de Portugal e Hungria como "países que passaram por fenómenos semelhantes como feudalismo, cristianismo e influência da Igreja na Época Medieval. Entre os dois países há uma herança comum e percursos diferentes ao longo da história". Em termos mais subjectivos, Emese acha que "os húngaros são mais dinâmicos, mais cultos e com mais e melhor educação", e que "a mão-de-obra é mais apta e mais flexível". Em compensação, crê que os portugueses são, de facto, um povo de brandos costumes, conseguindo ser "mais abertos que os húngaros, tanto para o bem como para o mal".

A comer é que os povos se entendem

A cozinha húngara é muito variada. Embora tradicional, está aberta às influências vizinhas. Emese fala do tradicional “peixe do rio”, da banha de porco e da paprika (espécie de pimentão doce). É nesta parte da culinária que se fica a saber que afinal os húngaros também aproveitam quase todas as partes do porco. E mais, também apreciam as famosas tripas.


Os húngaros na UE: “Mais do que ser felizes, vamos contribuir para a felicidade dos outros”

Emese Rasztovich não está convencida de que a entrada da Hungria na UE seja “algo fantástico”, até porque esta época não vai ser igual à época de quando Portugal entrou, em 1996. A Hungria vai ter menos dinheiro para investir, menos regalias… e a agricultura vai perder força e vai ser prejudicada pela concorrência externa". No entanto, poderá haver vantagens a médio prazo: "as empresas húngaras vão ter possibilidades de alargar o mercado, os estudantes vão ter mais espaço e vão poder ver mais mundo".

Nova Comunidade = Nova Torre de Babel?

Sendo professora de línguas, Emese não vê a diversidade linguística (mais 18 novos idiomas na UE) como algo negativo ou como um obstáculo à integração destes novos países na Comunidade. Pelo contrário, pensa que "é bom, é uma mais valia para a diversidade cultural europeia". Tomando a língua como "um elemento que faz parte da identidade nacional da nação", Emese Rasztovich diz que "as grandes uniões só funcionam sem destruir as pequenas unidades.”

E Portugal é o país que…

De Portugal, os húngaros conhecem a fama dos Descobrimentos na época da Expansão Marítima. Sabem que estivemos em ditadura com Salazar, que houve uma Guerra Colonial e que organizámos a Expo 98. Além disso, conhecem Figo, Eusébio e Nuno Gomes (Emese conta que na Hungria o nome Nuno Gomes sofre uma pequena alteração de pronúncia que resulta em algo parecido com “Nunhó Gómés”).
Na literatura, além dos clássicos, Luís de Camões, Eça de Queirós e Fernando Pessoa, nomes como José Saramago, Lídia Jorge e António Lobo Antunes figuram nas prateleiras das livrarias húngaras.

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Bruna Pereira

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janeiro 04, 2004

UE 25 - Estónia

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A Estónia é um dos novos países a aderir à UE em 2004.
Situa-se na Europa de Leste, sendo rodeada pelo Mar Báltico, Golfo da Finlândia, Letónia e Rússia.
Compõe, com a Letónia e a Lituânia, o grupo das três repúblicas do Mar Báltico que recentemente recuperaram a independência depois de terem sido anexadas pela antiga URSS.

A Estónia foi durante séculos, dominada por holandeses, suecos, alemães e russos. Conseguiu a independência em 1918, mas voltou a ser subjugada em 1940, desta vez pela URSS.
Com o colapso da União Soviética, tornou-se um país livre e iniciou relações económicas com a Europa Ocidental.
Possui um litoral recortado, com várias ilhas, lagos e florestas. Tem planícies pantanosas, é plana no norte e montanhosa no sul.
O clima é marítimo, húmido, com verões e invernos temperados.
Tem como recursos naturais argila xistosa, turfa, barro, pedra calcária, areia e solo arável. Exporta maquinaria e equipamento, madeira e papel, têxteis, produtos alimentares, mobília, metais e produtos químicos.
É um país com diferentes grupos étnicos e religiosos, tendo assim uma cultura diversificada.
A rede de transportes da Estónia não ofereceu nenhum entrave à futura entrada na UE, e não se prevêem grandes dificuldades de adesão para este país.
Como todos os países membros, terá de cumprir as http://www.icicom.up.pt/blog/blogoscopio/arquivos/001036.htmlà comunidade, respeitar a http://www.icicom.up.pt/blog/blogoscopio/arquivos/001030.htmle os seus valores.
Portugal não beneficiará com o alargamento da UE aos países de leste.

LocalizaçãoA Estónia situa-se na Europa de Leste, fazendo fronteira com o mar Báltico, Golfo da Finlândia, Letónia e Rússia.

Dados estatísticos

Capital Tallinn.

Área 45.227 km²

População 1,6 milhões

Diana Pinto Neves

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UE 25: Estónia - Dificuldades da adesão

No seu parecer de Julho de 1997, a Comissão Europeia considerava que seria prematuro conjecturar sobre se a Estónia estaria em condições de participar na zona do euro no momento da sua adesão e que a sua participação na terceira fase da União Económica e Monetária (UEM), sem participar na zona do euro, não deveria suscitar problemas de maior.

Sublinhava igualmente que a legislação relativa ao Banco Central da Estónia era já perfeitamente compatível com as exigências comunitárias e que a eliminação das restrições residuais em matéria de livre circulação dos capitais, nomeadamente no que se refere à aquisição de bens imóveis pelos não residentes, deveria processar-se sem dificuldades.

Os chamados “Critérios de Copenhaga”, estabelecido no Encontro do Senado Europeu decorrido na capital da Dinamarca em Junho de 1993, deve ser respeitado antes que um país possa fazer parte da UE.

Os critérios que devem ser seguidos são:
•O critério político inclui a estabilidade de instituições que garantam democracia, o cumprimento da lei, os direitos humanos e respeito pela protecção das minorias.
•O critério económico inclui a existência de uma economia de mercado funcional e a capacidade de cooperar com a pressão competitiva e forças de mercado dentro da União.
•Finalmente, os países candidatos devem estar aptos a conviver com as obrigações da comunidade.

