Três textos complementares à última aula sobre as rádios piratas, locais e perspectivas sobre a história da rádio, para ler aqui e aqui.
E uma reportagem da JPR para ouvir aqui.
Em 1964, a partir de um barco ao largo da Grã-Bretanha, a Rádio Caroline iniciou as suas emissões. Terá sido a primeira rádio pirata.
A história e o site oficial.
Mais um documentário com depoimentos dos fundadores e imagens da época.
O trailer do filme "O Barco do Rock" ,sobre a Rádio Caroline, de Richard Curtis.
Em 1938 Orson Wells fez o guião sonoro d'A Guerra dos Mundos" e a sua emissão teve um impacto sem precedentes que revelou a importância da rádio na época.
Para ouvir aqui.
E a análise de Gisela Ortriwano.
Complemento à primeira aula sobre os "Anos de Ouro" da rádio, uma vista de olhos por três filmes que mostram os bastidores e o papel da rádio no dia-a-dia:
- O filme Radio Days de Woody Allen
- A Menina da Rádio de 1944
- O Costa do Castelo de 1943
Textos de apoio para o 2º ano:
Eduardo Meditsch e Luís Bonixe.
Na II Guerra Mundial a rádio assumiu um papel decisivo, sendo o único meio de comunicação de massas que efectivamente podia chegar a todos. A importância da rádio, e sobretudo da BBC, no conflito está retratada no vídeo "A Voz de Londres: Um olhar sobre a rádio na II Guerra Mundial" disponível no site da Rádio Renascença. Para ver aqui.
Textos de apoio para o trabalho do 1º Ano em TEJ I - Ràdio:
Texto 1
Texto 2
Texto 3
Texto 4
Texto 5
Dois textos que complementam a matéria leccionada até aqui:
História - Texto 1, Texto 2 e Texto 3
Sites de interesse para a última parte da matéria e que podem servir de base para o trabalho teórico:
Audiências - Marktest 1 e 2 e 3; Obercom 1 e 2
Como complemento à bibliografia indicada para TEJ II Rádio, cinco textos sobre a matéria leccionada nas primeiras aulas:
- Eduardo Meditsch
- Armand Balsebre
- Xosé Soengas
- Emma Rodero Antón
- Julia Silva
Além dos textos, mais uma referência:
- Journeys in Sound
Complementos às primeiras aulas sobre a história da rádio:
- Um pequeno filme que sintetiza em poucos segundos a evolução da rádio até aos dias de hoje
- Um documentário sobre o "fim" da rádio
- Bibliografia:
"As Vozes da Rádio" de Rogério Santos
"A Emissora Nacional nos Primeiros Anos do Estado Novo" de Nelson Ribeiro
"A Rádio em Portugal" de Dina Cristo
"A Rádio e a Sociedade de Informação" de Rui de Melo
"A Rádio na Era da Informação" de Eduardo Meditsch
- Sites interessantes: A Minha Rádio ; Clássicos da Rádio
Está no site da OBERCOM o estudo "As rádios portuguesas e o desafio (on) line" de Gustavo Cardoso, Rita Espanha e Sandra Amaral.
No estudo conclui-se que em Portugal a rádio é o meio que melhor explorou as potencialidades da Internet. E que a Internet também veio permitir à rádio um novo fôlego na informação.
Ainda a ler o Editorial de Gustavo Cardoso: "Rádio: meio quente e frio?"
No arranque do novo ano, ficam aqui o programa, bibliografia e avaliação de TEJ II e Atelier de Jornalismo I.
- TEJ II
- Atelier I
- Bibliografia
Perfil do ouvinte português: homem, entre os 25 e os 34 anos, quadro médio-superior, classe alta (A)- resultados do primeiro trimestre de 2006 do estudo Bareme Rádio da Marktest.
A rádio está a perder ouvintes, em 2004 a Audiência Acumulada de Véspera situava-se nos 58% e no primeiro trimestre deste ano a percentagem desceu para os 56,9.
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Os alunos do 1º Ano do CJCC estão a criar os seus primeiros audioblogs.
