
Ibrahimovic na Juventus, Jankulovsky no CSKA. Comecemos pelo sueco, que deixa o Ajax por 19 milhões de euros e assina pelo clube de Capello. Um antigo companheiro de Zlatan na Holanda viaja também para Itália, mas para jogar na Roma. Falamos do egípcio Mido, que defrontou o FC Porto na última Liga dos Campeões, então com a camisola do Marselha.
O CSKA, que jogará com os dragões no Grupo H da edição deste ano da Champions, contratou o internacional checo Marek Jankulovsky, ex-Udinese. O lateral-esquerdo da República Checa tinha proposta da Juventus e chegou a dizer "pelos russos não assino". Pressões da direcção do clube de Udine forçaram a conclusão do negócio neste sentido. Também Martin Jorgensen sai do clube, rumando à renascida Fiorentina.
Paz no Milan, onde Ancelotti renovou até 2007; mexidas no Inter, que deve ceder Cannavaro à Juve e receber o guarda-redes Carini, actualmente no Standar de Liège. Os nerazurri também querem César, brasileiro da Lázio.

Encontraram-se ontem no relvado, encontram-se hoje à mesa para fechar o negócio Rooney. Manchester United e Everton chegaram à acordo para a trasnferência do jovem internacional inglês e assim termina uma das maiores novelas do defeso. A vontade do jogador terá sido fundamental em todo o processo, que também envolvia o Newcastle. Ferguson tem, assim, companhia para van Nistelrooy, Smith e Saha.
David Moyes conta com mais um problema para manter os toffees ao mais alto nível mas pode amenizar a saída do prodígio com o empréstimo de Benni McCarthy. O mercado inglês fecha hoje e a agitação é grande. Recorde-se que o Arsenal garantiu, ontem, os serviços de Miguel Angel Angulo, ex-Valência.

Começou ontem o US Open, último torneio da série Grand Slam. Andre Agassi e Roger Federer só precisaram de três sets para passar à segunda ronda. Robby Ginepri e Albert Costa foram, respectivamente, os adversários do antigo e do actual nº 1 mundial.
Mas a notícia do dia é o abandono do veterano Todd Martin, que perdeu com Fabrice Santoro e anunciou o fim da carreira. O norte-americano de 34 anos tem tido muitas lesões nos últimos anos e entende ter chegado ao fim o seu percurso no circuito ATP. Ao longo de 14 anos ao mais alto nível, Martin conquistou 8 títulos de singulares, 5 de pares e um prize-money que ascende os 8 milhões de dólares.

A notícia é avançada pelo sítio MaisFutebol. Fernández não conta com um avançado com quem já teve más relações em Vigo e tanto o FC Porto como o Everton têm interesse no empréstimo do jogador. A confirmar-se, os campeões da Europa limpam a posição mais avançada em apenas um dia, com as saídas de Bruno Moraes, Hugo Almeida e Benni McCarthy, que se juntam ao lituano Jankauskas no lote de "dispensáveis".
Mas nem só de saídas vive o FC Porto, que ultima a aquisição de Thiago, central do Juventude, líder do Brasileirão. O jovem de 19 anos é uma das surpresas da prova e o seu nome já está associado ao clube de Pinto da Costa há algum tempo. O negócio oficializar-se-á ainda hoje.

Confirma-se o negócio que se previa há algumas semanas e que só não aconteceu mais cedo porque o atleta se encontrava em Atenas, representando a selecção argentina. Saviola já afirmou que pretende voltar a Camp Nou e Laporta deu-lhe essa garantia. "É um até já", disse o presidente dos catalães sobre a saída de um jogador que prometeu imenso nos últimos anos mas que não confirmou em Barcelona os créditos que trazia do River Plate e dos escalões jovens da Argentina. Saviola saiu, diz Laporta, porque não fez a pré-época com o plantel e não merece ser suplente de ninguém.
Depois de perder Morientes, o Mónaco já havia garantido os serviços dos avançados Kallon (ex-Inter) e Chevanton (ex-Lecce)

Portsmouth e Fulham fecharam esta noite a jornada 4 da Premiership. Boa Morte marcou mas os "cottagers" perderam por 4-3, num jogo muito bem disputado e com emoção até final. A figura do encontro foi Yakubu, que assinou um hat-trick. Berkovic inaugurou o marcador para os "pompey" e o Fulham só acordou aos 3-0, reduzindo para a vantagem mínima ainda antes do intervalo, com golos de Andy Cole e de Boa Morte. Yakubu voltou a marcar na segunda parte e os comandados de Chris Coleman só conseguiram reagir uma vez, por intermédio de Bocanegra.

O vencedor da Supertaça Europeia estreou-se na Liga Espanhola com uma vitória caseira sobre o Villareal. Carlos Marchena inaugurou o marcador e Baraja fez o segundo dos levantinos, que não evitaram o golo de Forlán e o susto final, com Armando a dispôr da última oportunidade para igualar o marcador. Vitória do Valência, que se junta aos favoritos Real Madrid e Barcelona mas que vê partir Angulo, avançado que hoje assinou pelo Arsenal.

Está provisoriamente fechada a jornada inaugural da Superliga 2004/2005, faltando apenas jogar-se o FC Porto-União de Leiria. Académica e Braga dividiram pontos no Cidade de Coimbra. O empate a duas bolas é justo perante a supremacia arsenalista na etapa inaugural e a reacção estudantil após o reatamento. Ricardo Fernandes ainda adiantou os de Coimbra no marcador mas o Braga virou ainda no primeiro tempo, com golos de Paulo Jorge e Wender. O ex-portista ao serviço da Académica repôs a igualdade e estabeleceu o resultado final.
Manuel Cajuda esteve em Glasgow mas já não é treinador do Marítimo. A direcção dos insulares terá ficado aborrecida com a exibição no Restelo e com as más perspectivas de aproveitamento do investimento feito na pré-época, sendo ainda do conhecimento público que as relações entre Cajuda e Carlos Pereira, presidente do clube, não eram as melhores. Nelo Vingada deve voltar ao clube madeirense.

Alex Ferguson viu o seu Manchester United empatar com o Everton em pleno Old Trafford e Bobby Robson foi despedido do Newcastle. Os "red devils" conseguiram míseros 5 pontos em 4 jogos e o ar começa a ficar rarefeito para o escocês, que viu, impotente, o nulo da sua equipa na recepção à formação onde ainda figura o nome de Wayne Rooney.
Já Bobby Robson, ex-treinador do Sporting e do FC Porto, termina um vínculo que durava desde 1999 e que já estivera em causa no final da época passada. Os escassos 2 pontos em 4 jogos reforçaram a necessidade de renovar a equipa técnica e o veterano Alan Shearer pode muito bem ser o eleito para o cargo, ele que forçou os "magpies" a renovarem-lhe o contrato no final da última temporada. Os nomes de Steve Bruce, Martin O´Neill e Gerard Houllier também ecoam nos corredores de St. James Park.

Esteve para vir, preferia o Barcelona, poderia ingressar no Sporting por empréstimo, era certo no Bétis, permaneceu em São Paulo, venceu a Copa América, esteve na Torre das Antas e... assinou. Luís "Fabuloso" Fabiano é o novo (será o último) reforço do FC Porto versão 2004/2005. Internacional brasileiro, titular na ausência de Ronaldo ou Ronaldinho, Fabiano é um dos grandes goleadores do passado recente do Brasileirão. Personalidade controversa, amado e odiado entre paulista, o Fabuloso é um homem-golo, de estilo franzino mas combativo, tecnicamente dotado e bom a bater bolas paradas. Custa 10 milhões e integra um plantel onde moram Postiga, Derlei, McCarthy e Hugo Almeida e donde saíram, no dia de hoje, Bruno Moraes (roda no Setúbal), Marco Ferreira (rumo a Guimarães) e Rossato (para a Real Sociedad).
De uma coisa estejamos cientes: esta foi a pré-temporada mais atabalhoada do reinado de Pinto da Costa.
Karadas teve uma estreia a titular para não esquecer. O norueguês fez dois golos na vitória do Benfica sobre o Beira-Mar, por 3-2. Sem fazer uma exibição por aí além, os encarnados aproveitaram os erros defensivos e de marcação dos aveirenses e construiram uma vantagem que estiveram próximos de perder. Depois do bis de Azar e do tento de Petit, a equipa de Wadsworth ainda reduziu por Alcaraz e por Beto, não conseguindo ir mais longe. Começa com uma vitória a caminhada do Benfica na Superliga.
O Boavista também ganhou, derrotando o Nacional pela margem mínima. Martelinho deu o triunfo à equipa de Jaime Pacheco, que continua a jogar mal. Péssimo jogo de futebol no Bessa.
Os dois principais candidatos ao título espanhol venceram na jornada inaugural. Os merengues derrotaram o Maiorca, em San Moix, com um golo de Ronaldo, que correspondeu da melhor maneira a uma assistência do estreante Michael Owen, que entrou para o lugar de Raúl logo aos 24 minutos.
Mais esclarecedora foi a vitória do Barça, que jogou sem Ronaldinho, lesionado. Giuly e Eto´o (este de grande penalidade) foram os goleadores de serviço, com Deco a titular e a bom nível.
O Sevilha derrotou o Albacete com um golo de Renato e o Saragoça despachou o regressado Getafe por um expressivo 3-1. Jose Antonio ainda adiantou os visitantes no marcador mas Álvaro (dois golos) e Sávio deram a vitória ao conjunto de Victor Muñoz. Osasuna e Atlético de Bilbau dividiram pontos, ainda que Etxeberria tenha adiantado os bascos no marcador. O servo-montenegrino Savo Milosevic igualou ainda na primeira parte. Quem desiludiu foi a Real Sociedad, que não foi além de uma igualdade caseira ante o recém-promovido Levante. Harte marcou para os visitantes mas o turco Nihat estabeleceu o resultado final.
O Valência só joga amanhã, recebendo o Villareal de Armando Sá no Mestalla.
São os destaques da jornada inaugural da Liga de Honra. Num encontro entre candidatos, os pacenses venceram o Varzim por 4-1, confirmando a candidatura à subida e ao regresso ao escalão principal do nosso futebol. Quem se estreou bem foi o Gondomar, que derrotou o reforçado Maia por números esclarecedores. Dignos de destaque são, igualmente, os resultados de Feirense e Leixões, numa jornada em que só duas equipas venceram na condição de visitados.
Resultados da 1ª Jornada:
Aves 0-1 Naval
Gondomar 3-0 FC Maia
Alverca 1-1 FC Marco
Olhanense 2-1 Portimonense
Stª Clara 1-3 Feirense
Varzim 1-4 P.Ferreira
Ovarense 1-1 E. Amadora
Felgueiras 0-1 Chaves
Espinho 2-3 Leixões
Os jogos da tarde só reservaram golos para Penafiel. O "derby" de Guimarães terminou com um nulo e a partida foi pobre, fechada e sem grandes motivos de interesse. Manuel Machado dividiu pontos com a antiga equipa.
Estoril e Rio Ave também empataram sem golos. A equipa treinada por Litos teve uma pré-época complicada e os vila-condenses ainda não contaram com algumas unidades importantes, pelo que o mau jogo de futebol nem pode constituir uma grande surpresa.
Melhor esteve o Setúbal de Couceiro, que venceu em Penafiel por 4-1. Meyong inaugurou o marcador mas Roberto empatou pouco depois. O Penafiel só não saiu a vencer para o intervalo porque Clayton desperdiçou uma grande penalidade. Voltou melhor o Setúbal, que decidiu o encontro com tentos de Auri, Zé Rui e Igor.

