
Mau demais! Tudo muito mau, pelo que o Rio Ave – FC Porto de hoje foi pouco mais do que hora e meia perdida. Num jogo em que ninguém merecia ganhar, os visitados acabaram por contar com um trunfo inesperado. Com efeito, só um enorme frango de Nuno (a fazer inveja a Ricardo) desfez o nulo, após 90 minutos em que os portistas voltaram a exibir uma gritante incapacidade concretizadora.
Campeões e com o “jogo do ano” marcado para a próxima terça-feira, os dragões apareceram com um onze completamente novo, que confirmou a disponibilidade de Derlei para o desafio na Galiza. Já o Rio Ave, que só não estará na UEFA por erros directivos, mostrou muito menos do aquilo a que nos tem habituado, pelo que a partida resultou num enorme bocejo, intercalado com as bocas abertas que resultaram do erro de Nuno.
Com equipas fracas e um relvado a condizer (em função das condições atmosféricas), a arbitragem também esteve fraquinha, para sermos simpáticos. Expulsões exageradas e muitos erros na análise de lances pouco duvidosos marcaram a actuação de um trio muito fraco. Assim sendo, fica a esperança que Rio Ave retome o rumo das boas exibições e que o FC Porto esteja à altura do jogo na Corunha. Isto porque começa a ser preocupante o nítido abaixamento de forma dos portistas de há uns jogos para cá!

Diego Maradona regressou à vida ao seu melhor estilo. O astro argentino, que esteve internado, em estado grave, num hospital de Buenos Aires durante 12 dias, abandonou o hospital sem esperar que os médicos lhe dessem a respectiva alta.
Maradona sentia-se melhor e achou por bem ir para casa, onde recuperará mais rapidamente. Aos médicos deixou um repto: se quiserem ver como está bem, dêem-lhe uma bola!
O antigo capitão da selecção da Argentina, sempre polémico e rebelde, parece estar recuperado de mais este susto, facto que deixa milhões de adeptos, um pouco por todo o mundo, mais aliviados.
De acordo com o próprio Maradona: “EL Pibe está pronto para outra”! Ainda bem...

Alcides é uma jovem promessa do futebol brasileiro. O jogador do Santos estará, ao que se sabe, na Luz nas próximas duas temporadas. Porém, apesar de ainda não estar em Lisboa o atleta já sente aquilo que tantos dos seus futuros colegas de trabalho sentiram ao longo desta época. Não acredito em coisas do destino nem em acontecimentos paranormais, mas a grande verdade é que, no Benfica, parece pairar o fantasma das lesões. Não querendo desculpabilizar o corpo clínico do clube nem a preparação dada aos atletas, não posso deixar de ficar impressionado com a triste sina de todos os jogadores (e futuros jogadores) do clube da Luz.
Alcides lesionou-se no joelho direito e será forçado a uma paragem que deverá rondar os 8 meses. O jovem mostra-se tranquilo, contudo, em rota de colisão estão o seu empresário e os médicos do Santos que têm perspectivas diferentes quanto à possibilidade de uma operação imediata ao joelho.
Quem mostra alguma preocupação é o técnico do Santos. Émerson Leão gostava de poder continuar a ter no seu plantel Alcides, mesmo lesionado, mas tal parece não ser possível, já que, o passaporte para a capital portuguesa parece estar carimbado.

Em entrevista ao site da UEFA, o seleccionador dos gauleses, mostra a sua absoluta confiança na vitória no Euro 2004. O técnico diz “vir a Portugal para ganhar”.
Jacques Santini refere ainda a importância do embate frente ao Brasil a 20 de Maio. Para o técnico, este "vai ser um jogo importante rumo ao estágio da sua equipa", que passará posteriormente pelo Sul de França e por Clairefontaine, onde os atletas terão a companhia das respectivas famílias.
Santini entende também ser "fundamental um bom entendimento com a equipa médica da selecção", por forma a evitar qualquer tipo de riscos. O treinador congratulou-se ainda com o regresso de Wiltord, jogador que "está nos seus planos para o Euro a realizar em Portugal".
Por fim, Jacques Santini falou do futuro, sendo que, não querendo abrir o jogo acerca do seu destino pós Euro, lá se foi regozijando com o interesse de clubes como o Tottenham ou Chelsea.

A selecção da Suécia vai mesmo poder contar com Henrik Larsson no Euro 2004. O jogador voltou atrás na decisão que havia tomado e, após uma conversa com os responsáveis da equipa nórdica, confirmou a sua disponibiilidade para vir a Potugal em Junho próximo.
Larsson diz “estar bem fisicamente”, apesar dos seus 32 anos e não esconde a “vontade que sempre teve em continuar a representar o seu país”.

O defesa esquerdo do Nacional é, segundo a imprensa, o próximo reforço dos encarnados. Rossato não deixa grandes dúvidas quanto ao seu futuro: "Quero dar o salto e esse é um ponto assente. No final da época sairei. Tenho mais um ano de contrato e o presidente sabe desta minha pretensão".
Porém, a grande verdade é que, segundo o atleta, ninguém do Benfica o terá ainda contactado, isto apesar do brasileiro ver com bons olhos a suposta transferência, já que, considera que encaixaria perfeitamente na equipa de Camacho.

Apesar de não ser permitido pela Real Federação de Espanha, o Valência vai mesmo oferecer aos jogadores do “Depor” um incentivo financeiro, caso consigam a vitória frente ao Real Madrid.
O Campeonato espanhol está ao rubro, e o Valência sabe que ao Corunha interessa apenas a Liga Milionária, por isso mesmo, e para evitar uma postura de contenção dos pupilos de Irureta, vai fazer uma oferta choruda aos jogadores que vão defrontar os galácticos.
O prémio ronda os 216 mil euros, a distribuir pelos jogadores convocados para a partida.

Realizaram-se ontem vários jogos de preparação entre equipas que vão estar presentes no Euro 2004. A realçar, temos a derrota caseira da República Checa por 1-0 frente ao Japão; a vitória contundente da Bulgária sobre os Camarões por 3-0 e ainda a surpreendente derrota da Alemanha no Lesta frente à Roménia. Os germânnicos foram goleados por 5-1, numa noite de autêntico pesadelo para os vice-campeões mundiais.
Quanto aos adversários do grupo de Portugal no próximo Europeu, a Espanha empatou a uma bola frente à poderosa Itália; a Rússia perdeu frente à Noruega (3-2) tal como a Grécia que foi à Holanda sofrer uma pesada derrota (4-0).
Assim sendo, no grupo de Portugal, ninguém conseguiu vencer os seus amigáveis.
Veja a seguir o quadro de resultados bem como os onzes dos adversários directos da nossa selecção...
Resultados:
Rep Checa 0-1 Japão
Bulgária 3-0 Camarões
Letónia 0-0 Islândia
Noruega 3-2 Rússia
Dinamarca 1-0 Escócia
Roménia 5-1 Alemanha
Macedónia 0-1 Croácia
Suiça 2-1 Eslovénia
Holanda 4-0 Grécia
Itália 1-1 Espanha
Portugal 2-2 Suécia
Os adversários de Portugal:
Rússia alinhou com:
1 Akinfeev
2 Evseev
3 Sennikov
4 Smertin
5 Ignashevitch
6 Izmailov
7 Onopko
8 Gusev
9 Bulykin
10 Loskov
11 Sytchev
Espanha alinhou com:
1 Casillas
2 Míchel Salgado
3 Raúl Bravo
4 Albelda
5 Guti
6 Helguera
7 Raúl
8 Xabi Alonso
9 Vicente
10 Morientes
11 Etxeberria
Grécia alinhou com:
1 Nikopolidis
2 Seitaridis
3 Fyssas
4 Dabizas
5 Dellas
6 Goumas
7 Zagorakis
8 Giannakopoulos
9 Vryzas
10 Karagounis
11 Nikolaidis

A transferência de Areias para o Futebol Clube do Porto já foi várias vezes dada como consumada. Contudo, a nível oficial ninguém fala do assunto. Porém, o defesa esquerdo do Beira-Mar não se escusou a demonstrar o agrado pelas notícias que têm sido veiculadas na imprensa. Areias, não nega a vontade de representar os azuis e brancos, chegando mesmo a confessar o carinho que nutre pela equipa portista, que é a sua equipa de coração.
Vontade do atleta parece não faltar...

Um estudo da Deloitte & Touche em parceria com o jornal "A Bola", relativo à época de 2002/03, dá a conhecer a pouca saúde financeira dos clubes portugueses. Nas conclusões, esta tarde, apresentadas, no Porto, podemos ainda perceber que, no que concerne aos três grandes, o Sporting é o clube com piores resultados, sendo porém, o único a aumentar o capital da sua SAD. Comparativamente ao ano anterior, as dívidas dos clubes também aumentaram, enquanto que a quebra das receitas rondou os 9%.
Se arriscarmos uma comparação com a Liga Inglesa os reslutados apresentam-se como desastrosos. A receita global da Superliga corresponde a 11% das geradas na Premier League.
Conheça a seguir as restantes conclusões...
Resultados do estudo:
Receitas da Superliga: 198,4 milhões de euros ( menos 20,2 milhões se compararmos com a época anterior)
Clubes:O FC Porto foi o clube que gerou mais receitas (54,4 milhões de euros), seguindo-se o Benfica (41,5), o Sporting (27,3) e o Boavista (14,4)
Assistência média na Superliga: 6.137, menos 9,3 por cento que na época 2001/02, enquanto na Liga de Honra não atingiu os mil.

O astro argentino recuperou bem da crise cardio-pulmonar, que conduziu ao seu internamento. Ao fim de 12 dias Maradona deixou a clínica, em Buenos aires, na qual, se encontrava desde 18 de Abril.
"El pibe", que assistiu, internado, à vitória da sua selecção sobre Marrocos (1-0), dirigiu-se para parte incerta, sendo que, ninguém sabe onde poderá estar o ex-futebolista.

O Arsenal, novo campeão inglês, garantiu a contratação do jovem Robin van Persie, médio-ofensivo do Feyernoord. O holandês esteve para se juntar aos Gunners em Janeiro mas a contratação de Reyes adiou a contratação, que agora se concretiza. A imprensa inglesa vê o jogador de 20 anos como o sucessor de Bergkamp, que mantém a esperança de renovar, por uma última temporada, com o Arsenal. Certo é que o "reinado" de Dennis está no final, até porque Wenger já admitiu que o jogador perderá a titularidade em 2004/2005. A contratação de van Persie fez-se por cerca de 3 milhões de libras.

O diário desportivo catalão Sport noticia hoje o interesse de Ballack em assinar pelo Barcelona. Sim, percebeu bem. Não é tanto o Barça que está a pensar adquirir o médio do Bayern; é o alemão que quer jogar em Barcelona. "Ballack no ha escondido nunca su barcelonismo", chega a dizer o diário.
Que continua a dar destaque à frase de Laporta, que considerou difícil manter Ronaldinho no plantel! Confesso que não percebi... Cruyff já reprovou a afirmação do presidente, considerando que o Barça sobreviverá à rejeição de uma eventual proposta de 100 milhões de euros pelo brasileiro.

Portugal voltou a deixar maus indicadores em vésperas do Europeu de 2004. Erros crassos, instabilidade emocional, falhas na concretização e outras tantas lacunas que atingem contornos cada vez mais preocupantes, sobretudo se tivermos em conta que este foi o último grande teste antes dos jogos a doer. Foi também o último teste contra uma selecção apurada para a competição, pelo que o saldo dos seis jogos realizados não é nada positivo: nenhuma vitória, sendo que cinco dessas partidas até foram disputadas no nosso país. O frango de Ricardo, a grande penalidade que Figo falhou e o auto-golo de Rui Jorge podem redundar numa expressão: muito verdes!
Sem jogadores do FC Porto (ainda estou para ver se a mão que deu não vai tirar com a outra), o dia da selecção voltou a começar com polémica. Contudo, os factos que rodearam o encontro não pareceram incomodar a nossa selecção, que voltou a entrar bem no jogo. Portugal fez 15 minutos de alguma qualidade, correspondendo esse período às boas actuações de Figo e Rui Costa (com este último a cair de rendimento com o avançar da hora), sempre acompanhados pelo irrequieto Pauleta. Tiago era uma unidade a menos no meio-campo (tem sido poupado no Benfica mas serve para jogar de início na selecção), sendo que Miguel voltou a evidenciar as qualidades e os defeitos do costume sempre que actua por Portugal. Todos elogiamos as caracteríticas ofensivas do 23 encarnado e é importante a disponibilidade que possui para a criação de desequilíbrios. Contudo, é inadmissível que tal facto comprometa a prestação defensiva do conjunto, cuja vulnerabilidade pelo flanco direito foi por demais evidente. Wilhelmsson aproveitou-se desse facto amiudadas vezes para o lançamento de rápidos contra-ataques que passavam, invariavelmente, por Zlatan Ibrahimovic.
Ainda assim, era Portugal quem dominava as operações, criando algumas boas ocasiões, sobretudo pelo centro do terreno. Ora, esta opção centrípeta também contribuía para o atabalhoamento do jogo nacional, embora a fluidez no passe tenha escondido algumas lacunas durante o primeiro quarto-de-hora. De facto, a centralização do nosso jogo tem muito que ver com as posições que Figo ocupa no campo. Ao querer ter uma função omnipresente, o 10 madrileno mistura-se ora com Rui Costa, ora com Simão, o que abre outras linhas de passe à esquerda e ao centro mas fecha as opções na ala direita. Estou em crer que Portugal beneficiaria de um Figo mais rigoroso tacticamente, em detrimento do Figo que faz o que lhe apetece. Até porque Rui Costa é, quando está bem, uma opção mais do que válida para a condução do jogo nacional, sendo que também é conveniente que seja auxiliado por um dos médios mais recuados. Tiago não conseguiu, ontem, ser essa ajuda.
De qualquer modo, a verdade é que o golo de Kallstrom veio contra a corrente do jogo. Ninguém esperava um golo sueco naquela altura, muito menos na sequência de um livre inofensivo que Ricardo não soube defender com as mãos nem com a cabeça. Não pondo em causa as qualidades do guarda-redes, há aqui qualquer coisa que não está a bater certo. O golo abalou Portugal por alguns minutos, temendo-se que a equipa não mais voltasse a assentar o seu jogo. Tal não aconteceu porque apareceu uma grande penalidade, que não sendo concretizada conduziu a equipa a uma movimentação bem mais alegre, que terminou com o golo de Pauleta, após mais um lance de futebol aguerrido mas atabalhoado.
Tudo parecia encaminhar-se para novo ascendente português, que poderia resultar em novo golo. Contudo, o nível voltou a decair e até final do encontro, só a espaços Portugal conseguiu exibir o futebol que se lhe exige. É certo que aa alterações foram quebrando o ritmo de jogo que Portugal quase nunca teve na segunda parte, mas também não é menos certo que o relaxamento defensivo nacional podia ter causado vários dissabores a Quim (que evitou um bom par de golos). Portugal nunca conseguiu sair ileso dos confrontos com as equipas apuradas para o Euro. Dá que pensar!
Enquanto os menos utilizados tentavam, em vão, mostrar serviço, a Suécia foi criando lances de perigo, acabandopor surgir o golo na aparentemente menos perigosa ocasião dos nórdicos. Wilhelmsson voltou a furar pela esquerda, solicitando uma zona onde só Rui Jorge poderia fazer o golo. Assim aconteceu, para o coro de assobios muito criticado pela comitiva mas que tem de ser aceite em função da relação qualidade-preço do espectáculo em que os 15 mil espectadores investiram. Em época de futebol economia, os intervenientes têm de saber aceitar as reclamações dos clientes, sobretudo em função dos preços praticados.
Nuno Gomes acabou por amenizar a contestação mas não disfarçou as fragilidades que a selecção vem exibindo. E o Euro aqui tão perto! Apesar de todos defenderem o palmarés de Scolari (como ainda ontem vincou Queiroz), a verdade é que o passado nada tem a ver com o presente. Nada se ganha sem trabalho, sendo que é difícil surgirem resultados quando as pessoas só aparecem em workshops, em spots publicitários e em eventos que nada têm a ver com a ligação contratual que mantêm com entidades como a Federação Portuguesa de Futebol. Espero estar enganado, mas acho mesmo que Scolari desconhece as qualidades e defeitos dos seus jogadores, assim como não domina as características dos seus adversários. O técnico quase sempre se deu bem nas suas missões mas nenhuma teve os contornos da actual. Treinar equipas implica um contacto diário com os jogadores, treinar a selecção brasileira é gerir compatriotas seus, que tão bem conhece e onde se tem de espevitar o sentimento ganhador. Quanto a Portugal, falta ainda muito trabalho por fazer. A ver vamos se há tempo...

Carlos Queiroz não percebe muito bem o que se passa em Madrid nem controla a situação do clube que serve. É esta a principal ilação que tiro da entrevista concedida pelo técnico à Antena1. Num discurso resignado, Queiroz foi capaz de afirmar, entre outras aberrações, que “a Liga dos Campeões tem as suas nuances próprias e parece estar estruturada para eliminar as grandes equipas”. “A UEFA não quer os grandes do futebol nos jogos finais”, concretiza.
Estará Queiroz a lamentar-se por a UEFA ter abolido a segunda fase de grupos? Se sim, isso parece-me incompatível com as queixas de que “há jogos de selecção à quarta, campeonato ao sábado e Liga dos Campeões à terça”. Se não, convido o treinador a olhar para o quadro de vencedores e contar o número de pequenas equipas que ganharam o troféu nos últimos anos!
Ou seja, o ex-seleccionador nacional está convencido de que o nome ganha jogos. Se tal não acontecer é porque alguém tem interesses nisso! Isto é totalmente aberrante porque esbarra na desculpa que Queiroz lança. Diz o técnico que o calendário é incompatível com encontros de selecções e jogos para a Liga, Taça do Rei e Liga dos Campeões; contraponho lembrando o lote de internacionais a actuar em qualquer uma das equipas ainda presentes na Champions (sobretudo o Chelsea), contraponho lembrando que tanto Inglaterra como França possuem mais do que uma Taça e têm uma Liga com tantos jogos quanto a espanhola, contraponho lembrando que o Chelsea discutiu o título até há bem pouco tempo, à semelhança do Deportivo e do Mónaco, que ainda está na luta.
Carlos Queiroz diz ter já atingido uma 3ª dimensão (qual geração de telemóveis!) na sua actividade como treinador (quando a maioria só dispõe das dimensões sim e talvez) mas parece um carneirinho mandado! Não tem coragem para afirmar que não foi tido nem achado no planeamento do plantel e que não consegue controlar um balneário de vedetas onde, quem o diz é o próprio, há compromissos publicitários que obrigam os futebolistas a passar 8/10 horas a gravar!
Frases soltas:
“Estou seguro de que podemos ser campeões”
“Montaram uma estratégia do Golias que nos criou dificuldades. Toda a gente gosta de ver o David vencer o Golias”
“O Figo tem feito uma época excelente” – tem visto os jogos da selecção?
“Não estou preocupado com o meu futuro. O importante é o futuro do Real Madrid e a felicidade dos seus adeptos”
“Pérez tem uma óptima visão para o Real Madrid mas há mecanismos criados para gerir o clube de forma diferente”
“O regresso a Portugal não será possível a curto prazo”
“O Porto merece o campeonato. É indiscutível”
“A poeira da selecção vai assentar”
“Scolari tem um palmarés impressionante e acho incrível que se ponham dúvidas sobre as suas capacidades”
“Esta situação não se deve a demérito do Real Madrid mas ao mérito das equipas espanholas (…) Esta é a Liga mais competitiva do Mundo”

Roberto Baggio vai voltar a jogar com a camisola azul italiana. Conforme o noticiado a 18 de Março, Il Cudino pode regressar à squadra azurra, onde viveu muitos momentos históricos. Aos 37 anos, o avançado do Brescia não deve ser convocado para o Euro 2004, pelo que esta partida pode mesmo representar a despedida do goleador.
Baggio deve abandonar o futebol no final da temporada em curso, pelo que aparição no Luigi Ferrari deve ser um dos últimos jogos da carreira de Roberto. Nunca se sabe! Quem também está de volta é o guardião Peruzzi, num Itália - Espanha marcado por muitas lesões, que afectam ambos os lados.

Os quartos-de-final de conferência caminham para o seu final. Indiana Pacers, New Jersey Nets e San Antonio Spurs já estão apurados para a fase seguinte, esperando os restantes 5 apurados. Estes vão sair dos encontros entre Miami Heat e New Orleans Hornets (2-2), Detroit Pistons e Milaukee Bucks (3-1), Minnesota Timberwolves e Denver Nuggets (3-1), Sacramento Kings e Dallas Mavericks (3-1) e LA Lakers e Houston Rockets (3-1). Os favoritos vão à frente!

A frase é de Carlos Queiroz e pode ser ouvida na entrevista que Antena1 coloca no ar esta tarde, logo após o noticiário da 18 horas. O treinador alega que muitos morrem na escalada e que os que chegam ao topo perdem sempre o nariz, a orelha e/ou os dedos. Um discurso pós-Barcelona e que anuncia a morte do técnico. Pelos vistos a escalada vai ficar pela metade!
Isto no dia em que a Marca volta a insistir no nome de Ruud van Nistelrooy, avançado holandês do Manchester United. O diário desportivo de Madrid alega que o Real já chegou a acordo com o 10 dos diabos, faltando apenas conversações com a equipa inglesa. O Quarto Árbitro desconfia...

Os treinadores do FC Porto e do Benfica voltam a ser citados pelo diário Marca como possíveis escolhidos para o cargo que Carlos Queiroz vai, tudo indica, deixar vago. Mourinho já confessou ter duas propostas inglesas, pelo que a insistência na sua saída se torna cada vez mais intensa. Esta não a primeira vez que o português é falado para o banco madrileno, uma vez que a imprensa espanhola já suspirava pelo jovem técnico nacional em 2003.
Camacho ainda não renovou com o Benfica e é uma velha glória dos merengues e da Espanha. Muito querido junto dos adeptos, José Antonio seria nome consensual para os lados de Madrid.
A derrota do Real contra o Barcelona, domingo passado, aumentou a crença na saída de Queiroz, que é tida como certa. Deste modo, cresceu também a especulação quanto ao nome do próximo treinador, sendo que Roberto Mancini (Lázio de Roma) e Carlos Bianchi (Boca Juniors) estão à cabeça para ocupar o cargo. Muita parra...

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, quer acabar com os empates. Em entrevista à revista alemã SID, Blatter defende que se devia encontrar um vencedor para cada jogo: "Quando jogas cartas ou outra coisa, há sempre um vencedor e um derrotado. Todos os jogos devem ter um vencedor".
Para Blatter, a solução ideal seria a marcação de grandes penalidades no final dos encontros que registassem um empate.
A discussão está lançada e já são muitas as vozes dissonantes da posição assumida pelo presidente do órgão máximo do futebol mundial.
Para nós, fica a sensação de que o senhor Blatter tem demasiado tempo livre, senão preocupava-se com os verdadeiros problemas do futebol.

Portugal joga hoje com a selecção sueca. A partida é a última antes da convocatória final e o último grande teste à equipa nacional, que não tem mais desafios contra formações apuradas para o Europeu de Junho e Julho.
Em vésperas de um jogo importante, os discursos centram-se em Cristiano Ronaldo, que está tocado e, por isso, limitado para este encontro; em Rui Jorge, que poderá ser castigado pela não formalização atempada de medicação que lhe foi ministrada no Sporting; e em Luís Figo, que atirou indirectas ao FC Porto e aos seus jogadores. O caso de Ronaldo soa a procura de bodes expiatórios, o de Rui Jorge denuncia dois pesos e duas medidas, o de Figo esconde uma enorme dor de cotovelo. Assim vai a selecção!
1. Scolari tencionava lançar Ronaldo de início para o particular contra a Suécia. Acontece que o extremo veio tocado de Manchester, pelo que fez treino condicionado e não pode ser opção para uma utilização prolongada. O brasileiro mostrou-se agastado com a situação, pondo mesmo em causa a convocatória do ex-Sporting para o Campeonato da Europa. Mais: disse que quer ver o Ronaldo de Manchester presente nos encontros de Portugal com a mesma entrega e disponibilidade, como que o culpando pelas exibições menos conseguidas (pensei escrever medíocres) da nossa selecção. O que não corresponde à verdade! Ronaldo é um jovem jogador, com muito para desenvolver mas que não se tem poupado a esforços quando actua pelo nosso país. Aliás, o extremo não tem actuado assim tanto tempo, pelo que não se compreende a ameaça. A não convocação de Cristiano resultaria num erro tremendo, uma vez que falamos do melhor extremo nacional da actualidade. Scolari queixa-se de o ver mais com a camisola do Manchester do que na selecção, pelo que se depreende que o brasileiro seja assinante da SportTV, uma vez que nunca foi a Inglaterra vê-lo jogar, nem tão pouco se dirigiu ao Estádio do Dragão, onde Ronaldo defrontou pontenciais seleccionáveis da formação portistas.
Se o aviso a Ronaldo é um aviso a toda a navegação, o bode escolhido não terá sido o mais adequado. Se Cristiano não jogar o Europeu, podemos juntar o seu nome à lista de disparates que o seleccionador tem cometido. Seria só mais uma...
2. Rui Jorge pode ficar de fora do Europeu. Uma má notícia, sobretudo por envolver contornos nada compatíveis com o percurso do jogador e com a inocência que todos acreditamos estar mais do que provada. Acontece que o departamento médico do Sporting cometeu um erro crasso, que daria despedimento mais do que justificado. O futebol de alta competição não se compadece com este tipo de situações, que ocorrem meses depois do caso das seringas de Malmoe! Inadmíssivel. Scolari argumenta que a penalização do atleta seria uma aberração mas o caso deve ser pensado por outro prisma. O CNAD não pode olhar a situação de forma leviana, pelo que se exige, infelizmente, que sejam seguidos os procedimentos normais. Por muito que se acredite na inocência do atleta, a ocorrência não pode passar despercebida, sob pena de se abrir um precedente que seria usado por todos os casos que possam surgir. E Pedro Neves, jogador do Alverca, está suspenso preventivamente por alegada dopagem há meses!
3. "Todos nós temos compromissos importantes. Em certas alturas também vivi momentos importantes no meu clube e estive sempre na selecção." O autor da afirmação vem do mesmo exemplar profissional que pôs em causa a sua vinda a selecção quando sentiu o prestígio ameaçado! "Estive sempre na selecção". A jogar como tens jogado, se calhar mais valia não teres estado. De facto, as exibições de Figo com a camisola merengue e com o 7 das quinas são altamente díspares. Para mais, este discurso soa um bocado a dor de cotovelo. Bem sabemos que o craque adoraria estar nas meias da Champions mas, na derrota como na vitória, há que aceitar os resultados com desportivismo. Demora um bocado, mas isso passa-te rapaz...

Diego Maradona está a recuperar dos problemas de saúde que o empurraram para as urgências do hospital, há nove dias. El Pibe já despertou e chegou mesmo a falar com as suas filhas.
De acordo com o relatório médico de Segunda-Feira, o estado de Maradona "está a progredir", já conseguindo "ingerir alimentos", após ter cumprido 48 horas sem respiração mecânica. A sua condição física é de "progressos claros, mas de prognóstico ainda reservado".
Hoje foi a vez do médico pessoal de Maradona, Alfredo Cahe, ter vindo a público afirmar que os problemas do astro argentino "não se devem a uma overdose". De acordo com o médico, na origem da situação terá estado um problema pulmonar que causava grandes dificuldades respiratórias ao ex-jogador.
Cahe afirma que Maradona está "forte que nem um touro", e acredita na ajuda de Deus para a sua recuperação. "Necessitamos da mão de Deus"...já não seria a primeira vez!

Os Nets são outros fortes candidatos à vitória na Conferência Este, à semelhança do que aconteceu nas últimas duas temporadas. A Kidd e companhia tem faltado, contudo, qualquer coisa que consiga levar de vencidos os campeões do Oeste (conferência que tem, não é novidade nenhuma, as melhores equipa da Liga). Não é de prever que este ano as coisas sejam diferentes mas é certo que os New Jersey querem ter uma palavra a dizer. Será que é desta?
Os New Jersey Nets têm demonstrado que o seu basquetebol é suficiente para vencer a parte Este da NBA. Contudo, falta provar que esse jogo não é só “de trazer por casa”. Até aqui, os Nets têm sido impotentes perante a mais-valia dos “ocidentais”, não resistindo aos Lakers de 2002 (4-0) nem aos Spurs de 2003 (4-2). Este ano as coisas podem ser diferentes, recorrendo à maior experiência e ao amadurecimento de um plantel que é o mesmo.
O grande trunfo dos New Jersey é Jason Kidd, rei das assistências. O base tem uma capacidade de penetração impressionante e deixa os colegas em situação de concretização recorrendo às mais inacreditáveis acrobacias. Fenomenal! Kidd está na NBA desde 1994, tendo sido escolhido pelos Dallas Mavericks no draft. Ficou no Texas 3 temporadas, tendo-se depois mudado para Phoenix, onde brilhou com a camisola dos Suns, ao lado de Charles Barkley. Está em New Jersey desde 2001, mantendo a média de quase 10 assistências por jogo, número muito pouco usual. É a estrela da companhia.