Diana Pinto Neves

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UE 25: Estónia - Efeitos negativos para Portugal

Portugal não beneficiará com o alargamento da União Europeia aos novos países. Sofrerá um saldo negativo simultâneo no crescimento do comércio intra-comunitário e nos fluxos do investimento directo do estrangeiro.

Não há compatibilidade entre o nosso perfil de exportações e as necessidades dos novos países, que, para além deste facto, trarão uma concorrência agressiva em produtos e mão de obra.

Diana Pinto Neves

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janeiro 03, 2004

UE 25: Eslovénia

bandeira.gif

A luta pela independência e pelo direito à liberdade marcaram a história da República da Eslovénia. Reconhecida como Estado independente em Janeiro de 1992, quando se separou da antiga Jugoslávia, a Eslovénia faz parte dos dez países que se preparam para integrar a União Europeia a 1 de Maio de 2004.

As condições que presidem à adesão deste país à UE são várias, mas a Eslovénia tem desenvolvido esforços no sentido de adoptar medidas que satisfaçam essas condições. Resta ver qual o impacto que este alargamento da UE terá para Portugal. As relações entre Portugal e a Eslovénia e as expectativas do povo esloveno relativamente à sua integração na União Europeia são alguns dos pontos abordados na entrevista com Saso Podlesnik, um responsável da Embaixada da Eslovénia em Portugal.

O processo de integração europeia da Eslovénia está actualmente a assumir uma nova dimensão, numa perspectiva de realizar o ideal de uma Europa unida, que se tornou o motor da paz, da democracia, da estabilidade e da prosperidade no nosso continente.

A grande União Europeia de 25 integrantes nasceu no dia 16 de Abril de 2003 em Atenas, com a assinatura do Tratado de adesão de dez novos membros da Europa Central e das regiões Leste e Sul do Mediterrâneo.

Numa altura em que as preocupações se centram sobre o projecto de uma nova Constituição Europeia, a nova Europa deve considerar a identidade nacional e a herança cultural de cada país, no sentido de promover a união de todos os países no seio da nova realidade europeia.

Ana Sofia Ribeiro

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UE 25: Eslovénia - Dados estatísticos

Nome: República da Eslovénia
Localização: situa-se no continente europeu, no extremo noroeste da península dos Balcãs; é banhada pelo mar Adriático; faz fronteira com a Áustria a norte, com a Croácia a sul, com a Hungria a leste e com a Itália a oeste.
Área: 20.256km2
Área de florestas: 10.124 km2 (50% do território)
Capital: Ljubljana (com cerca de 330.000 habitantes)
População: cerca de 2 milhões de habitantes; os eslovenos dominam o quadro demográfico (87,84%) e o restante distribui-se entre croatas, sérvios, bósnios, italianos, húngaros e magiares.
Língua oficial: esloveno

Chefe do Estado: Janez Drnovsek
Primeiro-Ministro: Anton Rop
Principais cidades: Maribor, Kranj, Celje e Koper.
Religião: a grande maioria da população é católica romana (87%), embora o país não tenha uma religião oficial (existem ainda algumas comunidades de muçulmanos e judeus).
Clima: Alpino, continental, mediterrânico.
Temperatura média: Janeiro: 0ºC; Julho, 21ºC
Moeda: Tolar (SIT), dividido em 100 stotins (1 EUR = 235,0550 SIT)
Analfabetismo: 0.8%
Posição no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU: 33º (1999)
Hino nacional: O Brinde

Mapa:

mapa eslovenia.gif


Artigos relacionados:
. Introdução
. História do país
. Impacto do alargamento da UE para Portugal
. Entrevista com Saso Podlesnik

Ana Sofia Ribeiro

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UE 25: Eslovénia - História do país

A Eslovénia é um país com uma história muito rica, cuja identidade nacional e cultural é fruto da confluência de diversas civilizações que ocuparam o seu território durante vários séculos.

Achados arqueológicos provam que existe vida no território que hoje constitui a Eslovénia desde há 250.000 anos. Até ao século XX, este território foi sucessivamente ocupado por diversos povos e civilizações, de que se destacam os Celtas, o Império Romano, os Hunos, os Germânicos, os Eslavos (povo de quem os Eslovenos descendem) e os Habsburgos. Já no séc. XX, são incorporados no império Austro-Húngaro. Com a dissolução do império e o final da 1ª Guerra Mundial, a Eslovénia é incorporada no reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, que passa a chamar-se Jugoslávia em 1929. Com o fim da 2ª Guerra Mundial, a Eslovénia torna-se uma das 6 repúblicas da Jugoslávia, a mais homogénea etnicamente e a mais rica. No final dos anos 80, após a dissolução do bloco soviético e a escalada do nacionalismo sérvio, ressurgem os anseios separatistas na Eslovénia. Isto porque os eslovenos conseguiram manter uma forte coesão linguística e cultural, mais identificada com a Europa ocidental que com a oriental. Em 1990, o Partido Comunista local rompe com a liga dos comunistas da Jugoslávia, associando-se à evolução democratizante do Leste Europeu. Sob a liderança de Milan Kucan, o primeiro presidente eleito, a independência é proclamada a 25 de Junho de 1991. O reconhecimento internacional da independência eslovena não se fez esperar. Em Janeiro de 1992, a União Europeia reconheceu oficialmente a Eslovénia como estado independente e em Maio do mesmo ano tornou-se membro permanente da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1993, o pais é admitido no Conselho da Europa, um passo importante para ser aceite como membro de pleno direito da União Europeia. Reduzida a inflação e mantido o baixo nível de desemprego e um nível de vida superior ao das ex-repúblicas jugoslavas, a Eslovénia adopta uma nova moeda nacional - o tolar. A adesão à UE é claramente assumida como prioridade do Governo.