Muito mau o início de época do conjunto de Pauleta, que ainda não venceu. O empate caseiro desta tarde deixa a equipa em péssima posição, que em nada se coaduna com as movimentações que os parisienses tiveram no mercado de pré-temporada. O recém-promovido Saint-Etienne fez o mesmo que o Caen e igualou no Parque dos Príncipes. Piquionne foi o carrasco do PSG, inaugurando o marcador aos 65´ e conseguindo a igualdade perto do final, já depois de Pauleta (de grande penalidade) e Ogbeche terem dado vantagem aos visitados. Está difícil a vida de Halilhodzic, que fez alinhar Letizi, Pierre-Fanfan, Mendy (Boskovic), Armand, Yepes, Edouard Cissé, Rothen, Cana (Ogbeche), M´Bami, Pauleta e Reinaldo (Ateba).

O campeão Werder Bremen foi derrotado em casa pelo Wolfsburgo, que contou com Quiroga a tempo inteiro. Brdaric deu vantagem aos visitantes e Thiam alargou-a já na segunda parte. O máximo que os da casa conseguiram foi reduzir por intermédio de Miroslav Klose, ex-Kaiserslautern.
Não teve melhor sorte o Dortmund, que tem tido um início de época assustador. Rosicky ainda adiantou os comandados de van Marwijk mas Mertesacker deitou um enorme balde de água fria sobre o Westfallenstadion, igualando já nos descontos para o Hannover 96. Ricardo Sousa foi titular e esteve em bom plano, dispondo mesmo de oportunidades para bater Warmuz.

O adversário do FC Porto na Liga dos Campeões venceu o Saturno e mantém-se na luta pelo título. A equipa de Gazzaev marcou no último minuto, com o suplente Kirichenko a assinar o único golo do encontro e a dar os três pontos à equipa da capital, que alinhou com Akinfeev, Semberas, Ignashevich, Alexey, Odiah, Zhirkov, Jaroshik, Aldonin (Semak, 63m), Rahimic, Olic (Kirichenko, 77m) e Vagner Love.

O maratonista português Alberto Chaiça terminou a maratona masculina na 8ª posição. A prova que fechou as Olimpíadas de 2004 também fecha com chave de ouro uma prestação lusitana que tem de ser vista como positiva, não obstante algumas desilusões. Stefano Baldini foi o vencedor, numa prova que vai dar muito que falar. O brasileiro Vanderlei de Lima era líder ao quilómetro 37 mas foi puxado para fora da estrada por um espectador, tendo perdido a vantagem e concluído a prova na segunda posição.

Kevin Davies marcou o único golo do Bolton-Liverpool, único jogo do dia na Premiership. Os "reds" estrearam Xabi Alonso e Luís Garcia mas não conseguiram levar de vencida a formação de Sam Allardyce, que chegou à vantagem aos 38 minutos, com Davies a corresponder da melhor maneira a um passe do avançado Pedersen. O Liverpool ainda sente a falta de Owen e é uma equipa que procura encontrar-se com os golos, se bem que Baros e Cissé sejam nomes respeitáveis. O Bolton, por sua vez, mostra a estabilidade da época passada e tem um leque de óptimos jogadores, pelo que não surpreende que esteja na 3ª posição da tabela. Os "reds" ocupam o 12º lugar, ainda que tenham menos um jogo.
A jornada termina amanhã com o Portsmouth-Fulham. Boa Morte deve ser titular nos "cottagers".

O adversário do Marítimo na Taça UEFA perdeu o duelo com o Celtic. Os católicos, que estrearam o ex-Boro Juninho, venceram graças a um golo de Alan Thompson, conseguido a cinco minutos do fim. A jogar em casa, o Celtic conseguiu o sétimo triunfo consecutivo sobre os protestantes, que actuaram sem Lovenkrands e Stephen Hughes, que começaram no banco. O jovem Alan Hutton foi titular na direita da defesa, fazendo avançar Ricksen. Nasho Novo, Dado Prso e Shota Arveladze foram os dinamizadores do futebol dos Rangers, que nunca conseguiram aproveitar as oportunidades criadas.

A campeã do Mundo Croácia repetiu a vitória sobre a Alemanha, à imagem do que aconteceu em 2003, em Portugal. A campeã da Europa não logrou vingar-se dos croatas, que hoje até nem contaram com a habitual inspiração de Balic, o melhor jogador da actualidade. Dzomba foi a figura do encontro e ajudou a repetir um feito alcançado em 1996, nos Jogos de Atlanta. O resultado final quedou-se nos 26-24. A Rússia não repetiu a presença na final mas conquistou o bronze, vencendo a Húngria.
Mais emocionante foi a final feminina, resolvida nos 7 metros após dois prolongamentos. 38-36 foi o resultado, favorável à Dinamarca. A Coréia do Sul contentou-se, assim, com a prata.
Francesc Fabregas Soler, 4 de Maio de 1987. Formado nas escolas do Barcelona, assinou pelo Arsenal em Setembro de 2003. Recomendado por Arsene Wenger, que o via jogar quase todas as semanas pelos escalões jovens do Barça, Fabregas foi o mais jovem jogador a actuar pelos "gunners". Fê-lo aos 16 anos e 177 dias, na partida referente à Taça da Liga disputada contra o Rotherham. Na ronda seguinte da mesma prova, 35 dias após a estreia, marcou um dos golos que deu a vitória sobre o Wolverhampton. Tornou-se, assim, no mais novo marcador da história do Arsenal.
Fabregas já é comparado com Rooney e há quem diga que supera o fenómeno Reyes, seu compatriota de 19 anos. Bob Wilson, mítico guarda-redes do Arsenal na década de 70, afirma que o catalão é "um dos melhores jovens jogadores de sempre" e Wenger elogia a forma como Cesc se apresenta frente a médios como Gravensen, Parlour ou Tugay. Titular desde o início da época, Fabregas faz esquecer que o Arsenal tem um jogador como Vieira lesionado e é absolutamente delicioso vê-lo actuar. Gentil no trato da bola, eficaz na recuperação, genial no passe e na leitura táctica.
Mourinho diz que estamos na presença de mais um craque vindo da melhor escola de pensadores do Mundo, o Barcelona. Assim sendo, não hesita em compará-lo a Bakero, Guardiola ou Xavi. Wenger diz mais: "é maravilhoso vê-lo jogar", acrescentando ainda que "não é absurdo pensar que ele pode ser chamado à selecção espanhola".
As exibições do catalão têm deixado o Mundo de boca aberta e tem sido soberba a forma como tem comandado o meio-campo da melhor equipa da actualidade. Desde o jogo da Community Shield, ante o Man Utd, que Fabregas tem marcado o seu espaço, sendo quase criminoso pensar que perderá o seu lugar com a recuperação de Vieira. Será preferível admitir que o preterido dá pelo nome de Gilberto Silva. Por enquanto, deliciem-se com os jogos dos "gunners" e com as actuações do miúdo a que a BBC apelida de "Fabuloso Fabregas".
É verdade, tornou-se o mais jovem marcador do Arsenal em jogos do campeonato na passada Quarta-Feira, na recepção ao Blackburn. Francesc Fabregas Soler, 4 de Maio de 1987. Um nome e uma data a reter...

