outubro 18, 2009
novembro 18, 2007
Margaret Atwood

No dia em que Margaret Atwood comemora o seu 68º aniversário, o MUITA LETRA traça-lhe um pequeno perfil e relembra um dos seus mais celebrados romances, "Olho de Gato".
À escala real

“Por cima do sofá Chesterfield temos uma rede de badmington, esticada na parede. Nos buracos desta rede os meus pais penduraram os cartões de Boas Festas deles. Não há mais ninguém que eu conheça que tenha uma rede de badmington na parede. A árvore de Natal da Cordelia não é como as outras: está coberta de fios de anjo diáfanos e todas as luzes e decorações são azuis. Mas ela safa-se bem com as diferenças dela, eu não. Vão-me fazer pagar pela rede de badmington, mais cedo ou mais tarde.” (pág. 120)
Margaret Atwood, Olho de Gato, 1988
Tradução de Ana Heizkessel
Publicações Europa-América, Colecção Século XX
Não só de diferenças, mas principalmente da singularidade de um percurso pessoal, nos fala o sétimo romance da escritora canadiana Margaret Atwood. Diz-se que “Olho de Gato” (Cat’s Eye) é o mais biográfico dos seus trabalhos e dificilmente poderia ser de outro modo.
Reabertura de actividade
Não é como com os recibos verdes, mas quase. Até agora, no período pós-Licenciatura em Jornalismo e Ciências da Comunicação, o MUITA LETRA tem tido uma actividade pobre e esporádica, mal gerida e mal recompensada, centrada nas minhas deambulações pessoais e também por elas condicionada.
No entanto, tenho sempre querido retomar o blogue, em moldes menos pessoais e assente em bases mais seguras do que a minha produção de pequenos textos publicáveis. É por isso que agora reato o MUITA LETRA com o intuito de falar de livros e de autores que me suscitem interesse, assegurando também algum trabalho de acompanhamento das novidades editoriais.
Falar sobre livros, pensá-los e analisá-los, é um bom exercício para quem quer um dia escrevê-los. Falar sobre alguns romancistas e poetas pode ser tão entusiasmante quanto para uma criança falar sobre os seus super-heróis. Assim, convido todos aqueles que saltitam de blogue em blogue a pararem por aqui um pouco, de quando em quando. Haverá sempre um livro para ler.
maio 28, 2007

A mim que o teu corpo transcende
com a infinita lonjura de asas
reserva-se o direito de aguardar nas encostas
nas escarpas
na sombra dos pinheiros
na essência ardida dos cabelos como pinheiros
o teu regresso das montanhas
maio 24, 2007
Aquisição de sede para o Espaço T

O Espaço T conta connosco. Vamos ajudar.
maio 18, 2007
Reflecting Trees

Foto: Harold Olejarz
Quero partir
saudosa do futuro. Sei que assim crescem
as árvores que deixei sem dizer adeus
Viajar marca na pele
o tempo sem tempo que fica para trás