
A Grécia voltou a surpreender. Desta vez tratou de eliminar uma França que, sem inverter a lógica, voltou a jogar mal, sem ambição, com pouco espírito de equipa. Um conjunto acomodado aos êxitos de 1998 e 2000 e que pede uma urgente renovação, que deve acontecer já na caminhada para o Mundial da Alemanha.
A metódica e ambiciosa Grécia volta a dar-se bem com grandes equipas, à imagem do que já fizera contra Portugal e mesmo no desafio ante a Espanha. Consciente das suas fraquezas e crente nas mais-valias que também possui, os helénicos são comandados (e bem!) por um típico treinador alemão: realista, táctico q.b., organizado, cuidando cada aspecto do jogo ao pormenor.
Da Grécia dizia-se que estava em queda de rendimento, sobretudo após a derrota com a Rússia. Curiosamente, o conjunto helénico só cedeu perante uma formação que lhe é inferior. Como explicá-lo? É óbvio que a equipa de Rehhagel não sabe assumir o jogo, sendo talhada para actuar em contra-ataque e perante defesas que concedam espaços ou que, pelo menos, deixem os avançados gregos em igualdade numérica na frente de ataque. Futebol organizado e envolvente não é o forte deste surpreendente conjunto, que já fizera mossa na fase de qualificação.
Está talhada para adversários “mais fortes” esta Grécia. Estuda muito bem os adversários, sabe detalhadamente como parar este ou aquele jogador com marcações individuais, joga como equipa. De facto, todos os seus elementos parecem unidos rumo a um único objectivo, traçado entre todos, desejado por todos. Mais à frente, beneficia de alguns bons elementos, muito dotados e muito “matreiros”, com muito faro para o golo, cientes de que não terão muitas oportunidades para decidir o encontro. Não é bonito o futebol grego, se tivermos em conta apenas o sentido estético-espectacular do termo. É bonito no campo da eficácia, é bonito no campo do espírito de equipa e do total empenho rumo à conquista de um objectivo. A Grécia é a excepção à regra que diz que este Euro´2004 não está feito para equipas que assumem uma postura quase exclusivamente defensiva: Inglaterra, Itália, Alemanha.
Perante uma França que apostou no mesmo esquema (sem Vieira, com Dacourt) e na mesma ausência de ideias e ambição, a Grécia parou Henry com Seitaridis, deixando dois centrais para Trezeguet, Katsouranis com Zidane, Karagounis a auxiliar Fyssas no controlo de Pires, colocando Zagorakis e Basinas a fechar à direita, até porque Seitaridis andava sempre atrás do melhor marcador da Europa em 2003/2004. Os franceses não escapavam a estes casamentos, sendo que Henry até era dos mais esforçados.
Na frente, a Grécia contava com a magia de Karagounis e com a qualidade de Charisteas, um óptimo avançado que já deixara indicações nos dois primeiros jogos. Uns furos abaixo encontrava-se Themistoklis Nikolaidis, substituto de Vryzas. Se a posse de bola era gaulesa, com o óbvio consentimento do conjunto de Rehhagel, as ocasiões de golo mais evidentes surgiram junto à baliza de Barthez. O nulo ao intervalo era, contudo, a lógica consequência de uma França apática e de uma Grécia pouco atrevida.
Nada se alterou no segundo tempo, com a equipa de Santini crente de que o golo acabaria por surgir, como consequência da sua superioridade teórica e da estrelinha que tem acompanhado a equipa nos últimos anos. Pelo contrário, foi Charisteas quem decidiu o encontro, após excelente cruzamento de Zagorakis. O campeão alemão cabeceou forte e colocado, atirando a Grécia para as meias e a França para férias antecipadas. E lá se vão os favoritos…

Estamos num país que (sobre)vive a reboque do futebol. Por incrível que possa parecer, tudo isto acontece subliminarmente, até porque há políticos que o combatem e o censuram, membros do aparelho judicial que o denunciam (com acusações não fundamentadas), opinion makers que o encaram com preces e cruzes na mão.
Estranhamente, o futebol é um catalisador interno (não apenas no plano moral) e um dos maiores mecanismos promotores do nosso pequeno país na Europa e no Mundo. Estranhamente, o futebol viaja em contra-mão numa estrada com limite de velocidade muito rígido. Alguns dos condutores param e acenam, cientes de que aquele é que é o caminho. A “nova” selecção nacional é uma das maiores prevaricadoras, apesar de ter passado mais de ano e meio a esbarrar contra o muro. Contudo, o fim do test driving trouxe um automóvel quase perfeito, muito seguro e com uma longevidade que ameaça ser um caso sério. A industrializada Inglaterra já ficou para trás e a equipa das Quinas está prestes a adquirir um estatuto já conseguido por outras camisolas lusitanas: tecnologia de ponta!
A classe política esteve em peso no Estádio da Luz mas não vi ninguém ligado ao Ministério da Saúde, supondo eu que estivessem a reflectir sobre o conjunto de medidas a adoptar para combater um previsível surto de problemas cardíacos em Portugal. Esta selecção mata-nos! Excitante o desafio de ontem, jogado nos limites da intensidade, discutido até à última bola na rede, cansativo até para quem não esticou uma perna.
Não quero debater emoções mas a análise aos acontecimentos não poderia fugir à componente mais testada durante os muitos minutos necessários para definir quem segue rumo às meias-finais do Euro´2004. Á terceira será de vez?
Começou da pior maneira possível o encontro com os ingleses, que passavam por momentos de grande entusiasmo e tinham um apoio muito considerável na Luz. O invulgar erro de Costinha deu origem a um também invulgar golo de Owen (em má forma). Quem viu a forma como os ingleses anularam a França após a inauguração do marcador ficou preocupado, apesar de todos acreditarem que temos na selecção quem possa fazer de Zidane. Havia que igualar e Portugal teve uma reacção pronta e ameaçadora, ainda que ineficaz.
O golo de Owen chegou cedo demais, alterando a postura que Scolari e Eriksson haviam traçado para este encontro. Se a exibição de Terry e Campbell não foi abalada, a prestação defensiva dos restantes jogadores acarretou outras responsabilidades, sendo impossível imaginar se já estariam definidas a priori. O elo mais fraco Gary Neville foi pouco e mal explorado, correspondendo bem e contando com o auxílio de Beckham, tacticamente perfeito. Com Ronaldo na direita, Ashley Cole dispensava ajudas e anulava por completo o talentoso extremo português. A meu ver, o defesa do Arsenal foi o melhor em campo, por muito que pudéssemos eleger um jogador português.
O meio-campo era o sector fulcral da Inglaterra, sempre muito atento, sempre muito disponível no auxílio aos restantes companheiros. Quase omnipresentes, os centro-campistas eram rápidos, disciplinados tacticamente e óptimos na missão de estancar o futebol nacional. Velocidade e capacidade de choque também eram palavras de ordem para o ataque, que cedo ficou órfão de Rooney, substituído por Vassell.
Portugal não mexeu no onze (à excepção da inevitável troca de Pauleta por Nuno Gomes) mas alterou um pouco a estrutura. Nuno Valente libertou-se um pouco mais dos colegas do centro, ficando Costinha com essa missão. Soltos os laterais, a prisão de Costinha não amarrou Maniche, que foi um dos mais ameaçadores após o golo de Owen. É certo que a sua audácia foi reprimida pouco depois, o que também prejudicava o génio de Deco, aprisionado por entre as pernas e os músculos de Gerrard, Lampard e Scholes.
Ronaldo começou à esquerda mas cedo inverteu a marcha, esbarrando insistentemente em Cole; Neville continuava sem trabalho, até porque Figo esquecera o voluntarismo que tivera contra a Espanha e voltava a fazer o que lhe apetecia em campo, acabando como uma unidade inconsequente. O irrequieto Nuno Gomes tinha querer mas as duas torres inglesas (qual JRR Tolkien) anulavam-no por completo. Estava difícil a vida de Portugal, apesar de se criarem boas ocasiões de golo.
O intervalo chegou com a vantagem britânica e a segunda parte começou ao mesmo ritmo. Como Deco era enfiado na gaiola do meio-campo inglês, o futebol nacional jogava mais à direita do que o CDS-PP, lamentando-se que Ronaldo não tivesse ordens para cair em cima de Neville. Isto porque Cole continuava em grande, quase se esquecendo do amarelo que carregava desde cedo. O tempo esgotava-se e havia que tentar mudar a tendência do resultado. Simão, que substituiu Costinha, tentava alargar o jogo à esquerda e foi daí que nasceu o golo da igualdade, concretizado por outra das opções felizes de Scolari. O “novato” Hélder Postiga igualou, não se intimidando por ter de render o carrancudo Figo. Faltavam nove minutos…
O prolongamento chegava e Rui Costa já estava em campo, estando já presente aquando do golo da igualdade. Como Miguel havia saído, Deco auxiliava Ronaldo na direita e assumiu uma posição que nunca tinha experimentado: defesa-direito. Um verdadeiro craque este “mágico”, reprimindo a sua vontade e os seus interesses em prol de uma equipa, de uma selecção que alguns afirmam não ser a sua. Patriotismos!
Sentia-se que a Inglaterra começava a fraquejar e haviam espaços para ganhar o jogo. Tal não aconteceu na primeira metade mas Rui Costa abriu o livro com uma bomba de fazer inveja à tecnologia norte-americana. O maestro já não é jogador para pegar de início mas mantém a inteligência e o toque de bola que o celebrizaram e pode ser de uma enorme utilidade quando utilizado no período em que o adversário começa a capitular. Os ingleses já estavam mortos, Rui Costa entrou para os esfolar…
Poucos contavam com o golo de Lampard, surgido na sequência de um canto mal defendido pela nossa selecção. Aconselhava-se que os jogadores fossem capazes de aprisionar a bola até final do encontro mas todos se iludiam pela quantidade de relvado livre, fazendo correr um jogo que devia parar.
Assim chegavam as grandes penalidades, aquelas a quem chamam de lotaria. As rodas giraram e a taluda premiada tinha nome: Ricardo Alexandre Martins Soares Pereira. Defendeu e marcou, era o herói da noite. Só Rui Costa (as ironias!) falhou por Portugal, sendo que Postiga teve uma coragem tremenda e todos os outros revelaram grande frieza. Beckham falhou pelos ingleses, num lance que recorda o falhanço de Istambul. É da relva, David…
O querer, a unidade de um país em torno de uma equipa é, além de deliciosa, louvável. Assim continuaremos até onde nos deixarem, orgulhosos por ver profissionais que servem uma camisola de forma valente. Que o futuro os imortalize…
A favorita Holanda ainda tem muito para mostrar caso queira confirmar esse estatuto. Para já, conseguiu o apuramento no grupo da morte, beneficiando da derrota alemã ante a República Checa, com quem voltara a ter uma má experiência no passado sábado. A alegada grande penalidade cometida sobre Davids evitou um mar de trabalhos e permitiu uma navegação tranquila rumo aos quartos-de-final. A Letónia vai para casa mas ameaça voltar. Venham eles…
O esquema 4-3-3 manteve-se na selecção de Advocaat, apesar do castigo do lateral-direito Heitinga e da lesão do central Bouma. Substituídos estes elementos por Reiziger e Frank de Boer, a Holanda manteve a estrutura de Aveiro e assumiu a condução das operações desde o primeiro instante, se bem que Verpakovskis fizesse questão de infernizar a vida a mais uma defesa durante este Euro´2004. Seria a última, sabia ele.
Starkovs mantinha o onze que alinhou de início em todos os desafios disputados pela equipa báltica e não prescindia da filosofia de jogo, assente numa defesa eficaz e num contra-ataque demolidor, assente em Rubins, Prohorenkovs e Verpakovskis. De pouco lhe valeu desta feita, com a Holanda a marcar relativamente cedo e a confirmar a vitória ainda na primeira parte. Em torno destes momentos está um nome, Ruud van Nistelrooy, o tal que Kluivert queria expulsar da equipa titular e que é, tão só, um dos melhores marcadores da prova, juntamente com Rooney.
Sem deslumbrar, Advocaat conseguia impor um futebol de ataque quase permanente, muito bem flanqueado e com penetrações interessantes por parte de Cocu e, sobretudo, Davids. Sobra Seedorf, um verdadeiro génio, um dos mais talentosos e tecnicistas jogadores da actualidade.
Como o avançado do United resolveu as coisas logo na etapa inicial, o segundo tempo foi apenas um gerir do esforço, até porque tudo corria de feição em Lisboa. Makaay ainda teve tempo de se estrear a marcar neste Euro´2004, provando ser óptima solução para substituir ou acompanhar o craque da frente.
Segue em frente o bom futebol que a Holanda conseguiu exibir em alguns períodos destes três encontros da primeira fase. Na fase do “mata e morre”, os laranjas defrontam os amarelos da Suécia. Complicado…
Fabulosa a forma como o República Checa se comportou no “Grupo da Morte”, lembrando um pouco a performance de Portugal em 2000. Três vitórias fazem dos checos o melhor conjunto da prova, pelo menos até agora, e legitimam eventuais aspirações a um lugar na final. Impossible is nothing, diz a Adidas.
Não contentes com o apuramento e o primeiro lugar no grupo, os checos fizeram questão de eliminar a Alemanha, seu carrasco na final de há oito anos. Cá se fazem, cá se pagam, sendo que Bruckner até se deu ao luxo de despachar os vice-campeões do Mundo recorrendo a uma quase completa renovação do onze, onde só permaneceu o médio-defensivo Galasek.
Os alemães voltam para casa mais cedo, tal como havia acontecido em 2000. Podem queixar-se de si próprios e de um futebol feio, mesquinho, sem soluções. Uma desilusão, uma nulidade!
Bastava uma vitória para que a Alemanha se apurasse. Digo bastava num tom que indicia missão simples e faço-o conscientemente, sobretudo porque estava em campo um opositor que tinha tudo definido: passava à fase seguinte e fazia na primeira posição.
Voller voltou a introduzir alterações, mudando dois elementos e o esquema. As saídas de Baumann e Bobic para as entradas de Nowotny e Schweinsteiger significavam a adopção de um 3-3-3-1, disposição algo confusa e que colocava Hamann como médio mais defensivo, auxiliado nas laterais por Frings e Lahm, que ainda tinham que subir pela linha nas tentativas de flanqueamento de jogo. O jovem médio do Bayern fazia parelha com Ballack e Schneider nas costas de Kuranyi, que recebia o apoio do número 13 em algumas ocasiões, sobretudo quando a Alemanha ganhava a linha e podia criar desequilíbrios com cruzamentos rápidos para a entrada de Michael.
A Alemanha até começou melhor, perante uma República Checa que ainda procurava o entendimento, ainda que Galasek se mantivesse, ainda que Plasil revelasse talento na condução do jogo ofensivo. A renovada equipa de Bruckner tinha Heinz, o suplente de ouro, de início e foi mesmo o jogador do Banik Ostrava a igualar o marcador, após grande bomba de Ballack, que apurava os alemães. Brilhante na execução de um livre, Heinz voltou a exibir qualidades que ficaram bem patentes em desafios anteriores.
Demorou a reagir a turma de Rudi, que parecia mais organizada para o segundo tempo, até porque o jovem avançado Podolsky entrara bem no jogo. Quem não marca arrisca-se a sofrer e essa máxima acentuou-se com as entradas de Baros, primeiro, e Poborsky, mais tarde. Seria o avançado do Liverpool (grande forma) a confirmar a despedida alemã e a vingança que ficara prometida desde 1996. Desta não houve golo de ouro para salvar os germânicos.

Ricardo - Audácia
Miguel - Vontade
Ricardo Carvalho - Poder
Jorge Andrade - Eficácia
Nuno Valente - Energia
Costinha - Discernimento
Maniche - Pulmão
Deco - Magia
Figo - Experiência
Ronaldo - Imprevisibilidade
Nuno Gomes - Trabalho
Simão - Velocidade
Rui Costa - Raiva
Postiga - Surpresa
Scolari - Inteligência. Vejo-me obrigado a usar mais do que uma palavra para dizer que este senhor voltou a servir, esta noite, mais uns sapos numa bandeja... inglesa.

Cristiano Ronaldo: "É preciso ir para cima deles, meter o pé, dar "porrada"..."
Ashley Cole: "Com um carrinho mais duro, Ronaldo desaparece do jogo..."
A versão 2004/2005 da NBA começa a definir-se hoje, com o tão aguardado draft. São vários os nomes perfilados para aceder ao fantástico mundo do basquetebol norte-americano mas podemos destacar Dwight Howard (na foto) e Emeka Okafor. Os dois atletas são os prováveis eleitos para as duas primeiras posições, sendo que cabe aos Charlotte Bobcats a sorte de fazer as primeiras escolhas. O nome soa-lhe mal? É provável que sim, porque Charlotte não estava na NBA desde que perdera os Hornets para New Orleans. Agora têm uma nova equipa e regressam com ambições reforçadas, até porque negociaram com os LA Clippers a segunda posição no draft. Howard e Okafor já estiveram na nova casa e hoje são oficializados como atletas do clube.

Marat Safin despede-se de Wimbledon na primeira ronda mas não sai calado. O controverso tenista russo protagoniza, desta forma, o mais excitante ponto do mítico torneio de relva, que começou a ser disputado na Segunda-Feira. Após perder com o compatriota Dmitry Tursunov (radicado nos EUA) e partir duas raquetes, Safin afirmou que "não vale a pena apostar neste torneio e admito que detesto isto. Encarei com seriedade a preparação da prova, vim para aqui uma semana mais cedo, treinei bastante nestes courts, não saí à noite e não me diverti, mas hoje senti estar a viver um pesadelo. Perdi completamente a motivação e reconheço que baixei os braços". Yeltsin saiu mais cedo, a Rússia acusa-o de falta de profissionalismo. Nunca muda este Marat...
Tudo normal no restante quadro masculino, sendo que o afastamento de Elena Dementieva foi a surpresa do dia na competição feminina.
É amanhã! Qual dos putos brincará mais?


Como é estranho o futebol, grato para uns, cruel para outros. Cassano pensava ser o herói nacional mas esse troféu pessoal durou poucos segundos, depressa lhe chegando aos ouvidos que no outro jogo se tinha verificado o tal empate a dois. Durante muito tempo pairou o fantasma do Mundial de 2002, marcado por erros de arbitragem e más opções de Trappatoni. Contudo, a Itália lá acabou por cumprir a sua missão e derrotou a Bulgária. No fim das contas, acaba com os mesmos 5 pontos da Suécia e da Dinamarca; ao contrário destas, vai para casa mais cedo.
No jogo do tudo ou nada, Trap acabou por não arriscar praticamente nada, arriscando-se mesmo a não vencer uma única partida na prova. Ao contrário do desafio contra a Suécia, em que os italianos chegaram a exibir um excelente futebol, o encontro frente aos búlgaros foi quase sempre jogado com o coração, de modo atabalhoado e, como tal, ineficiente. No meio do imbróglio transalpino, a Bulgária procurava a consolação, que passava por estragar a vida a alguém, única forma de não passar despercebida neste Euro´2004.
Plamen Markov fez algumas mexidas, estruturais inclusive, mas o estilo pouco se alterou. Curiosamente, o melhor futebol búlgaro resultou na maior goleada deste campeonato, pelo que a coragem dos “orientais” ficou retraída a partir desse momento.
A Itália tinha a obrigação de assumir o jogo e as despesas do mesmo, aconselhando-se que marcasse cedo e pressionasse suecos e dinamarqueses na luta pela qualificação. Sem os castigados Cannavarro e Gattuso e com Vieri tocado, Trap introduziu no onze o central Materazzi, o médio Fiore e o avançado Corradi. Del Piero continuava na organização do futebol de ataque mas os contributos de Panucci e Zambrotta diminuíram, o que parece paradoxal, sobretudo se tivermos em conta que a Bulgária raramente constituía perigo para a baliza de Buffon.
Com Fiore uns furos acima de Perrotta e Pirlo, a Itália criava várias situações de golo mas tardava em concretizá-las, não aproveitando o golo que Tomasson marcara no Bessa. Cruelmente, seria mesmo a Bulgária a marcar, já ao cair do pano para intervalo. Grande penalidade alegadamente cometida por Materazzi sobre Berbatov e golo de Martin Petrov, a unidade com maior rendimento por banda da equipa de Markov ao longo destes três jogos.
Com o regresso das cabines, exigia-se que Trappatoni trouxesse alterações e assumisse riscos, o que não acabou por acontecer. A Suécia igualava no Bessa e Vieri entrava no onze italiano, substituindo Corradi, um avançado!!! Entretanto já Perrotta havia igualado, numa jogada confusa, bem ao estilo do futebol do conjunto de Trap.
Oddo entrava para o lugar do marcador do golo, subindo Zambrotta e encostando Panucci à esquerda. Nada de novo, portanto! Tomasson dava nova vantagem à Dinamarca mas os italianos não conseguiam chegar ao segundo lugar, apesar de Ivanov ter perdoado duas grandes penalidades à Bulgária. Entretanto entrara Di Vaio (substituindo um central por cinco minutos!), num arriscar definitivo que coincidia com o golo de Jonson, que resolvia tudo no Grupo C. Cassano ainda marcou mas nunca terá experimentado uma sensação tão amarga ao ver a bola nas redes. Adeus Itália… até breve!

Acabou por acontecer o tal resultado que alguma imprensa sugeriu poder ser combinado. A Suécia acaba com os mesmos pontos dos rivais nórdicos e dos italianos mas termina na primeira posição. Jogo muito disputado entre os apurados no Grupo C, com enorme vontade de vencer presente em ambas as partes e com um resultado final inteiramente justo face à produção de cada um dos conjuntos. No cômputo geral, a Suécia mostrou créditos ante a Bulgária, foi eficaz contra os transalpinos e combativa frente à Dinamarca. Merece o apuramento e deixa muitas expectativas para os quartos-de-final, onde a selecção de Morten Olsen encontra a República Checa. Os dinamarqueses foram bastante regulares, com uma exibição muita personalizada no encontro com a Itália, grande maturidade diante dos búlgaros e prometedora contra a Suécia. Os nórdicos surpreendem pela positiva e podem ser surpresas ainda maiores neste Euro´2004.
Andersson (Belenenses) foi titular pela Suécia, que apresentou três alterações, com Kallstrom como médio-ofensivo e Jonson na ala-direita. A Dinamarca manteve o conjunto que actuara em Braga e inaugurou o marcador a meio da primeira parte, por intermédio de Tomasson. Larsson converteu a grande penalidade que o próprio sofrera no início da etapa complementar mas o avançado do Milan repôs a vantagem. Jonson confirmou a passagem da Suécia à fase seguinte e o primeiro lugar no grupo, já nos instantes finais.

Despedida em grande dos russos, passagem sofrida dos gregos. Rezam as crónicas que a Grécia terá feito a sua pior exibição neste Euro´2004 mas o certo é que são a surpresa do Grupo A e estão nos quartos-de-final. Kirichenko inaugurou o marcador aos 4 minutos, sendo que coube a Bulykin o dilatar da vantagem. Vryzas reduziu e apurou a Grécia para a fase seguinte. Fyssas e Seitaridis foram titulares.

Portugal está nos quartos-de-final do Euro´2004, afastando a arrogante Espanha da competição. Talvez os nossos vizinhos continuem com o discurso de que não valemos nada mas é mesmo essa a típica conversa de vizinho. Certo é que abalroamos os espanhóis rumo à conquista da Champions League e voltamos a fazê-lo neste Euro´2004, à imagem do que já havíamos feito na qualificação para o Europeu de Sub-21, corria o ano de 2001. Portugal está diferente da equipa que preparou, com amigáveis, esta competição. Também está anos-luz acima do conjunto que defrontou a Grécia, ainda há uma semana. Não se terá feito nenhum trabalho revolucionário nestes últimos dias, fez-se apenas o básico: entregar a titularidade aos melhores.
A imensa alegria que está selecção nos proporciona assenta na qualidade dos jogadores que serviram de base a estas duas vitórias, que nos qualificam para a fase seguinte e, mais do que isso, dão-nos o primeiro lugar no Grupo A. Como eram diferentes as coisas há uma semana!
A equipa que subiu ao relvado do Alvalade XXI apresentava apenas uma alteração relativamente à que jogara contra a Rússia na quarta. O génio de Ronaldo não esperou no banco e ocupou um lugar na equipa inicial de Scolari, jogando aberto numa das alas, em alternância com o capitão Luís Figo. A defesa mantinha-se, apesar das dúvidas entre Miguel e Paulo Ferreira. Começou de início o benfiquista, com uma postura muito ofensiva, que retraiu após os 25 minutos, até porque Vicente dava sinais de poder ameaçar a defesa nacional. O flanco esquerdo espanhol conduzia grande parte das jogadas de ataque do nosso adversário, sendo que Nuno Valente secava Joaquín com facilidade e ainda conseguia dobrar os irrepreensíveis centrais na cobertura a Raul e Fernando “El Niño” Torres.
Costinha (marcando Raul), Maniche e Deco eram o tridente do meio-campo, com o luso-brasileiro a pautar o ataque organizado português, caindo à direita e à esquerda, furando pelo meio quando possível. Não satisfeito, ajudava a defender, tal como Ronaldo e Figo, embora o jogador do Real Madrid ficasse em terrenos mais avançados com Pauleta, impondo respeito aos defesas espanhóis e tentando limitar as subidas de Puyol e Raul Bravo. Por falar no lateral dos merengues, Ronaldo foi encostado à direita a partir dos 10 minutos e fez o que quis de Bravo, não temendo partir para cima do adversário directo, entrando na área e servindo o jogo aéreo ou solicitando o remate de quem surgia de trás.
Entrou com grande fulgor a equipa portuguesa, ciente de que só a vitória interessava. Como o golo não surgiu a complementar o domínio nacional, a Espanha começou a assentar o seu futebol e criou alguns lances de perigo, o que limitou a exibição da equipa de Scolari. Albelda e Xabi Alonso controlavam as operações pelo centro do terreno e Torres impunha respeito aos centrais portugueses, que tiveram uma actuação, repito, irrepreensível.
O intervalo chegou com o nulo, que servia apenas os espanhóis. Portugal entrara bem mas não materializara o ascendente, pelo que se exigia que a segunda parte trouxesse o golo que nos levaria aos quartos-de-final. A substituição de Pauleta por Nuno Gomes não poderia ser mais feliz, com o avançado do Benfica a concretizar o golo que vale o apuramento. A passe de Figo, Nuno rodou sobre os centrais e rematou ao seu estilo, batendo o gigante (porque excelente) Casillas.
Havia que manter a vantagem e tentar alargá-la mas a Espanha tinha outras intenções, que a obrigavam a igualar. Assim sendo, Saez tinha que arriscar, introduzindo, por esta ordem, Valerón, Luque e Morientes. O chuveirinho final foi inconsequente, apesar de remates aos postes por Torres e Helguera, e Portugal reforçava o sector defensivo com Petit e Fernando Couto. Ainda assim, os derradeiros minutos só trouxeram ameaça de golo na baliza espanhola, com Maniche, Costinha e Nuno Gomes a ameaçarem o 2-0, que matava o encontro. Nada se alterou, o que também serve os intentos nacionais. Portugal continua em prova e tudo é possível daqui em diante, até porque há um país unido em torno de uma equipa. Ainda não somos os melhores do Mundo mas temos um trunfo que nos pode ser muito útil: temos consciência disso e das nossas limitações mas acreditamos muito no que de bom temos. Todos estamos com esta equipa mas ninguém será menos patriota por saber criticar quando vê pontos negativos na selecção de Portugal.
NDR – Apenas dois pontos; 1) é muito bonito ver Portugal em torno da sua equipa. Scolari e jogadores não podem queixar do público. 2) Pinto da Costa estava a brincar quando estabeleceu em 50 milhões de euros o passe de Ricardo Carvalho. Ainda não é tempo de saldos…

Fantástico jogo de futebol entre Holanda e República Checa, contrariando todos os princípios que têm orientado este Euro´2004. Tinha comentado com o Ivo que esperava o melhor jogo do torneio e creio que tal se veio a verificar, recordando-me um épico encontro de 2000, que opôs Portugal e Inglaterra. Depois da TRAPalhada da Itália, também Advocaat decidiu dar uma ajudinha ao adversário com a retirada de Arjen Robben, um dos melhores elementos em campo. Reviravolta no marcador, bons golos, muitos lances de perigo, alguns dos melhores jogadores do Mundo, duas candidatas à vitória final. Os checos já estão apurados, a Holanda está em apuros…
Muitos terão pensado que o golo de Nistelrooy havia morto o jogo, sobretudo porque Bouma já marcara antes e porque a Holanda dominava as operações, criando várias situações de imenso perigo. Acontece que Cocu ofereceu o golo à República Checa, relançando-a no jogo. Não satisfeito, Bruckner insistiu no ataque à baliza de van der Sar e retirou o lateral-direito Grygera, introduzindo Smicer, que passou a actuar pela esquerda, flanco oposto ao de Karel Poborsky. Deste modo, à frente dos três defesas só estava Galasek, que até actua na Holanda. Também Advocaat fez algumas alterações, apesar de as ter introduzido de início. Zenden saía para entrar Robben, Seedorf ocupava o lugar que reclamava, relegando van der Vaart para o banco. Poucos pensariam que a seguir à glória viria o pesadelo. O estilo ofensivo de Bruckner ia sendo combatido pelo meio-campo da Holanda, bem aberto, que criava várias situações de perigo para a baliza de Cech.
O intervalo chegou com vantagem mínima para a Holanda e a segunda parte começou com igual tendência ofensiva, tanto para um lado como para o outro. Acontece que os holandeses abdicaram dessa postura em determinado momento, com Robben a sair para dar lugar ao veterano médio Bosvelt, que nada acrescentou em termos defensivos e de posse de bola. Por seu lado, Bruckner metia a carne toda no assador, introduzindo o avançado Marek Heinz e prescindindo do médio-defensivo, Galasek. Logrou a obtenção da igualdade, após brilhante jogada concluída por Baros e a expulsão de Heitinga, que parou em falta o vibrante Pavel Nedved. Quando a Holanda parecia satisfeita com a igualdade, Poborsky antecipou-se à recarga a um remate de Heinz e serviu Smicer para a reviravolta. É lindo o futebol. Boa sorte para a Laranja mecanizada por um Advocaat pouco ambicioso.

Uma Letónia defensiva logrou o seu primeiro ponto em fases finais de grandes competições ante uma inofensiva Alemanha. A selecção de Voller não exibiu os créditos que a poderiam colocar no lote dos favoritos à vitória final e comprometeu mesmo o apuramento para a etapa seguinte, que depende de um triunfo frente à República Checa. A limitada equipa de Starkovs voltou a deixar bons apontamentos, sobretudo no aspecto defensivo e organizativo, centrando ainda algumas esperanças em três jogadores de características mais avançadas e tecnicistas. O desolador 0-0 final responsabiliza uma Alemanha inconsequente e vitoria uma Letónia muito realista.
Voller tinha prometido jogar ao ataque e a opção por dois pontas-de-lança retirou um trinco, recuando o outro para o centro da defesa, de onde saiu Nowotny. Acontece que jogar com Bobic é o mesmo que jogar com menos um, sendo que todas as alternativas a Kevin Kuranyi soam ridículas. Por outro lado, as alas viviam mais de Friedrichs e Lahm do que Schneider e Frings, sendo que Ballack também não cumpria a missão que Voller lhe destinara.
Na Letónia, voltavam-se a colocar sete homens atrás da bola e um trio de prevenção para o contra-ataque, com Verpakovskis à cabeça. Contudo, a defesa controlava as tímidas iniciativas germânicas e Stepanovs chegava e sobrava para os dois avançados alemães, fazendo o seu trabalho e o de Zemlemskys, seu companheiro de sector.
A primeira parte teve duas boas ocasiões, uma por Kuranyi, após passe de Hamann; outra por Verpakovskis, após excelente iniciativa individual. Nunca os favoritos tiveram um domínio avassalador do encontro, revelando uma preocupante ausência de ideias e alternativas para furar o organizado esquema de Starkovs.
Nem a entrada de Schweinsteiger, no início do segundo tempo e para render o ala-direito Schneider, conseguiu espicaçar o futebol alemão, com Frings a colar-se à direita e a deixar o seu posto ao jovem do Bayern de Munique. Menos acertadas só as opções por Klose e, sobretudo, Brdaric, este para o lugar de Kuranyi. Do outro lado, Maris Verpakovskis ia fazendo pairar o perigo sobre a baliza de Kahn, não conseguindo, contudo, desfazer o nulo. E assim terminou o encontro, para enorme festa letã e uma tremenda desilusão alemã. Fizessem pela vida…

TRAPalhão! Uma Itália de sonho perdeu dois pontos no duelo com a Suécia, devendo-se culpar Trappatoni pelo resultado. O técnico transalpino consentiu a reacção sueca dos últimos 20 minutos, retirando as unidades do ataque e oferecendo a bola ao adversário. A consequência foi o golo da igualdade, que obriga os italianos a vencer a Bulgária por uma margem folgada. A Suécia esteve longe dos falaciosos 5-0 da primeira jornada, muito por culpa de uma Itália que foi, durante mais de 70 minutos, quase perfeita.
Uma equipa altamente moralizada encontrava uma outra ferida. Acontece que a galvanizada Suécia entrou receosa e expectante, ao passo que a magoada Itália lambia os arranhões e seguia em frente, até porque já tinha homens para tal. A defesa mantinha-se mas as posturas de Panucci e Zambrotta (mais deste último, apesar do primeiro fabricar o golo de Cassano) alteravam-se por completo, com os laterais e subirem no terreno como Camoranesi e Del Piero nunca haviam feito contra a Dinamarca. Por falar em Del Piero, o castigo de Totti caiu que nem ginjas na actuação do astro da Juve, muito mais liberto e muito confiante na missão de organização de jogo. O futebol fluía, até porque Cassano alinhava no estilo e aparecia em ambos os flancos, não sendo raro vê-lo também pelo centro ou nas proximidades do ponta-de-lança, o descalibrado Vieiri. Mais a mais-valia transalpina estava no meio, poço da virtude. Ao dar a titularidade ao duo do Mila, Pirlo e Gattuso, Trappatoni ganhou em garra, querer e espírito de luta, passou a dispôr de talento, mestria, visão de jogo e rigor táctico. Perrotta, esse, chegava e sobrava na missão de destruir.
A Suécia não alinhou em tão vasto conjunto de alterações, confirmando apenas a indisponibilidade de Lucic e o onze de grande parte do primeiro encontro, com o médio Nilsson a defesa-direita e o indeciso Wilhelmsson um pouco mais à frente. Svensson e Linderoth deviam controlar as operações no meio-campo e Ljungberg auxiliava Larsson e Zlatan no ataque, ou melhor, no contra-ataque, sempre bem anulado pelos italianos.
A Itália jogava um futebol fantástico e o golo de Cassano só pecou por tardia, dando vantagem tangencial a uma selecção que se exibia a um nível muito superior ao do seu adversário. Zambrotta acabava com o duo sueco da direita, Del Piero abria o jogo, Pirlo e Gattuso desbravavam o meio-campo. Perfeito!
O segundo tempo chegou na mesma toada e assim se manteve até começar o disparate de Trap, que tirou Cassano para introduzir um médio, Fiore. Mais tarde substituiu Gattuso pelo defesa Favalli e só parou quando mandou Del Piero para o banho e apostou em Camoranesi. Resultado: a Suécia cresceu e igualou perto do fim, com um golo incrível de Zlatan Ibrahimovic, muito semelhante a um tento que marcara há algumas semanas, então ao serviço do Ajax. Assim é complicado, Mr. TRAPalhão...

