junho 22, 2004

República Checa 3 - Holanda 2

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Fantástico jogo de futebol entre Holanda e República Checa, contrariando todos os princípios que têm orientado este Euro´2004. Tinha comentado com o Ivo que esperava o melhor jogo do torneio e creio que tal se veio a verificar, recordando-me um épico encontro de 2000, que opôs Portugal e Inglaterra. Depois da TRAPalhada da Itália, também Advocaat decidiu dar uma ajudinha ao adversário com a retirada de Arjen Robben, um dos melhores elementos em campo. Reviravolta no marcador, bons golos, muitos lances de perigo, alguns dos melhores jogadores do Mundo, duas candidatas à vitória final. Os checos já estão apurados, a Holanda está em apuros…

Muitos terão pensado que o golo de Nistelrooy havia morto o jogo, sobretudo porque Bouma já marcara antes e porque a Holanda dominava as operações, criando várias situações de imenso perigo. Acontece que Cocu ofereceu o golo à República Checa, relançando-a no jogo. Não satisfeito, Bruckner insistiu no ataque à baliza de van der Sar e retirou o lateral-direito Grygera, introduzindo Smicer, que passou a actuar pela esquerda, flanco oposto ao de Karel Poborsky. Deste modo, à frente dos três defesas só estava Galasek, que até actua na Holanda. Também Advocaat fez algumas alterações, apesar de as ter introduzido de início. Zenden saía para entrar Robben, Seedorf ocupava o lugar que reclamava, relegando van der Vaart para o banco. Poucos pensariam que a seguir à glória viria o pesadelo. O estilo ofensivo de Bruckner ia sendo combatido pelo meio-campo da Holanda, bem aberto, que criava várias situações de perigo para a baliza de Cech.
O intervalo chegou com vantagem mínima para a Holanda e a segunda parte começou com igual tendência ofensiva, tanto para um lado como para o outro. Acontece que os holandeses abdicaram dessa postura em determinado momento, com Robben a sair para dar lugar ao veterano médio Bosvelt, que nada acrescentou em termos defensivos e de posse de bola. Por seu lado, Bruckner metia a carne toda no assador, introduzindo o avançado Marek Heinz e prescindindo do médio-defensivo, Galasek. Logrou a obtenção da igualdade, após brilhante jogada concluída por Baros e a expulsão de Heitinga, que parou em falta o vibrante Pavel Nedved. Quando a Holanda parecia satisfeita com a igualdade, Poborsky antecipou-se à recarga a um remate de Heinz e serviu Smicer para a reviravolta. É lindo o futebol. Boa sorte para a Laranja mecanizada por um Advocaat pouco ambicioso.

Escrito por André Viana às junho 22, 2004 11:19 AM
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