Actualmente, a Eslovénia integra o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Associação Centro-Europeia de Comércio Livre (CEFTA), os Bancos Europeu (BERD) e Internacional (BIRD) para a Reconstrução e Desenvolvimento, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o Banco Mundial, o Conselho da Europa, o programa "Parceria para a Paz" da NATO e a ONU. O facto de a Eslovénia nunca ter pertencido às estruturas do Pacto de Varsóvia e ter escapado à guerra na região, constituem argumentos dos responsáveis de Ljubljana para reivindicarem a integração na NATO, em condições de igualdade com os demais países da organização. A Eslovénia encontra-se, em suma, muito bem cotada para passar a fazer parte da União Europeia já no próximo alargamento, em Maio de 2004.

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Ana Sofia Ribeiro

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UE 25: Eslovénia - Condições de adesão à UE/Economia e turismo

Com uma situação política estável e um relativo desenvolvimento económico, a Eslovénia apresenta um rendimento "per capita" que é um dos mais elevados dos países do leste. Além disso, o turismo é uma actividade de que há muitos anos tira dividendos, com mais de meio milhão de visitantes europeus, atraídos quer pelas belezas naturais do país quer pelas excelentes infra-estruturas hoteleiras que oferece, quer ainda pela estabilidade política e social.

Os estados candidatos à integração na União Europeia têm de adoptar e fazer vigorar o Acervo Comunitário, que é dividido em 31 domínios de negociação. Estes referem-se, entre outros aspectos, à livre circulação de mercadorias, pessoas, serviços e capitais; união económica, monetária e aduaneira; concorrência e ajudas de Estado; agricultura e pesca; finanças; relações económicas exteriores; e política exterior e de segurança comum. A Eslovénia tem vindo a criar instituições que visam reforçar as estruturas necessárias, de modo a apoiar as medidas económicas, sociais e legais para a adopção do acervo comunitário.

O facto é que, sob o aspecto económico, a Eslovénia pode sentir-se como membro da UE há muito tempo: quase 80% do seu comércio exterior é com os estados comunitários. O país alcançou uma estabilidade suficiente para competir no âmbito da UE, conforme o relatório da Comissão Europeia sobre as negociações para adesão. A balança comercial eslovena está equilibrada, a renda "per capita" do país compara-se às de Portugal e da Grécia e a taxa de desemprego situa-se abaixo de 7%. Aliás, segundo estudos recentes, prevê-se que, após a adesão à UE, a Eslovénia ascenderá a uma posição superior a Portugal.

Assim, o crescimento da economia eslovena será impulsionado pela procura interna e pelo investimento, particularmente com a adesão à UE, que melhorará a confiança do sector empresarial. O governo da Eslovénia, reconhecendo a importância da captação do investimento estrangeiro para o desenvolvimento da economia nacional, adoptou um conjunto de medidas que têm como principal objectivo a liberalização progressiva das trocas comerciais, nomeadamente através da redução das imposições aduaneiras, da eliminação das barreiras alfandegárias, da melhoria da oferta e da concessão de incentivos financeiros.

Destacam-se como prováveis resultados positivos da integração da Eslovénia na União Europeia o crescimento da sua economia, a perspectiva de um mercado comum, a existência de uma moeda estável e a expectativa de que os salários acompanharão os salários do resto da Europa. É de prever como aspectos negativos a pequena dimensão deste país (que está na origem do receio de um mercado imobiliário livre), a necessidade de uma solução para a polémica respeitante à central nuclear da Eslovénia (pois a Áustria exige o seu encerramento e a UE deve financiar recursos energéticos alternativos na região) e ainda a necessidade de descer os valores da inflação e desenvolver a privatização e reestruturação das indústrias de exportação.

Em suma, a Eslovénia parece estar bem preparada para a adesão à UE, estando em condições de satisfazer a maior parte das exigências do acervo comunitário.

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Ana Sofia Ribeiro

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UE 25: Eslovénia - Impacto para Portugal do alargamento da UE

E Portugal? Qual será a posição do nosso país neste novo mapa europeu? Quais as implicações do alargamento da União Europeia a nível nacional? O custo da ampliação pode ser avaliado em 25 euros por pessoa e por ano, considerando-se o número actual de cidadãos da União.

Para permitir que os países candidatos superem o seu atraso económico e se adaptem às regras comuns da União Europeia, auxílios financeiros já lhes foram concedidos pelos actuais estados-membros. Sendo assim, talvez fossemos levados a concluir que 2004 será o ano de todos os perigos para os actuais membros e sobretudo para o nosso país.

Na realidade, o alargamento envolverá riscos, mas também benefícios e oportunidades para todos os estados e regiões.

Por um lado, Portugal corre o risco de ver dissolver-se a sua influência nos assuntos comunitários, devido à necessidade de adaptar o funcionamento das instituições comunitárias a uma UE alargada e mais heterogénea. No entanto, esta erosão da influência nacional poderá não se verificar, porque Portugal tem um prestígio e uma influência nos assuntos comunitários superiores aos novos estados aderentes.

Por outro lado, a economia portuguesa poderá também ser negativamente afectada, devido à maior concorrência de bens e serviços provenientes dos novos estados-membros. Aliás, um estudo encomendado pelo Governo português a um prestigiado gabinete de consultoria – o Center for European Policy Studies – definiu Portugal como o país mais vulnerável ao alargamento da UE, devido à estrutura industrial e comercial do nosso país, assente em indústrias tradicionais (têxteis e calçado). Se a isto adicionarmos a periferia geográfica e o baixo nível de educação da população portuguesa (ao contrário das populações dos países de leste), teremos um cenário pouco animador. Contudo, o referido estudo identifica também alguns elementos que jogam a favor de Portugal, como a relativa estabilidade dos salários reais em Portugal em comparação com uma subida contínua dos mesmos nos países de leste, a existência de dinâmicas de desenvolvimento industrial auto-sustentadas e a manutenção de fluxos de investimento directo estrangeiro em Portugal.

