
O Madeira SAD perdeu a invencibilidade no III Campeonato da Liga, em andebol. Apesar de conservar a liderança, o conjunto insular perdeu terreno para o tricampeão FC Porto, adversário de ontem. No Funchal, o emblema local foi para o descanso a vencer por seis golos mas uma soberba etapa final dos pupilos de Paulo Jorge Pereira, com destaque para o guarda-redes Ricardo Candeias, acabou por render a vitória portista. Já não há invencíveis em prova e o Madeira SAD está obrigado a vencer em Braga - casa de um ABC que segue no terceiro lugar - para se manter na liderança.
14ª Jornada
Madeira SAD 25-26 FC Porto
Ginásio do Sul 35-29 Águeda
Sp. Espinho 21-29 ABC
Manabola 28-30 Setúbal
Águas Santas 25-30 Belenenses
Classificação
1º Madeira SAD 24 *
2º FC Porto 23
3º ABC SAD 21 *
4º Águas Santas 18
5º Vitória de Setúbal 14
6º Belenenses 14 *
7º Ginásio do Sul 12
8º Sporting de Espinho 8 *
9º AA Águeda 2
10º Manabola 0
* menos um jogo

Foto: Associated Press
A Argentina é cada vez mais líder na zona sul-americana de apuramento para o Mundial de 2006. Ontem, a turma de Peckerman derrotou a Colômbia pela margem mínima e beneficiou do empate cedido pelo Brasil no Uruguai. Com Lucho González no onze, o conjunto alviceleste contou com um Riquelme inspirado e com a veia goleadora de Hernán Jorge Crespo. Seria o avançado do AC Milan a assinar o único golo da partida, corria o minuto 68. Em Montevideu, o Brasil viu aumentar para quatro pontos a distância para o grande rival. Todavia, as contingências do encontro até podiam ter tido consequências mais drásticas para os detentores do troféu. Diego Forlán adiantou os locais após o recomeço e só Emerson, médio da Juventus, logrou alcançar a igualdade para o escrete. Luisão foi utilizado por Carlos Alberto Parreira. No Peru, o Equador voltou a pontuar rumo ao Mundial da Alemanha. Jose Paolo Guerrero, avançado do Bayern, deu vantagem à turma de Autuori logo no minuto inaugural mas não tardou nada para que Ulisses de la Cruz voltasse a igualar o encontro. Mais do que isso, Luis Valencia deu vantagem aos visitantes perto do intervalo. Seria, pois, o jovem avançado Jefferson Farfán a concretizar o tento que resultaria no empate. Quem permanece na zona de qualificação é o Paraguai, que derrotou o Chile por 2-1. Gustavo Morinigo e Jose Cardozo marcaram para os locais, Mauricio Pinilla fez o golo de honra para os chilenos. Anteontem, a Bolívia derrotou a Venezuela por 3-1.
Argentina 28 pontos
Brazil 24
Ecuador 20
Paraguay 19
Uruguay 16
Venezuela 14
Colombia 14
Peru 14
Chile 14
Bolivia 13

Foto: Reuters
França e Espanha continuam longe dos bons resultados mas ainda se encontram na luta pelo posto que dá acesso directo ao Mundial da Alemanha. Mais longe está, com surpresa, a Dinamarca. Relativamente ao Grupo 3, onde se insere Portugal, destaque para o empate cedido pela Rússia.
Grupo 1
A Holanda mantém um ponto de vantagem sobre a República Checa no topo da tabela. Ainda que os favoritos tenham ganho no dia de hoje, o certo é que a Roménia já está distante (sobretudo por ter mais um jogo) do duo que segue na frente. A selecção de Victor Piturca sofreu para vencer na Macedónia, ao passo que a República Checa passou facilmente por Andorra. Com um golo e duas assistências, Milan Baros foi a figura do encontro.
Andorra 0-4 República Checa
Jankulovski (pen), 31´; Baros, 40´; Lokvenc, 53´; Rosicky (pen), 90´
Macedónia 1-2 Roménia
Maznov, 31´
Mitea, 18´, 57´
Holanda 2-0 Arménia
Castelen, 3´; Van Nistelrooy, 34´
Classificação
Holanda 6 Jogos 16 Pontos
República Checa 6 15
Roménia 7 13
Finlândia 6 9
Macedónia 7 5
Arménia 7 4
Andorra 7 4
Grupo 2
A Dinamarca corre o risco de ficar afastada do Mundial da Alemanha. Derrotada na Ucrânia, a turma nórdica perdeu terreno para os três conjuntos que seguem à sua frente. Muito destacada está já a selecção da ex-União Soviética, sendo que a Grécia leva a melhor sobre a rival Turquia.
Ucrânia 1-0 Dinamarca
Voronin, 67´
Geórgia 2-5 Turquia
Amisulashvili, 13´; Iashvili, 41´
Tolga Seyhan, 12´; Fatih Tekke, 19´, 35´; Koray, 74´; 89´Tuncay Sanli
Grécia 2-0 Albânia
Charisteas, 35´; Karagounis, 85´
Classificação
Ucrânia 7 Jogos 17 Pontos
Grécia 7 14
Turquia 7 12
Dinamarca 7 9
Albânia 7 6
Geórgia 6 5
Cazaquistão 5 0
Grupo 3
Portugal e Eslováquia continuam a repartir a liderança depois de terem empatado no encontro mais aguardado da ronda. Por seu turno, a Rússia afastou-se ainda mais da discussão pelos dois primeiros postos ao empatar na Estónia. Natural o triunfo da Letónia, que recebeu o modesto Luxemburgo. Folgou o Liechtenstein.
Letónia 4-0 Luxemburgo
Bleidelis, 33´; Laizans (pen), 38´); Verpakovskis, 73´, 90´
Estónia 1-1 Rússia
Terehhov, 64´
Arshavin, 18´
Eslováquia 1-1 Portugal
Karhan, 8´
Postiga, 62´
Classificação
Portugal 6 Jogos 14 Pontos
Eslováquia 6 14
Rússia 6 11
Letónia 6 10
Estónia 7 8
Liechtenstein 6 4
Luxemburgo 7 0
Grupo 4
França e Israel dividem a liderança após terem empatado mas Suíca e República da Irlanda (que folgou) estão a um ponto do primeiro lugar, sendo que têm um jogo a menos. Frei deu a vitória aos helvéticos bem perto do final do encontro de recepção ao Chipre e Domenech voltou a falhar, desta feita em terras israelitas.
Suíça 1-0 Chipre
Frei, 88´
Israel 1-1 França
Badir, 84´
Trezeguet, 50´
Classificação
França 6 Jogos 10 Pontos
Israel 6 10
Suíça 5 9
República da Irlanda 5 9
Chipre 6 1
Ilhas Faroé 4 1
Grupo 5
Eslovénia e Noruega mantêm-se coladas no segundo posto depois de ambas terem empatado em partidas teoricamente fáceis. Apesar da folga, a Itália conserva uma vantagem amplamente confortável no primeiro lugar e está muito bem encaminhada para o Mundial da Alemanha. Quanto a eslovenos e noruegueses - entendam-se.
Eslovénia 1-1 Bielorússia
Rodic, 44´
Kulchiy, 49´
Moldávia 0-0 Noruega
Classificação
Itália 5 Jogos 12 Pontos
Noruega 5 8
Eslovénia 5 8
Bielorrússia 4 5
Escócia 4 2
Rep. Moldava 5 2
Grupo 6
Continuam as tendências favoráveis a Inglaterra, Polónia e Áustria. Se os primeiros sentiram mais dificuldades do que o esperado, os restantes alcançaram tardias vitórias diante de adversários que dizem adeus ao Mundial. Os polacos estão a um ponto dos ingleses, a Áustria leva já um fosso importante relativamente ao segundo posto.
Inglaterra 2-0 Azerbeijão
Gerrard, 51´; Beckham, 62´
Polónia 1-0 Irlanda do Norte
Zurawski, 86´
Áustria 1-0 País de Gales
Aufhauser, 87´
Classificação
Inglaterra 6 Jogos 16 Pontos
Polónia 6 15
Áustria 6 11
Irlanda do Norte 6 3
País de Gales 6 2
Azerbaijão 6 2
Grupo 7
Num dos encontros mais aguardados do dia, a Espanha não conseguiu vencer nos Balcãs. Desta forma, os sérvios conservam o primeiro lugar e a turma de Aragonés segue empatada com a Lituânia (que não foi além de um empate na Bósnia) e tem a Bélgica (que sofreu em San Marino) bem próxima.
Bósnia-Herzegóvina 1-1 Lituânia
Bolic, 21´
Marius Stankevicius, 61´
San Marino 1-2 Bélgica
Andy Selva, 40´
Simons (pen), 17´; Van Buyten, 65´
Sérvia-Montenegro 0-0 Espanha
Classificação
Sérvia e Montenegro 5 Jogos 11 Pontos
Espanha 5 9
Lituânia 5 9
Bélgica 5 7
Bósnia-Herzegovina 4 3
San Marino 6 0
Grupo 8
A Suécia folgou e perdeu a liderança para a Croácia, que evitou surpresas na recepção a Malta. Também a Bulgária encurtou caminho para os nórdicos, vencendo por margem tangencial na Húngria. Será uma discussão a três para um acesso directo ao Mundial e a passagem ao play-off ou a garantia de um dos dois melhores segundos lugares do apuramento.
Croácia 3-0 Malta
Prso, 24´, 35´; Tudor, 80´
Húngria 0-1 Bulgária
Petrov, 52´
Classificação
Croácia 5 Jogos 13 Pontos
Suécia 5 12
Bulgária 5 10
Hungria 5 6
Islândia 5 1
Malta 5 1

Foto: Reuters
Não foi perfeito, não foi catastrófico. Portugal saiu de Bratislava com um ponto que se pode revelar precioso no apuramento para o Mundial da Alemanha. Diante do mais directo adversário na luta pelo primeiro lugar (que dá acesso directo), a selecção nacional não logrou passar para a liderança isolado do Grupo 3 mas mantém-se no topo e ainda tem que receber o adversário de hoje. Não começou nada bem o encontro, com Miroslav Karhan a converter uma grande penalidade muito duvidosa. Portugal estava em desvantagem mas, depois de um primeiro tempo de grande desacerto, conseguiu a igualdade. Hélder Postiga, lançado para o lugar do desinspirado Pauleta, revelou-se decisivo, aproveitando um pontapé de canto para marcar o golo de Portugal. Longe de ser excelente, este é um resultado que abre óptimas perspectivas à turma nacional.