O Euro´2004 tem ofuscado a actualidade clubística (e o fervor também) mas é tempo de traçar algumas das linhas que definirão o novo FC Porto. Depois de dois anos fabulosos com José Mourinho ao leme, o campeão europeu vê-se obrigado a reformular a sua equipa técnica e parte do onze que serviu de base aos sucessos dos últimos tempos. Com um estatuto a defender, o novo staff do Dragão já terá as linhas orientadoras alinhavadas mas o grosso do seu futuro começa a ser jogado na pré-época, quando Del Neri e o novo plantel iniciarem a temporada 2004/2005. Nada será como dantes...
Equipa Técnica e filosofia de jogo
O técnico italiano tem uma missão colossal pela frente. Qualquer treinador do FC Porto será comparado a José Mourinho, tanto nos resultados como nos métodos, tanto no estilo como nas opções. O ex-Chievo deve sabê-lo de antemão mas não parece preocupado, preparando-se para definir uma equipa à sua medida, com as suas ideias de futebol e convicções do que melhor servirá ao actual campeão europeu.
Conceituado em Itália, Del Neri tem o mérito de ter levado o Chievo Verona à Serie A. Posteriormente, conduziu o clube com o mais reduzido orçamento e que não possui instalações nem estádio próprio à Taça UEFA, dando ainda a conhecer nomes como Bernardo Corradi (agora na Lázio), Luciano (Inter de Milão) e Perrotta (ainda atleta do Chievo mas provável contratação do FC Porto ou da AS Roma).
O percurso do Chievo no escalão maior de uma das maiores ligas do Mundo legitima a crença nos seus méritos mas Del Neri não será o técnico mais consensual do momento, sendo que ainda terá tudo a provar. Dos seus ideais sobre o futebol sabemos que pretende adoptar um 4-4-2 distinto do de Mourinho. Se o agora treinador do Chelsea colocava nas alas do seu losango jogadores com características defensivas e que primassem pela capacidade de passe, de recuperação e de lançamento do jogo atacante; Del Neri pretende verdadeiros extremos no seu 4-4-2, pelo que não deveremos voltar a ver Maniche e Pedro Mendes na esquerda ou na direita. Também sabemos que o ex-Chievo gosta de actuar com dois avançados, de características distintas mas complementares. Um deles será, muito provavelmente, Derlei. O Ninja é o membro mais móvel do duo, com funções de procura da bola e de auxílio aos alas e ao condutor de jogo. Aparece para finalizar, juntando-se ao outro avançado, jogador de área, bom de cabeça e com instinto goleador. Del Neri também quererá um número 10, sendo que este tem de ser capaz de ajudar nas missões defensivas, até porque o meio-campo só terá um elemento com características de recuperador. Na defesa, os princípios devem ser idênticos aos de Mourinho, sendo que o esquema de 4-4-2 deve limitar as incursões ofensivas dos laterais. Pressão alta e pressing constante na hora de defender parecem ser palavras de ordem de Del Neri, tal como o foram com o agora treinador do Chelsea.
No que concerne à equipa técnica, José Mourinho levou consigo Baltemar Brito (que já trouxera de Leiria), Silvino (que já treinava os guarda-redes há algumas temporadas), Rui Faria (jovem preparador-físico contratado com Mourinho) e André Vilas Boas (olheiro da confiança do técnico). É provável que estes elementos sejam substituídos por italianos, sendo que a edição de hoje do jornal OJogo avança com o treinador de guarda-redes da Udinese como substituto de Silvino Louro.
O plantel
Na baliza não haverão alterações, com Vítor Baía a titular e com Nuno e Bruno Vale a surgirem nos lugares seguintes da hierarquia. Já a defesa, que se manteve durante o reinado de Mourinho, será alvo de mexidas, sobretudo na direita, completamente renovada. Secretário terminou contrato e Paulo Ferreira seguiu o treinador para Londres, por uma verba que rondou os 20 milhões de euros. A aposta principal recai no grego Seitaridis, jogador de 23 anos que se exibe a alto nível durante o Euro´2004. Alto, bom na marcação e no auxílio aos centrais, muito acertado posicionalmente e com óptima leitura táctica, Giourkas Seitaridis também é útil no auxílio ao ataque, sendo que os seus lançamentos laterias são autênticos cantos quando efectuados junto ao último reduto adversário. O suplente de Seitaridis será Hugo Ibarra, cujo regresso foi confirmado por Pinto da Costa. Ainda assim, estamos em condições de acreditar que o FC Porto não enjeitará a hipótese de o recolocar no mercado, apesar da idade, do preço e do estatuto de extra-comunitário do argentino. A confirmar-se o retorno, Ibarra terá nova hipótese para mostrar créditos exibidos no Boca Juniors e no Mónaco, se bem que o seu estilo ofensivo não beneficie a coesão que se exige a um lateral. Mas até pode actuar em terrenos mais avançados...
No lado oposto mantém-se Nuno Valente, titular durante o período de José Mourinho. Mário Silva estará de saída, até porque Pinto da Costa já contratou Areias e Rossato. O ex-Beira-Mar ainda é jovem e deu nas vistas nas últimas épocas, tendo passado pelas escolas do FC Porto na formação. Muito apreciado por Boloni, que fixou o seu nome após uma deslocação ao Mário Duarte, Areias não oferece, em princípio, as mesmas garantias que Nuno Valente. Já Rossato é um excelente atleta, capaz de fazer todo o corredor esquerdo. Celebrizou-se no Nacional da Madeira e foi disputado por vários clubes nos últimos tempos. Acabou por ser contratado pelos portistas, sendo uma opção para a ala-esquerda de Del Neri, até porque se dá muito bem em terrenos ofensivos. Veloz, tecnicista e muito disponível no plano físico, o brasileiro encherá as medidas do novo treinador.
No centro da defesa aparece Pepe, jovem central brasileiro que até esteve à experiência em Alvalade, na pré-época de há duas temporadas. Também vem da Madeira, onde espantou o técnico olímpico do Brasil. Sabe actuar como médio-defensivo e até dá uma perninha a ponta-de-lança. Apesar da polivalência, deve ser chamado como central, onde faz valer o bom jogo aéreo, a antecipação e a capacidade de sair com a bola jogável. Grande reforço, sem dúvida.
O FC Porto está, neste momento, com cinco centrais, sendo prevísivel que saia um deles. A aposta mais forte recai sobre Ricardo Carvalho, um dos melhores defesas da Europa. Pinto da Costa aceitaria vendê-lo pela quantia certa, que não se fará abaixo dos 20 milhões de euros. Neste cenário manter-se-iam Jorge Costa, Pedro Emanuel e Ricardo Costa.
O meio-campo também permanece uma incógnita, com Deco a estar garantido no Chelsea e com Costinha e Maniche pretendidos por clubes de topo na Europa. Perrotta é um dos nomes falados com mais insistência nos últimos tempo, sendo o próprio a alimentar essa possibilidade. Certa é a necessidade de colmatar as saídas de Deco e, muito provavelmente, de Alenitchev, que invoca razões particulares para regressar à Rússia e ao Spartak de Moscovo. É certo que se mantém Carlos Alberto mas há que recompôr o sector dos organizadores de jogo. Pedro Mendes fica no plantel, sendo que não se pode dizer o mesmo relativamente a Ricardo Fernandes, que teve uma época fraquinha e pode ser um dos dispensados. As saídas ou permanências de Maniche e Costinha determinarão as restantes movimentações da direcção no mercado. O ala Marco Ferreira não deve continuar de azul-e-branco, hipótese mais remota mas igualmente possível no tocante a César Peixoto. Sérgio Conceição terminou contrato mas é possível que permaneça no clube, sendo essa a sua vontade.
No ataque mantêm-se Maciel, Derlei e Benni McCarthy, sendo uma incógnita a situação de Jankauskas e o possível regresso de Hugo Almeida. Certo é que o FC Porto está no mercado e tem em Luís Fabiano, craque do São Paulo e do escrete, o principal alvo. Del Neri chega quarta-feira e todas estas questões começarão a ganhar forma, pelo que tudo estará resolvido poucos dias após o fim do Euro´2004.

A Dinamarca cumpriu com a sua missão e venceu a Bulgária, colocando-se em posição de discutir o apuramento na última jornada. Numa altura em que ainda ninguém se qualificou para os quartos-de-final, os búlgaros são os segundos a ficar de fora da competição. Com mais atitude e mais recursos, a forte Dinamarca conseguiu um triunfo lógico, apesar de uma segunda parte tremida.
A Bulgária só trazia uma alteração para este encontro, motivada por castigo. Stoyanov ascendeu, desse modo, ao onze inicial, fazendo dupla com Kirilov. De resto tudo na mesma, excepto na atitude. A Bulgária que assumiu o jogo e chegou a surpreender e ameaçar os suecos não esteve em Braga, pelo que Markov optou por um estilo de contenção, tentando aproveitar brechas no esquema de Morten Olsen e lançar contra-ataques venenosos.
O querer dos dinamarqueses, cientes da importância de uma vitória, também explica o retraímento dos búlgaros. Gravesen foi a única alteração relativamente à equipa que alinhara de início contra a Itália, posicionando-se no lugar que pertencera a Poulsen. Contudo, a lesão do ala-direito Rommedahl obrigou à chamada de Jesper Gronkjaer, extremo ex-Chelsea que falhou o primeiro encontro em virtude da morte da sua mãe.
Reagiu da melhor maneira a essa adversidade, carrilando o futebol ofensivo dos nórdicos, com muitas soluções ao centro e nas alas, com muita fluidez e capacidade de variação de estilos. Na frente, Tomasson e Sand eram perdulários, pelo que o nulo só se desfez à passagem do minuto 43, período em que a Bulgária começava a aparecer, beneficiando até de algumas ocasiões de golo. Ainda assim, foi o avançado do Milan (Tomasson) a dar justiça ao marcador.
A segunda metade foi uma tentativa de reacção dos búlgaros e o controlo das operações pelos dinamarqueses, que pouco tiveram que fazer para manter a vantagem. Plamen Markov não arriscou por aí além e a sua equipa começava a perder a cabeça, o que resultou em muitos cartões amarelos e na expulsão de Stilian Petrov. Minutos mais tarde, Gronkjaer fechava o marcador e as esperanças da Bulgária neste Europeu.

A formação de Otto Baric apareceu após 135 minutos e até teve bola para ganhar aos actuais campeões europeus. A França fez algumas alterações mas não terá sido por aí que deixou de vencer os croatas, bem organizados após uma primeira parte muito cautelosa e defensiva. Zidane voltou a usar a batuta e foi o motor de todo o futebol gaulês, que continua em óptima posição para passar à ronda seguinte como primeiro do grupo.
A Croácia deixa tudo para o confronto com a Inglaterra, mantendo intacta a crença na qualificação. Se repetir os 45 minutos finais de hoje é bem provável que defronte uma das equipas do Grupo A; Portugal, quem sabe?!
A Croácia do primeiro tempo era muito idêntica à formação do último domingo, sobretudo na mentalidade, muito pouco ambiciosa. Baric mexeu nas alas, onde entraram Rosso e Rapaic para os lugares de Mornar e Olic. Tudo o resto se mantinha, estilo de jogo incluído. Com efeito, os croatas viram jogar na primeira parte, controlando os franceses dentro do seu meio-campo. Rosso ainda era dos mais mexidos, ao passo que os avançados revelavam um mau entendimento e muito inércia.
Do lado francês Zidane era quem mais mexia, beneficiando de alguma passividade dos médios croatas. Dacourt actuava no lugar de Makelele e Desailly aparecia no centro da defesa, relegando Silvestre para a esquerda do veterano Lizarazu. Wiltord entrava para render Pires e mudava o sistema francês, claramente em 4-3-3, com Henry e Wiltord abertos na esquerda e na direita.
Só um golo na primeira metade, com Zizou a bater um livre e a beneficiar de um pequeno toque de Igor Tudor, suficiente para desviar a bola para a baliza de Lutina. A Croácia não reagiu, deixando a réplica para o segundo tempo. E fê-lo logo após o recomeço, beneficiando da queda de Rosso, que Milton Nielsen entendeu como faltosa. Barthez voltou a adivinhar mas não conseguiu suster o pontapé de Rapaic.
E se a igualdade caía do ceú, o tento de Prso chegou logo a sair, com a cumplicidade do capitão Desailly, incapaz de aliviar um bola mal dominada pelo agora avançado dos Rangers. A Croácia estava na frente, contra todas as previsões e contra a lógica vigente durante a primeira parte.
Baric via as operações controladas e não contaria com o mau passe de Tudor, a isolar Trezeguet, que não se fez rogado e igualou o marcador. O resultado manteve-se até ao fim, apesar de Mornar ter tido bola de encontro, bem em cima do minuto 90. A França está quase lá, a Croácia tem de ganhar à Inglaterra.

Só um milagre pode manter a Suiça neste Euro´2004. Por sua vez, os ingleses cumpriram com a obrigação e venceram, depois da decepcionante derrota ante a França. Fizeram-no por números folgados, um tanto ao quanto enganadores, até porque a produção dos britânicos deixou bastante a desejar. Devagar, devagarinho ou parados, os comandados de Eriksson defrontaram uma Suiça com muitas limitações mas também tiveram a sorte do jogo. Muitas vezes incapaz de assumir o jogo, a Inglaterra tarda em exibir o futebol que se lhe exige e que a pode levar longe nesta prova. Várias unidades em sub-rendimento e um meio-campo que chega a ser desolador limitam esta selecção, que tem de mostrar bastante mais para ambicionar o troféu. A Suiça, essa, é muito pobre.
A ausência de Vogel obrigou à alteração de um nome e a algumas mudanças posicionais. Assim sendo, o meio-campo centrípeto do último domingo alargou-se no jogo de hoje, com Celestini no lugar do jogador do PSV e dois jogadores abertos nas alas, Huggel e Wicky. É óbvio que estes elementos não descuravam as exigências defensivas, que os obrigavam a flectir para o meio e acompanhar as movimentações dos alas Beckham e Scholes. Na frente estava o irrequieto Frei e o inofensivo Chapuisat, sendo que se pretendia um futebol mais alargado e que incluísse os laterais Haas e Spycher.
Começou melhor a Suiça, que até cheirou o golo. Como tal não aconteceu, a Inglaterra entrou no jogo, sem imprimir grande ritmo e com várias unidades muito desinspiradas, sobretudo no centro e no ataque. O único que escapava a este vazio era Wayne Rooney, o jovem avançado do Everton que já se exibira no encontro contra os franceses. Foi dele que saiu o tento inaugural, que teve o condão de acalmar e melhorar, ainda que não substancialmente, o futebol dos ingleses.
No onze de Eriksson só houve espaço para uma mudança, que passou pelo regresso de John Terry ao centro da defesa, donde saiu Ledley King. Se Gerrard e Lampard cumpriam defensivamente, deixavam a desejar na condução do ataque e no municionamento dos avançados, apesar do momento de forma de Owen inviabilizar muitos lances de ataque. Os ingleses dominavam as operações mas essa supremacia não era avassaladora, nunca o foi.
Daí que o regresso das cabines tenha coincidido com novo ataque à baliza de James, só interrompido após a expulsão de Haas. Esse foi o momento do jogo, permitindo que os britânicos pudessem respirar com mais tranquilidade, algo que não acontecia desde a substituição de Chapuisat. Os suíços voltavam a ter de actuar com dez, à semelhança do que acontecera no encontro com a Croácia.
Não se deram bem, até porque a sorte parecia estar do lado contrário. Rooney bisou e o encontro ficou decidido, com Gerrard a confirmar a vitória pouco depois, dando números exagerados à vitória inglesa. Uma vitória que chega na melhor altura para Eriksson e companhia, que estão longe de ter o apuramento garantido. O jogo com a Croácia é decisivo e exige-se que algo mude no conjunto britânico, que não tem exibido os trunfos que a colocam no leque de favoritos à vitória final.

Francesco Totti, estrela maior da selecção italiana, foi suspenso por três jogos pelo comité disciplinar da Uefa. O castigo diz respeito a um lance do jogo entre a Itália e a Dinamarca, em que Totti terá cuspido na cara do dinamarquês Poulsen. A Uefa considera a situação de "grande gravidade" e adverte que "a punição serve de exemplo para todos os jogadores da competição".
A federação italiana já apresentou recurso do castigo, mas até à decisão final o jogador fica suspenso.
Caso o recurso da Itália não chegue "a bom porto", Totti vai ficar de fora dos próximos 3 jogos, facto que o impede de jogar frente à Suécia (amanhã) e Bulgária, e no jogo dos Quartos de Final, caso a Itália consiga o apuramento no grupo C.

Portugal cumpriu, quase sempre sem brilhar. Nem tal era possível ou exigível, dada a urgência em vencer e tendo em conta as alterações efectuadas, que colocaram em campo um onze inédito e pouco, ou nada, rodado. Portugal tinha que ganhar e conseguiu-o, deixando as decisões para o próximo domingo e para o confronto com a Espanha, numa verdadeira final entre colossos ibéricos. Scolari deu ouvidos a muitas vozes que se vêm fazendo ouvir há vários meses e a selecção eliminou a Rússia deste Euro´2004, apesar de estarmos obrigados a não subir aos céus, até porque nada está conquistado (longe disso) e porque os desorientados russos não eram um adversário por aí além. O verdadeiro teste a esta selecção, renovada, chega no primeiro dos dias decisivos: domingo.
Portugal venceu uma selecção apurada para o Euro´2004 e não sofreu qualquer golo, o que constituiu uma imensa novidade. Mais do que isso, recuperou o pessimismo que se instalara após a derrota ante os gregos, embora não se possa admitir que voltemos a ser os melhores do Mundo, como éramos antes do jogo inaugural deste campeonato. Scolari deu o braço a torcer e mexeu na equipa, deixando-a muito próxima do seu melhor onze. A defesa foi o sector mais renovado, mantendo-se apenas Jorge Andrade. O capitão Couto foi substituído por Ricardo Carvalho e Miguel entrava para o lugar de Paulo Ferreira, talvez por Felipão estar ciente da necessidade de cair em cima dos russos e confiar mais nas capacidades do extremo benfiquista do que no estilo de novo lateral do Chelsea. Castigo pelo passe de sábado? Não me parece…
Scolari não esperaria, porventura, que tivesse mais envolvimento ofensivo pela ala contrária, onde Nuno Valente foi bem mais atrevido do que Rui Jorge, principalmente nos minutos iniciais. Mais à frente, Deco assumia o papel de organizador de jogo, relegando Rui Costa para o banco. Figo também aparecia mais disciplinado, não se imiscuindo na missão do “Mágico” e cumprindo a sua missão nas alas, onde alternava com Simão Sabrosa.
A entrada da equipa nacional foi em grande. Sem nervos à flor da pele ou surpresas indesejadas, Portugal assumiu o encontro e caiu em cima do adversário, com Deco a comandar as operações e a servir Maniche, que apareceu na área a confundir as marcações e a inaugurar o marcador. Melhor era difícil… Acreditava-se que tudo estava bem encaminhado mas o que se seguiu não vinha em consonância com o início do encontro. Não que os russos tenham passado a dominar o jogo mas faltava atrevimento ao conjunto de Scolari, que tirou o pé do acelerador. Só Deco continuava com o mesmo ritmo, pautando todo o jogo de Portugal.
A Rússia vivia de Alenitchev e de Loskov, médio do Lokomotiv que entrou para fazer de Mostovoi. Mas esta não era a única mexida de Yartsev, que se via obrigado a mudar no centro da defesa, chamando Bugayev para o lugar do castigado Sharonov. Aldonin mantinha-se como trinco e Izmaylov caía na direita, com Kariaka no lado oposto. Kerzhakov era o homem da frente, onde não estava Bulykin, titular ante a Espanha.
Os livres eram a grande esperança dos “soviéticos” mas as contas complicaram-se em cima do intervalo, com a expulsão de Ovchinnikov, que jogou com a mão fora da área. Figo não converteu o livre mas Portugal saía para o descanso em vantagem numérica e no marcador. Sem mexidas para o segundo tempo, era crível que Portugal assaltasse a baliza de Malafeev e buscasse a tranquilidade, o que não aconteceu. Não que a equipa de Yartsev assumisse o encontro e ameaçasse Ricardo mas o cântaro podia partir na primeira ida à fonte.
Felizmente tal não aconteceu, sobretudo porque Ricardo Carvalho controlava os eventuais erros dos companheiros. Na frente, começavam a surgir espaços para os homens mais avançados, onde já figurava Nuno Gomes, entrado para substituir Pauleta. Rui Costa viria depois para o lugar de Simão mas seria Ronaldo a mexer com a estrutura ofensiva nacional, oferecendo-lhe irreverência e descaramento. Ainda antes de servir Rui Costa para o 2-0, Figo atirou ao poste na conclusão da mais brilhante jogada do ataque nacional.
Portugal está na luta e tem o maior teste dos últimos dois anos no próximo domingo. Resta-nos acreditar, sem entrar em discursos excessivamente vitoriosos. Não somos os melhores do Mundo e as coisas não vão acontecer naturalmente, pelo que se exige uma postura realista e muito, muito querer. Temos fraquezas e devemos conhecê-las, mas também temos bastantes virtudes. Uma delas ainda se enquadra na definição de teenager, joga no Manchester United e dá pelo nome do Ronaldo, Cristiano Ronaldo. Deixem o miúdo jogar…

A Grécia é a equipa com o futebol mais realista deste Euro´2004. Otto Rehhagel não se intimida com aparências e quer ganhar, nem que para isso tenha que jogar feio. Ontem os gregos jogaram em casa, não porque a assistência lhes fosse favorável mas porque actuavam no terreno da formação com quem mais se identifica: o Boavista. Catenaccio is back e a Grécia é o melhor dos exemplares, com um futebol cínico, assente na defesa e na persistência dos homens da frente. Portugal deu-se mal, a Espanha também não saiu a rir-se. Os helénicos defrontam a Rússia na última jornada e basta-lhes o empate, tal como a nuestros hermanos, que discutem o apuramento com Portugal.
A Grécia é incapaz de assumir o jogo e olhar o adversário nos olhos. Talvez a tendência se inverta com a Rússia mas o certo é que Rehhagel reconheceu a mais-valia de portugueses e espanhóis. Quem não tem cão caça com gato e o seleccionador de nacionalidade alemã vai usando as armas que tem, nem que para isso recorra a um futebol feio e cínico. Não teve pejo em fazê-lo contra a equipa da casa, usou a mesma táctica quando lhe bateu à porta o vizinho. Basinas saiu do onze e deu lugar a Katsouranis, que já havia entrado ao intervalo no passado sábado. O médio do AEK é um elemento de características defensivas e especialista na marcação e foi essa a tarefa que Otto lhe designou. Nome da missão: Raul! Rehhagel nunca gosta de perder e a filosofia mantém-se no número de homens. Deste modo, à dupla de avançados espanhola respondeu com três elementos, sendo que Dellas e Kapsis se mantinham relativamente aos titulares da primeira jornada.
Mais à frente, o capitão Zagorakis mantinha funções, ao passo que Karagounis saía da direita e aparecia onde fosse preciso. Na esquerda estava Giannakopoulos, ciente de que o centro precisava de umas ajudas e que Fyssas podia não conseguir para Etxeberria. O avançado Charisteas fazia a direita e ajudava Giourkas Seitaridis, enquanto Vryzas era o homem da frente. Ataque continuado e Grécia não combinam, pelo que a expressão do momento era contra-ataque.
A Espanha mantinha o onze de sábado, apesar do povoamento grego justificar um abre-latas, um organizador de jogo que Albelda e Baraja não sabem, nem podem, ser. Como Vicente e Etxebe estavam bem aprisionados, o futebol espanhol vivia do erro adversário ou do estilo directo. Foi da primeira característica que nasceu o golo de Morientes, no único remate da equipa de Saéz no primeiro tempo. A segunda parte chegou com Joaquin e com a crença de que os gregos nada podiam fazer. O certo é que Rehhagel mudou pouco na mentalidade e os espanhóis mandavam no jogo, com o extremo do Bétis a canalizar o jogo para a sua faixa e a partir a loiça toda. Entretanto entrara Tsartas e Valerón era a resposta aos pedidos da comunicação social. Sábado fora ele quem resolvera o jogo, ontem coincidiu com o golo grego, que nasce de uma rápida reposição de bola por Tsartas, concluída da melhor forma por Charisteas, o homem do jogo.
O melhor em campo, esse, era Joaquin. Escasso, contudo, para garantir o triunfo espanhol. Domingo é tudo ou nada…

Apesar dos jogadores da selecção terem o dever de se concentrarem em absoluto no Campeonato da Europa, na realidade os contactos com a imprensa têm servido para falar de tudo menos da equipa das quinas. Desta feita foi Deco que, na zona mista do Estádio da Luz, após o jogo com a Rússia, decidiu por fim à especulação e confirmou a sua ida para junto de José Mourinho. Segundo o luso-brasileiro, "está tudo praticamente acertado com o Chelsea, sendo que, faltam apenas os exames médicos e a assinatura do contrato".
Já Ricardo Carvalho, continua na mira do Real Madrid. Notícias hoje vindas a lume em muitos diários davam conta desse facto. Os merengues, segundo o AS, vão ter de desembolsar entre 12 e 18 milhões de euros para levarem o português para fazer dupla com Samuel. O facto de Luisão ser extra-comunitário pode ter feito com que as baterias se apontassem para o central luso. O Real junta-se assim a Barcelona e Inter na corrida pelo atleta.

Contra todas as previsões, os Detroit Pistons são os novos campeões da NBA. Mais escandaloso é que os vencedores no Leste só precisaram de cinco jogos para despachar os LA Lakers, festejando o título no Staples Center. Larry Brown, técnico dos Pistons, consegue o seu primeiro campeonato na liga norte-americana, derrotando o veterano Karl Malone, que perde a terceira final do seu currículo. É previsível que o ex-Utah abandone a competição. 100-87 foi o resultado do último encontro de 2003/2004.

Divisão de pontos no jogo mais esperado da primeira jornada do Grupo D. Os holandeses invadiram a Invicta mas tal não chegou para levar de vencida a finalista do último Mundial. Bem organizado e ciente das suas fragilidades, a Alemanha foi uma agradável surpresa, insistindo no futebol frio e cauteloso tão típico dos germânicos. A Holanda nem sempre se deu bem com a disposição alemã, sobretudo enquanto teve dois médios-defensivos em campo e apenas um condutor de jogo. Por outro lado, o futebol de Advocaat procura superiorizar-se nas faixas laterais, o que nem sempre aconteceu.
A esquerda holandesa apresentava-se de tal forma que era difícil discernir quem defendia e quem atacava. Tanto Zenden como van Bronckhorst têm alto pendor ofensivo, se bem que ambos saibam defender. A ideia era que a dupla se auxiliasse nas duas missões mas o que se passava é que eram eficazes no plano defensivo mas atrapalhavam-se ou esbarravam em Schneider e Friedrich nas jogadas de ataque.
No lado alemão acontecia algo de semelhante mas o sucesso germânico era bem maior, partindo daí a supremacia que os de Voller exibiram durante quase todo o primeiro tempo. Com efeito, após a entrada em força dos holandeses, os alemães estabilizaram e começaram a fazer a diferença recorrendo a Lahm e Frings. O defesa do Estugarda e o polivalente médio do Dortmund caíram em cima do inexperiente Heitinga e tiveram sucesso. Ainda assim, Kuranyi e Ballack apareciam pouco em jogo, pelo que as ocasiões de perigo passavam pelos livres do ex-Werder Bremen e pela cabeça de Worns. Foi numa dessas confusas bolas paradas que a Alemanha inaugurou o marcador, por intermédio de Frings.
O intervalo chegou e com ele as mudanças na Holanda, que pouco conseguira fazer para reagir ao golo dos alemães. Era óbvio que havia um intruso em Cocu, Davids e Ballack e um ausente no meio de van der Vaart, Hamann e Baumann. Assim, Advocaat substituiu Davids por Wesley Sneijder. Como van Bronckhorst e Zenden não se entendiam na esquerda, o extremo do Middlesbrough deu lugar ao irreverente Overmars. A diferença não se notou imediatamente, porque os laterais alemães davam poucas baldas e porque Nistelrooy se encontra demasiado preso entre os veteranos Nowotny e Worns.
A sorte dos laranjas só mudou com a mestria de Advocaat e a azelhice de Voller. Um apostou no alto e tecnicista van Hooijdonk e passou a jogar 2-2 dentro da área alemã; outro refrescou o meio-campo com Ernst e perdeu a vantagem. O médio do Werder Bremen perdeu a bola para van der Meyde e Nistelrooy, que até então se vir grego com dois na marcação, ganhou o duelo individual a Worns, igualando. Até final, tanto holandeses como germânicos podiam ter ganho vantagem, sendo que os alemães viviam sobretudo do jovem Schweinsteiger, que veio dar outra vivacidade ao futebol dos pupilos de Voller. Empate justo que deixa indicações importantes: a luta no grupo da morte vai ser até ao fim e é bom que contemos com a “real politik” alemã durante este Euro´2004. Quer se goste ou não…

A República Checa safou-se de boa! A limitada Letónia esteve próxima de concretizar uma enorme surpresa mas a mais-valia dos checos acabou por vir ao de cima, apesar de algum atabalhoamento dos pupilos de Karel Bruckner. Por seu turno, os letões colocaram 8 homens permanentemente atrás da linha da bola e muita fé no contra-ataque, entregue a 3 jogadores muito dotados e perspicazes.
Comecemos pela República Checa, que apresentou um esquema em 4-4-2. Grygera e Jankulovsky eram os laterais e Galasek era o homem que actuava em frente dos dois centrais. Perante uma equipa que só atacava com 3 elementos, os checos tinham 5 membros unicamente preocupados em defender. Deste modo, muita da ineficácia ofensiva dos comandados de Bruckner era explicável pela ausência de envolvimento atacante dos laterais, sendo que Jankulovsky ainda era o mais mexido. O jogador da Udinese até costuma actuar mais avançado em Udine mas teve muito pouca iniciativa num jogo em que era a República Checa quem tinha de assumir as despesas. Por outro lado, o médio criativo Rosicky apresentava-se demasiado perro, sendo incapaz de dar fluidez ao ataque dos favoritos, que vivia de Poborsky e das suas incursões pela direita. Nedved não é um extremo e tendia a flectir para o centro, em busca de jogo.
Na frente estava o gigante Jan Koller e o versátil Milan Baros, dupla que se entendia bastante bem e que se completa em características. Contudo, apesar das ocasiões de perigo que criava, a República Checa tinha um jogo muito atabalhoado e que convergia para o povoado centro do terreno.
Do outro lado, Stepanovs era o central mais esclarecido e o encarregue de travar Koller, com quem travava um duelo de arranha-céus. Os laterais cumpriam defensivamente e por aí se ficavam, ao passo que o alto Lobanovs e o capitão Astajevs jogavam como médios, de características iminentemente defensivas. À direita, Bleidelis era pouco mais do que inofensivo, contrariamente ao companheiro da outra ala, muito movimentado e perigoso na condução do ataque. Rubins era um óptimo municiador de Prohorenkovs e Verkapovskis, a dupla da frente que criou o golo que dava, ao intervalo, vantagem aos letões. O avançado do Dínamo de Kiev, herói da qualificação, foi o marcador.
Bruckner chegava ao segundo tempo com tarefa complicada, até porque a Letónia acentuou a defesa. Exigiam-se mudança e o checo lançou Heinz e, mais tarde, Smicer, para os lugares de Grygera e Galasek, a dupla do Ajax. Passou-se a defender com os dois centrais e Jankulovsky subiu para médio-defensivo, com Pobrosky e Smicer a fazerem as alas. Foi o ex-benfiquista a criar o golo da igualdade, convertido por Baros, que perdera alguns bons lances anteriormente. Doze minutos mais tarde chegou o golo da vitória, após nova jogada confusa. A conclusão teve a assinatura do avançado do Banik Ostrava, Marek Heinz. Ufff! Os checos livraram-se de uma tremenda vergonha e de comprometer a qualificação para a fase seguinte. Que lhes sirva de lição…

A selecção da Rússia já não tem Alexander Mostovoi. A estrela da equipa foi expulsa pelo seleccionador Georgy Yartsev, depois de ter feito declarações menos positivas sobre as possibilidades dos russos. Mostovoi terá também criticado o seleccionador, facto que lhe deu direito a ficar no Algarve à espera do voo que o levará de volta a casa.
O próximo adversário de Portugal, já na Quarta-Feira, sofre assim uma baixa de vulto, que vem aumentar a agitação naquela que tem sido uma das mais problemáticas selecções do euro.
Nicky Butt está fora do Euro2004. O médio inglês sofreu uma lesão num joelho que o vai afastar do resto da competição. Butt não foi utilizado no primeiro jogo da Inglaterra, mas era uma das opções mais fortes de Eriksson para o meio campo. A equipa técnica inglesa ainda não decidiu se vai substituir o médio do Manchester, podendo ficar com apenas 22 jogadores na seleccção.

Grande encontro em perspectiva para o Estádio do Dragão, no dia em que a Letónia se deve começar a despedir de Portugal. Assim queira a República Checa...
Programa para o dia 4 - Terça, 15 de Junho de 2004:
17.00 - República Checa/Letónia - Estádio Municipal de Aveiro - TVI
19.45 - Holanda/Alemanha - Estádio do Dragão (Porto) - RTP1

A avolumada vitória sueca explica-se pela experiência e pela matreirice dos escandinavos. Mais rodados neste tipo de competições, os suecos marcaram nos momentos certos e mataram o jogo quando era a Bulgária a criar as melhores situações de golo. Com efeito, os búlgaros começaram melhor e tiveram cerca de 55´ de superioridade sobre o adversário, mas revelaram uma falta de experiência que acabou por lhes ser fatal, saindo mesmo vergados a uma derrota humilhante. Números que não explicam aquilo que se passou durante mais de metade do encontro mas que são elucidativos do poderio sueco, tanto no capítulo ofensivo como no plano defensivo.
Mas comecemos pelos derrotados. A Bulgária estava afastada destas competições há dez anos e mistura jovens jogadores com elementos mais idosos mas nem por isso mais experientes. O centro da defesa era o sector mais frágil da equipa e a ala direita demorava a carburar, até porque Peev parecia perdido e era o lateral-direito Ivanov quem assumia as despesas do flanco. Na esquerda tudo era diferente, com o “alemão” Petrov a dinamizar a ala, nem sempre bem secundado por Petkov, o defesa-esquerdo. No meio-campo procurava-se uma organização compacta, tanto no aspecto ofensivo como defensivo, até porque ninguém assumia a posição que designamos por trinco. Peev devia cair na direita mas inclinava-se para o meio, Hristov devia impor o físico na ajuda aos centrais mas jogou sempre próximo de Stilian Petrov, o médio do Celtic, estrela da companhia. Yankovich devia funcionar como segundo avançado mas Berbatov actuou quase sempre desacompanhado. O ponta-de-lança do Leverkusen criou as melhores oportunidades antes do golo inaugural de Ljungberg e foi o dinamizador da tentativa de recuperação, apesar de pertencer a Yankovich a melhor oportunidade para igualar, instantes antes dos golos de Larsson, que mataram o jogo. A Bulgária caiu animicamente e a Suécia teve o dom de manter o ritmo, que a conduziu a uma goleada que caiu em desuso.
Como no futebol nada acontece por acaso, em que assentou a vitória sueca? A dupla de treinadores montou, no plano teórico, um esquema em 4-4-2, típico do futebol britânico, onde actuam grande parte dos eleitos do conjunto escandinavo. O jovem Isaksson tinha à sua frente Lucic, Jakobsson, Mellberg e Edman, sendo que este último se aventurava, amiudadas vezes, em lances ofensivos. Por outro lado, era frequente vermos Lucic colar aos centrais, ele que até foi formado nesse posto. Estas realidades jogavam com o quê? Lucic podia flectir para o meio porque o ala-direito sueco ajudava bastante a defender, funcionando quase como médio-defensivo-direito. Por outro lado, Edman supria as ausências de Ljungberg, que iludia a defesa contrária ao aparecer na posição 10 e na condução do futebol ofensivo da Suécia, não sendo invulgar vê-lo surgir em zonas de finalização. Os “ingleses” Anders Svensson e Linderoth eram típicos médios britânicos, ao passo que a dupla Zlatan/Larsson se completava na perfeição. Acontece que a Suécia assumiu um estilo de jogo que visava o aproveitamento óptimo dos lances de contra-ataque, jogando com as costas da subida defensiva búlgara e com a mobilidade da dupla de avançados e de Ljungberg, que pouco ou nada defendia e ajudava a manter um tridente ofensivo temível. Assim surgiu o golo inaugural, com Ibrahimovic a assistir o médio do Arsenal na perfeição. Antes dos golos de Larsson entrou Wilhelmsston, substituindo Lucic na direita da defesa. Minto! Nilsson viu alargadas as suas competências defensivas, que partilhava com o recém-entrado jogador, bem mais afoito na saída para o ataque. O justo tento de Zlatan e a confirmação de Allback só vieram castigar a inexperiência búlgara e afirmar a competência sueca, que nunca tirou o pé do acelerador. Temos equipa!