Schumi já é, oficialmente, vencedor do Mundial de Fórmula1. O alemão foi segundo no Grande Prémio da Bélgica, ganho por Kimi Raikonnen, e conquistou a prova pela sétima vez. O piloto da Ferrari já tinha batido o recorde de Fangio em 2003 mas volta a confirmar a sua superioridade nas pistas, num ano absolutamente deprimente para a Williams e a McLaren e que foi de uma monotonia tremenda, tal a superioridade de Schumacher e da Ferrari, campeã de Construtores.

Confirme a classificação final no site oficial...

A selecção olímpica do Brasil venceu o torneio masculino de voleibol, derrotando a Itália na final pelos parciais de 25-15, 24-26, 25-20 e 25-22. Os campeões do Mundo voltaram a demonstrar a sua mais-valia ao ganharem uma competição para a qual partiram na condição de favoritos. A Rússia ficou com o bronze, derrotando a selecção dos Estados Unidos.
No torneio feminino a vitória sorriu às chinesas, que se superiorizaram ao conjunto russo.

Um dia depois da Juve ter vencido o troféu Luigi Berlusconi (bateu o Milan por 1-0, golo do uruguaio Olivera), o antigo treinador da equipa de Turim anunciou a convocatória da selecção italiana para os primeiros jogos de apuramento para o Mundial de 2006. Os destaques são o regresso de Del Piero e a inclusão de muitos miúdos dos sub-21. Fique com a lista dos escolhidos:
Guarda-Redes: Buffon (Juventus), Pelizzoli (Roma)
Defesas: Bonera (Parma), Favalli (Inter), Ferrari (Roma), Legrottaglie (Juventus), Materazzi (Inter), Nesta (Milan), Oddo (Lazio), Zauri (Lazio)
Médios: Ambrosini (Milan), Blasi (Juventus), De Rossi (Roma), Diana (Sampdoria), Fiore (Valencia), Gattuso (Milan), Pirlo (Milan), Zambrotta (Juventus)
Avançados: Corradi (Valencia), Del Piero (Juventus), Gilardino (Parma), Miccoli (Juventus), Toni (Palermo), Totti (Roma).

Mais um tiro no pé. O andebol português está cada vez mais condenado a uma morte lenta mas dolorosa que tem anulado todo o desenvolvimento que a modalidade registou na última década. O último episódio remete para o impedimento dos jogadores que actuam no campeonato da Liga serem convocados para a selecção nacional dirigida por Javier Garcia Cuesta e que está, como se sabe, sob a alçada da Federação. Luís Santos, presidente desta entidade, anunciou ontem a medida, que exclui alguns dos melhores jogadores portugueses da actualidade.
Contactado pelo Quarto Árbitro, Carlos Resende classifica esta situação de "absurda" mas acredita "num revés", até porque "o andebol nacional tem tido uma novela rica e intensa, com avanços e recuos". O atleta do FC Porto lamenta o arrastar desta situação e pede para que os responsáveis "se tentem entender, até porque não estão no seu quintal".
O andebolista aproveitou para acrescentar que "tanto eu como os meus colegas temos dado o máximo sempre que somos chamados à selecção" e que não admite que afirmem o contrário. Carlos Resende também lamenta as pressões sob o seleccionador nacional Garcia Cuesta, que "não as merecia".
Relativamente ao clube que defende, o sentimento não é muito mais optimista. "O FC Porto está mais fraco, o andebol está mais fraco, está tudo mais fraco. É a imagem do país". Concluindo, o expoente máximo da modalidade em Portugal resume o passado recente em duas palavras: "tristeza enorme".

A mesma Argentina que esteve 52 anos sem vencer qualquer medalha de ouro em Jogos Olímpicos tirou ontem a barriga de misérias. Primeiro foi o futebol, depois veio o basquetebol. Os argentinos venceram a Itália por 84-69 e tiveram um dia memorável, com Luis Scola a cotar-se como o homem da partida. O Nightmare Team americano ficou com o bronze mas a equipa feminina logrou o primeiro lugar do pódio, derrotando a Austrália na final.

O Atlético de Madrid foi a única equipa a vencer nos jogos de ontem. O Málaga foi presa fácil para os da capital, que beneficiaram dos tentos de Catalayud, na própria baliza, e de Fernando "El Niño" Torres. Duda foi titular e Edgar entrou no decorrer do segundo tempo.
O Depor empatou na Catalunha com o Espanhol. Tamudo deu vantagem aos da casa mas a expulsão de De La Peña ajudou os galegos a atingir a igualdade, conseguida por Walter Pandiani.
O Bétis de Sevilha empatou em Numancia, que regressou à Primeira Liga três anos depois da despromoção. Juanlu marcou para os da casa mas Fernando igualou no início do segundo tempo.

Copiosa derrota do Bayern de Munique no BayArena, casa do Bayer Leverkusen. Berbatov deu vantagem aos finalistas da Champions de 2002 mas foi o intervalo entre os minutos 52 e 59 que destruiu por completo a moral da equipa treinada por Felix Magath. França bisou nesse espaço de tempo, que não terminaria sem novo golo de Berbatov. Ballack ainda reduziu, perto do fim, mas de nada valeu. O Bayern foi humilhado e continua a perder terreno.
Meira lesionou-se na vitória do Estugarda sobre o Kaiserslautern. O central que regressou dos Jogos Olímpicos chocou com o Panzer Jancker e será reavaliado hoje. Kevin Kuranyi foi o homem do jogo, marcando os três golos do Estugarda, que recuperou de uma desvantagem de 2-1 após os tentos de Seitz e Jancker.
O Hamburgo, ainda sem Moreira (ex-Standard de Liège), venceu o Nuremberga por 4-3. Van Buyten, Schlike, Mpenza e Lauth marcaram para os da casa; Mintal fez um hat-trick que valeu de pouco para os visitantes. Surpresa foi a derrota caseira do Schalke 04, a equipa que mais se reforçou para esta temporada. Di Salvo marcou por duas vezes e deu a vitória ao Hansa Rostock, que ontem assinou com Allback, avançado sueco ex-Aston Villa.
Ontem:
Kaiserslautern-Estugarda 2-3
(Seitz, 35'; Jancker, 38') (Kuranyi, 31', 53' e 81')
Friburgo-Borússia M'Gladbach 1-1
(Antar, 28') (Neuville, 78')
Arminia Bielefeld-Bochum 1-2
(Buckley, 87') (Zdebel, 31'; Diabang, 92')
Bayer Leverkusen-Bayern Munique 4-1
(Berbatov, 20' e 59'; França, 52', 57') (Ballack, 84')
Hertha Berlim-Mainz 1-1
(Bobic, 68') (Kramny, 78')
Hamburgo-Nuremberga 4-3
(Van Buyten, 12'; Schlicke, 40'; Mpenza, 51'; Lauth, 86') (Mintal, 38', 76' e 84')
Schalke 04-Hansa Rostock 0-2
(Di Salvo, 33' e 77')
Hoje:
Werder Bremen-Wolfsburgo
Borússia Dortmund-Hannover
Classificação Actual:
1. Bayer Leverkusen - 7
2. VfB Stuttgart - 7
3. Werder Bremen - 6
4. VfL Bochum - 5
5. SC Freiburg - 5
6. FC Nürnberg - 4
7. FSV Mainz 05 - 4
8. Bayern München - 4
9. Hansa Rostock - 4
10. Hertha BSC Berlin - 3
11. Borussia Dortmund - 3
12. VfL Wolfsburg - 3
13. Hamburger SV - 3
14. Schalke 04 - 3
15. Borussia M'gladbach - 2
16. Arminia Bielefeld - 1
17. Hannover 96 - 0
18. FC K'lautern - 0

O Metz é a surpresa da Ligue 1. O clube treinado por Jean Fernandez venceu no Velodrôme e é líder da prova. Ontem, Tum inaugurou o marcador mas Peguy Luyindula ainda igualou, estreando a marcar com a camisola do OM. Contudo, Tum voltaria a atingir as redes defendidas por Barthez, um minuto depois de Borbiconi (aos 89´) ter causado o escândalo em Marselha.
O tricampeão Lyon derrotou o Lille, carrasco da União de Leiria na Intertoto. Frau, ex-Sochaux, fez o único golo do encontro. A equipa de LeGuen vendeu Luyindula e viu Élber lesionar-se com gravidade na passada semana.
O Auxerre, segundo classificado, derrotou o Caen por 1-0. Guy Roux viu o seu conjunto marcar no último minuto, com Mathis a corresponder a grande jogada individual de Kalou. No Norte de França jogaram Lens e Mónaco. O encontro, disputadíssimo, terminou com uma igualdade a uma bola. Kallon deu vantagem aos do principado mas Gillet igualou ainda no primeiro tempo.