Não joga, ainda assim, sozinho. Por isso, é justo fazer referência a atletas como Richard Jefferson e Kenyon Martin, extremos muito poderosos e importantes nas lutas das tabelas. Aqui fica o plantel ao dispor de Lawrence Frank, jovem treinador dos Nets.
Brandon Armstrong – base
Jason Collins – poste
Lucious Harris – base
Richard Jefferson – extremo
Jason Kidd – base
Kerry Kittles – base
Kenyon Martin – extremo
Zoran Planinic – base-extremo
Rodney Rogers – extremo
Brian Scalabrine – extremo
Tamar Slay – base
Aaron Williams – poste-extremo

Utilizando uma expressão vulgar no futebol e que designa os líderes da primeira volta dos campeonatos, podemos dizer que os Pacers são os campeões de Inverno da NBA. A formação de Indianapolis fez uma época regular muito consistente, como há muito não víamos para aqueles lados. Desde 1999-2000, ano em que discutiram o título com os Lakers, que os Indiana não apresentavam um nível de jogo tão bom. Isso deve-se, em grande parte, à explosão de jogadores como Ron Artest e Jermaine O´Neal. Até onde podem ir?
Um bom treinador, um conjunto de jogadores muito competentes e ambição q.b. Juntos, estes ingredientes chegam para fazer dos Pacers um grande candidato a vencer, pelo menos, a Conferência Este. O treinador é Rick Carlisle, cujas capacidades de liderança e conhecimento da modalidade são por demais conhecidas. Os jogadores, esses, misturam nomes feitos e apelidos desconhecidos que se revelam nesta temporada. O mais velho de todos é Reggie Miller, veterano #31 de Indiana, que vai para a sua 17ª época na NBA, no ano em que completa 39 anos! Um grande nome da história recente da competição, um dos mais talentosos atletas da década de 90.
A este consagrado atleta juntam-se Ron Artest e Jermaine O´Neal. O´Neal tem 25 anos, actua como extremo-poste e cumpre a 8ª temporada na NBA. Tem sido fundamental nesta temporada, à imagem de Artest, eleito melhor defensor da época. Um feito enorme para quem só cumpre o 6º ano como profissional. Ron foi escolhido pelo Chicago Bulls no draft de 1999 e todos lhe traçaram um futuro brilhante. Acontece que os Bulls foram abaixo com o adeus de Jordan, nesse mesmo ano, pelo que a afirmação de Artest foi difícil. Contudo, a assinatura de contrato com os Indiana, em 2001, concretizou o potencial que o #23 tinha guardado em Chicago. Esta temporada tem explodido, sendo a maior esperança dos Pacers.

O treinador Rick Carlisle conta com os seguintes atletas:
Kenny Anderson – base
Ron Artest – extremo
Jonathan Bender – extremo
Austin Croshere – extremo
Jeff Foster – extremo-poste
Al Harrington – extremo
Anthony Johnson – base
Fred Jones – base
Reggie Miller – base
Jermaine O´Neal – extremo-poste
Scot Pollar – poste-extremo
Jamaal Tinsley – base
Os Indiana Pacers já estão nas meias-finais de Conferência, após terem derrotado os Bóston Celtics por 4-0. Quem os pára?
Semana menos intensa no que toca às modalidades, tanto interna quanto externamente. Ainda assim, vários factos merecem destaque pelos títulos que representam ou pela aproximação a estes. Se, por um lado, o FC Porto está mais perto da conquista da Liga de andebol, o Benfica está, por outro, um pouco mais longe do triunfo na UEFA Cup, a Champions do futsal. Mas nada está ganho e nada está definitivamente perdido.
Comecemos, à semelhança do que aconteceu na passada semana, pelo ténis. Os portugueses e portuguesas lá vão conseguindo resultados interessantes em futures e circuitos satélite dos quadros ATP (masculino) e WTA (feminino) mas o grande destaque vai para o momento de forma do novo Agassi. Falo, claro está, de Guillermo Coria, tenista argentino que venceu o Open de Monte-Carlo, prova de 2 milhões e 500 mil euros, inserida na Tennis Masters Series (conjunto de 9 grandes torneios). Uma competição que perdera na final de 2003 para Juan Carlos Ferrero, que está longe de atravessar um bom momento de forma. O mosquito perdeu logo nas rondas iniciais e compromete a preparação para Roland Garros, prova rainha da terra batida, que conquistou no ano passado.
Coria teve uma semana de grande nível, à imagem do que vem acontecendo de há dois para cá. Se as lesões não o chatearam pode ser que tenhamos o novo Agassi no pódio de Roland Garros. O argentino venceu Rainer Schuettler (alemão cabeça-de-série nº1 no Estoril, não tendo passado da primeira ronda) na final, depois de ter vencido, um dia antes, o finalista do Estoril Open, Marat Safin. O russo também apresenta um ténis muito consistente e parece, em 2004, ter afastado a onda de lesões que o apoquentou durante um ano. Juan Ignacio Chela, vencedor em Oeiras, ficou-se pelos quartos-de-final, cedendo perante Carlos Moya.
Más notícias para Rafael Nadal, o prodígio maiorquino de 17 anos, que foi afastado do Estoril por lesão. O espanhol vinha praticando um ténis excelente mas recebeu a péssima notícia de que vai ter de falhar Roland Garros, a Taça Davis e os Jogos Olímpicos. Uma pena, de facto.
Nos desportos motorizados, o motociclista Valentino Rossi foi eleito atleta do ano em Itália. Um prémio mais do que justo na semana em que se correu mais um Grande Prémio em Fórmula 1, precisamente em San Marino. A maior novidade que podemos anunciar é que o dono das pole-positions deixou de ser Michael Schumacher. O alemão havia partida sempre no primeiro lugar da grelha mas isso não o impediu de voltar a ganhar, seguido da surpresa Jenson Button. O piloto da BAR-Honda já é terceiro no mundial de pontos, com menos um pontos do que Rubens Barrichelo, que tem 24. O inglês estreou-se ao vencer uma pole-position, partindo na frente para a corrida de domingo. Acabou por ser segundo, seguido de Juan Pablo Montoya. O colombiano, de malas aviadas para a McLaren, continua a ser a voz contra o sistema. O apelido Schumacher deve fazer-lhe alguma confusão: não se dá com o colega de equipa, Ralf, e acusou o irmão mais velho de lhe ter impedido a passagem por um par de ocasiões durante a prova de San Marino. Montoya pede justiça num tempo em que se exigem mudanças para a Fórmula 1. São várias as propostas mas o consenso não será fácil. A ver vamos se tudo se resolve em favor de uma competição que tem vindo a perder espectacularidade.
Quem está em grande é Tiago Monteiro, líder da World Series Nissan. O português venceu as duas corridas realizadas em Zolder, Béligica, este fim-de-semana e lidera a competição após 4 provas.
No golfe, António Sobrinho sagrou-se octocampeão nacional. O golfista de Vale do Lobo venceu a prova realizada em Amarante com 264 pancadas, 8 abaixo do par, e leva 5 mil euros para casa. No voleibol, a Académica de Espinho igualou o play-off de acesso à A1/A2, derrotando o Gueifães por 3-0. No ciclismo, Angel Edo venceu o Grande Prémio MR Cortez. Uma grande vitória para a Maia, que além da Geral levou 3 das 4 tiradas da prova.
No andebol, o FC Porto está cada vez mais próximo do título de campeão nacional. Os portistas venceram em Águas Santas e têm mais seis pontos que o Sporting, que perdeu na Madeira. O tricampeoanto está muito próximo!
Classificação do Grupo A (estão jogadas 6 de 10 jornadas):
1º FC Porto – 26 pontos
2 º Sporting – 20
3º Águas Santas – 18
4º ABC – 16
5º Belenenses – 16
6º Madeira SAD – 14
No Grupo B do Campeonato da Liga, o AC Fafe é primeiro, com os mesmo pontos (12) do Ginásio do Sul e mais um que o Setúbal. O Alto do Moinho é último, com 0 pontos.
Aqui ficam os vencedores das provas europeias desta temporada:
Liga dos Campeões – Celje Pivovarna
Taça EHF – Kiel
Taça Challenge – Skovde
Taça das Taças – Portland San Antonio
No hóquei em patins, jogou-se o acesso à final-four da Taça de Portugal. O FC Porto venceu o Benfica por 4-1, juntando-se a Alenquer (que derrotou o Espinho por 8-5) e ao Óquei de Sintra (venceu o Famalicense por 5-3) no leque de equipas já apuradas. A última sairá do confronto entre Barcelos e Infante de Sagres.
Relativamente à Poule A do campeonato nacional, o Juventude de Viana – FC Porto foi adiado, tendo-se jogado o Barcelos 5 -1 Portossantense e o Paço de Arcos 1-3 Oliveirense.
Relativamente aos play-off da Liga TMN de basquetebol, o FC Porto está a vencer o Seixal por 2-0, à imagem do que acontece no Belenenses – Oliveirense, com vantagem para os primeiros. Do outro lado permanece tudo empatado. Queluz – Barreirense e Ovarense – Ginásio vão precisar, pelo menos, de mais 3 partidas para decidir quem passa às meias-finais.
No futsal, o Benfica pode ter comprometido as suas aspirações na UEFA Cup. A maior prova do calendário europeu da modalidade já só conta com duas equipas mas o encontro da primeira-mão não correu muito bem aos portugueses. O Boomerang Interviú entrou bem melhor no jogo de Madrid e já vencia por 3-0 aos cinco minutos. Os espanhóis voltaram a marcar e tudo se encaminhava para o final quando o Benfica reduziu, por intermédio de Arnaldo. Um golo que se pode revelar muito importante no desenrolar da segunda partida, a disputar este fim-de-semana no novo Pavilhão da Luz.
Já são conhecidos os 4 finalistas da Taça de Portugal. Sassoeiros, Olivais, Vila Verde e Freixieiro irão discutir a vitória na prova. A formação de Matosinhos venceu o jogo mais importante da 5ª eliminatória, derrotando o Sporting por 5-3, após prolongamento.

O Barcelona agudizou a crise do Real Madrid. Eliminados da Liga dos Campeões e derrotados na Taça do Rei, os merengues têm no campeonato a tábua de salvação mas o Valência tem vantagem na discussão do primeiro lugar. O Barca, esse, vem feito uma recuperação fenomenal, sendo que o título ainda é visível. Não sabemos se é mera miragem ou se o milagre pode mesmo acontecer mas o staff catalão já respira bem melhor. A equipa parece ter desenvolvido um estilo de jogo e consegue praticar um futebol bonito e eficaz, pelo que as críticas amenizaram. É importante acertar nas contratações para a próxima temporada, de modo a que o Barcelona possa recuperar o domínio perdido pela demagogia e incompetência de alguns dirigentes e treinador. E Zapatero até do Barca…
Quanto ao Real, fez uma boa partida, que encalhou quase sempre no inspirado Victor Valdês. Adiantou-se no marcador no início da segunda parte, por Solari, mas viu Figo ser justamente expulso, à passagem do minuto 69. Kluivert igualara minutos antes e um grande passe de Ronaldinho permitiu a Xavi virar o resultado, aos 86´. Está vingada a derrota da primeira volta, numa partida em que o Real voltou a exibir fragilidades recentes. A luta continua…

A festa do título portista (mais um!) foi pouco mais do que isso. Os dragões defrontaram um Alverca modesto mas divertiram-se com técnicas de porrada orientais, que o português comum não compreende lá muito bem. Vejam lá que o FC Porto tentou, primeiramente, derrubar a baliza de Yannick com remates ao poste! Dá para acreditar? Lá acabou por marcar um golito mas isso não foi motivo de festa assim tão grande como se possa pensar. Longe disso, sobretudo se compararmos esse momento à entrada em ringue do tal Ninja, um peso-pesado do desporto, que até seguiu as pisadas dos colegas na tentativa de mandar a baliza dos visitantes abaixo.
Mas como o dia era de festa Carlos Alberto lá acabou por fazer uma demonstração do novo golpe, desconhecido do público nacional. Uma patada que quase deixou o adversário KO e que lhe valeu uma desqualificação precoce. O júbilo dos espectadores e do plantel portista seguiu os trâmites legais, num dia de grande apoteose pela conquista de mais um troféu!

Em quatro provas disputadas o piloto alemão da Ferrari soma outras tantas vitórias. Desta feita venceu em San Marino. No pódio, teve a companhia de Button e Montoya respectivamente. O piloto britânico até tinha alcançado (surpreendentemente) a "pole" para este Grande Prémio, mas não conseguiu suster o poderio do alemão da Ferrari que conquistou com relativa facilidade o 1º lugar.
A grande questão, neste momento da época, é perceber se alguém fará frente à equipa italiana. E essa é uma missão muito complicada, tendo em conta as prestações dos monolugares vermelhos que, aliados a uma equipa de luxo, não deixam grandes hipóteses à concorrência.

Guillermo Coria venceu a final do Open de Monte-Carlo, confirmando a superioridade que veio exibindo durante todo o evento. O argentino derrotou, na final, o alemão Rainer Schuettler, pelos parciais de 6-2, 6-1 e 6-3. O novo Agassi foi bem sucedido num torneio que havia perdido, em 2003, para Juan Carlos Ferrero e assume-se como um dos principais candidatos à vitória na prova rainha da terra batida, Roland Garros.

Nos últimos anos, a política encarnada no que concerne à aquisição de jogadores não tem sido a melhor. Isto deve-se, em parte, às fugas de informação que o próprio Camacho já condenou, e que impedem o Benfica de trazer para o seu plantel muitos jogadores de qualidade. O triste fado dos encarnados parece repetir-se com o Henrik Larsson, que revelou à imprensa o interesse do conjunto português na sua aquisição. E, apesar desta feita o erro não ter sido cometido directamente por dirigentes da Luz, mais uma vez o preço (e exigências) do jogador vão, muito provavelmente, subir em flecha afastando qualquer possibilidade de contratação por parte do Benfica.
O empresário do jogador (que já teve problemas com o Benfica no caso Van Hooijdonk), mostra-se disponível para negociar e anuncia inclusive a vontade do sueco em reduzir o ordenado, por forma a facilitar a sua vinda para Portugal. Porém não me parece que isso vá acontecer, não porque seja uma contratação fora do alcance do Benfica, mas acima de tudo porque se voltaram a cometer erros inacreditáveis.

Um Benfica a meio gás foi suficiente para vencer a partida frente ao Estrela. O último classificado surgiu na Luz com o intuito de honrar a camisola, contudo a equipa de Camacho não permitiu grandes aventuras ofensivas aos estrelistas.
Os encarnados venciam já por 2-0, quando David reduziu. Contudo, Miguel com um golaço fez o 3-1 final.
A derrota do Sporting em Leiria deixa as águias a dependerem apenas de si para chegar ao segundo lugar da tabela. Por isso mesmo, o jogo de Alvalade avizinha-se escaldante e decisivo...

O Arsenal garantiu a conquista da Premiership este fim-de-semana. A equipa londrina empatou a dois no terreno do Tottenham e viu o Chelsea ser derrotado em St. James Park, ante o Newcastle (com Hugo Viana de início e no lance do 1º golo). O Arsenal está a jogar um futebol estonteante e ainda não perdeu na Liga Inglesa, o que constituiu um recorde. Estranho como não conseguiram superar o Chelsea na Champions! Parabéns Arsenal, pelo título e pelo bom futebol exibido.

O encontro desta noite, no (renovado) Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria, acabou com a vitória dos da casa sobre o Sporting por 1-0.
O resultado reveste-se de maior importância já que atribui o título (por antecipação) ao FC Porto, que acabou por festejar no hotel, aquilo que conquistou em campo (sem grande problema, diga-se).
Num jogo de fraca qualidade, com os leões em fase decrescente, sem garra e sem vontade, foi mais eficaz a União, com Alhandra (na foto) a alcançar o golo da vitória aos 49 minutos de jogo.
Aumenta a luta pela Liga dos Campeões, entre os rivais da 2ª Circular, que agora fica ao rubro... e por este andar ainda dá em reviravolta!

O FC Porto é o campeão nacional de 2003/2004. Os portistas garantem a conquista da Superliga GalpEnergia quando ainda têm 3 partidas para disputar. Em fase de contenção para as exigências da Liga dos Campeões, os dragões sagraram-se bicampeões sem precisar de jogar, uma vez que beneficiaram da derrota do Sporting em Leiria. Amanhã, o desafio com o Alverca é a primeira festa deste fim de temporada. O Quarto Árbitro deixa os parabéns ao campeão nacional.

A equipa de futsal do Benfica jogou esta tarde, no Pavilhão Torrejón Ardoz, em Espanha, a primeira mão da final da UEFA Cup.
O adversário era difícil e os encarnados complicaram em demasia. Isto porque, logo nos primeiros minutos o Boomerang Interviú conseguiu fazer três golos. A vantagem dos espanhóis permitiu-lhes espalhar toda a sua classe durante grande parte do tempo. O Benfica remou contra a maré e já nos minutos finais reduziu para 4-1.
O Pavilhão da Luz vai receber a 2ª mão desta final, que parece estar praticamente decidida tendo em conta a presença na equipa do Boomerang de alguns dos melhores jogadores do mundo.

O piloto da Bar-Honda conquistou, esta tarde, a primeira pole-position da sua carreira. Jenson Button vai partir do primeiro posto no Grande Prémio de San Marino. e vai ter Michael Schumacher a seu lado na primeira linha.
Quem agradece as prestações do Britãnico é a sua equipa, que nunca havia conseguido nenhuma "pole".

Guillermo Coria é o primeiro finalista do Open de Monte-Carlo, prova inserida na Tennis Masters Series. O argentino derrotou o russo Marat Safin, finalista do Estoril Open, na primeira meia-final da prova monegasca.
O novo Agassi, como tem sido descrito, venceu Safin em 3 sets, com os parciais de 6-4, 1-6 e 6-3. Um óptimo jogo de ténis que denuncia os momentos de formas dos dois tenistas, que têm estado em foco durante esta temporada. O jovem argentino sente-se particularmente bem em terra batida, piso que lhe permite explanar o seu jogo agressivo de fundo de court e a sua boa resposta ao serviço do adversário. A mobilidade de Coria é outro dos argumentos que permitem a comparação com o Kid de Las Vegas, já em fase final de carreira.
Safin voltou a deixar óptimos apontamentos e assume-se como candidato a Roland Garros. Apenas se lamenta que tenha quebras de concentração ao longo do encontro, o que ajuda a justificar a superioridade de Guillermo Coria, que encontrará na final o vencedor do encontro entre Carlos Moya (eliminou Chela) e Rainer Schuettler.

O destino tem destas coisas e, às portas de mais uma grande competição, há novamente um atleta luso apanhado nas malhas do doping. Apesar deste caso ter pouco em comum com aquilo que se passou com Kennedy em 2002, esta não deixa de ser uma situação incomodativa para os responsáveis federativos.
O lateral esquerdo incorre numa pena que pode chegar aos 2 anos de suspensão. Tudo isto depois de um controlo anti-doping positivo, em Fevereiro, após o jogo frente ao Moreirense. Na origem da situação pode ter estado um spray usado pelo lateral, que contém substancias proibidas por lei em atletas de alta competição.
O spray nasal usado por Rui Jorge é permitido, desde que, seja feita uma notificação nesse sentido. E a falha esteve precisamente aí, sendo que, Gomes Pereira já admitiu o erro dos responsáveis leoninos. Os especialistas na matéria também já adiantaram que a substância em causa não provoca alterações ao nível do rendimento do atleta.
Os dirigentes do Sporting não colocam sequer a hipótese de uma possível suspensão, e Rui Jorge mostra-se mesmo revoltado com toda a situação. A ver vamos se o atleta vai mesmo ser suspenso (algo que punha em risco a sua participação no Euro 2004).
Relembro que a 8 de Abril o Quarto-Árbitro noticiava a existência de casos de doping detactados pelo CNAD em 2004.

A arbitragem do Porto-Corunha foi demasiado má, tendo em conta a dimensão da partida. As duas equipas tinham, no final, razões de queixa de Markus Merk. André Viana dizia na sua crónica que o alemão "Expulsou Jorge Andrade de forma ridícula mas passou o restante tempo a penalizar o FC Porto". Não querendo ser tão radical, e pondo de parte as paixões clubísticas, diria que ao germânico faltou classe e... bom senso. Apesar de concordar, em parte, com as declarações de Scolari que defendeu Merk, na medida em que, os árbitros estão em campo para arbitrar e não para admitir brincadeiras entre amigos, acreditava que a UEFA pudesse dar um passo atrás e não castigar o exemplar atleta luso.
Contudo, isso não aconteceu e Jorge Andrade foi mesmo suspenso por um jogo, não marcando presença na 2ª mão da meia final frente ao Porto. É pena...

Nos jogos de ontem, a contar para a 1ª mão das Meias-finais da Taça UEFA, ficou tudo na mesma. O Newcastle empatou em casa com o Marselha a zero bolas, o mesmo resultado com que terminou o encontro entre os espanhóis do Villarreal e do Valência.
A eliminatória está a meio e estes resultados deixam tudo em aberto. No entanto, parece que a vantagem fica agora nas mãos das equipas que jogam em casa, estando o Valência à cabeça dos favoritos para suceder ao FC Porto na conquista da competição.
Para saber dentro de 15 dias.
Taça UEFA
Meias-Finais, 1ª mão
Newcastle 0-0 Marselha
Villarreal 0-0 Valência

A imprensa nacional volta à carga. As edições de hoje dos diários desportivos tornam a insistir no interesse de clubes ingleses na contratação de José Mourinho, treinador do FC Porto. A comunicação social britânica até diz que o técnico chega a Stamford Bridge no final da temporada, citando o próprio. O "diz que disse" é quem mais ordena nesta altura da época em que a cobiça é muita e passa, naturalmente, pelo staff e pelo plantel principal do FC Porto, semi-finalista da Liga dos Campeões. José Mourinho é um dos alvos mais apetecíveis, à semelhança do que já acontecera em 2003. Ainda assim, estou crente (e esperançado, confesso) que o treinador permaneça ligado ao FC Porto, pelo menos por mais uma temporada. Passo a explicar o porquê...
"Não saio daqui em litígio com o Presidente". Cito de cabeça, certo de que não falto à verdade de inúmeras declarações já feitas por José Mourinho. "É o meu último treinador", disse Pinto da Costa do técnico de 41 anos. Se o líder do clube e da SAD acaba de se candidatar a mais três anos de mandato, não me parece difícil deduzir que o futuro de Mourinho passa mesmo pelo Dragão!
Casa onde sempre disse que se sentia bem, apesar de ter, como é natural, sonhos. De Mourinho sabemos que é ambicioso e que nunca vira a cara à luta; diz que Inglaterra o atrai imenso mas que não desdenharia o futebol italiano, pela divergência de métodos de trabalho e de estilos de jogo. De Mourinho sabemos que será um treinador de elite, mais ainda do que actualmente; está destinado aos melhores e mais ricos clubes, está destinado aos grandes troféus!
Não esperem que o filho de Félix fique no Dragão durante toda a carreira. Mas esperem, benfiquistas e sportinguistas, que a próxima temporada passe depressa, pois ainda vão ter de levar com Mourinho e com o Porto de Mourinho por mais um ano. Pelo menos! Isto porque o treinador está bem onde está, já disse que quer e vai ficar e que nunca sairá deste clube se tal não for a vontade de Pinto da Costa. Colocada de parte a hipótese do Presidente ter perdido o juízo e o olho para o negócio, é por demais óbvio que Pinto da Costa não quer que Mourinho saia! E não se recandidataria se não tivesse plena certeza de que tal não acontecerá num futuro próximo... O resto é conversa para inglês! E com essa podemos nós bem, como já provamos esta temporada.

Juan Ignacio Chela, vencedor da edição de 2004 do Estoril Open, foi eliminado do Open de Monte-Carlo, torneio inserido na Masters Series. O argentino cedeu perante o espanhol Carlos Moya, após os parciais de 6-4 e 7-6. Safin continua em prova e joga, hoje, o acesso aos quartos-de-final com Alberto Martin, segundo representante da Armada Espanhola que atacou o principado.
Lleyton Hewitt não se deu melhor do que Chela, perdendo com o alemão Rainer Schuettler, 4º cabeça-de-série. Schuttler, que cedeu no Estoril logo na primeira ronda, precisou de três sets para despachar o australiano ex-número 1 do Mundo, com os parciais de 6-4, 3-6 e 6-4. Nalbandian e Henman também seguiram em frente, depois de terem vencido, respectivamente, Fabrice Santoro (6-3 e 6-2) e Nicolas Massu (3-6, 6-4 e 6-3).
Jogos de hoje:
M Safin (RUS) vs A Martin (ESP)
(5)C Moya (ESP) vs N Davydenko (RUS)
(3)G Coria (ARG) vs (7)D Nalbandian (ARG)
(6)T Henman (GBR) vs (4)R Schuettler (GER)

Os Denver Nuggets são a surpresa desta edição da NBA. Sem ninguém dar por eles, os Nuggets construiram uma equipa jovem e pouco experiente, mas cheia de vontade. Isso fez a diferença até agora. Ultrapassar os Timberwolves?! Isso já eram contas para outro rosário...
Com a análise aos Denver termina o percurso pelas 8 formações da Conferência Oeste a jogar os play-off. Faltam as equipas do Este, que começam a ser radiografadas a partir de segunda-feira e até à próxima sexta.
Não há muito a dizer sobre os Nuggets. Primeiro, porque ainda não se percebeu muito bem como é que um conjunto tão inexperiente tem conseguido tamanhas performances; segundo, porque ainda não se sabe se conseguirão manter o ritmo e criar dificuldades aos Wolves; terceiro, porque não se sabe se a surpresa terá continuação em 2004-2005.

O jogador mais experiente da equipa tem 11 anos de NBA mas o destaque vai, por inteiro, para Carmelo Anthony, o rookie que só não é o vencedor do prémio anual porque existe um fenómeno chamado LeBron James. Um puto de 19 anos que é sexto no ranking de pontos marcados, superando James, Nowitsky e Carter, entre muitos outros. Não é, definitivamente, para qualquer um! Carmelo (que saiu de Syracuse) joga a extremo, apesar de não ser um jogador muito alto. Mas que tem feito a diferença, lá isso tem.
Aqui fica o restante plantel dos Nuggets, treinados por Jeff Bzdelic:
Chris Andersen - extremo-poste
Carmelo Anthony - extremo
Jon Barry - base
Ryan Bowen - poste
Earl Boykins - base
Marcus Camby - poste
Michael Doleac - poste
Francisco Elson - extremo-poste
Voshon Lenard - base
Andre Miller - base
Nenê - extremo-poste
Rodney White - extremo

Os Houston Rockets estão de volta aos play-off da NBA. Cinco anos depois da última presença, a formação foi sétima classificada na dura Conferência Oeste, ganhando um lugar na fase crítica da temporada. A passagem às meias-finais de Conferência é que se assemelha mais complicada, dado o valor do adversário, os LA Lakers! Contudo, esta equipa parece estar apenas num processo de maturação, que até a pode levar a repetir os títulos de meados da década passada, quando pontificava o poste Hakeem Olajuwon!
Os Rockets vivem, hoje, essencialmente de duas unidades. Falo de Yao Ming, poste chinês de 23 anos, quarenta centímetros mais alto que o base Steve Francis. Yao é um ícone no Oriente e um óptimo meio de a NBA atingir o sempre apetecível mercado asiático. Não se pense, contudo, que Ming está nos Rockets para vender camisolas. Longe disso! A China e, principalmente, o Japão adoram a modalidade e os seus países já receberam, inclusive, alguns desafios da fase regular.
Falando de Yao enquanto jogador, não estranhemos os galardões que já recolheu. Vários vezes nomeado rookie da semana e do mês, Yao Ming acabou por não vencer o prémio relativo a toda a temporada em 2002-2003, perdendo-o para Amare Stoudamire. Contudo, alinhou de início no All-Star Game, fruto das imensas votações via Internet provenientes da China. Altamente solicitado para spots publicitários, Yao tem aparência implacável mas diz-se que é um jogador afável e brincalhão. Os grandes picos da curta carreira terão sido os encontros com Shaquille O´Neal, dos quais guarda boas e más recordações. Podia ser pior.

Steve Francis é um base de 26 anos que cumpre a quinta época na NBA. Não é muito baixo (1,91 metros) mas o seu estilo de jogo faz lembrar alguns craques pequenotes do passado, como Terry Bogues. Foi escolhido pelos Grizzlies no draft mas foi negociado para os Rockets, onde se tem imposto como um excelente condutor de jogo. Francis está no top do ranking das assistências mas também anda lá para cima na tabela de turnovers!
A restante formação do Rockets tem como alternativas para a posição base os nomes do veterano Mark Jackson, Cuttino Mobley e Mike Wilks. Jim Jackson e Eric Piatkowsky actuam como segundos-base, podendo igualmente jogar a extremo. Neste particular, as opções passam por Kelvin Cato, Bostjan Nachbar, Scott Padgett, Maurice Taylor e Clarence Weatherspoon, veterano jogador de 33 anos.
Resta acrescentar que o treinador é o jovem Jeff van Gundy.

Os Memphis Grizzlies fizeram história em 2004. Conseguiram marcar presença nos play-off da NBA, algo que acontece pela primeira vez na história dos Grizzlies. O sexto posto na Conferência Oeste foi, de certa forma, surpreendente mas vem de encontro ao que de bom vem sendo feito para os lados de Memphis.
Pau Gasol, basquetebolista espanhol, é o grande destaque destes Grizzlies. O extremo de 23 anos tem feito furor na Liga norte-americana e dá algumas esperanças à equipa de Hubie Brown. Os Spurs, esses, é que parecem um adversário demasiado duro de roer!
A formação de Memphis é constituída por gente jovem e ambiciosa. A maior parte dos atletas tem poucos anos de NBA, pelo que a carreira de Pau Gasol e companhia tem sido surpreendente. O catalão é mesmo a grande referência dos Grizzlies, à imagem do que vem acontecendo desde 2001. Foi logo rookie do ano, facto que deve ter desagrado aos Atlanta Hawks, formação que o seleccionou no draft. As habituais trocas de início de época acabaram por o levar para Memphis, onde tem dado nas vistas. Gasol é um extremo de 2,13 metros, bom concretizador e muito útil na luta pelas tabelas. Apesar disso, a tabela em que o espanhol surge melhor classificado corresponde aos lançamentos livres.

O plantel dos Grizzlies não tem nomes conhecidos do grande público. As alternativas para as posições de base são Shane Battier, Mike Miller, Earl Watson, Bonzi Wells e Jason Williams. Os extremos são, além de Gasol, Ryan Humphrey, Bo Outlaw (veterano e mais experiente do plantel) e James Posey. A posição de poste é assegurada por Stromile Swift, pelo grego Jake Tsakalidis e por Lorenzen Wright.
Hubie Brown, lançado para o basquetebol em 1955, vem do Niagara e é treinador dos Grizzlies. A NBA considerou-o, já no decorrer desta semana, o melhor técnico do ano! A ver vamos se tem a táctica para eliminar os San Antonio Spurs.