Foto: Lusa
Hugo Almeida deu o triunfo à selecção portuguesa de sub-21, que ontem defrontou a Eslováquia. Num jogo desinteressante disputado em Senec, a turma de Agostinho Oliveira procurava dar um passo importante rumo ao apuramento para o Campeonato da Europa de 2006 e foi sucedida na missão. Longe de se exibir a bom nível, o conjunto nacional aumentou para seis pontos a vantagem face ao adversário de ontem, mantendo um registo 100% vitorioso. Ao apontar o quarto golo pessoal nesta caminhada, o avançado emprestado pelo FC Porto ao Boavista garantiu o triunfo dos sub-21. Corria o minuto 10 da segunda metade quando o internacional luso aproveitou uma bola perdida para apontar um verdadeiro golaço.

Foto: UEFA
Aos 19 anos, Diego chegou a Portugal com nome feito e o FC Porto passou um cheque que ilustra o valor mediático do ex-Santos. Todavia, a primeira temporada na Europa está longe de ser brilhante e os mais cépticos já questionam o retorno desportivo e financeiro que Pinto da Costa conseguirá tirar do médio. Inevitáveis, ainda que a meu ver injustas, são as comparações com Deco, um dos melhores jogadores da actualidade. Todavia, além das distinções no capítulo de jogo há também que salvaguardar a dureza do percurso do internacional português. Diego nasceu em berço de ouro, Deco é um self-made man!
A velha história do ovo e da galinha pode aplicar-se ao insucesso de Diego na primeira temporada ao serviço do FC Porto. É muito provável que o médio conseguisse uma mais rápida integração e, logo, melhores performances se tivesse chegado na época transacta. Condições à parte, o certo é que o jovem ex-Santos tem sido causa e consequência do sub-rendimento portista. De facto, previa-se que Diego fosse o catalizador de um miolo onde se tinha como certa a manutenção dos níveis de excelência a que Costinha e Maniche nos habituaram. Todavia, tal não sucedeu e as ciências sociais obrigam-nos a considerar o contexto. Bom, o contexto não favorece as potencialidades de Diego mas o internacional canarinho também não potencia o mesmo contexto. Num emblema periférico relativamente à nata, financeira claro, do futebol europeu, urge que os investimentos realizados possam ter retorno num curto ou médio prazo e a verdade é que o FC Porto tem empatados largos milhares de euros em Diego. Nada de preocupante, dada a idade do atleta. Todavia, a vertente desportiva não pode ser descurada e Pinto da Costa arrisca-se a colher muito pouco do talento do organizador. Isto porque a realidade é muito simples – Diego tem nome feito no futebol internacional e, mal expluda (o verbo está em voga) na Superliga terá logo abertas as portas de imensos mercados do Velho Continente. Assim sendo, o FC Porto tem ainda largos anos para lucrar com a contratação do centro-campista mas arrisca-se a colher diminuto retorno desportivo. Fascinados pelos êxitos recentes e pelo dinheiro chegado aos cofres do Dragão, os portistas inverteram, esta temporada, uma política de contratações quase sempre rígida e metódica. Colheu resultados medíocres num curto prazo, a ver vamos qual a tendência dos anos vindouros...
Diego tem imensas qualidades e, mesmo a um nível muito baixo, não as consegue esconder. Muito evoluído a nível técnico, tem uma capacidade para segurar a bola assinalável. Recebe bem mas conserva o esférico ainda melhor, ainda que demonstre limitações no tocante à progressão vertical – seja por risco próprio, seja para descobrir um colega em redutos mais adiantados. É, todavia, um atleta que agarra muito bem a bola e que a dificilmente a perde, revelando facilidade em ganhar faltas. Contudo, o facto de jogar quase sempre lateralmente e muito longe do último terço do campo faz com que as suas acções sejam infrutíferas. Tem um estilo eficaz na recepção e protecção da bola, adequando o corpo aos movimentos do adversário, posicionando-se a jeito de, guardando o esférico, sofrer um contacto que lhe permita projectar-se. Tal como Deco, joga muito bem para a falta mas ainda não mostrou capacidade no lançamento de bolas paradas. É certo que o luso-brasileiro teve fases muito más na conversão de livres directos com tentativa de remate mas nunca deixou de revelar importância na marcação de bolas paradas e solicitar uma zona ou um companheiro. Por outro lado, Diego ainda executa a uma velocidade demasiado lenta, sobretudo ao nível do passe e do gesto recepção-arranque. Não é (não tem sido) um jogador de progressão, não é um jogador capaz de assumir o futebol da sua equipa. Também perde, muito claramente, no capítulo defensivo. Por um lado, revela deficiências tácticas na cobertura de espaços – defende mais atrás, com menor acitulância, com diminuta capacidade de recuperar e lançar. Resumindo, tem uma postura passiva em ambas as acções de jogo. É, todavia, um enorme talento e resta ao FC Porto aguardar que Diego se adapte ao futebol europeu e que as próximas temporadas tragam um contexto diferente. Tal como referi atrás, não creio que se percorram muitos meses entre a explosão do médio e a sua contratação por um clube com outra projecção financeira.
Deco e Diego têm nomes parecidos, ambos são oriundos do Brasil, ambos ocupam a mesma posição no terreno. Todavia, têm-se ultrapassado limites razoáveis nas comparações. Pede-se tempo para o segundo, alegando que o luso-brasileiro não era ninguém com a idade de Diego. No meu entendimento, este raciocínio comete dois erros – primeiro, subvaloriza o soberbo percurso do agora craque do Barcelona; segundo, esquece que é absolutamente compreensível o falhanço na compra de um médio de valor desconhecido e que pouco custou aos cofres do clube, logo, de quem os sócios esperam pouco ou nada. Ora, apesar da idade, Diego chegou a Portugal com nome feito e um estatuto ganho no futebol internacional. A Europa sabe quem é Diego, o Mundo sabe quem é Diego, Diego custou seis milhões de euros (salvo erro) ao FC Porto. Deco fez-se do nada, ou seja, do Corinthians Alagoano, essa escola frutuosa para os emblemas portugueses que lutam para não descer. Diego nasceu em berço de ouro! Por outro lado, o estatuto (mais mediático do que futebolístico) do ex-Santos não é comparável ao passado recente do internacional português. Deco está no topo do futebol internacional há três anos, é o melhor jogador nacional da actualidade e tem merecido rasgados elogios de altas personalidades da modalidade, ao ponto de Platini ter sugerido o seu nome para o troféu FIFA World Player of the Year. Sim, Diego pode contra-argumentar que Pelé acredita que ele (Diego) será ainda melhor do que ele (Pelé). Mas será que, desta vez, a razão está do lado de Romário, que afirma que o Rei “só fala merda”?
O Brasil derrotou o Peru e encurtou a distância para a líder Argentina, que vencera a Bolívia na véspera. Kaká marcou o único tento do escrete, que se voltou a exibir a um nível muito fraco. Já perto do final da partida, o médio do AC Milan correspondeu da melhor forma a uma boa assistência de Ronaldo. Luisão, central do Benfica, ficou no banco. Mais expressiva a vitória do Equador, que está num dos quatro postos que dá acesso ao Mundial. Não foi fácil a recepção ao Paraguai, que chegou a dispor de uma vantagem de dois golos. Cardozo fez o primeiro, de grande penalidade, mas ao quarto-de-hora o médio Salvador Cabanas alargou a vantagem. Reagiu bem a equipa equatoriana, com Luis Valencia a reduziu à meia-hora. Contudo, foi já em descontos do primeiro tempo que o médio goleador Edison Mendes concretizou a igualdade, num soberbo remate. Ivan Kaviedes, que teve uma fugaz passagem pelo FC Porto, foi titular e viu o mesmo jogador voltar a facturar no recomeço, em mais um excelente pontapé de meia distância. Cinco minutos bastaram para que o encontro se resolvesse, até porque Valencia não esteve para ficar atrás do companheiro de equipa no tocante a remates certeiros. Perto do final, Marlon Ayovi aproveitou um castigo máximo para fechar o marcador.

Foto: Associated Press
A Argentina subiu a 3600 metros para derrotar a Bolívia e solidificar a liderança da zona sul-americana de qualificação para o Mundial da Alemanha. Jose Castillo, de cabeça, ainda adiantou o conjunto de Ovidio Messa (terceiro treinador desde que começou a fase de apuramento) mas a Argentina de Peckerman virou o resultado. Erwin Sanchez foi o autor do cruzamento para o golo da Bolívia. Todavia, os visitantes usaram a mais-valia de atletas a actuar em Espanha e acabariam por vencer. Lucho Figueroa, colega de Armando no Villareal, conseguiria o empate e seria Galletti, do Saragoça, a confirmar o triunfo argentino. Mesmo que consiga derrotar o Peru, o Brasil não alcançará a Argentina no topo da zona sul-americana de apuramento. Desde 1973 que a turma das Pampas não vencia em La Paz...
O Uruguai perdeu dois pontos preciosos no Chile. Mario Regueiro, avançado do Racing de Santander, adiantou o conjunto visitante ao terceiro minuto mas a turma de Pinilla (foi titular) chegaria à igualdade por intermédio de Milovan Mirosevic. Também Colômbia e Venezuela perderam terreno na luta pelo acesso ao Mundial, empatando a zero bolas em Maracaibo.

A França continua sem vencer em casa sob o reinado do já controverso Domenech. Por seu turno, a Itália e a Inglaterra continuam a passear no caminho para a Alemanha. A Eslováquia igualou Portugal no topo do Grupo 3 e Robben lesionou-se com gravidade na vitória da Holanda, podendo ser baixa para o que resta da temporada.
Grupo 1

Arjen Robben lesionou-se com gravidade na importante vitória conseguida pela Holanda na Roménia. Regressado de lesão, o extremo do Chelsea foi titular mas lesionou-se nos gémeos ainda no quarto-de-hora inaugural. Van Basten mostrou-se preocupado com a lesão, sendo que Mourinho não deve contar com o jovem para o que resta da temporada.A confirmar-se, esta é uma perda de vulto. Todavia, a Holanda venceu em Bucareste e ascendeu à liderança do Grupo 1. Cocu, ex-Barcelona, abriu o marcador ainda antes do concluído o primeiro minuto. Tudo ficou mais fácil para os holandeses, que mataram o encontro perto do final. Marcou o substituto de Robben. Ryan Babel, de 18 anos, teve uma estreia brilhante.
Também a República Checa saiu vitoriosa, ainda que tenha sentido muitas dificuldades. Só um tento tardio de Lokvenc garantiu o triunfo aos pupilos de Bruckner, que até estiveram a vencer por 2-0, com golos de Baros e Rosicky. Todavia, o veterano Litmanen deu início à recuperação finlandesa. Polak foi o terceiro da turma de Teplice mas Riihilahti e Johansson viriam a igualar. Lokvenc decidiu a três minutos do fim. A Arménia derrotou Andorra por 2-1, alcançando o conjunto dos Pirenéus. Ara Hakobyan e Romik Khachatryan fizeram os golos dos locais, Silva ainda empatara para o conjunto de David Rodrigo.
Macedónia 0 - 2 República Checa
Arménia 1 - 1 Roménia
Andorra 0 - 3 Holanda
Holanda 5 Jogos 13 Pontos
República Checa 5 12
Roménia 6 10
Finlândia 6 9
Macedónia 6 5
Arménia 6 4
Andorra 6 4
Grupo 2

Triunfo obrigatório da Dinamarca, que derrotou o Cazaquistão facilmente. Em Copenhaga, Peter Moller adiantou os nórdicos, ele que fecharia a contagem após o recomeço. Poulsen fez, depois da meia-hora, o segundo tento dos dinamarqueses. Também a Turquia cumpriu, vencendo a Albânia em jogo disputado em Istambul. Bem cedo se resolveu o encontro, com Necati Ates a abrir a contagem ao terceiro minuto. Imediatamente depois, um auto-golo de Elvin Beqiri fechou o marcador. Não menos prevísivel o triunfo da campeã europeia Grécia, a recuperar posições depois de um começo de qualificação medonho. Seitaridis foi titular no susto georgiano, com Asatiani a adiantar a turma de Tiblisi. Ainda assim, os pupilos de Rehhagel tiveram um final de primeira parte muito bom, com Kapsis e Vryzas a virarem o marcador. Stelios Giannakopoulos fechou as contas no recomeço.
Dinamarca 3 - 0 Cazaquistão
Turquia 2 - 0 Albânia
Geórgia 1 - 3 Grécia
Ucrânia 6 Jogos 14 Pontos
Grécia 6 11
Dinamarca 6 9
Turquia 6 9
Albânia 6 6
Geórgia 5 5
Cazaquistão 5 0
Grupo 3

A Eslováquia igualou Portugal na liderança do Grupo 3 ao vencer em Tallinn. Uma vitória feliz dos visitantes, que viram Oper adiantar a Estónia. Todavia, o goleador Marek Mintal igualou no minuto seguinte. Faltava meia-hora de jogo mas Reiter virou o marcador pouco depois. Prevê-se um electrizante em Bratislava. A Rússia sentiu dificuldades no Liechenstein, onde Portugal empatou. Kerzhakov deu vantagem à turma de Yartsev e o médio Karyaka alargou a liderança russa pouco depois. Thomas Beck reduziu para o conjunto de Vaduz, ainda antes do intervalo.
Liechtenstein 1 - 2 Rússia
Estónia 1 - 2 Eslováquia
Portugal 5 Jogos 13 Pontos
Eslováquia 5 13
Rússia 5 10
Letónia 5 7
Estónia 6 7
Liechtenstein 6 4
Luxemburgo 6 0
Grupo 4

Domenech não consegue vencer em casa e começa a ser preocupante o rendimento futebolístico da França. Sem Zidane, Thuram, Lizarazu ou o controverso Pires, o conjunto gaulês também não contou com a estrela Thierry Henry. Ainda assim, o nulo frente à Suiça é tudo menos satisfatório. Contudo, a República da Irlanda perdeu dois pontos em Israel. Clinton Morrison adiantou o Eire mas Swan igualou, corria o último minuto do encontro.
Israel 1 - 1 República da Irlanda
França 0 - 0 Suíça
República da Irlanda 5 Jogos 9 Pontos
França 5 9
Israel 5 9
Suíça 4 6
Chipre 5 1
Ilhas Faroé 4 1
Grupo 5

Andrea Pirlo marcou por duas vezes no triunfo da Itália sobre a Escócia. Esta foi a única partida do dia relativa a este grupo, que é amplamente dominado pela squadra azurra.
Itália 2-0 Escócia
Itália 5 Jogos 12 Pontos
Noruega 4 7
Eslovénia 4 7
Bielorrússia 3 4
Escócia 4 2
Rep. Moldava 4 1
Grupo 6

Um recomeço fulgurante deu mais três pontos à selecção inglesa. Diante da Irlanda do Norte, o conjunto de Eriksson resolveu no início da segunda metade. Joe Cole solidificou a sua posição no onze e abriu caminho à folgada vitória inglesa. Michael Owen fez o segundo, Baird marcou na própria e Frank Lampard, ao quarto-de-hora da etapa complementar, fechou a contagem. Em Cardiff, Toshack estreou-se pelo País de Gales com um comprometedora derrota. Vastic e Stranzl deram três pontos ao conjunto austríaco, com golos obtidos bem perto do final. Da Polónia vem a goleada do dia, com o conjunto de Pawel Janas a marcar oito golos ao Azerbeijão. Frankowski assinou um hat-trick, Saganowski bisou e Kosowski e Krzynówek também facturaram. Hajiev marcou na própria baliza.
Inglaterra 4 - 0 Irlanda do Norte
País de Gales 0 - 2 Áustria
Polónia 8 - 0 Azerbaijão
Inglaterra 5 Jogos 13 Pontos
Polónia 5 12
Áustria 5 8
Irlanda do Norte 5 3
País de Gales 5 2
Azerbaijão 5 2
Grupo 7

Apenas um encontro no Grupo 7, sendo que para quarta-feira está marcado o empolgante Sérvia-Espanha. Em Bruxelas, Bajramovic adiantou o conjunto bósnio no minuto inaugural mas a Bélgica acabaria por vencer folgadamente. Emile Mpenza igualou e Daerden virou as contas ainda antes do intervalo. Mpenza marcou novamente no segundo tempo, tal como o avançado Thomas Buffel.
Bélgica 4 - 1 Bósnia-Herzegovina
Sérvia e Montenegro 4 Jogos 10 Pontos
Espanha 4 8
Lituânia 4 8
Bélgica 4 4
Bósnia-Herzegovina 3 2
San Marino 5 0
Grupo 8

Ljungberg empurrou a Suécia para uma soberba vitória em Sófia. O médio do Arsenal abriu e fechou a contagem, cabendo a Edman, companheiro de Pedro Mendes no Tottenham, o segundo golo do encontro. Niko Kovac (por duas vezes), Simunic e Prso deram o triunfo à Croácia, na recepção à Islândia.
Bulgária 0 - 3 Suécia
Croácia 4 - 0 Islândia
Suécia 5 Jogos 12 Pontos
Croácia 4 10
Bulgária 4 7
Hungria 4 6
Islândia 5 1
Malta 4 1

Foto: Reuters
Treino pouco exigente para uma selecção a meio-gás
Portugal entrou e saiu de forma airosa do muito amigável encontro frente ao pobre Canadá. Scolari não inovou e nem as ameaças da véspera parecem ter afastado os défices motivacionais com que se encaram estas partidas. Ainda assim, não é com encontros destes que se desenvolve a competitividade nem é mantendo Deco e Paulo Ferreira a tempo inteiro que se favorece a componente física. Portugal tem um jogo muito importante frente à Eslováquia mas o desafio de hoje não passou de brincadeira. Contudo, Manuel Fernandes mostrou-se pronto para jogos a sério. Seja...
Enquadramento.Portugal jogava o segundo encontro particular consecutivo, uma realidade que remete para o conturbado e muito pouco sucedido período que antecedeu o Europeu de 2004. Desta feita, todavia, a selecção preparava a importante (decisiva?) deslocação à Eslováquia. Ainda assim, poucos acreditavam que este frágil Canadá pudesse ser o melhor dos testes à saúde da turma de Scolari. Desta forma, o mais importante desta noite advinha do facto de ser necessário limpar a fraca imagem dada em Dublin. Foi duro o discurso que antecedeu o amigável, com o técnico brasileiro a lançar quase que um ultimato às tropas. Hoje, apesar da fragilidade do adversário, pedia-se atitude. Diante de um Canadá, reforce-se, muito modesto e com um cultura de grupo quase inexistente. Apesar de contar com algumas unidades que se radicaram na Europa, o conjunto norte-americano revela diminuto enquadramento e isso ajuda a explicar o afastamento das eliminatórias de qualificação. Mesmo inserido num grupo fraco, o Canadá foi último na segunda das três fases de apuramento que constituem a zona centro e norte-americana.
As tácticas.Scolari esteve longe de inovar na escolha do esquema táctico. Ninguém lhe pedia que o fizesse. É este o modelo que mais se adequa às unidades disponíveis, é este o modelo mais trabalhado nos escalões de formação da Federação Portuguesa de Futebol e até na maior parte dos clubes onde trabalham os vinte seleccionados para a partida frente à Eslováquia. No que concerne a nomes, contudo, há a registar algumas alterações. Desde logo na baliza, onde esteve o benfiquista Quim, ainda que tal não deva significar que Ricardo não seja chamado para a deslocação a Bratislava. Miguel foi poupado na lateral-direita, o que favoreceu a inclusão de Paulo Ferreira e de Nuno Valente nas posições de origem. Destaque-se o regresso do esquerdino, lesionado na deslocação à Letónia e que agora regressa às opções de Scolari. No miolo, as ausências de Costinha e de Petit, aliadas à pouco ameaçadora estrutura canadiana, obrigaram ao recurso por um duo de médios pensadores – Maniche e Manuel Fernandes. À frente destes estava o habitual e obrigatório Deco, com Ronaldo e Simão a comporem as alas. Ainda que o extremo do Manchester United tenha começado na direita, a habitual política de troca de flancos voltou a marcar presença. Bem adiantado, Pauleta era, também é norma, a unidade mais adiantada de Portugal.
No que concerne ao Canadá, Frank Yallop apostou num esquema de 4-4-2 muito pouco realista e até ingénuo, face às evidentes debilidades do conjunto norte-americano, facilmente aniquilado por um onze nacional de valor mediano. Hirschfeld, vindo de Leicester, era o penoso guarda-redes, protegido pela deprimente dupla de centrais constituída por McKenna e Reda. Hutchinson parecia mais talhado para usar a direita para subir mas os grafismos davam-no como lateral! Klukowski surgia mais comedido na extremidade oposta e tinha Brennan por perto. Ainda assim, devia ser Imhof o elemento mais recuado do miolo canadiano, completo pelo campeão alemão Stalteri, mais sobre a direita, e o estratega do Hannover De Guzman. De Rosario e Occean formavam a dupla de avançados, ainda que o primeiro fosse bem mais móvel e dotado do que o último.
Portugal mudou de esquema para o segundo tempo, testando Hélder Postiga e Nuno Gomes em simultâneo. Nuno Valente e Maniche ficaram nas cabines mas nenhum dos substitutos veio ocupar o lugar dos substituídos. Miguel, que rendeu o primeiro, ocupou a ala-direita e Ricardo Costa, que rendeu o médio, posicionou-se junto de Jorge Andrade. Resultou isto na deslocação de Paulo Ferreira para a esquerda e de Fernando Meira para o miolo. Aqui, Deco passou a descair na direita e o entrado Hugo Viana ficou com a ala oposta. Assim sendo, a dupla Gomes-Postiga funcionou como teste a um esquema diferente do preferido por Scolari. Ambos buscavam jogo em redutos recuados, ambos se movimentavam junto das linhas.
No concerne ao Canadá, nota para a entrada da estrela Tomasz Radsinski. Implicou isso a passagem de De Rosario para a ala-esquerda, donde saiu o inofensivo Brennan.
Dois golos em pouco mais de dez minutos ilustram a forma concentrada como Portugal encarou o jogo. Ainda que tal não derive de uma performance brilhante, longe disso, o certo é que os pupilos de Scolari conseguiram aliar uma entrega q.b. a um tremendo acerto. Hirschfeld ajudou, é certo, mas há que fazer sobressair a boa entrada da selecção nacional. Perto do final, nota saliente para o golo de Hélder Postiga. Apesar de uma metade frouxa, em que inclusivamente perdeu um lance feito, o avançado do FC Porto regressa aos golos. Ele que ainda não marcou pelo clube, ele que atravessa um período muito difícil e que em nada é consonante com a valia que já demonstrou ter.
Cedo se verificou que o guarda-redes contrário não impunha respeito mas Portugal mostrou, hoje, uma lacuna que se aponta, por norma, ao nosso futebol. Com efeito, o miolo e o ataque nacionais revelaram capacidade de risco na hora de tentar o remate à baliza contrária. Sendo certo que o Canadá defende mal e que qualquer das opções de construção de jogo para finalização corre o risco de ser bem sucedida, não deixa de merecer destaque o facto de se ter tentado, e com êxito, o tiro de meia distância. Alturas chegarão em que tal recurso será precioso para a resolução de encontros vindouros e, nesse sentido, este foi um bom teste.
Nunca é agradável nem simpático “chamar os bois pelos nomes”. Todavia, exige a verdade que se atribua nota negativa a Simão Sabrosa. O extremo encarnado tarda em aparecer por Portugal a um nível aceitável. Mais uma exibição muito pobre de Simão Sabrosa, indispensável no Benfica, acessório na selecção. Levando em linha de conta apenas os encontros disputados com a camisola de Portugal, Simão não justifica a titularidade. Muito dificilmente se explica a banalidade do ex-Barcelona quando veste a camisola nacional...
Num período muito desgastante da temporada, defrontar o medíocre Canadá a feijões não serve de nada. Não se testaram esquemas novos, tão pouco unidades novas (Manuel Fernandes terá sido a excepção) ou alternativas inovadoras. Assim sendo, poder-se-ia ter poupado o natural coro de assobios com que se aguentou grande parte do segundo tempo. Estranha-se que, com o avançar da época, se obrigue Deco e Paulo Ferreira – os dois titulares com mais horas nas pernas - a noventa minutos de futebol. Até onde se pode ir, em termos físicos, num encontro tão vazio?
McKenna. Estranhas coincidências tem o futebol. Não tivemos um encontro que fugisse do termo amigável e, por isso mesmo, é complicado eleger o mais duro. Escolha-se aquele que mais rígido foi nas disputas físicas mas, sobretudo, aquele que mais problemas de rins demonstrou ter. McKenna roçou, nesse aspecto, o risível. Demasiado fraco a defender, teve erros primários e foi forçado a algumas faltas menos bonitas. Ainda assim, foi dele o tento canadiano. O futebol tem coisas...
Hirschfeld. Manuel Fernandes tem mérito no risco que assume mas tem apanhado pela frente adversários pouco hábeis para as artes da baliza. Hoje, Hirschfeld foi medíocre. Mal entre os postes, mal nas saídas. Permitam que me fique por aqui...
Deco. Não foi brilhante, muito longe disso. Certo é que, mesmo jogando pouco e por vezes mal, Deco é o mais eficaz dos jogadores nacionais. Dos seus pés saem assistências para golo, para os pés seguem todos os lances de Portugal, sempre na esperança de que o mágico ex-FC Porto possa resolver ou indicar o caminho a ataques que nem sempre revelam sentido de orientação. Portugal confia em Deco, Deco resolve...
Manuel Fernandes. Não só pelo golo, o médio benfiquista destacou-se na entrega, na segurança que revelou e na resposta que deu a Scolari. O Canadá não serve de exemplo mas Portugal pode contar com este médio. Está com sorte e voltou a ser feliz no remate exterior mas esse foi apenas um dos ítems que catapultaram Manuel Fernandes para o estatuto de melhor em campo.
Remate. Diz-se que a última imagem é a que fica e Portugal salvou-se de uma assobiadela já perto do final. Com efeito, a turma de Scolari revelou coerência a abrir e a fechar, ainda que tenha roçado o sofrível durante o restante tempo de jogo. Não se extraem grandes notas para os tempos vindouros e, apesar do discurso forte, o seleccionador não consegue inverter a displicência com que se encaram estas partidas. Que tudo corra pelo melhor em Bratislava. Quase me esquecia – a partir de agora, amigáveis só com adversários à altura. Pode ser?
Ficha do Jogo:
Estádio: Cidade de Barcelos
Árbitro: Igor Ishchenko (Rússia)
Portugal: Quim; Paulo Ferreira, Fernando Meira (Boa Morte, 70´), Jorge Andrade e Nuno Valente (Miguel, 45´); Maniche (Ricardo Costa, 45´), Manuel Fernandes e Deco; Ronaldo (Nuno Gomes, 45´), Simão (Hugo Viana, 45´) e Pauleta (Postiga, 45´)
Canadá: Hirschfeld; Hutchinson, McKenna, Reda e Klukowski; Imhof (Posnak, 86´), Stalteri (Peters, 76´), De Guzman e Brennan (Radzinski, 45´); Occean (Bernier, 68´) e De Rosario
Golos:
8' Manuel Fernandes (1-0)
11´ Pauleta (2-0)
81´ Postiga (3-0)
84´ McKenna (3-1)
91´ Nuno Gomes (4-1)
Cartões Amarelos:
Portugal: nada a registar
Canadá: 64´Reda, 67´De Guzman
Está online a 2ª edição do Quarto Árbitro, versão rádio. Esta semana há destaque óbvio para os confrontos da selecção nacional. Fomos à RTP falar com os jornalistas Manuel Fernandes Silva e Marco Hélio e dedicamos o Olheiro ao avançado eslovaco Marek Mintal, adversário de Portugal na próxima quarta-feira. Fugindo ao futebol, o Topo Norte foi à Faculdade de Direito recolher opiniões sobre Tiago Monteiro. Devido às férias da Páscoa, o JPN está a funcionar a meio gás, daí só ter sido possível publicar o Quarto Árbitro no dia de hoje. A título excepcional...

Foto: UEFA
Ainda distantes do final da temporada, os maiores clubes europeus já começam a planear a época vindoura. Em Inglaterra, o Chelsea parece ultrapassar a concorrência do Arsenal pelo extremo-avançado Shaun Wright-Phillips. Internacional inglês, o jogador do Manchester City é também pretendido em Barcelona. Xavi, colega de Deco na Catalunha, manifestou vontade de contar com o veloz atleta. Também em Camp Nou se intensificam os rumores em torno do médio holandês Mark Van Bommel. Pedra fundamental no PSV Eindhoven e na selecção laranja, o jogador ainda não decidiu o seu futuro. Esteve para ingressar no Tottenham em Janeiro mas tudo se parece encaminhar para que assine pelo Barça. Por falar no conjunto de Pedro Mendes, Martin Jol está bastante interessado no checo Tomás Rosicky. Conhecidas as fragilidades económicas do Dortmund, é bem possível que o negócio agrade todas as partes. Mais ambiciosa será a vontade de o Manchester United contar com o guarda-redes Iker Casillas, porventura o melhor jogador do Real Madrid na corrente temporada. Na capital espanhola, a imprensa sonha com Joaquín. A Marca junta o extremo do Bétis a Jose Antonio Reyes e volta à carga para a contratação do explosivo internacional espanhol. Confirmando-se o negócio, os rumores de que Figo deixa o clube no final da época podem muito bem ser verdadeiros.

São seis os pontos que separam, nesta altura, o líder Benfica do quarteto perseguidor. Os encarnados estão, por isso, mais perto do que nunca do tão almejado título, que vai fugindo há mais de uma década. Se, por um lado, a distância pontual em relação ao segundo classificado dá aos pupilos de Trappatoni uma larga margem de erro, por outro lado, é incontornável a pressão que se vai alojando no interior dos atletas da Luz.
Apesar da vantagem pontual de seis pontos, o Benfica e os seus adeptos não devem encomendar, desde já, as faixas de campeão. E são várias as razões para tão grande cautela… Desde logo a ansiedade que se tem instalado no jogo encarnado sempre que se fala em liderança. A equipa de Trappatoni sente, como ninguém, a pressão de estar tão perto do título. Tanto em casa frente ao Gil Vicente, como em Setúbal valeu aquilo a que muitos chamaram estrelinha de campeão, mas a que eu prefiro chamar contingências do encontro, para que os encarnados assumissem de vez o comando isolado desta Superliga.
Outro dos aspectos relevantes nesta ponta final de campeonato passa pelo calendário. Deslocações a Vila do Conde a ao Bessa, bem como, a recepção ao Sporting não deixam antever facilidades a Trappatoni e companhia. Isto sem mencionar todas as restantes partidas, nas quais, os encarnados terão de jogar nos limites.
A chave do sucesso encarnado, numa altura em que nem os dirigentes se entendem quanto ao rumo a seguir, reside em grande parte na posição de Trappatoni e restante equipa técnica. Mais do que gerir o esforço dos atletas, a velha raposa tem pela frente a espinhosa missão de gerir sentimentos, e isolar o balneário encarnado da euforia que se vai instalando no exterior. Isto numa fase em que há dirigentes que pedem, desde já, um apoio incondicional ao pseudo-campeão nesta finais que se avizinham, e há outros que colocam o pé no travão e reclamam tranquilidade máxima para que o plantel não sinta a pressão que já mencionei anteriormente. Ora, a euforia é já uma realidade, porém, não são os adeptos que deverão conter as emoções, mas antes ao atletas que mais do que nunca, se devem unir realisticamente em torno de um sonho que é o de todos os benfiquistas, caminhando à medida das pernas de um plantel que tem as suas limitações…
Este é sem dúvida um campeonato diferente e o Benfica é, para já, quem se tem mantido mais regular… Porém, tal regularidade não esconde as lacunas de um plantel que treme sempre que uma pedra fundamental se lesiona ou está castigada. Por isso mesmo à atenção dos encarnados deve estar também a condição física dos atletas, principalmente, daqueles que, por razões mais do que evidentes, manipulam como querem a dinâmica do futebol benfiquista. Nada está ainda decidido e pela frente o Benfica tem agora as partidas mais complicadas da última década…

Vai longa a novela em torno da contratação de Jose Antonio Reyes pelo Real Madrid. Internacional espanhol, o avançado ex-Sevilha rumou a Londres em Janeiro de 2004 mas quer regressar a Espanha. Conhecido o interesse dos merengues, Reyes tem assumido uma postura pouco diplomática face ao Arsenal. Hoje, todavia, o emblema inglês decidiu colocar o jovem avançado no mercado, sendo muito provável que o Real Madrid avance para a contratação do atleta, que actua como segundo atacante ou ala-esquerdo. Depois de um fulgurante começo de época em Highbury, Reyes caiu de produção e deixou-se enamorar pelas cantigas vindas da capital espanhola. Tornou-se célebre a gaffe que protagonizou quando, crendo estar em conversa com Butragueño, declarou o seu interesse em jogar pelo emblema de Chamartin. Apesar da forte concorrência, o jogador que se estreou na selecção espanhola diante de Portugal não parece preocupado. Por esta altura, é já grande a onda de rumores no que toca a reforços para o clube de Figo, sendo que a política de Florentino Pérez parece centrar-se, novamente, no reforço do sector atacante. Muitos estranham, pois, a inclusão do lateral-direito Sergio Ramos, colega de Makukula no Sevilha, na lista de compras dos merengues. A confirmar...
Ainda em Espanha, leia-se a opinião de Josep Prats. Mourinho dá que falar...

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Face ao mau início de época, a Ferrari antecipou a estreia do F2005 já para o Grande Prémio do Bahrein. Isso mesmo foi hoje anunciado em Maranello, sendo que Schumacher e Barrichello passaram a semana a testar e afinar o novo monolugar da scuderia hexacampeã do Mundo. Quando estão concluídas duas provas, a Ferrari contabiliza escassos dez pontos, estando já bem distante dos vinte e seis da Renaul, que venceu ambas as corridas disputadas.

Foto: LPVoleibol
O Sporting de Espinho juntou-se ao Benfica na final do Campeonato Nacional Carglass, em voleibol. Ontem, os tigres derrotaram o Esmoriz no terceiro e decisivo encontro das meias-finais, ganhando assim direito a defrontar o Benfica, clube que garantiu a passagem logo ao segundo jogo. Em Espinho, o Sporting local precisou da "negra" para derrotar os vice-campeões nacionais. Depois de dois encontros que favoreceram claramente quem actuou em casa, a partida de ontem ficou marcada pela competitividade. Pelos parciais de 16-25, 22-25, 25-21, 25-17 e 16-14, a turma de Rui Pedro logrou seguir em frente e matar um borrego que já avançava para o quinto ano. É que o Espinho foi derrotado pelo Esmoriz nas quatro anteriores meias-finais.

Foi enorme a contestação a Freddy Shepherd quando o presidente do Newcastle anunciou, em Setembro de 2004, a contratação de Graeme Souness para o cargo de treinador. Estava concluída uma longa ligação a Bobby Robson, que falhara o último lugar de acesso à Liga dos Campeões e vinha protagonizando um péssimo início de época. Ex-treinador do Sporting e do FC Porto, Sir Robson não terá resistido a um balneário problemático e a direcção do emblema de Tyneside acreditou ser Souness o garante da disciplina e do rigor. Apesar de ter confessado querer acabar a carreira como técnico aos 50 anos, o escocês foi apresentado em St. James Park meses depois de ter soprado 51 velas. Todavia, o nome de Graeme Souness exige um enorme recuo temporal. Comecemos em 1968...
Nascido em Edimburgo a 6 de Maio de 1953, o agora treinador do Newcastle fez boa parte do percurso de formação futebolística em White Hart Lane e foi com o Tottenham que assinou o primeiro contrato profissional. Aos 15 anos, o médio escocês parecia ter um brilhante futuro no emblema londrino mas nunca se chegou a estrear pelos spurs, muito por culpa de Jimmy Greaves. Todavia, o Middlesbrough interessou-se no seu valor e acabou por contratá-lo em 1972. Souness teve enorme sucesso em Ayresome Park, ainda que tenha demorado um ano para chegar ao onze inicial do Boro. Num estilo que aliava agressividade a algum primor, o médio solidificou o seu estatuto no clube (fez 176 jogos com a camisola do Riverside no principal campeonato inglês) e chegou à selecção escocesa. Corria o ano de 1975 e Souness fez parte dos eleitos para o desafio frente à RDA, naquela que seria a primeira de 54 internacionalizações. Pela Escócia, Graeme participou nos Mundiais da Argentina, de Espanha e do México.
Aliás, foi em 1978 que se transferiu para o emblema que mais o projectou enquanto profissional de futebol. O Liverpool pagou 350 mil libras pelo passe do centro-campista e Souness juntou-se à maravilhosa geração que celebrizou a turma de Anfield. Durante seis temporadas, Graeme fez 247 partidas na First Division, tendo ganho cinco campeonatos. Mais – venceu três Taças dos Campeões Europeus e quatro Taças da Liga Inglesa. Já com 31 anos, obrigou a Sampdoria a pagar 650 mil libras pelo seu passe. Souness esteve dois anos em Itália mas não resistiu, em 1986, ao convite do Glasgow Rangers. Regressou à Escócia para assumir a função de treinador-jogador mas a estreia não foi positiva, tendo sido expulso. Todavia, a restante temporada foi idílica e os protestantes puseram fim à hegemonia dos rivais católicos. Apesar dos três campeonatos e das quatro Taças da Liga Escocesa que conquistou para o conjunto do Ibrox, a passagem do agora técnico do Newcastle por Glasgow não foi totalmente pacífica. Sendo um protestante, foi com algum cepticismo que a massa adepta dos Rangers encarou o seu casamento com uma católica mas, mais grave do que isso, foi com o seu aval que Mo Johnston foi contratado pelo clube. Apesar da sua valia enquanto jogador, Johnston foi imediatamente rejeitado como o primeiro católico a actuar de azul e a sua casa foi alvo de várias ameaças de bomba. Também Souness sofreu o risco da opção tomada e, sentindo a vida em perigo, não teve como rejeitar o convite do Liverpool.
Estávamos em Abril de 1991 e Kenny Dalglish abandonava o comando dos reds. Em Anfield, via-se chegar ao fim duas décadas de intenso domínio e, longe de ser o salvador, Souness acabou por ser o cangalheiro do clube que ajudou a projectar. Criticado por formar um plantel demasiado jovem e pelo afastamento do treinador das camadas jovens, Phil Thompson (foi, mais tarde, adjunto de Houllier), Graeme viria a sofrer um ataque cardíaco em princípios de 1992. Todavia, recuperou muito rapidamente e conduziu o clube à vitória na Taça de Inglaterra. Apesar desse triunfo – único que alcançou no comando técnico do Liverpool – o escocês não gozava de grande popularidade junto da massa adepta do clube e o seu destino ficou traçado quando relatou ao The Sun a experiência que passou devido a problemas cardíacos. Ora, o periódico era muito mal encarado em Merseyside pela cobertura extremamente negativa que fizera dos incidentes de Hillsborough, três anos antes, e a abertura revelada por Souness face àquele jornal foi a gota de água. Terminara o estado de graça do antigo médio e o pior início de época dos últimos trinta anos foi a justificação que se aguardava para a saída do treinador, em Janeiro de 1994.

Após curta pausa de um ano, o escocês regressou à actividade quando aceitou o convite do Galatasaray. Todavia, o segundo lugar alcançado no campeonato turco não agradou aos dirigentes do Ali Sami Yen. Contudo, Souness deixou marca ao vencer a Taça da Turquia, festejando de forma controversa a vitória sobre o rival e campeão Fenerbahçe. Tudo se decidiu no terreno do adversário e o escocês excedeu-se nas celebrações, tendo estendido uma enorme bandeira do Gala no centro do terreno rival. Graeme pode-se gabar de ter escapado com vida à ousadia mas via chegar ao fim a aventura de Istambul.
Não passou muito tempo desempregado, regressando a Inglaterra para orientar o Southampton. Todavia, a experiência no The Dell também não resultou favoravelmente para o ex-médio do Liverpool. Salvou-se a permanência mas Souness nunca lidou bem com a falta de fundos nem com o mau jeito para as contratações. Ali Dia chegou a Inglaterra como sobrinho de George Weah mas saiu vaiado após 57 minutos de competição. Graeme Souness ficou intimamente ligado a uma das piores contratações da história da Premiership e Ali Dia acabou no Gateshead, das divisões inferiores inglesas. No Verão de 1997, estava findo o capítulo Southampton.
Chegou, mais tarde, a experiência latina. Tudo começou em Turim. Bem, a verdade é que mal chegou a começar. Sete pontos em seis jornadas e uma terrível adaptação ao futebol italiano valeram a saída do treinador, de imediato chamado para substituir Manuel José no Benfica. João Vale e Azevedo prometeu “mundos e fundos” ao escocês, que apostou forte no mercado britânico. Extremamente controversa, a passagem de Souness por Portugal rendeu aos encarnados uma boa prestação na Liga dos Campeões mas o afastamento da luta pelos troféus nacionais. Depois de dois terceiros lugares, o técnico foi afastado. João Vieira Pinto, capitão dos encarnados, lembra, ainda hoje, que Souness foi o pior treinador com quem trabalhou. Agora no Boavista, o ex-internacional português critica-lhe a falta de método e de profissionalismo, bem como a arrogância.
Todavia, Inglaterra voltou a abrir-lhe os braços. Chamado para o Blackburn, trouxe o clube de volta à Premier League e venceu a Taça da Liga de 2002, conseguindo a primeira de duas qualificações para a Taça UEFA. Souness apostou em jovens valores como Damien Duff, David Dunn e Matt Jansen e viu o emblema cair quando perdeu os miúdos em quem apostara.
Em Setembro de 2004, depois de um desastroso começo de época em Ewood Park, Souness foi chamado para substituir Bobby Robson em Newcastle. Numa opção pouco ou nada consensual, o clube de Tyneside julgava ter no escocês o garante da estabilidade no balneário mas também se especulou sobre a possibilidade de Graeme fazer a transição para o reinado de Alan Shearer, apontado como treinador dos magpies assim que der por concluída a carreira de jogador. Começou muito mal o técnico ex-Benfica, perdido em quezílias pessoais com o controverso avançado galês Craig Bellamy. Ainda assim, a saída deste em Janeiro e a contratação do central ex-Rangers Boumsong garantiram a extraordinária subida de forma do Newcastle. Ainda em prova na Taça de Inglaterra e na Taça UEFA, os geordies vivem na ilusão de regressar às conquistas ainda esta temporada.
Newcastle United (Parte I - História)

Hoje podia escrever que o FC Porto teve óptima presença em Alvalade e que o culpado da derrota é, única e exclusivamente, o árbitro João Ferreira. Podia dizer que mora no Dragão a melhor equipa da actualidade e que se respira confiança na Invicta, em muito graças às excelentes contratações feitas por Pinto da Costa em ambos os períodos de abertura do mercado. Hoje podia mentir, mas não vou fazê-lo. Logo, não sendo esta uma obra de ficção, fiquemo-nos pela mais crua das realidades...
1 – Hoje podia referir a medíocre relação de golos do FC Porto. Podia alertar para o facto de apenas terem entrado mais oito remates na baliza contrária do que na nossa baliza e que existe uma deprimente média de 1,15 golos/jogo. Mais do que isso, foram já seis as ocasiões em que os dragões estiveram a seco (quatro delas em casa) e só por oito vezes se superou a inacreditável, quase megalómana, marca de um remate certeiro em noventa minutos. Inacreditavelmente, foram já duas as ocasiões em que se logrou alcançar três golos numa só partida. Muito pouco se marca e, assim sendo, nem é de estranhar que Benni McCarthy signifique 1/3 da concretização portista, ele que é avesso à lógica de que um jogador de futebol deve ser capaz de ter mais do que duas aparições seguidas. Hoje podia dissertar sobre a seca que abrange a produção – ou falta dela – do FC Porto. Podia, mas não vou fazê-lo...
2 – Hoje podia lembrar que o FC Porto tem um registo criminal assustador e que as autoridades nacionais deviam ponderar a apresentação de uma queixa-crime contra o já chamado Gang do Olival. Podia, perfeitamente, citar os seis cartões vermelhos directos (juntem-se-lhe três exclusões por acumulação) já exibidos a jogadores portistas e evocar os mais de oitenta amarelos estendidos ao ar para castigar a má conduta dos atletas de Fernández, primeiro, e de Couceiro, depois. Podia lembrar que o FC Porto faz, em média, mais de 22 faltas por encontro e que o número total de jogos de castigo chegará aos trinta se Benni e Seitaridis forem afastados com duas partidas de punição. Não sendo matematicamente brilhante, parece-me que, por norma, os dragões encaram cada fim-de-semana com um nome a menos (a média passa a ser de 1,11...). Sim, podia evocar a indisciplina como uma das causas/consequências da mediocridade do FC Porto. Podia, mas não vou fazê-lo...
3 – Hoje podia entrar na já banal discussão sobre a enormidade que é o número de pontos cedidos pelo FC Porto no seu terreno. Podia lembrar que Mourinho perdeu, em dois anos que resultaram em 34 partidas, escassos dois pontos – curiosamente, no primeiro desse lote de encontros (o empate a dois com o Belenenses, em Agosto de 2002). Entrando em comparações, resulta óbvio que um par de encontros bastou para que Fernández superasse a média do antecessor e que Couceiro não inverteu a tendência. Daqui resulta o facto de o FC Porto ter vencido apenas quatro dos treze jogos disputados no Dragão, o que significa 17 pontos conquistados e 22 cedidos. Apenas três conjuntos evidenciam pior performance do que o campeão e natural candidato ao título – a saber: o modesto Penafiel, a aflita Académica e o desgraçado Beira-Mar. No tocante a golos, o score é de um positivo e apenas quatro emblemas revelam pior desempenho ofensivo! Podia, obviamente, concluir não ser este o registo digno de um pretendente ao primeiro lugar. Podia, mas não vou fazê-lo...
4 – Hoje podia entrar por um campo muito pouco explorado e descascar fortemente nos adversários deste asqueroso FC Porto, tão fracos ao ponto de permitirem que o depauperado conjunto da Invicta se mantenha em igualdade pontual com o segundo classificado e em condições, teóricas claro, de chegar à liderança. Podia, por exemplo, afirmar que o Sporting de ontem foi extremamente nojento, ao ponto de apenas lograr marcar por duas vezes a um adversário que não teve, que não existiu. Mais do que isso, e a realidade afasta os nacionais “ses”, o leão só concretizou de grande penalidade e em descontos. Desconfio, inclusive, que tivesse Peseiro disponível um terceiro central e tê-lo-ia lançado imediatamente após o golo de Liedson. Verdadeiramente deprimente a forma como o Sporting lidou com um conjunto de pinos, verdadeiramente lamentável que a Superliga se deixe vaiar ao ponto de ter um defunto FC Porto na luta pelo título. Podia, parece-me consensual, escrever sobre a mediocridade dos outros. Podia, mas não vou fazê-lo.
5 – Hoje podia evocar que a primeira memória que tenho do meu clube é de uma derrota. Podia contar-vos que me lembro de ter sentido ser portista na Primavera de 1991 e que não invoco emoções relativamente a Viena, Amesterdão ou Tóquio. Recordo, isso sim, que segui um FC Porto-Benfica a partir do velho aparelho onde, ainda hoje, passam vinis. Vejo, como se do presente se tratasse, a semana vivida na ânsia de que a família me levasse à bola. Hoje, ao contrário de então, sou eu o único a sair de casa para ver o meu, o nosso, clube. Porque a mais não me permite a memória, lembro essa tarde que justificou a carreira de um jogador como o nascimento de mais um portista. Talvez por ter sido criado em dia triste, em mim ficou sempre a noção de que um clube é bem superior a momentos. Aceito com reticência o típico adepto que aparece na hora da celebração mas que se afasta nos períodos difíceis. Hoje, como em outras alturas, o FC Porto vive um terrível presente. Todavia, não contem comigo para virar as costas ao emblema que venero. Podia dizer-vos que tenho orgulho em ser sócio do melhor clube do Mundo. Podia, e é o que aqui faço...
Porque assim o exige a verdade, noto que o modelo escolhido para este artigo se inspira no brilhante texto assinado por António Barreto para o Público de 20 de Fevereiro de 2005. Honra lhe seja feita...

Foto: Lusa
Título, Europa e despromoção são temas a debater durante as próximas jornadas. Dadas as circunstâncias, é bem provável que as dúvidas se mantenham mesmo até final. No que concerne ao primeiro posto, o Benfica voltou a disparar mas tem atrás de si um quarteto que define posições nas jornadas vindouras. Em crescendo está o Vitória de Guimarães, sedento para um lugar que o leve à Europa e apague da memória os lenços brancos e as promessas de saída de Manuel Machado. Seis emblemas vivem na tranquilidade e sobram outros seis na luta pela manutenção. Numa Superliga partida em três partes iguais, a vitória da Académica foi incapaz de fazer saltar os estudantes da linha-de-água. Isto porque Estoril e Gil Vicente também saíram vitoriosos.
Resultados
Gil Vicente 3-2 Nacional
V. Setúbal 0-2 Benfica
Marítimo 1-2 V. Guimarães
Rio Ave 1-1 Sp. Braga
U. Leiria 1-2 Académica
Estoril 2-0 Moreirense
Belenenses 2-0 Beira-Mar
Penafiel 1-1 Boavista
Sporting 2-0 F.C. Porto
Classificação à 26ª Jornada
1. Benfica 51
2. Sp. Braga 45
3. Sporting 45
4. FC Porto 45
5. Boavista 45
6. V. Guimarães 40
7. Rio Ave 38
8. Marítimo 36
9. Belenenses 35
10. Nacional 34
11. U. Leiria 33
12. V. Setúbal 32
13. Penafiel 28
14. Gil Vicente 26
15. Estoril 26
16. Moreirense 25
17. Académica 25
18. Beira-Mar 23

Foto: Associated Press
Apesar de o Sporting ter conseguido o único resultado que o mantinha na luta pelo título, o grande vencedor do encontro de Alvalade foi... o Benfica. São seis pontos a separar os encarnados do quarteto de perseguidores, sendo que o FC Porto voltou a exibir gritantes fragilidades. Couceiro perdeu três encontros fundamentais e prepara-se para assumir o fracasso de uma temporada que não planeou. Hoje, como no passado, os ainda campeões demonstraram berrantes debilidades em capítulos básicos como o passe e juntaram-lhe a dose de idiotice que marcou o fim da era Fernández. McCarthy foi expulso ainda no primeiro tempo, Seitaridis teve igual sorte no lance que ofereceu a Liedson o tento inaugural. Extremamente pressionado, o Sporting fez uma exibição bastante mediana. Face a adversários destes, é q.b...
Enquadramento
Couceiro traçou com precisão os contornos desta partida - uma final para o FC Porto, uma finalíssima para o Sporting. Compreende-se o jogo psicológico mas é absolutamente trivial que os leões não beneficiariam de nenhum resultado que não a vitória. Por seu turno, o conjunto portista via a sua situação agravada em caso de derrota mas nenhum resultado ditava a eliminação do leque de candidatos ao troféu. Vindos de derrotas caseiras para Superliga, os adversários desta noite tiveram sortes diferentes a meio da semana - o FC Porto viu concluído o brilhante percurso europeu, o Sporting ultrapassou o Middlesbrough e continua a sonhar com a vitória na Taça UEFA.
Tácticas
Face às ausências de Polga, Hugo, Custódio e Rochemback, Peseiro não tinha muito por onde inventar para a recepção ao campeão. Enak e Beto eram os centrais em sobra numa defesa que contava ainda com Rogério e Rui Jorge. João Moutinho era o homem mais recuado do miolo, com Pedro Barbosa e Hugo Viana a alternarem nas alas e Sá Pinto a cair próximo do reduto mais adiantado. Liedson era o homem mais fixo, Douala tinha liberdade mas cedo preferiu a ala-direita. Por seu turno, Couceiro tinha todo o plantel disponível e protagonizou uma grande surpresa. Previa-se que Bosingwa recuperasse a posição no miolo em detrimento da nulidade Diego mas o técnico preferiu troca-por-troca e confiou no medíocre Leandro do Bomfim. Quaresma retomou a titularidade, actuando sobre a direita num esquema de 4-3-3. Pedro Emanuel ganhou a Ricardo Costa na luta pela titularidade mas o ex-PSV era o motivo de espanto geral. Tendo o FC Porto um meio-campo muito debilitado, não se compreende a não opção pelo reforço dessa zona. Até por ser aí que reside um dos pontos fortes do Sporting...
Dragões entram melhor
Todavia, foi o FC Porto o primeiro a dominar o encontro. Ainda em fase de estudo, os dragões pareciam ganhar com o natural acerto de Ibson mas, mesmo tendo mais posse de bola, permaneciam muito longe da baliza de Ricardo. De tal forma que este sol azul foi de pouca dura, ou não tivesse regressado o tempo de chuva. Neste capítulo, Douala foi o santo milagreiro que fez precipitar água dos céus. Não tardou muito para que o camaronês se apercebesse de que a lateral-esquerda dos portistas era muito apetecível e foi ver Pedro Emanuel a compensar as incursões do ex-Leiria, deixando livre espaço no centro. Nuno Valente estava permanentemente deslocado e o Sporting crescia a olhos vistos. Muito disto está também relacionado com o crescimento do miolo leonino, por oposição a um FC Porto que voltou a evidenciar tremendas debilidades no capítulo do passe, circulação de bola e preenchimento de espaços.
Momento I - Benni expulso
Apesar de a toada ser, por esta altura, já favorável ao Sporting, o sul-africano Benni McCarthy resolveu dar uma ajuda extra a Peseiro. Lance completamente estúpido do avançado, que projecta o cotovelo sobre a perna de Rui Jorge ao levantar-se. Pode discutir-se a intencionalidade e intensidade do movimento mas um reincidente como McCarthy será sempre julgado em função dos antecedentes. Incompreensível como Benni não aguenta mais de dois jogos sem ser castigado! Perdendo a referência do ataque e o único elemento que dava sentido ao disparatado futebol directo (sejamos simpáticos no termo), o FC Porto limitou as formas de acesso à baliza de Ricardo - bola parada ou um lance de génio de Quaresma. Por sua vez, o Sporting cresceu ainda mais com a vantagem numérica, sobretudo ao nível anímico. Hugo Viana foi aparecendo cada vez mais no encontro mas os leões mostravam muito nervosismo e pouco acerto. Todavia, estas são descrições extensíveis ao FC Porto e, por exemplo, à monumental gaffe de Vítor Baía. Episódios à parte, o intervalo chegou com o nulo.
Momento II - E agora com a mão!
Apesar de Peseiro nada arriscar e do Sporting se manter numa toada muito fraquinha perante tal cenário, o certo é que cheirava a golo leão. Por via das dúvidas, Seitaridis ajudou quando usou a mão para desviar um esférico que se preparava para chegar a Liedson. Previa-se que o brasileiro marcasse mas, não contente com tão pequena desvantagem, o grego deu um bónus ao Sporting. Resultado - grande penalidade, golo do melhor marcador da Superliga e o FC Porto com nove unidades. Tudo mais complicado para os dragões, que nem com onze se aproximaram da baliza de Ricardo. Foi, de facto, doloroso ver um conjunto incapaz de segurar o esférico mas também não deixa de ser lamentável que Peseiro tenha aproveitado de forma tão deficiente as debilidades da turma contrária. Permanentemente na corda bamba, o Sporting parecia demasiado temeroso quanto a um milagre que desse o empate aos portistas e nunca evidenciou uma postura que lhe permitisse matar o jogo e ir em busca da superioridade no confronto directo. Contudo, Carlos Martins sentenciou o encontro no último lance. Perante tamanhas facilidades, não se admitiria outro cenário que não a vitória do leão.
Balanço
Ter-se-á perdido tudo em três jogos? Não sendo possível tirar conclusões a esta distância, a verdade é que o FC Porto está muito longe do topo da Superliga e, pior do que isso, exibe enormes fragilidades. Deficiências que vão desde o plano técnico (passe) ao aspecto táctico (disposição das peças e cumprimento de funções), vagueando também pelo capítulo da total idiotice. Couceiro é o menos culpado mas há erros primários neste FC Porto, ainda candidato. Por seu turno, Peseiro pode esgrimir argumentos de ordem física mas o Sporting foi, dadas as circunstâncias, demasiado banal. Pior do que isso, o seu treinador revelou-se mais nervoso do que os jogadores e esteve muito mal a partir do banco. Continuando na luta, o leão tem que mostrar muito, muito mais....