O Bordéus, que já não conta com nenhum português depois de Bruno Basto ter assinado pelo Feyenoord, venceu o Sochaux por 2-0. Os golos foram obtidos por Rool e Laslandes. O Nantes só logrou um empate ante o Toulouse. No La Beaujoire, Caceres marcou para os visitantes logo aos 2´ mas Bagayoko igualou aos 34´. Sirieix devolveu a vantagem à equipa de Erik Mombaerts mas o tento final pertenceu a Savinaud.
Na Sexta-Feira, Nice e Bastia dividiram pontos; Roudet e Vairelles foram os marcadores de serviço. Hoje joga-se o Paris Saint-Germain (à atenção do FC Porto) - Saint-Etienne.
Sexta-feira:
Nice - Bastia 1 - 1
Ontem:
Bordéus - Sochaux 2 - 0
Lens - Mónaco 1 - 1
Marselha - Metz 1 - 3
Nantes - Toulouse 2 - 2
Auxerre - Caen 1 - 0
Estrasburgo - Istres 1 - 1
Ajaccio - Rennes 1 - 1
Lyon - Lille 1 - 0
Hoje:
Paris SG - Saint-Etienne
Classificação Actual:
1. Metz - 10
2. Auxerre - 9
3. Lens - 8
4. Toulouse - 8
5. Bastia - 8
6. Lyon - 8
7. Bordéus - 7
8. Marselha - 7
9. Mónaco - 7
10. Rennes - 7
11. Caen - 5
12. Sochaux - 4
13. Lille - 4
14. Nantes - 2
15. Istres - 2
16. Estrasburgo - 2
17. Nice - 2
18. Paris SG - 1 (menos um jogo)
19. Ajaccio - 1
20. Saint-Etienne - 1 (menos um jogo)

Sporting e Belenenses começaram a Superliga a ganhar. Os leões complicaram um jogo fácil mas derrotaram o Gil Vicente por 3-2. Marcos António marcou na própria baliza mas a estrela do encontro foi mesmo Liédson, que aumentou a vantagem ainda antes do intervalo. Um golo fabricado por dois ex-Corinthians, uma vez que o serviço partiu do reforço Rogério.
O central Marcos António ainda reduziu antes do avançado brasileiro repôr a vantagem de dois golos para os leões mas coube a Fábio, ex-Salgueiros, a honra de fechar o marcador. No final, José Peseiro elogiou o caudal ofensivo da sua equipa mas continua preocupado com o mau aproveitamento das ocasiões criadas. "Podia ter sido um 6-2", disse.

Em grande está o Belenenses de Carvalhal. Após uma óptima pré-época, o Restelo esteve vazio para ver um conjunto muito forte e organizado e um Marítimo que ainda procura a sua identidade. Vitória fácil dos de Belém, com o jovem central cabo-verdiano Rolando a inaugurar as contas da Superliga. O jogador formado no Belenenses fez 1-0 mas Antchouet (que Carvalhal tão bem conhece de Leixões) aumentou a vantagem ainda na primeira parte. Lourenço, de grande penalidade, fechou as contas da partida.
Arsenal e Chelsea continuam a contar por vitórias os jogos realizados e são, naturalmente, os líderes da Premiership. O Tottenham de Pedro Mendes é terceiro e ainda não perdeu, pelo que este tem sido um início de época bem mais pacífico e consensual do que o anterior. A desiludir está o Manchester United, que disputa com outra decepção, o Newcastle, os serviços de Wayne Rooney. O clube "toftee" venceu hoje o WBA e respira melhor, ao passo que Middlesbrough e Aston Villa vêm, igualmente, fazendo um bom começo. Preocupados devem andar os dirigentes do Crystal Palace e do Blackburn, clubes que ainda procuram a sua primeira vitória. A jornada só termina amanhã.

Jogos de hoje:
Aston Villa 4-2 Newcastle
Chelsea 2-1 Southampton
Everton 2-1 West Brom
Man City 4-0 Charlton
Middlesbrough 2-1 Crystal Palace
Tottenham 1-0 Birmingham
Blackburn 1-1 Man Utd
Norwich 1-4 Arsenal

Classificação actual:
1º Arsenal - 12 pontos
2º Chelsea - 12
3º Tottenham - 8
4º Middlesbrough - 7
5º Aston Villa - 7
6º Bolton - 6 (menos um jogo)
7º Everton - 6 (menos um jogo)
8º Charlton - 6
9º Man City - 4
10º Liverpool - 4 (menos dois jogos)
11º Fulham - 4 (menos um jogo)
12º Man United - 4 (menos um jogo)
13º Birmingham - 4
14º West Brom - 3
15º Southampton - 3
16º Norwich - 2 (menos um jogo)
17º Newcastle - 2
18º Blackburn - 2
19º Portsmouth - 1 (menos dois jogos)
20º Crystal Palace - 1

Está a ser um tremendo passeio a caminhada inaugural do Arsenal. Quatro jogos, quatro vitórias, dezasseis golos marcados! Os campeões estão vários passos à frente da concorrência e voltaram a prová-lo hoje, no terreno do Norwich. Ainda sem Vieira nem Campbell, a fluidez do futebol dos "gunners" torna fácil qualquer jogo, permite-lhe contornar qualquer eventual aflição. Com Reyes em grande forma, com um miúdo Fabregas (17 anos) que se exibe com a categoria de um veterano e com as sete velocidades de Henry (um verdadadeiro atentado às campanhas de prevenção rodoviária), o Arsenal pode fazer desta Premiership um autêntico passeio. A Liga Inglesa começa a ser castradora para os londrinos expandirem as suas capacidades.
Naturalmente, Reyes inaugurou o marcador e Henry alargou a vantagem, numa altura em que já todos sabiam qual seria o vencedor. Pires, que regressou à titularidade, voltou a picar o ponto e Bergkamp marcou o único tento do Arsenal na segunda parte, que também viu Huckerby reduzir para os canários. E assim vai a Premiership. Parece fácil...

Pedro Mendes voltou a ser titular em nova vitória do Tottenham. O médio pegou de estaca na equipa de Santini, que beneficiou de um golo de Defoe para vencer o Birmingham. Pedro Mendes esteve em bom nível, ele que esta semana passou a contar com mais um concorrente. Trata-se do internacional sub-21 inglês Michael Carrick, ex-West Ham.
Fascinante a partida entre Aston Villa e Newcastle, com os magpies a sairem derrotados e a agudizarem uma mini-crise: apenas dois pontos em quatro jogos. O central sueco Mellberg marcou o primeiro golo mas Kluivert e Andy O´Brien viraram o resultados a favor da equipa de Robson. Já na segunda parte, o conjunto de David O´Leary viu Carlton Cole (ex-Chelsea) igualar e confirmou o triunfo com os golos de Garreth Barry e Juan Pablo Angel.
Mais fácil foi o triunfo do Manchester City sobre o Charlton. Anelka bisou mas Trevor Sinclair e Wright-Phillips também marcaram. Em Goodison Park, Osman foi a figura da vitória do Everton sobre o West Bromwich Albion. O jogador da equipa de David Moyes marcou os dois golos dos da casa, sendo que o WBA só marcou por Dobie. A terminar, o Middlesbrough venceu o Crystal Palace por 2-1. Johnson inaugurou o marcador aos 52 minutos mas Popovic marcou na própria baliza volvidos nove minutos, dando a igualdade ao Boro. Jimmy Floyd Hasselbaink confirmou o triunfo da equipa do Riverside, convertendo uma grande penalidade e cotando-se como um dos goleadores deste campeonato.

O Chelsea de José Mourinho conseguiu a quarta vitória em outras tantas partidas. Fê-lo às custas de um Southampton desnorteado, sem soluções, ainda à procura da sua identidade depois do despedimento precoce de Paul Sturrock. Com os três portugueses no onze inicial (vamos excluir os jovens Filipe Oliveira e Morais), o Chelsea começou a perder, impotente perante o excelente remate de James Beattie, ainda nem tinham decorrido 20 segundos.
Depressa começou o cerco à baliza de Niemi, com algumas ocasiões soberanas não aproveitadas pelos londrinos. Inclinado para a esquerda ou para o centro, o futebol do Chelsea vivia de Cole, Lampard e Drogba, ainda que Tiago, muito querido junto dos adeptos, também se tenha exibido a bom nível. A boa primeira parte dos blues e a reacção ao golo dos saints deu resultados: Beattie igualou (marcou na própria baliza, claro está) e Lampard deu vantagem aos da casa, convertendo uma grande penalidade.
Muito monótono o segundo tempo, com o Southampton a revelar grande incapacidade e com o Chelsea a pausar o ritmo do encontro, limitando-se a construir algumas boas ocasiões para ampliar o marcador. O resultado final foi, contudo, 2-1. José Mourinho ainda tem muito trabalho mas se o Chelsea vence a jogar mal que fará quando revelar o entrosamento e os automatismos pretendidos? Para já é líder e fica à espera do que conseguir o Arsenal em Norwich...

Wayne Rooney não quer permanecer em Merseyside. O prodígio inglês ambiciona rumar a Manchester ou Newcastle, os emblemas mais interessados no teenager do Everton. Rooney pediu para o deixarem sair e David Moyes já admitiu que vai perder o seu goleador, lamentando ainda o seu comportamento no meio de todo este processo. Lesionado desde o jogo com Portugal, referente ao Euro´2004, Rooney tem sido um dos protagonistas do defeso. Wenger reconhece que seria um trunfo forte para o United e Bellamy tem-se lamentado em público sobre a possível chegada de um concorrente directo em St James Park. O negócio deve concluir-se, não se sabe qual o destino, na próxima semana e rondará os 30 milhões de euros.
Quem entra para o clube de Goodison Park é Djimi Traoré, defesa vindo do rival Liverpool. Kamara deve assinar um contrato de empréstimo com o Portsmouth, o que afasta Jankauskas da Premiership. O avançado lituano do FC Porto era a primeira alternativa ao ainda jogador do Modena.