Finalmente, como os candidatos à adesão são na sua generalidade muito pobres, os actuais estados-membros ficarão supostamente mais ricos, apesar de nada se ter alterado nas respectivas economias. Este aspecto é relevante na concessão de auxílios de Estado. Felizmente, este cenário não se afigura como muito provável, pois a primeira vaga de adesões abrangerá apenas os candidatos menos pobres, logo, o "enriquecimento" estatístico de Portugal será menos acentuado. Além disso, dadas as elevadas taxas de crescimento da economia destes países, é de prever que na altura da adesão o fosso que os separa dos actuais 15 estados-membros se tenha reduzido.

Em suma, o alargamento da União Europeia acarretará alguns riscos para os actuais estados-membros, mas a longo prazo trará benefícios e oportunidades, numa perspectiva de uma interacção a vários níveis entre os 25 países que passarão a constituir a União Europeia.

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Ana Sofia Ribeiro

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UE 25: Eslovénia - A caminho da paz nos Balcãs - Entrevista a um diplomata

Na generalidade, a população eslovena demonstra uma grande expectativa relativamente à adesão do seu país à União Europeia. Apesar de a Eslovénia ter de pagar 150 milhões de Euros ao cofre comum da UE imediatamente após a sua integração, não se ouvem críticas à adesão.
Em entrevista ao Blogoscópio, Saso Podlesnik, terceiro secretário da Embaixada da Eslovénia em Portugal, fala das expectativas eslovenas relativamente à sua integração na UE.

Saso Podlesnik considera que a integração da Eslovénia na União Europeia é a melhor forma de assegurar o desenvolvimento futuro da economia eslovena e a segurança e o bem-estar do seu povo. Realça ainda que a Eslovénia espera que a sua integração na União Europeia contribua para assegurar a estabilidade e o desenvolvimento da região balcânica e para mediar uma futura integração dos países desta região. Assim, embora se distanciem dos outros países desmembrados da antiga Jugoslávia, os eslovenos mostram-se favoráveis a uma integração, a longo prazo, dos seus vizinhos situados a leste, o que diminuiria os conflitos de fronteiras e étnicos na região. E a Eslovénia, enquanto fronteira entre a Áustria, a Itália e os países da ex-Jugoslávia, já se vê como mediador nessa ampliação. Além disso, Saso Podlesnik afirma que a Eslovénia também espera alcançar uma posição favorável no seio da União Europeia, de forma a exercer uma influência positiva sobre as políticas regionais e mundiais, atendendo ao facto de que a UE é o actor global mais importante.

Saso Podlesnik realça que a Eslovénia mantém boas relações esconómicas e sociais com Portugal e resume os pontos fundamentais que cimentam essa relação: não há questões em aberto entre estes dois países. Eslovénia e Portugal fazem parte de uma operação militar conjunta na Bósnia e foram estabelecidos alguns contactos nos campos do comércio, defesa, finanças, assuntos internos e europeus, cultura, ciência e educação.
Um aspecto a realçar consiste no facto de as dormidas de turistas da Eslovénia em Portugal serem diminutas e denotarem uma tendência decrescente. Podlesnik admite que, quanto ao turismo, não se estabeleceu ainda uma cooperação entre estes dois países. Portugal não foi visitado por muitos turistas eslovenos e vice-versa: em 2002, apenas 2.264 turistas portugueses visitaram a Eslovénia. No entanto, Podlesnik destaca os contactos já efectuados para desenvolver as relações entre Portugal e a Eslovénia, nomeadamente através de visitas de altas personalidades representativas de ambos os países.

Muitos consideram que Portugal poderá sair prejudicado deste alargamento da União Europeia aos novos estados-membros. Analisando as suas relações a nível financeiro e comercial com a Eslovénia, conclui-se que os fluxos de capitais entre os dois países são reduzidos. Saso Podlesnik realça que o comércio bilateral se limita à troca de mercadorias e, de acordo com as estatísticas das importações e exportações eslovenas, Portugal é apenas o seu 13º e 15º parceiro, respectivamente. De facto, a balança comercial entre Portugal e a Eslovénia é desfavorável ao nosso país. Podlesnik realça que embora o comércio entre estes dois países continue a ser relativamente pequeno, está a subir gradualmente. Para o diplomata, se a Eslovénia desenvolver as telecomunicações e a indústria e participar mais nos mercados internacionais, e se Portugal desenvolver também as telecomunicações, o turismo, a sua indústria e a comercialização de produtos alimentares e vinho nos mercados do sudeste da Europa, então haverá mais e melhores oportunidades para um desenvolvimento substancial do comércio entre estes dois países. Saso Podlesnik realça ainda que Portugal e a Eslovénia concluíram já diversos acordos bilaterais, que dizem respeito sobretudo a investimentos mútuos, à livre circulação internacional de pessoas e mercadorias, à abolição da dupla tributação e à cooperação nas áreas cultural, educacional, científica e tecnológica. Assim, de forma a promover e reforçar as relações de investimento entre a Eslovénia e Portugal, foi assinado entre os dois países o Acordo sobre Promoção e Protecção de Investimentos.

Em suma, os eslovenos vêem com pragmatismo as suas relações com a União Europeia. Encaram com expectativa a integração do seu país na UE e vêem com optimismo o futuro da Eslovénia no seio da União Europeia. Quanto a Portugal, apesar de actualmente não existirem grandes contactos entre estes dois países, espera-se que essa situação se altere positivamente num futuro próximo.
Bogdan Benko, embaixador da Eslovénia em Portugal, vê Portugal como um posto diplomático muito interessante para um diplomata estrangeiro. Além disso, Benko realça que Portugal tem uma história rica e representa actualmente uma ponte cultural importante entre a Europa, a América Latina e África. Finalmente, tendo em conta as perspectivas da Eslovénia relativamente à sua adesão à União Europeia, o embaixador da Eslovénia em Portugal destaca o desenvolvimento que Portugal atingiu desde que integrou a UE, devendo ser considerado como um bom exemplo por todos os novos membros da União Europeia.