Terminou sem golos o melhor jogo do Euro´2004, pelo menos até agora. Um resultado que faz pensar os altos responsáveis pelo futebol, tentados a retirar do desporto aqueles tipos que ficam à frente da baliza. Sorensen e Buffon (não necessariamente por esta ordem) impediram que o placard funcionasse, embora a divisão de pontos assente bem a ambos os conjuntos.
Os dinamarqueses exibiram-se a um nível superior durante o primeiro tempo, beneficiando de alguma ataraxia no meio-campo italiano e da inactividade ofensiva dos laterais Panucci e Zambrotta. O seleccionador transalpino cedeu às pressões e apostou em Totti e Del Piero, se bem que o avançado da Juventus não beneficiasse da colocação à esquerda, ele que gosta de actuar com segundo ponta-de-lança. Por outro lado, Perrotta e Zanetti eram opções questionáveis quando no banco se encontravam os médios do campeão italiano, Pirlo e Gattuso.
Perante isto, a Dinamarca de Morten Olsen apresentava-se tranquila e ciente do seu futebol. Organizada e unida como equipa, os nórdicos esticavam o seu jogo ao máximo e chegavam a colocar oito homens no ataque, sempre com linhas de passe abertas, até porque os elementos dinamarqueses se concentravam num espaço de 30/40 metros, bem próximos do último reduto italiano. Destaque para os laterais (Helveg e Niclas Jensen), sempre muito ofensivos e prestáveis no auxílio aos alas (Rommedahl à direita, Martin Jorgensen à esquerda). No ataque, o avançado do Milan, Tomasson, jogava como um número 10, não se excluindo do auxílio ofensivo. Também não era invulgar vê-lo colar-se ao ponta-de-lança Sand, sobretudo quando os extremos trabalhavam bem sobre as faixas. No meio do terreno dois homens de combate sempre prontos a conduzir as acções ofensivas: falo de Poulsen e de Daniel Jensen.
Enquanto Buffon ia brilhando no primeiro tempo, Sorensen correspondeu ao remate de Del Piero e à recarga de Totti, na mais flagrante ocasião para os italianos, durante a etapa inicial. Trapattoni introduziu mudanças no segundo tempo. Deu indicações para Zambrotta fazer a ala esquerda na totalidade e aproximou Del Piero de Vieri e Totti. Acontece que no flanco oposto Panucci estava muito preso e Camoranesi nunca conseguiu dar dinâmica às acções da equipa. Assim sendo, os transalpinos viviam dos rasgos do craque da Roma ou do jogo de cabeça de Vieri. Seria o avançado do Inter a criar a primeira grande ocasião da etapa complementar mas a Dinamarca não perdia tempo a responder. Com Rommedahl a grande nível, os nórdicos foram refrescando os sectores sem comprometer o nível competitivo. Também Trapa mudava, com Cassano a substituir Del Piero e Gatusso a aparecer no lugar de Cristiano Zanetti. O meio-campo italiano ganhou força e disponibilidade física mas faltava sempre qualquer coisinha, ao passo que o futebol simples da Dinamarca chegava para assustar Buffon, que parou uma fantástica jogada do recém-entrado Claus Jensen. Malditos guarda-redes…

Nem só de Euro´2004 vive o homem e o basquetebol mundial prepara-se para uma enorme surpresa. A defesa agressiva dos Detroit Pistons voltou a derrotar os favoritos LA Lakers e a equipa do Este tem vantagem de 3-1, estando a apenas uma vitória de se sagrar campeã. Um enorme feito se perspectiva, sendo que o próximo desafio se joga no Staples Center, em Los Angeles. Tyshaun Prince e Hamilton foram decisivos a lançar, os Wallace foram imperiais a defender. Vão com a força toda estes miúdos.
Portugal perde com a Grécia em futebol mas no voleibol não tem melhor sorte. Ontem, nova derrota, agora por 3-1. Já na Sexta-Feira a equipa de Juan Diaz perdera em terras helénicas, então por três sets a zero.
Mais Michael Schumacher na Fórmula 1. O alemão venceu no Canadá e é líder super destacado do Mundial de Pilotos, que está praticamente entregue. Os McLaren conseguiram terminar uma corrida mas só Kimi pontuou. Está pouco atractiva a edição deste ano.
Ao contrário do Mundial de MotoGP, onde Rossi e Gibernau andam numa luta desenfreada. Ontem discutiram do princípio ao fim a liderança no Grande Prémio da Catalunha, com sucessivas alternâncias na frente. O italiano acabou por se superiorizar mas terminou a prova com o espanhol na roda. Apesar da vitória, Rossi ainda tem uns pontos de atraso relativamente a Sete, que é primeiro classificado. Prevê-se luta intensa entre ambos mas ontem o dia foi mesmo de Valentino e das Yamaha, que conseguiram 3 dos 4 primeiros lugares.

Hoje joga-se a primeira jornada do Grupo C, pelo que é uma óptima oportunidade para averiguar o momento de forma dos italianos, eternos favoritos. Trapa defronta a Dinamarca, conjunto sempre complicado e que surpreendeu em 1992. Suécia e Bulgária fecham as contas do dia.
Programa para o dia 3 - Segunda, 14 de Junho de 2004:
17.00 - Itália/Dinamarca - Estádio D. Afonso Henriques (Guimarães) - TVI
19.45 - Suécia/Bulgária - Estádio Alvalade XXI (Lisboa) - RTP1

Desde a final da Liga dos Campeões de 1999 que não se via algo assim. A França perdia com a Inglaterra aos 91´ mas acabou por cantar vitória no final! O até então desinspirado Zidane resolveu a partida a favor dos gauleses, num encontro muito fechado, com os golos a surgir através de lances de bola parada. Beckham teve grande penalidade para 2-0 mas Barthez fez uma defesa brilhante, alimentando esperanças que se esmoreceram com o tempo. Um jogo pobre que guardou o melhor para o fim.
Na outra partida, Croácia e Suiça foram pouco ambiciosas, com especial destaque para os balcânicos, que jogaram com mais um elemento durante quase todo o segundo tempo e eram favoritos à partida. O nulo verificado no final é castigador para ambos os conjuntos mas penaliza mais os croatas, mais fortes no plano teórico e com ambições de qualificação. Assim fica difícil…
O Estádio da Luz recebeu aquele que diziam ser a partida mais importante da fase de grupos do Euro´2004. O final acabou por justificar o estatuto mas o restante tempo de jogo foi pouco mais do que fraco. Os ingleses cederam o domínio do encontro à França, cientes da valia ofensiva dos gauleses, crentes num contra-ataque para o qual estavam talhados Owen e Rooney. Mas tinham outras armas, nomeadamente os livres de Beckham e a meia-distância dos outros jogadores do centro do terreno: Scholes, Gerrard e Lampard.
Depois de 20´de domino francês, assente no flanco direito e no acerto de Pires, o jogo acalmou e equilibrou-se, com a Inglaterra a criar situações de relativo perigo. O futebol francês começava a ficar perro, tolhido no centro, sem soluções à esquerda e com o luso-francês do Arsenal a cair de rendimento. Com Zidane bem manietado e Henry e Trezeguet amarrados por King e Campbell, os “bleus” insistiam em tentativas de penetração pelo meio e em tabelas nas imediações da área, quase sempre inconsequentes. Vieira procura ser o elemento desequilibrador mas poucas vezes lograva criar perigo para a baliza de David James.
Assim sendo, a Inglaterra acabou por chegar à vantagem, na sequência de um livre de Beckham, emendado pelo pequeno Lampard, esquecido pelas marcações francesas. O intervalo chegou e exigia-se que Santini alargasse o jogo francês, o que não aconteceu. Henry passou a cair mais sobre a esquerda, flectindo amiudadas vezes para o centro e possibilitando as penetrações do veterano lateral Lizarazu. Como Beckham ajudava Neville e Pires desaparecera na direita, a França voltava a afunilar o seu jogo pelo centro, incluindo Vieira mas também Makelele no auxílio a Zidane. Owen e Rooney esfregavam as mãos na ânsia de uma bola para contra-ataque e foi o jovem do Everton que a teve. Correu que nem um doido e foi rasteirado por Silvestre quando se preparava para bater Barthez. Não sabemos se o francês defenderia o remate do inglês mas sabemos que se estirou de forma incrível para evitar o forte e colocado penalti de Beckham.
Não obstante este momento e as entradas de Wiltord e Sagnol (que pouco ou nada acrescentaram), a França continuava sem soluções e Zidane não aparecia. Até que Makelele é derrubado por um ingénuo Heskey à entrada da área e Zizou bate o livre à Figo, para o lado do guarda-redes. “Calamity” James tinha dado o passo à esquerda e não conseguiu voltar atrás. Empate para a França, que já sabia a vitória perante a desilusão inglesa, que tinha o pássaro na mão. Acabou por ver dois a voar porque Gerrard fez um passe proibido para o guardião, que cometeu grande penalidade sobre o astuto Henry. Zidane não quis imitar Beckham e deu a vitória à França, que já via pairar o “fantasma Senegal”. Os franceses são líderes no Grupo B, os britânicos são, por agora, últimos.
Na outra partida houve muita falta de ambição, sobretudo do lado dos favoritos croatas, que até jogaram quase todo o segundo tempo com mais uma unidade. Ambas as formações optaram por um 4-4-2, sendo que tanto uma como outra equipa tinha dificuldades no flanqueamento do jogo. A Croácia não tinha homens de grande engenho no centro, preenchido por Bjelica e Niko Kovac e dependia do que pudessem fazer Ivica Mornar, à direita, e Ivica Olic, à esquerda. Se Mornar se colava à faixa e dava que fazer a Spycher, Olic era incapaz de mobilizar a sua ala e era facilmente anulado por Haas. O jovem Olic (que até a melhor oportunidade do jogo) tem origens de avançado centro e esta adaptação feita por Otto Baric não deu resultados, até porque havia Rapaic no banco, um jogador que fizera toda a qualificação. O médio acabou por entrar na segunda metade mas pouco acrescentou ao futebol da sua equipa, que não assumiu a necessidade de ganhar com a expulsão do médio Vogel. Se o jogador do PSV se exibia a bom nível, o conjunto suíço não lamentou assim tanto a sua falta. Isto porque retirou uma unidade de produção nula (Chapuisat) e chamou o médio do Marselha, Celestini.
O avançado Frei passou a actuar bem melhor quando se livrou do veterano dos “gafanhotos” e a Suiça até podia ter ganho o jogo, na sequência de um remate de Huggel. O nulo final é penalizador para ambos mas sobretudo para os croatas, que se vêm obrigados a vencer ingleses e/ou franceses. De futebol viu-se pouco, pelo que é provável que ambas as selecções se fiquem pela primeira fase.

Amanhã disputam-se os encontros da primeira jornada do Grupo B. Franceses e ingleses são favoritos mas defrontam-se a abrir, uma hora depois do fim do encontro entre croatas e suiços.
Programa para o dia 2 - Domingo, 13 de Junho de 2004:
17.00 - Croácia/Suiça - Estádio do Bessa
19.45 - Inglaterra/França - Estádio da Luz

A selecção espanhola estreou-se da melhor forma no Euro´2004, vencendo a Rússia por 1-0, mercê do golo de Valerón. O médio do Depor marcou o único tento do desafio, instantes depois de ter entrado em campo, para substituir o infeliz Morientes. Compacta, a Espanha não fez um grande jogo mas quase nunca perdeu o controlo do encontro. Chegou mesmo a ter períodos de futebol total, envolvendo os extremos e os homens do centro. Um futebol fluído e seguro, que ameaça Portugal e qualquer outra formação inserida na prova. Já a equipa de Yartsev viveu de Alenitchev, sentindo em demasia a sua colagem ao flanco direito, nos primeiros vintes minutos da etapa complementar. O trinco Aldonin também se exibiu a grande nível mas a Rússia tem algumas fragilidades na defesa, sendo que também não beneficia de um ataque com uma só unidade, neste caso Bulykin.

O desafio das maiores esperanças resultou na mais assustadora das desilusões, no sonoro “Ai!” de dor, que acabou por aparecer, não obstante as preces e as cantigas que se foram inventando nos últimos meses. Portugal perdeu o jogo de estreia e apadrinhou a primeira vitória grega em fases finais de uma grande competição internacional. Preocupante! Porque a nossa selecção se vê obrigada a ganhar à Rússia e à Espanha. Preocupante! Porque se esfumaram as desculpas dos jogos de preparação e não se viram muitos vestígios de futebol no jogo nacional.
Os craques lusitanos alhearam-se do jogo, com especial destaque para Figo e Rui Costa. Os estatutos de “galáctico” e “maestro” não ganham partidas e as maiores estrelas de Portugal não estiveram à altura da fama que detêm. Se Rui Costa já pede umas pilhas Duracell, Figo exibe uma arrogância em campo que em nada resulta, muito pelo contrário. Tacticamente indisciplinado, o génio de Figo é ocultado pela vontade em estar em todo o lado e fazer tudo sozinho. Alheado de todo o encontro, a acção de Figo foi quase nula mesmo na segunda parte, melhor período da nossa selecção, muito por culpa das entradas de Deco e Cristiano Ronaldo.
Portugal perdeu na estreia, denotando fraca atitude em alguns períodos do encontro. Portugal perdeu porque, essencialmente, ofereceu a primeira parte e uma grande penalidade ao adversário. Está complicado…
Falar em sorte e azar de pouco vale, até porque o resultado de hoje é facilmente explicável por factos. A selecção helénica entrou mais consciente, sabendo de antemão aquilo que precisava de fazer para ganhar o jogo. Do lado português, transmitiu-se a ideia de desconhecimento dos gregos, até porque se acreditava que Otto Rehhagel apostaria em três centrais e apenas um avançado. Nada de mais ingénuo, com a Grécia a jogar com quatro defesas, todos muito capazes e serenos, com destaque para os dois laterais, muito disponíveis no auxílio aos homens do centro e nas subidas para o ataque.
As desculpas do “golo cedo” e dos erros defensivos, que são válidas, não explicam tudo. Muito pelo contrário, não escondem a ausência de mentalidade e a ataraxia nas acções. Portugal tem um modelo táctico, que vem de há alguns anos a esta parte, mas não o aplica; porque Figo não é extremo, porque Rui Costa não mexe, porque Maniche vagueou pelo meio-campo mas, ao contrário do que acontece no FC Porto, andou quase sempre perdido.
A Grécia chamou Nikopolidis à baliza e colocou Seitaridis e Fyssas nas laterais. O “romano” Dellas e Kapsis jogaram no centro da defesa. À frente destes estavam o veterano Zagorakis e Basinas, médio do Panathinaikos que também se incluía com facilidade na condução dos lances de ataque. Mais adiantados estavam Giannakopoulos (sobre a esquerda) e Karagounis, que deambulava pela frente de ataque mas era precioso nas ajudas defensivas, mormente sobre o flanco direito. Os avançados completavam-se, sendo que alternavam entre si nas colocações ao centro ou descaídos sobre a direita. O campeão alemão Charisteas e Vryzas formavam uma dupla muito móvel mas também muito possante na discussão do jogo, à imagem de todo o onze inicial, de estatura muito elevada (uma ou duas excepções confirmavam a regra).
O erro de Paulo Ferreira e a apatia de Fernando Couto deixaram Karagounis na cara do golo e o médio do Inter não se fez rogado: rematou e marcou o primeiro golo do Euro´2004. Estava complicada a vida dos portugueses mas faltavam cerca de 85 minutos, tempo mais do que suficiente para inverter a situação. Acontece que o onze nacional nunca se exibiu a nível aceitável durante a primeira metade. Com Rui Costa sempre distante e um gritante afastamento dos sectores, a selecção perdia (de goleada) a batalha do meio-campo e via a Grécia criar as melhores oportunidades de golo. Com Pauleta pouco e mal servido e extremos inactivos, Portugal atacava sobretudo pela direita e só o fazia de forma perigosa quando Paulo Ferreira passava o meio-campo. O tiro exterior e a fluidez que Maniche costuma emprestar ao jogo não estavam no relvado do estádio dos portistas, pelo que os minutos da etapa inicial se desenrolavam de mão dada com a gritante impotência dos comandados de Scolari. O intervalo chegou e o seleccionador percebeu que era preciso fazer qualquer coisa.
Tomou as opções mais previsíveis e exigíveis: tirou Rui Costa e acrescentou Deco (o melhor de Portugal), substituiu Simão por Cristiano Ronaldo. Resultado: a nossa selecção passou a ter um condutor de jogo e um flanco esquerdo capaz de criar situações de perigo, mal aproveitadas por um Pauleta muito só e por um Figo que nunca apareceu ao segundo poste. Ainda assim, Ronaldo impôs respeito a Seitaridis e Deco levantou a cabeça e colocou a ênfase na baliza de Nikopolidis. Figo, esse, continuava a desiludir.
Ironia das ironias, o irrequieto Cristiano cometeu grande penalidade sobre o seu marcador directo, o portista(?) Seitaridis, um verdadeiro craque, muito competente e rigoroso a defender, capaz de ajudar a dupla de centrais, veloz a sair e a lançar o ataque. O médio Basinas fez 0-2 e a sentença estava quase ditada. A Grécia voltava a marcar nos primeiros minutos da segunda parte, à imagem do que fizera na primeira, e não se desnorteou no restante tempo de jogo. Portugal também não desistiu, movido por Deco e Ronaldo. Entretanto arriscou-se uma última mexida, com Nuno Gomes a entrar para o lugar de Costinha. A selecção nacional assumiu o 4-4-2 mas a dupla de avançados não conseguia transformar em golo as poucas ocasiões que iam surgindo. Cristiano ainda reduziu mas era já muito tarde; ainda não disse adeus ao Europeu mas tem duas autênticas finais para jogar.
Scolari tem que reflectir sobre o que aconteceu no Dragão e não pode voltar a usar as desculpas que lhe valeram até hoje. A apatia, a falta de soluções e de movimentos, a ausência de automatismos e de um fio de jogo são preocupantes. A verdade é que tivemos uma amostra daquilo que pretendemos na segunda parte, com Deco e Cristiano. A aposta nesses nomes deve manter-se nos próximos desafios mas pode ser tarde demais para se alterar o fado desta equipa. Portugal apresentou-se ao exame final sem ter estudado o capítulo do meio-campo, de importância decisiva na nota final. Pela defesa só passou uma vista de olhos e a matéria do ataque também não está propriamente na ponta da língua. Haja esperança!

Amanhã é o dia 1 do Euro´2004, o evento mais aguardado dos últimos tempos. Portugal estreia-se logo a abrir, num dia reservado ao Grupo A. Nada ficará definido mas podem-se traçar algumas tendências. Portugueses e espanhóis são favoritos mas as surpresas acontecem...
Programa para o dia 1 - Sábado, 12 de Junho de 2004:
17.00 - Portugal/Grécia - Estádio do Dragão
19.45 - Espanha/Rússia - Estádio Municipal Faro-Loulé

É a outra equipa nórdica do grupo C. A Dinamarca já foi campeã europeia em 1992, mas desde aí muita coisa mudou. Sem figuras como os irmãos Laudrup ou Peter Schmeichel, a Dinamarca procura re-encontrar o rumo das vitórias. Foi a grande surpresa no Europeu da Suécia, mas é uma das selecções mais regulares nas grandes provas internacionais. A vitória no Euro2004 é improvável, mas, tal como em 92, tudo pode acontecer...
Os eleitos:
Sorensen vai ser o guarda redes titular da baliza dinamarquesa. O jogador do Aston Villa surge em Portugal como o sucessor natural de Schmeichel. Depois de vários anos na sombra do ex-guardião do Sporting, Sorensen tornou-se um indiscutível no onze nórdico. Com experiência e coragem em doses adequadas, faz também do bom jogo de pés um ponto forte das suas actuações. Aos 28 anos terá a sua oportunidade de brilhar ao mais alto nível.
Peter Skov-Jensen é o experiente guardião do Midtjyland. Vai ser suplente nesta selecção mas é uma das figuras do campeonato dinamarquês. O seu ponto forte é a grande agilidade que possui. Esteve presente na eliminatória da Taça Uefa frente ao Sporting, e neste regresso a Portugal promete jogar para ganhar. A ver vamos...
Stephan Andersen (AB) é uma das promessas do futebol dinamarquês. O jovem guarda redes vai ser o terceiro elemento da equipa, mas está atento aos descuidos dos colegas de lugar. Futuro sucessor de Sorensen nas redes dinamarquesas.

A defesa é um dos sectores mais fortes desta equipa. Um dos responsáveis por isso é o central René Henriksen. Forte, firme e elegante, o jogador do Panathinaikos é conhecido como o “Computador”, pela grande inteligência do seu jogo. Foi titular no último mundial e também deve sê-lo agora em Portugal. Eleito Jogador Dinamarquês do ano 2000.
Martin Laursen faz dupla com Henriksen no centro da defesa dinamarquesa. É uma das estrelas desta equipa e já se tornou um indiscutível nos planos de Morten Olsen. Forte e poderoso, o antigo central do Milan tem como principal papel segurar os ímpetos ofensivos adversários, e fá-lo com muita eficácia. Aos 26 anos, o jogador do Aston Villa tem tudo para fazer um europeu em grande no nosso país.
No lado direito da defesa vamos encontrar uma das caras mais conhecidas do futebol dinamarquês. Thomas Helveg fez carreira em Itália, primeiro ao serviço do Milan, agora a actuar pelo Inter, conseguindo uma impressionante regularidade nas suas actuações. Rápido e influente, Helveg também desempenha bem o papel de médio ou de lateral esquerdo, sendo um jogador muito útil para o seu seleccionador. É, claramente, uma das figuras desta equipa.
Na esquerda vai estar Claus Jensen. O lateral do Borussia de Dortmund agarrou a titularidade na selecção em 2002 e não mais a largou. Peça fundamental na fase de qualificação, Jensen faz da sua versatilidade e técnica trunfos para poder brilhar. Exímio na marcação de livres vai ser um dos jogadores a ter em conta neste europeu.
Outras opções para a defesa dinamarquesa passam por Casper Bogelund. O defesa direito do PSV é, aos 24 anos, uma certeza do futebol dinamarquês. Muito utilizado na fase de qualificação e no último mundial, Bogelund espera a sua oportunidade para mostrar qualidades neste europeu. Apontado por muitos como uma das maiores promessas do futebol nórdico, Bogelund ainda não se conseguiu afirmar na alta roda do futebol eurpeu. Pode ser que tenha chegado a sua hora.
Martin Priske é outro defesa que está à espera da oportunidade de jogar. Aos 26 anos, Priske é o suplente de Helveg, condição suficiente para o deixar apreensivo quanto ao número de jogos que vai disputar em Portugal. O jogador do Genk da Bélgica é muito forte a defender, e também faz bem todo o flanco direito. A boa época no campeonato belga deve dar-lhe direito a participar neste Euro2004. A ver vamos...
Koldrup é a última opção defensiva desta selecção. É uma das caras menos conhecidas desta equipa e não deve ser agora que aparece aos olhos do mundo. Ainda jovem, tem 25 anos, Koldrup parece ser o elo mais fraco desta defesa dinamarquesa. Se tiver oportunidade poderá provar o contrário, mas até lá fica à espera.

Gravesen é outra das figuras da equipa dinamarquesa. Conhecido pelo seu visual radical, Gravesen tem também bons dotes futebolísticos. Duro e trabalhador, o jogador do Everton cumpre muito bem a sua missão de destruir jogo adversário, mas também constrói o ataque da sua selecção. Titular indiscutível, vai certamente mostrar categoria neste europeu.
Jesper Gronkjaer é uma das estrelas desta selecção. Indiscutível nesta equipa, faz da técnica e da boa visão de jogo as suas armas. È um dos jogadores importantes do Chelsea, Mourinho vai poder conhece-lo por cá, sobretudo pelos seus cruzamentos mortíferos. No entanto, os problemas pessoais que tem tido recentemente devem afastá-lo dos primeiros jogos deste europeu. Uma baixa de vulto desta selecção, que fica à espera do seu regresso.
Martin Jorgensen vai ser o médio direito da equipa de Morten Olsen. A chegar à casa dos 30 anos, Jorgensen é um dos jogadores mais experientes desta equipa e deve ser o dono do lugar da ala direita. Rápido e com bom remate, o médio da Udinese foi um dos jogadores mais utilizados na fase de qualificação, o que o torna, ao que tudo indica, um dos elemento fundamentais deste onze.
Christian Poulsen vai ser o médio de apoio ao ataque. O talentoso jogador do Schalke 04 é uma das promessas do futebol dinamarquês, tendo já conquistado o seu lugar nesta selecção. Bom tecnicamente, com 2 bons pés e forte remate, Poulsen deve ser o suporte ofensivo da equipa, fazendo também uso da sua grande polivalência. Foi muito utilizado na fase de qualificação e neste europeu as coisas não deverão ser muito diferentes.
Ainda no meio campo podemos encontrar Jensen. O médio centro do Charlton tem sido uma das figuras da equipa inglesa, mas esse sucesso nem sempre lhe tem dado um lugar no onze nacional. No entanto, é uma das opções mais viáveis do técnico ..., devendo ser muito utilizado neste europeu. Muito regular e com boa visão de jogo, Jensen assume-se como um verdadeiro patrão do meio campo, sendo incansável na missão de ocupar todo o terreno defensivo. Fica à espera das oportunidades de jogar.
O jogador mais jovem dos 23 convocados da Dinamarca é Kahlenberg. O médio ofensivo do Brondby é uma das promessas desta equipa e surge com naturalidade nos convocados, depois de boas actuações quando foi chamado à selecção. Talentoso e tecnicista, Kahlenberg põe sempre muito empenho e atitude no seu jogo, factores que lhe permitem fazer a diferença.
Daniel Jensen é a outra opção para o meio campo dinamarquês. O jogador do Real Murcia de Espanha não deverá ser muito utilizado, tal como ocorreu na qualificação, mas não deixa de ser uma opção para o seleccionador. Tem 25 anos e está pela primeira vez numa prova de grande importância internacional.

No ataque pontifica outra das estrelas desta selecção. Ebbe Sand é a figura maior do Schalke 04 e faz valer esse estatuto na equipa nacional do seu país. O seu grande porte atlético e o seu poder no jogo aéreo fazem dele um avançado temível para as defesas adversárias. Vai ser titular e formar uma dupla terrível com Tomasson no ataque dinamarquês.
Dennis Rommedahl é outra opção para o ataque dinamarquês. Também pode jogar como médio ofensivo, mas não deve ser titular em nenhuma dessas posições. Rápido e com boa técnica, Rommedahl tem-se destacado ao serviço do PSV, conseguindo boas épocas no campeonato holandês.
O nº20 da Dinamarca é Kenneth Perez. O avançado é um dos jogadores mais experientes da equipa e é uma boa opção para o lugar de Sand ou Tomasson. Poderoso e forte no jogo aéreo, Perez também possui um bom remate.
A última opção para o ataque dinamarquês é Peter Lovenkrands. O avançado do Rangers é uma promessa do futebol dinamarquês que tem vindo a despontar para o futebol. Aos 24 anos, assume-se como a arma secreta da equipa ,e já não é a primeira vez que anda em grandes torneios internacionais (já tinha estado no Mundial da Coreia).
A estrela:

Jon Dahl Tomasson é a estrela da equipa. O mais famoso jogador da actualidade na Dinamarca é um avançado experiente, implacável e muito eficaz. Faz valer a sua velocidade e bom remate para conseguir muitos golos, tal como aconteceu no último mundial onde foi o 2º melhor marcador. Joga no Milan, onde só não é titular porque existem Schevchenco e Inzaghi para lhe fazerem frente, mas já conseguiu alguns golos decisivos para os campeões italianos. A dupla com Sand vai ser temível, e a Itália (primeiro adversário) que se cuide.
O seleccionador:

Antiga glória do futebol dinamarquês, Morten Olsen trouxe à selecção a mística das vitórias. Assumiu o controle da selecção após a saída de Bo Johansen, e cumpriu a sua primeira missão: levá-la ao mundial do oriente. Tem feito uma revolução na equipa, lançando jovens promeessas para os lugares das veteranas estrelas dinamarquesas. A presença no Euro2004 já é uma conquista importante, mas Olsen quer mais...
A táctica:
4-4-2

A Letónia é a surpresa do Euro´2004. A sua qualificação implicou o afastamento da Turquia, terceira classificada no último Campeonato do Mundo. Se o apuramento para o Euro constituiu um verdadeiro milagre, a fuga ao último lugar no Grupo D, o grupo da morte, será muito mais do que isso. A bola é redonda mas defrontar três favoritas à vitória final não será missão fácil. O novo país da União Europeia entra na comunidade da melhor forma mas as atenções desportivas centram-se numa outra competição, o Campeonato do Mundo de hóquei no gelo, que se disputa na República Checa.
Os eleitos
Aleksandrs Kolinko, de 29 anos, é o guarda-redes titular da Letónia. Com um percurso formidável no Skonto Riga, maior clube letão, Kolinko saiu para os ingleses do Crystal Palace no ano de 2000 mas jogou a última temporada na Rússia, alinhando pelo FC Rostov. Alto, possante e seguro são predicados de Kolinko.
Andrejs Piedels, de 33 anos, foi o sucessor de Kolinko no Skonto Riga. Internacional desde 1998, está tapado pelas boas exibições do titular. Tal como Andrejs Pavlovs, suplente de Piedels no Skonto.
O central Igors Stepanovs é um dos mais famosos jogadores letões e o único defesa a actuar numa liga estrangeira. Aliás, Stepanovs já saiu da Letónia no ano de 2000, após seis épocas ao serviço do Skonto Riga. Vinculado ao Arsenal, onde actuou maioritariamente na equipa de reservas, Igors está emprestado ao Beveren, do campeonato belga. Aos 27 anos, Stepanovs é o patrão da defesa, primando pela elevada estatura e pelo respeito que impõe no jogo aéreo e no choque físico.
Aleksandrs Isakovs será o defesa-direito do onze letão. Veterano jogador do Skonto Riga, Isakovs já entrou na casa dos 30 mas é um histórico da selecção báltica. Jogador de estatura elevada, o lateral dá mais garantias defensivas do que ofensivas mas Starkovs ficará contente com estas características. Vai ser bem precisa gente para defender alemães, holandeses e checos.
O veterano central Mihails Zelimskis forma dupla de centrais com Stepanovs. Joga, claro está, no Skonto Riga, onde actuou com o agora jogador do Beveren. A idade pode esconder algumas virtudes mas Zelimskis tem características distintas do companheiro de sector. Mais baixo, menos duro de rins, mais versátil na antecipação. Tem 34 anos.
A média de idades da defesa titular letã ultrapassa os 30 anos. Stepanovs é o único que escapa a essa barreira mas Blagonadezdins não se pode gabar do mesmo. O lateral-esquerdo do… Skonto Riga deve ser o dono do posto durante o Euro, tendo características muito similares às de Isakovs.
Sobram Zakreservskis, único defesa do Skonto Riga que não é titular, Dzintars Zirnis e Maris Smirnovs. O primeiro e o último actuam no centro da defesa, fazendo-se valer pela estatura, contrariamente a Zirnis, que actua sobre as laterais e joga num clube secundário do futebol letão, o Liepajas. Aos 27 anos, Smirnovs é uma das referências do maior concorrente do Skonto Riga, o Ventspils.
Valentins Lobanovs, de 33 anos, actua no Mettalurg Zaporizhya, da Ucrânia. Veterano jogador, Lobanovs é muito alto (1.90m) mas tal facto não deve ser suficiente para lhe valer a titularidade numa selecção que tem no meio-campo um dos mais fortes e desenvolvidos sectores.
O único centro-campista que actua no campeonato da Letónia é Korablovs, jogador do Ventspils. O médio de 29 anos é um tecnicista, um condutor de jogo, que tem dado nas vistas no seu clube. Pode ser lançado a qualquer momento mas Starkovs prefere médios mais defensivos, entregando a condução de jogo aos alas.
O extremo-direito será Imants Bleidelis, de 28 anos. Formado no Skonto Riga, onde actuou durante sete temporadas, Bleidelis joga actualmente no Viborg, da Dinamarca. Antes passara quatro épocas no Southampton mas nunca vingou em terras britânicas. Extremo veloz, Imants é um dos jogadores de ataque do conjunto de Starkovs.
O veterano Vitalijs Astafjevs actua na Bundesliga austríaca, mais propriamente no Admira Wacker. Teve uma experiência em Viena na época de 1996-97, então emprestado pelo Skonto ao Áustria de Viena, mas voltou à Letónia, onde permaneceu até 1999. Partiu então para o Bristol Rovers, de divisão inferiores inglesas, mas ingressou no Admira esta temporada. Jogará com Laizans no centro do terreno, descaído para a esquerda. O mais internacional da Letónia.
Jurgis Pucinskis joga num clube regional da Rússia. Actua, mais propriamente, em Vladivostok, no extremo leste do maior país do Mundo. O Luch Energie disputa a 2ª Divisão – zona Leste, e não é das equipas mais famosas do futebol “soviético”. O veterano Pucinskis, de 31 anos, será um dos suplentes ao dispor de Starkovs.
Juris Laizans, de 25 anos, é um médio formado no Skonto Riga, o maior clube do país. Como deu nas vistas na capital da Letónia, Laizans acabou por rumar ao campeonato russo. É pupilo de Artur Jorge no CSKA de Moscovo, onde actua como médio-defensivo ou interior-esquerdo. Será titular no centro do terreno, sendo o seu elemento mais defensivo.
Outro dos médios é Andrejs Rubins, que também actua no futebol russo. Rubins joga no Shinnik e passou, à imagem do guarda-redes Kolinko, pelo Crystal Palace, de Inglaterra. O extremo-esquerdo de 25 anos formou-se em Daugava mas brilhou no Skonto Riga, onde actuou durante três épocas. Tantas quantas fez por Inglaterra, onde não foi feliz. Deve ser titular.
Andrejs Stolcers é um dos mais conceituados dos jogadores letões mas o facto de integrar o plantel do Fulham não é suficiente para lhe garantir a titularidade. Joga pelo centro ou sobre a direita, no meio-campo ou mais avançado sobre o terreno. Aos 29 anos, Stolcers não tem dado nas vistas em Inglaterra, contrariamente ao que aconteceu em Riga e no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.
Marian Pahars, versátil avançado que actua em qualquer posição da frente, é dos mais sucedidos jogadores letões. De estatura média, o único problema de Pahars são as lesões, que o afastaram de uma época regular e colocam dúvidas sobre a sua disponibilidade durante o Euro´2004. Em boa forma será um perigo para as defesas adversárias.
O avançado Vits Rimkus já marcou a Portugal, precisamente na sua estreia com a camisola da Letónia. Aos 30 anos, este avnçado do Ventspils estará à espreita durante o Europeu. Móvel e bom finalizador, Rimkus é uma boa alternativa a Pahars.
Miholaps e Prohorenkovs são os outros concorrentes para os lugares da frente. O último é o único avançado a superar a barreira do 1.80m e o único a jogar em Israel, mais propriamente no Maccabi de Tel-Aviv. Tem 27 anos, menos dois do que Miholaps, avançado do Skonto Riga.
A estrela:
Maris Verpakovskis é a estrela da companhia. É ele o responsável pelo apuramento da Letónia para o Euro´2004. Um avançado de 24 anos, de baixa estatura mas de grande mobilidade e instinto goleador. Formado em Riga, transferiu-se para um dos melhores clubes do Leste da Europa, o Dínamo de Kiev. Foi ele que marcou na Suécia, foi ele quem derrotou a Turquia no play-off de apuramento. É, como tal, a grande esperança dos letões na hora de atirar ao golo.
O treinador:
Antigo goleador do Daugava Riga, da II Divisão Soviética dos anos 70, Aleksandrs Starkovs foi contratado pelo Dínamo de Moscovo mas não singrou no clube da capital. Como treinador, iniciou a série de 11 títulos ostentada pelo Skonto Riga e levou a sua selecção ao Euro´2004, o maior feito da sua carreira.
O esquema:


A Croácia continua a ser uma das selecções mais bem sucedidas das que saíram da ex-Jugoslávia. Com jogadores quase sempre de grande qualidade, os croatas espalham classe pelos relvados em que actuam. Depois da decepcionante participação no Mundial de 2002, os croatas vêm a Portugal com vontade de vencer. Porém, estão num grupo bastante complicado com França, Inglaterra e Suíça. Apesar disso, a equipa de Otto Baric tem tudo para repetir a brilhante participação no mundial de 98 e afirmar-se como outsider da competição deste ano. Em campeonatos da Europa, o melhor que conseguiram foi chegar aos quartos de final em 96, sendo que, na altura perderam frente a Portugal na fase de grupos por 3-0. Os croatas asseguraram o segundo lugar do grupo de qualificação depois de venceram sobre a meta a primeira classificada Bulgária. No play-off eliminaram a Eslovénia.
Stipe Pletikosa vai ser o guarda redes titular da equipa croata. Porém uma lesão pode afastá-lo da primeira partida. Tudo está dependente da gravidade da mesma. Pletikosa joga do FC Shakhtar Donetsk e na fase de qualificação sofreu apenas 4 golos, apesar de ter sido o único totalista da sua selecção. Estreou-se na selecção em 1999 e desde então tem sido uma referência, já que a sua colocação entre os postes e capacidade de trabalho o tornam um jogador de excepção.
Joseph Didulica é o segundo guarda redes e actua no Áustria de Viena. Com reflexos e velocidade acima da média, Didulica é uma opção viável para substituir Pletikosa. O outro guarda redes é Tomislav Butina, jogador do Brugge. O seu porte atlético transmite uma enorme segurança aos defesas e impõe respeito entre os postes. Fio suplente de Pletikosa em 2002 e este ano também deve ser a sombra do guarda redes do FC Shakhtar Donetsk.

