Livros com média de preços a rondar os 10 euros, sessões de autógrafos com autores conhecidos, eventos no exterior do Pavilhão Rosa Mota e espectáculos de stand up comedy fazem parte da estratégia da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) para atrair visitantes e compradores à 75ª edição da Feira do Livro do Porto. Insistindo na crise do sector livreiro, a APEL aproveitou a presença do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, na inauguração do certame para pedir apoio às entidades oficiais.

Imagem: Diário de Notícias
«A feira do ano passado foi tão má que este ano só pode ser melhor», diz Francisco Madruga, da direcção da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL). As expectativas dos livreiros presentes no certame são baixas, até porque as verbas disponíveis são «diminutas». É que, se o país está em crise, o sector livreiro não é excepção.
A edição deste ano da Feira do Livro do Porto foi inaugurada ontem por Rui Rio, por João Paulo Correia, em representação do Governo Civil do Porto e por Francisco Madruga. O representante dos livreiros e editores diz que «75 anos a erguer esta feira com os meios disponíveis é um verdadeiro milagre», mas garante que, mesmo contando com «apoios reduzidos, a Feira do Livro do Porto continua o seu trabalho de promoção do livro e da leitura».
Aproveitando a presença do presidente da Câmara, Madruga queixou-se ainda «das várias obras em curso na cidade, que dificultam os acessos e o estacionamento», acrescentando que os livreiros sofrem as «consequências» da situação. Rui Rio defendeu-se, garantindo que «todas as obras estão a andar» e que «daqui a cinco ou seis anos a baixa do Porto não será nada do que está agora». Descartando-se das críticas da APEL, Rio "chutou a bola" para a ministra da Cultura, dizendo que «é mais nobre uma ministra da Cultura inaugurar comigo a Feira do Livro do que embargar uma obra que em nada prejudica os monumentos nacionais», referindo-se ao Túnel de Ceuta.
Ministra da Cultura ausente do certame
Segundo a APEL, Isabel Pires de Lima foi formalmente convidada a estar presente na inauguração do certame. A ministra não compareceu nem enviou um representante do ministério e, garante Francisco Madruga, não respondeu sequer ao convite da associação de editores e livreiros.
Polémicas à parte, a Feira do Livro do Porto decorre até 12 de Junho no Pavilhão Rosa Mota. 120 stands disponibilizam cerca de 70 mil títulos aos visitantes, além de um programa cultural variado, não se cingindo apenas aos livros.
Programa com novidades
António Costa, programador cultural da feira, refere a aposta na relação entre Autor, Livro e do Leitor para atrair visitantes ao Pavilhão Rosa Mota. Agustina Bessa-Luís (dia 7 de Junho, pelas 18:30 horas), Mário Cláudio e Frederico Lourenço (dia 11 de Junho, pelas 18:00 horas) são alguns dos escritores que estarão presentes para sessões de autógrafos e conversas com o público.
Tal como o MUITA LETRA já referiu, a homenagem a Óscar Lopes, a presença do Gato Fedorento e a leitura de poemas em autocarros dos STCP são outras das actividades a que o público pode aderir durante os 19 dias do certame. Para António Costa, «os fundos editoriais a preços convidativos fazem desta feira a maior livraria do Norte do País durante três semanas». Talvez por isso a APEL espere um total de 350 mil visitantes.
eu não gosto da feira do livro neste espaço. até nem é isso. tem mais a ver com a organização e disposição das diferentes editoras.
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