O quinto lugar na Conferência de Oeste foi um pouco decepcionante para os Dallas Mavericks. Nunca é fácil defrontar os Sacramento Kings, para mais quando se tem desvantagem do factor C – de casa! Apesar de estarem a perder por 2-0 (fruto das deslocações a Sacramento), os Mavs ainda podem ter uma palavra a dizer. Pelo menos é isso que esperamos de atletas como Dirk Nowitsky, Steve Nash e Michael Finley.
Os Mavs foram uma das surpresas da temporada passada, tendo cedido numa fase já adiantada dos play-off. Contudo, Nowitsky deixou promessa de regressar. Aliás, o insucesso, se assim lhe podemos chamar, dos Dallas passou, em muito, pela ausência do Flying German, que se lesionou logo no primeiro confronto com os San Antonio.
O alemão é a estrela do conjunto, que continua a estar muito bem servido. Contudo, é pelo extremo-poste que passa grande parte das esperanças da formação. Nowitsky jogou na Liga alemã até 1998, ano em que se transferiu para a NBA e para os Milwaukee Bucks. Pelo menos foi o que ditou o draft. Apesar disso, os Mavs conseguiram negociá-lo, o que fez com que o alemão de 20 anos alinhasse pelos texanos. Hoje Dirk está com 26 e é um dos melhores jogadores da competição, facto comprovável pelas posições que ocupa nas tabelas de pontos (7º) e ressaltos defensivos por jogo (8º). Um activo indispensável aos Mavericks, que confiam no jersey 41 para todas as missões dentro do campo. Óptimo defensor, Nowitsky tem imensa facilidade em atirar ao cesto, tanto de fora como no jogo interior.

Apesar da importância do Flying German, o valor dos Mavs não se fica por aqui. Foi, aliás, consideravelmente aumentado com a contratação do extremo de 28 Antoine Walker, ex-Boston. O jogador formado no Kentucky junta-se a nomes como Steve Nash e Michael Finley. O primeiro é um pequeno e versátil base, altamente combativo e que nunca dá uma bola como perdida. Não estranhemos se o virmos discutir um ressalto! Nash tem 30 anos e cumpre a sua oitava época na NBA. É um excelente condutor de jogo e um bom atirador, com elevadas percentagens em lançamentos de 3. Finley é um base-extremo de estatura considerável. Tem muita qualidade técnica e sabe lançar ao cesto. Não se distingue tanto quanto Nash na acção de assistir os companheiros mas é mais expedito nas penetrações e na discussão do jogo interior. A este leque de bons jogadores juntam-se os dois habituais postes. O veterano Shawn Bradley, com 2,30 metros, impõe muito respeito na luta das tabelas mas tem em Eduardo Najera um óptimo companheiro. Não sendo tão alto (tem pouco mais de 2 metros), Najera é altamente combativo e possui outros recursos técnicos de que Bradley não dispõe.
O restante plantel para atacar os play-off inclui os bases Marquis Daniels e Tony Delk, os extremos Josh Howard e Antawn Jamison, o extremo-poste Scott Williams e o poste Danny Fortson.
O mítico Don Nelson é o técnico dos Mavs. Nelson leva mais de 40 anos seguidos na NBA, primeiro como jogador, depois como dirigente e treinador. Uma figura rígida e brincalhona, Don Nelson é um dos treinadores mais carismáticos e admirados da Liga norte-americana de basquetebol. Vai na sétima temporada ao serviço dos Mavericks.

O mundo da fórmula 1 anda no mínimo agitado... A crise na McLaren-Mercedes levou à demissão do director da divisão de motores, Hans-Ulrich Maik. Esta é assim a primeira baixa numa equipa que soma apenas 4 pontos em três provas realizadas.
Quem anda igualmente inconformado é Montoya. O colombiano não compreende a vontade expressa pelo responsável máximo da FIA em reduzir a velocidade dos monolugares. Juan Pablo Montoya chega mesmo a afirmar que "não quer andar mais devagar, sendo que, quem tiver problemas em pilotar não deve andar na F1". Michael Schumacher e Mark Webber, representantes da associação de pilotos também não concordam com Max Mosley.

Já são conhecidos os eleitos de Carlos Dinis para o Campeonato da Europa de sub-17 a realizar em terras gaulesas. Como o Quarto-Arbitro já anunciou, a nossa selecção vai estar no grupo A, tendo a companhia da Áustria, Inglaterra e Ucrânia. Apesar dos lusos partirem para França como detentores da competição, Carlos Dinis não quer colocar a fasquia demasiado elevada e prefere afirmar que a sua equipa "fará o melhor que puder".
Aqui ficam os eleitos do seleccionador...
Boavista FC: Daniel Bastos, Gilberto Silva e Rui Gomes;
Belenenses: Sandro Moreira;
FC Porto: Bruno Moreira, Fausto Lourenço, Hélder Barbosa, João Pedro e João Pinhal;
SC Braga: Bruno Gama;
Benfica: Cristiano Gomes, João Fonseca, Pedro Correia e Ricardo Janota;
Southampton: Feliciano Condesso;
Sporting: André Marques, Paulo Renato e Rui Patrício

Os finalistas da edição de 2004 do Estoril Open estão em grande forma. Exemplo disso é a prova que vêm fazendo no Masters Series de Monte-Carlo. Safin já ultrapassou mais um adversário, depois de ontem ter arrumado com o bielorusso Max Mirny. O australiano Wayne Arthurs foi a vítima de hoje, pelo que Safin, que até vive no Principado, já está nos quartos-de-final, onde encontrará o espanhol Alberto Martin.
O russo até pode voltar a encontrar Chela na final do torneio, uma vez que o argentino está a discutir o outro lado do quadro principal masculino. Juan Ignacio joga hoje com Carlos Moya, quinto cabeça-de-série e especialista em terra batida.
Outros resultados de hoje:
Guillermo Coria - Andrei Pavel 4-6; 6-1; 6-4
Marat Safin - Wayne Arthurs 6-4; 6-2
Alberto Martin - Agustin Calleri 6-3; 3-6; 7-6
Nikolay Davidenko - Ivan Ljubicic 6-2; 6-2
Jogos a disputar ainda hoje:
Fabrice Santoro - David Nalbandian
Lleyton Hewitt - Rainer Schuettler
Tim Henman - Nicolas Massu
Carlos Moya - Juan Ignacio Chela

Já foi divulgada a convocatória da selecção portuguesa para o jogo amigável com a Suécia, a disputar dia 28 deste mês em Coimbra.
Luís Felipe Scolari, o (contestado) seleccionador nacional, optou por não convocar jogadores do FC Porto para o encontro. Desta forma, Felipão respondeu favoravelmente aos apelos dos responsáveis portistas, que tinham enviado uma carta a solicitar a dispensa dos atletas do clube devido ao compromisso dos Dragões na Liga dos Campeões.
Destaque para o regresso de Fernando Meira aos convocados (depois de alegados problemas disciplinares), e para a chamada de Hélder Postiga e Hugo Viana.
Lista de convocados em mais...
Lista de 20 convocados:
Guarda-redes: Ricardo e Quim.
Defesas: Miguel, Beto, Fernando Couto, Fernando Meira, Jorge Andrade e Rui Jorge.
Médios: Tiago, Petit, Rui Costa, Frechaut e Hugo Viana.
Avançados: Pauleta, Nuno Gomes, Simão, Figo, Cristiano Ronaldo, Boa Morte e Hélder Postiga.

João Sanches assina o comentário da secção Sporting do jornal OJogo. Já sabia da nossa tendência para aceitar o que vem de fora, por muito mau que possa ser. Não estava era preparado para ler a página 12 da edição de hoje do jornal desportivo. Diz João Sanches: "Errar é humano. Problemático é quando se erra sistematicamente para um dos lados, seja por que motivos for, criando-se de forma automática cenários intrincados e especulativos. A arbitragem do alemão Markus Merk no FC Porto-Corunha esteve longe de ser exemplar e prejudicou ambas as equipas, mas pelo menos pareceu honesta. É essa a diferença."
Invertendo a lógica da "mulher de César", aos árbitros e jornalistas não lhes basta parecer sérios (e já agora honestos)! É preciso que o sejam, de facto. Markus Merk esteve longe de o ser, com claro prejuízo para os portistas. João Sanches também não o foi, para seu próprio prejuízo e para prejuízo da classe jornalística nacional.

Será preciso dizer muito mais? Na ressaca de um FC Porto - Deportivo, os dois maiores diários desportivos nacionais optam pelo cinzentismo, pelo negativismo, pelo diz que disse. Afinal de contas, ter uma equipa portuguesa nas meias-finais da maior prova mundial de clubes é altamente vulgar!

Hoje, em Portugal, jogou-se uma meia-final da Liga dos Campeões, a maior prova internacional de clubes. A 1ª mão da eliminatória opôs o FC Porto ao Deportivo la Coruña… e a Markus Merk, árbitro designado para o encontro! Surpreendido? Só se não se recordar da penúltima deslocação dos portistas a Madrid!
O alemão quis ser protagonista do encontro e conseguiu-o. Expulsou Jorge Andrade de forma ridícula mas passou o restante tempo a penalizar o FC Porto. Os dragões não fizeram propriamente o melhor jogo da época mas não mereciam uma arbitragem tão fraca e tão sem classe. A inspiração e a sorte não acompanharam os portugueses mas a equipa de José Mourinho fez por alcançar algo mais, ante um Depor que veio fazer o seu jogo, limitando-se a acções defensivas. Foi bem sucedido na tarefa mas não pode sair contente do Dragão. Afinal, ninguém ganhou nada ainda. E este Porto não é flor que se cheire, muito menos quando se sente injustiçado!
O empate entre FC Porto e Deportivo seria encarado com a maior das naturalidades se resultasse de circunstâncias normais. Assim não aconteceu! O optimismo continua a reinar entre os portistas, até porque ainda não sofreram qualquer derrota fora de casa na corrente edição da Champions. O Depor não tem, por isso, qualquer razão para se sentir mais favorito do que os dragões.
Os espanhóis vieram fazer o seu jogo. Saíram com o que queriam, fruto de uma conduta forte e feia, a roçar o anti-jogo. Uma conduta legítima, no entanto, e que não justifica o fraco rendimento dos da casa. O Super Depor foi ultra-defensivo e teve em Markus Merk alguém que colaborou com o seu estilo de jogo. A actuação dos espanhóis deve ter motivado a inveja do staff boavisteiro, tal a eficácia com que levaram a cabo a sua tarefa defensiva. O onze inicial foi o esperado, num esquema já aqui desmontado logo após o Depor – Milan.
O FC Porto também não surpreendeu ninguém, aparecendo com os elementos e a estrutura habituais na Liga dos Campeões. A vontade portista era imensa mas esbarrava na organização adversária e na arbitragem tendenciosa do árbitro da partida. Desde o primeiro minuto que Merk estragou a partida, normalmente em pequenas coisas que, juntas, irritavam os jogadores e os adeptos. No meio de tudo isto, alguns erros mais grosseiros, como a não marcação de algumas faltas claras, mormente de uma grande penalidade clara a punir falta sobre Marco Ferreira.
A sorte também não acompanhou os dragões, que viram as suas poucas oportunidades sair goradas. A mais flagrante terá sido a bola na barra, após remate de Maniche, à Maniche. A fluidez do jogo azul e branco deixava algo a desejar, uma vez que estava demasiado dependente de Deco, Carlos Alberto e Maniche, quase sempre bem marcados pelo adversário. O russo Alenitchev esteve ausente da partida, nunca sendo capaz de fazer mexer o futebol portista.
Por outro lado, as incursões ofensivas dos laterais também deixaram a desejar, sendo que Paulo Ferreira nunca foi o jogador moderno a que nos habituou. Num jogo muito discutido ao centro, a exploração dos flancos poderia ter sido decisiva. Contudo, o FC Porto denotou sempre alguma dificuldade em explorar este tipo de jogo, por maior que fosse a vontade.
Mourinho promoveu, como tal, algumas alterações para o segundo tempo. Costinha pareceu tocado logo nos primeiros minutos, pelo que foi rendido por Pedro Mendes. Já Alenitchev foi substituído por Jankauskas, que alargou a frente de ataque e devia disponibilizar mais alternativas na discussão do jogo aéreo e na oferta de outro tipo de soluções para os movimentos ofensivos. Soluções que McCarthy nunca conseguiu oferecer, cedendo o seu lugar a Marco Ferreira a meio do segundo tempo.
Contudo, os gritantes erros de Merk e sus muchachos sucediam-se, sempre em prejuízo do FC Porto. Como quem não quer a coisa, lá acabou por expulsar Jorge Andrade, entendendo como agressão um simples cumprimento! Afinal sempre havia trazido o cartão encarnado, o mesmo que ficou no bolso quando Mauro Silva agarrou um portista, quando já tinha visto o amarelo.
Nada está decidido! O FC Porto sabe-o e o Depor deve ter isso em consideração, sob pena de ser surpreendido. Dia 4 de Maio, na Corunha. É essa data e o local que ditará o primeiro finalista da Liga dos Campeões 2003/2004. Ah! Pormenor importante: o árbitro será outro, com mais classe seguramente. Só assim se verá quem é mais forte…

No próximo sábado a equipa de futsal do Benfica joga a primeira mão da final da UEFA Cup. Esta é somente a mais importante competição da modalidade a nível de clubes. A primeira parida será disputada em Madrid com os encarnados a receberem o Boomerang Interviú no derradeiro jogo.
Mas a menos de uma semana da final, muitos serão aqueles que se questionam acerca do verdadeiro valor dos espanhóis. Aqui ficam algumas informações acerca do finalista da UEFA Cup...
Ora, para quem está menos atento a estas andanças do futsal, dizer que o Boomerang já esta época dilacerou os encarnados por 5-0 na Copa Ibérica seria suficiente para espelhar a capacidade do conjunto espanhol. Não obstante essa situação, e até porque não há jogos iguais, convém olhar para o plantel e historial do conjunto orientado por Jesús Candelas para podermos perceber melhor o seu valor.
A equipa que no próximo sábado vai jogar frente ao Benfica, conta com alguns dos melhores jogadores do mundo. O actual campeão espanhol, para além de ter nas suas fileiras a espinha dorsal da selecção espanhola, conta ainda com o precioso contributo de um dos melhores jogadores da actualidade... o brasileiro Schumacher. Com um palmarés individual absolutamente invejável, ao número 8 falta-lhe apenas o título de Campeão do Mundo (quase o conseguiu na Guatemala em 2000) e a UEFA Cup.
Falando do clube, o palmarés do Boomerang fala por si mesmo: 14 Campeonatos da Liga; 6 Supertaças de Espanha; 7 Taças de Espanha; 1 Taça Europeia (em 90/91, ou seja ainda num outro formato e fora da égide da UEFA); 1 Taça Ibérica; 5 Taças da Com. de Madrid. A este conjunto pouco falta ganhar... Apesar disso, no próximo sábado, vai ter pela frente um Benfica que pode fazer história e vingar a pobre participação do Sporting na UEFA Cup do ano transacto.
A nível interno, o Boomerang Interviú procura revalidar o título do seu País, sempre com o Playas a perseguir a equipa de Jesús Candelas. Só esta época a "armada espanhola" já ganhou a Supertaça de Esapanha, a Taça de Espanha e a Taça Ibérica (frente ao Benfica). Por tudo isto, julgo estar encontrado o favorito à vitória na "Liga dos Campeões" de futsal. Até porque, Portugal e Esapanha têm realidades bem diferentes no que diz respeito a esta modalidade.

As equipas que terminaram a fase regular nas primeiras posições e que beneficiam do factor casa na discussão pela passagem à fase seguinte dos play-off da NBA têm tirado partido da condição de visitados.
Lakers, Spurs, Pacers, Nets e Kings venceram a segunda partida no seu terreno, à semelhança do que haviam feito no fim-de-semana. Aqui ficam os resultados da segunda jornada da ronda inaugural dos play-off de 2004.
L.A. Lakers vs Houston 98-84 (2-0)
San Antonio vs Memphis 87-70 (2-0)
Indiana vs Boston 103-90 (2-0)
New Jersey vs New York 99-81 (2-0)
Sacramento vs Dallas 83-79 (2-0)

No início desta temporada de Fórmula 1, a McLaren-Mercedes depositava grandes esperanças no novo MP4/19. Contudo, até ao momento, tem prevalecido o poderio da Ferrari, que promete (mais) uma época de sucesso.
Norbert Haug (patrão da Maclaren-Mercedes) tenta encontrar as razões para os resultados menos bons da equipa, admitindo, que o seu conjunto tentou dar um passo de gigante ao desenvolver o novo monolugar, não negando que foram cometidos erros pelos quais tem pago ao longo dos grandes prémios já disputados.
Haug acaba mesmo por reconhecer que a McLaren-Mercedes não está ao nível da Ferrari, estando por agora condenada a ser apenas uma equipa de topo, que lutará pelos primeiros cinco lugares do campeonato. Na realidade, a Ferrari e mais propriamente a sua dupla de corredores não têm dado qualquer hipótese à equipa de Haug, que vê a williams a ocupar o lugar que à partida estaria destinado á sua formação sua formação - ser a sombra da Ferrari entenda-se...
Em dia de FC Porto - Deportivo pode ser importante recordar as linhas que o Quarto Árbitro escreveu após a eliminação do AC Milan. A equipa espanhola analisada ao pormenor...

O brilhante trabalho do técnico portista só podia culminar em assédio dos maiores clubes europeus. O Chelsea parece ser um dos destinos prováveis para José Mourinho, que pode, em Inglaterra, atingir o topo da sua carreira ao orientar um dos melhores clubes europeus.
A possível saida do treinador portista, aliada às criticas de Ranieri ao seu Presidente formaram uma conjuntura algo temida para os lados do Dragão. Pinto da Costa admite mesmo fazer uma exposição ao órgão máximo do futebol mundial para por fim ao assédio dos londrinos ao "Menino do Dragão".
Na base de toda a indignação de Pinto da Costa está um pseudo-encontro, em Vigo, entre Abramovich, Jorge Mendes e Mourinho. O último não esteve presente e Mendes fala apenas no interesse em jogadores. Apesar disso, Pinto da Costa joga pelo seguro...

Os Sacramento Kings são a quarta equipa a ser analisada neste conjunto de posts referentes às 16 formações que discutem aos play-off de 2004 da NBA. Foram, precisamente, quartos na Conferência Oeste, classificação que esconde uma brilhante prova e que levou a que os Kings fossem, até fase bem avançada, os primeiros da sua Divisão. Os Sacramento foram, inclusive, a segunda equipa a garantir o acesso aos play-off. Um óptimo conjunto de jogadores que tem tudo para discutir as rondas finais e, porque não?, vencer a competição. Seria a primeira vez!
Os Sacramento Kings têm crescido a pulso nos últimos anos. Sempre foram uma das equipas mais fraquitas da Liga mas o destaque assumido nos últimos tempos nãp acontece por acaso. Recordo que os Kings eram uma das melhores formações da época transacta mas não terão chegado mais longe em virtude da lesão de Chris Webber. Ainda assim, todos nos recordamos da luta que os Sacramento ofereceram aos Mavericks de Dirk Nowitsky, que só eliminaram a equipa de Rick Adelman no sétimo e decisivo jogo.
Os Kings têm um leque de excelentes jogadores, dos quais seria destacar apenas um. Como tal, vamos alargar o estatuto de estrela da companhia a um trio. De facto, Chris Webber, Mike Bibby e Predrag Stojakovic merecem o destaque do Quarto Árbitro.
Webber é um potente extremo de 31 anos, que cumpre a 11ª temporada na NBA. Está em Sacramento desde 1998 mas começou ao serviço dos Golden State, onde jogou uma temporada. Passou depois pelos Washington Wizards, donde saiu para a formação do Oeste. O jersey 4 de Sacramento tem 2,08 metros mas é extremamente possante na luta das tabelas e no jogo interior. Um enorme trunfo para os Kings, que complementa as características das outras duas estrelas.

O sérvio-montenegrino Peja Stojakovic é o melhor atirador da Liga, o melhor na conversão de lances livres e o segundo classificado na tabela de pontos por jogo. Números que dizem bem da importância do jogador de 26 anos no esquema da sua equipa. Peja lança bem de qualquer lado mas a eficácia alcançada nos tiros de três pontos é altamente útil a qualquer equipa. Peja está nos Kings e na NBA desde 1998, tendo actuado, antes disso, na Liga grega de basquetebol.
O base Mike Bibby é um dos melhores atletas neste posto específico. Tem apenas 25 anos e 185 centímetros mas a sua influência no jogo da equipa é enorme. É o condutor de jogo, tem altos níveis de concretização no jogo exterior e consegue óptimas penetrações para um jogador da sua estatura. Não tem medo das tabelas e faz das assistências uma das suas principais qualidades.
Rick Adelman é o técnico dos Kings, que têm outros trunfos no plantel. Um deles é o poste Vlade Divac, ex-Lakers. A perda de Turkoglu para os Spurs não parece ter deixado sequelas, não faltando alternativas ao extremo turco. Rodney Buford, Doug Christie, Brad Miller, o rookie Darius Songaila e Gerald Wallace podem fazer esse posto. Bobby Jackson é alternativa a Bibby, tal como Anthony Peeler. Jabari Smith é o outro poste dos Kings.

Na entrevista concedida ao Quarto-Arbitro, António Sousa falou com alguma prudência acerca do seu futuro. Na altura, o técnico sublinhou o carinho que nutre pela massa associativa do Beira-Mar, mas não fechou a porta a uma possível saída. Passadas algumas semanas, o sanjoanense anuncia a sua não permanência no clube auri-negro. O treinador reveste o seu discurso com um enorme manto de cautela e respeito pelos sócios, apesar de ser notória a falta de entendimento com Mano Nunes. Neste momento, o treinador que dedicou quase uma década ao clube aveirense e o seu Presidente, estão a caminhar em sentidos opostos, sendo certo, que o futuro de António Sousa não passa por Aveiro.
Ao Quarto-Arbitro, Sousa falou em alguns dos motivos que podiam ter estado na base do decréscimo de produção da sua equipa na segunda volta da Superliga, contudo, fala agora de mais motivos que prefere não revelar...
Depois de um inicio de temporada prometedor, o Beira-Mar acaba a época a meio da tabela, com problemas no novo Estádio e... sem treinador para 2004/05. É pena...

O circuito ATP não pára e esta semana não é excepção. Ainda se apanham as canas do Estoril Open e já se joga o Open de Monte-Carlo, inserido na série Masters. É o terceiro evento de um lote de nove, primeiro fora de solo americano e em terra batida. O vencedor de 2003, Juan Carlos Ferrero, já caiu, não podendo defender o título conquistado ante Guillermo Coria. Uma fase menos feliz do vencedor de Roland Garros, que também já havia cedido nas primeiras rondas do Open da Comunidade Valenciana, que também vencera na passada edição. O compatriota Alex Corretja foi o carrasco do "mosquito".
O torneio de Monte-Carlo tem um quadro de 64 tenistas e um prize money a rondar os 2 milhões e 500 mil euros. Muito aliciante para jogadores como Safin e Chela, que nem tiveram tempo para descansar da semana que passaram no Estoril. O russo precisou de 3 sets para despachar o francês Olivier Rochus, enquanto Chela confirmou o bom momento contra um adversário tradicionalmente complicado. 6-4 e 6-3 foram os parciais na vitória sobre Paradorn Srichapan.
O Quarto Árbitro vai continuar a acompanhar o torneio que não conta com Andy Roddick. O norte-americano estava designado para cabeça-de-série nº1 mas foi-lhe sugerido que não participasse na prova, uma vez que se encontra a recuperar de uma lesão.

O AS Mónaco continua a sua caminhada triunfal rumo à final da Liga dos Campeões. Na primeira mão da meia-final, disputada ontem no Estádio Luís II no Mónaco, a equipa monegasca bateu os (favoritos) ingleses do Chelsea por 3-1.
Apesar da vitória ter sido alcançada no último quarto de hora da partida, os franceses mostraram que têm uma palavra a dizer, sobretudo após terem sido dados como derrotados à partida pela constelação de estrelas do clube de Londres.
A 2ª mão, que se disputa dentro de 15 dias, mostrará quem estava enganado... a ver vamos!
Meias-Finais da Liga dos Campeões
1ª Mão, 20 de Abril de 2004
Estádio Luís II- Mónaco
Mónaco 3-1 Chelsea (Prso, Morientes e Nonda),(Crespo)

Os San Antonio Spurs são os actuais campeões da NBA. Uma proeza que repetiram em 2003, quatro anos depois do primeiro título da formação californiana. A importância de Tim Duncan foi, na altura, enorme, à semelhança do que aconteceu na época passada, à semelhança do que pode vir a acontecer esta temporada. Os adversários esperam que não mas os Spurs estão, inevitavelmente, no rol de favoritos à vitória final.
Os Spurs já não têm a referência David Robinson. O veterano poste abandonou a longa e recheada carreira na passada temporada e deixou Tim Duncan órfão. Órfão do parceiro com que formava as “torres gémeas”. A torre Robinson caiu, caiu de pé! Ficou Tim Duncan, um fantástico atleta que começou tarde para o basquetebol, pois sempre pensara ser nadador. Perdeu-se um nadador, ganhou-se um enorme basquetebolista. O jersey 21 já venceu o MVP da fase regular por duas vezes e ganhou idêntico galardão pelas prestações nas finais de 1999 e 2003.
Aos 27 anos, o extremo-poste de 2,13 metros pode gabar-se de ser o segundo jogador eleito para o cinco ideal e para o cinco-defensivo ideal das suas seis primeiras épocas na NBA. O outro havia sido, imagine-se, David Robinson. Foi rookie do ano em 1998 e MVP do All-Star Game em 2000.
Um currículo impressionante para quem só entrou na NBA aos 21 anos, logo como primeira escolha dos San Antonio Spurs no draft de 1997. Jogador fulcral na manobra da equipa, Tim Duncan é ainda elogiado pela dedicação à modalidade e pela aversão ao vedetismo que destrói as carreiras de tantos atletas. A sua média de pontos situa-se 22.3 mas sobe para 24.5 quando se fala em play-off. Consegue, também em média, 12.4 ressaltos por jogo. A grande esperança dos Spurs.

Que não vivem só de Duncan. Se a perda de Robinson parecia terrível, confirmação tem sido a palavra de ordem em 2003/2004. Neste particular, sobressaem os nomes de Tony Parker e Emanuel Ginobili. O francês de 21 anos cumpre a sua terceira época na NBA, tendo-se revelado fundamental já na época transacta. Um base frequentemente criticado, ou não fosse ele francês, mas extremamente útil. As suas prestações chegam a ser fabulosas, tal a importância de Parker no jogo da equipa e na condução das acções ofensivas. Um óptimo atirador que não se tem medo de assumir riscos, mesmo através de penetrações.
Manu Ginobili é argentino, tem 25 anos e cumpre a segunda temporada no melhor basquetebol do Mundo. Também actua a base e tem sido muito importante nesta temporada. Reflexo do progresso da modalidade no seu país, Ginobili não se deixa levar por pressões e tem respondido nos momentos críticos da sua equipa. Uma certeza que deve responder positivamente neste play-off.
Os Spurs fizeram duas importantes concretizações para a época em curso. Falo do experiente Robert Horry e do talentoso Hidayet Turkoglu. O ex-Lakers leva 11 anos de NBA e é um extremo atirador que pode ser muito útil durante os play-off. Quebrou uma longa ligação com a equipa de LA mas não se pode sentir defraudado pela mudança para San Antonio. O jovem Turkoglu provém dos Sacramento Kings. Tem nacionalidade turca e é um dos poucos atletas árabes na liga norte-americana. Pode ser extremo mas prefere actuar como segundo base. É um jogador alto e, como tal, muito útil no chamado jogo interior e na luta das tabelas.
Os rookies Matt Carroll e Alex Garcia (brasileiro) não foram inscritos para o play-off. Contudo, o leque de opções ao serviço dos Spurs é extraordinariamente vasto. O extremo-base Bruce Bowen é um atirador sempre útil, tal como o esloveno Radoslav Nesterovic, habitual poste do cinco inicial. O extremo Malik Rose também é bastante utilizado, sendo um dos mais valiosos “sextos” jogadores da NBA.
Sobram os nomes de David Brown (base-extremo), Jason Hart (base), Sean Marks (extremo-poste), Charlie Ward (base) e do veterano Kevin Willis (extremo-poste).
O treinador é Gregg Popovich, uma figura carismática da história da competição mas que tem sabido conduzir os Spurs a um lugar de destaque na NBA. Curiosidade é o facto de Popovich ter na sua equipa técnica um nome bem nosso conhecido. Mario Elie é treinador-adjunto, lugar que passou a ocupar assim que abandonou a carreira de jogador. Foi campeão em 1999, alguns tempos depois de ter brilhado em Portugal. Elie jogou, se a memória não me atraiçoa, na Ovarense.
Tal como já foi noticiado aqui, está em marcha a “Operação Apito Dourado”, investigação da Polícia Judiciária, junto de alguns intervenientes do futebol português.
À cabeça está o Major Valentim Loureiro, presidente da Liga de Clubes de Futebol (e da Câmara de Gondomar, e administrador do Metro do Porto, e...), que foi detido para interrogatório, juntamente com outros 15 suspeitos do crime de tráfico de influências na arbitragem.
16 pessoas, entre dirigentes desportivos e árbitros de futebol, foram detidas pela PJ por serem suspeitos de “crimes de falsificação de documentos, corrupção no fenómeno desportivo e tráfico de influências”.
As investigações abrangeram todo o país (de Bragança a Setúbal, sobretudo na zona Norte), envolvendo rusgas policiais (à sede da FPF e às instalações do SC Braga e da Naval 1º de Maio) e interrogatórios a cerca de 60 indivíduos.
Estas investigações incidem principalmente em jogos da 2ª Divisão B (liderada pelo SC Gondomar, clube da cidade presidida por Valentim Loureiro) e em algumas equipas da 2ª Liga. No entanto, fontes próximas da PJ adiantam que este é apenas o início da investigação, que se extenderá a outros clubes e à principal Liga do futebol nacional.
A apreensão tomou conta do (já muito sombrio) futebol português, e algumas personalidades mostraram-se muito cautelosas nos comentários à situação. O Primeiro Ministro preferiu não comentar, tal como a Ministra da Justiça, e Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, mostrou-se surpreendido com o decorrer das investigações. Também José Lello (conhecido adepto boavisteiro) confessou estra surpreendido, mas afirmou que as investigações são “um sinal positivo para a transparência no futebol português”.
Em causa está a imagem do país,e do futebol português, quando estamos a pouco mais de dois meses do início do Euro2004, que decorrerá no nosso país já a partir de Junho.