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Ana Sofia Ribeiro

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janeiro 02, 2004

UE 25: Eslováquia

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Até 1993, era a Checoslováquia. Com a queda do regime comunista e a subsequente onda de nacionalismo que varreu a Europa, o país dividiu-se em dois: a Eslováquia e a República Checa. Bratislava, cidade de longa história, tornou-se a capital da Eslováquia. Uma década passada, o país prepara-se para aderir à União Europeia. As dificuldades a ultrapassar para o conseguir foram muitas. O desrespeito pela minorias étnicas, como os ciganos, foi um dos principais entraves. Hoje, a Eslováquia continua a ter défices a nível de transportes, infra-estruturas, turismo e economia. Mas é também um país com uma história e uma cultura muito enraizadas.

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Andreia Ferreira

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UE 25/Eslováquia: O país em números

Dados estatísticos:
Primeira formação estatal: Grande Morávia, séculos IX-X
Estado independente: 1 de Janeiro de 1993
Capital: Bratislava, que é banhada pelo rio Danúbio, o 2º rio mais longo da Europa.
Superfície: 49.000 Km2
Número de habitantes: 5,5 milhões (51,4% mulheres)
Divisões administrativas: 8 regiões, 79 distritos
Língua oficial: eslovaco
Moeda: Coroa eslovaca
Grupo étnico mais numeroso: Húngaros
Países fronteiriços: Hungria, Polónia, República Checa, Áustria e Ucrânia
Pico mais alto: 2.655 metros.
Presidente: Rudolf Schuster
Primeiro ministro: Mikuláš Dzurinda

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Hino
Nad Tatrou sa blúska, hromy divo bijú,
Nad Tatrou sa blúska, hromy divo bijú.
Zastavme ich, bratia, ved' sa ony stratia Slováci oûijú.
Zastavme ich, bratia, ved' sa ony stratia, Slováci oûijú.
To Slovensko naëe posial' tvrdo spalo,
To Slovensko naëe posial' tvrdo spalo.
Ale blesky hromu vzbudzujú ho k tomu, aby sa prebralo.
Ale blesky hromu vzbudzujú ho k tomu, aby sa prebralo.

Tradução:
Relâmpagos clareiam o Tatra,
O trovão soa violentamente,
Deixem-nos seguir irmãos,
Eles certamente vão passar,
E os Eslovacos despertarão,
Esta nossa Eslováquia esteve adormecida até agora,
Mas os raios e trovões a encorajam a despertar.

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Andreia Ferreira

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UE 25/Eslováquia: A identidade de um povo

1 de Janeiro de 1993. Dia da independência da Eslováquia.
Antes o país esteve submetido a muitas dominações. A Grande Morávia, o Império Romano-Germânico e o Império Austro-Húngaro são os principais dominadores até ao século XX. No século do automóvel, a Eslováquia fez parte da Checoslováquia e esteve submetida ao domínio comunista. Toda esta mescla de povos criou uma cultura e uma tradição de que o povo eslovaco muito se orgulha. Igrejas góticas, palácios de estilo barroco e rococó, arquitectura popular e paisagens naturais enriquecem o país e contam muito sobre a sua história. A cultura e a tradição são mantidas vivas através da cozinha, da música, dos poemas, da dança e das canções tradicionais. É um povo religioso que lutou ao longo da história para manter viva a sua identidade.

É logo a partir do século IX que a Eslováquia perde a sua independência. É integrada na Grande Morávia. No século X, o império desfez-se e os eslovacos são subjugados pelos húngaros. Em 1536, são integrados no Império Romano-Germânico que dá lugar posteriormente ao Império Austro-Húngaro.
Em 1918, o Império Austríaco perde a I Guerra Mundial. Os eslavos e os checos declaram a sua independência. Juntos formam a Checoslováquia. Os eslovacos, no entanto, não tinham qualquer autonomia. Em 1938, os eslovacos proclamam um governo autónomo, com sede em Bratislava. Um ano depois, a Alemanha invade as regiões checas. A Eslováquia forma um país separado, que fica sob a tutela nazi. Em 1945, os soviéticos libertam o país. A Checoslováquia passa a ser um país assente na igualdade entre eslovacos e checos. A partir de 1948, o país é dominado pelos comunistas. De 1955 a 1968, a Checoslováquia vive a “Primavera dos povos”. É um período de calma. O país torna-se membro do Pacto de Varsóvia. Em 1989, dá-se a Revolução de Veludo, assim denominada pela maneira suave como decorreu o derrube do regime comunista e o restabelecimento da democracia.

É no dia 1 de Janeiro de 1993 que é criada a República da Eslováquia, independente pela primeira vez havia treze séculos. Economicamente, a separação foi mais dura para a Eslováquia, país com menos recursos. A República Checa e a Eslováquia assinaram acordos que estabelecem uma união aduaneira e uma total liberdade de circulação de capitais e bens. Em 2000, iniciam-se os processos de negociação com a União Europeia, que irão culminar em Maio de 2004, altura em que o país vai aderir à UE.
Culturalmente, é um país muito rico. Bratislava, a sua capital, é uma das mais jovens capitais europeias. Contudo, a sua história remonta a séculos atrás. Foi no Teatro Nacional Eslovaco que nasceu um tenor de renome internacional: Peter Dvorský.

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Andreia Ferreira

Posted by turma32 at 12:08 AM | Comments (0)

UE 25/Eslováquia: Condições de adesão, economia, efeitos em Portugal

É já em Maio de 2004 que a Eslováquia vai aderir à União Europeia. Faz parte de um grupo de dez países da Europa Central e de Leste que entrarão para a UE. O país teve, contudo, de enfrentar muitas dificuldades. O desrespeito pelo povo cigano foi o principal entrave, mas houve outros.
Com a entrada de novos membros, os países mais pobres verão a sua situação alterada. Em Portugal, receia-se perder muitas das regalias tidas até agora. Isabel Afonso, da Embaixada Eslovaca em Lisboa, diz, no entanto, que “Portugal deverá beneficiar da adesão da Eslováquia, uma vez que terá acesso a novos mercados, o que significa mais investimentos.” A opinião quanto a este ponto não é, portanto, unânime.