Com esta experiência pedagógica, independentemente do tipo de conteúdos, pretende-se que os alunos entendam a complexidade do meio e iniciem em simultâneo a descoberta das potencialidades e debilidades de cada um face à rádio.
Os audioblogs podem ser consultados aqui.

CICLO CINEMA para os alunos do 1º Ano entre 27 e 30 de Março, no Anfiteatro 1:
27 Março (2ªf) – 17h – Os Dias da Rádio, de Woody Allen
29 Março (4ªf) – 18h – A Menina da Rádio, de Arthur Duarte
30 Março (5ªf) – 15h – O Rei da Rádio: Howard Stern, de Betty Thomas

O panorama da rádio actual é marcado pelo impacto das novas tecnologias e pela concentração da propriedade – é a opinião de Eduardo Meditsch . O teórico da rádio diz que é difícil prever o futuro da rádio mas observando a sua evolução histórica podemos estar optimistas: a rádio sobreviveu a todas as ameaças e respondeu aos desafios tecnológicos assimilando-os, transformando-os e adaptando-os ao mesmo tempo que reforçava as suas principais características.
Uma visão sobre a rádio de hoje e do futuro numa entrevista realizada por Letícia Amorim a Eduardo Meditsch.
Para ouvir é necessário ter o Flash instalado.
"Vozes da Rádio" de Rogério Santos é um dos livros da bibliografia de TEJ I que aborda a rádio portuguesa no período entre 1924 e 1939. Na altura do lançamento do livro o DN publicou um artigo sobre a obra e uma entrevista com o autor.
Do passado para o presente lançando perspectivas sobre o futuro da rádio: dois artigos de Raquel Alves e Faus Belau.
Links sobre os tópicos dados nas aulas e para os trabalhos que têm de realizar:
- Podcasting o que é? aqui e aqui.
- Como criar um podcast
- Agregador português
Ficam também alguns exemplos de podcasters portugueses aqui, aqui e aqui. E entrevistas realizadas a alguns desses podcasters pelo "Rádio Crítica".
A TSF tem um programa dedicado ao podcast e o semanário Expresso é o primeiro jornal português a ter podcast de entrevistas da edição impressa.
Todos sabemos da importância dos estudos de audiências para a definição do produto radiofónico. Hoje, mais do que uma ferramenta de apoio à programação das rádios e à comercialização dos seus espaços, os estudos de audiências condicionam os modelos de rádio actuais, definindo os seus formatos: perfil musical, conteúdos, espaços noticiosos e até linha editorial.
As metodologias utilizadas limitam os resultados permitindo-nos apenas saber dados quantitativos: quem ouve o quê, onde, quando e durante quanto tempo.
Em Portugal é a Marktest que faz os estudos de audiências através do Bareme Rádio. Em 2004 a empresa testou uma nova metodologia com vista à obtenção de resultados mais rigorosos sobre as audiências: o PPM, Portable People Meter que foi desenvolvido pela norte-americana Arbitron. A tradicional auscultação a uma amostra de ouvintes por entrevista pessoal ou através do telefone fixo é substituída por um pequeno aparelho tipo “pager” que acompanha o utilizador durante todo o dia.
Feitos os testes e obtidos os primeiros resultados, a Marktest avança para outra fase com vista à implementação do novo sistema de medição de audiências. Um novo sistema que pode revelar novos dados e, sobretudo, dados mais rigorosos, sobre os hábitos de escuta dos portugueses. Pelo menos é que se antevê ao lermos o trabalho publicado no DN sobre o assunto aqui e aqui.
Três textos de referência para os alunos do 2º ano:
- uma entrevista com Eduardo Meditsch na altura em que foi lançado o livro (de leitura obrigatória) "O rádio na era da informação"
- O texto de Nelia Rodrigues Bianco intitulado "O tambor tribal de McLuhan"
- De Xosé Soengas, o artigo "La descodificación en la narración sonora: las imágenes auditivas"
![ReadingAtMich[1].jpg](http://www.icicom.up.pt/blog/jpr/arquivos/ReadingAtMich[1].jpg)
Orson Wells morreu há 20 anos, no dia 10 de Outubro de 1985.