Os Lakers são uma formação histórica da NBA, competição que já venceram por 14 ocasiões (cinco delas com sede em Minneapolis). Estiveram doze anos sem vencer a melhor liga de basquetebol do Mundo mas voltaram à ribalta com Shaquille O´Neal e Kobe Bryant. Phil Jackson também terá a sua quota-parte no sucesso recente do Lakers, que renovaram ambições para esta temporada, depois de terem deixado o título de 2003 em San Antonio.
O gang de LA tem, agora, quatro temíveis cabecilhas. O Quarto Árbitro prossegue a sua análise às 16 formações que jogam os play-off deste ano. Senhoras e senhores… os Lakers!
Os Lakers estão de orgulho ferido desde os San Antonio Spurs os eliminaram dos play-off de 2003. Duncan e companhia puseram fim a uma série de três títulos consecutivos, que chegaram doze anos depois de Magic Johnson e das magníficas equipas que os de LA sempre tiveram. Nos anos 80, os clássicos da NBA opunham Lakers a Celtics, Magic a Larry Bird. De trás vinha Kareem Abdul-Jabbar, que passara pelos Bucks nos primeiros anos da década de 70. Por cinco vezes MVP da fase regular e por duas dos play-off, Abdul-Jabbar continua a ser o melhor marcador da história da NBA, com um total de 38 387 pontos.
Shaq e Kobe são os obreiros da ressurreição da mítica formação de LA. Seria injusto nomear um dos dois como a principal estrela da equipa, pelo que se impõe que nos centremos no percurso dos dois atletas. Shaq é um dos jogadores bem mais pagos da liga e já foi, por três ocasiões, MVP dos play-off. O poste de 32 anos foi o primeiro escolhido no draft de 1992, alinhando pelos Orlando Magic. Fez quatro épocas brilhantes em Orlando, sendo que 93-94 foi a época mais proveitosa de O´Neal no que concerne a pontos marcados (2 377). Apesar de tudo, os dólares de LA acenaram mais alto em 1996, apesar dos Lakers não estarem a passar por bons momentos.
Após três temporadas quase banais, o #34 disparou para uma época fantástica, levando os Los Angeles ao tão ansiado título. Acabou 2000 com 2 344 pontos e 1 078 ressaltos. Voltou a ser determinante nas duas épocas seguintes e, já esta temporada, foi o MVP do All-Star Game.
Kobe Bryant é o outro craque de LA. Tem 25 anos e cumpre a 8ª época ao serviço dos Lakers. Kobe tem uma história curiosa: foi 13º seleccionado no draft de 1996 e tinha tudo acertado para jogar nos Charlotte Hornets. Contudo, a equipa de LA propôs uma troca com o poste Vlade Divac, pelo que Bryant acabou por assinar pelos Lakers, a 11 de Julho de 96. Já foi MVP no All-Star Game e tem-se revelado fundamental nos êxitos que os “amarelos” têm alcançado. Foi ganhando o seu espaço na equipa e é insubstituível no esquema de Phil Jackson. Apesar de alguma instabilidade e exageros individualistas, a dedicação de Kobe é amplamente elogiada. O jersey 8 de LA tem um processo judicial em curso, por alegada violação a uma jovem de 19 anos, mas isso não tem afectado o seu rendimento. Pode ser um elemento decisivo nos play-off deste ano. Os Lakers querem acreditar nisso.
Apesar da importância de Shaq e Kobe, a equipa de LA tem vivido, igualmente, de outras individualidades. Nesse âmbito, a saída de Robert Horry fez um revés significativo, imediatamente colmatado com as aquisições de dois históricos da NBA. Falo de Gary Payton e de Karl Malone, veteranos atletas de 35 e 40 anos, respectivamente. “A luva” jogou pelos Supersonics desde 1990. Base perito no acto de assistir, Payton jogou pelos Bucks em 2002-2003, num negócio que envolveu Desmond Mason e que levou para Seattle Ray Allen, Kevin Ollie e Ronald Murray. Um craque este #20 de LA. Tal como “o carteiro”, alcunha do extremo que assinou pelos Utah Jazz em 1985. Duas vezes MVP da fase regular, Malone já cheirou o título da NBA por duas ocasiões, ambas ganhas por Jordan e pelos Bulls. O jersey 11 dos Lakers é o segundo melhor marcador de todos os tempos e persegue o recorde de Abdul-Jabbar. Já contabiliza 36 928 pontos.

O treinador Phil Jackson é outro dos trunfos de Los Angeles. Ligado ao período de ouro de Michael Jordan e dos Chicago Bulls, Jackson voltou ao trilho do sucesso em 1999, quando conduziu os Lakers ao primeiro de três títulos consecutivos. Além dos quatro já mencionados, o técnico tem ao seu dispor um vasto leque de bons jogadores. O veterano Horace Grant dispensa apresentações: já jogou com Shaq em Orlando, tem 39 anos e actua na posição de poste. Os rookies Brian Cook e Luke Walton, o leal Rick Fox, o novo craque Devean George, o ucraniano Stanislav Medvedenko e o jovem Jamal Sampson são opções para os lugares de extremo.
Derek Fisher é base, tal com Kareem Rush. Falta mencionar Byron Russell, atleta versátil que tanto actua como segundo base como a extremo.

Semana muito agitada por estas bandas. O Estoril Open monopolizou as atenções mas esta semana também foi decisiva para a Taça de Portugal em basquetebol. A final-8 jogou-se em Lisboa entre quinta e domingo. Campeões à vista no futsal e no andebol e feitos importantes dos portugueses num vasto leque de modalidades.
No ténis, Juan Ignacio Chela sagrou-se vencedor da 15ª edição do Estoril Open, único torneio nacional inserido no principal calendário da ATP Tour. O argentino já havia vencido o par masculino (com o compatriota Gaston Gaudio) mas não ficou satisfeito, arrebatando também o quadro de singulares. Uma final que teve uma curosidade: voltou a juntar um argentino e um russo (depois de Calleri e Davydenko). Desta vez ganhou o sul-americano.
A francesa Emile Loit venceu a prova feminina, derrotando na final a checa Iveta Benesova. O segundo título WTA da jogadora de 24 anos, que se havia estreado no primeiro lugar do pódio uma semana antes, em Casablanca.
Chela foi a grande figura da edição de 2004 do Estoril Open. Uma semana com muito e bom ténis, como tem sido habitual na competição organizada por João Lagos. O argentino superiorizou-se ao russo Marat Safin e venceu a final após três sets, com os parciais de 6-7 (com 2-7 no desempate), 6-3 e 6-3. O terceiro troféu ATP conquistado por um tenista de 24 anos que tem conseguido alguns resultados interessantes neste ano de 2004. Chela, que levou para casa qualquer coisa como 72 mil euros, foi mais consistente na partida final, aproveitando as quebras de concentração tão características em Safin. O russo voltou em 2004 após uma demorada lesão, foi finalista na Austrália mas voltou a denunciar os vícios que lhe tolhem a indiscutível capacidade técnica.
Uma competição marcada pelos afastamentos, por lesão, de Rafael Nadal e de Irakli Labadze. O maiorquino era um grande candidato a vencer o troféu mas a lesão que o tem apoquentado impediu-o de discutir um lugar nas meias-finais, precisamente contra o georgiano. Labadze, por sua vez, desistiu no primeiro set da partida de sábado, abrindo as portas da final a Marat Safin.
Florian Mayer, de 20 anos, será um nome a ter em conta para os próximos tempos. Fez um péssimo jogo contra Chela mas mostrou valor durante a semana, pelo que só se pode desejar que aumente os seus níveis de jogo e que apareça mais vezes nos principais quadros internacionais. Veio do qualifying. Também Richard Gasquet merece ser tido em conta. Cedeu ante Nadal mas deixou bons apontamentos para um miúdo de 17 anos. Eliminou Nicolas Massu, um dos favoritos à vitória final. O chileno foi uma das grandes desilusões, tal como o primeiro cabeça-de-série, Rainer Schuettler (na foto) e o vencedor de 2003, Nikolay Davidenko. Goran Ivanisevic era, para os mais desatentos, favorito. O croata está longe de outros tempos e jogou num piso que lhe é pouco familiar, não constituindo nenhuma surpresa a sua eliminação, logo na primeira ronda, aos pés de Rafael Nadal.
O quadro feminino, mais fraco, teve como vencedora Emile Loit. A francesa venceu a final pelos parciais de 7-5 e 7-6, relegando Iveta Benesova para uma honrosa segunda posição. Neuza Silva foi a primeira portuguesa a atingir a segunda ronda no quadro principal feminino.
Nem só do Estoril Open viveu a semana do ténis. Em Espanha, jogou-se o II Open da Comunidade Valenciana, ganho por Fernando Verdasco. Uma competição de e para espanhóis, o que explica o reduzido número de tenistas do país vizinho na 15ª edição do Estoril Open (só vieram dois – Nadal e Robredo). Numa final caseira, Verdasco impôs-se a Albert Montanes pelos parciais de 7-5 e 6-3. Uma competição que havia sido ganha, em 2003, por Juan Carlos Ferrero. O “Mosquito” tentou revalidar o troféu mas foi surpreendido pelo campeão, que não precisou de suar muito para bater o primeiro cabeça-de-série.
No basquetebol, o fim-de-semana foi de Taça de Portugal. O Pavilhão Atlântico, em Lisboa, voltou a receber a final-8 da prova, que teve o FC Porto como vencedor. A equipa do ex-treinador da extinta Portugal Telecom conquistou o segundo troféu da época. O título alcançado domingo junta-se à Taça da Liga e pode ser apenas a rampa de lançamento para o “big fish” da temporada: a Liga TMN. Recordo que a fase regular terminou na passada semana, sendo que os portistas passam aos play-off depois de terem sido primeiros. Relativamente à Taça de Portugal, os dragões derrotaram, no jogo decisivo, a Ovarense. Heshimu Evans foi decisivo durante todo o fim-de-semana e contribuiu com 28 pontos para a vitória portista por 97-88. O FC Porto chegou à final depois de ter derrotado o Sangalhos (97-68) e o Belenenses (101-95, após prolongamento), que por sua vez eliminara a Oliveirense (91-89, após prolongamento). A Ovarense afastou o CAB Madeira (82-66) e o Queluz (92-90, após prolongamento), que havia vencido o Seixal (107-75)
Na NBA, terminada que está a fase regular, os favoritos venceram os seus desafios na primeira partida dos play-off de 2004. A jogar em casa, as equipas melhor classificadas na fase regular ganharam vantagem na longa luta pelo acesso às meias-finais de conferência. O destaque vai para as dificuldades sentidas pelos Lakers na recepção aos Houston Rockets.
Conferência Este:
Indiana 104-88 Boston
New Jersey 107-83 New York
Miami 81-70 New Orleans
Detroit 108-82 Milwaukee
Conferência Oeste:
LA Lakers 72-71 Houston
San Antonio 98-74 Memphis
Sacramento 116-105 Dallas
Minnesota 106-92 Denver
No voleibol, a A1 feminina já tem campeão. O Sports Madeira derrotou, no terceiro jogo, o Boavista e sagrou-se vencedor da principal prova do calendário feminino. As meninas do Boavista até jogavam em casa mas não conseguiram suster a mais-valia das madeirenses, que venceram por 3-2 após os parciais de 25-20, 21-25, 20-25, 25-18 e 15-8. Se a competição feminina tem campeão, a A1 masculina ainda tem alguns contornos por definir. Se o Castelo já assegurou o título há algumas semanas, a indecisão mantém-se entre que fica na principal prova do voleibol português. O play-off de promoção à A1/A2 começou este fim-de-semana, com o Gueifães a vencer (por 3-1) a Académica de Espinho.
No andebol, o FC Porto tem o tricampeonato à vista, depois de ter humilhado o Sporting, segundo classificado, no passado domingo. A meio da semana jogou-se a 3ª jornada do Grupo A, com o Sporting a vencer o ABC (31-30) e assumindo o 2º lugar, isolado. FC Porto e Águas Santas também ganharam, sendo que os portistas superaram o Belenenses (24-21), enquanto os maiatos se safavam na deslocação à Madeira (20-26).
No fim-de-semana, contudo, o campeonato pode ter um rumo definitivo, com os dragões a derrotarem o Sporting por números pouco habituais. A equipa de Paulo Pereira vencia por 10 golos de diferença ao intervalo, pelo que o resultado final de 29-14 só pode ser surpreendente para quem não viu o jogo.
Péssimo fim-de-semana para os perseguidores do 1º lugar, que perderam. O ABC foi surpreendido na recepção ao Madeira SAD (22-23), enquanto o Águas Santas nada pôde fazer na deslocação a Belém (26-23).
Classificação do Grupo A (estão jogadas 4 de 10 jornadas):
1º FC Porto – 22 pontos
2 º Sporting – 18
3º ABC – 16
4º Águas Santas – 16
5º Belenenses – 14
6º Madeira SAD – 12
No hóquei em patins, os líderes cumpriram na abertura da Poule A, que vai decidir o vencedor de 2003/2004. Os de Barcelos superaram a sempre complicada deslocação a Oliveira de Azeméis, vencendo os locais por 4-2. No dia seguinte, os portistas golearam o Paço de Arcos por 9-3. O Juventude Viana – Portosantense foi adiado para o próximo dia 23.
1º Barcelos – 38 pontos
2º FC Porto – 34
3 º Oliveirense – 27
4º Portosantense – 26
5º Paço de Arcos – 25
6º Juventude Viana – 24
Nos desportos motorizados, decorreu a 4ª prova do Mundial de Ralis e começou o Mundial de Motociclismo. Neste último particular parece não haver grandes novidades. Valentino Rossi mudou de moto (deixou a Honda e assinou pela Yamaha) mas levou com ele as vitórias. Dominou todo o fim-de-semana e venceu, tranquilamente, o Grande Prémio da África do Sul. Rossi é líder da categoria MotoGP, seguido do compatriota Max Biaggi e do espanhol Sete Gibernau (ambos aos comandos de uma Honda).
Daniel Pedrosa voltou a vencer na categoria de 250cc, enquanto Andrea Divizioso terminou na 1ª posição a prova de 125cc.
No que concerne aos ralis, o campeão do Mundo venceu a prova neo-zelandesa e aproximou do grupo que lidera a prova. Ao volante de um Subaru Impreza WRC, Solberg foi mais forte que Marcus Gronholm (em Peugeot 307 WRC) e que Markko Martin, finlandês da Ford que lidera, agora, o Mundial. Isto porque o anterior comandante se quedou pela quarta posição na Nova Zelândia. Assim, Sébastien Loeb tem 25 pontos, menos um que Martin. Aparecem depois Gronholm, com 24, e Solberg, com 23. Tudo muito próximo portanto.
A Ford lidera, igualmente, a tabela de construtores, com mais 9 pontos que a Citroen, segnda classificada.
No futsal, os cinco primeiros ganharam mas o título está cada vez mais próximo de Alvalade. O Sporting vnceu o Pombal por 5-1, pelo que a goleada benfiquista na recepção ao Modicus (7-1) de pouco ou nada valeu. Os leões lideram com 67 pontos, mais 13 que o Benfica, segundo classificado. Duas vitórias separam o líder do título, quando apenas faltam disputar 6 jornadas.
Uma breve passagem por outras modalidades. Feito histórico para o triatlo nacional, com Vanessa Fernades (filha do ex-ciclista Venceslau Fernandes) a sagrar-se campeã da Europa. A prova decorreu em Valência e serviu para confirmar a presença directa da atleta nos Jogos Olímpicos de Atenas.
José Couto também garantiu a qualificação para as Olimpíadas, tornando-se no quinto nadador português a confirmar tal proeza. Aconteceu no Open de França, onde Couto se juntou aos já apurados Simão Morgado (100 mariposa), Pedro Silva (50 livres), Luís Monteiro (200 livres) e à jovem Diana Gomes (100 bruços).
No ciclismo, José Azevedo foi 31º na 4ª prova da Taça do Mundo, a Amstel Gold Race. O vencedor da competição foi Davide Rebellin. A Maia e Edo Bosch estiveram na Volta a Aragão, onde o espanhol cheirou a vitória em duas etapas, sendo superado pelo melhor sprinter da actualidade, Alessandro Petacchi. O vencedor da prova foi Stefano Garzelli.
A dupla Diogo Cayolla e Nuno Barreto terminou o Mundial de Tornado, em vela, na 15ª posição. A prova decorreu durante toda a semana em Palma de Maiorca e contou, igualmente, com Hugo Rocha e Luís Brito, dupla que se quedou pela 19ª posição.
O British Open, em judo, foi proveitoso para as cores nacionais. Pedro Dias, na categoria de -66 quilos, e João Pina, em -73, trouxeram medalhas de prata, feito igualado pela judoca Ana Monteiro.
No atletismo, António Pinto não terminou a Maratona de Londres, o que o afasta da Maratona olímpica. A solução poderá agora passar pelos 10 000 metros. Também Paulo Guerra, a correr a 1ª Maratona de Lisboa, esteve longe dos mínimos para Atenas.
Até para a semana!

A TVI noticiou esta manhã a detenção do Major Valentim Loureiro, por alegado envolvimento em tráfico de influências na arbitragem. O Presidente da Liga terá sido detido juntamente com mais 15 pessoas entre as quais Pinto de Sousa.
Esta é uma investigação da PJ iniciada há cerca de um ano.

Por razões que já aqui foram mencionadas, os redactores do quarto-arbitro viram-se privados de publicarem os seus posts ao longo do fim de semana. Por isso mesmo, só agora foi possivel reactivar a vida do blog. Dado o facto do jogo entre o Benfica e o Braga ter sido no sábado passado, aqui fica apenas uma breve noticia acerca do mesmo.
Os encarnados venceram por 3-0 (Miguel; Sokota e Simão) e realizaram uma agradável exibição. Com a derrota dos leões no Bessa, o Benfica depende apenas de si para chegar ao 2º lugar.

Juan Ignacio Chela sagrou-se vencedor da 15ª edição do Estoril Open, único torneio nacional inserido no principal calendário da ATP Tour. O argentino já havia vencido o par masculino (com o compatriota Gaston Gaudio) mas não ficou satisfeito, arrebatando também o quadro de singulares. Uma final que teve uma curosidade: voltou a juntar um argentino e um russo (depois de Calleri e Davydenko). Desta vez ganhou o sul-americano.
A francesa Emile Loit venceu a prova feminina, derrotando na final a checa Iveta Benesova. O segundo título WTA da jogadora de 24 anos, que se havia estreado no primeiro lugar do pódio uma semana antes, em Casablanca.
Chela foi a grande figura da edição de 2004 do Estoril Open. Uma semana com muito e bom ténis, como tem sido habitual na competição organizada por João Lagos. O argentino superiorizou-se ao russo Marat Safin e venceu a final após três sets, com os parciais de 6-7 (com 2-7 no desempate), 6-3 e 6-3. O terceiro troféu ATP conquistado por um tenista de 24 anos que tem conseguido alguns resultados interessantes neste ano de 2004. Chela, que levou para casa qualquer coisa como 72 mil euros, foi mais consistente na partida final, aproveitando as quebras de concentração tão características em Safin. O russo voltou em 2004 após uma demorada lesão, foi finalista na Austrália mas voltou a denunciar os vícios que lhe tolhem a indiscutível capacidade técnica.
Uma competição marcada pelos afastamentos, por lesão, de Rafael Nadal e de Irakli Labadze. O maiorquino era um grande candidato a vencer o troféu mas a lesão que o tem apoquentado impediu-o de discutir um lugar nas meias-finais, precisamente contra o georgiano. Labadze, por sua vez, desistiu no primeiro set da partida de sábado, abrindo as portas da final a Marat Safin.
Florian Mayer, de 20 anos, será um nome a ter em conta para os próximos tempos. Fez um péssimo jogo contra Chela mas mostrou valor durante a semana, pelo que só se pode desejar que aumente os seus níveis de jogo e que apareça mais vezes nos principais quadros internacionais. Veio do qualifying. Também Richard Gasquet merece ser tido em conta. Cedeu ante Nadal mas deixou bons apontamentos para um miúdo de 17 anos. Eliminou Nicolas Massu, um dos favoritos à vitória final. O chileno foi uma das grandes desilusões, tal como o primeiro cabeça-de-série, Rainer Schuettler (na foto) e o vencedor de 2003, Nikolay Davidenko. Goran Ivanisevic era, para os mais desatentos, favorito. O croata está longe de outros tempos e jogou num piso que lhe é pouco familiar, não constituindo nenhuma surpresa a sua eliminação, logo na primeira ronda, aos pés de Rafael Nadal.
O quadro feminino, mais fraco, teve como vencedora Emile Loit. A francesa venceu a final pelos parciais de 7-5 e 7-6, relegando Iveta Benesova para uma honrosa segunda posição. Neuza Silva foi a primeira portuguesa a atingir a segunda ronda no quadro principal feminino.
Nem só do Estoril Open viveu a semana do ténis. Em Espanha, jogou-se o II Open da Comunidade Valenciana, ganho por Fernando Verdasco. Uma competição de e para espanhóis, o que explica o reduzido número de tenistas do país vizinho na 15ª edição do Estoril Open (só vieram dois – Nadal e Robredo). Numa final caseira, Verdasco impôs-se a Albert Montanes pelos parciais de 7-5 e 6-3. Uma competição que havia sido ganha, em 2003, por Juan Carlos Ferrero. O “Mosquito” tentou revalidar o troféu mas foi surpreendido pelo campeão, que não precisou de suar muito para bater o primeiro cabeça-de-série.

Os favoritos venceram os seus desafios na primeira partida dos play-off de 2004. A jogar em casa, as equipas melhor classificadas na fase regular ganharam vantagem na longa luta pelo acesso às meias-finais de conferência. O destaque vai para as dificuldades sentidas pelos Lakers na recepção aos Houston Rockets.
Conferência Este:
Indiana 104-88 Boston
New Jersey 107-83 New York
Miami 81-70 New Orleans
Detroit 108-82 Milwaukee
Conferência Oeste:
LA Lakers 72-71 Houston
San Antonio 98-74 Memphis
Sacramento 116-105 Dallas
Minnesota 106-92 Denver

Os lobos de Minnesota são temidos por todas as formações da NBA. Foram primeiros na Divisão do Midwest e na Conferência Oeste e têm no seu conjunto aquele que é considerado o mais completo jogador da actualidade. Kevin Garnett é um fenómeno dentro e fora do recinto de jogo, celebrizando-se como um dos cinco desportistas mais bem pagos do Mundo.
Os Minnesota Timberwolves inauguram um espaço de análise às 16 formações que jogam, a partir de sábado, os play-off 2004 da NBA, o melhor basquetebol do planeta!
Tentemos não cair no erro de confundir os Minnesota com Garnett, se bem que tal seja extremamente difícil. O extremo de 28 anos é o principal motor dos Wolves e a maior ameaça para as equipas adversárias. A importância do jersey 21 é comprovável pelo facto de Garnett igualar, finda que está a fase regular da época, um feito apenas conseguido por cinco atletas na longa história da NBA. Com efeito, Kevin terminou a primeira metade da temporada como líder das tabelas de pontos e de ressaltos. Desde 1965-66 que ninguém conseguia tamanha proeza, pelo que os créditos de Garnett aumentaram consideravelmente.
Jogadores que terminaram a época regular na liderança das tabelas de pontos e ressaltos:
Epoca Jogador, Equipa Pontos Ressaltos
1954-55 Neil Johnston, Philadelphia 1,631 1,085
1955-56 Bob Pettit, St. Louis 1,849 1,164
1959-60 Wilt Chamberlain, Philadelphia 2,707 1,941
1960-61 Wilt Chamberlain, Philadelphia 3,033 2,149
1961-62 Wilt Chamberlain, Philadelphia 4,029 2,052
1962-63 Wilt Chamberlain, San Francisco 3,586 1,946
1965-66 Wilt Chamberlain, Philadelphia 2,649 1,155
2003-04 Kevin Garnett, Minnesota 1,987 1,139

Os Wolves têm números absolutamente fantásticos para quem nunca logoru, tão pouco, atingir uma final. Somaram 58 vitórias para apenas 24 derrotas, o que dá uma percentagem de vitórias que ronda os 70%. Apenas perderam 10 jogos em casa, onde venceram 31 partidas. Também em terreno alheio os Minnesota se têm dado bem, tendo apenas somado 14 derrotas. Um número reduzido para quem ganhou por 27 ocasiões.
Em duelos com formações da sua conferência, os Timberwolves têm 34 vitórias e 18 derrotas, um sucesso que suplanta, em larga escala, o escasso score de 14-10 quando defrontaram equipas da mesma divisão.
Os Minnesota são treinados, há já bastantes anos, por Flip Saunders e efectuaram importantes contratações para a corrente temporada. As mais importantes foram, sem dúvida, as de Sam Cassell e Latrell Sprewell. O base ex-Milwaukee, de 34 anos, tem 10 anos de NBA e tem-se revelado fundamental no esquema usado esta temporada. Sprewell provém de New York, onde brilhou ao serviço dos Knicks. É um base que também pode jogar a extremo, sendo que ocupa, não raras vezes, o papel de segundo-base na formação de Saunders. Isto quando Trenton Hassell não actua. O jovem de 20 anos cumpre a sua segunda temporada na NBA mas é presença assídua no 5 de Minnesota.
Kevin Garnett é o extremo-poste da equipa, com Ervin Johnson a ocupar a posição de poste. O veterano de 36 anos leva 10 anos de NBA. Ndubi Ebi é o rookie dos Wolves mas raramente actua no 5 inicial. Ocupa a posição de extremo. Fred Hoiberg (extremo-base), Troy Hudson (base), Mark Madsen (extremo), Darrick Martin (base), Oliver Miller (poste), Michael Olowokandi (poste), Wally Szczerbiak (base-extremo) e Gary Trent (extreme) são os restantes elementos do plantel dos Wolves.
Os Minnesota jogam, na primeira ronda, com os Denver Nuggets do rookie Carmelo Anthony. São favoritos para este confronto e têm a seu favor um factor que pode revelar-se determinante. Terão, se tal for necessário, mais jogos no seu terreno do que em terreno alheio. Uma séria ameaça para equipas como os Lakers, os Spurs ou os Kings!
Amanhã – Los Angeles Lakers

O FC Porto deve, no próximo domingo, confirmar a vitória na Superliga 2003/2004. Falta uma vitória para que tal se concretize e tudo indica que o Alverca possa ser o bobo da festa, a decorrer no próximo domingo no Estádio do Dragão. Isto se o Sporting deixar, ou seja, se não perder em Leiria, um dia antes.
Apesar da proximidade do título, os portistas voltaram a empatar, para mais a zero! Em cinco jogos os dragões perderam quase tantos pontos como no restante da época, revelando uma ineficácia ofensiva preocupante, sobretudo porque há uma meia-final da Liga dos Campeões para jogar. Contas de outro campeonato, até porque a Superliga deixou de ter grande história lá para cima.
A derrota do Sporting tirou intensidade ao Beira-Mar – FC Porto, permitindo que Mourinho utilizasse jogadores menos rodados. Tal opção retirou, igualmente, qualidade e entrosamento ao onze portista, favorecendo um jogo entre equipas com posições quase definidas. Os azuis e brancos tinham a vitória no pensamento mas o empate nem chega a ser um mal menor, uma vez que continua a permitir que a festa se faça no próximo domingo.
Assim sendo, o FC Porto juntou o útil ao agradável. Amealhou o ponto que lhe permite festejar para a semana e poupou pernas e esforços para o exigente desafio contra o Deportivo, marcado para quarta-feira. Jogou pouco, é verdade, mas voltou a desperdiçar oportunidades mais do que suficientes para ganhar.
A poupança conduziu Nuno à baliza, deixa a lateral-direita a Secretário e permitiu o regresso de Ricardo Costa. Bosingwa foi trinco, Ricardo Fernandes também teve lugar no onze inicial e até Marco Ferreira pôde voltar à competição, fazendo dupla de ataque com Maciel.
O Beira-Mar buscava a primeira vitória no novo estádio mas não passava indiferente ao mau momento que atravessa e que tem provocado algum mal-estar no grupo de trabalho. António Sousa não vai ficar para a nona época ao serviço dos aveirenses e admite problemas, embora não diga que ficou aborrecido por Mano Nunes insistir na utilização de Juninho Petrolina, médio brasileiro que tem protagonizado algumas situações caricatas, nada saudáveis para o balneário auri-negro.
Os visitados tiveram uma única ocasião de golo, logo aos dois minutos. O resto foi muito pouco. Jogou, claramente, para não perder, não se inibindo de optar, amiudadas vezes, por um futebol forte e feio. Em resumo, não beneficiou um espectáculo que envolvia duas formações que só tinham a ganhar.
O FC Porto assumia o jogo mas não se dava a grandes trabalhos para chegar às redes de Debenest. Ainda assim, foi criando situações q.b. para chegar ao golo e à vitória. Sem ter jogado grande coisa, o campeão nacional passou grande parte do desafio a assobiar para o lado, como se não fosse nada com ele. Nem as entradas de Deco, Paulo Ferreira e McCarthy abanaram com o jogo, quase sempre mal jogado.
Há que compreender as opções de Mourinho e a importância, apesar de tudo, do ponto ganho mas os adeptos portistas que pagaram mais de 20€ para assistir ao desafio mereciam um pouco mais. Contas com que o futebol profissional não se compadece. A festa, essa, está marcada. Domingo, 25 de Abril, a partir das 19:15!