Para Portugal, a adesão de 10 novos estados tem aspectos positivos, mas também aspectos negativos. Como positivos, pode-se apontar o facto de o país passar a ter acesso a novos mercados, que terá como consequência mais investimentos. A perda dos fundos estruturais europeus será um dos aspectos negativos a apontar, já que Portugal deixará de estar na cauda da Europa. A pergunta que se coloca agora é: por quanto tempo?

A Eslováquia entregou o seu pedido de adesão em Junho de 1995. Em 1997, a Comissão Europeia considerou que a integração da indústria eslovaca no mercado europeu poderia enfrentar dificuldades a médio prazo. A Eslováquia teve então de proceder a uma maior diversificação da indústria. A aposta nas indústrias pesadas e uma restruturação mais eficaz das empresas foram as soluções encontradas. O mesmo relatório evidenciava baixos níveis de investimento estrangeiro, endividamento do país e pouca transparência do processo de privatizações. Mas o principal problema era constituído pelo desrespeito pelas minorias ciganas.
Em 2000, um outro relatório referia que a política industrial eslovaca se havia aproximado da UE. Ainda assim, foram apontados problemas no que respeita aos auxílios estatais. O relatório referia que as regras comunitárias não estavam a ser respeitadas.
O relatório de 2001 dizia que os processos conseguidos em matéria de privatização e de promoção de investimentos eram muitos. A Eslováquia estava assim em condições de aderir à União Europeia. Também tinham sido conseguidos progressos quanto à questão do povo cigano.

Isabel Afonso, da Embaixada Eslovaca, diz que “a adesão da Eslováquia irá permitir a integração deste país no seio da Europa e trará de positivo o mesmo que trouxe a Portugal aquando da sua adesão, nomeadamente o acesso aos fundos estruturais, uma maior e melhor cooperação e a abertura das fronteiras.”

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Andreia Ferreira

Posted by turma32 at 12:07 AM | Comments (0)

UE 25/Eslováquia: Um passeio por Bratislava

Alguns turistas brasileiros aventuraram-se numa viagem de comboio pela Europa. Uma das cidades visitadas foi Bratislava. A decisão de parar na capital da Eslováquia foi tomada em cima da hora, pelo que só ficaram na cidade dois dias.
Ainda assim, tiveram tempo para visitar muitos dos atractivos que a cidade oferece. Contam como foi a sua chegada à Eslováquia. Tiveram de se submeter a uma minuciosa inspecção pela polícia da alfândega. O ritual repetiu-se à saída do país. Apesar disso, dizem que os eslovacos são de “uma simplicidade e simpatia contagiantes.”

A entrada na Eslováquia foi, para os cidadãos brasileiros, muito rigorosa. Foi-lhes exigido um visto, que é necessário até mesmo para cruzar o país. Os seus passaportes foram minuciosamente inspeccionados pela polícia da alfândega. As autoridades anotaram também todos os seus dados.
O objectivo da paragem na Eslováquia foi a visita à sua capital. Dizem que ficaram com a impressão de que o governo de lá “ainda guarda resquícios do fechado regime que comandou o país durante anos”. Uma estátua totalitária construída no alto da cidade vem confirmar a afirmação.
Mas a cidade não tem só símbolos totalitários. A pouco tempo da entrada na União Europeia, o centro da cidade consegue transmitir “uma impressão agradável de calma e aconchego”.

Para os turistas brasileiros, as melhores atracções da cidade estão próximas da praça Hviezdoslavovo Námestie. Além da praça, visitaram o castelo de Bratislava, que é considerado a sua construção mais famosa, o Museu de Música Típica Eslovaca, a catedral gótica da cidade, o Museu Municipal e o Palácio Mirbach, entre outros locais.

Os brasileiros afirmam que existe uma grande diferença entre as cidades da Europa ocidental e Bratislava. As ruas da capital da Eslováquia “não são tão bem pavimentadas, os carros são mais simples e há uma grande quantidade de fábricas que foram abandonadas após a mudança do governo e que agora estão em ruínas.”

Mas a visita à cidade não se ficou pelo centro. Os subúrbios de Bratislava também foram incluídos no passeio. Esta parte da cidade é destinada aos trabalhadores. Lá é possível encontrar “enormes e feios blocos residenciais”, que desfiguram a paisagem e agridem o meio ambiente. Ainda assim, os turistas brasileiros dizem que, ao contrário das cidades da Europa Ocidental, não se vêem “mendigos dormindo pelo chão”.

A viagem terminou frente à placa comemorativa do tratado de paz entre a França e o Império Austro-Húngaro, assinado em 1805.
Se quiser conhecer a viagem na íntegra, visite este site

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Andreia Ferreira

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janeiro 01, 2004

ESPECIAL: Alagamento da UE

2004 é o ano do maior alargamento da União Europeia. O Blogoscópio inicia hoje a publicação diária de 15 trabalhos sobre esse alargamento, da autoria dos alunos da Turma 2 do 3º ano da Licenciatura em Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto.

Cada trabalho é constituído por cerca de seis peças jornalísticas, hiperligadas entre si, que fazem a caracterização do país - história, cultura, economia, geografia e demografia - e sintetizam os passos dados até à adesão. A "radiografia" a cada país (um por dia) é enriquecida com uma entrevista ou "estória" peculiar sobre o novo parceiro comunitário ou sobre a relação que ele tem com Portugal.

Além dos 10 estados que vão aderir à UE dentro de quatro meses, em 01 de Maio, este "especial" abrange cinco "extras" - três países que ainda não reúnem todas as condições para aderir e dois que não querem pertencer à UE.