No sector defensivo encontramos Dario Šimic. O jogador do Milan é forte na marcação e adapta-se bem aos vários esquemas de jogo apresentados pelos seus técnicos. Também conhecido como o “pitbull” croata, Simic foi fundamental na conquista da Liga dos Campeões pelo Milan há dois anos.
Josip Šimunic é titular no Hertha BSC Berlin. Tanto pode actuar na direita como no centro, sendo que, a sua pouca velocidade é bem camuflada pela excelente leitura de jogo. Esteve presente na Coreia e Japão a substituir Igor Tudor.
Boris Zivkovic é companheiro de Meira no Estugarda. Prefere actuar no centro mas não vira a cara quando é chamado a qualquer posição da defesa ou meio-campo. É um jogador extremamente versátil, trabalhador e... tecnicista. O atleta nascido na Bósnia-Herzegovina , esteve presente na má campanha da Croácia em 2002.
Peça fundamental no HNK Hajduk Split, Mato Neretljak é capaz de fazer todo o corredor esquerdo. Nascido a 3 de Junho de 1979, o defesa estreou-se pela selecção em 2001.
Robert Kovac é um dos jogadores mais experientes desta equipa. O jogador do poderoso FC Bayern München é especialista na marcação, à qual alia todo o seu poder físico. Nasceu em Berlim, mas optou pela nacionalidade croata, estreando-se pela selecção em 1999.
Mario Tokic é um dos atletas mais discretos desta selecção. Capaz de actuar na direita ou no centro do sector mais recuado, Tokic sempre esteve presente nas selecções mais jovens do seu País. Actua no Grazer AK da Áustria.
Stjepan Tomas actua do futebol turco e é um bom recuperador de bolas podendo actuar à frente dos centrais. No Fenerbahçe SK, foi esta época campeão.
Igor Tudor da Juventus é um dos melhores na sua posição. A caminho das 40 internacionalizações o defesa passa muitas vezes ao lado das análises às partidas em que actua, contudo a sua versatilidade e poder físico fazem dele um jogador de excepção. Tudor estreou-se pela selecção em 1997 e em 2001 foi eleito jogador croata do ano.
Rápido e detentor de um remate portentoso, Marko Babic é uma referência no meio campo croata. O jogador do Bayer 04 Leverkusen não foi titular na fase de qualificação, mas não deixa de ser uma opção de qualidade para o sector intermédio.
Nenad Bjelica actua no Kaiserslautern da Alemanha. Já passou pelo futebol espanhol mas actualmente alinha na Bundesliga. Não sendo titular na equipa croata, é um elemento que pode alinhar tanto a defesa como médio, tendo uma veia goleadora apurada.
"Rei" nas assistências e letal na hora de finalizar, Ivica Olic do CSKA Moscovo é outra promessa do futebol croata. Estreou-se pela selecção em 2002 pela mão de Mirko Jozic e foi uma das transferências mais caras do futebol russo.
Jerko Leko tem 24 anos e actua no Dinamo de Kiev. Gosta de jogar a médio centro, contudo descai muitas vezes para a direita. Leko é um trabalhador incansável e soma já 15 internacionalizações.
Ivan Klasnic actua no Werder Bremen. Rápido e tecnicista o médio é uma das mais recentes chamadas do seleccionador croata. Estreou-se em Fevereiro deste ano e já vai estar numa grande competição ao serviço da Croácia. Apontou nada mais nada menos que treze golos aos serviço do campeão da Bundesliga.
Muitas vezes apontado como reforço do Sporting, Ivica Mornar nunca chegou a viajar para Portugal. A sua estatura e poder fisico e de finalização fazem dele um avançado temido. Adaptou-se razoavelmente ao futebol inglês, onde actua no Portsmouth FC.
Niko Kovac é o "10" da Croácia. O irmão de Robert Kovac, joga no Hertha BSC Berlin onde são reconhecidas as suas qualidades defensivas aliadas ao um extraordinário poder ofensivo. Na fase de qualificação apontou 2 golos e já soma 34 internacionalizações.
Darijo Srna tem 22 anos e é um dos mais irreverentes desta selecção. Jogador do Shakhtar Donetsk, onde é muito acarinhado, Srna é m extremo de alta qualidade, capaz de arrancar cruzamentos perfeitos para os avançados.
Giovani Rosso é o 20 da Croácia. Habitualmente suplente na selecção, Rosso actua no futebol israelita e é um virtuoso. Duas vezes eleito melhor futebolista do campeonato Israelita, o atleta do Maccabi Haifa é um jogador de elevada qualidade.
Milan Rapaic é considerado um dos jogadores mais talentosos da Croácia. É um médio ofensivo bastante móvel que recupera muitas bolas nas zonas recuadas do terreno. É o jogador mais experiente da equipa croata e conta já com 40 internacionalizações. O jogador do Ancona de Itália é uma referência do futebol croata.
Tomo Šokota é um dos melhores avançados deste Europeu. O jogador do Benfica alia a capacidade de finalização a uma visão de jogo fora do comum. A jogar de costas para a baliza é um dos melhores na sua posição, sendo que, jogando com um avançado a seu lado torna-se num avançado absolutamente letal. Cria espaços onde pensamos que não existem, tendo sido fundamental na boa época do Benfica. A sua chamada em pleno playoff foi muito criticada no seu País, porém, Sokota acabou por ser decisivo na vitória sobre a Eslovénia e desde então tem sido titular. Apesar de ter sido poucas vezes internacional, mereceu a confiança do seleccionador e vai, ao lado de Prso formar uma dupla temível.
A estrela

Dado Pršo é o nome mais sonante desta selecção. A sua presença na final da Liga dos Campeões foi fundamental para que adquirisse o estatuto de estrela da equipa. Possante e móvel, Prso apenas tem de melhorara a capacidade de finalização. Ainda assim foi fundamental tanto no Mónaco como na fase de qualificação da Croácia. Nascido a 5 de Novembro de 1974. Prso chegou à selecção apenas em 2003. Vai na próxima época representar o Rangers da Escócia, mas antes disso promete muitos golos e jogadas espectaculares ao lado de Sokota.
Seleccionador

A contratação de Otto Baric para o cargo de seleccionador foi muitas vezes criticada, até porque, a equipa croata teve de sofrer até final para conseguir caroimbar o passaporte para o Euro 2004. O técnico substituiu Mirko Jozic, após a péssima campanha da Croácia no Mundial do Oriente. Como treinador já esteve em duas finais europeias e continua a ser um dos maiores nomes do futebol croata.
Táctica


Está aí à porta o Euro´2004. Faltam pouco mais de 24 horas para o início do evento que Portugal aceitou organizar. Uma responsabilidade que se reflectiu no dia-a-dia de cada português, uma enorme esperança que tem tomado conta do espírito nacional, crente de que é desta que se ganha qualquer coisita.
A preparação, no que ao futebol concerne, não foi brilhante. Longe disso! Contudo, parece-me altura de renovar convicções e preparar as gargantas para gritar bem alto o nome de PORTUGAL! Independentemente da simpatia que temos, ou não, pelas pessoas que servem a nossa Federação e a nossa bandeira, cabe-nos a missão de venerar o símbolo, cujo valor transcende a competência de quem trabalha (bem ou mal) para servir o nosso país e o nosso futebol. Amanhã Portugal começa a atacar o título europeu e nem vale a pena baixar a fasquia. Se não formos nós a puxar pela selecção, quem puxará?

Outrora uma potência no futebol internacional, a extinta URSS deixou à Rússia um enorme legado mas um imenso percurso para percorrer. O país ainda procura o seu espaço e o futebol não é excepção, apesar de alguns jogadores da velha república soviética darem nas vistas em clubes europeus de topo. No entanto, a URSS vencera o Euro de 1960 e foi finalista nos anos de 1964, 1972 e 1988. Medalha de ouro nas Olimpíadas de 1956 e 1988, a URSS andou por caminhos com que a Rússia só pode sonhar.
Privada de nomes como Ignashevich, Onopko ou Loskov, a Rússia chega a Portugal como um outsider, o que lhe retira alguma pressão. Yartsev juntou velhas glórias e novas esperanças e tenta fazer uma equipa. Até onde irá num grupo onde estão Portugal, Espanha e Grécia?
Os eleitos
O guarda-redes será o nosso bem conhecido Sergey Ovchinnikov. Aos 33 anos, o ex-atleta do Benfica, Alverca e FC Porto é consensual na baliza do Lokomotiv de Moscovo - melhor formação russa dos últimos anos - e, por consequência, da equipa nacional. Sergey relegou para segundo plano o guardião que actuava no Lokomotiv e na selecção em 2002, Nigmatullin. Ovchinnikov esteve em Portugal entre 1997 e 2002 mas não se impôs num Benfica onde actuava o belga Michel Preud´Homme, sendo emprestado ao Alverca. A sua posterior contratação pelo FC Porto deu imenso que falar, com o ex-presidente do Benfica, João Vale e Azevedo, envolvido num escândalo de desvio de fundos provenientes da sua transferência. Teve a baliza dos dragões durante época e meia mas nunca foi consensual, até porque Baía recuperava de uma lesão. Voltou para o Lokomotiv, onde brilhara anos antes, depois de uma passagem pelo Dínamo da capital russa. Seguro entre os postes, Sergey treme nos lances de bola parada e nos remates exteriores, tendo também alguns problemas nos timings de saída à bola.
Aos 25 anos e com a baliza do Zenith de São Petersburgo assegurada, Vyacheslav Malafeev é o segundo guarda-redes de Yartsev. Tem dado provas de grande classe no seu clube, que defende há já alguns anos mas não deve chegar para ameaçar a titularidade de Ovchinnikov. Fica à espreita…
O mesmo se aplicando ao muito jovem guardião do CSKA de Moscovo, treinado por Artur Jorge. Akenfeev tem sido uma aposta pessoal do técnico português e aparece no Euro para cheirar as grandes competições internacionais. De Igor, nascido em Vidnoye, dizem ter uma grande margem de progressão, pelo que esta viagem a Portugal servirá de ambientação aos maiores palcos, onde o guarda-redes dos militares espera estar daqui a uns anos.
O defesa Roman Sharonov transferiu-se recentemente para o Kazan, proveniente do Rubin. Versátil, é comum vermos Roman actuar no centro da defesa mas não estranhemos se Yartsev o colocar sobre a esquerda ou em posições recuadas do meio-campo, sendo esta a mais remota das possibilidades. Aos 27 anos estreia-se nestas andanças, beneficiando das limitações de Onopko e Ignaschevich.
Mais rodado é Vadim Evseev, atleta do Lokomotiv de Moscovo, habituado aos palcos da Liga dos Campeões, onde até tem dado nas vistas. O lateral ofensivo de 28 anos joga preferencialmente pela esquerda mas até o podemos ver sobre a direita, uma vez que actua com qualquer um dos pés. A velocidade é um atributo positivo mas que pode ser aproveitado da melhor forma pelo adversário, que deve anular os seus ímpetos ofensivos.
O jovem Bugaev, de 22 anos, é outro dos beneficiados pelas lesões de Onopko e Ignashevich. Formado no Torpedo de Moscovo, onde actua hoje, teve passagens pelo Tom nas épocas transactas, a fim de ganhar rodagem. Conseguiu-a, uma vez que hoje é imprescindível no esquema do clube da capital. Pode até ser titular durante o Euro, dada a escassez de opções para o centro da defesa.
Na direita deve estar o lateral do Lokomotiv, Dmitry Sennikov. Aos 27 anos, o jogador ex- Rubin é o dono da posição no clube de Ovchinnikov e deve mantê-lo na Rússia, até porque não há muitos jogadores com capacidade para actuar na lateral-direita da defesa. Com passagens pelo Lokomotiv Petersburgo, pelo Shinnik e pelo CSKA, Sennikov é um jogador experiente e rodado, vivendo ainda a melhor fase da carreira.
Alexandr Anyukov tranferiu-se recentemente para o CSKA de Artur Jorge, quebrando um longo vínculo ao Krylja Sovetov. Aos 21 anos, este defesa-direito quebra a regra do sector mais recuado da selecção russa: tem menos de 1,80m. Falha a fasquia por pouco, pelo que se pode depreender que a equipa de Yartsev é alta e musculada atrás. Uma característica que tem aspectos positivos e negativos, a saber explorar pelos adversários.

Igor Semshov é o número 10 do Torpedo de Moscovo mas actua numa selecção onde abundam jogadores para essa posição. Está, pois, bastante tapado no acesso ao onze titular. Aos 26 anos, este jogador ex-CSKA de Moscovo é muito apreciado pela boa técnica e pela facilidade com que actua com ambos os pés. Não deve ser titular mas afigura-se como uma alternativa viável e disponível a qualquer altura
O ala-esquerdo Andrey Karyaka, do Krylja Sovetov, insere-se na mesma situação descrita para Semshov. Bom atleta, vive na sombra de um meio-campo de qualidade e vai ficar à espera da sua oportunidade. Veloz, este extremo de estatura elevada para a sua posição tem o hábito de marcar bastantes golos, pelo que se depreende que tenha facilidade em surgir em zonas de finalização. Fica à espreita…
O veterano Alexander Mostovoi é um dos três seleccionados que não actuam na Rússia. Dispensa apresentações, sendo uma das maiores esperanças dos russos. A época que passou não foi de grande furor, o que se explica pela fase descendente que atravessa, aos 35 anos, e pela descida de divisão do mítico Celta de Vigo, onde actua desde1996. Jogou na Rússia até 1992, ano em que assinou pelo Benfica. Passou uma época em Portugal, não sendo muito bem sucedido nos encarnados. Saiu para França, nomeadamente para o Caen, donde saltou para o Estrasburgo. Aí permaneceu dois anos, antes de se mudar para Vigo. Tecnicista, Mostovoi é mágico com a bola nos pés, embora a idade já não permita tantas acrobacias. Deve fazer a última grande aparição a este nível.
Aos 29 anos, o médio Alexei Smertin já foi companheiro de Pauleta e pode ser pupilo de Mourinho, se bem que essa hipótese seja remota. Ligado contratualmente ao Chelsea, fez uma grande temporada no Portsmouth, o que não deve chegar para permanecer em Stamford Bridge. Passou por vários clubes russos até chegar ao Lokomotiv, donde se transferiu para França e para o Bordéus. Será titular no esquema de Yartsev mas não se sabe onde. Costuma actuar como médio mais defensivo mas pode fazer uma perninha na defesa se for preciso. Para mais, há que ter em conta a qualidade dos elementos à disposição do seleccionador para o sector intermédio.
Aos 20 anos, Vladimir Bystrov insere-se na filosofia de misturar novos jogadores com nomes consagrados. O ala-direito do Zenith de São Petersburgo tem uma oportunidade de ouro nesta selecção russa, que pode ter continuidade durante os próximos anos. De Bystrov pouco sabemos mas é quase certo que o onze de Yartsev não inclui o seu nome. Mais um na expectativa…
Aos 28 anos, o médio defensivo Igor Yanovski já teve uma experiência fora da Rússia, mais concretamente ao serviço do Paris Saint-Germain, entre 1998 e 2001. Lançado pelo Avtodor e consagrado no Alania, Yanovsky regressou de França para actuar no CSKA de Moscovo, hoje treinador por Artur Jorge. Médio-defensivo ou interior-esquerdo, Igor também pode descer para a defesa.
Uma das mais brilhantes descobertas no futebol jovem russo é Marat Izmailov, médio do Lokomotiv de Moscovo. Tem facilidade em fazer qualquer posição do meio-campo ofensivo e do ataque e é dono de uma técnica anormal em jogadores russos da sua idade. Conquistou um espaço no Lokomotiv e na selecção, pelo que deve actuar de início durante o Euro 2004. O melhor exemplar da nova fornada de jogadores “soviéticos”.
O extremo-direito Rolan Gusev será o dono do lugar durante o Europeu. Nascido no Turcomenistão, este ala de 26 anos formado no Dínamo de Moscovo actua no CSKA, onde tem brilhado a grande nível. Será uma das estrelas da sua selecção, até porque e um dos eixos do quarteto do meio-campo, sector mais forte da equipa.
Eugeny Aldonin assinou recentemente pelo CSKA, vindo do Rotor de Volgograd. Aos 24 anos, este médio-defensivo ou interior-esquerdo deve constitiur mais uma alternativa para o centro do terreno mas significará pouco mais do que isso.
O mesmo se aplica ao condutor de jogo Vladislav Radimov, que até já actuou no Saragoça. Aos 28 anos, Radimov também já conhece a Bulgária, onde actuou pelo Levski de Sófia. Pode jogar ao centro ou à direita, à semelhança do que acontece no seu actual clube, o Zenith de São Petersburgo.
O jovem goleador Kerzhakov é seu companheiro de equipa. Aos 21 anos, é uma das opções para a dupla de avançados mas deve contentar-se com o estatuto de primeiro suplente. Não sendo um jogador alto, Alexandr prima pela mobilidade e pelo sentido de baliza, qualidades que já lhe valeram duas dezenas de chamadas à equipa principal da Rússia. Yartsev sabe que pode contar com ele.
Dmitry Sytchev assustou mas a lesão sofrida num dos particulares de preparação não o afastou da competição. Será, por certo, titular, até porque se tem exibido a um nível muito consistente. Conhecido dos jogadores do FC Porto, que o defrontaram contra o Marselha, Sytchev mudou-se para o Lokomotiv a meio da temporada, por empréstimo. Formado no Spartak Tambov e celebrizado pelo de Moscovo, Dmitry é um dos mais jovens craques desta selecção, apenas aos 20 anos. Tecnicista e veloz, Sytchev cheira o golo mas também sabe criar situações para outros finalizarem.
Entende-se muito bem com Bulykin, avançado do Dínamo de Moscovo. Aos 24 anos, o Dmitry de 1,90m complementa Sytchev. É alto, joga bem de cabeça, preenche o seu espaço na área, impõe respeito aos centrais. Um dos nomes do momento na formação de Yartsev.
Quem ficará à espreita e na sombra dos outros três avançados é Kirichenko, atleta do CSKA de Moscovo. Aos 27 anos, o goleador de Artur Jorge será a quarta opção para o ataque mas pode muito bem ser chamado, até porque atravessa um bom momento de forma. Não é muito alto mas tem presença na área.
A estrela:

O nosso bem conhecido Dmitry Alenitchev, médio do FC Porto, primeiro jogador russo a vencer a Liga dos Campeões, onde dos poucos atletas em marcar em dois finais europeias consecutivas. Alenitchev é o homem do momento da Rússia e Yartsev vai confiar-lhe a tarefa de organizar o jogo da equipa, fazendo Mostovoi descer para o posto de médio-defensivo. Inteligente, tecnicista, não muito veloz em corrida mas extremamente rápido a pensar e a executar, o veterano (31 anos) Alenitchev é a estrela da companhia e uma das peças mais importantes do esquema do seleccionador. O médio ex-Roma e Perúgia terá condições para triunfar, tal como nos tem habituado ao serviço dos dragões.
O seleccionador:

Georgi Yartsev foi chamado para substituir Gazzaev e fê-lo com sucesso. Braço direito de Oleg Romantsev no Spartak e na selecção, Yartsev recuperou os veteranos sacrificados após o Mundial de 2002 e qualificou a Rússia para a prova portuguesa. Superou o País de Gales nos play-off de acesso e tem uma vantagem para a competição que se avizinha: ninguém dá nada pela sua equipa.
O esquema:

Não há muito por onde escolher na defesa e os nomes do meio-campo devem mesmo ser estes. Alternativas há muitas, sobretudo para os sectores da frente. O esquema esse, é certo, será o 4-4-2.

Os helénicos nunca venceram qualquer partida na fase final de uma grande competição internacional. Estiveram no Mundial de1994 e no Europeu de 1980 mas ficaram logo pela primeira fase. Rehhagel qualificou-os para a prova portuguesa, sendo primeiro no grupo da Espanha, vencendo, inclusive, em casa de nuestros hermanos. Os gregos devem ser outsiders no 2004 mas as surpresas acontecem. Portugal que se cuide, até porque já defrontou a equipa de Fyssas, na campanha de preparação para o Euro. O jogo de Aveiro terminou empatado a um mas ficou provado que, em condições normais, Portugal é mais forte do que a Grécia.
Os eleitos:
O guarda-redes titular será, tudo indica, Nikopolidis. Actua no novo campeão grego, o Panathinaikos, e tem bastante experiência internacional, o que pode ser muito importante. Aos 33 anos, Nikopolidis revela alguma fragilidade a jogar fora dos postes mas mantém os reflexos quase intactos. Não deve ser por ele que a Grécia ficará pelo caminho.
O segundo guarda-redes do campeão grego também foi incluído na convocatória final. Falamos de Konstantinos Chalkias, que deve contentar-se com o estatuto de terceira opção. Tem 30 anos.
A mesma idade de Theofanis Katergianakis, guardião do grande rival do Pana, o Olympiakos. O sucessor de Eleftheropoulos não deve ameaçar a titularidade de Nikopolidis mas não será uma má alternativa caso o titular do Panathinaikos não possa actuar.
Trianos Dellas tem-se exibido a bom nível na Roma de Itália. Aos 28 anos, este defesa-central fez uma época muito conseguida na equipa da capital transalpina, actuando no esquema de três centrais utilizado por Fabio Capello. Alto, possante, mas muito disponível em termos físicos, Dellas é um jogador moderno e completo, que terá a titularidade assegurada durante o Europeu.
Possível contratação do FC Porto, Georgios Seitaridis é o lateral-direito do Panathinaikos e da selecção grega. Um dos mais jovens jogadores escolhidos por Rehhagel, Seitaridis é um defesa alto, que auxilia bem os centrais mas que não se inibe de percorrer o corredor que lhe é destinado. A sua juventude não o torna menos eficaz e não será por acaso que os portistas vêem nele o substituto de Paulo Ferreira. Está no Pana desde 2000 mas começou ao serviço do Giannena, em 1998.
Na lateral oposta está Panagiotis Fyssas, jogador do Benfica. O veterano jogador grego é presença constante na selecção do seu país e a titularidade de Fyssas não é questionável. Antigo jogador do Panionios e do Panathinaikos, saiu para o Benfica em Janeiro deste ano, após o término do contrato. Alto, como Seitaridis, Fyssas também gosta de se envolver em acções ofensivas. Tem 31 anos mas disfarça muito bem.
Goumas pode ser o companheiro de Dellas. O central do Panathinaikos tem um excelente percurso ao serviço da equipa de Atenas e tem merecido a confiança de Otto Rehhagel. Mais distintos do que o jogador da Roma, Goumas é, por norma, um atleta muito eficaz, sem precisar de dar nas vistas. Actua no Pana desde 1994.
Nikolaos Dabizas já viveu melhores dias. O central ex-Newcastle perdeu a confiança de Bobby Robson e não conseguiu evitar a descida de divisão do seu novo clube, o Leicester City. Alto e possante, Nikos começa a acusar os 30 anos, apesar de ser uma alternativa viável à dupla de centrais. Só pode lamentar ter perdido alguma rodagem durante esta temporada.
O defesa-esquerdo do Olympiakos é Stylianos Venetidis, de 27 anos. Não fosse Fyssas e Venetidis teria garantida a titularidade no esquema de Rehhagel. Tem feito óptimas épocas no clube do Pireu, depois de passagens pelo Xanthi (95-99) e pelo PAOK de Salónica (99-2001). Tem quase 40 internacionalizações.
Michalis Kapsis, de 30 anos, será mais uma opção para o centro da defesa. Jogador do AEK de Atenas, Kapsis viveu a sua pior época com Fernando Santos, que raramente o elegeu para o onze dos amarelos. Antigo atleta do Anagennisi Artas e do Ethnikos, Kapsis não deve ser titular durante o Euro 2004.

Angelos Bassinas é a única opção do Panathinaikos para o meio-campo grego. O capitão do Pana é, aos 28 anos, um dos maiores símbolos do clube e da selecção. Bassinas pode jogar como trinco mas prefere a interior-direita. Não é um jogador muito ofensivo mas também gosta de arriscar de quando em vez, até porque possui bom tiro exterior. Formado no Panathinaikos, actua na equipa principal desde 1995.
O AEK de Atenas é a equipa mais representada no meio-campo de Rehhagel, com quatro jogadores. Um deles é Kostas Katsouranis, jogador de 24 anos. Katsouranis actua como trinco e, apesar de não ser previsível a sua titularidade, tem sido um dos jogadores em foco no campeonato grego. Concluiu a segunda temporada no AEK, proveniente do Panachaiki.
Vasilis Lakis, de 27 anos, é o ala-direito do AEK. Pequeno e endiabrado jogador, Lakis tem brilhado no clube de Atenas, ameaçando a titularidade no esquema de Rehhagel. Foi dos jogadores mais inspirados no encontro de preparação efectuado em Aveiro, primando pela facilidade com que aparece em zonas ofensivas, inclusive na área adversária. Um atleta a ter em conta, ex- Naousa e Panileiakos.
O veterano Theodoros Zagorakis é outra das opções para o centro de terreno, não devendo ser ameaça a Bassinas, que actua na mesma posição. Ex-Kavala, PAOK e Leicester City, Zagorakis está na fase descendente de uma carreira de sucesso, que inclui 87 internacionalizações pela Grécia.
O lote de jogadores do AEK termina com o mágico Vasilis Tsartas, veterano de 31 anos. Muita técnica e um pé esquerdo fabuloso devem ser suficientes para que o ex-Sevilha seja titular durante o 2004. Perigoso na marcação de livres e demais lances de bola parada, Tsartas nasceu em Naousa, onde jogou entre 1988 e 1993. Antes actuara no Alexandreia (clube semi-profissional). Teve depois uma primeira passagem pelo AEK, intercalada com quatro brilhantes temporadas na capital da Andaluzia.
O jovem médio-centro Pantelis Kafes é um dos dois jogadores centro-campistas do Olympiakos convocados por Rehhagel. Chegou este ano ao clube treinado por Oleg Protasov, proveniente do PAOK de Salónica. Começou no Pontion Veronias e tem feito um percurso brilhante, que lhe vale esta convocação.
Giorgios Georgiadis é o outro atleta do Olympiakos. Um jogador com um grande percurso mas que se encontra na fase final da carreira. Aos 32 anos, Georgiadis já não revela a velocidade que o celebrizou e que lhe permitiu actuar em qualquer posição da frente. Rápido, versátil e tecnicista, Georgiadis passou seis épocas no Pana, a que se seguiu uma experiência falhada no Newcastle e quatro fantásticos anos no AEK.
Stelios Giannakopoulos é o jogador do momento na Grécia. Teve uma época muito boa no Bolton e fora o melhor do ano em 2003, então ao serviço do Olympiakos. Aos 29 anos, será opção quase certa na direita da Grécia mas até pode transitar para o flanco contrário. O FC Porto conhece-o bem dos encontros com o Olympiakos, onde primava pela velocidade que impunha ao futebol flanqueado da equipa, que serviu desde 1996, época em que se transferiu do Panileiakos.
Themistoklis Nikolaidis é o novo dono do AEK, clube onde jogou entre 1996 e 2003. O jogador nascido em Dortmund já pondera o final de carreira, apesar de só ter 30 anos. Muito apreciado por Fernando Santos, esteve para actuar no Sporting na temporada que finda, acabando, contudo, por assinar pelo Atlético de Madrid. É o grego mais goleador em actividade, com 17 golos apontados ao serviço dos helénicos. Demis, lançado pelo Apollon, já arranjou bronca com os jogadores do AEK, que acusou de comprometerem o futuro do clube, simplesmente porque estes não aceitaram a redução dos ordenados proposta por Nikolaidis. Polémicas à parte, Demis é um goleador, destacando-se como jogador de área.
O jovem ex-Aris de Salónica, Angelos Charisteas, teve uma época para lembrar. Titular no novo campeão alemão, o Werder Bremen, Charisteas tem apenas 24 anos mas um espaço ganho num grande da Bundesliga. Mais móvel do que Nikolaidis, Angelos aparece nas várias zonas do ataque, o que causa grandes problemas na marcação. Pode ser uma das estrelas da equipa.
Vryzas juntou-se à mítica Fiorentina esta temporada, proveniente do Perugia. Aos 30 anos, o ex-Xanthi e PAOK deve ser a última opção para o ataque, até porque já conheceu melhores momentos durante a sua carreira.
Uma das revelações desta época foi Dimitris Papadopoulos, um avançado de 22 anos que se mostrou ao serviço do Panathinaikos, logo na época de estreia. Antes vingara no Akratitos mas as prestações e os golos apontados com a camisola do Pana lançaram-no na ribalta. O Euro 2004 pode confirmá-lo como goleador.
A estrela:

Giorgios Karagounis teve uma época mediana ao serviço do Inter de Milão. Aos 26 anos, o médio ex-Apollon e Panathinaikos é um dos mais talentosos jogadores gregos, muito tecnicista e bom rematador. Organizador de jogo, Karagounis tem um pé direito temível mas sentiu dificuldades para se impor em Milão, onde quase todos têm vida complicado. A Grécia tem nele um jogador que pode desequilibrar e a equipa também conta com ele.
O treinador:

O alemão Otto Rehhagel chegou à selecção grega em 2001, com o estatuto de um dos mais conceituados treinadores germânicos. O percurso de Rehhagel confunde-se com os êxitos do Werder Bremen nas décadas de 80 e 90. Vencedor da Taça das Taças e de dois campeonatos, Otto foi contratado pelo Bayern mas não foi tão feliz, contrariamente ao que viria a acontecer em 1998, quando foi campeão pelo Kaiserslautern. Qualificou a Grécia para o Europeu, o que é, por si só, um enorme feito.
O esquema:

Os gregos podem actuar em 4-4-2 mas também podem optar pelo esquema de três centrais. A versatilidade de Fyssas permite-lhe actuar em qualquer um dos sistemas, sendo que a opção pelo 3-5-2 acarreta outras responsabilidades para os alas. Os adversários podem beneficiar das fragilidades desta opção mas é provável que prevaleça o 4-4-2.

São um dos outsiders deste campeonato. A selecção da Bulgária não dá muito nas vistas, mas foi uma das primeiras equipas a garantir a presença no Euro 2004. Na qualificação, ganharam o grupo 8, à frente de selecções como a Croácia, a Bélgica ou a Estónia.
A equipa búlgara não é favorita, órfã de um grande jogador desde o tempo de Hristo Stoitchkov, mas já conseguiu um excelente feito no Mundial de 94: foi 4ª classificada à frente de muitas potências mundiais. No entanto, a equipa de Markov vem ao nosso país para surpreender, e tem capacidade para conseguir um brilharete.
Os eleitos:
O guarda-redes vai ser Zdravko Zdravkov (PFC Litex Lovech). Aos 33 anos, Zdravkov é uma das figuras desta selecção e conseguiu tornar-se num indiscutível para o lugar. Os resultados da Bulgária na fase de qualificação dão mostras da qualidade do guardião, que sofreu apenas quatro golos nos seis jogos realizados. Zdravkov já passou por Inglaterra, uma experiência falhada ao serviço do Arsenal, mas voltou à ribalta ao serviço de um dos grandes do campeonato búlgaro.
Os concorrentes ao lugar de Zdravkov são Dimitar Ivankov e Stoyan Kolev.
Ivankov é um suplente à altura de Zdravkov. O guarda redes do Levski Sofia surge neste europeu com vontade de mostrar que é o natural sucessor do experiente titular da baliza búlgara. A caminho dos 30 anos, Ivankov tem uma carreira construída no Levski e é considerado uma das figuras do clube da capital da Bulgária. Tem uma característica especial: é um exímio marcador de penaltis.
Kolev é o terceiro guarda redes da equipa. Estreou-se pela selecção búlgara em 2002 e possui apenas 3 internacionalizações. Defende as redes do CSKA Sofia, um dos grandes da Bulgária, mas conquistou na época passada a Taça do país ao serviço do seu anterior clube: o Litex Lovech. Não deve ser utilizado neste europeu.

O sector recuado da equipa búlgara aposta na coesão para manter a baliza inviolável durante o europeu. Rosen Kirilov é uma das certezas para a defesa búlgara. O jogador do Litex Lovech foi uma das figuras da equipa na fase de qualificação, estando presente nos 8 jogos disputados, contribuindo para que a equipa sofresse apenas quatro golos. Duro e eficaz, Kirilov é, aos 31 anos, um pilar da equipa do seleccionador nacional Markov.
A acompanhar Kirilov no centro da defesa vai estar Predrag Pazin. O central do Shakhtar Donetsk foi também um dos mais utilizados na fase de qualificação e formou uma dupla muito forte com Kirilov. As suas actuações no campeonato ucraniano despertaram o interesse de alguns clubes europeus e Pazin deverá aproveitar o europeu para "chamar a atenção" dos olheiros internacionais. Com um bom contrato à vista, Pazin vai concerteza afirmar-se como um dos bons defesas deste campeonato.
À direita vai estar Vladimir Ivanov (PFC Lokomotiv Plovdiv). O jogador de 31 anos, brilhou num encontro da Bulgária frente à selecção dos Camarões, e desde aí não mais deixou de ser opção para Markov. Já passou pela Bundesliga, sem grande sucesso, mas é na Bulgária que tem brilhado, conseguindo ser um dos jogadores mais regulares do campeonato búlgaro.
Do lado esquerdo encontramos uma das estrelas desta selecção. Ivailo Petkov é jogador do Fenerbahçe da Turquia, e promete vir a Portugal confirmar o seu valor. Rápido e muito interventivo no ataque, Petkov é um lateral moderno, que não se coíbe de subir no terreno e até marcar golos. Brilhou em dois jogos do Mundial de 98, em França, e desde então tem sido uma das peças-chave desta selecção. Basta dizer que foi totalista na fase de Qualificação para o Euro2004.
Outra das opções ao dispor de Markov é Zlatomir Zagorcic. O defesa central, nascido na Sérvia, já correu meia Europa, mas foi na Bulgária que conseguiu o sucesso n que pretendia. Depois de ter adquirido a dupla nacionalidade, Zagorcic foi chamado diversas vezes à equipa nacional, mas face à forte concorrência para o lugar, não deve ser titular. Actualmente joga no Litex Lovech.
Uma das surpresas da convocatória búlgara para o Euro é Kiril Kotev. O jovem central do Lokomotiv Plovdiv é uma das promessas do futebol búlgaro e surge como uma boa opção para o seleccionador nacional. Kotev, com apenas 21 anos, foi considerado um dos melhores jogadores do último campeonato da Bulgária, tendo contribuído para que o seu clube conquistasse o título. Para os especialistas é um dos jogadores desta equipa com melhores perspectivas de futuro brilhante.
Falta falar em Ilian Stoyanov (PFC Levski Sofia). O jogador, de 26 anos, é uma das peças mais úteis para Markov. Joga bem como central, como lateral ou até como médio, sendo um trunfo importante para suprimir qualquer necessidade da equipa. Stoyanov foi quase sempre suplente na fase de qualificação e deve manter essa condiçao durante o campeonato do nosso país.

No centro do terreno encontramos algumas das figuras desta equipa. A começar por Daniel Borimirov, único sobrevivente da equipa que chegou às meias finais em 94, é um jogador experiente mas com muitpara dar a esta selecção. O jogador do Levski Sofia prefere actuar na direita, como médio ou como extremo, mas pode também ser utilizado no meio com a mesma eficácia. Deve ser titular e muito utilizado por Markov em todo o campeonato.
Outra estrela desta selecção é Milen Petkov. O médio esquerdo do AEK de Atenas é adorado na Bulgária e já se tornou num indiscutível desta equipa. Petkov faz uso da sua técnica e velocidade para construir bons lances de ataque e assistências para os golos búlgaros. Presença assídua nos convocados da Bulgária desde 1995, Petkov é um dos elementos mais temidos desta equipa. Tem tudo para fazer um bom europeu, ainda para mais depois de superadas as lesões que o têm apoquentado nas últimas épocas.
Marian Hristov é outra das figuras do meio-campo Búlgaro. O jogador do 1. FC Kaiserslautern é um centro campista imponente, que faz uso do seu físico para se impor face aos adversários. Bom a defender, Hristov pode também jogar mais à frente no terreno, como apoio aos avançados. Foi um dos elementos utilizados na fase de qualificação, sobretudo depois de ultrapassada a lesão grave que o tinha afastado dos relvados. Deve ser titular no meio do terreno da Bulgária.
Com boa técnica e bom controle de bola, Martin Petrov (VfL Wolfsburg) vai ser o dono do meio-campo ofensivo da Bulgária. Ainda jovem, Petrov (não tem qualquer parentesco com o outro Petrov) é, aos 25 anos, uma das armas desta equipa nas missões mais ofensivas. É considerado o novo Stoitchkov, mas ainda lhe falta alguma experiência ao mais alto nível para chegar perto do que o antigo jogador do Barcelona era capaz. Foi titular na fase de qualificação e só falhou um encontro, que, curiosamente, acabou em derrota para a Bulgária.
Vindo das selecções mais jovens da Bulgária Georgi Peev (FC Dynamo Kyiv), foi escolhido para os 23 com naturalidade. O extremo de 24 anos deve ficar no banco de suplentes, mas já demonstrou qualidade no seu jogo. Rápido e de boa técnica, a ala direita é o seu terreno favorito, mas também actua noutras posições mais ofensivas. É, certamente, uma arma secreta para Markov.