No jogo de Sábado, no Bessa, viveu-se mais um episódio da, cada vez menos dignificante, novela do futebol português. O Boavista bateu o Sporting por 2-1, resultado de uma reviravolta ocorrida a dez minutos do final da partida.
No entanto, o resultado foi o que menos contou para a história da partida: Bruno Paixão (na foto) foi o nome mais falado no rescaldo do encontro. É triste que de um jogo de futebol reste apenas um conjunto de queixas e críticas contra o interveniente que deveria ser menos notado.
Foi a despedida (inglória) do Sporting da luta pelo título. Volta a aquecer a luta pela Liga dos Campeões... sistema?
E o jogo até começou bem. O Boavista entrou melhor e quase marcava por Frechaut logo no início da partida. Depois assistimos a um encontro fechado, muito táctico, e de pouco espectáculo (mas bastante renhido).
O Sporting dominou, mostrando qualidade e inteligência, sobretudo quando o "maestro" Pedro Barbosa tomava conta do jogo. Os Leões contrariaram a marcação dos boavisteiros e criaram alguns (poucos) lances de perigo. João Pinto podia ter materializado essa superioridade ainda na primeira metade do encontro. Antes do intervalo, destaque ainda para uma boa oportunidade para o Boavista.
Já no segundo tempo, a história foi diferente. O Sporting entrou bem e chegou à vantagem numa boa jogada de ataque, finalizada pelo inevitável Liedson (que estava em linha no momento do passe de Tinga). Mas o árbitro assistente que ajuizou bem este lance, cometeu um erro grave ao anular um lance de perigo sportinguista, assinalando um fora-de-jogo a Liedson. De acordo com as regras do futebol moderno, não existe fora-de-jogo quando o jogador parte antes do meio campo, e foi exactamente esta a situação do lance de Liedson.
E aos 82 minutos, Bruno Paixão "borrou a pintura": um segundo cartão amarelo a Rui Jorge (que viu dois amarelos em dois lances onde não comete qualquer falta), injusto e precipitado, alterou a história do encontro. Os jogadores do Sporting perderam a cabeça e o controle do jogo, com a expulsão.
O Boavista aproveitou e chegou à igualdade pouco depois, golo de Frechaut (com culpas para Ricardo), conseguindo a reviravolta do resultado já perto do final da partida, num tento apontado por Fary.
Nesta altura já os jogadores leoninos andavam "perdidos em campo", sem capacidade de reacção e a tentar evitar o inevitável. O capitão Pedro Barbosa ainda foi expulso (muito rigoroso, mas aceitável), e o Boavista só teve que controlar o adiantar do relógio.
Fica a sensação de que ganhou a equipa que menos fez para ganhar (em bom futebolês, o Boavista jogou "na retranca", não mostrando muita vontade de vencer) com alguma sorte à mistura, e algum demérito leonino. De facto, quem luta pelo título não pode ficar tão afectado com a expulsão de um jogador, e perder jogos nos últimos minutos.
Quanto a Bruno Paixão, parece que tinha alguma vontade de não deixar ganhar o Sporting (com muita prepotência à mistura), mas não foi o único culpado da derrota leonina.
Sistema ou não, o FC Porto está cada vez mais perto da revalidação do título de campeão nacional. Resta-nos agora a luta acesa pela Liga dos Campeões, (entre os clubes da 2ª circular), e a luta pela permanência na 1ª Liga (com alguns históricos do futebol português a fazer contas à vida).

Quanto valem 90 minutos de futebol? Sei que já paguei, na altura, pouco mais do que 500 paus mas também conheço histórias de bilhetes vendidos a mais de 500 euros. Não paguei bilhete para ver o Nacional - FC Porto mas sempre ouvi dizer que "tempo é dinheiro". Como tal, parece-me que estou no direito de exigir uma indemnização!
Não me vou alongar muito na crónica à partida de ontem. Deixo isso às equipas médicas, que terão feito os relatórios das escuriações e dos ossos deslocados a que se resume o jogo que opôs o quarto ao primeiro classificado.
O Nacional que empatou leões e venceu águias esteve longe da Choupana, quem sabe se a pensar no clássico contra o rival Marítimo, quem sabe se deslumbrado pela proximidade da UEFA e apologista, de um momento para o outro, da filosofia "mais vale um pássaro na mão do que dois a voar".
Os madeirenses sairam do desafio com razões para festejar, pois alcançaram o tal pontito que os deixa nas provas europeias. Recordemos que o Nacional militava, ainda em 2002, na II Liga. Nada mau, portanto!
José Mourinho não gostou mas os seus homens pouco fizeram para trazer mais do que um ponto. Muito preso, o futebol portista foi uma nulidade quase permanente, apenas abalada por dois lances de Benni McCarthy. Aliás, o sul-africano rivalizou com Paulo Assunção (remate à barra) e Vítor Baía (quase fazia auto-golo) no número de oportunidades de golo que, como se depreende, foram altamente escassas para um jogo que opunha duas das mais concretizadoras e ofensivas formações da Superliga.
Deco jogou a primeira parte, num sistema de rotação e controlo de esforço que lançou Maniche apenas para o segundo tempo. Ricardo Carvalho nem alinhou e poupou energias para o ciclo terrível que se aproxima. A gestão do plantel não pode, contudo, justificar a falta de ambição e de entrega dos dragões.
João Ferreira, esse, esteve também muito mal. Sobretudo no plano disciplinar, até porque o técnico pouco ou nada exigiu do juíz nomeado para o encontro. Mau demais!
O nulo de ontem (segundo da época azul e branco na Superliga) deixa os campeões nacionais mais próximos do título. Faltam 7 pontos, algo perfeitamente ao alcance dos pupilos de José Mourinho. Haja vontade para os alcançar...

Disputaram-se, esta noite, os encontros da 2ª mão dos Quartos de Final da Taça UEFA. Não houve grandes surpresas, apesar do Inter (carrasco do Benfica) ter perdido em casa com os franceses do Marselha (0-1).
O Valência continua em grande forma e bateu o Bordéus (dos portugueses Caneira, Basto e Costa) por 2-1, com Rufete (na foto) a marcar o golo da vitória.
A outra equipa espanhola a carimbar o passaporte para as meias-finais foi o Villareal que eliminou os escoceses do Celtic, vencendo em casa por 2-0.
Para completar o cartaz temos o Newcastle (de Hugo Viana), que bateu em casa o PSV Eindhoven (2-1) e garantiu também a passagem às meias finais da UEFA.
Taça Uefa
Quartos de Final, 2ª mão
14 de Abril 2004
Newcastle 2-1 PSV (agregado: 3-2)
Villarreal 2-0 Celtic (agr: 3-1)
Inter 0-1 Marselha (agr: 0-2)
Valência 2-1 Bordéus (agr: 4-2)

A notícia foi avançada hoje pela rádio espanhola Cadena Ser: Roberto Carlos terá assinado um pré-acordo de contrato com o Chelsea.
O (unanimemente considerado) melhor defesa esquerdo do mundo, de 31 anos, tem contrato válido com o Real Madrid até ao final da próxima época. No entanto, a estação espanhola afirma que Roberto Carlos terá já recebido cerca de 2 milhões de euros antecipados, para assinar contrato com o clube londrino. Esta seria mais uma grande estrela a juntar à (cada vez maior) constelação de Stanford Bridge.
Parece que o mau ambiente que se vive no Real Madrid começa a ter (péssimas) consequências na equipa merengue. E quem aproveita são os multimilionários do Chelsea...pudera!

Os Denver Nuggets foram a última formação a garantir um lugar nos play-off de 2004 da NBA. Desde 1995 que a formação de Denver não marcava presença na fase decisiva da temporada e confirmaram-no logo às custas dos Sacramento Kings, que até lideram a Divisão do Pacífico. Os Nuggets só conseguiram 17 vitórias na temporada passada e a contratação do rookie Carmelo Anthony parece ter sido a chave do sucesso conseguido esta época. Carmelo foi o segundo escolhido no draft de 2003 e tem marcado a diferença para os lados de Denver, conseguindo algo que se afigurava impossível.
O sucesso dos Nuggets não agradou aos Utah Jazz nem aos Portland Trail-Blazzers, que ficam, desta forma, afastados dos play-off. Uma calamidade para os Portland, que detinham o histórico recorde de 22 anos a jogar a fase decisiva.
O Quarto Árbitro começará, em breve, a traçar a radiografia das 16 equipas que vão jogar os play-off.

Quem não o conhecer que o compre. O Estoril Open sempre foi o torneio das surpresas, dando a conhecer ao mundo tenístico nomes até então vulgares. A edição de 2004 não vai ser diferente, sendo quase certo que alguns jovens vão sair de Oeiras para a ribalta. Victor Hanescu (que já venceu o Maia Open) é candidato a esse salto que o torneio português costuma proporcionar. Isto porque eliminou, tão-só, o cabeça-de-série número 1, o alemão Rainer Schuettler. Tal como havia acontecido na edição passada, Schuettler volta a deixar Portugal logo na primeira ronda, não confirmando o estatuto de surpresa. Já hoje, a também cabeça-de-série Elena Bovina despediu-se do quadro feminino, tendo perdido com a espanhola Marta Marrero.
Rafael Nadal venceu, como previra ontem, Goran Ivanisevic, afirmando-se como candidato à vitória final. O espanhol vai encontrar um francês de 17 anos, de nome Richard Gasquet. O jovem acabou de eliminar Nicolas Massu, o chileno que terminou 2003 na posição 25 do ranking Corrida dos Campeões. Um grande jogo em perspectiva. Avesso a surpresas parece ser Marat Safin, que precisou, todavia, de três sets para eliminar o francês Cyril Saulnier. O russo defronta, amanhã, Thierry Ascione.
No que toca a portugueses, Neuza Silva eliminou a finalista da passada edição, tornando-se a primeira portuguesa a marcar presença na segunda ronda. Um enorme feito da tenista setubalense. Tiago Godinho e Leonardo Tavares venceram o jogo de hoje para o quadro de pares. O campeão nacional superou a derrota de ontem, às mãos do amigo Diogo Rocha, entretanto eliminado do quadro principal. Uma lesão forçou Diogo a antecipar a mais do que provável derrota ante Juan Ignacio Chela.

A selecção nacional de sub-17 entra em acção no Campeonato da Europa a 4 de Maio frente à Áustria. Inserida no grupo B, os lusos vão ainda ter pela frente a Ucrânia e a Inglaterra.
Aqui fica o programa da competição que se vai realizar em França entre 4 e 15 de Maio deste ano.
Programa de jogos da fase final do Europeu sub-17:
4 de Maio
GRUPO A
França – Irlanda do Norte, 18h00
Espanha – Turquia, 16h00
GRUPO B
Ucrânia – Inglaterra, 15h00
Áustria – Portugal, 20h00
6 de Maio
GRUPO A
França – Espanha, 19h00
Irlanda do Norte – Turquia, 18h00
GRUPO B
Inglaterra – Portugal, 15h00
Ucrânia – Áustria, 15h00
9 de Maio
GRUPO A
Turquia – França, 17h30
Irlanda do Norte – Espanha, 17h30
GRUPO B
Inglaterra – Áustria, 20h00
Portugal – Ucrânia, 20h00
12 de Maio – Meias-finais
Vencedor Grupo A – Segundo Grupo B, 17h30
Vencedor Grupo B – Segundo Grupo A, 19h30
15 de Maio
Atribuição dos 3.º e 4.º lugares, 15h30
Final, 19h00

De acordo com a revista alemã Kicker, Deco é o novo alvo do Bayern de Munique para reforçar a equipa na próxima época.
A conceituada publicação desportiva alemã afirma que o mágico portista foi a solução encontrada pelos directores do clube Bávaro, para colmatar a recusa de Carlos Tevez, atleta do Boca Juniors da Argentina, que se mostrou intransigente nas negociações, facto que inviabilizou o negócio.
Tevez, apelidado de supertalento pela Kicker, era o alvo principal, mas Deco afigura-se agora como o homem ideal para o meio-campo criativo do Bayern.
A revista afirma que as negociações estarão já em curso, sendo que o valor avançado pela publicação para a rescisão do luso-brasileiro é de 10 milhões de euros! Parece pouco...

Numa altura em que se especula acerca das possíveis contratações encarnadas, a SAD vai fazendo o seu trabalho, conseguindo hoje renovar com Moreira até 2010. Depois de Simão, João Pereira e Miguel foi a vez do guarda redes prolongar o seu vinculo com o clube.
E assim se vai conquistando a tão aclamada... estabilidade.
Jorge Nuno Pinto da Costa vai-se recandidatar à presidência do Futebol Clube do Porto. Aquele que é por muitos apelidado de "Papa", pretende continuar à frente dos destinos do clube (pelo menos) mais três anos.
Como todos sabemos a concorrência não é forte (se é que ela existe...), sendo que, Pinto da Costa fez saber na voz de Fernando Cerqueira (membro da Comissão de candidatura), que está preparado para enfrentar novas batalhas.
Ora, até aqui nada de novo, pelo menos para quem não tenha lido uma das últimas edições do mês de Agosto da revista doze, na qual, fontes "fidedignas" garantiam que Pinto da Costa não se recandidataria à presidência... Surpresa das surpresas (ou talvez não) vamos ter "Papa" por mais uns anos... esperemos que com tanto sucesso como até aqui.

Semana de Páscoa mas nem por isso menos pródiga em acontecimentos desportivos. Os destaques têm que ir para a preparação do Estoril Open em ténis, cujos quadros principais se começaram a disputar ontem.
A Liga TMN de basquetebol teve o fim da sua fase regular, não havendo surpresas nas qualificações para os play-off.
Destaques para as prestações das selecções nacionais de sub-23 masculina e sub-19 feminina. Ambas conquistaram o apuramento para a fase final dos Europeus de andebol das respectivas categorias.
Destaque menos positivo para a prestação portuguesa na 22ª Taça Latina, em hóquei em patins. Portugal falhou o 3º título consecutivo na prova, conquistada pela Espanha.
Mas nem só destas novas viveu a semana das modalidades. O Quarto Árbitro conta as histórias de Elisabete Jacinto, de José Azevedo e de tudo o que de mais importante aconteceu durante a última semana.
Jorge Alves é baixa nos importantes compromissos que a Selecção Nacional de voleibol terá nos próximos tempos. Em causa estão, mais do que a prestação na Liga Mundial, as poules de apuramento para o Europeu de 2005 e uma possível qualificação para os Jogos Olímpicos de Atenas. O atleta do Castelo da Maia renunciou à equipa nacional para se concentrar no curso de Medicina e na especialização em ortopedia. Uma baixa importante para Juan Diaz, depois do abandono de Ubirajara Pereira.
Ainda no voleibol, mas na vertente de praia, Maia e Brenha estão bem lançados para marcar presença nas Olimpíadas de Atenas. O duo de Espinho está na 10ª posição, a meio da tabela mas ainda não completou o mínimo de provas exigidas para a qualificação para Atenas. Até agora, a dupla só jogou 7 torneios, sendo que a Federação Internacional de Voleibol exige 8 presenças. Um objectivo que está, portanto, bem próximo de se concretizar.
No Grupo A do II Campeonato da Liga, em andebol, o ABC deu um passo decisivo para se juntar ao pelotão da frente, ainda em condições de discutir o título de campeão com o FC Porto. Os bracarenses venceram, na 2ª jornada, os líderes e subiram ao 2º lugar, com menos 2 pontos que o FC Porto. A jogar no Flávio Sá Leite, a formação de Aleksander Donner venceu por 24-23, enquanto o Sporting não foi além de um empate a 20 no terreno do também candidato Águas Santas.
Resultados do Grupo A:
Belenenses 27-25 Madeira SAD
ABC 24-23 FC Porto
Águas Santas 20-20 Sporting
Classificação:
1º FC Porto – 18 pontos
2º ABC – 16
3º Sporting – 16
4º Águas Santas – 14
5º Belenenses – 12
6º Madeira SAD – 10
Ainda no andebol, as selecções nacionais de sub-23 masculina e sub-19 feminina garantiram o apuramento para os Europeus das respectivas categorias. Os juniores portugueses superaram Espanha, Estónia e Luxemburgo e vão estar na Letónia entre 6 e 14 de Agosto.
Já as meninas estarão entre 30 de Julho e 8 de Agosto na República Checa, depois de terem ultrapassado as congéneres gregas e lituanas.
José Azevedo foi 37º na Volta a País Basco. O português manteve-se nos lugares cimeiros até às últimas etapas da prova espanhola mas quedou pela posição 37, a 13 minutos e 9 segundos do vencedor, o russo Denis Menchov. O ciclista da Baleares-Banesto terminou na liderança da 44ª edição da prova, sendo secundado pelos bascos Iban Mayo e David Etxebarria, ambos da Euskatel.
Terminou a fase regular da Liga TMN, em basquetebol.O Seixal sofreu para garantir a 8ª e última posição que dá acesso aos play-off. A equipa de Mário Silva perdeu em Oliveira de Azeméis e teve de esperar dois prolongamentos para celebrar a presença na fase decisiva, onde vai defrontar o primeiro classificado FC Porto. De facto, só a derrota do Lusitânia dos Açores frente à Ovarense permitiu o apuramento da formação da Margem Sul. De resto, tudo estava definido nesta fase regular, pelo que o outro destaque vai para a inconsequente derrota do líder FC Porto no terreno do sensacional Belenenses.
Resultados da 32ª e última jornada:
Oliveirense 104-97 Seixal
Lusitânia 85-86 Ovarense
Aveiro Basket 92-100 Benfica
Barreirense 75-92 Ginásio
CAB Madeira 77-86 Queluz
Belenenses 93-83 FC Porto
Classificação final da fase regular
1º FC Porto (32 jogos–25 vitórias); 2º Queluz (32-23); 3º Ovarense (32-22); 4º Belenenses (32-20); 5º Oliveirense (32-19); 6º Ginásio (32-15); 7º Barreirense (32-14); 8º Seixal (32-13); 9º CAB (32-12); 10º Lusitânia (32-12); 11º Benfica (32-10); 12º Aveiro (32-6)
Desafios do play-off (à melhor de 5 jogos)
FC Porto – Seixal
Queluz – Barreirense
Ovarense – Ginásio
Belenenses – Oliveirense
Na NBA caminha-se a passos largos para o final da fase regular. Os Kings cimentam a liderança na Divisão Pacífico mas vêem os Timberwolves na liderança do Oeste, onde só falta apurar uma formação para os play-off. Denver Nuggets, Utah Jazz e Portland Trail Blazzers são os candidatos. De resto, os apurados nesta Conferência já são sete: Minnesota Timberwolves, Sacramento Kings, LA Lakers, Dallas Mavericks, Memphis Grizzlies e Houston Rockets (cinco anos depois!).
Do outro lado da barricada também só falta conhecer o oitavo qualificado. Indiana Pacers, New Jersey Nets, Detroit Pistons, Milwaukee Bucks, Miami Heat, New Orleans Hornets e New York Knicks já estão apurados, sendo que os Boston Celtics estão bem encaminhados para serem os oitavos do Este. Os Sixers, sem Iverson, são a principal ameaça à formação de Boston.
Portugal falhou a 3ª vitória consecutiva na Taça Latina de hóquei em patins. José Querido estreou-se no cargo de seleccionador nacional mas os sub-23 portugueses não foram além de um segundo lugar. A prova disputou-se no Multiusos de Guimarães e foi ganha pela Espanha, que derrotou a nossa selecção na final, por 3-2. Nas meias finais, Portugal vencer a França por esclarecedores 11-0, enquanto os espanhóis despachavam a Itália por 4-1.
No automobilismo, Elisabete Jacinto fez história ao vencer a 4ª etapa do Rali da Tunísia, prova da Taça do Mundo de TT. A portuguesa foi a primeira mulher a vencer uma prova de todo-o-terreno aos comandos de um camião, feito notável para Elisabete Jacinto, que já se notabilizara nas motos. Jutta Kleinschmidt já conquistara igual proeza nos automóveis mas Elisabete foi mesmo a primeira a vencer com um camião.
O Renault Kerax pilotado pela portuguesa terminou a prova tunisina na segunda posição.
No futsal, jogou-se a 23ª jornada do campeonato nacional. Sporting e Benfica obtiveram vitórias suadas mas seguraram-se no topo da classificação, liderada pelos leões.
Resultados:
Fundação 1-2 Benfica
Alpendorada 4-0 Famalicense
Mocidade Arrábida 0-2 Modicus
Forte da Casa 1-2 Sporting
Pombal 5-6 Boavista
Correio da Manhã 5-7 Olivais
Coimbrões 1-3 Freixieiro
Classificação dos 6 primeiros:
1º Sporting – 64 pontos
2º Benfica – 51
3º Fundação – 50
4º Freixieiro – 46
5º Boavista – 45
6º Famalicense – 40
O Estoril Open ainda ontem começou e o vencedor de 2003 já caiu. Nikolay Davydenko sucumbiu perante o checo Radek Stepanek e tornou-se o quinto vencedor da prova a cair na primeira ronda da edição seguinte. Num pobre jogo de ténis, o russo não foi capaz de confirmar os créditos ganhos no passado ano. O tenista nunca se afirmou no panorama internacional, ao contrário de vários atletas que se lançaram a partir da prova portuguesa. Exemplos recentes disso são David Nalbandian (vencedor de 2002), que já foi finalista de Wimbledon. Também Agustin Calleri, finalista em 2003, tem tido um percurso aceitável no circuito ATP.
A tradição do Estoril Open permite pensar que este ano se irá revelar mais um jovem tenista. Os grandes nomes são Rainer Schuettler (acabou 2003 em 6º no Corrida dos Campeões), Rafael Nadal (o prodígio de 17 anos do ténis espanhol), Goran Ivanisevic (vencedor de Wimbledon em 2001) e Marat Safin. Todos jogam hoje, com Nadal a defrontar o croata, em fase descendente da sua carreira e pouco experiente na terra batida. O espanhol deve, portanto, levar a melhor. Outro desafio interessante será o confronto entre Guillermo Cañas e Juan Ignacio Chela.
Leonardo Tavares e Diogo Rocha consegiram wild-cards para jogar o quadro principal. O sorteio marcou um confronto entre ambos, pelo que Portugal terá um jogador na segunda ronda.
No quadro feminino, Neuza Silva conseguiu apurar-se através do pré-qualifying. Magui Serna, lesionada, não defenderá os títulos conquistados nas últimas duas edições. As estrelas são as wild-cards Iva Majoli (croata de 28 anos que já venceu Roland Garros) e Elena Bovina (russa de 21 anos), que se encontram logo na 1ª ronda.
Até para a semana!

Não há muito tempo deixei expresso, no quarto-arbitro, o meu espanto para com a postura de determinados elementos da equipa técnica do Futebol Clube do Porto em relação à selecção nacional. Vejo-me agora forçado a voltar a esse assunto, na medida em que, continuo a achar incorrecta a pressão exercida sobre o mau da fita (Scolari entenda-se).
Desta feita, foi José Mourinho que, sem correr o risco de ser demasiado directo, lá foi deixando patente a sua preocupação com as possíveis chamadas de Scolari para o jogo frente à Suécia. Como quem não quer a coisa, o treinador portista diz que "É ao seleccionador que compete decidir o que será mais importante, se um jogo particular ou a participação de uma equipa portuguesa na meia-final da mais importante prova de clubes, como é a Liga dos Campeões". Ora, eu sei o que isto é, mas só não o vou dizer porque me arrisco a ser, mais uma vez, bombardeado... portanto limito-me a deixar expressa a "preocupação" do técnico, remetendo para os leitores a liberdade de fazerem o juizo critico destas afirmações.
Contudo, deixo-vos uma dica, ou talvez duas: o jogo frente à Suécia vai ser um dos últimos antes do Campeonato da Europa; o jogo realiza-se no dia 28 de Abril, sendo que, o Porto com o Corunha será apenas a 4 de Maio... Ah, e já agora, posso dizer-vos que Scolari rejeitou hoje os pedidos de PSG e Manchester United para a libertação de Pauleta e Ronaldo dos compromissos nacionais. E mais não digo...

Carlos Queiroz tem os dias contados em Madrid. Depois de ter perdido a Taça do Rei para o Saragoça a 18 de Março e de ter sido eliminado pelo Mónaco da Liga dos Campeões, o Real Madrid vê a Liga espanhola como tábua de salvação de uma época que tem feito correr muita tinta.
Os merengues eram primeiros no campeonato do país vizinho mas a repetição do título da época passada não é um dado adquirido. Isto porque o Osasuna foi, ontem, a Chamartin destronar os madrilenos da liderança da Liga. Ao perder por 3-0, Carlos Queiroz viu o Valência assumir o primeiro lugar (tem mais 2 pontos) e assiste ao endurecimento das críticas que lhe têm sido endereçadas desde que chegou a Madrid.
O seu posto de trabalho nunca pareceu garantido mas temos como quase certo que o futuro do técnico português não deve continuar a passar pela capital espanhola, finda a época em curso. Porquê?
Carlos Queiroz é a ponta de um icebergue a derreter. Será o principal culpado dessa situação? Claro que não! Contudo, por mais que isso nos custe, Queiroz chegou a Madrid num período conturbado. O Real falhara a vitória na Liga dos Campeões e a conquista do 29º título interno mais não era do que um prémio de consolação para os galácticos. Mais: o despedimento de Vicente del Bosque não reunia consenso, sendo que o balneário e a massa adepta se colocavam ao lado do técnico espanhol.
Esperava-se um grande nome para o banco dos merengues, pelo que a contratação de Queiroz foi tudo menos consensual. A cidade torceu o nariz à passagem do técnico português, que tinha no currículo Mundiais de sub-21 e passagens pouco menos que inglórias pelo Sporting e pela Selecção Nacional. O adjunto de Ferguson também contabilizava cargos em federações pouco conceituadas, pelo que o trabalho realizado no Manchester era o principal cartão de visitas de um profissional que ainda tinha muito para demonstrar.
Apesar de ter ganho a Supertaça do país vizinho, algo parecia correr mal no seio do Real Madrid. A contratação de Beckham era aplaudida mas a venda de Makelele suscitava várias críticas ao staff merengue. As sonantes contratações de Florentino e Valdano pareciam o garante de uma grande época mas Queiroz insistia num outro ponto: falta gente lá atrás. O presidente respondia com o chavão da sua liderança: galácticos e cantera; Valdano apresentava excessos de autoridade, relegando Queiroz para uma posição secundária no planeamento do Real Madrid 2003/2004, a quem se exigia que ganhasse tudo.
A época não começara mal mas o mínimo deslize servia para colocar em causa a liderança do técnico português, que também tinha que lidar com os escândalos inerentes às vedetas e com o rol de nomes que surgiam na imprensa espanhola, tanto para ocupar o seu cargo como para figurar na caderneta galáctica.
As derrotas em Sevilha e em Valência terão sido as principais calamidades até atingirmos a fase final da temporada. Apesar desses percalços, o Real era líder em Espanha, avançava na Taça do Rei e passeava na Liga dos Campeões. Apesar disso, os madrilenos estavam longe de convencer. A defesa atormentava (apesar do grande Casillas) e o meio-campo não falava a mesma linguagem do ataque. Da cantera (que já lançara nomes como Raúl, Casillas, Raúl Bravo, Miñambres, Portillo e Pavón – estes mais recentemente) saíam os desconhecidos e de valor duvidoso Borja, Mejía, Núñez e Ruben.
Queiroz, esse, parecia ter dúvidas. Raúl Bravo, Pavón ou Mejia? Guti ou Cambiasso? Sem Makelele, o Real Madrid pôs Beckham numa posição que não lhe é estranha (já a fez no Manchester e com a camisola inglesa) mas que não lhe disponibiliza ninguém para lhe tapar as costas. Sim, Beckham (o talentoso Beckham) é um dos primeiros homens à frente dos centrais! Ao lado tem jogado Guti, um médio livre que gosta de aparecer em zonas de finalização. Também ele actua agora de mangas arregaçadas.
Demasiado dependente dos momentos de forma das estrelas, Queiroz parece ter pulso fraco para dominar um balneário de vedetas. Figo, Beckham e Ronaldo não treinam muitas vezes por semana, tal a quantidade de compromissos extra-futebol que têm na agenda. Notícia mesmo sem jogar, os craques de Madrid parecem não enjeitar uma noite de festa e de copos! Assim é difícil trabalhar.
Cappelo, Ranieri, Wenger, Lippi, Irureta, Eriksson, Hitzfeld e Mourinho são alguns dos nomes insistentemente lançados como prováveis substitutos do treinador português. Henry, van Nistelrooy, Joaquín, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho são craques em que o Real Madrid, diz diariamente a imprensa espanhola e oficial do clube (Marca), pode estar interessado. Quem é que consegue trabalhar assim?
Entretanto, o nome de Queiroz parece definitivamente riscado desde que perdeu a Taça do Rei e a possibilidade de chegar à 10ª Liga dos Campeões. Tudo isto coincide com uma grande quebra de forma de jogadores como Ronaldo e Zidane, peças fundamentais no esquema merengue. Por muitas dificuldades que tenha tido, Carlos Queiroz não é, parece-me, a pessoa mais capaz para dominar um balneário de gente mimada. Não discuto os seus métodos e o estilo de jogo moderno que queria implementar mas vejo um treinador do Real Madrid como um líder e um especialista em gestão de recursos humanos. Não reconheço estas qualidades ao técnico português; não sei até que ponto é que consegue berrar mais alto num balneário daqueles!
Se tudo isso pesa, ainda mais difícil se torna gerir recursos que não se têm. Queiroz alertou, estejamos conscientes disso, para as limitações defensivas da sua equipa. Ninguém o ouviu. Florentino Pérez, esse, estará a lamentar as opções feitas para uma época que se queria galáctica. No final, o défice madrileno deve acentuar-se e a política traçada para esta época resultará num enorme fracasso: desportivo, humano e financeiro. Sobretudo financeiro…

O Benfica está nas compras! Nada de estranho. Depois de Paulo Almeida, há quem avance com os nomes de Roque Júnior, Adriano e Carlitos. Já para não falar no eterno Rui Costa, longe do fulgor de outros tempos e tapado por um genial Kaká!
Comecemos pelo campeão do Mundo. Roque Júnior tem 27 anos, pertence aos quadros do Milan mas está emprestado ao Siena. Já rodou pelo Leeds mas foi com a camisola rossonera que deu nas vistas, sagrando-se campeão europeu em 2003. Nunca foi titular indiscutível na formação de Ancelotti mas inclui no currículo um Mundial, alcançado em 2002 na Coreia e no Japão. Foi titular em quase todos os jogos mas perdeu, entretanto, o estatuto de indiscutível.
Adriano é bem nosso conhecido. Lidera, a par de McCarthy, a lista de goleadores e já esteve para sair da Madeira por várias ocasiões. O mercado de Leste tem chamado por Adriano mas consta que o Benfica possa ser o seu próximo destino. O clube de Rui Alves pede 3 milhões de euros, a dividir entre o Nacional (50%) e o Palmeiras e um empresário brasileiro (50%).
Já Carlitos tem pontificado no Estoril. Tem sido um dos pilares da equipa conduzida por Manuel Damásio, António Figueiredo e José Veiga (todos eles ligados - no passado, presente ou futuro – ao clube da Luz) e já é internacional esperança. Espanha chama por ele mas as boas relações entre Benfica e Estoril podem acelerar um negócio que os da linha querem concretizar por 1,5 milhões de euros. O Benfica acha que é muito…
O Sporting bateu, no Alvalade XXI, o Estrela da Amadora por 4-0, em jogo a contar para a 30ª jornada da SuperLiga. Acima de tudo, foi a confirmação de uma evidência que já nos acompanhava desde o início do campeonato: o Estrela era uma equipa condenada à partida, fraquinha e sem condições para aspirar a mais do que uma boa posição... na Liga de Honra.
Em Alvalade houve mérito leonino, mas houve sobretudo demérito do Estrela. E assim a coisa foi um passeio para os pupilos de Fernando Santos, fosse sempre assim...
O jogo foi interessante, mas desde o primeiro minuto se percebeu o que iria acontecer em Alvalade: algum Sporting e nenhum Estrela. O resto da partida, tirando um ou outro lance mais aventureiro dos da Amadora, não foi mais do que um passeio do leão pelos (meios) campos do Estrela.
E a Estrela da partida foi Liedson. O avançado do Sporting fez o seu primeiro hat-trick ao serviço da equipa, criou bons lances de perigo e ainda falhou umas quantas oportunidades.
Não houve, de facto, muita história para contar do jogo de Sábado à noite, ficando o registo dos autores dos golos, o verdadeiro "sal do futebol":
Liedson (32, 59, 83') e Niculae (78').
Quanto ao Estrela, fica a sensação de que esta equipa (que até tinha alguns jogadores de nomeada: Julio Cesar, Sabry, Semedo) não pertencia ao escalão maior do futebol português. Ainda para mais, consegue atirar a média dos espectadores nos estádios portugueses ainda mais para baixo (na Reboleira, a média de espectadores não chega ao milhar!!). É por estas e por outras que eu sou defensor de uma SuperLiga com 12 (doze) equipas. Mas isto dava pano para mangas...