O Manchester United já perdeu 5 pontos em 9 possíveis. Depois da derrota em Stamford Bridge e da vitória caseira sobre o Norwich, o United empatou em Ewood Park ante um Blackburn que vinha de duas derrotas consecutivas. Com Ronaldo de início mas sem o meio-campo que celebrizou o conjunto de Ferguson, os "reds devils" continuam a denotar insuficiências defensivas gritantes. Foi assim que Paul Dickov logrou alcançar o tento que deu vantagem ao conjunto de Graeme Souness, rodando bem e rematando para a baliza perante a passividade de Mikael Silvestre.
Ronaldo fez um jogo fraquito mas o United bem pode lamentar a má sorte e a fantástica exibição de Brad Friedel, que impediu que a boa segunda parte dos de Manchester resultasse numa vitória. Não obstante as ausências, a equipa de Carlos Queiroz ainda igualou, bem sobre o apito final e já depois da expulsão de Lorenzo Amoruso. Alan Smith fez o quinto golo da época e confirmou que é o diabinho em melhor forma nesta fase da temporada. Resta acrescentar que o golo do ex-Leeds nasce de um lance irregular.

Mourinho é assim. Veiga disse há semanas que o agora técnico do Chelsea lhe garantiu que o Benfica seria campeão esta época mas a coluna de opinião que o setubalense assina na Dez não revela tal crença. O antigo treinador do FC Porto nem sequer gostaria de estar «na posição do senhor Trapattoni», considerando que o Benfica não se reforçou da melhor forma e que não é merecedor do nível da Liga dos Campeões. «O Benfica está mais fraco, a Taça UEFA aparece como a competição certa para a sua qualidade», chega a dizer.
De resto, Mourinho elogia o Sporting mas acredita que o FC Porto é mesmo o maior candidato a vencer a Superliga, considerando que os dragões têm «uma equipa e um plantel incomparavelmente melhor».

Tem hoje início a Superliga GalpEnergia 2004/2005. A jornada 1 ainda não conta com o campeão FC Porto, que jogaria com a União de Leiria, mas já pode dar indicações sobre Sporting e Benfica, os outros grandes candidatos ao título. Muitos emblemas se reforçaram para competir pela Europa, até porque é cada vez maior o número de equipas portuguesas a aceder às competições da UEFA e espera-se que a qualidade aumente este ano, até porque há quatro lugares que empurram para a II Liga.
O campeonato começa com o Belenenses-Marítimo. Um Belenenses renovado, que espera confirmar com Carvalhal a boa pré-época que efectuou. Lourenço está em dúvida mas não faltam soluções ao técnico ex-Leixões e Setúbal. Mais logo joga-se o Sporting-Gil Vicente, partida que marca uma nova era nas transmissões desportivas em canal aberto e que deve encaminhar os leões para os primeiros três pontos da temporada. Assim a lógica do mais forte prevaleça. O jogo de Alavalade é apitado por Paulo Paraty e o de Belém conta com Jorge Sousa.

Marcelo Bielsa venceu, finalmente, com a Argentina. Com uma selecção muito idêntica à que participou (e bem, cedendo apenas nas grandes penalidades) na Copa América, a equipa das Pampas mostrou-se muito superior às restantes equipas da prova e confirmou-o hoje, derrotando o Paraguai (sim, o mesmo que levou cinco no Algarve) por 1-0. Carlos Tévez, melhor da prova, marcou o golo que dá o ouro aos argentinos, algo que o país não via desde 1952 (englobem-se todas as modalidades olímpicas!).
Desilusão é o termo a aplicar às equipas americanas de basquetebol e voleibol. Se a derrota ante o Brasil nesta última era previsível, menos aceitável é o falhanço do Dream Team ante a Argentina, liderada pelo "spur" Manu Ginobili. Na outra meia-final a Itália derrotou a Lituânia. Quem também esteve mal foi a estafeta feminina dos States, que nem chegou às medalhas, numa prova ganha pela Jamaica.

O FC Porto voltou a perder a oportunidade de vencer a Supertaça Europeia (que conquistou em 1988). Uma semana depois do triunfo sobre o Benfica, a equipa de Fernández ainda não apresenta grandes melhoras, notando-se ainda muita descoordenação e a necessidade de encontrar uma filosofia comum e um identidade global. O FC Porto ainda não é um conjunto. Quando muito, será um conjunto de três sectores não interligados e que revelam problemas de organização mesmo no seu interior. Exemplo mais gritante desta realidade é o meio-campo, sector fulcral do esquema anterior, baseado na posse de bola, na proximidade entre jogadores e sectores, na abertura de linhas de passe. Haja tempo, portanto, para trabalhar, até porque o próprio Fernández consegue reconhecer estas debilidades. Mau era que viesse dizer que está tudo bem...
Estranhamente (ou não), Pedro Emanuel ficou no banco após a magnífica exibição ante o Benfica. O centro da defesa foi, como tal, completamente novo, sendo que os laterais se mantiveram. Costinha jogava à frente do quarteto mas ainda procura o seu correcto posicionamento, pelo que esteve uns furos abaixo daquilo a que nos habituou. Seguiam-se Maniche, Hugo Leal e Carlos Alberto, sendo que o organizador raramente pegou no jogo, até por se colar muito às laterais. De facto, o FC Porto teria a ganhar com um homem que soubesse pautar o jogo, algo que Maniche (à procura da forma) e Hugo Leal (idem) não conseguiram fazer. Pior do que isso, o meio-campo ainda não funciona como um todo, com os jogadores muito distantes e linhas de passe muito fechadas por um Valência que tem em Baraja e Albelda dois óptimos executantes. Entrosamento...
O ataque ficou a cargo dos esforçados (nada mais) Postiga e McCarthy. Mal auxiliados nas alas, os laterais portugueses viram-se em inferioridade numérica face a Curro Torres-Rufete e Carboni-Vicente. Pior do que isso, Di Vaio e Corradi pareciam uma multidão e Baraja aparecia em zona de tiro amiudadas vezes. Assim surgiu o primeiro golo, já depois de Postiga ter beneficiado de duas boas oportunidades para marcar.
A segunda parte chegou e só acentuou os sintomas de um FC Porto viciado no jogo de Del Neri. A bola já não passava pelo meio-campo, vigorava o futebol directo e bombeado, as ocasiões de golo escasseavam, apesar de Carlos Alberto ter construído um bom lance. Após a entrada de Quaresma... o golo de Di Vaio. Falta de entrosamento entre os defesas, com Pepe a cobrir Jorge Costa mas não sendo coberto por Nuno Valente.
Quaresma ainda marcou, dando brilho a uma exibição individualista, inconsequente, muito pobre ao nível pessoal e colectivo. À imagem do que fizera com o Benfica, amenizou uma péssima prestação com um golo tremendo. Saiba Fernández trabalhá-lo, saiba Fernández reconhecer os defeitos desta equipa. Pelo que deu a entender na conferência de imprensa, leu muito bem relativamente às necessidades dos dragões. Falta corrigi-las...
Portugal é a nata do futebol europeu. Vítor Baía é o melhor guarda-redes, Ricardo Carvalho o melhor defesa e Deco o melhor médio. O agora jogador do Barcelona é ainda o melhor jogador do "velho continente", prémio intimamente ligado à caminhada do FC Porto pela Liga dos Campeões. Morientes foi considerado o melhor avançado.
Chelsea, Paris Saint-Germain e CSKA de Moscovo são os clubes que o FC Porto tem de enfrentar para discutir o acesso aos oitavos-de-final da prova que venceu em 2003/2004. Mourinho, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho voltam ao Dragão, numa partida que se prevê carregada de emoção e simbolismo. Será o criador vencido pela criação?
O PSG de Pauleta e o CSKA anteriormente treinado por Artur Jorge (campeão europeu pelos dragões em 1987) são os restantes obstáculos a ultrapassar, sendo que os portistas têm que lidar com a obrigação de passar à fase seguinte. Numa prova onde não há equipas fáceis, este foi o sorteio possível. Venham os jogos...
Conheça um pouco mais dos adversários do FC Porto.
O Chelsea é o clube da moda. Muito pouco há a dizer sobre o clube londrino que não seja já do conhecimento público. Treinado por José Mourinho, o milionário emblema de Roman Abramovich foi vice-campeão da Premiership e semi-finalista da Champions na época transacta. Ainda assim, Ranieri não evitou o despedimento e Mourinho (o treinador da moda na Europa) foi convidado a aceitar o desafio de Stamford Bridge. Disse sim, como é óbvio, e operou imediatamente uma pequena revolução. Dispensou os argentinos Verón e Crespo e o veterano gaulês Desailly. Cech, o guardião checo ex-Rennes, foi contratado para a baliza e Ricardo Carvalho reforçou o centro de uma defesa que conta com Terry, Gallas e Huth. Paulo Ferreira foi contratado para a direita, onde já estava Gallas e donde saiu Melchiot. Bridge e Babayaro fazem o lado oposto. Para o meio-campo entraram Tiago e Robben e regressou Smertin. Makelele, Cole, Parker, Geremi, Lampard e Duff transitam do plantel anterior. Para o ataque chegaram Drogba (o mais caro do ano) e Kezman, que se juntam, desta forma, a Gudjohnsen e Mutu. O Chelsea não vence o campeonato inglês desde 1955, joga em 4-4-2 e a equipa-tipo não deve andar longe dos seguintes nomes: Cech; Ferreira, Carvalho, Terry e Bridge; Makelele, Tiago, Lampard e Robben; Drogba e Kezman.
O Paris Saint-Germain de Pauleta e Hélder foi vice-campeão francês na temporada passada mas não começou bem a nova época. Isto apesar das ambições e do esforço feito no sentido inverso. O PSG tem o segundo maior orçamento da Ligue1 (80 milhões de euros contra os 100 milhões do tricampeão Lyon) e contratou óptimos jogadores para a nova época, com Rothen e Yepes à cabeça. Fundado em 1970, o PSG é o clube da capital e um dos mais populares de França. Campeão por duas ocasiões, o percurso do clube pela Europa inclui uma Taça das Taças (1996). Vahid Halilhodzic, o treinador, costuma usar o 4-4-2 mas também pode usar três centrais. O ataque costuma privilegiar as alas e a velocidade de uma dupla de avançados que se complementa. A equipa-tipo dos franceses deve estar próxima disto: Alonzo; Mendy, Pichot, Yepes e Armand; Cissé, Cana, Fiorese e Rothen; Ljuboja e Pauleta.
O CSKA de Moscovo é um histórico da Rússia. O antigo clube de Artur Jorge tem em Vagner Love a sua principal estrela. O avançado brasileiro vencedor da Copa América será um pesadelo na frente, ele que se destacou a grande nível com a camisola do Palmeiras. O restante plantel inclui Gusev e Laizans, nomes mais conhecidos do público que seguiu o Euro´2004. Tido como outsider no grupo, as deslocações ao Leste são sempre temíveis, pelo que todo o cuidado será pouco para evitar eventuais surpresas. Akenfeev é o titular dos russos, ele que defendeu contra Portugal no jogo do Europeu. Anyukov deve ter a lateral-direita e o consagrado Yanovsky figurará no meio-campo dos moscovitas, onde também pontificam Gusev e Laizans, o letão da equipa. Na frente estarão Kirichenko e o croata Ivica Olic.