Dimitar Berbatov é a figura do ataque búlgaro. O jovem avançado do Bayer Leverkusen é já uma certeza do futebol europeu, e é um intocável desta selecção. Sozinho no ataque, Berbatov dá conta do recado e faz golos...muitas vezes. Foi um dos responsáveis pela boa campanha da Bulgária no grupo 8 da fase de qualificação, tendo apontado 6 golos em oito jogos. É uma das estrelas da equipa e também tem os olhos de alguns grandes clubes europeus atentos ao que vai fazer. Foi eleito Futebolista Búlgaro de 2002 e promete aparecer em grande no nosso país.
Vladimir Manchev é o substituto natural de Berbatov. O avançado do Lille só será titular se o seleccionador Markov optar por dois avançados, facto que parece pouco provável. Manchev pode ser utilizado como ponta de lança ou como médio no apoio ao ataque, mas deve ficar como a arma secreta da equipa, podendo ser muitas vezes utilizado.
O adolescente Valeri Bojinov, de apenas 18 anos, é outra das opções de ataque da Bulgária. O avançado do Lecce é uma das maiores promessas do futebol do país, e é visto como um talento em ascenção na Europa. Não vai ser titular, mas deve jogar regularmente na equipa. Como curiosidade sabe-se que foi o jogador estrangeiro mais jovem a estrear-se na SerieA italiana, com 14 anos já jogava pelo Lecce.
Zdravko Lazarov (Gaziantepspor) é outra figura do ataque búlgaro. O avançado tem feito excelentes exibições no campeonato turco e surge nesta convocatória como uma opção viável para o ataque. Lazarov já tem alguma experiência de futebol europeu, mas ainad assim não deve ser titular. Tem como principal cartão de visita o seu poderoso remate, de pé esquerdo, com o qual tem feito muitos golos.
Zoran Jankovic (Dalian Shide) é um avançado poderoso que se tornou um habitual convocado de Markov. Aos 30 anos, Jankovic vem ao Euro com a missão de esperar a oportunidade para entrar e, se possível, marcar. Na fase e qualificação fê-lo da melhor maneira: entrou e marcou um dos golos decisivos para a qualificação búlgara. Apesar de ter contrato com O Dalian Shide, jogou no Litex durante a época, por empréstimo, e conseguiu bastantes golos no campeonato búlgaro.
Georgi Chilikov (PFC Levski Sofia) é a última opção de ataque da Bulgária. Muito forte no jogo aéreo, Chilikov foi pouco utilizado na fase de qualificação e no Euro2004 não deverá ser diferente. Fica à espera da oportunidade, mas não deve ser um dos principais utilizados da equipa de Markov.
A figura:

Stilian Petrov é a estrela da companhia. O jogador do Celtic de Glasgow tem sido um dos pilares da equipa búlgara e tornou-se num imprescindível dos convocados de Markov. Com apenas 25 anos, Petrov é o capitão da selecção búlgara e não deixa os seus créditos por mãos alheias. No Celtic é dono do meio campo e ao serviço da selecção búlgara não deve ser diferente. Recuado no centro do terreno, Petrov vai comandar os destinos da equipa, fazendo uso da sua excelente visão de jogo e da grande capacidade táctica que possui. O seu poderoso remate é uma das armas mais temidas do jogo desta equipa. Os búlgaros esperam muito dele e Petrov não quer desiludi-los: já prometeu que a Bulgária vai tentar passar a fase de grupos. A ver vamos...
O seleccionador:

Plamen Markov surpreendeu o país quando foi nomeado seleccionador da Bulgária. Na altura era treinador de uma equipa da 2ª divisão e tinha como missão remodelar uma selecção ganhadora mas envelhecida. Fê-lo da melhor forma, apostando em jovens jogadores e alcançando excelentes resultados. A fase de qualificação efectuada pela equipa búlgara serviu para calar as críticas e Markov é agora um nome consensual no país. Só lhe falta brilhar numa grande competição, vamos ver se será desta...
A táctica:
4-5-1


A Itália é campeã da Europa de sub-21. A selecção italiana venceu a final desta noite, em Bochum, batendo a Sérvia Montenegro por uns esclarecedores 3-0.
Os golos de De Rossi, ainda na primeira parte, e de Bovo e Gilardino já no segundo tempo, chegaram para conquistar o 5º título da Itália nesta categoria.
A equipa italiana, que eliminou a selecção portuguesa nas meias-finais, provou mais uma vez a sua categoria e reafirmou o seu poderio nos escalões de formação europeus.
Fica então o exemplo, dos mais novos, para os mais velhos verem e, quem sabe, aprenderem!

Vicente del Bosque, antigo treinador do Real Madrid, está de regresso ao futebol internacional. O técnico espanhol assinou pelo Besiktas de Istambul, por 2 épocas, recusando o convite dos merengues para tomar conta das escolas de futebol.
del Bosque, que havia sido substituído no comando técnico do Real por Carlos Queiroz, era muito apreciado pelos adeptos espanhóis, e a direcção de Madrid já afirmou que foi um erro tê-lo deixado sair. Um arrependimento tardio que não impediu o treinador espanhol de rumar à Turquia. E, segundo disse, "está encantado".

Hoje foi um dia agitado no quartel general da selecção portuguesa. Depois da visita do primeiro-ministro, Durão Barroso, a Alcochete, soube-se durante a tarde do iminente ingresso de Luiz Felipe Scolari no Benfica. O seleccionador de Portugal não gostou da notícia e veio a público mostrar a sua indignação.
Segundo noticiava o site do Expresso, Scolari estaria de acordo firmado com o clube da Luz, estando à espera do fim do Euro para ser apresentado oficialmente. No entanto, Felipão, visivelmente irritado, afirmou que a notícia era falsa e acrescentou que se houvesse algum acordo, este deixou de existir.
Depois de uma preparação bastante calma, hoje tudo se alterou para a selecção lusa. A agitação gerada a 4 dias do primeiro jogo não é benéfica e deixou Scolari à beira de um ataque de nervos. Esperemos que não afecte os jogadores...

A selecção nacional de sub-21 garantiu o terceiro lugar no Europeu a disputar na Alemanha e carimbou o passaporte para os Jogos Olimpicos. Num post anterior já tinha referido o triste fado desta equipa, que parece estar talhada para sofrer. Hoje não foi excepção. Depois da derrota frente à Itália por 3-1, restava aos pupilos de José Romão vencer a Suécia e agarrar a oportunidade de ir a Atenas. Mas, apesar do domínio luso, foi a Suécia quem marcou primeiro. Só no último quarto de hora os portugueses reagiram com eficácia, sendo que, Hugo Viana (g.p.) e Jorge ribeiro deram a volta ao marcador. Porém o pior estava para vir e Rosenberg fez o empate ao cair do pano. No prolongamento os portugueses foram melhores e as estupendas exibições de Danny (homem do jogo), Carlitos, Moreira, ou Jorge Ribeiro permitiram chegar à vitória já na segunda parte do prolongamento. Tudo começou numa excelente jogada de Danny concluida por Carlitos. Era a festa portuguesa em terras germânicas, e assim o nosso País terá pela terceira vez na sua história uma equipa nos Jogos Olimpicos. Parabéns miúdos!
(Em Toulon, a equipa nacional ficou afastada ao empatar na última jornada do grupo com o Japão. Assim, não vai poder defender o título alcançado na edição anterior do Torneio. Sortes diferentes para os jovens portugueses.)

Tiago quebrou o silêncio que guardou durante meses. Numa demolidora entrevista ao jornal Público, o médio encarnado fala de José Veiga e de Luís Filipe Vieira. A relação com o empresário é inexistente e assim deve continuar, no entender de Tiago. De Veiga diz que é uma pessoa que o tentou prejudicar, não compreendendo como foi possível que Vieira o chamasse para o Benfica. Critica o presidente por ter denegrido a sua imagem junto dos colegas e por colocar em causa o seu profissionalismo, acusando-o ainda de ter vetado a sua ida para Barcelona, num negócio altamente vantajoso para ambas as partes. As declarações do médio já lhe valeram a instauração de um processo disciplinar, Conheça as frases fortes da entrevista de Tiago ao Público...
Sobre José Veiga:
"Ele até já me ameaçou meter em tribunal. (...) exigiu-me uma indemnização de 150 mil contos, isto depois de ter dito ao meu pai que, quando não houvesse confiança da minha parte em relação a ele, rasgaria o contrato, desde que fosse essa a minha vontade"
"Como é que vou coabitar com uma pessoa que me exigiu uma indemnização de 150 mil contos e que me tem prejudicado de várias formas desde que eu rescindi contrato com a Superfute?"
"Eu vou estar no treino e vou vê-lo à minha frente... Eu vou estar num estágio e vou levar sempre com a sua presença... Eu vou para os jogos e vou levar com a cara dele..."
"esse senhor demonstrou que é uma pessoa rancorosa"
"Há coisas que não se apagam da memória e eu não sou hipócrita e sou incapaz de as substituir por um sorriso"
"Ia ganhar para o FC Porto seis mil contos por mês, mas, depois de muitas promessas e várias contingências, o Benfica apresentou-me uma proposta para assinar um contrato de pouco mais de mil contos por mês, ilíquidos, e com renda de casa paga por ele"
"O Braga chegou a acordo com o Benfica e não com o FC Porto. (...) Eu não tinha grandes hipóteses de voltar atrás, até porque nesse dia terminavam as inscrições"
Sobre Luís Filipe Vieira:
"Luís Filipe Vieira disse-lhe [a Veiga] então que tinha dois jogadores para vender: o Tiago e o Simão. E acrescentou que se eu saísse teria direito a uma boa prenda. Caso contrário, prometeu rever-me a situação contratual. Mas nem uma coisa nem outra; e daí as promessas eleitorais"
"O Barcelona enviou um fax ao senhor Luís Filipe Vieira a pedir-lhe uma reunião, mas ele fugiu sempre. Podia ter sido negociado antes das eleições no Barcelona e o Benfica faria um excelente negócio"
"O Luís Filipe Vieira chamou para esse encontro [após a derrota contra o Sporting, por 3-1] os capitães do Benfica. E disse-lhes que eu não estava com a cabeça no Benfica, que só pensava em dinheiro e que nunca tinha havido nenhuma proposta do Barcelona para ele"

Uma das melhores escolas mundiais. A Holanda criou a melhor equipa dos anos 70, baseada nos êxitos do Ajax, e uma das melhores da década seguinte. O único título ganho pela Laranja Mecânica (conceito nascido em 70, fruto de nomes como Cruiff, Ruud Krol e Neeskens) foi o Euro 88, célebre pelo maravilhoso golo de Marco van Basten. Entretanto, a escola holandesa dos anos 90 e de inícios do século XXI volta a sair do Ajax de Amesterdão. A Holanda é uma das favoritas à vitória no Euro. Será?
Os eleitos:
No ano em que completa 34 anos, Edwin van der Sar continua a ser o titular da baliza da Holanda. Desde 1990 que o podemos ver ao mais alto nível, primeiro ao serviço do Ajax (até 1999), depois na Juventus (1999-2001), mais recentemente nos ingleses do Fulham. Foi sempre primeira escolha por onde passou e está ligado à grande fornada de jogadores saídos da escola do Ajax no início da última década. Muito alto, van der Sar garante eficácia entre e fora dos postes.
A primeira alternativa será Sander Westerveld, atleta da Real Sociedad. Vice-campeão espanhol em 2003, Westerveld está no clube desde 2001, ano em que perdeu a titularidade do Liverpool para o polaco Jerzy Dudek. Começou no Twente mas distinguiu-se em Arnhem, no Vitesse. Daí saltou para Liverpool, onde exibiu os dotes que ainda hoje, aos 29 anos, o caracterizam. Frieza, elasticidade e bom timing nas saídas são sinónimos de qualidade.
O veterano guarda-redes do PSV Eindhoven é a outra alternativa para a posição de guarda-redes. Ronald Waterreus, de 33 anos, é um experiente guardião, que actua no PSV desde 1994, tendo-se transferido do Roda. Tem merecido a confiança em Eindhoven e também os seleccionadores holandeses acreditam no seu valor.
Uma das revelações da época, mais um grande valor a sair das escolas do Ajax. Falo de John Heitinga, defesa de 20 anos que tanto actua a central como a lateral-direita. Não é um jogador muito ofensivo, até porque tem formação de central e está habituado a colar ao eixo nas acções defensivas. Pode, isso sim, ser fundamental no aproveitamento de lances de bola parada, onde faz uso da sua impulsão e bom jogo de cabeça. Pode confirmar o seu valor durante o Euro.
Michael Reiziger termina um longo vínculo com o Barcelona mas não se divorcia da selecção. Aos 31 anos, o ex-campeão europeu pelo Ajax procura ganhar a lateral-direita do esquema de Advocaat, ele que também pode dar um perninha no centro. Jogador ofensivo, Reiziger não é muito acertado nos cruzamentos mas possui muita velocidade, o que é fundamental no modelo de jogo holandês. Formado em Amesterdão, passou pelo Groningen e pelo Volendam antes de brilhar no Ajax. Esteve uma época no AC Milan antes de se transferir para a cidade condal, em 1997.
O veterano Jaap Stam será um dos centrais da Laranja Mecânica. Aos 31 anos, o gigante tem tudo acordado com o AC Milan, onde jogará nas próximas épocas. Passou os últimos três anos na Lázio e outros três no Manchester United, faznedo parte da mítica equipa de 1999. No seu país celebrizou no PSV, apesar de também ter defendido as camisolas Zwolle, Cambuur e Willem II. Dominador no jogo aéreo, Stam é um exemplo de querer e determinação mas já não possui os níveis físicos de outrora.
Inesperada. A chamada de Frank de Boer não entrava sequer nas cogitações do próprio atleta, o mais internacional pela Holanda, com 109 jogos efectuados. Formado no Ajax, onde actuou entre 1988 e 1999, Frank celebrizou-se pelo posicionamento e antecipação (até porque não é muito alto) e pela eficácia na concretização de lances de bola parada. Senhor de um óptimo pé esquerdo, de Boer passou 5 anos em Barcelona mas os dirigentes catalães não lhe renovaram contrato, pelo que assinou pelos turcos do Galatasaray. Aos 34 anos, esta deve ser a última aparição do central em competições internacionais.
Giovanni van Bronckhorst foi uma das melhores surpresas da temporada. Não que desconhecêssemos o seu valor, que ficou bem expresso no Euro 2000, mas porque passou três temporadas modestas em Londres, ao serviço do Arsenal. Emprestado ao Barcelona, van Bronckhorst foi dono da lateral-esquerda, à imagem do que acontecera no Euro 2000, também com Frank Rijkaard. Agora volta a encontrar um técnico que lhe é familiar, Dick Advocaat. Um nome associado ao período que o jogador passou ao serviço dos Glasgow Rangers, onde actuava um pouco mais à frente, como médio-interior esquerdo. Na Holanda serviu o RKC e o Feyernoord.
Wilfred Bouma é um ofensivo lateral-esquerdo formado no PSV, onde ainda actua. Aos 25 anos, pode ser uma opção para qualquer posto do lado esquerdo, porque não compromete a defender mas é, sobretudo, uma mais-valia no auxílio e condução de lances de ataque. Rápido, Bouma tem um óptimo pé esquerdo e um bom tiro exterior. Tem dado nas vistas em Eindhoven, onde só se impôs a partir de 1999. Antes estivera emprestado ao MVV e ao Fortuna Sittard.

Edgar Davids não precisa de grandes apresentações. É o mais baixo jogador inscrito para o Euro mas também um dos mais combativos. Aos 31 anos, passou pelo grande Ajax de meados de 90 mas não vingou em Milão. A Juventus chamou-o e voltou a ser feliz em Turim, comandando o meio-campo. Muito aguerrido, defende com afinco e ataca com categoria, até porque é um jogador muito tecnicista. Remata fácil e bem e termina 2004 em grande forma, ajudando à boa campanha do Barcelona na segunda volta. Saiu de Turim devido a problemas com Marcelo Lippi. É um jogador controverso mas muito apreciado.
Phillip Cocu é outro jogador que termina um longo vínculo ao Barcelona, onde chegou a ser capitão. Aos 33 anos, a direcção catalã optou por não lhe renovar contrato, pelo que é um célebre e momentâneo desempregado. Chegou a Barcelona depois do Mundial de 98, onde brilhou. Até então jogara no PSV, no Vitesse e no AZ, por ordem descendente no tempo. Cocu é trinco mas como joga bem de cabeça pode actuar a central. Tem bons pés, marca golos, assiste bem, aparece em zonas de finalização. Porque raio é que o Barça não o quer?!
Paul Bosvelt é o outro veterano do meio-campo. Durante muitos anos foi o cérebro do Feyernoord, conquistando inclusive uma Taça UEFA. Este ano partiu para Manchester, contratado pelo City. Bosvelt joga com o pé direito e, apesar de ser cumpridor defensivamente, destaca-se sobretudo na condução e finalização de lances ofensivos. Não deve ser uma das primeiras escolhas de Advocaat, até porque já tem 34 anos e só foi convocado porque van Bommel se lesionou.
Boudewijn Zenden assemelha-se muito a Bouma, apesar de ultimamente se ter fixado em posições ofensivas. Destacou-se no Euro 2000 pela sua velocidade e pela irreverência que oferece ao jogo ofensivo e é, aos 27 anos, uma das boas opções que Advocaat tem para a faixa esquerda. Ajudou o Middlesbrough a conquistar a Taça da Liga Inglesa, tendo sido emprestado pelo Chelsea, onde chegou em 2001, vindo do Barcelona. Formou-se no PSV.
Clarence Seedorf foi o único jogador a vencer a Liga dos Campeões por três clubes diferentes. Fê-lo no Ajax, no Real Madrid e no AC Milan. Venceu em todos as equipas que representou e só no Inter de Milão foi infeliz. Aos 28 anos, Seedorf é um jogador explosivo, muito tecnicista e com excelente pontapé. Mas como vedeta que é, também vai ganhando alguns vícios. Dick Advocaat não gostou das suas declarações, em que exigiu um lugar atrás da dupla de avançados. O seleccionador que entregar o posto a van der Vaart mas Seedorf não quer ser encostado à ala direita. Temos problema...
O jovem Wesley Sneijder, de 19 anos, é umas das grandes revelações do futebol holandês. Ganhou a titularidade no Ajax na época transacta e não mais a largou, sendo regularmente chamado à selecção. Um jogador fabuloso, com grande margem de progressão mas que já está no topo dos centro-campistas europeus. Disciplinado a defender, Sneijder é, sobretudo, um jogador de ataque, senhor de um pontapé incrível e de uma técnica apurada. Prefere o centro mas sabe descair para qualquer uma das laterais; prefere o pé direito mas não se inibe de atirar com o esquerdo; sabe assistir os companheiros...
Da mesma escola vem Rafael van der Vaart, um prodígio de 20 anos que se estreou na época de 2000/2001. Verdadeiro número 10, Rafael tem tudo o que pode exigir a um jogador que faz a sua posição: velocidade, técnica, visão de jogo, bom tiro exterior, categoria na marcação de lances de bola parada. O pequeno jovem do Ajax terá um futuro ainda mais brilhante à sua frente. Para já, começa por ser titular numa Laranja Mecânica cheia de alternativas.
Quem também está de saída do Camp Nou é o avançado de 28 anos Patrick Kluivert, um dos melhores pontas-de-lança da última década. Formado pelo Ajax, foi decisivo na Liga dos Campeões ganha pelo clube em 1995. Feliz em Amesterdão, não tanto em Milão, onde não se impôs. Transitou, como tal, para Barcelona, onde viveu épocas verdadeiramente notáveis. Goleador, possante, com faro pelo golo, Kluivert foi o melhor goleador do Euro 2000. Bons pés e bom jogo de cabeça são outros dos predicados de Patrick, que vai agora viver uma experiência inglesa.
O jovem Andy van der Meyde é outro dos craques lançados pelo Ajax nos últimos tempos. Aos 24 anos, o extremo vive um dos piores momentos da sua curta carreira, não sendo opção para o onze do Inter de Milão. Veloz, van der Meyde não se deu bem com Cuper nem com Zaccheroni, pelo que esta primeira época em Milão foi um autêntico fracasso. O que é estranho, porque Andy cruza bem, tem finta fácil e ainda surge com facilidade para finalizar. Um extremo completo portanto, que será muito útil a Advocaat.
O que se disse de van der Meyde é aplicável a Marc Overmars, apesar dos 31 anos deste. Vingou ao serviço do Ajax e do Arsenal e foi para Barcelona no lote de holandeses que invadiu a Catalunha. Nenhum dos treinadores o aproveitou ao máximo, sendo que Overmars é um desequilibrador por natureza. Extremamente rápido, tecnicista e bom assistente, Marc saiu de Camp Nou mas ainda tem alguns anos para nos deliciar. Por mim falo, porque sou um incondicional fã do extremo.
Mais sucedido tem sido o extremo-esquerdo Arjen Robben, ex-Groningen que brilhou no PSV e já assinou pelo Chelsea, apesar da cobiça do Manchester United. Dono de um pé esquerdo brilhante, Robben reúne as características de van der Meyde e Overmars, sendo um jogador perfeito na sua posição. Jovem, tem um futuro enorme à sua frente. Ninguém duvida, muito menos Mourinho.
Roy Makaay é um dos melhores avançados dos últimos anos. Aos 28, Makaay brilhou pelo Deportivo e pontifica no Bayern de Munique, depois de passagens pelo Vitesse e pelo Tenerife. Apesar de franzino, Roy é um avançado possante, que joga muito bem de cabeça. Para mais, remata bem com ambos os pés e sabe assistir os companheiros. Gosta de actuar com outro avançado, o que lhe será favorável na Holanda.
Bem nosso conhecido. Pierre van Hooijdonk já passou a barreira dos 30 mas marca golos como nunca. O Benfica libertou-o após 2000/2001 e o Feyernoord agradeceu, sagrando-se vencedor da Taça UEFA. Brilhou mais uma temporada em Roterdão e este ano foi essencial no êxito do Fenerbahce, que voltou a sagrar-se campeão da Turquia. Muito alto, van Hooijdonk não é nada tosco, tendo um remate fulminante e uma impressionante capacidade para converter lances de bola parada em golo.
A estrela:

Ruud van Nistelrroy é a estrela dos holandeses. Goleador no PSV Eindhoven, Nistelrooy falhou uma primeira contratação pelo Manchester United em virtude de uma lesão. Cumpriu a terceira época em Manchester, onde continuou a marcar golos. Jogador de área mas muito tecnicista, Ruud é um dos melhores jogadores da actualidade. Aos 27 anos, o jogador holandês nem precisa de apresentações.
O seleccionador:

Dick Advocaat é o actual seleccionador holandês. Ex-treinador do Glasgow Rangers, Advocaat foi chamado para substituir Louis van Gaal. Brilhou na Escócia mas também em Eindhoven. Aos 56 anos tem a missão mais complicada da carreira, até porque já se envolveu em conflitos com Clarence Seedorf.
O esquema:

Sabemos que Advocaat vai utilizar o 4-4-2 mas não sabemos os nomes a utilizar, até porque todos os convocados têm sido testados. Deste modo, os jogadores que aqui menciono podem não corresponder à realidade. Com efeito, Reiziger pode jogar no lugar de Heitinga, Bouma pode ser central em vez de Frank de Boer, Cocu pode jogar com Davids num sistema mais defensivo. Kluivert também pode cheirar a titularidade e mesmo Overmars é um candidato ao onze. Muitas dúvidas portanto, até porque a qualidade impera.

A selecção helvética é uma das grandes incógnitas do Euro 2004. Apesar de ser um País discreto na alta roda do futebol europeu, nos últimos anos o sucesso do Basileia bem como os excelentes resultados das selecções nacionais têm vindo a alterar o rumo dos acontecimentos. Vencedora do grupo 10 de apuramento, a equipa suiça apresenta-se em Portugal algo desfalcada em termos ofensivos, mas com muita vontade de surpreender os fortes adversários do seu grupo - Croácia, Inglaterra e França. A única participação desta selecção em fases finais de europeus deu-se em no Inglaterra 96, sendo que, na altura o técnico era Artur Jorge. Em breve veremos até onde irão os helvéticos...
Jörg Stiel é o dono da baliza suiça. A autoridade e capacidade de liderança fazem do capitão da selecção um guarda redes de grande qualidade. Jogador do VfL Borussia Mönchengladbach, Stiel estreou-se na selecção em 2000 e foi fundamental na fase de qualificação. No banco de suplentes vão estar Pascal Zuberbühler do Basileia e Fabrice Borer do Grasshopper.
No sector defensivo o técnico conta com jogadores como Stéphane Henchoz do Liverpool ou Murat Yakin do Basileia. O primeiro chegou à selecção em 1993 e é uma referência do seu actual clube. A sua força e leitura de jogo fazem dele um excelente central. Já Yakin, chegou ao principal conjunto helvético em 1994. O seu poder no jogo aéreo, bem como o forte pontapé fazem dele um elemento a ter em conta nesta equipa.

Bernt Haas é também defesa e actua preferencialmente do lado direito. O jogador do West Bromwich Albion FC tem na rapidez e capacidade de desarme as suas principais armas. Deverá ser o dono do lado direito da defesa suiça.
Patrick Müller do Lyon é também uma referência da defensiva helvética. A sua versatilidade permite-lhe actuar em várias zonas do terreno. A caminho das 50 internacionalizações, Muller costuma ser presença regular no meio campo defensivo da Suiça apesar de ser considerado um defesa de alto nível.
Sobram Marco Zwyssig do Basileia e Bruno Berner do Friburgo. Os dois defesas deverão ser os suplentes para o sector mais recuado.
A maio-campo a Suiça tem jogadores de enorme qualidade a começar por Ricardo Cabanas. O médio do Grasshopper, foi a estrela da selecção sub-21 em 2002 e promete voltar a atacar em Portugal. Bastante criativo é capaz de criar enormes desequilibrios do meio campo para a frente. É um jovem a ter em conta.
Outro médio de grande qualidade é Vogel. Johann Vogel, alinha no PSV e já foi campeão na Holanda e no seu País. Capaz de impor a sua liderança no miolo do terreno, Vogel é um jogador com grande visão de jogo. Estreou-se em 1995 pela selecção helvética.
Nascido em 31.10.1975, Fabio Celestini é um médio incansável. Sendo que essa sua entrega ao jogo tem-se reflectido no clube que representa... o Marseille de França.
A capacidade física aliada à boa técnica fazem de Raphaël Wicky uma opção de qualidade para o meio campo suiço. O jogador do Hamburgo estreou-se pela selecção em 1996 e foi decisivo na vitória da Suiça sobre a Rep. Irlanda que lhe permitiu vencer o grupo 10 da fase de qualificação.
Christoph Spycher é um médio detentor de um excelente pé esquerdo. Estreou-se pela equipa helvética apenas em 2003, mas esteve a titular na vitória decisiva sobre a Rep. Irlanda em território suiço.
Sobram Ludovic Magnin do Werder Bremen, Benjamin Huggel do Basileia e Tranquillo Barnetta. Este último, nascido a 22.05.1985, é um dos mais novos jogadores presentes no Euro-2004. Actualmente no Bayer Leverkusen, o jovem vai, em Portugal, vestir pela primeira vez a camisola da principal selecção helvética.
No ataque surgira os principais problemas desta selecção. Kobi Kuhn, viu-se obrigado a alterar os planos devido a lesões. O caso mais flagrante foi o do avançado Streller do Estugarda. Porém esta equipa não deixa de ter um excelente ataque, onde pontificam veteranos como Stéphane Chapuisat, actualmente no Young Boys. A sua experiência e veia goleadora conferem-lhe um curriculum invejável. Esteve presente no Campeonato do Mundo em 1990 e na fase de qualificação para o Euro-2004 foi usado regularmente. É sem dúvida uma história de sucesso...
Alexander Frei é outra referência do ataque suiço. O jogador do Rennes de Boloni é um avançado bastante móvel e que remata bem com os dois pés. Internacional desde 1991, Frei apontou 4 golos na fase de qualificação para o Euro a realizar em Portugal.
Mailaim Rama actua no FC Thun. Nascido a 29.02.1976, foi, inclusive, uma promessa eleitoral de um dos candidatos à Presidência do Vitória de Guimarães.
Johan Vonlanthen do PSV e Daniel Gygax do Zurique são as outras duas opções de ataque ao serviço do seleccionador helvético.
A estrela:

Hakan Yakin é sem dúvida a estrela desta equipa. O jogador do Estugarda nasceu a 22.02.1977 e é uma referência pela qual passa todo o futebol da equipa helvética. O facto de não ter sido titular em Estugarda pode ter complicado as contas ao atleta, que no entanto se apresenta em solo luso com vontade de triunfar. Bastante tecnicista e com uma visão de jogo fora do comum, Yakin, de descendência turca, estreou-se pela selecção em 2000. Na fase de qualificação, só não alinhou na derrota frente à Rússia por 4-1, sendo que, este foi o único desaire dos suiços no grupo 10.
Seleccionador

Kobi Kuhn foi um jogador de referência no futebol helvético. Como tal foi com, naturalidade convidado para comandar as selecções mais jovens daquele País. Enquanto isso, a equipa principal desde 1989 que era treinada por estrangeiros, incluindo Artur JOrge. Mas, em 2000, Kuhn foi convidado a substituir o argentino Enzo Trossero. Desde então tem vindo a fazer um excelente trabalho que culminou na vitória no grupo de 10 de qualificação para o Euro-2004. Muitas vezes criticado pela decisão que tomou em afastar jogadores mais velhos e carismáticos como Sforza, Kuhn não se deixou abater e cosegui alcançar algo que fugia aos suiços desde 96... a qualificação para uma grende prova internacional.


Eternos candidatos à vitória no Euro, os italianos surgem em Portugal com grandes expectativas para a conquista do título. A "Squadra Azurra" é a favorita do grupo C, apesar de não ser cabeça de série, e está (quase) na máxima força no nossso país.
Com Trapattoni aos comandos, Totti e companhia são sérios candidatos a levarem de vencidos todos os adversários, apostando na defesa forte, bem característica dos italianos, e no contra-ataque mortífero e eficaz.
No último europeu, só os franceses levaram a melhor sobre esta equipa, com um golo de ouro a decidir a final, e agora Trapattoni promete uma Itália "ainda melhor". Esperemos que sim...
Os eleitos:
Gianluigi Buffon (Juventus FC) vai ser o guarda-redes titular da baliza italiana. O guardião da Juve falhou o último europeu, devido a uma lesão, mas volta agora em grande, depois de uma época ao mais alto nível. Dispensa grandes apresentações, é para muitos o melhor nesta posição, e basta dizer que é o guarda-redes mais caro de todos os tempos. Titular no último mundial, Buffon surge como escolha quase inevitável para o lugar, sendo um dos pilares da forte defesa italiana.
As outras opções ao dispôr de Trapattoni para o lugar seriam um luxo para qualquer treinador do mundo. Francesco Toldo, guarda-redes do Inter de Milão, é o nº12 da selecção Azurri e só não perde o 2 porque existe Buffon. Toldo brilhou no último europeu, com exibições espantosas em vários jogos, quando substituiu o lesionado Buffon. Desta feita, vai ficar no banco, mas se for chamado dará certamente conta do recado. O guardião do Inter, que até nasceu para o futebol como defesa, está atento a qualquer falha do titular, mas já afirmou que para ele Buffon "é o melhor do mundo".
O terceiro guarda-redes é Angelo Peruzzi. O veterano jogador da Lázio de Roma é, aos 34 anos, um valor incontestável do futebol italiano. Foi titular em 1996, no europeu de Inglaterra, mas nas restantes fases finais em que a Itália participou, ficou sempre como opção para o lugar. Ainda assim, quer pela experiência, quer pelo empenho, Peruzzi assume-se como um trunfo de Trapattoni, sendo um dos representantes da "mística" italiana no balneário. Peruzzi fica à espera da oportunidade, mas só a convocatória para o Euro2004 já foi uma vitória para o jogador.

Muito importantes (e difíceis) foram as escolhas de Trapattoni para os lugares mais recuados, ou não fosse este o sector mais forte da selecção italiana.
No esquema habitual de Trapa, o lateral direito deve ser Christian Panucci (AS Roma). O veterano lateral direito surge como a opção mais viável para ocupar esta posição. Panucci tem um currículo invejável, já esteve em clubes como o Real Madrid, o Milan ou o Mónaco, e deixa sempre a sua marca nos locais por onde passa. O grande defeito que lhe apontam é o da irregularidade. O homem é capaz do melhor e do pior, conseguindo jogadas espectaculares e assistências para golos e, logo a seguir, dando de bandeja oportunidades aos adversários. Alinhou em sete dos oito jogos da fase de qualificação da Itália e mostrou sempre grande serenidade no lugar que ocupa. Pudera, já tem 31 anos!
O lado esquerdo da defesa é o que mais preocupa Trappatoni. Não se surpreeendam se a escolha recair sobre Massimo Oddo. O jovem lateral da Lázio fez uma excelente época e surge no Europeu como uma estrela em ascenção no futebol transalpino. O nº 3 dos italianos é um lateral direito de origem, mas já mostrou que se adapta bem ao outro lado da defesa. Bom a defender e muito interventivo no ataque, Oddo parece a escolha mais acertada para a posição, sobretudo tendo em conta as alternativas à disposição do seleccionador italiano. Gosta muito de atacar e, talvez por isso, consegue marcar muitos golos, característica que o distingue dos oponentes para o lugar na equipa.
No centro da defesa encontramos aquela que é, provavelmente, a melhor dupla de centrais do mundo. Alessandro Nesta (AC Milan) é um titular indiscutível que se assume como o patrão da defesa transalpina. Considerado pelos especialistas como o melhor jogador da actualidade nesta posição, Nesta tem na força, na determinação e no sentido táctico os pontos fortes das suas actuações. O patrão da defesa Azurri é um central elegante e interventivo, muito importante na estrutura de qualquer equipa que integre. Apesar de uma época menos positiva, afectado por algumas lesões, é um dos responsáveis pela conquista do Scudetto pelo Milan, e também brilhou há duas épocas conseguindo a conquista da Liga dos Campeões para os de Milão. Face às exibições que tem demonstrado não são precisas muitas palavras para o descrever. O melhor é vê-lo a actuar... palavras para quê!
A dupla de centrais fica completa com Cannavaro. O central do Inter é um dos melhores do mundo nesta posição, conseguindo uma regularidade impressionante ao longo da última década. Poderoso e forte no jogo aéreo, apesar da sua baixa estatura, forma com Nesta a dupla perfeita, tornando o centro da defesa italiana num autêntico muro de betão. Em Itália, foi considerado o melhor jogador da selecção no último Mundial, e continua a ser indiscutível no esquema de Trapattoni. O estilo de jogo italiano baseia-se muito na segurança defensiva como ponto de partida para o ataque, e com esta dupla de centrais bem podem estar tranquilos no que a golos sofridos diz respeito. A defesa está segura, o resto fica para os avançados.
Os outros escolhidos para o sector recuado dos italianos devem ficar no banco, à espera da oportunidade, mas são também opções viáveis para o seleccionador transalpino.
Matteo Ferrari (AC Parma) é um central que tem evoluido muito nas últimas épocas. Ainda jovem, o jogador do Parma está à espreita da oportunidade de brilhar, tal como fez ao longo da época no Calcio, onde se assumiu como um dos jogadores-chave da equipa parmesã. Aos 24 anos, Ferrari tem ainda muita margem de progressão, e o futuro parece risonho para o forte central, que também pode "dar uma perninha" no meio campo defensivo. Quem sabe se não está aqui o sucessor de Cannavaro na Squadra Azurra!
Outro central disponível é Marco Materazzi. O defesa do Inter tem conseguido cimentar a sua carreira no futebol italiano ao longo dos últimos anos, e já mostrou ter qualidades suficientes para representar a selecção ao mais alto nível. O filho do antigo treinador do Sporting, Giuseppe Materazzi, é um central duro e possante, e, aos 30 anos, quer ter a oportunidade de aparecer numa competição maior do futebol internacional. A concorrência é forte, mas Materazzi parece pronto para enfrentar os desafios que se lhe apresentam.
Giuseppe Favalli surge nesta convocatória quase de surpresa. O lateral esquerdo da Lázio tem conseguido alguma regularidade nas suas performances em Itália, e surge aqui como o representante da experiência na equipa. Não vai ser, certamente, titular, mas fica como opção para possíveis descuidos dos companheiros. Não faz lembrar, nem por sombras, Paolo Maldini, mas ainda assim é um bom jogador, que completa o quadro da defesa transalpina. Apesar dos seus 32 anos, Favalli possui apenas 2 internacionalizações ao serviço da Itália.