Consciente da obra que deixaria, Orson Wells percebeu que a sua morte iria provocar um grande interesse pelos trabalhos que produziu, nas mais variadas áreas. Daí a frase Just Wait Till I Die.
Apesar da vasta obra, o nome de Orson Wells está identificado com a produção radiofónica Guerra dos Mundos, emitida em 1938. Uma emissão que marcou a história da rádio pelo impacto que produziu na sociedade norte-americana.
Com recurso ao poder da rádio, aos elementos do sistema sonoro, Orson Wells produziu e interpretou uma peça radiofónica que “se tornou realidade”.
No momento em que em TEJ II - Rádio estudamos o Sistema Sonoro e o Registo Sonoro, é apropriado relembrarmos este marco da história da rádio.
Para aprofundarmos o contexto, impacto e importância desta emissão ficam algumas ligações relacionadas com a Guerra dos Mundos.
Roteiro
Audio
Impacto
Contexto
Vida e obra de Orson Wells
Outras emissões do The Mercury Theatre on the Air
Referir a Guerra dos Mundos sem falar em Matos Maia seria um erro imperdoável. Matos Maia é o autor da versão portuguesa da obra de Herbert George Wells, transmitida em 1958 na RR. Matos Maia morreu este ano.
No âmbito dos primeiros dois pontos do programa de TEJ II - Rádio, O Som e o Registo Sonoro, os alunos realizaram um trabalho individual que consistiu na descrição da rotina de um dia através do recurso aos elementos do sistema sonoro: palavra, ruído, música e silêncio.
Ficam dois desses trabalhos produzidos.
Trabalho 1 - Alberto João, Luísa Pinto, Mariana Pinto, Marlene Nascimento e Sílvia Bento
Trabalho 2 - Marta Couto, Ricardo Costa, Marta Leal, Helena Borges e Janine Barbosa.

O Registo Sonoro é a janela da rádio. Comporta sentimentos, cheiros, história, tragédia... e obriga a uma gramática específica para ser efectivo e percepcionado com naturalidade. Uma gramática própria que impõe um conjunto de regras bem definidas.
Em complemento à aula que introduz o segundo ponto do programa de rádio do 2º Ano, O Registo Sonoro, ficam duas sugestões de leitura, complementares à bibliografia, publicadas no Poynter.org, e uma reportagem do jornalista Carlos Raleiras, da TSF, Imigrantes em Portugal, que ganhou em 2004 o Grande Prémio de Jornalismo pela Tolerância do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas.
The Sound of Excellence
Journeys in Sound
Imigrantes em Portugal - Reportagem
"Submetidos a múltiplas pressões de uma vida vertiginosa, estaremos a perder a capacidade de escutar? Estaremos a perder o prazer de disfrutar do poder evocador do som?" - a interrogação é o mote do artigo de Simon Elmes sobre o som e os recursos sonoros da rádio, sobretudo na denominada "rádio-arte".
O texto é um complemento à primeira aula sobre a semântica sonora e a linguagem radiofónica. Especificamente sobre este último ponto escreve Armand Balsebre que questiona se há uma linguagem específica da rádio.
Emma Rodero Antón escreve sobre a importância da voz na comunicação radiofónica.
Os velhos meios olham sempre com desconfiança o que surge de novo. A Internet enquanto novo meio difusor foi encarada como uma ameaça à rádio que sempre conhecemos.
A rádio na web deparou-se com a resistência e as críticas quer dos académicos quer dos profissionais que se batem por uma rádio feita de comunicação e diálogo que mantenha o intimismo e a ligação afectiva com o ouvinte, características ausentes das rádios pessoais da net e da grande maioria das webrádios.
Dez anos depois das primeiras emissões via net, a rádio já não olha a Internet como uma ameaça mas como uma oportunidade para se recriar e reinventar.