A Federação Portuguesa de Futebol voltou a exibir-se ao melhor nível. Já estamos habituados à excelência dos seus profissionais mas a semana que agora finda superou as expectativas. Não é possível ser-se tão mau…
#1 – Jogos Olímpicos. A prestação nacional foi, já todos o reconheceram, vergonhosa. Contudo, os mais altos dirigentes federativos alhearam-se por completo dos jogadores e do corpo técnico e sacudiram a água do capote, revelando uma leviandade chocante e uma total incapacidade de enfrentar problemas. A FPF quer aparecer na hora das vitórias mas afasta-se nos maus momentos, demarca-se, desresponsabiliza-se… Tenho a sensação de ter visto isto há já dois anos! Ainda mais lamentável que a actuação de Portugal pelos campos gregos, sobretudo porque roupa suja, sempre ouvi dizer, lava-se em casa. O que a FPF fez foi trazê-la para a rua e, pior do que isso, cuspir-lhe em cima.
#2 – Duas Bolas. Não, não me refiro às deficiências de Gilberto Madail. O facto aqui é que a competente FPF “encomendou” duas bolas para o desafio da Supertaça, tendo ainda a brilhante ideia de dividir a sua utilização por partes. Os nossos dirigentes foram incapazes de definir que esférico utilizar e não decretaram nenhuma bola oficial para a competição. Podiam ter-se limitado a reconhecer a bola (oficial) dos campeonatos da Liga mas preferiram ter dois pássaros a voar do que um na mão. Habitual…
#3 – Relvado. Ainda a Supertaça. Aquilo que ontem se passou em Coimbra mais não foi do que futebol de praia. Mais uma vez, a FPF vem apontar o dedo a entidades exteriores, negligenciando a sua própria falta de profissionalismo e a sua incapacidade de acompanhar e garantir a qualidade óptima de uma infra-estrutura que seria utilizada numa competição sob sua alçada.
#4 – “Adie-se”. Perante tamanha incompetência, Gilberto Madail vem colocar a cereja no topo do bolo. Que tal adiar o jogo? Pois claro… Podia ser a meio de Outubro, entre jogos de selecções, Liga dos Campeões e Superliga. E os emigrantes que pagaram bilhete? Voltam a vir cá, sempre é dinheiro que entra. Será que a FPF anda feita com o Governo?
#5 – Pausa. A FPF, as grandes personalidades do futebol português e grande parte da Comunicação Social vêm, por este meio, lamentar a decisão de Luís Figo em interromper, por tempo indefinido, a sua disponibilidade para jogar por Portugal. Ora vejam lá, e eu que pensava que o gajo andava indisponível há já algum tempo! Meus amigos, aquilo que o Figo fez foi isto: “Idiotas do meu país vizinho, tenho muita pena por vós mas anuncio que não estou para perder tempo convosco nem com os amadores do Luxemburgo e do Liechenstein. Contudo, como vocês precisam muito de mim, eu posso pensar em jogar novamente com a horrível camisola inspirada em 66 se se virem reunidas as seguintes condições: choradinho da FPF, do Scolari, dos jogadores e da opinião pública; jogos grandes e chorudos (€€€€€) em perspectiva; garantias de titularidade absoluta e inquestionável; impossibilidade de substituição; ausência de compromisso em passar a bola aos outros pacóvios, até porque o Rui já não está convosco.”
#6 – Divinização. Pelo que se impunha que Madail concluísse o ramalhete. E fê-lo como só ele sabe. Que tal se ninguém voltasse a usar as camisolas 7 e 10? Pelo que eu, ingenuamente, pensei: será que vão instituir a 99 e chamar o jogador com maior palmarés em actividade no cenário internacional? De facto, Figo e Rui Costa são nomes incontornáveis na história do futebol português mas nenhum deles mordeu os calcanhares de um Maradona. Depois, este saudosismo enoja-me. Quando há todas as condições (falta-nos uma FPF em condições, é certo) para surgirem novos craques que mereçam esses números, era mesmo necessário prendermo-nos a um passado que foi bom mas que já não é mais do que isso mesmo, passado?
Uma semana soberba, portanto. Outras virão…
Inverteram-se os papéis da final da Taça de Portugal, ainda que o nível de jogo tenha sido bem menor desta feita. Ninguém poderia exigir mais e melhor, numa fase da época em que as equipas (sobretudo o FC Porto) ainda se procuram afirmar e traçar as linhas que orientarão a nova temporada. Num encontro marcado pela incompetência da Federação Portuguesa de Futebol, coube quase sempre ao Benfica a iniciativa mas foi Quaresma quem marcou, dando novo título aos “sedentos” dragões e fazendo de Vítor Baía o jogador com mais títulos… no Mundo. Com Scolari nas bancadas, os adversários de ontem deixaram boas promessas para os próximos desafios. O Benfica tem que rever o capítulo do último passe e da finalização, o FC Porto precisa de tempo para assimilar as ideias de Fernandez e, já agora, contar com a quase totalidade do plantel. Coração e vontade não faltam.
Na máxima força, o Benfica apresentou o esquema previsível e o que melhor se aplica às características dos seus jogadores. Quim estreou-se em jogos oficiais pelo novo clube, Luisão regressou e fez dupla com Argel no centro da defesa. As “surpresas” ficam por aqui, sendo previsível o povoamento do meio-campo com Petit e Paulo Almeida (uma dupla muito aguerrida mas que pouco acrescenta ao futebol ofensivo). Simão tentou explorar a falta de rotina e o cansaço de Seitaridis (jogara 48 horas antes na Grécia e ainda não tem entrosamento com os companheiros – principalmente com Ricardo Costa, que ontem foi o central do lado direito) e João Pereira precisava de Miguel para ameaçar Nuno Valente. Zahovic, esse, não aproveitava os espaços que a desorganização portista lhe oferecia nos primeiros minutos do jogo.
Os encarnados tiveram um domínio consentido, porque o meio-campo do FC Porto ainda não carbura e pior ficou com a lesão de Diego, que ainda garantia alguma capacidade de transposição com bola controlada. A saída do brasileiro e a entrada de Peixoto esticaram o jogo dos dragões (reduziram-no no centro) e redefiniram a estratégia: contra-ataque assente na velocidade dos alas. Contudo, a acção defensiva começou comprometida pelo menor acerto de Carlos Alberto e pela falta de rotina de Hugo Leal, que cresceu com o jogo mas chegou a obrigar Costinha a trabalhar por dois, libertando Zahovic amiudadas vezes.
Assim sendo, a primeira foi quase toda do Benfica, que construiu duas ou três boas situações, sempre mal concretizadas. O FC Porto, esse, lutava com o coração, até porque ainda lhe falta cabeça, sobretudo naquele que foi o sector fulcral dos últimos dois anos: o meio-campo. Contudo, constatemos que Hugo Leal esteve três anos praticamente parado, já para não falar em elementos de outros sectores (Seitaridis, Ricardo Costa e McCarthy), que actuaram na quarta-feira e suportaram deslocações relativamente longas para se apresentarem no jogo de ontem. Qualquer treinador aprecia esta disponibilidade.
E essa foi mesmo a palavra-chave da vitória portista, que não dispensou uma boa dose de felicidade (não há vencedores sem ela). O meio-campo esteve bem mais certo no segundo tempo, com Hugo Leal a um nível bem diferente, e Carlos Alberto e Quaresma inventaram o golo da vitória, com o guerreiro (não é mais do que isso) Argel a olhar para o tento do miúdo formado em Alvalade. Estava, ainda não o sabíamos na altura, garantido o primeiro troféu da época, ainda que o Benfica tenha tentado inverter a situação. Contudo, talvez Trap não tenha sido suficientemente audaz, mas também não creio que os dirigentes benfiquistas o tenham contratado a contar com esse predicado. O Benfica lutou, quase sempre por Miguel (que trocou posições com o ala João Pereira após o golo), mas não logrou o merecido empate.
Como aqui escrevi após a final da Taça de Portugal, “futebol e justiça não são termos compatíveis”, mas “a sorte vale de pouco quando não há nada a empurrá-la.”