Gattuso é o jogador encarregue de "carregar o piano". O médio defensivo do Milan vai ter como principal função servir de tampão à defesa, é o terceiro central da equipa, e iniciar as manobras ofensivas dos italianos. Nesta posição, Gattuso está nas suas 7 quintas: tem liberdade para destruir o jogo adversário (é exímio nesta missão), e pode fazer uso da sua força para "encher" o meio campo azul. Incansável e determinado, "Rino" conquistou os indefectíveis do Milan, e aos poucos vai conquistando o coração dos adeptos italianos. No entanto, Trapattoni poderá não optar por Gattuso, tal como aconteceu no Mundial de 2002, mas as últimas épocas do jogador do Milan pedem uma recompensa à altura: a titularidade. Com ele, a Itália ganha em força e agressividade o que perde em disciplina. A ver vamos se é ele o escolhido.
No miolo do terreno vai estar outro médio do Milan. Andrea Pirlo consegue a titularidade na Squadra Azurra por mérito próprio, depois de duas excelentes épocas ao serviço dos campeões italianos. Pirlo é um artista, excelente técnica e tacticamente, é muitas vezes comparado com o herói nacional Roberto Baggio. Apesar da aparente falta de vivacidade do seu jogo, Pirlo consegue decidir encontros com a sua visão de jogo, que resulta em passes magistrais e muitas assistências para golo. Discreto mas (muito) eficaz, Pirlo tornou-se um dos indiscutíveis da selecção a partir do Mundial de 2002 e não mais deixou as escolhas de Trapattoni. Andrea tem tudo para brilhar neste europeu e dele só se dizem coisas boas. O colega Gattuso fica maravilhado e diz que quando vê o que Pirlo faz, pergunta-se se ele próprio será um futebolista!
Os problemas do seleccionador italiano para o meio-campo começam nas alas. Se Fiore parece certo do lado direito, no lado esquerdo continuam as dúvidas.
Stefano Fiore vai jogar numa das alas. Na esquerda ou na direita, o médio da Lázio é capaz de actuar ao melhor nível, fazendo uso do seu potencial e da capacidade de jogar bem com os dois pés. Fiore alia a força do médio trabalhador, à fantasia dos artistas e complementa tudo com uma boa capacidade de remate. Faz muitos golos, dá outros a marcar e assume-se como uma peça importante para preencher o meio-campo transalpino. Apesar da sua qualidade, Fiore foi preterido no último Mundial, facto que ainda hoje surpreende muitos tiffosi italianos.
No lado esquerdo do meio campo vai estar, provavelmente, Gianluca Zambrotta. O ala da Juventus é um autêntico "tapa buracos" e pode jogar em quase todas as posições. Deverá ser utilizado no lado esquerdo, mas também é possível que jogue como lateral esquerdo, ou cobrindo toda essa ala. Aos 26 anos, Zambrotta é já uma certeza do futebol italiano e é um jogador de grande utilidade para qualquer treinador. Versátil e cumpridor, o médio da "Vecchia Signora" consegue segurança a defender e envolve-se frequentemente no ataque, conseguindo golos e excelentes exibições. Foi um dos jogadores mais utilizados na fase de Qualificação e deve constar nas primeiras opções do seleccionador italiano para os jogos iniciais.
A dúvida do meio-campo recai também em Mauro Camoranesi. O jogador italo-argentino, nasceu na Argentina mas optou pela nacionalidade italiana, tem vindo a impôr-se no onze de Itália e apresenta-se como uma opção muito forte para a escolha de Trapattoni. Camoranesi gosta de jogar no centro do terreno, bem na frente, mas também pode actuar nas alas, local onde parece ter mais hipóteses de jogar. Tem como características principais a criatividade, a técnica e a velocidade, bem aos estilo dos jogadores argentinos. Contratado pela Juve ao Hellas Verona, Camoranesi impôs-se devido à sua perspicácia e ao bom apoio que fornece aos atacantes das equipas onde actua. Este adepto do River Plate é também muito eficaz, tendo conseguido fazer alguns golos de belo efeito ao longo da época.
Outra opção para o meio terreno italiano é Cristiano Zanetti. O médio defensivo do Inter tem sido bastante utilizado na selecção transalpina e surge como possível substituto de Gattuso como trinco da equipa. Zanetti foi titular no mundial da Coreia e acabou por agarrar o lugar desde aí. No entanto, a época menos conseguida ao serviço do Inter deve atirá-lo para o banco de suplentes, ficando à espera da oportunidade de jogar. É uma boa opção para o meio campo defensivo, onde, através da sua força e alguma técnica, consegue mostrar valia para estar a este nível na selecção. Tem 26 anos e estreou-se na Squadra Azurra em 2001.
Simone Perrotta é o homem que falta apresentar para o meio-campo. O jogador do Chievo Verona, de 26 anos, ocupa posições recuadas mas também pode jogar mais à frente no terreno. A sua energia e empenho são trunfos fortes para o seu jogo, mas também é evoluído tecnicamente. Falta-lhe algum traquejo e experiência ao mais alto nível, mas a presença neste Euro é um prémio justo às suas excelentes exibições nas últimas épocas do Calcio. Perrotta jogou nos últimos encontros da fase de Qualificação, alguns a titular, e pretende uma oportunidade para brilhar nos palcos protugueses. Fala-se do interesse do FCPorto neste jogador. Pelo que já demonstrou seria um bom reforço. Ficamos à espera...

O ataque transalpino surge desfalcado numa peça importante para este Europeu. Filippo Inzaghi, avançado do Milan não vem a Portugal, devido a lesão, e fica assim desfeita a possibilidade de vermos os festejos de golo mais efusivos do futebol.
A figura do ataque italiano é Christian Vieri. O gigante italiano marca golos com uma incrível facilidade e surge em Portugal num bom momento de forma. Temível pela sua força, possui também boa técnica e é muito forte no jogo aéreo, factores que o tornam num dos melhores avançados do mundo. O seu principal trunfo é a eficácia, conseguindo ser o melhor marcador de Itália em diferentes clubes e em diferentes anos. Aos 30 anos tem neste europeu uma das últimas oportunidades de ganhar algum título ao serviço da selecção italiana, mas é certo que vem determinado a isso. Com Inzaghi ausente, Vieri torna-se o "homem da área" italiano e deverá jogar sozinho na frente, como uma seta apontada às redes adversárias. Vieri, filho de um antigo jogador do Calcio- Roberto Vieri, é cobiçado por vários clubes europeus, com o Real Madrid na linha da frente, e pode ter no Euro um bom mote para arranjar um bom contrato. Para isso só tem que fazer o que mais gosta: golos.
Bernardo Corradi é uma das novidades da convocatória da Itália para o europeu. O avançado da Lázio tem feito bons jogos ao serviço do clube, com muitos golos apontados, e foi com naturalidade que foi cahamado à equipa nacional em 2003. Logo no jogo de estreia com a camisola da Itália bisou, e desde aí tem sido opção do técnico dos transalpinos. De elevada estatura, Corradi faz do jogo aéreo o seu ponto forte, mas é também rápido e bom rematador, sendo muito eficaz nas suas investidas ofensivas. Aos 28 anos, Corradi está pela primeira vez na mais alta roda do futebol internacional, mas não deve estar assustado com isso. Fica à espera da oportunidade.
Na frente de ataque também podemos encontrar Antonio Cassano. O jovem avançado da Roma traz consigo a irreverência, mas também a arte, de um marcador de golos por excelência. Alia rapidez e inteligência a boa técnica e dessa forma consegue agarrar todas as oportunidades que vai tendo. Foi assim na Roma, aos comandos de Fabio Capello, que foi aparecendo cada vez mais insistentemente, até ser hoje um indiscutível da equipa da capital italiana. É também assim na selecção italiana, onde após poucos jogos já demonstrou qualidade suficiente para estar nos convocados de Trapattoni. Com apenas 21 anos é o benjamim da equipa, mas os seus créditos dão-lhe todo o mérito para estar onde está. Se não está Montella, está Cassano, a representar a Roma no ataque italiano, como uma forte opção de ataque.
Outro avançado desta equipa é Marco di Vaio. O avançado da Juventus conseguiu duas épocas de grande nível na equipa de Turim, e é com naturalidade que surge nos 23 deste europeu. Depois de ter brilhado ao serviço do Parma, foi a Juventus que trouxe di Vaio à ribalta e dessa forma levou-o até à equipa nacional transalpina. Não vai ser titular, mas surge como uma das principais escolhas para entrar durante as partidas. É uma arma secreta, que tem grande "faro" para o golo, muito por culpa da sua incansável persistência.
O joker desta selecção é Alessandro Del Piero. Não é necessário uma grande apresentação do jogador, estrela do futebol mundial, e os seus feitos falam por si. É um génio e com a bola nos pés é capaz de tudo. Tem do melhor e do pior: se a rebeldia que usa dentro do campo o tornam num dos melhores do mundo, é também essa rebeldia que o levam a ter problemas fora dos relvados. Adorado por muitos, odiado por outros, del Piero é uma das estrelas da Squadra Azurra da última década, e deve ser opção muito requisitada durante o euro. No entanto, não deve ser titular. Trapattoni não vai muito com as birras do "Pinturicchio" e costuma deixá-lo no banco, dando maior liberdade a Totti. A sua eficácia nas bolas paradas, e a finalização letal que possui devem fazer com que seja uma das principais preocupações dos seleccionadores adversários. Seria um luxo (e uma pena) que ficasse no banco... esperemos que não.
A estrela:

Francesco Totti é, aos 27 anos, uma das figuras do futebol mundial. Uma carreira construída a pulso, na AS Roma, revelou um dos talentos do desporto rei no planeta. Totti é um fantasista. A sua grande técnica, muita força e muita elegância fazem dele um trunfo para qualquer treinador mundial. Mas a característica que mais lhe admiram é a da eficácia. Prefere jogar simples e conseguir alcançar resultados, mas não se coíbe de mostrar os seus dotes (e são muitos) quando tem oportunidade. Muito rematador, não teme avançar sozinho rumo ao golo, e consegue, em poucos toques, resolver encontros. Gosta de jogar solto na frente, atrás do ponta de lança, e é dessa forma que Trapattoni o vai utilizar neste europeu. A dupla que vai formar com Vieri vai ser temível, mas Totti pode por si só encantar os portugueses. Ficamos à espera de ver Totti espalhar a sua magia nos novos estádios do nosso país... nós e muitos milhões de adeptos espalhados pelo mundo.
O seleccionador:

Giovanni Trapattoni é o experiente seleccionador da Itália. O mais bem sucedido treinador da SerieA italiana, é já um habitue da equipa transalpina. Depois de já ter comandado a equipa italiana, Trapa levou a Squadra Azurra ao Mundial, mas a eliminação prematura quase o levou a abandonar o cargo. Ficou e prometeu uma equipa melhor para este europeu. Com estes 23 convocados, não lhe faltam argumentos para levar esta equipa ao topo, mas tem muita gestão de balneário pela frente. A sua experiência e a mística que impõe aos jogadores dão-lhe margem de manobra para orientar a equipa a seu bel-prazer. Vamos ver como se sai...
A táctica:
4-4-2


Surpresa no jogo inaugural das finais da NBA. Os Detroit Pistons venceram no Stapples Center de LA e lideram a eliminatória decisiva. Chaunchey Billups foi o obreiro da vitória, alicerçada na excelente defesa, comandada pelos Wallace (Ben e Rasheed). 87-75 foi o resultado. Temos final!
Portugal não estará no Mundial 2005 de andebol. A selecção nacional perdeu por oito golos na República Checa, anulando a vantagem de sete que levava de Caminha. Os comandados de Juan Diaz falham a primeira das últimas seis competições internacionais, dois dias depois de o Sporting ter anunciado o regresso à Federação. Está complicado...
Nos desportos motorizados, Valentino Rossi voltou as vitórias na categoria MotoGP do Mundial de motociclismo. Gibernau ficou com a pole mas o italiano venceu a corrida, aproximando-se da liderança. A prova de Mugello ficou marcada pelo duelo entre os dois primeiros, com Rossi a superiorizar-se a Sete Gibernau, que mantém a primeira posição na geral. O espanhol tem 86 pontos, mais dez do que Valentino. Nos 250cc, Porto conseguiu a sua primeira vitória mas quem lidera a tabela é De puniet, seguido de perto por Pedrosa. Locatelli venceu nas 125 mas Dovizioso manteve o primeiro posto da geral.
Peter Solberg venceu o Rali da Acrópole e aproximou-se do francês Loeb, que lidera o Mundial. O campeão em título ganhou na Grécia e tem menos cinco pontos do que o piloto da Citroen, que também é primeira nos constructores.

O encontro entre Gaston Gaudio e Guillermo Coria resultou numa das melhores finais de Roland Garros de que há memória. "El Mago" levou a partida até às últimas, não obstante a sua limitação física. Coria venceu os dois primeiros sets, com os parciais de 6-0 e 6-3. Tudo se encaminhava para que fechasse na terceira partida mas Gaudio começou a jogar, beneficiando da lesão de Guillermo para obrigar a um quarto set. Altamente diminuído, por problemas na coxa direita, Coria ofereceu o parcial a Gaston, guardando energias para arriscar tudo no set final.
A reacção do "novo Agassi" foi fenomenal, sobretudo se tivermos em conta as suas limitações na pancada de serviço e nas deslocações para a direita. Coria chegou a ter dois "match point" e serviu para ganhar em dois jogos. Gaston é nome de sorte e ontem o argentino nº 44 do quadro ATP teve-a em doses industriais. Quanto a Guillermo (que cedeu no 14º jogo do set final), o talento que possui não dá lugar a grandes dúvidas. Vai voltar a jogar encontros decisivos em Roland Garros. Recorde-se que o argentino apenas cedera um set até ontem, após duas semanas de competição.

Anastasia Miskina venceu a primeira final russa da história de Roland Garros, batendo Elena Dementieva em dois sets, pelos parciais de 6-1 e 6-2. A jogadora russa foi mais forte durante as duas semanas de competição, surpreendendo as favoritas. As irmãs Williams, Davenport, Capriatti e Justine Henin-Hardenne foram caindo ao longo da competição, pelo que Miskina e Dementieva atingiram a sua primeira final de Grand Slam. Hoje disputa-se a final masculina, entre os argentino Guillermo "El Mago" Coria e Gaston "El Gato" Gaudio.

Gaston Gaudio venceu o compatriota David Nalbandian e é o primeiro tenista apurado para a final de Roland Garros. O argentino venceu em três sets, pelos parciais de 6-3, 7-6 e 6-0 e estará no court central no próximo domingo. Na outra meia-final, Tim Henman lidera, tendo ganho o primeiro set por 6-3.

Luigi Del Neri é o novo treinador do FC Porto, como já vinha sendo anunciado há algumas semanas. Gigi, como é conhecido em Itália, fez um trabalho fenomenal ao serviço do Chievo Verona. Conseguiu colocar o clube na Serie A italiana e levou-o mesmo à Taça UEFA. Pelo meio, deu a conhecer jogadores como Bernardo Corradi, Luciano e Perrotta, de quem se fala como possível contratação dos azuis e brancos. Gigi começou no Nocerina (Serie C1/B) em 1995, transitou para o Ternana (Serie B) em 1998 e chegou a Verona no ano de 2000. Pegou num clube sem estádio e sem instalações próprias e colocou-o na primeira divisão do Calcio. Insatisfeito, pôs a formação com menor orçamento no topo do campeonato, conseguindo uma histórica qualificação para a Taça UEFA. Falado para ascender à liderança da Juventus, da Roma e da própria selecção italiana, Del Neri não será o nome mais mediático para suceder a José Mourinho no banco do clube campeão europeu. O último técnico italiano a trabalhar em Portugal foi Giuseppe Materazzi, que não se deu bem por Alvalade. A ver vamos se Gigi tem melhor sorte...

A mais galardoada selecção do Velho Continente. Tricampeã mundial, a Alemanha esteve em cinco das últimas 8 finais de Campeonatos do Mundo. Recordista de vitórias em Europeus, a Alemanha venceu a edição de 1996 e espera repetir o êxito em Portugal. Tem um grupo terrível, com Holanda, República Checa e Letónia mas conta com um lote de alguns bons jogadores, ainda que muitos a considerem desequilibrada. Facto é que os germânicos resistem a uma revolução na equipa nacional, o que lhes pode causar alguns dissabores.
Os eleitos:
Oliver Kahn é indiscutível na baliza da Alemanha, que lhe pertence desde que Kopke a perdeu. Aos 34 anos, Kahn é um dos atletas mais conceituados e mais controversos do futebol alemão e mundial. Tem mantido um acesso discurso com Jens Lehmann, guarda-redes do Arsenal, mas deve continuar a merecer a confiança de Rudi Voller. Já passou por melhores momentos mas continua a ser decisivo, sobretudo pela postura que mantém em campo. Melhor jogador do Mundial de 2002, Kahn pode muito fazer a última competição internacional ao serviço da Alemanha. Defende as redes do Bayern de Munique desde 1994/95.
O concorrente ao posto é Jens Lehmann. Tem a mesma idade de Kahn e jogou no Dortmund entre 1999 e 2003, quando se mudou para o Arsenal. A passagem por Itália e pelo Milan é que não foi muito conseguida, até porque Lehmann tem fama de frangueiro. Não obstante esse facto, tem enchido o peito e feito frente a Kahn, reinvindicando a titularidade na selecção alemã.
Dez anos mais jovem é Timo Hildebrand, que esteve na berra por ter liquidado um recorde que pertencia ao guardião do Bayern. Detém, agora, o maior número de minutos sem sofrer golos na Bundesliga, o que o colocou num patamar elevado. Muito jovem, Hildebrand terá larga margem de progressão. Apesar de ser franzino e de não ser muito alto, Timo tem surpreendido pelos seus reflexos e pela eficiência entre os postes. Não seria má opção para Voller.
Aos 25 anos, Friedrich estará encarregue da lateral-direita da Alemanha. O típico lateral moderno, bom no jogo aéreo e no auxílio aos centrais, disponível nas acções ofensivas. Joga no Hertha de Berlim é será uma das primeiras escolhas de Rudi.
Philipp Lahm pode muito bem ficar com a lateral-esquerda da Alemanha. Emprestado pelo Bayern de Munique ao Estugarda, fez uma época dos diabos, o que lhe valeu a chamada ao Euro e, muito provavelmente, a titularidade. Muito jovem (20 anos), Lahm joga em qualquer dos flancos e tem uma velocidade tremenda, que alia a muita resistência.
O veterano Jens Nowotny é opção para o centro da defesa. Capitão no Bayer Leverkusen, Nowotny começou no Karlsruher e transitou para a BayArena, onde conquistou o seu lugar. Estabeleceu-se como central mas também jogava como trinco há algum tempo atrás. Aos 30 anos, Nowotny é garantia de experiência e entrega para Rudi Voller.
Christian Rahn, jogador de 25 anos, é uma opção para a lateral-esquerda, sobretudo se Voller optar pelo esquema de 3-5-2. No caso do esquema ser de quatro defesas, Rahn sobe no terreno, para interior-esquerdo. Joga no Hamburgo.
Andreas Hinkel é alternativa para a direita da defesa. Muito jovem o lateral baixo do Estugarda tem bons pés e sobe muito bem para o ataque. É um jogador iminentemente ofensivo, que deu nas vistas durante esta Liga dos Campeões. Aos 22 anos é uma certeza da escola alemã.
O veterano Frank Baumann, ex-Nuremberga, é o pilar da defesa campeã alemã. Titularíssimo no Werder Bremen, Baumann não é um jogador excepcional mas coloca muita garra em campo. Pode não ser muito visto mas Voller conta com ele, ainda que não seja titular.
Mais um veterano nos eleitos alemães. De Christian Worns, do Dortmund, posso dizer aquilo que expressei sobre Baumann. Não creio que acrescente algo à selecção, até porque vai na fase descendente da carreira mas a experiência ainda é um posto. Fernando Couto que o diga.
Aos 25 anos, Fabian Ernst conseguiu a chamada ao conjunto de Voller. A boa época ao serviço do Werder Bremen favorece-o, apesar de a concorrência ser forte e, a meu ver, mais dotada. Tem de trabalhar muito para conseguir o seu espaço.
Torsten Frings é daqueles jogadores que enchem as medidas a qualquer treinador. Muito disponível, Frings faz qualquer posição do meio-campo, preferindo-se actuar na interior-direita. Deve jogar no flanco oposto durante o Euro. Aos 28 anos actua no Dortmund, depois de ter transitado do Werder Bremen.
Jeremies já não é um jogador da moda mas continua a ser chamdo à selecção. Não actua com grande regularidade no Bayern de Munique e já tem 30 anos, pelo que não deve ser uma das principais escolhas do seleccionador. Voller terá apostado, contudo, na sua experiência e combatividade. Fez o percurso futebolístico ao serviço de clubes de Munique (1860 e Bayern).
Sebastian Kehl é um dos atletas da nova vaga. Jovem, o médio do Dortmund é precioso no esquema de 3-5-2 e pode dar uma perninha ao meio-campo defensivo em qualquer outra disposição táctica. O jogador ex-Friburgo pode ser uma das chaves da boa campanha alemã no Europeu.
Mais experiente é Bernd Schneider, que passou por momentos difíceis nos últimos tempos. Conseguiu recuperar a tempo de entregar a comitiva e pode ser opção para a faixa direita. Óptimo pé direito, precioso na marcação de livres. Aos 30 anos, o médio do Leverkusen (ex-Eintracht) já passou por melhores dias. Será que consegue voltar à forma que o celebrizou?
Bastian Schweinsteiger juntou-se ao grupo um pouco depois. Jogou o Europeu de sub-21 e tem um dos mais promissores percursos do futebol alemão. Muito jovem, apareceu este ano ao serviço do Bayern de Munique e realizou partidas muito interessantes. De características ofensivas, Bastian gosta de jogar atrás do ponta-de-lança. Pode projectar-se ainda mais no 2004.
Dietmar Hamann é uma das garantias do meio-campo. O médio-defensivo do Liverpool sente-se bem em frente dos centrais mas sabe construir jogo. Combativo, Hamann começou no Bayern mas passou pelo Newcastle, apesar de já estar em Anfield desde 1999. Tem 30 anos mas continua em grande forma.

Nasceu na Eslovénia mas tem brilhado na Alemanha. Já teve melhores dias mas o desespero obriga à sua chamada. Fredi Bobic tem 33 anos e um percurso instável nos último anos, em que passou pelo Dortmund, Bolton, Hannover e, finalmente, Hertha de Berlim. Pode acrescentar algo em jogo de área mas não me parece que possa fazer a diferença, sobretudo contra garndes selecções.
Miroslav Klose fez um Mundial de sonho em 2002 mas não tem confirmado os créditos então demonstrados. Aos 25 anos, Klose ainda não conseguiu sair do Kaiserslautern e também parece ter alguns problemas para superar a meta dos 10 golos por época. Mas é uma boa alternativa para o ataque alemão.
Nascido no Brasil, o naturalizado Kevin Kuranyi é o avançado do momento na Alemanha. Aos 22 anos, será a grande esperança dos alemães na altura de marcar. Fez uma época tremenda em Estugarda e tem enorme margem de progressão. Jogador bombástico, Kuranyi tem presença física e instinto goleador. Um craque!
O ponta-de-lança Thomas Brdaric, ex-Leverkusen, tem quase 30 anos. Não justifica a chamada à selecção, apesar dos 11 golos marcados ao serviço do Hannover 96. Nunca mostrou ser um jogador de topo e a Alemanha só pode aceitar atletas de alto calibre. Brdaric pouco mostrou para almejar um lugar no onze alemão.
Com Schweinsteiger veio Podolski, que também jogou o Europeu de sub-21. Ainda não completou 19 anos é uma grande promessa do futebol germânico. Marcou 10 golos ao serviço do Colónia em 2003/2004.
A estrela:

Michael Ballack é o melhor jogador alemão da actualidade. Médio do Bayern de Munique, Ballack teve um ano de 2002 fantástico, liderando o Bayer Leverkusen e a selecção alemã que esteve na Coreia e no Japão. Defende bem e tem uns pés fabulosos, que usa e abusa para o tiro exterior. É um jogador completo, pretendido em Barcelona. Também joga bem de cabeça.
O treinador:

Os actuais jogadores da Alemanha almejam poder gabar-se de possuir o currículo do seu seleccionador, Rudi Voller. Um dos melhores jogadores da década de 80, Voller tem 44 anos. Ganhou o Mundial de 1990 e o Europeu de 1980, brilhou na Alemanha, na França e em Itália. Em Marselha foi campeão e ganhou uma Liga dos Campeões. Tem-se dado muito bem desde que chegou a Federação Alemã.
O esquema:

Voller deve apostar no 4-4-2, sobretudo porque os centrais não são de grande confiança. O esquema de 3-5-2 também é uma possibilidade, se bem que a primeira hipótese tenha sido mais testada.

A época passada foi bastante atribulada para os lados de Guimarães. Habituada a andar nos lugares de topo da Superliga, os vimaranenses viram-se obrigados a lutar pela permanência até final da época. Terminado o sufoco, e depois da saída do muito contestado Pimenta Machado, esta devia ser a altura ideal para repensar todo um projecto de futuro, e tentar erguer o Vitória de Guimarães já a partir das próximas eleições. Porém, temos assistido a uma verdadeira feira de vaidades, na qual, o mais importante parecem ser os reforços para a próxima em detrimento de um projecto sólido, que possa trazer o histórico clube para os lugares a que nos habituou no passado.
A lista B, encabeçada pelo... Presidente do Moreirense, Vítor Magalhães, vai tentando desmontar a estratégia da lista A. Assim, para este candidato, os nomes sonantes anunciados pelo seu opositor não vão ter grande influência no resultado das eleições. Para além de um trunfo de última hora, Vítor Magalhães “apenas” anuncia os adiantados contactos com Fernando Aguiar, Milain Rama (avançado suíço), Gimenez (médio argentino) e Zé Elias (o seu grande trunfo). Mas para esta noite há ainda outra revelação, que pode passar por um defesa central.
Já a lista A, de Manuel Almeida, apresenta nomes de topo, sendo que a começar em Nelo Vingada e a acabar em Jimmy Hasselbaink, o candidato prepara-se para construir uma super-equipa. Assim sendo, Manuel Almeida tira da cartola: Nelo Vingada para treinador, Jimmy, Mostovoi, Dominguez, Marco Almeida, Rui Marques (ex-Estugarda), Ilan e Washington (ex-atl.paranaense).
Como podemos constatar a campanha eleitoral é feita em torno de nomes e mais nomes... Mas, adepto que é adepto já está habituado a tudo isto, e tem até noção de que os candidatos raramente cumprem as promessas eleitorais, tal como os políticos. Por isso resta aos sócios do Vitória de Guimarães reflectir acerca dos projectos apresentados e não em função das estrelas “anunciadas”, para poderem amanhã votar com a consciência de que estão a ajudar o clube do seu coração.
Porém há uma certeza que fica: caso os candidatos consigam cumprir as suas promessas, teremos um Guimarães fortíssimo para a próxima temporada. Será?...

O Brasil lidera a qualificação para o Mundial de 2006, após vitória sobre a eterna rival Argentina. Esta noite, no Mineirão, o escrete beneficiou de três grandes penalidade para vencer o mais escaldante confronto da América do Sul. Ronaldo converteu todas as tentativas em golo (14´, 65´, 91´) e a selecção das Pampas só marcou por uma vez, por intermédio de Sorín (81´). Luisão, jogador do Benfica, não pôde dar o seu contributo à equipa brasileira.

A russa Elena Dementieva é a primeira finalista de Roland Garros. A tenista estreia-se em finais de um Grand Slam e a Rússia volta a ter uma jogadora na final do torneio, depois do ano de 1988. Dementieva encontra a compatriota Myskina na final, que acaba de derrotar Jennifer Capriati com duplo 6-2.
As meias-finais masculinas jogam-se amanhã e colocam em confronto Guillermo Coria - Tim Henman e Gaston Gaudio - David Nalbandian.

Também os Detroit Pistons garantiram a vitória na sua conferência e o direito a discutir as finais da NBA. A euforia é generalizada e só se pede a repetição do resultado de 1989, quando os Pistons foram campeões, vencendo os Lakers por 4-0. O sonho comanda a vida mas é Joe Dumars quem, como há quinze atrás, o conduz. O antigo craque da equipa cuida hoje das questões em torno da formação, tendo o cargo de director-desportivo. As finais começam a jogar-se Sexta-Feira, em Detroit.

A Espanha é uma eterna candidata a vencer as grandes competições internacionais, onde marca quase sempre presença. A melhor Liga do Mundo é, dizem, a espanhola mas a selecção do país raramente atinge o protagonismo conseguido por emblemas como o Real Madrid ou o Barcelona. Consensual parece ser a ideia de que a equipa espanhola tem alguns dos melhores jogadores da actualidade, o que lhe confere algum favoritismo à vitória no Euro 2004. Por outro lado, poucos se podem dar ao luxo de prescindir de nomes como Reyes ou Mista!
Curiosamente, a prova portuguesa chega 40 anos depois do Campeonato da Europa ganho pela Espanha, que jogava em casa. A URSS foi a finalista vencida, posição que os espanhóis assumiram vinte anos mais tarde, ante a França. Apesar dos insucessos nas últimas provas internacionais, a equipa de Iñaki Saez procedeu a uma revolução, apostando em jovens jogadores. Sofreram um dissabor ao terminarem em segundo no seu grupo de qualificação mas superaram a Noruega no play-off (2-1 no Mestalla, 3-0 na Escandinávia). E até se podem vingar da Grécia…
Os eleitos:
Iker Casillas é o guarda-redes do Real Madrid desde 1999. Os mais distraídos estranharão que tenha apenas 23 anos mas a verdade é que a maturidade do guardião esconde eventuais vícios da juventude. É certo que todas estas temporadas a defender a baliza do todo-poderoso Real Madrid lhe conferem uma enorme experiência, até porque Casillas está habituado à pressão e aos grandes jogos. Esta foi, muito provavelmente, a melhor época da sua carreira, pelo que nem se questiona a sua titularidade durante o Euro 2004. Formado na cantera do clube, Iker tem tudo para ser uma das estrelas da prova.
Mais velho mas nem por isso mais experiente do que Casillas é Cañizares, que também conta com um percurso que fala por ele. Falhou o Mundial de 2002 porque se lesionou no pé, durante o banho, mas é incontestável no lote de eleito para o 2004. Aos 34 anos, Cañizares até já defendeu as cores merengues. Estreou-se no Santiago Bernabéu em 1988/89 mas não ficou na época seguinte. Depois de passagens pelo Elche e pelo Celta, regressou para um período de quatro temporadas, entre os anos de 1994 e 1998. Ingressou posteriormente no Valência, donde nunca mais saiu. Essa permanência tem sido compensada com títulos espanhóis e presenças nas maiores finais europeias. É uma excelente alternativa a Casillas.
Daniel Aranzubia é o terceiro guarda-redes. O basco de 24 anos actua no Atlético de Bilbao e teve uma época muito conseguida, que o traz até Portugal.
O maior símbolo do Barcelona. Quando as coisas correm mal, Puyol é dos poucos que se safam! Saído da cantera catalã, Puyol tem em raça e em querer aquilo que eventualmente não tenha em altura. Evoluído tecnicamente e muito veloz, Carles faz a direita e o centro da defesa, sendo que Saez o deve colocar na faixa. Certo é que será titular, até porque é, aos 26 anos, um dos melhores defesas espanhóis da última década.
Outro produto da cantera, mas de Madrid, é Raúl Bravo. Formado como defesa-esquerdo, Bravo nunca teve muitas oportunidades até esta temporada, até porque Roberto Carlos não dá grandes hipóteses. Depois de rodar no Leeds United de Inglaterra, Bravo voltou a Chamartin, com 23 anos, para ocupar qualquer lugar na carenciada defensiva merengue. Aconteceu o impensável, com o lateral (que até é baixo) a flectir para o centro da defesa. É pouco crível que faça essa posição na selecção, prevendo-se antes que seja uma alternativa para a sua posição de origem, a lateral-esquerda.
Capdevilla tem passagens pelo Espanyol e pelo Atlético de Madrid, chegando à Corunha na ressaca do título conquistado em 2000. Jovem (25 anos), Capdevilla é uma alternativa mais ofensiva mas que não dá tantas garantias cá atrás quanto Raúl Bravo. Chamado na sequência da lesão de Michel Salgado, que até actua na lateral-direita.
Tal como todo o plantel merengue, também Iván Helguera teve uma época para esquecer. A saída de Hierro colocou-o definitivamente a central, posição que não o favorece. Um exemplo foi a partida nas Antas, em que actuou a trinco, tendo mesmo marcado um golo. Saez também o deve utilizar como central mas espera ser mais feliz do que Queiroz. Helguera chegou a Madrid em 1999, depois de passagens pelo Espanhol, AS Roma, Albacete e Manchego. Tem 29 anos.
César, de 28 anos, detinha o lugar de central no Deportivo antes de Jorge Andrade chegar. Uma alternativa viável, este central ex-Oviedo. Jogou muito bem contra o FC Porto mas cometeu a grande penalidade que atirou os portistas para a final da Champions.
Aos 24 anos, Carlos Marchena é um atleta bem conhecido dos portugueses, que ainda estão para perceber como foi possível a saída do central, que também sabe actuar a trinco. Marchena actuou no Benfica em 2000/2001, primando por ser um jogador veloz, muito bom na antecipação, forte no jogo aéreo. Dele se dizia que seria o futuro central de Espanha e o futuro estava muito próximo. Será, tudo indica, titular durante o Euro 2004. Formado em Sevilha, saiu da Luz no negócio que trouxe Zlatko Zahovic. Impôs-se no Mestalla muito facilmente.
Produto das escolas do Bétis de Sevilha, Juanito foi a grande surpresa da convocatória espanhola. A imprensa duvidava da sua chamada, apostando antes na escolha de um de dois avançados, entre Mista e Reyes. O certo é que foi chamado e o percurso ao serviço do Bétis acaba por justificá-lo. Aos 27 anos, Juanito é um símbolo do clube, até porque adquiriu um estatuto de imprescindível no clube andaluz. Não deve ser titular mas não envergonhará se for chamado ao onze.

O jovem Gabri também cresceu em Barcelona. Como nem sempre é opção para o seu clube, foi estranha a sua convocação para o lote de 23 que a Espanha traz até Portugal. Contudo, a disponibilidade de Gabri para percorrer todo o corredor direito pode ser um trunfo importante, sobretudo quando Saez precisa de inverter um resultado negativo.
Nasceu e formou-se como jogador em Valladolid, esteve no Atlético de Madrid (três épocas na equipa B, duas na principal) e fez parte do plantel que desceu à Segunda Liga. Se a equipa foi para baixo, a carreira deste atleta foi sempre a subir. Assinou pelo Valência e cedo conquistou a titularidade do meio-campo ché, o que o conduziu à selecção espanhola. Aos 29 anos, Rubén Baraja é imprescindível no esquema de Saez, sendo um daqueles médios que qualquer treinador gosta de ter. Faz todo o terreno com grande eficácia e disponibilidade, defende bem, ataca a condizer. Aparece em zonas de finalização e tem um tiro exterior de meter medo aos guarda-redes adversários. Não há dúvidas, será titular.
Companheiro e capitão de Baraja no Valência, David Albelda é um exemplo de maturidade e “veterania” (no bom sentido do termo) aos 26 anos. Possui características distintas das de Ruben, sendo mais fixo nas acções defensivas. Combativo, Albelda tem um pé esquerdo de qualidade e não sabe jogar feio. Saez sabe que pode contar com ele. Cresceu nas escolas do Valência mas passou duas temporadas no Villareal, por empréstimo.
Campeão do Mundo de sub-20 em 2000, o que se disse para Albelda e Baraja pode ser concentrado em Xavi. O médio formado no Barca é muito desenvolto tecnicamente e chuta bem com o pé direito, que até faz dele uma alternativa para as bolas paradas. Aos 24 anos, o jogador nascido em Terrassa está no auge da carreira. Actua numa posição mais defensiva mas não se inibe de aparecer no ataque, até porque tem característica de corredor. Também não sabe jogar mal…
Vicente Rodríguez é o ala esquerdo do Valência e da selecção espanhol. Muito jovem, o jogador de 22 anos é uma peça chave na equipa ché, que ajudou a conduzir ao título. Fez o seu percurso pelo Levante mas percorreu alguns quilómetros até ao Mestalla, onde se impôs, relegando Kily Gonzalez. Muito veloz e tecnicista, Vicente sabe aparecer em zonas de finalização, fazendo uso do óptimo pé esquerdo. Bate bem bolas paradas e será um autêntico perigo para os adversários. Está em grande forma...
O extremo-direito Joseba Etxeberria é outro dos velozes craques espanhóis. Baixo, o atleta de 27 anos é uma eterna promessa do futebol do país vizinho, faltando-lhe apenas a transferência para um clube com outras ambições presentes. O basco é fiel ao Atlético de Bilbao e lá permanece desde 1995, sendo uma das grandes estrelas da equipa ao longo de todos estes anos. Pode actuar num esquema de 4-3-3 mas também sabe jogar em 4-4-2, fazendo dupla com um outro avançado.

Aos 22 anos, o andaluz Joaquin já não é uma promessa, é uma certeza. Estreou-se contra Portugal num amigável de preparação para o Mundial de 2002 e marcou presença na prova da Coreia e do Japão. Os espanhóis comparam-no a Figo mas o jogador do Bétis não se deixa levar, mesmo sendo vítima do assédio dos melhores clubes europeus. Continua a evoluir e será um dos grandes craques do futebol internacional daqui a uns tempos. Para já, pode muito bem ser titular na equipa de Iñaki Saez.
Disputado por Barcelona e Real Madrid, o médio Xabi Alonso da Real Sociedad é uma opção muito credível para jogar com Baraja no centro do terreno espanhol. Fez duas épocas fenomenais no seu clube, distinguindo-se pelo estilo raçudo, um tanto ou quanto impetuoso, que coloca em cada lance que disputa. Dotado tecnicamente, incorpora-se com facilidade em movimentações ofensivas mas é muito disciplinado a defender. Aos 22 anos, é uma das maiores certezas do futebol espanhol mas ainda vai crescer mais.
O "10" galego é Juan Carlos Valéron. O internacional espanhol cumpre a quarta época na Corunha e é indiscutível no conjunto de Irureta. Não é um jogador muito rápido nem marca muitos golos mas distingue-se pela capacidade de passe e pela fluidez que confere ao jogo da equipa. Apesar de não ser um goleador, é um atleta com bom remate. A quantidade de golos saídos dos seus pés é enorme e o futebol da equipa passa quase todo por ele. Esta definição, que se aplica ao papel de Valéron no Depor é extensível ao conjunto de Saez, onde Juan Carlos pode ser fundamental.
Na esquerda também pode estar Luque, um jogador formado como avançado mas que se tem dado muito bem nesta incursão pelo lado esquerdo. A sua formação dá-lhe grande tendência para aparecer na área mas o bom jogo de pés também favorece o seu trabalho como flanqueador. Um senão pode estar no auxílio defensivo, que é reduzido. Versátil, joga em qualquer local do ataque espanhol e é um dos craques do momento em Espanha, falando-se com insistência da sua mudança para Barcelona, onde nasceu.
Uma das estrelas de 2003/2004, um dos melhores avançados da actualidade, um dos jogadores mais disputados no defeso que se avizinha. Morientes, melhor marcador da Champions, não serve para o Real Madrid mas fez uma época "do caraças" ao serviço do Mónaco. Aos 28 anos, o jogador nascido em Cáceres e lançado pelo Albacete é um dos mais letais homens de área.
Fernando Torres é outro dos exemplos da nova fornada de jogadores espanhóis. Muito cobiçado, o jovem de 20 anos já é a estrela dos cochoneros há algumas temporadas. Goleador nato, de aspecto franzino mas com uma força brutal, Torres estreou-se pela Espanha contra Portugal, no particular jogado em Guimarães a Setembro de 2003. "El Niño" é um avançado móvel, que aparece bem fora da área mas que também consegue jogar entre os centrais. Bom cabeceador, com rematador, Torres é um jogador completo e moderno. Uma estrela!
A estrela:

Raúl Gonzalez Blanco é maior craque do futebol espanhol e o seu maior símbolo desde meados dos anos 90. Aos 26 anos, Raúl já ganhou tudo o que se pode ambicionar mas continua fiel ao Real Madrid, que o projectou ainda muito jovem. Curiosamente, o jogador nascido na capital até começou pelos escalões de formação do grande rival dos merengues, o Atlético de Madrid. Marcou 65 golos na sua primeira temporada ao serviço dos colchoneros mas Gil y Gil eliminou os escalões de formação, o que o conduziu a Chamartin. O resto toda a gente conhece.
O treinador:

Ex-defesa do Barakaldo e do Atlético de Bilbao, o basco Inãki Sáez chegou ao cargo de seleccionador principal de Espanha após a prestação dos comandados de Camacho no Mundial de 2002. Iñaki já estava ligado à Real Federacion e aos escalões de formação, onde atingiu resultados verdadeiramente notáveis. Ganhou o Europeu de sub-21, o Campeonato do Mundo de 1999 e o Europeu de sub-19 de 2002. Levou a Espanha ao Euro 2004 e era isso que lhe pediam. O pior (ou o melhor) está para vir.
O esquema:

Há algumas dúvidas na utilização de Albelda ou Xabi Alonso, sendo que até Xavi pode ser titular. Tudo indica que a ausência de Salgado leve Puyol para a direita, ficando Helguera e Marchena no centro da defesa. À esquerda parece mais credível a hipótese Raúl Bravo. Raúl é certo na frente, supondo-se que a experiência de Etxeberria lhe vale o posto.