Programação da difusão dos trabalhos:

01/01 - Chipre
02/01 - Eslováquia
03/01 - Eslovénia
04/01 - Estónia
05/01 - Hungria
06/01 - Letónia
07/01 - Lituânia
08/01 - Malta
09/01 - Polónia
10/01 - República Checa
11/01 - Bulgária
12/01 - Roménia
13/01 - Turquia
14/01 - Noruega
15/01 - Suíça

Posted by Fernando Zamith at 12:11 AM | Comments (0)

UE 25: Chipre

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Chipre é uma ilha do Mediterrâneo com uma história pouco pacífica, uma vez que se encontra dividida entre gregos e turcos há já largos anos. Contudo, em Maio de 2004 deverá tornar-se um novo estado-membro da União Europeia (UE), juntamente com mais nove países. Este será o quinto e maior alargamento da UE.
A adesão de Chipre à UE visa, essencialmente, a criação de um ambiente de segurança e prosperidade na ilha.

Temas abordados:

Localização/Demografia

História

Economia

Cultura

Clima

Meios de Transporte

Processo de adesão à União Europeia

Portugal/Chipre

Ana Ramalho

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UE 25/Chipre: Localização e Demografia

Chipre é a terceira maior ilha do Mediterrâneo, depois da Sicília e da Sardenha. Tem uma área de 9.251 km2 e situa-se na parte nordeste do Mar Mediterrâneo, 33 graus a Este do Meridiano de Greenwich e 35 graus a Norte do Equador; a 75 km do Sul da Turquia, a 105 km a Oeste da Síria, a 380 km a Norte do Egipto e a 380 km a Leste de Rhodes (Grécia).

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Demografia

População: 705.500 (200.000 dos quais são cipriotas turcos)
Estrutura etária: 0-14 anos: 23%; 15-64 anos: 66%; acima de 65 anos: 11%
Taxa de crescimento da população: 0,6%
Taxa de natalidade: 13,27 nascimentos/1.000
Taxa de mortalidade: 7,68 mortes/1.000
Taxa de mortalidade infantil: 8,07 mortes/1.000 nascimentos com vida
Esperança média de vida: total da população: 76,71 anos; homens: 74,43 anos; mulheres: 79,1 anos.
Taxa total de fertilidade: 1,95 crianças/mulher

Nacionalidade: cipriota
Distribuição da população: 70% urbana; 30% rural.
Grupos étnicos: gregos 78%; turcos 18%; outros 4%.
Religiões: Grego ortodoxo 78%; Moslem 18%; Maronita (igreja católica de leste), Apostólico arménio e outros 4%.
Línguas: Grego, Turco e Inglês
Instrução: total da população: 94%; homens: 98%; mulheres: 91%.
Unidade monetária: libra cipriota = 1,74 euros

Hino cipriota (instrumental)

Caminhos-de-ferro: 0 km
Estradas principais: Área cipriota grega – 10,663 km; área cipriota turca – 2,350 km.
Portos: Famagusta, Kirenia, Larnaca, Limassol, Paphos e Vasilikos.
Marinha mercantil: 1.414 barcos.
Aeroportos: 15
Heliportos: 6

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Portugal/Chipre

Ana Ramalho

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UE 25/Chipre: Quatro milénios de História conturbada

História

O valor estratégico da ilha de Chipre converteu-a num alvo predilecto de invasões sucessivas, europeias e asiáticas. Nela se foram fixando fenícios, gregos, sírios, persas, egípcios, romanos, árabes e turcos.

Chipre foi ocupado pelos gregos em 1500 a.C. e passou para o domínio romano em 58 a.C. Só muito mais tarde, em 395, passou para o Império Bizantino e, após um domínio francês, em 1192, e veneziano, em 1489, passou para o Império Otomano até 1878. Nesse ano, o Império Britânico, carecido de uma base, negociou a sua ocupação com a Turquia. Chipre foi então cedido à Inglaterra em troca de protecção da sua unidade contra a Rússia czarista.
Na I Guerra Mundial, quando o Império Turco se alia aos alemães, a ilha é anexada pelos britânicos e declarada, em 1925, colónia inglesa.
Chipre conseguiu a independência da Grã-Bretanha em 1960, após uma campanha anti-britânica levada a cabo pelos EOKA, um grupo de guerrilha de cipriotas gregos que pretendia a união política com a Grécia. Assim, Chipre foi proclamado República independente a 16 de Agosto de 1960. O arcebispo Makários, personalidade religiosa carismática e líder político, assumiu a presidência e apoiou vigorosamente a causa anti-colonialista.
Nesta altura, Chipre era habitado por 80% de cipriotas gregos e 20% de cipriotas turcos. A constituição em vigor previa uma estrutura bi-comunal.
Em 1963, surgiram várias divergências entre as comunidades grega e turca em torno da implementação e interpretação da constituição. Despontou, assim, uma crise política e confrontos entre as duas comunidades. A participação dos cipriotas turcos no governo central acabou por terminar após um confronto em Dezembro de 1963. As Nações Unidas enviaram pela primeira vez forças de segurança para a ilha de Chipre.
Em Agosto de 1974, apoiantes da integração de Chipre na Grécia organizaram uma conspiração contra Makários. Tudo isto resultou numa intervenção militar da Turquia para proteger os cipriotas turcos, na ocupação das suas tropas na parte norte da ilha e na divisão do território cipriota. Consequentemente, deram-se grandes movimentações através da linha de fogo - de cipriotas gregos do norte para o sul da ilha e de cipriotas turcos do sul para o norte.
Desde então, as Nações Unidas levaram a cabo vários esforços no sentido de se chegar a um acordo de paz, mas o país encontra-se ainda dividido. Nicosia, a capital, ainda tem um muro que a divide tal como, outrora, Berlim já teve. Em 1983, a administração autónoma turca proclamou-se “República Turca do Norte de Chipre”. A parte norte de Chipre não foi reconhecida por nenhum pais do mundo, excepto pela Turquia, que lá mantém 30.000 militares.
Em 1990, o governo da República de Chipre apelou à União Europeia no sentido de se tornar membro, em nome de toda a ilha. O processo de adesão iniciou-se em Março de 1998 e terminou em Dezembro de 2002. Em 16 de Abril de 2003, o Tratado de Adesão foi assinado em Atenas, permitindo a Chipre tornar-se um estado-membro da União Europeia a partir de 1 de Maio de 2004.


