
TRAPalhão! Uma Itália de sonho perdeu dois pontos no duelo com a Suécia, devendo-se culpar Trappatoni pelo resultado. O técnico transalpino consentiu a reacção sueca dos últimos 20 minutos, retirando as unidades do ataque e oferecendo a bola ao adversário. A consequência foi o golo da igualdade, que obriga os italianos a vencer a Bulgária por uma margem folgada. A Suécia esteve longe dos falaciosos 5-0 da primeira jornada, muito por culpa de uma Itália que foi, durante mais de 70 minutos, quase perfeita.
Uma equipa altamente moralizada encontrava uma outra ferida. Acontece que a galvanizada Suécia entrou receosa e expectante, ao passo que a magoada Itália lambia os arranhões e seguia em frente, até porque já tinha homens para tal. A defesa mantinha-se mas as posturas de Panucci e Zambrotta (mais deste último, apesar do primeiro fabricar o golo de Cassano) alteravam-se por completo, com os laterais e subirem no terreno como Camoranesi e Del Piero nunca haviam feito contra a Dinamarca. Por falar em Del Piero, o castigo de Totti caiu que nem ginjas na actuação do astro da Juve, muito mais liberto e muito confiante na missão de organização de jogo. O futebol fluía, até porque Cassano alinhava no estilo e aparecia em ambos os flancos, não sendo raro vê-lo também pelo centro ou nas proximidades do ponta-de-lança, o descalibrado Vieiri. Mais a mais-valia transalpina estava no meio, poço da virtude. Ao dar a titularidade ao duo do Mila, Pirlo e Gattuso, Trappatoni ganhou em garra, querer e espírito de luta, passou a dispôr de talento, mestria, visão de jogo e rigor táctico. Perrotta, esse, chegava e sobrava na missão de destruir.
A Suécia não alinhou em tão vasto conjunto de alterações, confirmando apenas a indisponibilidade de Lucic e o onze de grande parte do primeiro encontro, com o médio Nilsson a defesa-direita e o indeciso Wilhelmsson um pouco mais à frente. Svensson e Linderoth deviam controlar as operações no meio-campo e Ljungberg auxiliava Larsson e Zlatan no ataque, ou melhor, no contra-ataque, sempre bem anulado pelos italianos.
A Itália jogava um futebol fantástico e o golo de Cassano só pecou por tardia, dando vantagem tangencial a uma selecção que se exibia a um nível muito superior ao do seu adversário. Zambrotta acabava com o duo sueco da direita, Del Piero abria o jogo, Pirlo e Gattuso desbravavam o meio-campo. Perfeito!
O segundo tempo chegou na mesma toada e assim se manteve até começar o disparate de Trap, que tirou Cassano para introduzir um médio, Fiore. Mais tarde substituiu Gattuso pelo defesa Favalli e só parou quando mandou Del Piero para o banho e apostou em Camoranesi. Resultado: a Suécia cresceu e igualou perto do fim, com um golo incrível de Zlatan Ibrahimovic, muito semelhante a um tento que marcara há algumas semanas, então ao serviço do Ajax. Assim é complicado, Mr. TRAPalhão...
Apesar de achar que a Itália até devia ter perdido, não achas que o golo da Suécia foi ilegal?eu acho que o ibrahimovic faz falta sobre o buffon, ja para nao falar dos encontroes antes...
Posted by: bid às junho 19, 2004 03:07 PMConcordo plenamente com o post.a Itália só empatou devido à mesquinhez de um treinador(de créditos firmados no futebol mundial) que tem como objectivo primordial do seu jogo defender. quem joga assim nao merece ganhar. se pudesse fazer mais substituições tinham entrado o Materazzi e o Ferrari. incrível...
Posted by: Ricardo às junho 21, 2004 03:22 AM