Cabeça de série, algo surpreendente, do grupo C, a Suécia fez uma qualificação para o Euro quase perfeita. Uma derrota no último encontro, frente à também qualificada Letónia, não apagou a excelente campanha que os nórdicos realizaram.
O sucesso num grupo de qualificação onde pontificavam, entre outras, as selecções da Polónia, da Hungria ou da Letónia, deixa excelentes indicações dos suecos para um Europeu em grande estilo. E com Larsson de volta, tudo é possível...
Os Convocados:
Andreas Isaksson (Djurgårdens IF) é um jovem guarda-redes que, com apenas 22 anos, já conquistou o lugar na baliza sueca. Foi o mais regular da fase de qualificação, "roubando" o lugar a Magnus Hedman, e pautou-se como um dos pilares da equipa nos derradeiros jogos de qualificação. Os números não enganam, quatro vitória consecutivas da Suécia (antes da derrota no último encontro) sem sofrer qualquer golo.
Se a dupla de seleccionadores optar por um homem mais experiente a defender as redes suecas, esse homem será Magnus Hedman. O jogador, de 31 anos, tem um currículo vasto, mas as lesões nunca o deixaram brilhar como pretendia. Joga actualmente no Ancona de Itália, tendo passado anteriormente pelo Coventry (onde atingiu o auge da carreira) e pelo Celtic de Glasgow, mas as lesões cedo ditaram a sua saída da equipa escocesa.
A outra opção para a baliza sueca é Magnus Kihlstedt (FC København). É claramente a terceira escolha dos técnicos suecos, mas, ainda assim, está à espera da oportunidade de conseguir a sua primeira participação numa prova de tão grande importância.

O quarteto defensivo sueco está bem definido. Olof Mellberg é a figura. Actual "Futebolista Sueco do Ano", o central do Aston Villa é já uma certeza do futebol europeu. Tem 27 anos e é já cobiçado por alguns dos grandes clubes europeus. A sua estreia pela selecção sueca ocorreu em Fevereiro de 2000, frente à Itália, e desde aí não mais deixou de ser um indispensável para a dupla técnica. Foi o único jogador sueco a jogar todos os minutos da fase de qualificação e capitaneou a equipa durante a maioria dos encontros. Muitas vezes utilizado como lateral, o central é uma aram importante na coesão defensiva desta selecção, sem dúvida um dos seus pontos mais fortes.
Excelente perfil para um atleta que começou (e quase acabou) no ténis.
Ao lado de Mellberg vai estar Teddy Lucic. O central do Bayer Leverkusen conquistou a titularidade durante a fase de qualificação e, desde aí, não mais a largou. Duro e senhorial, Lucic faz do seu poder físico um trunfo com o qual os adversários vão ter de lidar. A eficácia da dupla de centrais suecos ficou bem comprovada na fase de qualificação, onde em 6 jogos sofreu apenas dois golos.
O central, filho de pai croata, é um trunfo importante para os nórdicos, sobretudo porque se adapta muito bem a posições mais adianatadas no terreno.
No lado direito da defesa deverá estar Michael Svensson, lateral do Southampton de Inglaterra. O jovem defesa, que também pode actuar na esquerda e até no centro do terreno, tem sido uma aposta ganha do comando técnico sueco e parece um elemento seguro no sector recuado dos nórdicos. Poderá ser a estreia de Svensson numa prova deste calibre, mas o lateral promete não desiludir aqueles que apostaram nele.
Erik Edman (SC Heerenveen) vai ser o defesa esquerdo da Suécia. Aos 25 anso, Edman já conseguiu um dos objectivos que definiu para a sua carreira: ser internacional pelo seu país. A vinda a Portugal é conseguida após um punhado de excelentes exibições ao serviço da equipa sueca, tendo agarrado o lugar durante a fase de qualificação. O jovem lateral já tentou a sorte em várias ligas da europa, mas os resultados não foram os esperados. Passou por Itália, onde vestiu a camisola do Torino, e pela Alemanha, onde actuou pelo Karlsruher, em duas experiências que não resultaram. Agora na Holanda espera relançar a sua carreira, tendo (ainda) muita margem de progressão.
As outras opções defensivas da dupla de seleccionadores para a equipa nacional sueca consistem em mais quatro defesas. Petter Hansson (SCHeerenveen) e Andreas Jakobsson (Brøndby IF), são opções muito viáveis para o centro do terreno. Os dois jogadores, já com alguma experiência ao serviço da selecção sueca, são os substitutos naturais da dupla de centrais titular. Ainda assim, quer Hansson quer Jakobsson podem actuar noutras posições, ao nível defensivo, onde poderão também fazer a diferença.
Johan Mjällby (Celtic FC) é já um veterano nestas andanças. O jogador, de 33 anos, pode ser utilizado quer a central quer a médio defensivo, mas não deve ser um titular indiscutível desta equipa. As últimas épocas de Mjällby têm sido afectadas pelas lesões do jogador, que o têm impedido de estar ao mais alto nível na europa. É, mesmo assim, um valor seguro do futebol sueco e promete ser uma dor de cabeça "saudável" para a equipa técnica nacional.
Erik Wahlsted (Helsingborgs IF) é o menos conhecido dos seleccionados para a selecção sueca no Euro. O jovem defesa tem actuado no campeonato sueco e surge como uma surpresa na convocatória de Lagerbäck e Soderberg. No entanto, as boas exibições no campeonato sueco dão boas indicações do jogador, que promete ser uma opção forte para o sector recuado da Suécia.

O meio campo sueco está entregue a quatro elementos. Anders Svensson é um "intocável" nesta selecção. O médio do Southampton é uma das figuras da equipa e mostrou-o durante a fase de qualificação. Falhou o primeiro encontro, mas não mais saiu do onze da equipa sueca. Marcou dois golos (na vitóri frente à Polónia), e cotou-se como um dos elementos mais importantes da equipa. Tem conseguido épocas ao mais alto nível, só ofuscadas pela presença do clube inglês em lugares menos "honrosos", mas é considerado um dos melhores médios ofensivos do futebol britânico. Resta acrescentar que foi ele que marcou o golo que eliminou a selecção argentina do último mundial, num espentoso remate a mais de 25 metros da baliza.
Ao lado de Svensson vai estar, de certeza, Fredrik Ljungberg. O médio do Arsenal é uma das estrelas da companhia e promete brilhar bem alto no torneio do nosso país. Apesar da época menos conseguida, algo afectado por lesões, o médio sueco é uma das peças importantes da equipa de Arséne Wenger, sendo um jogador muito atractivo para alguns dos grandes clubes do velho continente. Ljunberg aposta na rapidez e na eficácia como pontos forte da sua posição, sendo um jogador que marca habitualmente muitos golos pelas equipas onde actua. E qual será a cor de cabelo que vai trzaer até nós?
Mikael Nilsson (Halmstads BK) é um dos poucos convocados que ainda joga no futebol sueco. O médio distribuidor, joga bem na direita e no centro do terreno, e deverá fazer parte do quarteto do meio-campo sueco. Aos 26 anos, Nilsson é um valor do futebol nórdico, mas ainda não convenceu o resto da Europa. A seu favor estão as boas exibições que realizou em alguns jogos de qualificação, tendo marcado também alguns golos. Falta-lhe ainda um pouco de experiência ao mais alto nível. A ver vamos como se sai.
O Homem que falta no meio do terreno sueco é Kim Källström. O jogador do Stade Rennais, de França, é ainda muito jovem, mas muitos já o apontam como um futuro talento do futebol sueco. Aos 21 anos ainda não convenceu toda a gente, mas espera-se que apareça com regularidade no meio campo da Suécia durante o Europeu, para gáudio dos seus (muitos) fãs franceses. É ainda um jogador que pode fazer bem o meio campo defensivo, mas também posições mais avançadas no terreno.
Os outros médios seleccionados são Pontus Farnerud (RC Strasbourg), jogador jovem, que, após um início de carreira muito promissor, tem defraudado algumas expectativas. Ganhou fama no Mónaco, quando ainda jogava compo defesa, mas foi no Estrasburgo que conseguiu afirmar-se. Ainda assim, não deve ser titular na equipa sueca.
Tobias Linderoth é o médio trabalhador desta equipa. Actualmente a jogar em Inglaterra, no Everton, Linderoth é apontado como um possível titular, sobretudo após algumas exibições em jogos recentes, mas falta-lhe o "estofo" de actuar em provas grandes. É um jogador que preenche o meio-campo defensivo, senndo muito útil para colmatar eventuais falhas de outros colegas. Tem sido comparado a Stefan Schwarz, mas falta-lhe o carisma que a antiga estrela da Suécia e do Benfica possuía.
Rápido, irrequieto e tecnicista são algumas das características que melhor definem Christian Wilhelmsson. O jogador do Anderlecht é um médio que joga bem como ala, mais no meio do terreno ou até como lateral. Apesar de ter estado em bom nível no campeonato belga, ainda não deve ser agora a sua chegada à titularidade na equipa nacional. Fica como opção, bem forte, para ser utilizado como "arma secreta" por Lagerbäck e Soderberg.
O outro médio é bem conhecido dos portugueses. Anders Andersson deve ficar no banco, mas é também uma boa opção para o meio campo sueco. O jogador do Belenenses (emprestado pelo Benfica) tem como principais características a dedicação e o empenho que põe em cada partida. Dá tudo em campo, mas falta-lhe evoluir ao nível técnico e táctico. Tem outro ponto forte que é o de não ter medo de rematar à baliza. Chuta, muitas vezes, e consegue fazer bastantes golos, mas não tem conseguido agarrar as oportunidades que tem tido. Nem na selecção nem no Benfica...

O ataque é outro dos pontos fortes desta selecção. Apesar de não ser uma equipa muito concretizadora, é muito eficaz e tem homens na frente capazes de fazer a diferença.
Um deles é Henrik Larsson, jogador que dispensa apresentações. Podia ser considerado a figura da equipa, mas o seu afastamento temporário da selecção deixaram-no fora de grande parte da fase de qualificação. O avançado, que está de saída do Celtic, é adorado na Escócia, onde foi sucessivamente o artilheiro do acampeonato. Tem como pontos fortes a velocidade e o excelente jogo de cabeça, mas é conhecido por ser um jogador mortífero na área. Sempre muito eficaz, Larsson promete voltar em grande no europeu, sobretudo porque pretende um bom contrato com o seu próximo clube. Fala-se no interesse do Benfica, será?
Marcus Allbäck (Aston Villa FC) é outro dos elementos principais do ataque sueco. O jogador, de grande porte atlético, tem também na feicácia um trunfo, e promete ser " uma dor de cabeça" para a dupla de treinadores suecos. Tem sido uma das figuras do ataque sueco nos últimos jogos, sobretudo nos jogos amigáveis de preparação, tendo apontado dois tentos no último encontro frente à Finlândia. No entanto, face à dupla Larsson Ibrhimovich a concorrência é muito forte, e não deve ser titular.
Mattias Jonson é um jogador da frente de ataque. Joga como médio, como avançado e como ponta de lança, tornando-se um elemento fundamental no clube onde joga actualmente, o Brondby. Tem estado em boa forma na selecção, com muitos golos marcados, e jogou em todos os encontros da fase de qualificação. Fica como opção, mas deve ser utilizado com regularidade durante o europeu.
A estrela:

Zlatan Ibraimovich é um jogador de temperamento forte. Ponta de lança mortífero, faz da técnica uma das suas armas, mas é o seu pontapé que assusta. Tem grande capacidade de segurar a bola, e faz uso da sua estatura para se impôr face aos adversários. Tem apenas 22 anos, mas é já uma certeza do futebol europeu. Os muitos golos que marca, ao serviço do Ajax, já despertaram a atenção dos grndes clubes europeus, mas o clube holandês só aceita cedê-lo a troco de muitos (mas mesmo muitos) euros.
Se brilhar no Euro, e tudo aponta para isso, deverá voltar a ser falado para clubes como a Juventus, o Arsenal ou o Barcelona, mas Zlatan continua a dizer-se "apaixonado" por Amsterdão. A dupla com Larsson na frente de ataque sueca promete ser terrível e, quem sabe, a mais forte do próximo europeu.
Os selecionadores:

Esta é uma das curiosidades da selecção sueca. É uma das poucas equipas do futebol actual que possui uma dupla de treinadores. Tommy Söderberg e Lars Lagerbäck são muitas vezes chamados de gémeos, "um corpo com duas cabeças" e foram eles que levaram a Suécia à fase final de um mundial e dois europeus. No entanto, a dupla vai separar-se no fim do campeonato da Europa, já que Soderberg vai abandonar o cargo de seleccionador. O mais visível da dupla vai deixar Lagerback sozinho, mas este promete continuar a trabalhar com a federação sueca. Só não se sabe se vai ser como seleccionador.
A táctica:
4-4-2


Depois da boa campanha feita no Oriente, as expectativas em relação à selecção inglesa eram elevadas. Na qualificação rumo a Portugal, a equipa de Eriksson encontrou equipas como a Turquia e a Eslováquia. As contas podiam complicar-se, já que a Turquia havia sido a grande surpresa no último Mundial. Mas os ingleses apesar do empate frente à Macedónia e em terras turcas, venceu as restantes partidas e assegurou a vinda a Portugal. A Inglaterra apresenta-se como uma equipa forte e á procura de reconquistar um lugar no coração dos amantes do desporto rei. Para tal conta com jogadores de elevada qualidade, essencialmente a meio campo e no ataque. A velocidade de Owen e a precisão de Beckham prometem fazer estragos no nosso País.
Os eleitos:
Para defender a baliza inglesa o seleccionador pode contra com David James (Manchester City). O guarda redes tem sido o titular da selecção depois da saída de Seaman. Nascido em 1970, James é bastante atlético e ágil a sair dos postes. No banco de suplentes vão estar Paul Robinson (Leeds Untd.) e Ian Walker (Leicester City FC). O primeiro tem sido a sombra de James e procura um lugar ao sol nos planos do seleccionador. Para tal terá de repetir as exibições que fez na edição de 2001 da Champions League ao serviço do Leeds e o catapultaram para o estrelato. Walker será o terceiro guarda redes.

Na zona defensiva temos alguns indiscutíveis. É o caso de Gary Neville (Manchester United FC) e Sol Campbell (Arsenal FC). O primeiro a actuar no poderoso Man. United deve ocupar o lado direito da defensiva, enquanto Campbell actuará no eixo do mesmo sector. Ambos têm um percurso invejável ao serviço da equipa inglesa.
Mas para a defesa temos ainda o outro irmão Neville, Wayne Bridge (Chelsea FC), Ashley Cole (Arsenal FC) ou John Terry (Chelsea FC). Todos eles nomes bem conhecidos da Premiership inglesa. Sobram Jamie Carragher (Liverpool FC) e Ledley King (Tottenham Hotspur FC). Se Ledley aparece um pouco surpreendentemente na convocatória, já Carragher é um jogador habitualmente chamado e que traz à defensiva uma grande segurança. Mas no sector recuado, o poder ofensivo de Bridge, a juvenialidade de Cole e a garra de Terry, visto como futuro capitão do seu clube e selecção, vão ser factores a ter em conta na hora de Erikson escolher o onze.
No meio-campo, um dos sectores mais fortes da Inglaterra, encontramos as grandes estrelas da equipa. A começar por Frank Lampard (Chelsea FC), que fez uma época brilhante ao serviço do seu actual clube. Rei no meio campo, Lampard é uma peça importante na manobra da equipa onde actua, podendo vir a ganhar um lugar no onze de Eriksson.
Temos ainda Kieron Dyer (Newcastle United FC), Nicky Butt (Manchester United FC) e Owen Hargreaves (FC Bayern München). O primeiro, nascido em 1978, é um médio com uma grande visão de jogo e excelente qualidade de passe. Quanto a Butt, é um jogador de grande combatividade e em 2002 foi a estrela da selecção no Oriente. A sua vasta experiência vai ser aproveitada pelo seleccionador. Já Hargreaves, é um médio que surpreendeu toda a gente ao chegar á Alemanha e conquistar um lugar na equipa do Bayern. A sua juventude não o vai impedir de brilhar neste Europeu.
No miolo do terreno restam Steven Gerrard (Liverpool FC), Paul Scholes (Manchester United FC), e Joe Cole (Chelsea FC). Gerrard é um jogador muito completo e com uma temível meia distância. Detentor de um remate portentoso é, igualmente, Scholes. Habituado a conseguir golos decisivos o jogador nascido em 1974, estreou-se pela selecção em 97 e é um verdadeiro rei das assistências. Joe Cole é um jovem bastante talentoso e vem confirmar a qualidade de uma nova geração no futebol britânico.
No ataque temos Michael Owen (Liverpool FC), Emile Heskey (Liverpool FC), Wayne Rooney (Everton FC) e Darius Vassell (Aston Villa FC). Quatro jogadores de luxo. A começar pela dupla habitualmente titular. Isto é, Owen e Heskey, que se complementam na perfeição. A rapidez e finalização letal de Owen a par do poder físico e imponência de Heskey são factores de sucesso no ataque inglês. Mas para complementar temos ainda o supersónico Rooney e o goleador Vassel. O primeiro chegou à Premiership com 16 anos e apenas dois anos depois já vai estar numa grande competição ao serviço da selecção. Combativo, é um lutador imparável e rapidíssiomo com a bola no pé. Darius Vassel é um caso à parte. A sua veia goleadora permite-lhe assegurar a confiança de Eriksson
A estrela

David Beckham (Real Madrid CF)
Apesar de ser tratado como modelo ou estrela pop, a grande verdade é que Beckham é jogador de futebol. Entretidos a falar da vida privada do jogador, os media esquecem muitas vezes as qualidades que o transportaram até ao patamar actual. Cresceu no Man. Unt e na época transacta rumou ao Real Madrid. As boas exibições de Old Trafford não viajaram para Madrid, apesar disso, o facto de em Espanha jogar mais no centro do meio campo tem feito notar em Beckham um sentido de equipa que por vezes lhe faltou sob o comando de Sir Alex Fergunson. Nascido a 2 de Maio de 1975, Beckham faz da sua precisão na hora do passe e da resistência física as suas principais armas. A realçar há também a veia goleadora em lances de bola parada. Talvez não seja o jogador com mais qualidades futebolísticas na selecção inglesa, porém o seu estatuto de estrela transforma-o na principal figura às ordens de Ericksson.
O seleccionador

Sven-Göran Eriksson é um dos treinadores mais respeitados em todo o mundo. Chegou à selecção inglesa na fase de qualificação para o mundial 2002 e levou a equipa do último lugar no grupo de apuramento para os quartos de final da prova onde perdeu com o Brasil de Scolari. Como jogador foi brilhante e como treinador já alcançou, inclusive, uma Taça UEFA pelo Gotemburgo. Para além disso, o seu sucesso ao serviço da Roma, Benfica, Fiorentina ou Lázio deixam os adeptos ingleses tranquilos. Não obstante as qualidades do sueco, houveram algumas vozes críticas quando o seu nome foi anunciado para o cargo de seleccionador. Vozes que Eriksson pretende calar em terras lusas…
Sistema táctico


À imagem dos sub-21, que venceram a favorita e anfitriã Alemanha e carimbaram o passaporte para as meias-finais, também os sub-20 portugueses conseguiram um resultado positivo, vencendo o Brasil no jogo inaugural do Torneio de Toulon. Os jovens portugueses, detentores do troféu, ganharam por 1-0, com o golo de Édson a ser conseguido muito próximo do intervalo. Vão em frente...
Reforce-se o destaque à prestação portuguesa no Europeu de sub-21, que tinha sido, até ontem, sofrível. A vitória sobre a poderosa Alemanha alimenta novas expectativas de qualificação para os Jogos Olímpicos. Venha esse triunfo no próximo sábado.

Michel Salgado, lateral direito do Real Madrid, já não vem ao Euro. O jogador lesionou-se durante um treino de ontem, no estágio da selecção espanhola em Las Rozas, e o seleccionador Iñaki Saéz optou por substitui-lo.
Para o lugar de Salgado foi chamado Joan Capdevilla, lateral do Deportivo da Corunha. O jogador, de 26 anos, já representou a principal selecção de "nuestros hermanos" por 3 vezes, e fez uma época positiva ao serviço do clube galego.
Ainda assim, a lesão de Michel Salgado é considerada uma baixa de vulto para a equipa espanhola.

Claudio Ranieri, antigo técnico do Chelsea, está muito perto de assinar com o Valência. O treinador italiano, que foi substituído em Londres por José Mourinho, regressa ao comando técnico dos de Mestalla, onde já havia treinado de 1997 a 1999. Logo quando saiu do Chelsea, Ranieri mostrou interesse em treinar o Valência, sobretudo por sentir que seria "um regresso a casa".
O técnico de 52 anos de idade vai substituir Rafa Benítez, que ainda recentemente abandonou o comando técnico do Valência.
O português Carlos Queiroz, antigo técnico do Real Madrid, vai voltar a Manchester para o seu antigo cargo. O treinador português foi convidado por Sir Alex Fergunson para regressar a Old Trafford, como adjunto do manager britânico. Queiroz era cobiçado por outros clubes ingleses, mas a amizade que o liga a Fergunson terá falado mais alto e levou o técnico a aceitar a proposta do Man United.
Em Inglaterra diz-se que Queiroz é um possível sucessor de Fergunson nos comandos técnicos do Manchester United. Será?
Raynald Denoueix já não é treinador da Real Sociedad. O técnico francês foi despedido pela direcção do clube basco, após uma época complicada, onde a Real teve alguma dificuldade em conseguir a manutenção. Denoueix foi o treinador que, há duas épocas, conseguiu a melhor classificação do clube de San Sebastian nos últimos 15 anos.
O substituto desejado pela equipa basca é o também basco Jose Maria Amorrortu, actual treinador do Eibar.

Está escrita mais uma página de ouro no futebol português. Depois de ter perdido com a Suécia e ter empatado com a Suiça a equipa nacional de sub-21 venceu a equipa anfitriã e carimbou o passaporte para as meias-finais do Europeu da categoria. Com um conjunto recheado de bons valores, a nossa selecção ainda não tinha conseguido provar o seu real valor. Mas ontem tudo foi diferente, a começar pela atitude. Foi uma exibição cheia de alma e coração em que os nossos jogadores não quiseram desiludir os portugueses nem… Gilberto Madaíl, que tecera inúmeras críticas após a derrota com a Suécia. A vitória por 2-1 sobre a Alemanha e a ajuda da Suécia que venceu a Suiça por 3-1, mantiveram intacto o sonho Olímpico.
A equipa nacional entrou para esta última partida ciente das dificuldades inerentes ao facto de ter pela frente o anfitrião da prova. Para além disso a Suiça não podia vencer a Suécia. Sem Hugo Viana e com um inspirado Carlos Martins (homem do jogo), os portugueses controlaram grande parte da primeira parte. Até que Hugo Almeida, a passe de Jorge Ribeiro, fez um chapéu perfeito ao guardião germânico e punha os portugueses a sonhar. Mas por esta altura a Suiça também marcava e deixava Portugal de fora. Como se isso não bastasse a Alemanha viria a fazer o empate num lance infeliz de João Paulo.
Para a segunda parte, a nossa equipa vinha para o campo com ordens claras para atacar. A lesão de Hugo Almeida complicava as contas a José Romão. Mas Lourenço entrou bem no jogo e fez, a dez minutos do fim, um golão. Portugal estava nas meias-finais, já que, a forte Suécia vencia a Suiça. João Pereira e Pedro Oliveira ainda trouxeram alguma dinâmica ao ataque português, mas a palavra de ordem era defender, de preferência com qualidade.
A lamentar os cartões amarelos vistos por Lourenço, Carlos Martins e Raul Meireles, que os impede de alinhar na próxima partida. A realçar ainda a espectacular exibição de Moreira, e José Romão bem pode agradecer ao jovem guarda-redes, já que, fez uma mão cheia de defesas impossíveis. Portugal esteve muito bem a defender (à excepção do golo sofrido) e atacou com qualidade. Quando ninguém esperava desferiu o golpe fatal à Alemanha e confirmou a sina deste grupo de jogadores talhados para sofrer até ao fim… relembre-se o play-off frente à França.
Portugal está agora a uma vitória dos Jogos Olímpicos de Atenas, e a duas do sonho…

A selecção portuguesa de sub-21 está nas meias finais do Campeonato da Europa da categoria. No jogo em que tudo se decidia, Portugal bateu a equipa alemã, a jogar em casa, por 2-1. A selecção das quinas beneficiou também da derrota da Suíça frente à selecção sueca por 3-1, resultado que permitiu a conquista do 2º lugar para os portugueses.
A selecção marcou primeiro por Hugo Almeida (já leva 3 golos no torneio), sofreu o empate e garantiu a qualificação aos 78 minutos, num excelente golo de Lourenço.
Portugal vai agora defrontar a selecção italiana, no próximo Sábado, em Bochum, na primeira meia-final do torneio. O vencedor do encontro carimba, desde logo, o passaporte para os Jogos Olímpicos de Atenas.

Uma das favoritas à vitória final no Euro 2004. A República foi primeira no seu grupo de qualificação e figurou como cabeça-de-série no sorteio para a prova deste ano. Inserida no antigo Bloco de Leste e unida à Eslováquia, a Checoslováquia foi finalista do Mundial de 62, terceira nos Europeus de 1960 e 80 e vencedora em 1976. Contudo, a equipa que triunfou na Jugoslávia era maioritariamente composta por atletas eslovacos. O futebol checo recompôs-se com a queda do Muro de Berlim mas a Liga da República Checa só começou em 1994. Desde então, o Sparta de Praga venceu 8 campeonatos, sendo também o maior responsável pela emergência de alguns craques checos, que actuam nos melhores campeonatos da Europa. A República Checa de hoje ainda conta com algumas das estrelas que brilharam em 1996, no Europeu de Inglaterra. Vencida pelo “golo de ouro”, a geração de atletas nascida nesse ano tem dado que falar no futebol do velho continente. Não obstante essas mais-valias, a selecção checa ficou-se pela fase de grupos em 2000, superada pela Holanda e pela França. A equipa acabou por vencer a Dinamarca no desafio final, fugindo ao último lugar no grupo. Mas até onde irão em Portugal?
Os eleitos:
A baliza checa pertence a Petr Cech, um dos mais promissores guarda-redes do futebol europeu. Cech acaba de completar 22 anos e actua no Rennes, equipa da Ligue 1 francesa treinada por Lazslo Boloni. Lançado pelo Sparta de Praga, o guardião completou a segunda época em França mas parece preparar-se para outros voos. O Chelsea já suspira por ele há muitos meses e as suas qualidades não passam despercebidas. Ainda muito jovem, Cech foi titular da selecção sub-21 que venceu o Mundial de 2002 da categoria, disputado na Suiça. Será o escolhido de Bruckner para defender as redes da República Checa no Euro 2004.
As alternativas a Cech passam por Jaromir Blazek e Antonin Kinsky. O primeiro defende a baliza do Sparta de Praga, deixada vaga após a saída do actual jogador do Rennes. Blazek tem 31 anos mas nunca singrou no Sparta até à saída de Cech. O seu percurso futebolístico é longo e inclui passagens pelo Slavia e Bohemians de Praga, assim como pelo Viktoria Zizkov e o Pribram. Natural de Brno, Blazek é o segundo guarda-redes da República Checa.
Antonin Kinsky é a outra opção para a baliza. O guardião de 29 anos mudou-se recentemente para o futebol russo, mais concretamente para o FC Saturn. Começou, contudo, no Pribram, passando depois seis vistosas temporadas ao serviço do Slovan Liberec.
Aos 24 anos, Zdenek Grygera é uma das certezas do futebol checo. Nascido na Macedónia, o agora jogador do Ajax teve um percurso formidável pelos campeonatos do país que o acolheu. Com efeito, aos 17 anos já alinhava no Zlin, donde saltou para o Drnovice. Passou duas épocas no clube mas transitou para o Sparta de Praga em 2000. Passou lá três temporadas e cativou a atenção do Ajax, célebre na captação de jovens jogadores. Não tem desiludido na passagem pela Holanda e a presença nesta selecção checa é disso a melhor prova. Preferencialmente defesa-central, Grygera também pode actuar sobre a direita.
Titularíssimo no centro da defesa é Tomas Ujfalusi. O jogador de Rymarov é, aos 26 anos, uma das principais peças do Hamburgo, equipa que milita na Bundesliga alemã. Desde 2000 que Ujfalusi actua na Alemanha, proveniente do Sigma Olomouc. Tem sido opção nos últimos anos e não é crível que Bruckner o dispense do onze titular.
Aos 22 anos, Tomas Hubschmann é outra das referências do futebol de formação checo. Cresceu no Sparta de Praga e afirmou-se no clube desde 2001, quando entrou definitivamente no plantel do maior clube do país. As passagens, por empréstimo, pelo Zlin e pelo Jablonec fizeram dele um central rodado, com capacidade para assumir um lugar no onze do eterno campeão da República Checa. É um óptima opção para o centro da defesa.
Aos 30 anos, René Bolf é mais um central escolhido por Karel Bruckner. Experiente, Bolf não costuma ser titular na selecção checa mas tem um percurso no futebol do seu país que fala por ele. Formado no Banik Ostrava, teve uma fugaz passagem pelo Karvina (onde rodou por uma temporada) e uma experiência, de dois anos, no Sparta de Praga. Nem sempre foi titular no clube da capital e voltou a Ostrava, onde recuperou a posição no centro da defesa.
Pavel Mares é alternativa para o lugar de defesa-esquerdo. Passou três anos no Zlin e quatro no Bohemians de Praga, rumando depois ao maior clube do país. Esteve época e meia no Sparta mas raramente convenceu o staff técnico do T Arena, rumando para a Rússia e para o Zenith de São Petersburgo. Tem vingado no país dos czares e é, como tal, uma opção para Bruckner. Não deve ser titular mas o seleccionador sabe que pode contar com o jogador de 28 anos.
Outro dos jovens craques checos é Martin Jiranek, que actua na Reggina de Itália desde 2000. Nasceu na capital da República Checa mas é em terras transalpinas que tem dado nas vistas. Titular na direita do clube italiano, Jiranek pode muito bem ser a escolha para essa posição durante o Euro 2004. Jovem, o defesa de 25 anos aguarda pela prova para, quem sabe, dar o salto.
David Rozenhal só chegou à selecção nos últimos meses. Nunca deu nas vistas enquanto esteve na República Checa mas a ida para Brugge celebrizou-o. Fez o seu percurso de formação no Sigma Olomouc mas até passou duas épocas na equipa B. Aos 23 anos, foi contratado pelo Club Brugge, que havia conquistado o título na temporada anterior. Não deve ser titular durante o Euro 2004.
À semelhança de Jiranek, Jankulovski precisou de ingressar no futebol italiano para dar nas vistas. Costuma actuar a defesa-esquerdo mas até pode subir no terreno, à imagem do que acontece na Udinese, clube que representa desde 2002. A equipa de Udine acolheu-o após duas épocas de sonho ao serviço do Nápoles. Será titular, até porque é, aos 27 anos, um dos mais internacionais da defesa checa.

Tomas Galasek é o médio de características mais defensivas dos eleitos por Bruckner. O jogador de 31 anos deve ser o escolhido para actuar à frente dos centrais, sendo que as características também lhe permitem construir jogo. Actua no Ajax desde 2000 mas principiou a aventura holandesa no ano de 1996, ao serviço do Willem II. O seu percurso pelo futebol checo resume-se ao Banik Ostrava, onde jogou desde 1991.
Aos 22 anos, o checo Jaroslav Plasil é uma alternativa altamente viável para o meio-campo. Está no Mónaco desde 2001 mas passou a última época emprestado ao Créteil. Fez-lhe bem! É um atleta muito cumpridor e muito evoluído tecnicamente, que sabe aparecer à direita e à esquerda, tanto para solicitar os companheiros como para concluir lances ofensivos. Tem bom remate de fora. Não deve ser titular mas é uma aposta altamente credível.
Karel Poborsky é bem conhecido do público português. Começou por evidenciar-se em 1996, quando eliminou a nossa selecção do Europeu de Inglaterra. Ano e meio mais tarde era contratado pelo Benfica. Estreou-se nas Antas e foi um dos jogadores mais consistentes do plantel encarnado entre 97 e 2000, ano em que assinou pela Lázio de Roma. Actualmente com 32 anos, Karel actua no maior clube checo, o Sparta de Praga. Ele que até se notabilizou ao serviço do rival Slavia, tendo ainda passagens pelo Viktoria Zizkov e o Ceske. Deve ser titular na faixa direita do meio-campo de Bruckner.
Tomas Rosicky é essencial ao jogo da República Checa. Aos 23 anos, Rosicky tem uma posição consolidada no futebol europeu, sendo unanimemente considerado como um dos melhores organizadores de jogo do velho continente. Foi lançado na equipa principal do Sparta de Praga aos 17 anos e cedo deu nas vistas, justificando a contratação, em 2000, pelo Borussia de Dortmund.
Vladimir Smicer foi outro dos jogadores nascidos no Euro 96. Actua em qualquer posição do ataque, preferencialmente nas alas, e tem velocidade para dar e vender. Pode ser um desequilibrador e Bruckner contará com ele para fazer a diferença. Aos 31 anos, Smicer vive dias complicados em Liverpool, sendo que até deve abandonar ao clube que o acolheu em 1999, após três anos ao serviço do Lens. Começou a carreira no Slavia de Praga, em 1992.
A hipótese menos viável para o meio-campo é Roman Tyce, jogador do Munique 1860. Aos 27 anos, Tyce vive o melhor momento da carreira mas até passou pela equipa B do clube alemão. Formando no Sparta de Praga, foi no Slovan de Bratislava que deu nas vistas, transferindo-se para Munique na temporada seguinte.
O centro do terreno termina com a análise a Stepan Vachousek, médio do Olympique de Marselha. Outro atleta versátil, que actua preferencialmente no centro mas que também pode descair para as faixas. Aos 24 anos, Vachousek cumpre a primeira época em Marselha, depois de ter representado o Teplice e o Slavia de Praga.
Milan Baros é a mais jovem aposta para o ataque mas nem por isso a menos provável. O checo ex-Banik Ostrava deve mesmo ser titular durante o Euro 2004, sendo que tal facto apenas depende do esquema escolhido por Bruckner. Baros foi contratado pelo Liverpool em Janeiro de 2001 mas só ingressou no clube em 2002/2003. Apesar da titularidade lhe fugir em Anfield, é um jogador muito móvel, que joga bem dentro de área mas que se sente melhor com disponibilidade para actuar em toda a frente de ataque. Veloz, Milan possui bom tiro exterior.
Quem tem substituído Baros no Banik Ostrava é Marek Heinz, avançado de 26 anos ex-Bielefeld. A experiência alemã não correu muito bem para este atleta, formado no Sigma Olomouc. Não deve ser titular mas é uma alternativa a Jan Koller ou Milan Baros.
Titularíssimo será o gigante Koller, jogador do Borussia de Dortmund. Ponta-de-lança possante, o mais desatento estranhará os recursos técnicos deste atleta, que até nem é nenhum tosco. Chegou a Dortmund em 2001, após cinco épocas fabulosas na Bélgica, primeiro ao serviço do Lokeren, depois com a camisola do Anderlecht. Jogou no Sparta em 1994 e 1996. Tem 31 anos.
Matusovic também actua no Banik Ostrava, tal como Heinz. Aos 23 anos, Miroslav é mais um exemplo da escola de avançados de Ostrava. Possante mas versátil, Matusovic será mais um avançado à espera da oportunidade para brilhar.
Se Koller tivesse um gémeo seria Lokvenc, gigante ponta-de-lança de 30 anos. Companheiro de Dominguez no Kaiserslautern, Lokvenc encontrou o FC Porto na Liga dos Campeões, quando actuava no Sparta de Praga. Actuou no clube da capital desde 1994, Lokvenc apareceu ao mais alto nível em 1992, actuando pelo Hradec Kralove.
A estrela:

Pavel Nedved, médio europeu de 2003. Mais um craque divulgado pelo Euro 96! Até então jogara no Sparta de Praga mas o excelente europeu abriu-lhe o acesso ao futebol italiano. Passou cinco anos brilhante na Lázio, onde ganhou a Série A e a Taça das Taças. Contratado pela Juventus em 2001, foi finalista vencido da Champions em 2003 e reconquistou o scudetto. Aos 31 anos, Nedved é um jogador brilhante, que tanto actua no centro como na ala esquerda do ataque.
O treinador:

Karel Bruckner assumiu o comando da selecção checo após o fracasso do apuramento para o Mundial de 2002. Fê-lo com mestria, levando a sua equipa a uma série fabulosa de 17 jogos sem perder. Primeira no Grupo 3, que relegou a Holanda para os play-off, a República Checa chegou ao Euro 2004 na condição de cabeça-de-série. Actualmente com 64 anos, Bruckner transitou dos sub-21, que conduziu ao título mundial e ao segundo lugar do pódio europeu.
O esquema:
Bruckner deve manter o esquema com 4 defesas, usado durante a qualificação. Ultimamente tem testado 3 centrais mas a opção não tem surtido efeito, pelo que a aposta deve mesmo recair no 4-4-2. Também é possível que se prescinda de um avançado.