Em entrevista ao JPN, Rosental Calmon Alves, professor de jornalismo na Universidade do Texas, fala de novas oportunidades para a rádio na web criadas pelos radioblog e pelos audioblog enquanto espaços de "palavra".
Uma reflexão que vem ao encontro do pensamento de Fernando Khun quando afirma que a rádio na Internet pode resgatar utopias dormecidas:"a do rádio interativo, a do rádio alternativo, do rádio educador e do rádio que abraça o mundo."

Nas empresas de comunicação social, as direcções de informação e comercial são independentes. A redacção deve apenas seguir critérios jornalísticos na definição da agenda. Mas é necessário que os jornalistas entendam a forma como funciona o mercado onde estão inseridos, as estratégias de venda do meio rádio e as suas condicionantes.
Ao iniciarmos o ponto do programa sobre a estrutura da empresa radiofónica, audiências e mercado, sugerimos a leitura de três textos sobre o mercado radiofónico. O primeiro estava patente na net em 19.01.00 e foi escrito por Rui Ribeiro na já desaparecida "Telefonia Virtual". É um texto sobre a evolução do mercado publicitário em Portugal e explora alguns dos dilemas que surgem à volta das tabelas de preços que cada rádio apresenta e tem que gerir. O texto pode ser lido aqui.
A outra proposta é o estudo, da responsabilidade da Mediamonitor da Marktest, sobre o lançamento do Modus e qual a estratégia seguida para a sua promoção junto dos meios de comunicação.
Por último fica o ponto de situação do mercado radiofónico realizado pelo estudo da Mediamonitor (registo necessário).
Em relação ao primeiro ponto do programa, algumas ligações sobre a história da rádio, rádios clandestinas e evolução do jornalismo radiofónico ao longo das últimas décdas.
- Telefonia Sem Fios
- Clandestine Radio
- "OK marcianos! Vocês venceram" de Gisela Swetlana Ortriwano
Ver também as entradas sobre a História da Rádio no blog.
Assistimos hoje a uma segunda revolução tecnológica radiofónica. É a opinião de Emma Rodero Antón que acredita que a renovação "afectará a las estructuras más profundas del proceso radiofónico, a la propia esencia de la radio. Nos situamos ante una verdadera revolución que romperá el concepto tradicional del medio."
Um texto sobre a rádio face aos novos desafios tecnológicos.
Rádio - 1º ano - Na primeira aula surge muitas vezes a pergunta: E como é o dia a dia numa redacção de rádio? A resposta vem num artigo publicado em finais do ano passado que vale a pena recuperar:
"A notícia não espera acontecer. Não marca hora. Está prestes a surgir, sem pedir licença. E na dinâmica da redação, é preciso se multiplicar para cobrir todos os fatos. O tempo é curto. (...) os operários são jornalistas, seres humanos – até que provem o contrário. Na linha de montagem tem computadores sobre as mesas; na central técnica, gravadores e fios; além de centenas de pequenos botões sobre a mesa de som. Tudo e todos mobilizados para uma só finalidade, transformar fatos em notícia."
O retrato de como se vive ao segundo numa redacção de rádio, feito pelo jornalista brasileiro Milton Jung.
Três textos de apoio à aula sobre o Som e a Semântica Sonora:
"El Languaje Radiofónico" de Armand Balsebre, sobretudo o capítulo "El mensaje sonora en el radio"; um texto de Antonio Adami intitulado "As Adaptações no suporte Rádio: A Poética Sonora". E, finalmente um texto de Eduardo Meditsch sobre "A Nova Era do Rádio".
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2º Ano
Para um melhor conhecimento do programa de edição Cool Edit Pro, sugerimos a consulta do guia da BBC: Operações básicas; Edição; Multipistas; Mixdown
3º Ano
Como complemento à aula sobre a entrevista, sugerimos as seguintes consultas:
- BBC: Interviewing for radio
- Poynter: Interview
- TSF: Directo ao Assunto de Carlos Pinto Coelho. No programa de 22 de Fevereiro de 2004 o tema foi "A arte da entrevista". Carlos Pinto Coelho teve como convidados Adelino Gomes, Ana Sousa Dias, Luísa Castelo Branco e Maria João Seixas.