Sob as críticas do campeão olímpico de 92 Larry Legend Bird, os Estados Unidos venceram o seu primeiro jogo em Atenas, derrotando a selecção local (77-71). Depois da escandalosa derrota diante do conjunto de Porto Rico, Allen Iverson e Tim Duncan conduziram os EUA a uma vitória difícil, perante um adversario com grandes tradições no basquetebol europeu. Os comandados de Larry Bird (coach dos Detroit Pistons, que este ano conquistaram o título da NBA) renovaram as esperanças de sucesso nestes Jogos Olimpicos, ainda que Bird não compreenda a forma desleixada como o staff e os jogadores encaram a competição.
Quem segue em grande é a Espanha de Pau Gasol, que ontem venceu a forte Argentina de Manu Ginobli e assume-se como candidata ao ouro. Depois de liquidar a China de Yao Ming, nuestros hermanos mostram-se em grande forma e num extraordinário momento de confiança. Angola é que não segue tão bem, averbando duas derrotas em outros tantos jogos.

Roberto Carlos não percebe o porquê da contratação de Owen. Disse-o com todas as letras, materializando um pensamento que terá percorrido todas as mentes apaixonadas por futebol. Pensou o Real Madrid que, não podendo contratar Vieira, havia que encomendar Owen? Para o melhor avançado da equipa (Morientes) ficar cada vez mais de fora? Não faz sentido...
O Liverpool, esse, quer substituir um avançado por um médio, sendo que o objectivo é Xabi Alonso, da Real Sociedad. O Tottenham também queria um centro-campista, no caso Owen Hargreaves. Contudo, o internacional inglês vai mesmo permanecer ao serviço do Bayern de Munique.
Quem se tem rido q.b. nos últimos tempos é o Barça, que reforçou, a meu ver, muito bem o seu plantel e se prepara para estrear dois grandes trunfos. Falo de Deco e Samuel Eto´o, que ja estão em condições de actuar com a camisola blaugrana.

Portugal defronta hoje a Costa Rica, em partida que define quem avança para os quartos-de-final do torneio olímpico. O empate chega aos portugueses, que ainda não justificaram o estatuto de favoritos. Certo é que a vitória sobre Marrocos (2-1) serviu para atenuar o desastre da exibição contra o Iraque (derrota por 4-2). A ver vamos se as coisas se recompõe, até porque Portugal medirá forças com a super Argentina no caso de passar à fase seguinte.
A prestação portuguesa tem sido mediana desde o triunfo de Paulinho, que hoje percorre o contra-relógio. Há esperança de medalha na vela mas a dupla Maia/Brenha já caiu. Os portugueses perderam no terceiro encontro, com a equipa sul-africana, e liquidaram as hipóteses de seguir em frente na prova. As prestações no judo, tiro e badminton não foram as melhores, pelo que pairou um certo sentimento de desilusão. Quem também terá ficado desiludido foi Michael Phelps, americano que falhou o objectivo das sete medalhas olímpicas e o recorde de Mark Spitz. O australiano Ian Thorpe venceu nos 200 metros livres e a Speedo vem pode anular o cheque de um milhão de dólares que havia reservado para Phelps, caso este alcançasse o ouro.

A temporada ainda não começou mas já há vários motivos de conversa. Um deles é a arbitragem, que desta vez surge, pelo menos para já, intimamente ligada ao Boavista de Jaime Pacheco. Isto porque tanto uma como outro merecem nota negativa pelo que se passou no passado Domingo e no rescaldo dos acontecimentos que marcaram à apresentação da equipa de João Loureiro.
O facto é que Derlei está afastado dos relvados por um período que pode ir de um mês a seis semanas (ainda que no caso do Ninja seja de prever uma recuperação em tempo record) porque Toñito usou de, cito Jaime Pacheco, “brutalidade e virilidade (…) normais quando falamos de jogadores que querem muito ser titulares”. Não será preciso dizer muito mais, pois não? Infelizmente é! Para espanto de todos aqueles que viram o lance, o juiz Paulo Costa vem afirmar à Rádio Renascença que agiu bem em não ter expulso o jogador Toñito, alegando que este procurou jogar à bola e não entrou por trás. Se pensam que a estupidez não tem limite, revejam o lance e acompanhem as imagens com as declarações do médio boavisteiro: “Não sei se viram o mesmo jogo que eu. (…) houve azar para o Derlei. Ele veio ao lance já em desequilíbrio e meteu mal o pé. Cheguei muito antes dele à bola”. Pois bem, castigue-se a vítima…
O que vi do Boavista no último Domingo (e não foi o primeiro jogo da pré-temporada dos axadrezados a que assisti) deixou-me sem dúvidas sobre aquilo que posso esperar para a temporada que está prestes a começar. Há jogadores de grande nível mas também um treinador desprezível, autor moral de muitas lesões e causa directa de muito dinheiro mal gasto. Jaime Pacheco quer matar o futebol, quer-nos fazer acreditar que o maior espectáculo do Mundo se limita a acções defensivas, nem que tal implique bater em tudo o que mexe. O Boavista abdicou de ser um clube de futebol desde que se deixou aprisionar pelo estilo de Pacheco (que até teve grandes momentos em 2001 – ano em que, curiosamente, também se deu aqueles incidentes com os franceses do Metz), como se viu com Erwin Sanchez, “Platini da Bolívia” que se limitou a copiar o mestre.
Jaime Pacheco e Paulo Costa são tudo aquilo de que o futebol português não precisa: treinadores limitados para gerir os futebolistas mais talentosos da Europa, árbitros incompetentes, estúpidos e perversos. Sim, porque a não expulsão de Toñito só se explica com o termo incompetência, agravado pela estupidez de quem não é capaz de reconhecer, depois de visionadas as imagens, que errou. Lamentável…

Michael Schumacher voltou a vencer (desta feita na Húngria) e a Ferrari, que conquistou nova dobradinha, já é campeã de construtores. Nada de novo, portanto, no reino da Fórmula 1, que prepara os festejos do piloto alemão. Só falta mesmo abrir a garrafa e deixar o champanhe escorrer...
PS - Peço desculpa pela minha longa ausência mas tem-me sido completamente impossível escrever para este ou qulaquer outro espaço. Infelizmente ainda não estou a gozar férias mas tenho andado permanentemente ocupado. Outros dias virão... Grande abraço!

No primeiro de competições, Portugal logrou conquistar a sua primeira medalha olímpica. O feito foi conseguido pelo jovem Sérgio Paulinho, ciclista da LA-Pecol que concluiu na segunda posição a prova de estrada. Especialista no contra-relógio, o herói de Oeiras conseguiu algo que se afigurava complicado desde a estrondosa derrota da selecção nacional de futebol. A delegação portuguesa já não sai de Atenas de mãos a abanar.
A dupla Maia/Brenha começou da pior maneira a sua participação nas Olimpíadas. Os portugueses perderam em três sets (21-13, 16-21, 5-15) com a dupla argentina Conde/Baracetti. Os espinhenses até nem jogaram mal e têm oportunidade para se redimir nos restantes encontros da Poule F, em que defrontam pares teoricamente mais fracos.
Desilusão é a palavra certa para classificar a prova de José Couto, nadador português que fracassou nos 100 metros bruços, ficando assim afastado na primeira ronda da sua terceira participação olímpica. Já hoje, Luís Monteiro e Diana Gomes conseguiram prestações bem melhores, ainda que não tenham cumprido os objectivos.
João Costa e Custódio Ezequiel falharam no tiro e Gustavo Lima, outra grande esperança para as medalhas, estreia-se hoje na vela, inserido na categoria Laser. A selecção de futebol também joga uma cartada decisiva na prova olímpica, estando obrigada a vencer Marrocos. O jogo começa às 18 horas de Portugal.

Na Alemanha, o campeão Werder Bremen já é líder isolado. Klasnic foi o herói na vitória por 4-0 no terreno do Hansa Rostock. O Bayern de Munique empatou em casa com o Hertha de Berlim, que até marcou primeiro, por Marcelinho. O melhor goleador europeu de 2003, Roy Makaay, igualou na segunda metade. O Estugarda de Fernando Meira empatou em Nuremberga e o Dortmund soou para vencer o Borussia de Moenchengladbach (2-3). O super-reforçado Schalke 04 derrotou o Kaiserslautern por 2-1, com dois golos do internacional alemão Asamoah.
O Hannover 96 de Ricardo Sousa só joga a 15 de Setembro e para hoje estão marcados o Bochum-Bayer Leverkusen e o Wolfsburgo-Friburgo.