A temível armada espanhola que costuma dominar os torneios de terra batida está já afastada de Roland Garros. Contudo, foi substituída por outra importante escola de ténis jogado sobre o pó de tijolo. A Argentina pode ter 3 jogadores nas meias-finais do Grand Slam francês e preencheu metade dos 8 finalistas da prova. Se Guillermo Coria já está na penúltima ronda (venceu Moya em três sets), Gaston Gaudio e David Nalbandian tentam, no dia de hoje, igual sorte. O primeiro encontra um motivado Lleyton Hewitt, o segundo defronta o carismático Gustavo Kuerten, que espera repetir os êxitos de 97, 98 e 2001. Tarefa complicada para Nalbandian, um jogador que apareceu no Estoril Open de 2002, vencendo-o. A grande surpresa tem sido mesmo Tim Henman, britânico especialista em pisos rápidos e que nunca se deu bem com os ares de Roland Garros. Ainda não encontrou nenhum adversário verdadeiramente complicado mas a verdade é que já está nas meias-finais.
No quadro feminino, Myskina arrumou com Venus Williams, enquanto Capriatti eliminou Serena. Paola Suarez e Dementieva são as outras semifinalistas.

O sorteio ditou a presença da selecção gaulesa no grupo C, onde vai ter a companhia da Inglaterra, Croácia e Suiça. Campeões do Mundo em 98 e Campeões europeus em 2000, a turma comandada por Santini quer, em terras lusas, apagar a má imagem deixada no Mundial da Coreia e Japão. E, para já esse objectivo tem sido conseguido, já que, a França efectuou uma fase de qualificação absolutamente imaculada. Mesmo com a oposição da Eslovénia ou Israel, os campeões da Europa não averbaram qualquer derrota e demonstraram sempre muito bom futebol.
O facto dos franceses, apesar de serem detentores do Euro, se terem visto obrigados a fazer a qualificação, pode ter jogado a favor da equipa de Santini que conseguiu recuperar o que supostamente perderam no Oriente. Com uma defesa extremamente sólida e veloz, com um ataque absolutamente letal e com Zidane a comandar, os gauleses são sem dúvida alguma grandes candidatos à vitória no Euro 2004...
Os eleitos:
Na baliza francesa não restam grandes dúvidas, já que, Barthez (Olympique de Marseille) será o guarda redes titular, relegando para o banco Coupet ( Lyon) e Mickaël Landreau (FC Nantes Atlantique). A grande qualidade de Fabien Barthez permitiu-lhe chegar à selecção gaulesa em 1994, contudo só em 96 assumiu a titularidade. Neste Europeu procura certamente repetir as excelentes exibições do França 98, no qual, apenas sofreu 2 golos em toda a prova. A elasticidade, reflexos e bom tempo de saída dos postes, são as principais caracteristicas do internacional francês. Apesar da sua infeliz passagem por Old Trafford, o guardião vive agora bons momentos no Olympique de Marseille.
O lado direito da defesa está entregue a Lilian Thuram (Juventus FC). O francês é sem dúvida um dos melhores na sua posição, sendo que, pode muito bem ser usado no eixo da defensiva. A sua rapidez e objectividade permitem-lhe ganhar muitos lances aos adversários directos. É um indiscutivel nesta selecção.
No eixo na defesa encontramos Marcel Desailly (Chelsea FC) e William Gallas (Chelsea FC). Os dois jogadores da equipa londrina são sinónimo de segurança naquele sector. Se Desailly é um velho conhecido destas andanças internacionais, já Gallas, nascido em Asnières em 1977, é bem menos experiente. "O Professor" Desailly ensinou-lhe muita coisa e actualmente formam uma dupla de extrema qualidade em Stamford Bridge. Apesar de não parecer, Gallas é um jogador possante e autoritário na hora de defender.
Para o mesmo sector encontramos ainda Alain Boumsong do AJ Auxerre . Nascido nos Camarões, o central é extremamente rápido, possante e detentor de uma excelente qualidade de passe. No banco de suplentes vai ter certamente a companhia de Willy Sagnol (FC Bayern München). Em 2000 o Bayern Munique pagou 6.3 milhões de euros pelo combativo defesa que em muito contribuiu para o sucesso do clube nessa temporada. É também uma opção de qualidade, podendo actuar tanto à direita como ao centro da defensiva gaulesa.

Para o lado esquerdo do sector mais recuado francês, temos Bixente Lizarazu (FC Bayern München) e Mikaël Silvestre (Manchester United FC). Aqui, temos uma dor de cabeça "saudável" para Santini. A polivalência de Silvestre a par das boas exibições em Inglaterra não serão, contudo, suficientes para relegar Lizarazu para o banco de suplentes.
Olivier Dacourt (AS Roma), Claude Makelele (Chelsea FC), e Patrick Vieria (Arsenal FC) vão ser os operários de um meio campo recheado de classe. O jogador da Roma, Dacourt não deverá ser titular, contudo, a sua qualidade é mais do que evidente. Extremamente perigoso em lances de bola parada e irredutível nas marcações, o médio da Roma estreou-se pela selecção gaulesa em 2001 e apenas jogou noventa minutos na fase de qualificação... terá de esperar se quiser "roubar" o lugar a Vieira ou Makelele.
Quanto a Makelele pouco há a acrescentar. A sua qualidade e espírito de sacrifício falam por si. Qualidades que o levaram a saír do Real, onde levava a equipa às costas a troco de metade do ordenado de muitas das estrelas que apenas corriam do meio campo para a frente. Actualmente no Chelsea, Makelele é uma peça fundamental no meio campo gaulês.
Nascido no Senegal, de onde saiu com 7 anos, Patrick Vieira é um dos meio-campistas mais respeitados do mundo. Do Milan, onde apenas jogou 4 jogos, viajou até terras de Sua Majestade e, ao serviço do Arsenal, tem brilhado ao mais alto nível.
Jérôme Rothen e Ludovic Giuly são dois monegáscos à procura de um lugar ao sol na equipa de Santini. Os dois finalistas da Liga dos Campeões são jogadores de extrema qualidade que podem muito bem substituir qualquer um dos indiscutíveis do meio campo gaulês. Giuly é o capitão do Mónaco e é um médio ofensivo bastante trabalhador. Para além disso possui uma visão de jogo fora de série, tendo sido um dos grandes obreiros da época de sonho da sua actual equipa. Apesar de ter estado entre os convocados, uma lesão atirou-o para fora deste Euro. Em sua substituição veio Sidney Govou do Lyon. Perdeu-se magia e visão de jogo mas ganhou-se rapidez e eficácia. Govou é um jogador fantástico... que o digam os defesas do FC Porto. Rothen é uma das novidades para este Euro-2004. Como tantos outros, este é um talento à procura de se afirmar nesta grande competição. O médio esquerdo é veloz e possuidor de um extraordinário pé esquerdo. Estreou-se na selecção em Março de 2003, tendo começado a dar nas vistas no Troyes, de onde saiu para o Mónaco por qualquer coisa como 4.5 milhões de euros.
Para o meio-campo encontramos ainda Benoît Pedretti (FC Sochaux Montbéliard). Apesar de vir de um clube modesto, o médio estreou-se pela selecção a 20 de Novembro de 2002. Apesar disso já não é chamado aos trabalhos na equipa gaulesa desde Fevereiro de 2003. O médio nascido em 1980 é um jovem de muita qualidade que não tem dúvidas em afirmar que a sua chamada ao Euro é um prémio para o trabalho que tem vindo a desenvolver no Sochaux.
Restam Robert Pires (Arsenal FC) e Zinedine Zidane (Real Madrid CF). Estes dois jogadores dispensam apresentações. Se o jogador do Arsenal é uma peça fundamental do lado esquerdo do meio-campo, sendo mortífero na hora de atirar à baliza, já Zidane é "apenas" um dos maiores jogadores de sempre na sua posição. Possuidor de uma classe e talento fora de série, o francês não se escusa a ajudar os companheiros da defensiva quando necessário. É o número 10 mais completo da actualidade. Fabuloso!
No ataque dos gauleses encontramos Steve Marlet (Olympique de Marseille), Louis Saha (Manchester United FC), David Trezeguet (Juventus FC), Sylvain Wiltord (Arsenal FC) e Thierry Henry (Arsenal FC). Mas vamos por partes. Steve Marlet é uma revelação do futebol francês. Foi a contratação mais cara do Fulham: 16 milhões de euros e apesar do insucesso em Inglaterra o avançado tem sido uma das estrelas mais brilhantes da sua actual equipa. Saha, nascido em 1978, é um produto da afamada academia francesa de Clairfontaine. Veloz, possante e tecnicista o avançado já conquistou Old Trafford onde actua desde Janeiro deste ano. Quanto a Trezeguet e Wiltord, são velhos conhecidos. O primeiro faz com Henry uma dupla temível. Rápido, objectivo e eficaz é por muitos tratado como o "Trezegol". Wiltord, chegou a estar em risco para este europeu mas vai poder contribuir com a sua velocidade e imprevisibilidade neste Euro-2004. A sua presença no onze pode levar Santini a repensar o habitual 4-4-2.
A estrela

Nascido em 1977, Thierry Henry (Arsenal FC) é a estrela desta selecção. A sua influência nesta momento pode muito bem ser superior à de Zidane. Com uma rapidez do outro mundo, uma técnica incrível e um poder de finalização temível, o avançado do Arsenal é o Homem a abater pelos adversários directos da França. Tendo começado a dar nas vistas no Mónaco, tem sido em Inglaterra que o jogador mais tem brilhado, sendo que, esta época foi campeão, melhor marcador e vencedor da Premiership e melhor marcador da Europa. O seu tio, campeão dos 400m barreiras, terá sido uma inspiração para a velocidade que este atlate possui?
O Seleccionador

O AS Saint-Etienne foi o último clube representado por Jacques Santini enquanto jogador. A sua experiência acompanhou-o para a função de treinador onde atingiu o seu expoente máximo no Lyon. No Verão de 2002 assinou pela Federação Francesa de Futebol e desde então tem realizado um trabalho fantástico. Habituado a grandes ppalcos o treinador é capaz de moptivar os atletas ao ponto de chamar jogadores que habitualmente não jogam nos clubes... aconteceu com Makelele e Barthez. Como seleccionador já venceu a Taça das Confederações e procura em Portugal o seu segundo troféu...
Esquema táctico

4-4-2

A venda de bilhetes para os Jogos Olímpicos de Atenas 2004 está a ser um fracasso. Dos 5 milhões de bilhetes disponíveis, apenas 2 milhões foram vendidos até agora, muitos dos quais a federações e empresas patrocinadoras do evento.
A situação está a preocupar o Comité Olímpico Internacional (COI), que está já à procura de soluções para o problema. Lembre-se que os bilhetes vendidos representam apenas 34% do total, quando em Sidney2000, por esta altura, já 75% estavam nas mãos dos espectadores.
O preço dos bilhetes não preocupa o COI, que afirma tê-los colocado a um valor ajustado ao custo de vida da Grécia, um dos países menos desenvolvidos da Europa. A organização grega não está preocupada e promete ter casa cheia no evento, pelo menos "nas provas nocturnas"!

Rafa Benítez (na foto) deixou o comando técnico do Valência. A decisão do técnico campeão espanhol apanhou de surpresa quase todos, desde dirigentes a jogadores, e foi para Benítez "uma das decisões mais difíceis de toda a vida".
Depois de uma época em grande, com título espanhol e taça Uefa conquistados, Benítez considera que "chegou ao fim o ciclo" do técnico em Valência. Rafa saiu em lágrimas da conferência de imprensa de despedida de hoje, e agradeceu o apoio de todos os adeptos, dirigentes e jogadores do Valência.
Benítez deverá rumar agora a Inglaterra, onde tem à espera um contrato milionário com o Liverpool.
Bert van Marwijk , antigo treinador do Feyenoord, é o novo técnico do Borussia de Dortmund. O holandês vai substituir Matthias Sammer, despedido na semana passada, que já foi confirmado em Estugarda.
Marwijk é conhecido pela sua preferência pelo futebol ofensivo, tendo sido essa uma das razões que o levaram a ser contratado pelo Borussia. O Feyenoord já tem substituto para Marwijk: Ruud Gullit vai ser o novo técnico da formação holandesa.

José Mourinho vai ser amanha apresentado como novo treinador do Chelsea. O acordo entre o clube londrino e o FCPorto já foi oficializado, sendo que os valores do negócio terão rondado os 2,5 milhões de euros.
Já há muito que se falava na transferência, mas Mourinho só amanhã será apresentado em Stanford Bridge, às 10 da manhã, numa conferência de imprensa que contará com a presença do presidente do Chelsea, o magnata russo Abramovich. À espera de Mourinho está um contrato de 650 mil euros por mês, valor que o torna num dos mais bem pagos treinadores do mundo.
Fernando Santos já não é treinador do Sporting. A rescisão entre o clube leonino e o "engenheiro" ocorreu de forma letigiosa durante a tarde de hoje, depois de difíceis e prolongadas negociações. Apesar da relutância de Fernando Santos em abandonar o clube, era quase inevitável a saída do antigo técnico dos leões, indesejado no seio da direcção da SAD do Sporting.
O caso fica agora entregue aos tribunais, com acusações graves a partirem de ambas as partes. A direcção leonina está agora no mercado à procura de novo técnico, com José Peseiro à cabeça dos pretendidos em Alvalade.

Os Minnesota Timberwolves estão de fora das finais da NBA, onde marcarão presença os LA Lakers, que venceram o sexto jogo e são campeões do Oeste. Flip Saunders mostrou-se muito agastado com decisões da NBA e com o tempo diminuto que teve para preparar o jogo 1. Culpou também as arbitragens e a condescendência para com os jogadores de LA, ao invés do que aconteceu com Kevin Garnett. Saunders conclui: "no basquetebol da NBA nem sempre vence a melhor equipa".
Certo é que a equipa de Jackson está na final e será, muito provavelmente, a vencedora da Liga de 2003/2004. Isto porque as formações do Oeste são muito mais dotadas do que as congéneres do Leste, mais tecnicistas mas menos capazes fisicamente. Os Lakers ficam à espera do vencedor da eliminatória entre Indiana e Detroit, que os Pistons lideram por 3-2.

Enquanto país organizador, Portugal é cabeça-de-série do Grupo A. O sorteio acabou por ser generoso para os portugueses, que têm alguns dos melhores jogadores europeus da actualidade e até tiveram o melhor do Mundo em 2001. Luís Figo é um símbolo da selecção nacional nos quatro cantos do globo e uma das maiores esperanças do povo lusitano, que coloca a fasquia elevada. Com algumas polémicas à mistura, Portugal apresenta à Europa tentando imitar o sucesso de um dos seus clubes: o vencedor da Liga dos Campeões, FC Porto. Os olhos estarão postos nos nossos meninos...
Portugal marcou presença nos últimos dois campeonatos da Europa e na edição de 1984. A prova francesa terminou em Marselha, frente à equipa organizadora. Portugal perdeu no prolongamento, por 3-2. A França foi também o carrasco em 2000, na Holanda e na Bélgica - o golo de ouro de Zidane derrotou a equipa nacional (2-1) e terminou com o sonho. A prestação portuguesa foi, contudo, excelente. Menos conseguida foi a participação no Euro 96, que terminou nos quartos-de-final com o chapéu de Poborsky a Vítor Baía.
Os eleitos:
Ricardo Alexandre Martins Soares Pereira tem sido o nº 1 de Scolari. Relegado para segundo plano no Mundial da Coreia e do Japão, o agora guarda-redes do Boavista tem desiludido ao longo desta temporada, tanto no clube como na selecção. Será, contudo, o provável titular da equipa das quinas que jogará o Euro 2004. Aos 28 anos, Ricardo já passou pelo Montijo e pelo Boavista. Tem 26 internacionalização, sendo que a primeira foi cumprida a 2 de Junho de 2001.
O bracarense Quim tem a mesma idade do 76 leonino mas nunca saiu do seu Braga, apesar dos vários rumores que já o colocaram na Luz. Foi titular em vários jogos da fase de qualificação para o Mundial de 2002 mas disse adeus à baliza e à competição organizada pela FIFA na sequência de um teste anti-doping positivo, que acusou nandrolona. Quim tem 20 internacionalizações A, ele que até começou por dar nas vistas no Mundial sub-20 do Qatar. Estreou-se na equipa principal em Agosto de 1999.
Moreira, inicialmente escalonado para o Europeu de sub-21, é o terceiro guarda-redes. José Romão confundiu as contas com a convocação do guardião do Benfica e de Bruno Vale, ele que dissera que queria um jogador jovem para alternativa a Ricardo. Moreira fez uma ótpima época ao serviço do benfica, evoluindo imenso.
Paulo Ferreira é o melhor lateral-direito da Europa. Quem o diz são os visitantes do sítio UEFA.com, que o elegeram para o onze ideal de 2003. Aos 25 anos, Paulo Renato Rebocho Ferreira é pretendido por muitos clubes europeus, veiculando-se a informação de que terá recebido uma oferta do Chelsea, que até lhe pagaria 250 mil euros por mês. O jogador de Cascais começou no Estoril mas foi em Setúbal que se distinguiu, com duas temporadas fantásticas. Mourinho, natural da terra do Sado, não deixou fugir esta pérola e fez do jovem jogador uma estrela. Titularíssimo na equipa que venceu tudo em 2002/2003, Paulo Ferreira é um lateral moderno, com bastante pendor ofensivo mas extremamente cumpridor nas tarefas defensivas. Soma 10 internacionalizações, tendo-se estreado frente à Inglaterra, em Setembro de 2002.
Miguel a defesa-direito foi invenção de Fernando Chalana, antiga glória encarnada que fez a transição (de um jogo) entre Jesualdo Ferreira e Camacho. A moda começou com o Braga e pegou… até Braga. Aos 24 anos, Luís Miguel Brito Garcia Monteiro tem todas as características de jogador ofensivo, sendo que só a sua disponibilidade e energia ajudam a compensar as limitações evidentes no plano defensivo. Estreou-se há pouco mais de uma ano pela equipa das quinas mas já soma 12 internacionalizações, sendo uma alternativa bastante útil para qualquer posição no flanco direito nacional. Passou pela Amadora antes de se afirmar no Benfica.
Tal como Paulo Ferreira, também Nuno Valente se estreou por Portugal a 7 de Setembro de 2002. Essa ocasião coincidiu com a assinatura pelo FC Porto, onde se afirmou como excelente lateral-esquerdo. Foi jogador de Queiroz em Alvalade mas nunca foi brilhante até chegar a Leiria, vindo do Marítimo. No Lis encontrou José Mourinho, que o levou consigo para as Antas. Aos 29 anos, Nuno é titular indiscutível no FC Porto, sendo um atleta muito cumpridor e eficaz, tanto a defender como a atacar.
Rui Jorge também passou pelo FC Porto. Esteve muito anos nos azuis e brancos mas começou por dar nas vistas ao serviço do Rio Ave. Foi transferido para o Sporting em 1998, num dos piores negócios da histórica da liderança de Pinto da Costa. Titular em Alvalade e na selecção, o 23 leonino esteve no Euro 2000 e no Mundial de 2002. Estreou-se pela selecção A em 1994 mas já não tem o pendor ofensivo desses tempos. Os 31 anos já pesam mas Rui Jorge é um jogador muito eficaz no plano defensivo, sendo que a experiência das suas 41 internacionalizações também não são trunfo de se deitar fora. Envolvido num suposto caso de doping, o jogador nascido em Gaia foi ilibado e vai jogar o Euro 2004. Bem merece…
Fernando Manuel Silva Couto é, em vésperas de completar 35 anos, o capitão de Portugal. Jogador mais internacional (105) pela equipa das quinas, Fernando Couto é um jogador experiente e com voz de comando. Não tem a frescura de outros tempos e faz do jogo aéreo a principal arma. Brilhou ao serviço do FC Porto mas também jogou no Lourosa, no Famalicão e na Académica de Coimbra. O Parma convenceu-o a jogar em Itália mas o Barcelona contratou-o em 1996. Campeão de sub-20 em Riade, Couto tem sido o patrão das defesas portuguesas que têm jogado as grandes provas internacionais. Saiu da cidade condal em 1998 e não mais saiu de Roma e da Lázio, onde já conquistou uma Serie A e uma Taça de Itália (ganha na passada semana).
Jorge Andrade fará dupla com Fernando Couto. Aos 26 anos, o central vive uma das melhores fases da sua carreira, que começou na Amadora e prosseguiu nas Antas, onde deu nas vistas. As prestações de dragão ao peito levaram-no à selecção e ao Mundial da Coreia, tristemente célebre. Com 20 internacionalizações, Jorge Andrade faz da velocidade, da colocação e do jogo aéreo os principais trunfos, sendo também capaz e sair para o ataque com a bola jogável. Merece a titularidade na nossa selecção, não sendo por acaso que é cobiçado por terras de Sua Majestade.
É o melhor central português da actualidade. Michel, antiga glória do Real Madrid, chama-lhe galáctico; a nata do futebol europeu sonha com ele. Ricardo Carvalho não sabe jogar mal, raramente alivia uma bola para fora, arranja quase sempre forma de ser o primeiro jogador a iniciar o ataque. Contudo, só muito recentemente foi descoberto por Scolari e não será titular, tudo indica, no Euro 2004. Velocidade e antecipação são as armas do central nascido em Amarante que, aos 26 anos (feitos hoje), já passou por Leça, Alverca e Setúbal.
Roberto Severo também já foi falado para o Real Madrid. Há muitos anos titular no Sporting, Beto é um jogador que se caracteriza pela garra e energia que põe em campo. Começou em Santa Maria de Lamas e passou por Campomaior, sendo internacional A desde Setembro de 1997. Jogou o Euro 2000 e o Mundial do Oriente e é uma solução muito útil a Scolari. É central em Alvalade mas não enjeita uma perninha na lateral direita ou no meio-campo defensivo.
Francisco José Rodrigues da Costa é o “ministro”. Veste fatos das melhores marcas e não dispensa o seu Porsche mas é muito pouco elitista no campo de futebol. Costinha jogou no Oriental, no Machico e no Nacional, treinou à experiência em Valência mas brilhou em terra de príncipes. Campeão pelo Monáco (que reencontra em Gelsenkirchen), o trinco chegou ao FC Porto em 2001, não tendo sido muito feliz durante a primeira temporada. A saída de Paredes deu-lhe aquilo de que precisava: espaço. Costinha dominava o seu meio-campo defensivo e auxilia muito bem os centrais. Para mais, é um óptimo aproveitador de lances de bola parada, tendo um temível jogo de cabeça. Marcou o golo que derrotou a Roménia no Euro 2000 e já valeu muitas glórias ao FC Porto. Titularíssimo com Scolari, Costinha dá todas as garantias à selecção nacional, pela qual se estreou em 1998, somando 22 internacionalizações.

Imprescindível no Boavistão de Jaime Pacheco, Armando Gonçalves Teixeira chegou à equipa das quinas em 2001 mas já foi titular no Mundial do ano seguinte. Contratado pelo Benfica, Petit tem 27 anos e muitas histórias para contar. Esposende, Gondomar, União de Lamas e Gil Vicente foram rampas de lançamento. Esquecido por Scolari durante bastante tempo, Petit recuperou o posto no meio-campo português, embora não se saiba se acompanhará Costinha durante o Euro. Joga de mangas arregaçadas, nem sempre bonito, mas é um garante de entrega e dedicação. Contabiliza 18 internacionalizações.
Petit é o médio-defensivo do Benfica mas tem à sua frente um outro seleccionado. Tiago Cardoso Mendes nasceu em Viana do Castelo há 23 anos e equacionou-se a possibilidade de estar no Europeu de sub-21. Contudo, o médio formado no Sporting de Braga faz parte dos 23 eleitos por Scolari, sendo um jogador mais talhado para aspectos ofensivos mas que impõe grande garra na disputa de todas as jogadas. Com Tiago, a selecção ganha em capacidade de passe e de remate, sendo uma alternativa para um dos problemas de Portugal: arriscar no tiro exterior. Soma 8 chamadas à selecção principal, onde chegou por iniciativa de Agostinho Oliveira.
Nuno Ribeiro tem uma das histórias mais curiosas do futebol português. Ninguém acreditaria se lhe dissessem, há pouco mais de dois anos, que Maniche (aquele que treinava nos B do Benfica) seria cobiçado por grandes europeus e convocado para o Euro 2004, depois de ter ganho quase tudo ao serviço do FC Porto. Aos 26 anos, Maniche vive o melhor momento da sua carreira, que começou na Luz e que passou por Alverca, durante 3 temporadas. Mourinho conheceu-o no Benfica e até teve um desentendimento com ele mas não hesitou em apostar no médio, que faz qualquer posição do centro do terreno. Não se lhe conhecem pontos fracos, colocando em campo garra em doses industriais e uma brilhante visão de jogo, que lhe permite solicitar os companheiros ou aparecer no sítio certo, à hora certa. O remate de Maniche é uma das suas melhores armas. Fabuloso.
Marcou a grande penalidade que deu o Mundial de sub-20 de 1991, disputado em Portugal. Falo, claro, de Rui Manuel César Costa, fantasista do Milan e da selecção nacional. Foi campeão pelo Benfica em 1994 e, desde então, o seu nome não deixou de ser falado para um eventual regresso à Luz. Certo é que os seus passos continuaram em Itália, primeiro na Fiorentina (onde o consideraram o melhor 10 a actuar no Calcio), depois no Milan (onde ganhou uma Liga dos Campeões e a sua primeira Serie A). Contudo, a aquisição de Kaká tem-lhe tapado a titularidade na capital da Lombardia, pelo que Rui já não tem o ritmo de jogo nem a magia de outros tempos. Aos 32 anos, o 10 milanês já não é aquela peça indispensável na equipa nacional, sendo que muitos questionam a sua utilização a titular.
Anderson Luiz de Sousa é o nome sugerido para substituir Rui Costa no onze português. Deco, como é conhecido no futebol, nasceu em São Bernardo do Campo, no Brasil, mas já está em Portugal há vários anos. Teve passagens fugazes pelo Alverca e pelo campo de treinos do Benfica mas rumou ao Norte. Esteve uns meses em Vidal Pinheiro mas foi chamado pelo FC Porto de Fernando Santos na reabertura de mercado de 1998/99. Foi pentacampeão nessa mesma época mas só chegou à selecção com Felipe Scolari, seu compatriota. Aos 26 anos, Deco tem a titularidade de Portugal bem próxima, até porque tem feito um fim de época verdadeiramente sensacional. Estreou-se pela equipa das quinas a 29 de Março de 2003, num célebre jogo contra… o Brasil. Entrou na segunda parte e marcou o golo da vitória. Contado ninguém acredita.
Cristiano Ronaldo tem tudo para ser o sucessor de Figo. É um craque aos 19 anos e teve uma época bastante positiva com a mítica camisola 7 de Manchester. Nascido na Madeira, Ronaldo veio para Portugal e para o Sporting ainda muito jovem. Fez todo o percurso de formação e brilhou em todas as camadas jovens nacionais. Estreou-se na equipa portuguesa em 2003, frente ao Cazaquistão e tem sido presença assídua nas convocatórias de Scolari. Imprevísivel, Ronaldo tem uma finta estonteante, que alia a boa capacidade de remate e cruzamento. Para além disto, o madeirense é uma alternativa nos lances de bola parada.
Simão Sabrosa é um das certezas do futebol português. Todos lhe prognosticaram um futuro brilhante quando apareceu com a camisola do Sporting e o jogador nascido em Constantim não tem desiludido. Aos 18 anos, Simão apareceu na Maia, num desafio contra o Salgueiros, e marcou na estreia como profissional. Teve mais duas épocas brilhantes ao serviço dos leões mas partiu para Barcelona, onde o comparavam com Figo. Nunca deu muito nas vistas na Catalunha e o Benfica chamou-o para o novo projecto de Vilarinho. Tem sido a estrela dos encarnados mas pouco fez na selecção. Contudo, é bem provável que seja o dono da ala esquerda do nosso ataque. Contabiliza 26 chamadas à equipa A portuguesa, onde se estreou a 18 de Novembro de 1998.
Pedro Miguel César Resendes é o melhor avançado português da actualidade e é sobre ele que recaem as esperanças no golo. O futebol conhece-o por Pauleta mas a I Divisão portuguesa nunca o viu actuar. Passou pelo União Micaelense e pelo Estoril mas começou a destacar-se em Espanha, pelo Salamanca. Fez parte do plantel campeão de Espanha pelo Corunha em 2000 mas rumou a França e ao Bordéus, onde foi eleito o melhor da Ligue 1 por duas ocasiões. Goleador exímio, Pauleta rumou a Paris no início desta temporada e também na capital tem sido a estrela da equipa. Estreou-se pela selecção em 1997 mas só adquiriu estatuto de titular na caminha para a Coreia. Soma 56 internacionalizações e 29, sendo apenas batido por Eusébio (41) e Figo (30).
Pauleta deve jogar só mas se a opção recair em dois pontas-de-lança é bem provável que Nuno Gomes seja o seu parceiro. O amarantino brilhou no Bessa, o que o fez rumar à Luz. Beneficiou da lesão de Sá Pinto para agarrar a titularidade no Euro 2000 e os 4 golos apontados no torneio levaram-no a Florença, onde encontrou Rui Costa. Ganhou uma Taça de Itália mas os problemas da Fiorentina trouxeram-no de volta à Luz. Foi outra das estrelas do Mundial sub-20 do Qatar e estreou-se nos A em Janeiro de 1996.
Aos 21 anos, o jogador nascido em Vila do Conde já conheceu melhores dias. Titular no FC Porto de 2002/2003, Postiga não tem sido sucedido no Tottenham, apesar da sua inegável qualidade e categoria. Lançado por Octávio Machado num FC Porto – Grasshoppers da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões 2001/2002, Postiga não é aquele jogador de área, aparecendo em várias zonas da frente de ataque. Tem muito valor e Portugal sabe-o, pelo que é uma alternativa altamente viável para a frente de ataque.
A estrela:

Luís Filipe Madeira Caeiro Figo é o melhor jogador português da última década. O palmarés fala por ele e as 102 internacionalizações também. Ele que integrou a equipa principal após o Mundial de sub-20, que ajudou a vencer. Brilhou no Sporting e Barcelona chamou-o. Foi uma das estrelas da década em Camp Nou, perdurando numa galeria que inclui os nomes de Koeman, Romário, Stoytchkov, Ronaldo e Guardiola, entre muitos outros. Saiu para o rival Real Madrid após o Europeu de 2000 e nunca mais o perdoaram na cidade condal. Em vésperas de completar 32 anos, Figo parece decidido em deixar a selecção após a competição para que acaba de ser convocado. Tem a imagem um pouco gasta em Portugal mas é a maior esperança da torcida nacional. Revela alguns vícios de vedeta, percorrendo todas as posições do ataque quando seria suposto que se colasse à ala direita.
O treinador:

Luiz Felipe Scolari é o seleccionador nacional. O técnico brasileiro foi contratado na sequência do Mundial de 2002, no qual levou o seu país à vitória. O “sargentão” é uma personalidade determinada, com ideias fixas e capaz de as defender “até à morte”. Parece até que não vive sem polémicas e pressões, apesar do ar indiferente que transporta. Nem sempre consensual, o treinador de 55 anos sobreviveu a uma qualificação desastrosa para o Mundial da Coreia e do Japão e à não-convocação de Romário. Dele sabemos que é crente mas a birra em torno de Vítor Baía só pode ser indício de superstição, na esperança de levar Portugal ao topo do futebol europeu. Tem vontade de continuar na Europa depois de abandonar a selecção mas pode mesmo ficar em Lisboa, uma vez que encabeça a lista de técnicos para o Benfica de 2004/2005. Não fecha, contudo, a porta a uma eventual continuidade no comando técnico das quinas, rumo ao Mundial de 2006. Vencedor por onde passou, Felipão apoia o Palmeiras e o Grémio, clubes que projectou no Brasil e na Taça dos Libertadores da América. Também tem passagens pelo Japão e brilhou no continente asiático. As suas concepções do futebol não são rígidas, sendo que os esquemas que monta são definidos pelo plantel de que dispõe. Contudo, sabemos que privilegia a utilização de dois médios de características físicas, entregando as despesas ofensivas a um número 10.
O esquema:

Felipão não admitiu discussões em torno da definição dos números a utilizar durante a prova. Ele próprio escolheu a numeração, que mantém os clássicos 5, 7, 9 e 10. Fernando Couto, Figo, Rui Costa e Pauleta são as jóias da coroa de Scolari, que não prescindirá dos seus préstimos. Aliás, a numeração “à antiga” pode mesmo ser vista durante o Euro 2004, uma vez que os prováveis titulares possuem as camisolas 1 a 11. O esquema de Scolari é o 4-2-3-1, adoptado desde o falhanço do 3-5-2, usado no Brasil e testado contra a Itália, no primeiro jogo de Felipão à frente da selecção nacional.
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O Quarto Árbitro dá hoje início a uma grande cobertura do Europeu de 2004. Numa primeira fase vamos analisar, com exaustão, as 16 equipas que disputam o desejado troféu. Os eleitos, as vedetas, os seleccionadores, os esquemas... Tudo sobre os adversários de Portugal, rumo ao título. Fique atento!

Um dos centrais mais cobiçados do mundo pode estar a caminnho do Inter de Milão. O campeão europeu Ricardo Carvalho está muito perto de assinar pelo clube de Cannavarro e companhia. Segundo a edição de hoje d' A Bola, o central vai assinar um contrato de quatro temporadas, sendo que, o Porto irá receber cerca de 7.5 Milhões de euros.
José Mourinho já não é treinador do FC Porto e vai assinar nos próximos dias pelo Chelsea de Londres. Na capital londrina, Claudio Ranieri também já se desvinculou do clube de Abrahamovic. No Benfica, o tempo para Scolari decidir se quer ou não aceitar a proposta do clube encarnado começa a esgotar-se, enquanto por Alvalade a rescisão com Fernando Santos está complicada, sendo que, à espreita continua José Peseiro.
Rossato vem "para ganhar um lugar no onze". O lateral esquerdo, ex-nacional, vai mesmo rumar ao Dragão, convicto de que poderá ser opção para a próxima temporada. Depois da época brilhante ao serviço do Nacional, a vinda de Rossato para a invicta era quase inevitável. Para além disso, esta contratação pode fazer antever a saída de Mário Silva ou Nuno Valente.
Miguelito pode ir para Itália. Segundo a Gazzetta dello Sport, o lateral do Rio Ave vai representar o Livorno, recém promovido à Serie A italiana. Depois dos rumores que davam como certa a sua ida para um grande de Portugal, Miguelito que, surpreendentemente, ficou de fora do Euro de sub-21, vê agora o seu futuro passar pelo estrangeiro.

Diego é nome de craque, que o digam os adeptos do Santos. O jovem de apenas 19 anos já envergou, inclusive, a camisola da selecção canarinha por três vezes. O interesse demonstrado pelos encarnados na aquisição do criativo brasileiro satisfaz o jovem jogador, que promete analisar a proposta vinda de Lisboa da mesma forma que já analisou outras vindas de Inglaterra, por exemplo.
Não obstante essa situação Diego acrescenta que as coisas não dependem só dele, sendo que, o importante é que o Benfica chegue a acordo com o seu actual clube. Quando confrontado com uma possível vinda para Portugal, o jovem mostra-se contente com essa possibilidade, e admite uma fácil adaptação ao nosso País, onde Scolari pode vir a ser uma peça fundamental. Para além disso o facto de Alcides e Paulo Almeida estarem prestes a viajar para Lisboa também pode levar Diego a seguir o mesmo rumo. A ver vamos...