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Sites recomendados para o primeiro ponto do programa de TEJ-Rádio 2º ano: Captação e equipamentos de montagem e difusão: a gravação, microfones e acessórios.
- BBC - microfones
- Microfones
- Equipamento de gravação
- Qualidade de Gravação
- Gravação em situações difíceis
- Captação de som ambiente

No inicio do ano lectivo, uma chamada de atenção para um artigo recente no Poynteronline sobre alguns cuidados que os jornalistas devem ter na cobertura de discursos políticos. O artigo é de Chip Scanlan que no final sublinha: “A campaign speech speech story demands more than stenography. This political and rhetorical staple calls for aggressive journalism, as Sidney Schanberg argues, undertaken by reporters willing and able to bring voters not just the soundbites of a speech but the truth behind its claims”.
Para os alunos do 1º ano, sugiro a leitura de um artigo de Gisela Ortriwano sobre o passado, o presente e o futuro da rádio. O artigo aborda, sobretudo, a evolução do jornalismo radiofónico desde os anos 20, a evolução do meio rádio e as suas principais características e potencialidades. Gisela Ortriwano considera que com a emissão de "A Guerra dos Mundos" (que mais tarde foi adptada em português para o título A Invasão dos Marcianos") a história da rádio passou a ter um antes e um depois.
O artigo tem o título "Ok marcianos! Vocês venceram!"
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O provedor do ouvinte da Rádio Pública dos EUA (NPR), Jeffrey Dvorkin, pronuncia-se sobre o relatório Hutton. Mais importante do que sua opinião sobre todo este caso, é a reflexão que faz sobre a forma como se deve processar este tipo de jornalismo. Jeffrey Dvorkin apresenta por isso as cinco regras básicas que devem nortear o jornalismo de investigação. O provedor do ouvinte da Rádio pública norte-americana sublinha ainda um outro ponto, já aqui focado no JornalisPortoRádio: a necessidade de tempo, e consequente reflexão, na investigação jornalística.
Para ler agora e discutirmos no recomeço das aulas: o texto de Vitór Malheiros e de Teresa de Sousa no Público.
Os dois textos têm como ponto de partida o caso que deu origem ao relatório Hutton e reflectem sobre a prática jornalística e as suas regras base.
No «On e Off» de Vitór Malheiros destaco esta passagem: "O que é inaceitável é ver publicadas "notícias" baseadas em informações oriundas de uma fonte não identificada. O problema não é a existência do "off": o problema está em que um jornalista considere uma informação de uma fonte "off the record" suficiente para, sem mais, escrever uma notícia". "No Jornalistas e políticos" de Teresa de Sousa sublinho: "Que os governos tendem a mentir e a tentar manipular a informação a seu favor. É mesmo possível apresentar uma lista razoável de casos históricos em que governos democráticos mentiram deliberadamente aos seus eleitores sobre questões graves para a vida democrática.
Mas esse é outro debate e misturar as coisas não ajuda a compreender o que estava em causa. As regras do jogo são fundamentais nas democracias. Tão fundamentais como a crítica livre. É preciso respeitá-las, independentemente de quem está a jogar e do resultado do jogo".

Primeio no La Reppublica, depois no El País e agora nas tertúlias radiofónicas de Espanha. O artigo de Umberto Eco, Los Ojos del Duce vem relançar algumas questões sobre o poder dos media. Numa altura em que em Portugal este debate está na agenda política, é interessante perceber o que pensa Umberto Eco sobre o controlo da informação, em especial da informação televisiva, no contexto de uma Ítália governada por Berlusconi.
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No blog Jornalismo e Comunicação, Joaquim Fidalgo chama a atenção para "uma espécie de 'guia ético' especialmente destinado aos jornalistas radiofónicos". O Guia é publicado por Jeffrey Dvorkin, Provedor do Ouvinte da Rádio Pública dos EUA (NPR) em parceria com um professor universitário. O texto está disponível na página do Provedor