Ainda não foi desta que o PSG se estreou a ganhar na Ligue 1. A jogar em casa, a equipa de Pauleta (e agora de Hélder, ex-Benfica) não foi além de um empate com o recém-promovido Caen. Fiorèse marcou para os da capital e Yepes repôs a vantagem após o tento de Hengbart. Contudo, poucos contariam com nova igualdade, alcançada por Saar na marcação de uma grande penalidade.
O campeão Lyon também perdeu pontos caseiros. O Sochaux marcou primeiro por Potillon e a equipa de Paul LeGuen só igualou através de uma grande penalidade, convertida por Juninho Pernambucano. O Mónaco, esse, alcançou nova vitória. Os finalistas da Liga dos Campeões viram dois reforços marcar e nem o golo do Istres, marcado por Montano, serviu para assustar. Kallon e Maicon marcaram os tentos para a equipa de Deschamps.
O Ajaccio de Gaspar perdeu com o Metz (1-2), que lidera a tabela juntamente com o Mónaco. Destaque para o Toulouse, que venceu em Estrasburgo por 4-1, e para o Bordéus, que goleou o Nice por 5-1.
Hoje o Marselha recebe o Lille, adversário da União de Leiria na final da Taça Intertoto.

Teve ontem início a Premiership, que este ano conta com enorme representação portuguesa. Pedro Mendes jogou os 90 minutos na estreia do Tottenham, ao passo que Edson (ex-PSV) ficou no banco de suplentes liderado por Jacques Santini. O médio exibiu-se a bom nível, muito acima dos companheiros de sector, excluindo Sean Davis. O Tottenham ainda revela, contudo, algumas lacunas, pelo que o Liverpool se pode culpar por ter tirado o pé depois do golo inaugural. Cissé marcou o primeiro tento ainda na primeira parte, dando vantagem a um Liverpool que mostrou sempre mais argumentos mas que ainda procura refazer-se da perda de Michael Owen. Gerrard foi o patrão dos reds mas pouco pôde fazer para impedir o crescimento do Tottenham, que igualou imediatamente após as entradas de Doherty e Atouba (ex-Basileia, esteve a um passo do Benfica há um ano). Jermain Defoe acreditou e deu a igualdade aos Spurs, que assim evitaram a derrota no jogo de estreia.
Jornada marcada por empates e pelas vitórias do Bolton e do Aston Villa. A equipa de Sam Allardyce goleou o Charlton por 4-1, com Okocha e Pedersen a bisarem. Lisbie marcou o único golo dos londrinos. Os comandados de David O´Leary, por sua vez, resolveram em 34 minutos a partida contra o Southampton. A dupla de avançados justificou credenciais e prometeu mais golos para as jornadas que aí vêm. O internacional Darius Vassell e o jovem Carlton Cole (dispensado por Mourinho) fizeram o resultado.
Empate no clássico do norte de Inglaterra. O Boro recebeu o Newcastle de Bobby Robson mas esteve quase sempre em desvantagem. A seta Craig Bellamy inaugurou o marcador aos 14 minutos mas Downing igualou no último quarto-de-hora. Alan Shearer repôs a vantagem dos magpies mas Jimmy igualou nos minutos finais. O Manchester City empatou com o Fulham no City of Manchester. Robbie Fowler conseguiu um golaço ainda na primeira parte mas Collins igualou para os cottagers na etapa complementar. Os recém-promovidos Norwich e Crystal Palace também dividiram pontos. Marcaram primeiro os da casa, por intermédio de Huckerby, mas Johnson logrou repartir os pontos já perto do fim.
O resultado de 1-1 também se verificou no Portsmouth-Birmingham e no Blackburn-WBA. Savage ainda deu vantagem ao Birmingham mas Unsworth fechou as contas. Short e Clement foram os marcadores de serviço na partida de Ewood Park.
Em tempos de férias, também o quarto-arbitro vai fazer uma curta interrupção. Os redactores vão gozar as merecidas férias, mas vão estar atentos ao que se vai passando no mundo do desporto. Sabemos que muitas coisas ficarão sem a merecida atenção deste espaço, porém por altura do arranque oficial da temporada prometemos voltar com a mesma postura que vem marcando o nosso trabalho desde o início. Boas férias a todos os quantos continuam a frequentar este espaço, com os votos que regressem connosco muito em breve...

Era inevitável que o arranque da nova época, ainda para mais com um Benfica-Porto na Supertaça, trouxesse as "normais" guerrilhas que costumam encher as primeiras páginas da imprensa em época de Verão. Porém, desta vez a FPF, na pessoa do seu Presidente Gilberto Madaíl, decidiu jogar na antecipação e tentou a todo o custo encontrar um equilíbrio na decisão do local e data para a realização da Supertaça Cândido de Oliveira. Assim sendo, em princípio, a final vai ser disputada a 20 de Agosto em Coimbra... ou Leiria. Ora, e é precisamente no local que encontramos a confusão, isto porque, o "Record" fala-nos em Leiria como a cidade que vai receber a final, enquanto no "mais futebol" podemos ler que é em Coimbra que se vai jogar o primeiro derby da época. Resta-nos agora esperar pela confirmação oficial da Federação, para vermos quem tem razão nesta confusão gerada pelos... jornais.

O Sporting reforça o seu sector defensivo com a contratação do internacional nigeriano Joseph Enakarhire. O central tem 22 anos e considera-se "bom na marcação". Depois de muito se ter falado na possibilidade de Gamarra poder vir a viajar para Lisboa, os dirigentes leoninos acabaram por chegar a acordo com o jovem do Standard Liège. Ao que se sabe os belgas preteriram do central para poderem adquirir o passe de Sérgo Conceição. Logo se verá se os leões fizeram uma boa compra...

Estão encontrados os substitutos de Tiago e Hélder Postiga na selecção Olímpica. São eles João Paulo e o avançado Hugo Almeida. Em declarações à comunicação social, José Romão justificou estas chamadas com a polivalência dos elementos agora chamados. Para o técnico luso, "A escolha nada tem a ver com a qualidade, mas apenas e só pelas garantias de polivalência numa prova como são os Jogos Olímpicos».

Esta notícia envolve protagonistas que, em condições normais, não mereceriam grande destaque. Porém, a atitude da equipa técnica da Ovarense foi, no mínimo, exemplar. No jogo treino frente ao Sp.Braga o atleta Marçal teve uma entrada mais dura sobre Cândido Costa e protagonizou, de seguida, uma lamentável cena de pancadaria. Ora, estes acontecimentos levaram à dispensa de Marçal. Exemplar...

A chegada a Fafe não trouxe grandes mudanças na classificação geral. A etapa era curta mas complicada, nada que impedisse Adolfo Garcia da Kelme-Costa Blanca de vencer a tirada. A camisola amarela continua na posse de Jose Miguel Elias (Relax-Bodysol). A 6ª etapa liga Fafe a Santa Maria da Feira.

A etapa de ontem da volta a Portugal marcava o início da fase mais espectacular da prova. A subida ao Alto da Senhora da Graça é uma etapa mítica da prova, sendo que, este ano foi ganha por David Arroyo (LA Pecol). Numa etapa marcada pela luta cerrada entre a Maia- Milaneza e a LA Pecol, quem saiu beneficiado foi Jose Miguel Elias (Relax-Bodysol), que assegurou, ontem, a camisola amarela que já havia envergado anteriormente.

O FC Porto perdeu 2-1, frente aos turcos do Galatasaray. A equipa de Del Neri não se conseguiu manter invicta nesta digressão pelos Estados Unidos. Os azuis-e-brancos estiveram mesmo a perder por dois golos de difrença, com Maniche a reduzir já em tempo de descontos. A exibição dos portistas deixou muito a desejar, e o resultado podia muito bem ter sido devastador para os campeões da europa.
O Sporting venceu o Torneio de Newcastle, ao derrotar precisamanete a equipa anfitriã na final da prova. O golão de Tello e a forte personaliddae da equipa leonina foram os elemetos de maior destaque na partida de ontem.
Tiago não vai estar em Atenas. Uma pubalgia impede o médio do Chelsea de participar na prova. Para o seu lugar pode ser chamado Custódio, porém os responsáveis leoninos (à semelhança do que já foi feito por outros dirigentes) mostram-se pouco agradados com essa possibilidade. Enfim...

O Benfica tinha, ontem, em Braga a oportunidade de limpar a imagem deixada na partida frente ao Bétis. Porém, os pupilos de Trapattoni não conseguiram uma exibição convincente, muito por culpa de um Sp.Braga extremamente motivado que se apresentava aos seus sócios. Com Quim na baliza, e Bruno Aguiar no lugar de João Pereira, só este último conseguiu convencer a mancha vermelha que encheu o Municipal de Braga. Na realidade, só o ex-Alverca teve força e... capacidade para remar contra a maré.
A turma da Luz apresentou-se extremamente cansada no Minho e com um elevado défice de criatividade. Ainda assim, o sector ofensivo foi o que melhor se comportou, quando comparado com o mais recuado, no qual, Argel andou completamente à deriva, acompanhado por outros três elementos pouco inspirados. O Braga acabou por chegar à vantagem logo depois do intervelo, que foi contrariada apenas aos 79m por intremédio de Amoreirinha.
O grande momento da noite acabou por ser a estreia de Karadas, que apesar da visível falta de ritmo, deixou bons apontamentos, nomeadamente, no jogo aéreo. Este foi o último teste do Benfica antes do encontro decisivo frente ao Anderlecht a contar para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões.