novembro 30, 2004

(Re)Visitar Pessoa em Istambul

Turquia vai receber uma exposição sobre Fernando Pessoa. O Primeiro Ministro, Pedro Santana Lopes e a directora da Casa Fernando Pessoa, Clara Ferreira Alves, vão inaugurar sexta-feira «o labirinto Pessoano» instalado por João Francisco Vilhena na galeria Yapi Kredi Kultur.
Fonte: RTP


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Última Fotografia de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos de José Manuel Anes é o nome do mais recente livro sobre o Universo Pessoano. Inspirado nas novas descobertas deste autor, João Francisco Vilhena elaborou uma exposição sobre o esoterismo e a heteronímia do poeta.

Nesta exposição a infância de Pessoa é vista como um labirinto pessoal e a árvore assume um papel principal já que «tem uma natureza mágica forte», segundo o artista plástico.

A magia da escrita é, segundo José Manuel Anes, uma das facetas esotéricas presentes na obra do poeta e dos seus heterónimos. O mediunismo e a sociedade Rosa-Cruz fizeram parte da vida de Pessoa e intensificaram nele o gosto pelos Templários, pelo hermetismo, pela alquimia, pelo gnosticismo, pela maçonaria e pela teosofia.

Anes considera que «a obra pessoana assenta numa complexa estrutura esotérica», sendo por isso «um bom exemplo daquilo que se entende por uma literatura esotérica».

Prova disso é «um mundo intermediário entre o sensível e o inteligível, entre o imaginário e o simbólico» que o investigados afirma que Fernando Pessoa criou.

José Manuel Anes descreve o poeta como um «viandante»,«eternamente medium de si próprio e dos outros». Nesta perspectiva insere-se a exposição composta por João Francisco Vilhena que pretende evidenciar o misticismo e o mediunismo de Pessoa.

Esta faceta de Fernando Pessoa é bem conhecida. O Poeta chegou mesmo a traçar as cartas astrológicas dos seus heterónimos e a confessar à Tia Anica que acreditava ter tido uma experiência mediúnica envolvendo um dos seus textos.

Como o próprio poeta afirmou: o seu destino pertenceu a «outra Lei», «subordinado (...) à obediência a Mestres que não permitem nem perdoam».

Fernando Pessoa no MUITA LETRA.

Posted by Tatiana Palhares at novembro 30, 2004 11:14 AM
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