O Benfica tinha ontem pela frente um Paços de Ferreira com a corda na garganta, e por isso mesmo sabia de antemão, que os pupilos de José Mota vinham a Lisboa dar o tudo por tudo. Por outro lado perder pontos nesta fase da época seria acabar com o sonho (muito remoto) de vir a chegar ao segundo lugar.
Os encarnados acabaram por arrecadar os três pontos, já perto do final, graças ao golo de Geovanni, contudo a exibição esteve longe de ser convincente.
Camacho tinha de encontrar um meio-campo de recurso, tendo em conta as ausências de Petit e Tiago. Para a dificil missão de substituir os dois internacionais, o treinador espanhol lançou Fernando Aguiar e Manuel Fernandes. E foi precisamente no meio-campo que o Benfica pecou na noite de ontem. Apesar da bela actuação do jovem Manuel Fernandes, Fernando Aguiar andou sempre um pouco perdido em campo... (algo que até nem vinha acontecendo com o luso-canadiano).
Ora com um meiocamo pouco consistente, o Benfica estendeu em demasia a sua equipa no terreno, e a certa altura os encarnados eram um conjunto partido e sem ligação entre os sectores. A passividade de Camacho no banco (em termos de substituições) também não ajudava os jogadores a ultrapassar a muralha defensiva dos nortenhos.
Só um golo do recém entrado Geoanni desfez o empate que podia estragar as contas encarnadas...
BOA PÁSCOA !!!

A vitória do FC Porto sobre o Marítimo deixa os portistas mais próximos do título. O mesmo título que permanece uma miragem para os lados de Alvalade, apesar de muitos fazerem crer que os sportinguistas é que vão à frente. Fernando Santos não gostou, disse-o a semana passada, que se tenha dado tanta importância à distância de 4 pontos entre a sua equipa e os encarnados. Mostrou-se irritado por quererem dar a ideia de que o Benfica é que estava no segundo posto. Contudo, foi só o FC Porto ceder pontos para o discurso leonino voltar ao total desrespeito por quem é, de facto, melhor.
Fernando Santos não gostou que se pusesse em causa a superioridade sobre os da Luz mas esqueceu os comentários diários que se chegaram a fazer pelos seus lados. “Somos melhores que o Porto”, “vamos ser campeões”, “o Porto está a fraquejar”…
No meio de todo este alarido (a que os dragões permaneceram alheios – até porque têm outras contas para fazer), o FC Porto voltou às vitórias para a Superliga e está a apenas 8 pontos de garantir o bi-campeonato. Isto quando ainda tem 5 jogos para disputar.
O jogo frente ao Marítimo revestia-se de alguns pontos de interrogação que só foram desfeitos perto do final. De facto, a derrota ante o Gil Vicente podia ter deixado mossas, assim como o pouco tempo de recuperação e preparação para esta partida. Por outra ordem de razões, a euforia após a eliminação do Lyon também podia ser contraproducente. Tal não aconteceu. Ainda assim, esteve longe de ser fácil a vitória dos comandados de José Mourinho, muito por culpa da preocupante incapacidade concretizadora. O FC Porto só marcou 2 golos nos últimos 3 jogos para a Superliga, ambos na sequência de lances de bola parada e já nos minutos finais dos encontros.
Dito assim, parece que os dragões têm passado por dificuldades para criar lances de golo. Nada mais falso! A quantidade de ocasiões criadas nos últimos desafios tem superado os números da época, em que os portistas têm primado pela eficácia.
Ontem, só a cabeça de Ricardo Carvalho valeu aos visitados, numa altura em que o desespero tomara conta das bancadas e em que já não haviam unhas para roer. O que se passou antes resume-se a um disparate de golos falhados, alguns na cara de Marcos, outros de baliza completamente aberta. Aliás, este particular não foi exclusivo dos da casa, já que Danny também desperdiçou um golo já feito.
O Marítimo apresentou-se à imagem de Cajuda, muito semelhante àquele que perdera por uma bola em Alvalade e na Luz. Os madeirenses começaram bem mais atrevidos, apoiados no esquema montado pelo técnico ex-Leiria e na disponibilidade dos seus homens da frente. Jogando só com um médio-defensivo, Zeca, os insulares tinham em Léo Lima uma unidade de características ofensivas mas que devia arregaçar as mangas quando a equipa não tinha a bola. Aí esteve grande parte do insucesso do Marítimo. Se o médio brasileiro dava fluidez ao contra-ataque, mostrava-se incompetente a defender, recorrendo com frequência a acções faltosas. Os laterais também não lidavam muito bem com a mobilidade e o desdobramento ofensivo dos portistas, enquanto Danny deambulava por qualquer área da defensiva azul e branca, sendo sempre o elemento mais perigoso dos insulares. Alan e Joel também não estiveram mal nas alas, com o brasileiro a privilegiar as diagonais para o centro e o remate à baliza de Baía. Rincón, herói do jogo da primeira volta, era o homem no meio dos centrais Ricardo Carvalho e Pedro Emanuel.
Os portistas fizeram descansar Jorge Costa e devolveram Pedro Mendes ao esquema 4-4-2, que deixava Maciel e McCarthy (desinspirado) na frente. A primeira parte dos dragões roçou a perfeição. Digo roçou porque faltaram golos, vários golos que estivessem de acordo com o domínio exercido e com a qualidade das ocasiões de golo criadas. Contudo, o FC Porto voltou a ir para as cabinas empatado, o que obrigou à entrada de Carlos Alberto, que substituiu Pedro Mendes.
O nível de jogo decaiu, até porque os minutos passavam e o golo teimava em não chegar.

O Arsenal deu um passo importante rumo à conquista da Premier League. Depois das eliminações da Taça de Inglaterra e da Liga dos Campeões, a equipa de Wenger respondeu com uma vitória às dúvidas sobre a capacidade dos gunners se recomporem após as mais recentes quedas.
A jogar em casa, o Arsenal passou por muitas dificuldades para bater um incómodo Liverpool, longe do fulgor de outros tempos e que tem como único horizonte a possível qualificação para a Liga dos Campeões da próxima temporada.
Visivelmente desgastado física e psicologicamente, o Arsenal foi traído pela vontade de fazer as coisas depressa e bem, pelo que os visitantes foram para o intervalo em vantagem. Hyypia inaugurou o marcador logo aos 5 minutos e nem o golo de Henry, à passagem da meia-hora, devolveu a tranquilidade aos gunners. Pelo contrário, foi Michael Owen a marcar, levando os reds a vencer para o descanso.
Contudo, um recomeço fulminante por parte dos visitados permitiu a cambalhota no marcador, com Pires a igualar e Henry, em jogada individual absolutamente fantástica, a desfazer o empate e a dar a primeira vantagem ao Arsenal. O internacional francês esteve em dúvida mas logrou alcançar um hat-trick, mesmo não estando nas melhores condições físicas. Henry lidera a lista de goleadores, com 25 tentos. Os gunners voltam a jogar no domingo, contra o Newcastle, num ciclo absolutamente terrível para aqueles que serão, tudo indica, os próximos campeões de Inglaterra.

Jogou-se ontem a primeira-mão dos quartos-de-final da Taça UEFA, competição actualmente na posse do FC Porto. Quatro portugueses estão ainda em prova, sendo que três deles viram as suas esperanças comprometidas. Aconteceu com o trio de Bordéus, que perdeu, em casa, com o Valência. Com Caneira a titular e com Bruno Bastos a partir do minuto 70, a equipa francesa foi incapaz de segurar a vantagem alcançada com o golo de Riera, obtido aos 17 minutos. Sem Paulo Costa, o Bordéus viu Barja (na foto) igualar à entrada do último quarto de hora, cabendo a Rufete a autoria do tento que coloca o Valência com um pé nas meias-finais.
Hugo Viana (no banco) teve melhor sorte, tal como o técnico Bobby Robson, que ontem voltou a Eindhoven. Um desafio polémico que terminou empatado a uma bola. Kezman, o inevitável Kezman, adiantou os holandeses à passagem dos 15 minutos mas Jermaine Jenas igualou no final da primeira parte, concedeu vantagem aos ingleses para o confronto da segunda-mão.
Nas outras partidas de ontem, o Marselha (atirado para a UEFA pelo FC Porto) venceu o Inter de Milão (carrasco do Benfica). Os franceses já haviam eliminado o Liverpool mas o golo de Drogba deixa tudo em aberto para o jogo de Milão. Também o Villareal pode ter dado um passo importante rumo às meias. Depois de arrumar com a Roma, a equipa espanhola parece poder superar o finalista da passada edição da Taça UEFA. Josico marcou primeiro no Celtic Park mas Larsson igualou já na segunda metade. Um resultado negativo para os escoceses mas recordo que a equipa de Martin O´Neill também superou um empate caseiro a um contra o Boavista, em 2002/2003.

O miúdo falou e Rijkaard não gostou! O ex-sportinguista Ricardo Quaresma disse à "dilacerante" imprensa espanhola, que o seu treinador não previligiava muito o diálogo com os jogadores...
O técnico não gostou nada destas afirmações e, segundo o diário Sport, repreendeu o português em pleno relvado, perante os olhares dos companheiros de equipa. Para Rijkaard "este tipo de atitudes são inaceitáveis, já que, só servem para prejudicar o ambiente do grupo de trabalho..."
A Quaresma, resta-lhe portar-se bem se não quiser fazer as malas para um regresso antecipado a... Lisboa (ou será que é isso que ele quer ?...).

Entre 2 de Janeiro e 5 de Abril, foram detectados quatro casos de doping no desporto nacional. Três deles dizem respeito ao futebol, enquanto um quarto caso está ligado ao basquetebol nacional. Quem o diz é o CNAD (Conselho Nacional Anti Dopagem), que divulgou hoje estas conclusões... preocupantes!
Cabe agora às respectivas federações divulgar, (ou não), o nome dos atletas envolvidos.

O Deportivo La Coruña é o próximo adversário do FC Porto na Liga dos Campeões. Terceiro classificado na Liga espanhola da passada temporada, o Depor conseguiu um milagre ao eliminar o Milan, depois de ter perdido em San Siro por 4-1. Foi, inclusive, a primeira equipa a virar tamanha desvantagem na história da principal prova da UEFA.
Um milagre que Javier Irureta vai agradecer percorrendo o Caminho de Santiago e que oferece outras rotas ao clube galego. O FC Porto aparece na estrada para Gelsenkirchen e promete luta. Um confronto de irmãos a animar as meias-finais da Champions. O Quarto Árbitro apresenta o adversário de Portugal rumo à conquista da Europa…
O Deportivo tem, à primeira vista, uma equipa velha. Se as idades dizem que sim (a média do onze de ontem situa-se nos 29.36 anos), a performance em campo desmente essa teoria. O historial deste clube galego não é muito rico. Contudo, o passado recente da equipa dirigida por António César Lendoiro e treinada por Javier Irureta é feito de grandes êxitos. Com efeito, o Depor jogava na II Liga ainda no início da década de 90, sendo que em 1994 já era vice-campeão do país vizinho. Daí para cá, o Corunha andou a cheirar o título até o ano de 2000, quando conquistou a mítica Liga espanhola pela primeira vez. Venceu, por duas vezes (1995 e 2002) a Taça do Rei e tem sido presença assídua na Liga dos Campeões, onde até já protagonizou algumas surpresas.
Nunca havia chegado a tão avançada fase mas clubes como o Manchester United já provaram o sabor da derrota ante o Super Depor. O Estádio Riazor, à beira-mar plantado e com capacidade para 35 mil pessoas, é a casa dos azuis e brancos espanhóis, que até já defrontaram o FC Porto esta época. Foi precisamente na Corunha, no mês de Agosto, que um Deportivo a iniciar a preparação para 2003/2004 defrontou um conjunto já rodado para a época que chegava. Os visitantes venceram por 2-0, com golos de Benni McCarthy e Edgaras Jankauskas mas um amigável (para mais naquela altura da época) tem o valor que tem.
Na presente edição da Champions, o Depor foi segundo num grupo liderado pelo Mónaco (pode vingar-se na final), em que os holandeses do PSV foram terceiros e os gregos do AEK últimos. De então para cá contam-se os grandes êxitos dos comandados de Javier Irureta, que eliminou, tão-só, os finalistas da edição passada da Liga milionária da UEFA. Luque (em casa) e Pandiani (em Turim) derrotaram a Juventus – campeã de Itália – e o Milan não sobreviveu a uma vantagem de 4-1 que se assemelhava definitiva e irreversível. Não o foi.
O Corunha terá feito o jogo da sua história ante os milaneses e são uma formação a ter em conta nesta Champions – como todas as outras aliás. Irureta já lançou grandes jogadores a partir do Riazor mas não parece afectado pelas saídas dos craques que vai mostrando ao Mundo. Exemplos disso são as superações categóricas às saídas de Rivaldo e Makaay, entre outros. Com um estilo de jogo implantado e nunca flutuante consoante os jogadores, Irureta gosta de jogar com quatro defesas e dois médios mais defensivos mas que saibam sair a jogar e aparecer, inclusive, em zonas de finalização. Daí para a frente, o técnico espanhol não dispensa homens nas alas. Estes caracterizam-se por enorme mobilidade, tanto para aparecer junto aos homens da frente quanto para auxiliar os laterias em tarefas defensivas. Não prescinde, igualmente, de um número 10, a quem atribui toda a liberdade e a quem pede que surja, amiudadas vezes, na zona do ponta de lança. O 10 galego caracteriza-se, sobretudo, pela capacidade de meia distância e pela fluidez que consegue dar ao futebol da equipa, que passa quase todo por ele. Visão de jogo e qualidade de passe são atributos que o Depor exige ao seu número 10.
Ao longo dos anos, Irureta tem privilegiado a utilização de apenas um ponta-de-lança, por melhor que a equipa possa estar servida nesse sector. É disso exemplo a diminuta utilização simultânea de Makaay e Diego Tristán, que valeu imensas críticas ao técnico dos galegos.
Centrando-nos agora nos nomes, constatámos que a baliza dos espanhóis tem dono. De facto, o veterano José Francisco Molina é titularíssimo no conjunto de Javier Irureta. Teve a carreira em risco na sequência de um cancro (deixando a baliza a Juamni) mas recuperou e voltou a ser o guardião da equipa. Cumpre a sua quarta época na Corunha, após ter defendido a camisola colchonera por cinco temporada. Já foi campeão nacional por duas vezes e contabiliza nove internacionalizações.
A lateral direita pertence a Manuel Pablo, internacional espanhol de 28 anos. O jogador teve uma lesão muito grave em 2001/2002 e não tem mantido o nível conseguido anteriormente. Ainda assim, é aposta frequente do técnico para a posição. Tem como concorrente Héctor, que aproveitou a lesão do colega para se impor na equipa galega. O defesa tem sido opção frequente para o posto, que também pode ser ocupado pelo argentino Scaloni, uma alternativa bem mais ofensiva e que faz muito bem todo o corredor. O jogador de 25 anos é chamado sempre que equipa precisa de pendor ofensivo e é bastante utilizado quando o Depor está em desvantagem.
No centro da defesa não há lugar para grandes dúvidas. Jorge Andrade e Naybet (dois jogadores bem conhecidos do futebol português) formam a dupla de centrais meados da temporada passada, após o português ter recuperado da lesão que o afastou da competição durante 4 meses e que atrasou a sua adaptação ao futebol do país vizinho. Titular da selecção portuguesa, as qualidades do central ex-FC Porto são admiradas em Espanha e muito famosas em Portugal, onde o jogador lançado na Amadora passeou classe. Jorge Andrade completa 26 anos amanhã. Também Naybet é nosso conhecido. O defesa marroquino de 34 anos jogou pelo Sporting entre 1994 e 1996, proveniente do Nantes. Saiu depois para o Depor, não demorando muito a impor-se no onze azul e branco. Uma dupla de centrais que alia experiência com velocidade e força. A alternativa aos dois titulares é César, de 28 anos, que detinha o lugar antes de Jorge Andrade chegar. Uma alternativa viável, este central ex-Oviedo.
Do lado esquerdo Romero é a primeira opção de Irureta mas Capdevilla também é bastante utilizado, oferecendo tantas garantias quanto o veterano lateral de 32 anos. Romero cumpre a sexta época na Galiza, após breves passagens por Valência e Maiorca. Já Capdevilla tem passagens pelo Espanyol e pelo Atlético de Madrid, chegando à Corunha na ressaca do título conquistado em 2000. Mais jovem (25 anos), Capdevilla é uma alternativa mais ofensiva mas que não dá tantas garantias cá atrás.
Já no meio-campo, as opções costumam recair sobre Mauro Silva e Sergio. O jovem médio espanhol veio do segundo clube da cidade de Barcelona para ser titular indiscutível na equipa de Irureta. Internacional espanhol, Sergio é um atleta altamente disponível, muito forte no capítulo defensivo mas que se insere muito bem no ataque. Marca bem pontapés livres e tem uma meia distância temível. Já Mauro Silva prima pela eficiência a defender, já que a idade não permite muito mais. Com 36 anos, o médio está na Corunha desde 1992 e tem no currículo um Campeonato do Mundo, conquistado nos Estados Unidos da América em 1994. A alternativa a estas duas unidades é Aldo Duscher, médio argentino campeão nacional em 2000, com a camisola do Sporting. O jogador de 25 anos teve alguma dificuldade para se impor no futebol espanhol mas é uma opção sempre válida e que raramente desilude as pretensões de Javier Irureta. Bem nosso conhecido, de Duscher sabemos ser um lutador incansável, de baixa estatura, com uma formidável capacidade de passe, extraordinária visão de jogo e bom remate. Um óptimo jogador portanto.
Para a frente, a ala direita pertence a Victor. O internacional espanhol de 28 anos foi formado na cantera do Real Madrid (tendo conquistado uma Liga dos Campeões em 1998) mas distinguiu-se no Depor após breve passagem por Santander. Peça fulcral no esquema da equipa, Victor é um veloz ala direito, que se envolve muito bem nos movimentos ofensivos e que aparece com facilidade no centro do terreno, tanto para assistir como para finalizar. Na ausência do número 18, o já referido Scaloni é a primeira solução.
Na esquerda tem actuado Luque, um jogador formado como avançado mas que se tem dado muito bem nesta incursão pelo lado esquerdo. A sua formação dá-lhe grande tendência para aparecer na área mas o bom jogo de pés também favorece o seu trabalho como flanqueador. Um senão pode estar no auxílio defensivo, que é reduzido. Luque cumpre a segunda temporada na Corunha, após ter brilhado pelo Maiorca. O veterano Fran é alternativa ao jovem avançado. Com 35 anos, Fran fez toda a carreira ao serviço do Deportivo e continua a aparecer com frequência na equipa de Irureta. O golo apontado ontem é disso exemplo. Fran também pode actuar numa posição mais defensiva do meio campo e até nas costas do avançado. Quem também faz uma perninha pelo flanco esquerdo é o pequeno Pedro Munitis, ex-Real Madrid. O internacional espanhol deu nas vistas no Santander e não é indiscutível na nova equipa mas a sua velocidade e o bom pé esquerdo podem ser muito úteis em qualquer posição da frente.
O 10 galego é Juan Carlos Valéron. O internacional espanhol cumpre a quarta época na Corunha e é indiscutível no conjunto de Irureta. Não é um jogador muito rápido nem marca muitos golos mas distingue-se pela capacidade de passe e pela fluidez que confere ao jogo da equipa. Apesar de não ser um goleador, é um atleta com bom remate. A quantidade de golos saídos dos seus pés é enorme e o futebol da equipa passa quase todo por ele. Não dando muito nas vistas nem sendo nenhum Zidane, Valéron deve merecer todos os cuidados por parte do FC Porto, pois é dele que pode sair grande parte do perigo que o Depor possa representar. O veterano Djalminha pode fazer essa posição mas parece ter perdido o fulgor de outros tempos. Extremamente dotado, o rebelde brasileiro não tem a melhor das relações com Irureta, que não aprecia o laxismo que marca o trabalho do jogador de 33 anos. Djalminha foi, inclusive, emprestado ao Áustria de Viena na época passada, tendo defrontado o FC Porto na caminhada dos dragões rumo à Taça UEFA. Nada conseguiu fazer para impedir a vitória portuguesa.
Na frente tem brilhado Walter Pandiani. O uruguaio rodou no Maiorca durante a época passada e voltou à Corunha, onde já havia brilhado. A saída de Makaay e a má forma de Tristán deram-lhe a titularidade, que Pandiani tem aproveitado com golos. Marcou em Turim e em Milão e parece ser a maior esperança dos galegos para o golo. Arredado dos melhores tempos parece estar Diego Tristán, que também jogou pelo Maiorca. Tristán parecia ser o titular face à saída de Makaay mas tem enfrentado alguns problemas para concretizar essa meta. É um jogador temível quando em forma mas parece não cair nas graças de Irureta, que lhe elogia o talento mas lhe critica o desleixo e alguma falta de profissionalismo. “Se fosse meu filho dava-lhe umas bofetadas”, chegou a dizer do internacional espanhol.
Um Depor que consegue, aqui e ali, ser Super. Está longe do título espanhol e cedeu relativamente cedo na Taça do Rei. Contudo, Champions é Champions e, chegando às meias-finais, qualquer desfecho é possível. O Corunha terá tanta motivação quanto o FC Porto e merece os créditos inerentes a ter eliminado Juventus e Milan. Ocupa uma posição de destaque no futebol espanhol e tem um esquema e um estilo de jogo bem implantados. Tem jogadores experientes e valiosos mas é um adversário ao alcance dos dragões. Parece-nos que o futebol portista encaixa melhor no do Deportivo do que no do Milan, pelo que as possibilidades de José Mourinho chegar a Gelsenkirchen são, no plano teórico, maiores.
Confessemos que é bem mais animador ter um quadro com Mónaco, Deportivo e Chelsea do que com Real Madrid, Milan e Arsenal. De qualquer forma, há que contar com o mérito dos feitos dos adversários e manter o nível até aqui exibido. A motivação, essa, está no auge. Das equipas em prova, só os portugueses venceram a prova mais importante da UEFA, factor que não faz de nós mais ou menos favoritos. Aliás, os favoritismos são dispensáveis, desde que no final o FC Porto consiga superar os adversários.
Portugal ruma a Gelsenkirchen, fazendo escala na Corunha. Amén!!!

O FC Porto está, pela quinta vez na sua história, nas meias-finais de uma prova europeia. Dez anos depois, os portistas conseguem um lugar nesta importante fase da maior prova do futebol internacional de clubes. Um feito que parecia impossível desde que a Liga milionária deixou de ser, exclusivamente, a Liga dos campeões dos seus países.
O certo é que os dragões partiam para o segundo confronto com os franceses com uma vantagem de dois golos. Contudo, o que até ontem parecia estar a favor dos portugueses passou, de repente, a ser uma enorme contrariedade. Uma fatalidade mesmo. Mónaco e Chelsea haviam eliminado os favoritos Real Madrid e Arsenal, pelo que as esperanças do Lyon cresciam, na exacta medida em que diminuía a vantagem dos portistas.
Toda a comunicação social alertava para o facto e o FC Porto passou de vencedor antecipado a virtual eliminado. Uma enorme contrariedade que poderia intimidar muitas equipas. Não o FC Porto.
A vantagem de dois golos atirava as responsabilidades para o lado francês. A formação de Paul le Guen deveria assumir o jogo, lançando-se na partida de cabeça e buscando um tento nos primeiros minutos, de forma a melhor poder discutir a eliminatória. Sem Govou nem Carriére, os lioneses tinham, ainda assim, armas mais do que suficientes para travar o campeão nacional.
A perder por 2-0, o técnico francês apostou num esquema ofensivo, como se impunha. Sem medos, le Guen apostou num esquema de três centrais e um médio mais defensivo, sendo que os restantes seis elementos apresentavam características quase exclusivamente ofensivas.
Edmílson, mais sobre a direita, era o patrão da defesa, liderando o experiente Muller e Berthod, a descair para a esquerda (lugar que costuma ocupar no esquema de quatro defesas, habitual no Lyon). Diarra era o tal médio-defensivo, auxiliando os defesas e lançando os ataques, normalmente sustentados pelos quatro homens do meio-campo.
Juninho Pernambucano jogava pelo centro do terreno, na tradicional posição 10. Por ele passava grande parte do jogo do Lyon e dele saiam perigosos lançamentos para a dupla de ataque ou para os flanqueadores. Malouda ocupava a faixa esquerda; o jovem ala voltou à posição de origem, ele que tem sido utilizado como lateral (faz lembrar o benfiquista Miguel).
Mais sobre a direita, Essien e Dhorasoo alternavam na ocupação do extremo e da meia-direita. Nenhum deles possui características de extremo mas foi frequente vê-los nessa posição. Essien esteve mais colado à linha, com o ex- Bordéus a juntar-se, amiudadas vezes, ao organizador Juninho.
Lá na frente, Elber e Luyindula (sobretudo este) eram preocupações bastantes para a defensiva portista. A mobilidade do avançado francês impressiona, num estilo possante mas tecnicista muito idêntico ao de Drogba, dianteiro do Marselha bem conhecido dos dragões.
O FC Porto, esse, apresentava o esquema habitual na Liga dos Campeões. McCarthy e Maniche recuperaram, pelo que subiram ao relvado com a equipa titular. Na defesa, Jorge Costa recuperava o lugar perdido na sequência de lesão sofrida em Manchester, enquanto Costinha voltava a ser titular depois de experimentar o banco vimaranense.
À frente do trinco jogavam Deco, Alenitchev e Maniche. O luso-brasileiro actuava sobre o centro do terreno, com bastante liberdade para procurar e tapar espaços à direita e à esquerda. Maniche começou o jogo descaído para a esquerda, ao passo que o russo ficava com a meia-direita e com a vigilância ao veloz Malouda. Carlos Alberto actuava nas costas de Benni, com indicações para aparecer em qualquer zona dos últimos 30 metros do adversário.
Paul le Guen prometera um Lyon avassalador nos primeiros 20 minutos e a disposição inicial dos franceses evidenciava essa vontade. Os lioneses entraram muito fortes na partida, precisando apenas de cinco minutos para sobressaltar Vítor Baía por um bom par de ocasiões. Ainda assim, e após golo anulado (se é que podemos falar em golo dada a prontidão com que o auxiliar de Anders Frisk levantou a bandeirola) a Luyindula, foi o FC Porto a adiantar-se no marcador, após lance muito rápido do ataque portista. Carlos Alberto conduziu a bola pela esquerda, chamando dois adversários para depois entregar a Deco. O internacional português viu a diagonal de Maniche e solicitou as costas de McCarthy, onde apareceu o 18 a finalizar de primeira.
Vantagem aos seis minutos, que só quatro golos dos visitados poderia anular. Ainda assim, o golo português não logrou acalmar os ímpetos do Lyon, que continuou altamente pressionante. Para tal, em muito contribuiu o rápido restabelecer da igualdade, mercê de um bom golo de… Luyindula, pois claro. Malouda foi solicitado nas costas de Alenitchev, incapaz de impedir o francês de cruzar para o golo do número… 18!
Renasciam as esperanças dos franceses e o FC Porto passou os 25 minutos mais exigentes que conheceu nesta edição da Liga dos Campeões. Com efeito, o assalto à baliza de Baía foi avassalador e só com muita sorte e alguma azelhice adversária é que o campeão nacional chegou à meia-hora empatado. A força adversária não deixava os portistas circular a bola, sendo que o jogo se discutia no meio-campo dos visitantes, demasiado perto da baliza portuguesa.
Luyindula mostrava-se irrequieto, trabalhando por ele e mais alguns, Elber incluído. Malouda era um perigo constante na esquerda, sendo que Alenitchev nunca demonstrou ter pernas para o 11 adversário. Assim sendo, não foi de estranhar que o russo trocasse de ala com Maniche, bem mais disponível no capítulo físico.
Ainda assim, o Lyon não desarmava. No futebol moderno, é sabido que nem as grandes equipas conseguem o domínio de jogo durante os 90 minutos. Com efeito, há sempre, nestes jogos entre os melhores, períodos difíceis de que nem todas as formações conseguem sair. O Real Madrid fora disso exemplo na véspera.
Sem jogar bem, o FC Porto conseguiu sair desse grande período do Lyon e não mais voltou a ser encostado às cordas. A supremacia dos franceses assentou, no entanto, em que pilares? A igualdade numérica beneficiava o futebol dos da casa, com alguns jogadores portistas a apagar fogos em zonas que não lhes pertenciam no plano teórico. Resultado: abriam-se frentes de fogo constantemente. Se Alenitchev não chegava para Malouda, Maniche era apenas um na luta contra Essien e Dhorasso. Por outro lado, Costinha tinha Juninho e algumas incursões dos alas para tapar. Assim sendo, os dois avançados do Lyon igualavam em número com os centrais portugueses, sendo que Luyindula continuava a ser um quebra-cabeças.
Mourinho não quis lançar Pedro Emanuel nem Pedro Mendes e os minutos seguintes deram-lhe razão. O FC Porto voltou a tomar conta do jogo após a meia-hora e não mais se sentiu ameaçado. Pelo contrário, foram até os portistas a dispor de ocasiões para voltar à vantagem, o que poderia ter acontecido em três ou quatro ocasiões. Assim não sucedeu e o intervalo chegou com uma igualdade que beneficiava os dragões.
A segunda metade começou na mesma toada, com os portugueses a disporem de mais lances de golo. Se McCarthy desperdiçou na cara de Coupet, Maniche voltou a não perder, conseguindo um golaço de primeira após centro de Deco, bem solicitado por… Carlos Alberto, outra vez. A eliminatória estava ganha!
O jovem brasileiro saiu logo a sair para a entrada de Pedro Emanuel. O resto do encontro mais não foi do que o arrastar do Lyon e das suas esperanças, com o FC Porto sempre mais próximo de aumentar a vantagem do que os franceses de igualar. Jankauskas rendeu Benni (muito bom jogo para quem esteve em dúvida), enquanto le Guen lançou Reveillère e Bergougnoux, com este último a substituir o cansado Juninho.
Depois da expulsão de Edmílson (dois cartões em cinco minutos), os lioneses ainda lograram igualar, já ao cair do pano, por Elber. Ganhar sabe melhor mas a passagem às meias-finais já é, por si só, um enorme feito. Tanto mais que os dragões foram os únicos a confirmar o favoritismo trazido da primeira-mão.
Destaques para Maniche, Deco e Vítor Baía, um enorme guarda-redes, imune a críticas e a uma opinião publicada altamente invejosa e injusta para com o melhor guarda-redes da história recente (o facto de não ter nascido mais cedo obriga-me a ficar por aqui) do futebol nacional.

