agosto 29, 2004

Façam lá o funeral

carlosresendeportugal.jpg

Mais um tiro no pé. O andebol português está cada vez mais condenado a uma morte lenta mas dolorosa que tem anulado todo o desenvolvimento que a modalidade registou na última década. O último episódio remete para o impedimento dos jogadores que actuam no campeonato da Liga serem convocados para a selecção nacional dirigida por Javier Garcia Cuesta e que está, como se sabe, sob a alçada da Federação. Luís Santos, presidente desta entidade, anunciou ontem a medida, que exclui alguns dos melhores jogadores portugueses da actualidade.
Contactado pelo Quarto Árbitro, Carlos Resende classifica esta situação de "absurda" mas acredita "num revés", até porque "o andebol nacional tem tido uma novela rica e intensa, com avanços e recuos". O atleta do FC Porto lamenta o arrastar desta situação e pede para que os responsáveis "se tentem entender, até porque não estão no seu quintal".
O andebolista aproveitou para acrescentar que "tanto eu como os meus colegas temos dado o máximo sempre que somos chamados à selecção" e que não admite que afirmem o contrário. Carlos Resende também lamenta as pressões sob o seleccionador nacional Garcia Cuesta, que "não as merecia".
Relativamente ao clube que defende, o sentimento não é muito mais optimista. "O FC Porto está mais fraco, o andebol está mais fraco, está tudo mais fraco. É a imagem do país". Concluindo, o expoente máximo da modalidade em Portugal resume o passado recente em duas palavras: "tristeza enorme".

Escrito por André Viana às agosto 29, 2004 11:48 AM
Comentários