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Ana Ramalho

Posted by turma32 at 12:08 AM | Comments (0)

UE 25/Chipre: Comércio e turismo dominam economia

Chipre possui uma economia de mercado com um grau de estabilidade macroeconómico suficiente para integrar a União Europeia. Chipre tem uma economia próspera e está classificado pelo Banco Mundial como um país de elevados rendimentos. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita chega a 18.500 euros, o que corresponde a 80% da média da União Europeia e coloca Chipre como o primeiro entre os países candidatos.

As principais actividades económicas da ilha são a banca, turismo, exportações e marinha mercante. Chipre transformou-se gradualmente numa economia moderna, com serviços dinâmicos, sectores industriais e agrícolas diversificados e infra-estruturas físicas e sociais avançadas.
No mercado de trabalho, o desemprego tem permanecido baixo (3,4% em 2002), devido ao sucesso da economia cipriota, aos resultados da política macroeconómica do governo, bem como à existência de uma dinâmica e flexível empresa marítima e de um elevado nível de instrução.
A economia cipriota beneficia de uma cooperação entre os sectores público e privado. Ao longo da última década, Chipre tem vindo a intensificar as suas relações económicas com a Europa.
O sector de serviços, e em particular o turismo, tem sido a principal fonte de riqueza de Chipre (65% da população está empregada neste sector). Embora a indústria e a agricultura empreguem cerca de 30% da população, a sua contribuição para o PIB é mais baixa (21% para a indústria e 4% para a agricultura) e decresce todos os anos. A quota de contribuição do comércio e do turismo para o PIB alcança os 22%.
A importância dos serviços na economia permitiu que a ilha beneficiasse de uma produtividade lucrativa e de um crescimento evidente ao longo dos últimos anos.
A situação económica na parte norte da ilha é frágil, dado que não possui política monetária independente (usa a moeda turca). O comércio é extremamente dependente do mercado turco e o turismo não é muito explorado. O norte de Chipre não conta, também, com o apoio da União Europeia.

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Ana Ramalho

Posted by turma32 at 12:07 AM | Comments (0)

UE 25/Chipre: Ilha de património e tradição

Chipre é extraordinariamente rico culturalmente. A sua importância foi honrada pela UNESCO, que classificou como Património Mundial nove das igrejas da montanha Bizantina e toda a cidade de Kato Pafos.

Em Chipre, há uma forte tradição que é mantida de geração em geração, através dos mais diversos eventos celebrados.
Dificilmente, neste país, uma semana é passada sem uma celebração de qualquer tipo, quer seja um festival colorido quer seja uma festa religiosa. “Panigiri” é uma festa tradicional ao ar livre que tem lugar em algumas aldeias aquando do dia de um santo. “Easter” (Páscoa) é o mais importante evento religioso grego ortodoxo e é celebrado com solenidade, alegria e esperança.
O “Carnaval” é uma das mais conhecidas celebrações cipriotas, juntamente com a “Anthestiria”, o festival “Spring Flower” e o “Kataklysmos”, que coincide com o “Pentecost”. Ao longo do ano há também exibições, concertos, teatro e festivais populares.

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Ana Ramalho


Posted by turma32 at 12:06 AM | Comments (0)

UE 25/Chipre: Típico clima mediterrânico

Chipre goza de um intenso clima mediterrânico, com longos e secos verões desde meados de Maio até meados de Outubro e com invernos moderados entre Dezembro e Fevereiro.

O Outono e a Primavera são curtos. O Verão é uma estação com elevadas temperaturas e céu limpo, mas uma brisa marítima cria uma agradável atmosfera nas zonas costeiras. O Inverno é moderado, com alguma chuva e neve nas montanhas Troodos (geralmente começa em Dezembro).
Mesmo em Dezembro e Janeiro, há, em média, seis horas diárias de Sol (céu limpo de dia).

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Ana Ramalho

Posted by turma32 at 12:05 AM | Comments (0)

UE 25/Chipre: Acordo com CEE facilitou adesão

Chipre e a União Europeia (então Comunidade Económica Europeia) estão ligados desde 1973 por um Acordo de Associação, que se perspectivava vir a tornar-se numa União Aduaneira. O Acordo contém disposições acerca do comércio e da cooperação financeira e técnica. Este acordo foi complementado por um protocolo assinado em 1987.

Em 1990, a República de Chipre apelou à União Europeia no sentido de se tornar um estado-membro. Em 1993, a Comissão concluiu que o apelo tinha sido feito em nome de toda a ilha. A 6 de Março de 1995, Chipre foi admitido como candidato a estado-membro. As substanciais negociações de adesão, em particular a adopção e implementação da legislação da UE, começaram em Dezembro de 1998 e terminaram quatro anos depois, no Conselho Europeu de Copenhaga. A 16 de Abril de 2003, após a aprovação pelo Parlamento Europeu, foi assinado em Atenas o Tratado de Adesão de Chipre à União Europeia.

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Ana Ramalho

Posted by turma32 at 12:04 AM | Comments (1)

UE 25/Chipre: Portugal e Chipre preparam acordo bilateral

As relações económicas e comerciais entre Portugal e Chipre têm como principal ponto de referência o quadro institucional comunitário. Além deste, está em negociação um instrumento bilateral, o Acordo de Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos.

Os operadores económicos portugueses e cipriotas poderão reforçar as relações económicas entre os dois países no curto/médio prazo com a perspectiva da adesão de Chipre à UE e o consequente esforço que este país tem vindo a desenvolver no sentido de consolidar a sua economia de mercado. A implementação no terreno de um quadro institucional económico bilateral com Portugal será outro factor de aprofundamento das relações económicas entre os dois países.

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Trabalho realizado por Ana Ramalho
Turma2, 3ºano


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