Mourinho pedira o Mónaco para os quartos de final da Liga dos Campeões. É compreensível, dada a valia dos restantes envolvidos na prova milionária. O FC Porto acabou por ficar com o Lyon, vendo o Real Madrid “lamber os beiços” quando saiu a bola com o clube do principado, logo após o nome dos galácticos…
Para espanto de muito boa gente (Queiroz incluído, no?), é o Mónaco a avançar para as meias-finais da edição 2003/2004 da Liga dos Campeões. Surpresa?! Talvez, para quem não tenha visto as partidas dos quartos.
Mais um gigante tomba, logo após as quedas de Manchester United e Juventus. O Real Madrid até trazia uma boa vantagem do Santiago Bernabeu. Com efeito, o 4-2 da primeira volta dava alguma tranquilidade aos merengues, obrigando os comandados de Didier Deschamps a fazer pela vida. Só o conseguiram a espaços na primeira parte, que Luís Figo (como joga melhor e mais na faixa com a camisola do clube!) e companhia dominaram. O Real apareceu descontraído mas muito organizado, com Borja no lugar no lesionado Beckham. Os de Madrid entraram primeiro no jogo, criando algumas situações e controlando as operações a meio-campo, onde o jogo do Mónaco encravava. Contudo, e após uma boa meia-hora dos madrilistas, o onze do principado tomou conta das operações e cheirou a baliza de Casillas, até que Raul inaugurou o marcador, concluindo brilhante jogada colectiva.
Parecia resolvida a questão, até porque o Mónaco não se mostrava capaz de marcar três golos. Com o pássaro na mão, o Real começou a vê-lo voar quando alguns dos seus jogadores se encaminhavam para os balneários. De facto, o golaço de Giuly chegou com o intervalo, devolvendo esperanças num segundo tempo galáctico e na vitória monegasca.
Assim aconteceu, com os pupilos de Didier Deschamps a estabelecer o 2-1 logo no reatar, por Morientes. O avançado espanhol está em grande forma e nada o impede de marcar à antiga equipa (a quem continua ligado contratualmente). Faltava um golo e tudo fazia crer que o tento chegaria, mais tarde ou mais cedo. Foi mais cedo do que o Real Madrid desejava. Os madrilenos eram uma sombra da equipa maravilha que todos dizem ser e disso se aproveitava um Mónaco cheio de força. Giuly bisou, à Madjer, após remate de Hugo Ibarra (sim, o que não singrou no FC Porto).
De aí para frente, só Raul conseguiu remar contra a maré, tendo mesmo bisado. O golo foi, contudo, anulado e só por mera sorte os espanhóis não saíram do principado com números mais escandalosos. Agradeçam ao poste. Vitória que se aceita de uma formação bem organizada, muito combativa e que teve 90 minutos de qualidade galáctica nesta eliminatória: os primeiros 45´de Madrid e os últimos de ontem.
Atenção a Giuly, Morientes e companhia portanto…
Quem tem de estudar a equipa de Didier Deschamps é o Chelsea, que protagonizou uma meia-surpresa vencendo em casa do Arsenal. Os blues não ganhavam ao rival londrino há 17 jogos mas ontem conseguiram o feito que os deixa, pela primeira vez, nas meias da Champions. Isto apesar do empate a um em Stamford Bridge e do golo de Reyes, que levou os gunners a vencer para o descanso.
Lampard empatou logo no recomeço e tudo se encaminhava para o prolongamento quando o lateral Wayne Bridge tabelou com Eidur Gudjohnsen e fuzilou Lehmann, levando o Chelsea para a fase seguinte.
Desilusão para os lados de Highbury Park. Em poucos dias, o Arsenal foi eliminado da Taça de Inglaterra e da Champions League. A ver vamos se a Premiership não foge
Depois de Filipe Gaidão ter inaugurado o espaço 5 minutos..., desta feita, foi António Sousa que amavelmente recebeu o Quarto-Arbitro. O treinador do Beira-Mar, que em tempos brilhou na condição de jogador, não se escusou a falar do decréscimo de rendimento da equipa auri-negra nem do futuro da sua carreira. Apesar de reconhecer as limitações pelas quais passa um clube como aquele que orienta, o sanjoanense prevê um futuro risonho para os de Aveiro. Sousa, que não acredita na vitória de Portugal no Euro, agradece o carinho da massa associativa aveirense, mas não descarta a possibilidade de vir a lutar por outros objectivos...
Quarto-Árbitro: O Beira-Mar ainda não conseguiu vencer no novo Estádio. Encontra alguma justificação para tal facto?
António Sousa: Por muito que procuremos, não é fácil encontrar justificações para uma situação destas. Os comportamentos em termos de atitude, concentração e trabalho são precisamente os mesmos, mas esta mudança infelizmente, foi má... O facto de ainda não termos vencido naquele Estádio acaba por ser um trauma, que vai entrando na cabeça das pessoas e dos próprios jogadores. Naturalmente, que gostaríamos de pôr este trauma para trás das costas o mais rapidamente possível. Contudo, tenho consciência que o tapete do novo Estádio é mais rápido do que o do antigo Mário Duarte, e o comportamento e mesmo o conhecimento do novo terreno por parte dos jogadores leva o seu tempo. Mesmo assim, só temos trabalhado lá uma vez por semana, sendo que, secalhar, está aí a grande justificação para o facto de ainda não termos vencido no novo recinto.
Q-A: O novo Estádio tem sido um elo de ligação com os adeptos?
A S.: Penso que sim. Temos tido, nestas sete jornadas, muito mais gente a assistir aos jogos e isso é extremamente positivo no que diz respeito ao futuro.
Q-A: O Beira-mar fez uma excelente primeira volta, chegando mesmo a vencer na Luz. Contudo, nesta segunda metade da Superliga os resultados não têm sido tão positivos. Falar em Europa terá pesado na mente dos jogadores?
A S.: Não, não pesou. Tudo tem o seu timming. Fizemos uma primeira volta excelente, longe daquilo que esperaríamos, mas a certa altura surgiram desequilíbrios no seio da equipa com cansaço e saturação de determinados jogadores. As opções de qualidade também não abundam, já que, somos um clube limitado, que vive dentro do orçamento possível. Assim sendo, a partir de certa altura da época, as lesões e castigos levaram a mudanças que tiveram uma forte influencia no rendimento da própria equipa. E, quando nos faltam um ou dois elementos que são o suporte de toda uma estrutura, é óbvio que isso se reflecte no campeonato. Somos o que somos, temos o que temos, e quem não tem muito mais para dar não pode ser exigente. De qualquer forma, não estamos insatisfeitos com tudo o que foi feito até ao momento, porque sabemos quais são as nossas limitações e julgo que o campeonato está a ser muito bom. Relembro que nos últimos anos o Beira-Mar vivia constantemente na incerteza da permanência até perto do final, e esta época livramo-nos dessa questão bem cedo. Por tudo isto, só podemos estar satisfeitos, embora não completamente, porque sabemos que podíamos estar muito melhor do que estamos hoje...
Q-A: Um desses elementos fulcrais na manobra da equipa é o Juninho Petrolina...
A S.: Sim. E, no fundo, só tenho um elemento – neste caso o Juninho – em termos de ligação meio campo – ataque. Ele fez uma primeira volta excelente, mas a partir de certa altura teve problemas a nível pessoal, que se reflectiram em termos de atitude e comportamento no treino, o que levou a um enorme decréscimo do seu rendimento. E quando situações como esta se fazem sentir junto de jogadores importantes na manobra da equipa é inevitável o decréscimo de produção do grupo, como aconteceu nesta segunda volta.
Q-A: O Beira-Mar tem agora três jogos complicados com Belenenses, Porto e Nacional. Estando a cinco pontos da Europa, e apesar de esse não ser o grande objectivo da época, acredita que pode chegar a um lugar europeu?
A S.: Esse não é realmente o objectivo da época. E, quando afirmei que iríamos à procura da UEFA, isso teve principalmente para quem está dentro do fenómeno a vantagem de mostrar às pessoas que queríamos ser respeitados. Algumas situações em termos de arbitragem não foram muito boas e haviam comentários de um ou outro que não gostei e, naturalmente, passei essa mensagem para o exterior, para que tivessem o mesmo respeito pelo Beira-Mar como tinham pelas outras equipas. E este foi o grande objectivo dessa minha afirmação. Quando o disse sabia e tinha consciência que há equipas muito mais fortes e com capacidade para lutar por esses objectivos, sabia que estávamos numa fase decrescente de forma, e sabia que ia correr alguns riscos, contudo o grande objectivo foi precisamente o que já mencionei. Sei que as condições ao dispor da equipa não nos permitem olhar de forma clara para esse objectivo, sendo que, o facto de andar a saltar de casa para casa também não ajuda... Mas, o Beira-Mar pode, num horizonte mais alargado, pensar em atingir metas como essa. Quando toda a concentração em termos de trabalho estiver restrita ao novo Mário Duarte, o Beira-Mar poderá cimentar o seu estatuto a uma dimensão totalmente diferente daquela que vivemos actualmente.
Q.A: A boa primeira volta da equipa serviu também de montra para alguns dos seus jogadores. Receia perder uma ou outra peça no final da temporada?
A S.: É óptimo quando as coisas correm bem e são boas, porque quando isso acontece as pessoas olham para elas com maior intensidade. Isso conduz à procura de certos elementos, principalmente quando se destacam em equipas muito mais limitadas do que as outras. Assim, no futuro, é natural que surjam algumas coisas que não vão fazer parte das contas do próprio clube, mas todos sabemos que o Beira-Mar tem sido ao longo dos tempos bastante apetecível no que diz respeito ao surgimento de jogadores de qualidade. Como treinador só posso ficar satisfeito com o facto de haverem outros clubes à procura dos nossos atletas.
Q.A : Existe uma ligação muito forte entre si e os adeptos do Beira-Mar. Apesar disso, muitos são os que defendem que o seu prestigio e experiência são suficientes para dar o salto na carreira. O seu futuro passa por Aveiro?
A S.: Todos nós devemos ter ambição na vida, no sentido de podermos sempre ir mais além. Eu procuro isso constantemente.... contudo, o Beira-Mar é um clube com ambição, é um clube que apesar das limitações tem vindo a crescer, e tem-se vindo a afirmar na Superliga. Sinto-me, por isso, satisfeito em Aveiro, até porque, tenho sido bastante acarinhado pela massa associativa. Mas, se amanhã surgir a oportunidade de poder encarar um projecto muito mais vantajoso e aliciante, numa equipa com mais soluções e gabarito, vou agarrar essa oportunidade. É dessa forma que continuo a pensar, nunca descartando a possibilidade de vir a dar um salto importante na minha vida.
Q.A.: Falando agora da selecção nacional e do Euro que se avizinha. Acredita na vitória de Portugal?
A S.: Não, não acredito. Faço votos que possamos ter um bom campeonato da Europa, mas não acredito na vitória de Portugal. Sabemos que há equipas fortíssimas e apesar de estarmos a jogar em casa devemos ter noção de que há equipas bem melhores que a nossa e com mais possibilidades de alcançar a vitória no Euro. Há que haver moderação, há que haver cuidado e todo o País se deve unir em torno da selecção, porque esta não se resume a Scolari nem a Luís Figo... a selecção é, no fundo, um País, que com boas ou más opções - são aquelas que temos - deve procurar reunir as condições necessárias para que se atinjam os objectivos. Se for possível chegar á final e vencê-la melhor, já que, é isso que todos desejamos.
Q.A: Quais são para si as vantagens da realização de uma competição como esta no nosso País... No que diz respeito ao futebol, haverão alguns reflexos a nível interno ?
A S.: Julgo que sim. Vamos , certamente, ter uma realidade diferente após o Euro. Em primeiro lugar, a competição, vai levar a uma envolvência de todo o País e de toda a Europa em torno de Portugal. Depois, a competição vai ser muito importante não só para o país, como também para o nosso futebol, na medida em que, a construção dos novos estádios tem levado as pessoas e os próprios governantes a olharem e pensarem no futebol de uma forma diferente.

O sorteio hoje realizado ditou a presença da equipa lusa no Grupo A, juntamente com o campeão Brasil, Grécia e Espanha. O grupo C promete ser o mais competitivo com a Itália, China, Sérvia e Montenegro e Cuba. No Grupo B vão estar a França, a Polónia a Bulgária e o Japão.

Já aqui tínhamos falado em Ian Thorpe, o torpedo australiano, que tinha ficado de fora dos 400 metros livres por uma dupla falsa partida na qualificação para os Olímpicos de Atenas.
Pois bem, agora surgiu a possibilidade de Thorpe ser repescado para a prova. Para isso, Craig Stevens, o vencedor da competição nos campeonatos australianos, teria de desistir da sua presença em Atenas nessa prova. Stevens é especialista em 1500 metros e já se mostrou disponível a abdicar dos 400 para se concentrar na sua distância de eleição.
Quem ainda tem dúvidas é o próprio Thorpe, que, numa entrevista recente, declarou que só aceitará a repescagem caso as explicações de Stevens não pareçam "forçadas".
A Austrália espera ansiosa o desfecho deste caso, já que o "herói nacional" Thorpe é campeão olímpico da distância, título conseguido justamente em Sidney, Austrália. O Torpedo aproveitou a entrevista para desmentir os rumores que indicavam o seu abandono da competição, mostrando vontade em estar presente em Pequim 2008.

Já foi escolhido o árbitro para o jogo de Quarta-Feira entre Lyon e FC Porto, a contar para a 2ª mão dos Quartos de Final da Liga dos Campeões. A UEFA nomeou Anders Frisk, um dos mais reputados juízes do futebol mundial.
A escolha do sueco só vem provar a importância atribuída pelo órgão máximo do futebol europeu ao encontro da equipa portuguesa.
Aqui ficam os outros árbitros nomeados para os jogos da 2ª mão:
Chelsea - Arsenal , Markus Merk (Alemanha)
Mónaco - Real Madrid , Pierluigi Colina (Itália)
Deportivo - AC Milan , Urs Meier (Suíça)
Semana de grande actividade em quase todas as modalidades. O voleibol já conhece o vencedor da A1 masculina de 2003/2004, no mesmo fim-de-semana que encerrou o Algarve Open de Portugal, em golfe. Um autêntico sucesso.
No basquetebol, caminha-se rumo aos play-off, tanto em Portugal quanto nos EUA. As fases finais já atingiram o campeonato de andebol e estão prestes a chegar ao hóquei em patins.
Mas nem só destas modalidades viveu a semana…
Concretizo uma informação que já lançara na passada terça-feira. Gustavo Lima terminou na quinta posição a Semana Olímpica de Barcelona, uma competição fustigada pelas más condições climatéricas, que anularam várias regatas. O campeão do Mundo em classe Lazer terminou num honroso quinto lugar. A competição foi ganha pelo velejador italiano Diego Negri.
No andebol, o FC Porto entrou a ganhar no Grupo A, que definirá o campeão. O Águas terminou a fase regular na terceira posição mas foi incapaz de parar um FC Porto demasiado forte e compenetrado na reconquista do campeonato. Carlos Resende (11 golos) foi o melhor marcador na vitória caseira dos portistas por 29-24. Entretanto, os azuis e brancos parecem lançados para contratar o lateral-esquerdo ex-ABC Álvaro Rodrigues, actualmente nos espanhóis do JD Arrate. O jovem lateral encaixa nos planos do técnico para o assalto à Liga dos Campeões.
ABC e Sporting também venceram, assumindo-se como candidatos a destronar os dragões da liderança. Os bracarenses receberam e venceram o Belenenses, com o resultado final fixado nos 32-29. Também por três golos de diferença, o Sporting derrotou o Madeira SAD, por 30-27.
Classificação do Grupo A:
1º FC Porto – 18 pontos
2º Sporting – 15
3º ABC – 14
4º Águas Santas – 13
5º Madeira SAD – 10
6º Belenenses – 10
No atletismo, Maribel Gonçalves e Inês Henriques garantiram os mínimos para os Jogos Olímpicos de Atenas. Aconteceu no Circuito de Marcha da IAAF, prova que Susana Feitor abandonou, devido a lesão. As atletas do Marítimo e do Rio Maior vão, então, marcar presença nas Olimpíadas.
Relativamente à A1 masculina, em voleibol, confirma-se a vitória do Castelo da Maia, que ganhara vantagem em Esmoriz no passado fim-de-semana. Os maiatos conquistaram o quarto título consecutivo, derrotando o Esmoriz por 3-0. Os pupilos de Luís Resende foram superiores à equipa da Barrinha, cujo técnico, Francisco Fidalgo, até esteve na base do primeiro título da série. Mais experientes e mais eficazes na hora da decisão, os campeões acabaram com o sonho do Esmoriz, que tinha um excelente plantel e que voltara a assumir a candidatura à vitória final.
No hóquei em patins, está concluída a fase regular do nacional da I Divisão. O Barcelos terminou a etapa na 1ª posição, pelo que lidera o Grupo A, donde sairá o campeão. Um título que parece destinado a uma luta a dois, que envolve ainda o FC Porto. Os bicampeões viram a distância reduzida para 4 pontos, pelo que nada está decidido no grupo da frente. Nos desafios do fim-de-semana, os primeiros lograram vencer, ainda que por números distintos. Os minhotos derrotaram a Nortecoope por 8-0, ao passo que os portistas superaram a deslocação a São João da Madeira, vencendo por 5-3.
Resultados da última jornada:
Cambra 2-6 Juventude de Viana
Benfica 0-0 Portosantense
Paço de Arcos 11-3 Infante Sagres
Gulpilhares 5-3 Nafarros
Oliveirense 4-4 Oeiras
Barcelos 8-0 Nortecoope
Sanjoanense 3-5 FC Porto
Classificação do Grupo A da 2ª Fase:
1º Barcelos – 35 pontos (as pontuações finais foram divididas por dois)
2º FC Porto – 31
3 º Oliveirense – 27
4º Portosantense – 26
5º Paço de Arcos – 25
6º Juventude Viana – 24
No ténis, Serena Williams voltou em grande aos courts. A ex-número esteve afastada por lesão e voltou para o torneio de Miami, segundo da Tennis Masters Series. A possante tenista norte-americana derrotou, na final do Nasdaq-100 Open, a russa Elena Dementieva por duplo 6-1.
No quadro masculino, o vencedor foi Andy Roddick, que nem precisou de se esforçar muito para levar o meio milhão de euros destinado ao campeão. Guillermo Coria foi obrigado a desistir, quando a final marcava 4-4, ainda no set inicial. Andre Agassi perdeu a oportunidade de conquistar, pela 4ª vez consecutiva, um título que já levantou por 6 vezes.
Aproxima-se o Estoril Open, que não contará com nenhum português. João Lagos tem dois wild-cards para distribuir, sendo que Gustavo Kuerten, Guillermo Coria (cuja lesão afastada um pouco esta possibilidade), Paradorn Srichapan e Mark Philippoussis se perfilam como os principais candidatos. Um quadro que já tem nomes como Agustin Calleri, Rafael Nadal, Guillermo Cañas e Rainer Schuettler.
No automobilismo, Armindo Araújo ganhou o Rali de Portugal. Conduzindo um Citroen Saxo Kit Car, o piloto português venceu o troféu pela segunda vez consecutiva e alargou a vantagem no Nacional de Ralis. Uma prova que o ACP, em vésperas de eleições, pretende devolver ao Mundial de Ralis. O Algarve poderá ser o anfitrião de uma prova com tradições no calendário internacional.
Na Fórmula 1, não há novidades. Terceira pole e terceira vitória para o hexacampeão Michael Schumacher. Parece fácil a caminhada rumo ao quinto título consecutivo, tanto mais que Kimi Raikonnen, segundo em 2003, voltou a desistir, devido a problemas no motor. Algo corre mal para os lados da McLaren.
A Williams também não vive tempos famosos, apenas contabilizando, no Mundial de Construtores, 19 pontos. Ralf Schumacher foi 7º e Montoya nem aos pontos chegou, quedando-se pela 13ª posição. Jenson Button ganhou o gosto aos lugares do pódio e repetiu o 3º lugar da Malásia, sendo já o 1º depois dos Ferrari. Rubinho foi segundo, com Trulli, Sato, Alonso, Ralf e Webber a fechar os restantes lugares pontuáveis.
No Mundial de Pilotos, Schumi já contabiliza 30 pontos, sendo seguido por Barrichelo (21), Button (15) e Montoya (12).
No golfe, o espanhol Miguel Angel Jimenez venceu o Algarve Open de Portugal, em golfe. Uma prova muito bem sucedida, que Jimenez arrebatou com um total de 272 pancadas, 16 abaixo do par. 208 mil euros e um lugar na Ryder Cup (prova colectiva que confronta Europa e EUA) foram os prémios que o espanhol leva para casa.
No basquetebol, o FC Porto assegurou o primeiro lugar na fase regular da Liga TMN. Os portistas estão em grande forma e asseguraram, a meio da semana, a contratação de Shawn Simpson, um extremo que militava numa formação cipriota. Seixal, CAB e Lusitânia vão discutir um lugar nos play-off.
Resultados da 31ª Jornada:
Queluz 108-79 Barreirense
Seixal 100-98 Belenenses
Benfica 82-105 Lusitânia
Ginásio 70-72 CAB
FC Porto 87-80 Oliveirense
Ovarense 78-63 Aveiro Basket
Classificação:
1º FC Porto (31 jogos–25 vitórias); 2º Queluz (31-22); 3º Ovarense (31-21); 4º Belenenses (31-19); 5º Oliveirense (31-18); 6º Ginásio (31-14); 7º Barreirense (31-14); 8º Seixal (31-13); 9º CAB (31-12); 10º Lusitânia (31-11); 11º Benfica (31-9); 12º Aveiro (31-6)
Na NBA, os Pacers e os Nets garantiram as vitórias nas Divisões Central e Atlântico, respectivamente. Uma semana marcada pela continuação da série vitoriosa dos Lakers, sempre comandados por Kobe Bryant, que lá vai respondendo ao processo judicial por alegada violação a uma jovem de 19 anos.
New Jersey, Indiana, Detroit, Minnesota, San Antonio, Memphis, Dallas, Sacramento e Lakers são as formações já apuradas para os play-off 2004.
Até para a semana!

Não acredito em bruxas, mas que as há, há! O bruxo (chamem-lhe o que quiserem) que andou pelo novo estádio de Guimarães demorou a devolver o clube de Pimenta Machado às vitórias mas amaldiçoou, com toda a certeza, as deslocações dos portistas ao D. Afonso Henriques! Só pode.
Num jogo altamente atípico, os dragões somaram a primeira derrota e o primeiro jogo sem marcar nesta Superliga. Após uma primeira parte avassaladora por parte dos visitantes (se é que os havia, pois o jogo disputou-se em casa emprestada e perante um público afecto ao FC Porto), o Gil Vicente acabou por ganhar um jogo que parecia ter um único vencedor possível. Vicissitudes do futebol…
Os portistas nem precisavam da ajuda de Pedro Henriques, que fingiu não ver Baía jogar com as mãos fora da área. Nada disso! Os comandados de José Mourinho apenas precisavam de concretizar metade (se tanto!) das inúmeras oportunidades criadas, algumas delas de baliza escancarada. À semelhança do que acontecera ante o Moreirense, o jogo começou com um falhanço clamoroso, que não augurava nada de bom para quem acredita em coincidências. Os minutos que se seguiram não foram muito diferentes, com os dragões a jogarem do melhor futebol desta Superliga e a desperdiçarem golo atrás de golo. Justiça e futebol, disse-o na passada semana, não são termos compatíveis, pelo que a supremacia azul e branca só podia ser materializada em golos, algo que os médios e avançados dos visitantes rejeitavam, quase propositadamente parecia.
As ausências de Benni, Costinha e Maniche nada eram comparativamente com os problemas com que Luís Campos se debatia. Ainda assim, os gilistas acreditavam em qualquer coisita, tendo vestido o fato de macaco (apesar do adversário ser de gala). Com efeito, e apesar dos erros defensivos que os de Barcelos cometiam, o contra-ataque era uma arma demasiado perigosa, sobretudo quando explorada por Yuri e Duah, que veio ajudar o brasileiro logo após o reinício da partida.
O Gil Vicente era, aliás, a única equipa que mantinha um comportamento consistente, ao passo que as exibições dos portistas e do trio de arbitragem eram completamente atípicas. Se os dragões nos habituaram a alguma parra e muita uva, o juiz da partida é do melhor que temos por cá. Ainda assim, o lance de Baía parece ter perturbado ambos, sendo que Pedro Henriques, no seu estilo very british, passou a confundir jogo violento com leis da vantagem, optando pelo deixa jogar quando se impunha parar o jogo. Muitos erros.
Já Vítor Baía voltou àqueles dias; aqueles que alimentam a imprensa desportiva, a mesma que negligencia as grandes actuações a que o guardião nos habituou. Baía teve um dia mau, tem-nos de quando em vez, mas esse facto não chega para pôr em causa a qualidade daquele que é, recordo, o jogador português com melhor palmarés! Se toda a gente tem direito ao erro, o 99 portista tem créditos quase ilimitados nesse particular.
O FC Porto que voltou das cabines estava diferente, menos mexido, mais abatido. As entradas de Nuno Valente, Costinha e Bruno Moraes (para os lugares de Mário Silva, Maniche e Carlos Alberto), essas, apenas coincidiram com o período crítico da partida: os golos gilistas. O primeiro nasce de uma arrancada de Duah, que apanha o quarteto defensivo azul e branco a marcar o vazio, sendo que Gaspar surgiu ao segundo poste, batendo Vítor Baía.
Se os mais desatentos não previam o golo gilista, muitos ainda estão para perceber como Costinha perdeu o tento da igualdade, logo após o tento de Gaspar. Num daqueles dias em que mais vale não sair de casa, os portistas viram Luís Coentrão aumentar para 2-0, num lance absolutamente anedótico. Os restantes minutos foram o arrastar da desilusão portista, que viam pairar o aspectro da primeira derrota. O desacreditar tomou conta de uma equipa a quem pouco se pode apontar. Sobrou vontade e empenho mas a arte, essa, deve ter ficado guardada para os exigentes desafios que se avizinham. O Gil Vicente está quase certo na Superliga 2004/2005 e a derrota não belisca a supremacia portista e o brilhantismo com que tem ultrapassado as exigências da temporada. A reconquista do campeonato, essa, está a 11 pontos em 18 possíveis. Demasiado perto…

Na noite de Braga aconteceu de tudo: polémicas, penaltis, melhor Sporting da época, expulsões e (muita) confusão. Para a história fica o resultado, vitória dos leões por 3-2, num jogo que foi, no mínimo, atribulado. Sistema?...
Este foi um Domingo positivo para o Sporting que ganhou em Braga e "pontuou" em Vila do Conde.
Mas a luta pela Liga dos Campeões continua bem acesa...
O encontro deste Domingo que pôs frente-a-frente dois Sportings, o de Braga e o de Portugal, pode (deve) dividir-se em duas partes bem distintas.
A primeira parte foi a do futebol. O Sporting entrou bem no jogo e, após a lesão de Custódio (preocupante...), começou a pôr em prática um futebol bonito e esclarecido, talvez o melhor desde o início da época. A equipa leonina trocou bem a bola, criou bons lances de perigo e mostrou uma personalidade que há já algum tempo andava arredada da equipa de Fernando Santos. Os golos surgiram com naturalidade, com Silva a mostrar o que não tinha mostrado até hoje: eficácia. O outro tento leonino foi apontado por Liedson.
Contra isto, um Sp. de Braga muito apático pouco podia fazer. A primeira parte foi a de um Sporting seguro a defender, forte no meio campo e eficaz no ataque, face a um Braga demasiado temeroso e muito acobardado. Foram 45 minutos de algum demérito bracarense e muito mérito leonino.
Depois veio a 2ª parte, e a coisa descambou... Barroso foi expulso logo a abrir, num lance ainda por explicar (o jogador re-afirma inocência e chorou em plena sala de imprensa). O Braga, após duas alterações estratégicas na equipa, começou a reagir e entrou na partida. O jogo ficou mais equilibrado, com alguns lances de bom futebol, e as coisas começaram a aquecer. O Sporting continuava a comandar as operações, mas tinha agora alguma oposição pela frente. Sob a batuta de P.Barbosa (com João Pinto e Paulo Bento também em bom plano), o SCP foi criando boas oportunidades, mas o terceiro golo acabou por surgir numa grande penalidade duvidosa (parece não haver contacto, mas, de acordo com algumas estações de rádio, o penalti existiu mesmo) convertida por Barbosa.
E quando se pensava que o resultado estava feito, eis que surge a reacção bracarense, com vontade de fazer em meia hora aquilo que não tinha feito na hora anterior. O Braga cresceu, aventurou-se e acabou por marcar dois golos (da autoria de Henrique), muito por culpa da defesa do Sporting, hoje sem o pilar Polga, que trouxeram indecisão até ao último minuto de jogo.
Uma nova expulsão, desta feita de Nem, acabou com as hipóteses de reacção dos arsenalistas, mais uma vez sem explicação aparente.
No final, o que conta é o resultado, que foi, um justo 3-2 a favor dos leões. Acima de tudo, o responsável pela grande complicação que foi a 2a parte foi o árbitro Carlos Xistra, que criou uma tempestade num copo de água, e depois não conseguiu controlá-la. Não havia necessidade...
P.S.: alguém diga ao presidente da SAD bracarense que a desculpa do sistema já está gasta. Tem piada à primeira, mas depois começa a aborrecer. É triste...

