O escritor cabo-verdiano Germano Almeida venceu a 5ª edição do Prémio Fundação Casa da Cultura de Língua Portuguesa. O júri, que este ano tinha por objectivo distinguir uma personalidade cabo-verdiana que tenha contribuído para a promoção da cultura lusófona, escolheu de forma unânime o nome do autor de O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo. O galardão será entregue a Germano Almeida na próxima quinta-feira, Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.

O Prémio, atribuído de dois em dois anos, visa distinguir «personalidades ou instituições que tenham contribuído de forma notável para a promoção e difusão das culturas que se exprimem em língua portuguesa». A Fundação Casa da Cultura de Língua Portuguesa foi criada em 1990, na Universidade do Porto, e procura desde então distinguir os agentes culturais que promovem a lusofonia.
A Casa do Alentejo de Toronto, o alemão Peter Koj, a angolana Gabriela Antunes e o embaixador brasileiro Dário Castro Alves estão entre os anteriores vencedores deste prémio.
Germano Almeida nasceu em 1945 na ilha da Boavista, e estudou Direito em Lisboa. Vive actualmente em Cabo Verde, onde exerce advocacia. O seu livro mais conhecido é O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo (1991), já transposto para o cinema, mas entre as suas obras estão também, por exemplo, As Memórias de Um Espírito ou A Ilha Fantástica. Os seus títulos encontram-se publicados em espanhol, francês, italiano, alemão, sueco, holandês, basco e norueguês.
Em Portugal, a sua obra está editada pela Editorial Caminho.