Para os encarnados era fundamental assegurar os três pontos frente ao Rio Ave, até porque, o historial do Sporting em Braga não era famoso. Contudo, o Benfica acabou por perder dois pontos na luta para a Liga dos Campeões, numa noite em que faltou inspiração a uma equipa com poucos recursos...
Os primeiros minutos da partida deixaram claro que íamos assistir a uma partida aberta e com golos. As duas formações entraram com vontade de marcar e manterem vivo o sonho europeu que as conduz nesta fase final de campeonato.
Apesar disso, com o passar dos minutos, o jogo foi perdendo qualidade. E, se por um lado, o Rio Ave saia (sempre que podia) rapidamente para o ataque tentando surpreender a lentidão dos centrais encarnados, do outro lado havia uma equipa que ganhava a posse de bola com relativa facilidade, mas no último terço de terreno não sabia o que fazer com a mesma - faltou uma referência de ataque chamada Sokota. A solução atacante dos encarnados passava por Nuno Gomes, que nunca mostrou capacidade - nem vontade - de ganhar o duelo com os centrais vila-condenses.
No meio-campo Fernando Aguiar surpreendia com mais uma agradável exibição, enquanto Tiago jogava algo condicionado, o que não o impediu de ser uma peça fundamental nas manobras da equipa.
Mas na realidade, quem ía causando perigo - com remates de longe - era o Rio Ave, que ao longo de toda a partida usufruiu de um enorme espaço de manobra no seu ataque, mercê da ineficaz marcação exercida pelos defesas do Benfica. E foi precisamente à custa de uma marcação à zona (no interior da área) que Evandro abriu o activo. Logo no inicio do segundo tempo o numero 4 vila condense aproveitou o espaço cedido por Miguel e ainda contou com o involuntário apoio das costas do defesa para chegar ao golo. Tudo se começava a complicar para Camacho que fez saltar do banco dois jovens. Porquê? Porque por vezes mais do que classe e experiência é preciso uma boa dose de irreverência. João Pereira e Manuel fernandes trouxeram isso mesmo ao ataque encarnado. Tiago, com um belo remate chegou ao empate que se manteve até final, apesar das oportunidades (poucas apesar de tudo) desperdiçadas pelas duas equipas.
A reter a boa prestação dos de Vila do Conde e a péssima actuação de Geovanni - dá pena vê-lo em campo.

Serena Williams e Andy Roddick são os vencedores do Nasdaq-100 Open.
A norte americana, que parece estar em grande forma, venceu na final Elena Dementieva por uns claros 6-1, 6-1.
Já no quadro masculino, o favorito Andy Roddick acabou por levar a melhor sobre o argentino Coria (possivelmente marcará presença no Estoril Open). A tarefa do americano não foi fácil já que tinha pela frente o melhor sul-americano da modalidade. Contudo, a lesão de Coria, que o forçou a abandonar a partida, facilitou a tarefa do vencedor (6-7,.6-3, 6-1) que ainda assim perdeu o primeiro set.

O quarto-arbitro, ainda não conta com a crónica do jogo entre o Gil Vicente e o Futebol Clube do Porto, contudo, há algo que não vai (certamente) constar nessa crónica e que, para o bem de Vitor Baía, merece ser mencionado.
No final da partida, o guarda redes não compareceu na zona do flash- interview para o habitual comentário à partida. Muitos terão pensado que a atitude de Baía era uma consequência directa da sua má actuação em Guimarães... mas pode não ter sido bem isso. Isto porque no final do encontro as imagens da sport TV mostram o internacional português a ser interpelado pelo "Sr. Assessor" do clube portista. Antero Henrique agarrou Baía, sendo que, a linguagem gestual que se seguiu não deixa grande margem para dúvidas. O 99 portista, pode ter sido aconselhado a não comparecer na entrevista e vai por isso sujeitar-se a uma multa (tal como vem acontecendo com Camacho do Benfica). Mas, acima de tudo, é importante percebermos que o assessor do Porto com esta sua atitude acabou por denegrir a imagem de um profissional exemplar como Baía. É verdade, que a noite de Guimarães não foi feliz ( e talvez servido para abrir as mentes mais fechadas que criticaram Ricardo após o jogo com a Itália, fazendo-as perceber que todos erram...), mas o guarda-redes ia com toda a certeza ao local reservado ao flash interview não fosse o "conselho" do Sr Antero. Vida de assessor...

O Castelo da Maia sagrou-se tetra campeão da A1 masculina. No quarto jogo de play-off para a atribuição do titulo, os maiatos levaram de vencida a equipa do Esmoriz por um esclarecedor 3-0. A equipa orientada por Luis Resende, deixou bem patente toda a sua experiência e qualidade, sendo que, o ceptro de campaão mais não é do que um merecido prémio para a regularidade e consistência da equipa da Maia.

Michael Schumacher conquistou o Oriente e venceu com relativa facilidade o Grande Prémio de Bahrein. A Ferrari continua assim a passear a sua classe, numa temporada que se avizinha muito pouco competitiva.
Ao pódio subiu ainda o brasileiro Rubens Barrichello (2º classificado), sendo que, Jenson Button conquistou a terceira posição. O inglês da BAR-Honda continua a dar nas vistas repetindo, no Oriente, um lugar no pódio.
Classificação de pilotos:
1. Michael Schumacher (ALE) 30 pts
2. Rubens Barrichello (BRA) 21
3. Jenson Button (GBR) 15
4. Juan Pablo Montoya (COL) 12
5. Fernando Alonso (ESP) 11
6. Jarno Trulli (ITA) 11
7. Ralf Schumacher (ALE) 7
8. Takuma Sato (JAP) 4
9. David Coulthard (GBR) 4
10. Felipe Massa (BRA) 1
11. Mark Webber (AUS) 1
Classificação de construtores:
1. Ferrari 51 pts
2. Renault 22
3. Williams-BMW 19
4. BAR-Honda 19
5. McLaren-Mercedes 4
6. Jaguar-Cosworth 1
7. Sauber-Petronas 1

Fábio Rochemback, um dos pilares do meio campo do Sporting, lesionou-se no treino de hoje e poderá ter dito adeus ao resto da época futebolística. Rochemback, que se encontrava em fase de recuperação de uma lesão anterior, ressentiu-se após uma tentativa de remate, e abandonou o treino leonino mais cedo.
Os exames médicos ainda não estão concluídos mas suspeita-se que a lesão deverá impedir o jogador de voltar a alinhar pelo Sporting durante esta temporada.
Fernando Santos vê assim aumentar os problemas para o jogo de Braga, e para o resto da época, na luta que trava pelo 2º lugar. Do outro lado está um Benfica que também tem a sua conta de problemas (Sokota e Petit que o digam) e, por isso, prevê-se um final de campeonato muito disputado, entre os "mancos" e os "coxos". E que vença o melhor...

Jorge Nuno Pinto da Costa, actual presidente do FC Porto, "pediu" ao presidente da Assembleia Geral do clube para extender o seu mandato por mais um ano.
Surpresa? Absolutamente nehuma. Pinto da Costa, o "Papa", fez crescer e cresceu com o clube, conquistou muitos títulos, ganhou muitos inimigos e está na mó de cima. E essa parece ser a principal razão para prolongar a sua presidência por mais uns lustros.
Lembro que há uns anos, quando o Porto esteve 2 (!!) anos sem ganhar o título, o (eterno) lugar de Pinto da Costa chegou a estar em risco. Os adeptos contestavam e as alternativas surgiam, com Fernando Gomes, antiga glória portista, a assumir-se como principal candidato.
Hoje em dia, ai daquele que tem o desplante de pensar em ver o Papa fora das Antas (ou do Dragão). Corre sérios riscos de ser "apagado" do sistema...
A verdade é que se fizermos uma biografia detalhada do homem, em momento algum deixaremos de fora polémicas, arrufos e birras, daquela que é, indubitavelmente, A figura do futebol português das últimas décadas.
O problema de tudo isto está no clima que o futebol vive constantemente. Pinto sente-se discriminado, insultado ou desafiado, dia sim dia sim, por todos os que se atravessam no seu caminho. Para outros presidentes, existem adversários, para Pinto da Costa inimigos. E a mentalidade da direcção reflecte-se na equipa, sobretudo quando aos comandos desta está alguém tão bom ou pior do que o próprio presidente!
Vamos ter Pinto da Costa por mais um ano e, se as coisas correrem bem, outros prolongamentos de mandato surgirão.
Na minha opinião, podiam instaurar nas Antas o sistema do Vaticano: quando o Papa resignar (ou morrer) estará reunida a comissão de sábios que escolherão o novo pontífice. E então, com fumo branco a sair do alto da torre das Antas, declararão: Habemos Papa!

O Ivo Adão não gosta do FC Porto nem do staff do FC Porto. Acho normal! O Ivo Adão está habituado à incompetência e à falta de profissonalismo de equipas directivas e técnicas que não valorizam e não salvaguardam os seus. Acho menos normal! O Ivo Adão não sabe reconhecer os princípios que, feliz ou infelizmente, têm de nortear o trabalho de quem está por detrás dos clubes de futebol. O Ivo Adão é apologista do politicamente correcto e do "come e cala". Não acho, de todo, normal!
Ninguém do FC Porto quer "impedir os seus "meninos" de serem solicitados para representar o País ao mais alto nível". Longe disso! Quem esteve atento às declarações de Pinto da Costa à SIC só pode ter percebido que tal não é a vontade do clube. Com efeito, o que se defende é que há poucos jogadores do FC Porto na selecção nacional. O que se defende é que os automatismos e a qualidade exibida pelo campeão nacional deviam ser a base da nossa selecção e o veículo que a conduziria ao sucesso. Não é isso que acontece.
O FC Porto tem, constantemente, 8 ou 9 potenciais seleccionáveis nas suas formações titulares. O FC Porto é, digo-o sem falsas modéstias ou prudências, bi-campeão nacional, vencedor e finalista (pelo menos finalista) da Taça de Portugal, detentor da Taça UEFA e da Supertaça Cândido de Oliveira, finalista da Supertaça Europeia e está com um pé nas meias da Champions. É pouco, acreditará Scolari!
O FC Porto passeia classe dentro e fora de portas mas o seleccionador nacional parece fechar os olhos. Nunca se digna a percorrer mais de 200 quilómetros para ver um jogo de futebol e só o vemos em jogos de segunda categoria, quando se exigia a sua presença em desafios como um Porto - Manchester ou um Manchester - Porto. É assim que se faz sentir a um jogador que ele está a ser observado? É assim que se diz "presente" a um jogador que precisa de ter em quem o comanda o seu maior admirador e o maior conhecedor das suas qualidades e defeitos, tanto profissionais quanto humanas? Tenho as minhas dúvidas.
"A organização na selecção é má"! Mas alguém tem dúvidas disso? Mas alguém pode admitir que um jogador coma a relva que Figo, Rui Costa e demais vedetas se recusam a pisar? Deu pena ver Costinha jogar na quarta. Deu pena ver até que ponto o esforço de um atleta pode ser desrespeitado por colegas de selecção e até que ponto um treinador consegue ser casmurro e cego perante realidades que saltam à vista.
A selecção não rende e Scolari não sabe dizer porquê! O futebol de ataque é confrangedor e inexistente, perante discursos megalómanos que continuam a traçar as meias-finais como objectivo. Pelo que se viu até agora, essa meta é, sejamos simpáticos, uma miragem.
O Ivo Adão tem uma percepção errada do ponto de vista portista e não percebeu como natural a preocupação dos responsáveis azuis e brancos. Numa fase crítica da época, Scolari escusou-se a poupar um jogador fundamental na manobra portista, altamente utilizado e, aqui e ali, fustigado por lesões. O Ivo Adão não percebeu como natural a preocupação face à abusiva utilização de um jogador que actuou domingo, actuou quarta e tem compromissos marcados para sábado, quarta, domingo, novamente quarta e novamente domingo. Pelo menos...
O Ivo Adão terá compreendido as saídas de Figo e de Rui Costa (o banco do Milan é cansativo) e também terá entendido (diga-me porquê) a ausência de empenho e de rendimento sempre que estes atletas jogam por Portugal. Mais: o Ivo Adão concordará com a politicamente correcta opção pelo "não comento" e pelo "não falo de jogadores que não estão cá". Que bela fuga!
Scolari está munido de plenos poderes, concedidos por alguém que já deixou o barco afundar anteriormente e que insistiu permanecer no lugar - culpando quem menos culpas tinha. O seleccionador foge, deste modo, às explicações sobre as ausências de Vítor Baía e Maniche, sobre a diminuta utilização de Ricardo Carvalho, sobre as opções por atletas que não rendem.
O FC Porto, esse, está habituado a competência e a profissionalismo e não admite, nem pode, que se brinque com o clube ou com os portugueses. Porque é isso que tem acontecido. Mais: o FC Porto é o primeiro a defender os seus interesses e o primeiro a denunciar aspectos que o atingem e lhe dizem respeito. Bem sei, caro Ivo, que isso não vem acontecendo no seu clube mas não estranhe que aconteça no FC Porto, com os resultados que se conhecem. Como adepto do clube, só posso exigir que os profissionais dos dragões coloquem a nossa equipa à frente de tudo e que defendam os nossos jogadores até à morte. Tem sido essa a chave do nosso sucesso. Quanto à ironia, constato que é um recurso estilístico que não domina, uma vez que os votos de André eram sinceros.
Para ti Ivo, porque nos ligam laços bem maiores do que os do futebol, vai um grande abraço. Desculpa estas linhas mas tinha de comentar aquilo que considerei ser uma injustiça, as tuas palavras.

É verdade que a nossa selecção não está a jogar bom futebol, é verdade que Scolari terá, por ventura, mais inimigos do que aliados em Portugal, é verdade que a chamada de Bruno Vale foi como uma espinha cravada na garganta azul e branca, é verdade que há muita gente a pedir a cabeça do seleccionador ainda antes do Euro, mas representar a equipa de todos nós não deveria ser um orgulho para qualquer jogador ou equipa técnica que trabalha com ele diariamente? Parece que não...
Que existe muita gente a valorizar mais uma vitória do clube do que da selecção eu já sabia. o que eu não sabia era que também os profissionais iam ter esse discurso clubo-narcisista (perdoem-me a expressão). A equipa técnica do Porto há muito que vai denotando uma certa azia pela postura de Scolari, contudo, ao considerar a sua equipa a melhor da Europa (e talvez do Mundo) o Sr André, (possivelmente telecomandado por um qualquer superior), não pode impedir os seus "meninos" de serem solicitados para representar o País ao mais alto nível.
As declarações do Adjunto de Mourinho - que passo a citar: "...os jogadores do FC Porto cansam-se mais quando actuam pela Selecção do que pelo clube. Em Braga, por exemplo, viu-se o Costinha correr tanto, tanto, que até dava pena. E jogou 90 minutos. Numa equipa que é organizada, onde correm todos para o mesmo, trabalham todos para o mesmo, os jogadores cansam-se muito menos do que quando jogam na selecção, onde a organização não é boa. Lá, os jogadores arrastam-se e correm um para cada lado. O Costinha correu por ele e pelos outros."- denotam uma enorme falta de respeito pelo atleta, e pelo corpo técnico da selecção. Vindo de quem vem não é de admirar, contudo, esperava mais prudência por parte de quem envia os elementos do Futebol Clube do Porto para a sala de imprensa.
O que André fez foi colocar os interesses do seu clube acima dos da selecção, e se isso é admissível num adepto, deixa de o ser num profissional. Apesar do FCPorto estar - com todo o mérito - a lutar em todas as frentes, não pode nem deve impedir os jogadores de darem o máximo na selecção, na qual, certamente têm orgulho em jogar.
Quanto à pena demonstrada pelo adjunto em relação ao "sofrimento" de Costinha, basta remeter o leitor para o ritmo a que a partida frente à Itália se realizou. Se os jogadores (incluindo Costinha) tivessem corrido o que deviam, haveriam certamente... menos ais.
A terminar a sua intervenção, André não se esqueceu da sua inconveniente ironia e disse acreditar na vitória da selecção. Agora, se me permitem, é a minha vez de ter pena... desta falta de ética e profissionalismo.

A primeira final de Key Biscayne vai opor a norte-americana Serena Williams à russa Elena Dementieva. Para chegar à derradeira partida, Serena venceu a grega Eleni Daniilidou por um duplo 6-4. Enquanto isso, a outra finalista bateu a sua compatriota russa por 6-4 e 6-2.
No quadro masculino , as duas partidas dos quartos de final disputados ontem ditaram o afastamento de Moya e do argentino Calleri (que havia eliminado Agassi). O primeiro foi derrotado por Roddick, já Calleri caiu perante Spadea.
Nas meias-finais masculinas teremos assim as seguintes partidas: Andy Roddick vs Vicent Spadea e Fernando Gonzalez vs Guillermo Coria.

Segundo o diário espanhol A Marca, o internacional francês vai deixar a Juventus para rumar ao Barcelona. Os catalães, que passam por um bom momento, estão já a preparar a próxima temporada. O contrato ainda não foi assinado mas vai ligar o avançado francês ao clube espanhol por três temporadas.

O irlandês Peter Lawrie comanda o 48º Open de portugal em golfe. Depois do open da Madeira, esta é a segunda prova, em território nacional, a contar para o Circuito Europeu. O actual lider da prova conseguiu acabar o primeiro dia com 6 pancadas abaixo do Par do campo da Penina (Algarve). Dos doze portugueses em acção, quatro terminaram o dia abaixo do par, sendo que, o melhor dos lusos foi o jovem Tiago Cruz de apenas 21 anos.

O ex-internacional português Paulo Sousa, idealizou um projecto ontem apresentado em Viseu. Com o nome "Mini-estádios Paulo Sousa", a iniciativa passa por criar em diversos pontos do País, espaços que vão recriar o ambiente vivido num estádio de futebol, e que permitirão ao espectador acompanhar o Euro-2004 e até os Jogos Olimpicos de Atenas.
Os recintos multi-funções terão capacidade para cerca de 1400 pessoas, sendo que, para o ex-internacional este projecto vai, acima de tudo, "promover a nossa cultura bem como incentivar à prática desportiva".

Depois de Calleri (ARG) ter terminado com o sonho de Agassi em renovar o titulo, desta feita foi a vez da sempre candidata Venus Williams ser afastada pela russa Elena Dementieva com os seguintes parciais 6-3, 5-7 e 7-6 (7-3).
Nas meias-finais femininas teremos um embate entre duas jogadoras vindas do leste da Europa e um interessante embate entre Serena Williams e a grega Eleni Daniilidou.
Serena Williams (USA) vs Eleni Daniilidou (GRE)
Nadia Petrova vs Elena Dementieva (RUS)
No quadro masculino teremos as seguyintes partidas:
Carlos Moya (ESP) vs Andy Roddick (USA)
Vincent Spadea (USA) vs Agustin Calleri (ARG)

As deslocações a Vila do Conde são, por si só, complicadas (que o digam os leões...), mas se a estas juntarmos uma boa dose de lesões e um conjunto vila-condense extremamente motivado, encontramos a fórmula que pode conduzir a turma de Camacho à ravina, que afastaria definitivamente o sonho da "Champions".
Com Petit lesionado e Sokota azarado como sempre (marcou pela Croácia e saiu com uma lesão muscular), a vitória no Estádio dos Arcos requer ainda maior entrega de uma equipa aparentemente desfalcada.
Mas nem tudo são más noticias... À parte a possível contratação de Paulo Almeida, correm a bom ritmo os processos de renovação com Argel e Moreira.

Os ventos da mudança não atingiram apenas o Governo de Aznar. Agora é no hóquei em patins que se vivem momentos conturbados e de enorme polémica. A FIRS admitiu a entrada da selecção catalã para os seus quadros, dando aso a futuras participações da mesma, em Campeonatos do Mundo e da Europa. A decisão deste organismo deixou estupfactos todos os espanhóis, despoltando um sorriso cinico nos bascos que também já ponderam uma acção idêntica.
Dos catalães que actuam no campeonato português destaco a opinião de Pedro Gil (F.C.Porto), que para além de confuso quanto a uma possível decisão, não compreende muito bem como é que aquela região conseguiu levar a Federação Internacional a tomar esta atitude.
Edo Bosh, mostra alguma preocupação com este "movimento independentista", lamentando o facto de ter sido o hóquei a dar o primeiro passo nesse sentido. No apoio a esta decisão estão, para além da Federação Catalã, muitos jogadores daquela região que deixaram de fazer parte das escolhas do seleccionador.
O Presidente da Federação Espanhola de Patinagem já se demitiu e o executivo de Zapatero vai levantar um processo disciplinar á Federação da Catalunha. Este é assim um caso que promete levantar ainda muita polémica. A ver vamos...

Bem sei que hoje é dia das mentiras, mas o que aqui vai é pura verdade. Disse-o Louis Saha, avançado francês que o Manchester United contratou ao Fulham na reabertura do mercado.
"Falta a Ruud a experiência dos grandes jogos", disse Saha. "Nunca jogou na fase final de uma grande competição, seja pelo United ou pela Holanda, e precisa de ganhar experiência ao mais alto nível". Como se isto não bastasse para o pobre Van Nistelrooy, Saha acrescentou: "Ruud nunca marca golos de fora da grande área e não marca livres. De facto, Ruud não participa muito no jogo colectivo da equipa".
Se ele o diz...
Fonte: site oficial do Euro´2004

Na fase quente da época, quase todos os dias se ouviam declarações, vindos do lado leonino, que reclamavam melhor futebol e que indicavam para um fraquejar do plantel azul e branco. Resultado: quem caiu foi o Sporting.
No passado domingo, Camacho saiu-se com discurso semelhante. "O Sporting está a fraquejar", disse. Ou seja, os leões vão ser segundos classificados.

Nesta Quarta-Feira disputaram-se também outros encontros de preparação para o Euro2004. O destaque vai para a vitória da Espanha em casa, 2-0 frente à Dinamarca, para a Grécia que ganhou 1-0 à Suíça e para o empate da Rússia na deslocação à Bulgária, 2-2.
Quem brilhou foi a Alemanha que bateu a Bélgica por uns esclarecedores 3-0.
Mas muitas outras selecções realizaram um dos últimos testes para o europeu do nosso país. Fique a par dos resultados em mais...
Amigáveis Internacionais
31 Março 2004
Bulgaria 2-2 Russia
Eslovénia 0-1 Letónia
Croácia 2-2 Turquia
Republica da Irlanda 2-1 República Checa
Alemanha 3-0 Bélgica
Suécia 1-0 Inglaterra
Holanda 0-0 França
Portugal 1-2 Itália
Grécia 1-0 Suíça
Espanha 2-0 Dinamarca
Os adversários de Portugal na primeira fase do Euro2004 deram muito boa conta de si. A Espanha venceu, com tranquilidade, a Dinamarca, mostrando uma dupla de ataque temível para o campeonato: Morientes e Raúl não deixaram os créditos por mãos alheias e "facturaram" na noite de Gijón.
A Grécia também se mostrou à Europa e bateu a selecção Suíça por 1-0, mostrando que quer ter uma palavra a dizer logo no jogo de abertura do europeu.
A selecção russa foi empatar a um terreno complicado, a Bulgária, a duas bolas, com os dois tentos da Rússia a serem obtidos pelo, cada vez mais notado, Sychev. Nota também para a presença do portista Alenichev no onze russo.
O encontro mais importante desta Quarta era o que punha frente-a-frente Holanda e França. Dois candidatos ao título europeu que não foram além de um empate a zero, num jogo muito fechado e muito táctico. O espectáculo andou alheado do país das tulipas.
A Inglaterra perdeu na Suécia, 1-0 por Ibraimovich, e demonstrou algumas fragilidades, sobretudo a nível defensivo, que devem ter deixado Erickson a pensar.
Um dos encontros mais equilibrados foi o Croácia-Turquia, onde o empate a 2 bolas demonstra bem o valor das duas selecções. Sokota foi titular, mas saiu logo aos 12 minutos por lesão, devendo ficar de fora no jogo do Benfica do próximo fim de semana.
Para terminar, a nota negativa da noite vai para a República Checa que volta a conhecer o sabor da derrota às mãos da Rep.da Irlanda, ao fim de 15(!!) jogos consecutivos sem perder. O "carrasco" da selecção checa foi Robbie Keane que marcou o 2º golo irlandês e deu a vitória a um dos grandes ausentes do evento desportivo mais importante do futebol europeu. No entanto, atenção a esta República Checa que já demonstrou ser uma das fortes candidatas a fazer um "brilharete" no Euro2004.

Independentemente do que venha a acontecer, chegou a hora de Portugal se unir em torno da sua selecção. Bem sei que muitos não admiram o estilo de Scolari; estou certo de que quase todos mudariam uma ou mais peças no esquema actual. Mas creio que está na altura de guardarmos para nós as opiniões, aceitando esta selecção como a nossa, de todos!
Já interiorizei esta forma de estar. Custou-me imenso, confesso. As críticas, essas, guardei-as para mais tarde. Mas quem me dera não ter de as fazer.
A selecção de Scolari nunca conseguiu "aquele" jogo, "aquela" exibição que falasse ao interior de cada português: "Está no papo!".
Fragilidade, inconstância, ineficácia e demais termos nada positivos apenas adiavam a esperança de ver "aquele" Portugal no desafio seguinte. Face aos 15 minutos iniciais do encontro, não consegui evitar a frase que alguns amigos proferem quando saem à noite: "É HOJE!".
Não foi, mais uma vez. O apanhado do jogo de ontem é altamente desfavorável ao conjunto nacional, que denunciou lacunas que tardam em ser emendadas. E o tempo escasseia.
Com efeito, a pálida imagem que os comandados de Scolari deram em nada tem a ver com as ambições que temos traçado, Federação e seleccionador incluídos. Para quem perspectiva as meias-finais como objectivo, o futebol apresentado até hoje é pouco, muito pouco. Estamos fartos da história de Felipão e do Mundial 2002 e não podemos confiar em coincidências.
De facto, o nosso aproveitamento no Europeu vai depender da nossa capacidade de jogo, da nossa força mental e de um conjunto de factores pouco ou nada aleatórios que, até agora, fomos incapazes de exibir.
Ainda assim, voltemos a salientar que os 15 minutos iniciais foram enganadores. De facto, Portugal entrou muito bem no jogo, obtendo um golo que os minutos seguintes viria a desmentir. A selecção enganou-nos, sendo preocupante a incapacidade em manter o ritmo exibido durante o quarto-de-hora inicial. Lamenta-se a inconsequência dos bons momentos que conseguimos patentear, pelo que importa saber o que se fez de mal mas apontar o que se conseguiu de bom, para que se repita, desta vez ao longo dos 90 minutos de um jogo.
Portugal teve um período de grande qualidade. Porquê? Porque conseguiu um futebol fluído, proporcionado pela extrema mobilidade de jogadores que não se prendiam às posições que o esquema indicava; porque se acercava do último reduto italiano, onde dispunha de linhas de passe abertas, onde conseguia variar o jogo da direita para esquerda, onde lograva desenvolver o seu futebol ao primeiro toque, onde os flancos trabalhavam (defesas incluídos) de modo a criar desequilíbrios que permitissem ameaçar o guarda-redes Buffon.
Para tal muito contribuía a disponibilidade e a inspiração de Rui Costa, bem como as qualidades ofensivas que Tiago evidencia. De facto, essa foi a grande alteração relativamente ao desenho esperado. Face à lesão de Petit, avançou o médio ex-Braga, que dá uma outra cadência ao futebol de ataque mas que não ajuda Costinha tanto quanto seria desejável. Ainda assim, a fluidez e a alegria que a selecção patenteava chegava para empolgar qualquer adepto, tanto mais que o golo até acabou por sugir cedo, fruto de uma bela subida de Nuno Valente, excelentemente assistido pelo maestro Rui Costa.
É hoje!, dizia eu na minha ingenuidade. Não foi. Porque a alegria e as forças se perderam, porque a Itália (mesmo desfalcada e sem jogar grande coisa) começou a tomar conta das operações a meio-campo, onde Costinha fazia o papel de "me against the World". Do lado transalpino, Totti tomava conta das operações e mostrava porque é um dos melhores jogadores da actualidade. Assim sendo, e perante a passividade de Portugal, os italianos chegaram à igualdade, num lance em que Paulo Ferreira parece atropelado, para já não falar na rapidez com que se marcou o livre. Vieri, esse, é que não pareceu afectado pelos nomes que Toni lhe chamara na semana passada. Eu não teria tanta resistência.
A selecção não reagiu ao golo, pelo que o intervalo chegou naturalmente. Para o segundo tempo vieram Deco, Boa Morte e Ronaldo, que substituiram Tiago, Nuno Valente e Simão. E o futebol luso melhorou. Com efeito, os 15 primeiros quinze minutos da segunda metade foram de alguma qualidade, com Portugal a aproximar-se do nível exibido em igual período da etapa inicial. A disponibilidade de Deco foi essencial, mas cedo se dissipou a pressão à equipa adversária. A partir de então, Portugal deixou de estar em campo, sendo que, do lado contrário, Miccoli fazia o papel de Totti.
Foi mesmo o pequeno jogador da Juve quem marcou o tento final, num canto directo em que Boa Morte tem uma falha infantil e clamorosa. Ricardo não esteve melhor. Scolari ganhou mais uma lição, porque com os erros se aprende: Boa Morte não é defesa-esquerdo.
Muitas outras lições podem e devem ser retiradas deste encontro, sob pena de se comprometer o objectivo de todos nós. Esse é trabalho, contudo, para Luiz Felipe Scolari. A ver vamos se sobram qualidades para que esteja feito antes de Junho. Assim o esperamos...