Foto: AFP
Está quase tudo decidido em Espanha. Maiorca, Albacete e Numancia parecem encaminhados para o segundo escalão e poucos duvidam que o título fuja ao Barcelona. Resta decidir os postos europeus, sendo que o Real Madrid terminará, salvo algum grande imprevisto, no segundo posto. De resto, muitos emblemas para apenas quatro posições. Por falar em Europa, o Villareal segura o nome de Espanha nas competições da UEFA.
Muito difícil o regresso do Real Madrid às vitórias, na penosa perseguição ao líder Barcelona. Duda e Edgar foram titulares pelo Málaga, que sofre a terceira derrota consecutiva. Figo esteve a tempo inteiro nos merengues mas foi Roberto Carlos a garantir o triunfo dos madridistas. Corria o quarto-de-hora da segunda metade quando o brasileiro arrancou um remate cruzado, quase de raiva. Tentou reagir o Málaga e até foi um produto da escola da capital, Fernando Sanz, quem mais se aproximou do golo.
Em Valência, a turma local também garantiu um importante triunfo na luta por um lugar que dê acesso à Liga dos Campeões. Sem Caneira, a recuperar de lesão, o conjunto ché chegou à vantagem por intermédio de Rufete, que concluiu com felicidade um bom lance de Mista pela esquerda. Não tardou para que chegasse o segundo golo do ainda campeão, obtido em contra-ataque. Marco di Vaio assinou o nono tento na prova após bom lance individual. Em tarde de inspiração, o Valência continuou a praticar bom futebol e chegou ao terceiro golo na conversão de uma grande penalidade. Marcou Mista, avançado chamado para o próximo compromisso da equipa espanhola. Pernía conseguiu o tento de honra do Getafe, num excelente remate de fora da área. Todavia, a vitória estava entregue e Antonio Lopez segue na perseguição a Bétis e a Villareal.
Também o Sevilha conseguiu importantes pontos na luta pelos lugares cimeiros. Em Maiorca, os insulares quase sentenciaram a descida de divisão mas o encontro ficou marcado pela lesão de Arango. O venezuelano chocou com Javi Navarro e previa-se o pior quando o jogador perdeu os sentidos e teve espasmos em pleno relvado. Imediatamente transportado ao hospital, o jogador acabaria por reagir. Chocante! No que concerne a futebol, Makukula foi titular e exibiu-se em bom nível pela turma de Caparrós. Todavia, foi Julio Baptista a marcar o tento solitário do encontro, na conversão de um grande penalidade em descontos do primeiro tempo. Máximo goleador dos andaluzes, o brasileiro seria expulso mais tarde mas nem assim o Maiorca reagiu. De tal forma que até pertenceram ao Sevilha as mais flagrantes ocasiões da segunda metade.
Em Bilbau, o Atlético derrotou o Levante com um trunfo imprevisto - Llorente. Lançado no onze, o jovem avançado fez dois golos, estreando-se a marcar na prova, e decidiu o encontro a favor dos bascos. Sempre melhor sob o relvado, o conjunto de San Mamés foi sempre muito perigoso e até os postes ajudaram Mora a evitar um resultado mais dilatado. Sergio García foi sempre o mais perigoso do Levante mas seria Juanma a reduzir, fazendo o seu segundo golo em outras tantas jornadas. Todavia, o substituto de Llorente revelou tanta eficácia quanto o companheiro. Urzaiz marcou perto do final e sentenciou o encontro, fazendo o décimo golo pessoal.
Em Soria, o Numancia terá dito adeus ao principal escalão do futebol espanhol. Apesar de ter criado boas ocasiões e de ter disposto de duas vantagens, o Numancia pagou por erros próprios. Ainda assim, adiantou-se bem cedo, por Pablo Sanz, que concluiu lance confuso na área do Santander. Racing que empatou a meio do primeiro tempo, num excelente golo do avançado uruguaio Mario Regueiro. Tarantino voltou a adiantar os locais mas as falhas defensivas traíram o Numancia ainda antes do intervalo. Esquecido, Aganzo igualou após livre. No recomeço, Arizmendi matou o encontro e as esperanças do Numancia permanecer na maior divisão espanhola. Por seu turno, o Racing está a salvo.
Em Saragoça terminou a jornada, num desolador nulo entre os locais e o Atlético de Madrid. Adiado foi o Osasuna-Villareal, em função de compromissos europeus da turma de Armando Sá. José Mari e Riquelme selaram a vitória sobre o Steaua de Bucareste - havia eliminado o Valência - e a continuação na prova.
Resultados
Zaragoça - At. Madrid 0-0
Rela Madrid - Málaga 1-0
Valência - Getafe 3-1
At. Bilbau - Levante 3-1
Numancia - Racing 2-3
Maiorca - Sevilha 0-1
Deportivo - Barcelona 0-1
Espanyol - Real Sociedad 2-2
Bétis - Albacete 2-1
Osasuna - Villareal adiado
Classificação à 29ª Jornada
1 Barcelona 68
2 R. Madrid 57
3 Betis 48
4 Villarreal* 47
5 Valencia 46
6 Espanyol 46
7 Sevilla 46
8 Atlético 43
9 Deportivo 42
10 Athletic 41
11 Zaragoza 39
12 R. Sociedad 36
13 Getafe 35
14 Levante 34
15 Racing 34
16 Málaga 34
17 Osasuna* 31
18 Mallorca 24
19 Albacete 24
20 Numancia 20
• menos um jogo

Foto: Reuters
O Milan voltou a colar à Juventus na liderança da Serie A. Obrigada a vencer em Roma, a turma de Rui Costa (não jogou) protagonizou uma segunda metade de alto nível e resolveu a questão. Por seu turno, a Roma (sem Abel Xavier) estreava Bruno Conti no comando técnico e vi o ex-atleta Cafu entrar de forma violenta sobre Leandro Cufré. Contrariamente ao exigível, Paparesta apenas exibiu o cartão amarelo. Cufré teve de ser substituído e o Milan arrancou para o triunfo no minuto seguinte à saída de Montella, o melhor marcador da prova. Excelente lance do ataque milanês, com Crespo a elevar-se para adiantar os milaneses. Tudo parecia mais complicado para os locais, que viram Panucci ser expulso em mais um lance que se deixou bater pelo avançado argentino emprestado pelo Chelsea. Crespo cabeceara para o segundo, o defesa ex-Milan defendeu com a mão. Grande penalidade que Andrea Pirlo, como é norma, não desperdiçou. Até final, nota para a expulsão de Francesco Totti.

Foto: Associated Press
Roger Federer venceu o primeiro Masters da temporada e continua o passeio pelos courts de ténis do circuito ATP. Líder dos rankings Champions Race e Entry System, o suíço derrotou Lleyton Hewitt na final de Indian Wells e tem uma impressionante série de 42 vitórias (26 delas já em 2005) para apenas um derrota desde que perdeu para o checo Tomas Berdych nas Olimpíadas de Atenas. Mais do que isso, o detentor de Wimbledon logrou vencer a sua 17ª final consecutiva e não perde com Hewitt há oito encontros. Excelente percurso do tenista, que esta temporada só perdeu para Marat Safin, após maratona nas meias-finais do Open da Austrália (com Federer, recorde-se, fisicamente diminuído). Em Indian, Roger venceu pelos parciais de 6-2, 6-4 e 6-4.

O Paços de Ferreira é cada vez mais líder da Liga de Honra. Na ronda 25, os homens da capital do móvel golearam o Felgueiras (4-1), que vinha fazendo uma série bastante positiva em termos de resultados, ampliando assim a vantagem em relação ao Estrela da Amadora. A grande surpresa da jornada foi a derrota caseira do Estrela frente ao Leixões por 1-0. E, na partida que se avizinhava escaldante, o Marco voltou a perder, desta feita, na Figueira da Foz. A Naval venceu por 2-1 e tem agora cinco pontos de vantagem sobre os de Marco de Canaveses.
Na próxima ronda, atenções centradas no Leixões-Naval, partida que vai aquecer a luta pelo terceiro lugar.
Confira de segiuida resultados e classificação...
Resultados:
Portimonense 1-1 Maia
E. Amadora 0-1 Leixões
Naval 2-1 Marco
Feirense 2-1 Desp. Chaves
P. Ferreira 4-1 Felgueiras
Santa Clara 0-0 Alverca
Desp. Aves 1-1 Sp. Espinho
Ovarense 1-0 Gondomar
Olhanense 1-2 Varzim
Classificação:
1. P. Ferreira 55 Pts
2. E. Amadora 49
3. Naval 47
4. Marco 42
5. Leixões 42
6. Feirense 40
7. Maia 38
8. Olhanense 35
9. Desp. Aves 35
10. Varzim 33
11. Ovarense 33
12. Portimonense 32
13. Felgueiras 29
14. Santa Clara 29
15. Sp. Espinho 27
16. Desp. Chaves 27
17. Gondomar 26
18. Alverca 22
A 25ª jornada da Liga TMN fica marcada pela derrota do FC Porto diante da Ovarense. Os pupilos de Luis Magalhães perderam, em Matosinhos, por 79-85 e estão na terceira posição da tabela classificativa. Esta foi a terceira derrota consecutiva dos portistas, que vinham de perder, surpreendentemente, em Aveiro para a Liga e em Ovar para a Taça. Os azuis e brancos parecem estar em queda livre, sendo que, a Ovarense faz o percurso inverso. Nas restantes partidas não houveram grandes surpresas, com o Queluz a bater o Barreirense. Assim sendo, as baterias estão agora apontadas para o jogo grande da próxima ronda entre FC Porto e Queluz.
Confira de seguida resultados e classificação...
Resultados:
FC Porto Ferpinta-Ovarense Aerosoles 79-85
Santarém-Benfica 53-78
Queluz Sintra PM-Barreirense 93-76
Oliveirense Caçarola-Lusitânia Angra PM 82-78
Belenenses Montepio-CAB Madeira 87-81
Aveiro Basket-Casino Ginásio 83-89
Classificação:
1º Queluz 25 24 1 J/V/D
2º Ovarense 24 17 7
3º FC Porto 25 17 8
4º Oliveirense 25 15 10
5º Benfica 25 15 10
6º Belenenses 25 15 10
7º Ginásio 24 14 10
8º CAB Madeira 25 12 13
9º Lusitânia 25 5 20
10º Santarém 25 5 20
11º Barreirense 25 5 20
12º Aveiro 25 5 20

Em fim de semana de competições europeias de hóquei em patins, as atenções estavam voltadas para o Pavilhão Dr. Salvador Machado, em Oliveira de Azeméis. FC porto, Réus e Barcelona já tinham carimbado o passaporte para a final four da Liga dos Campeões, sendo que, faltava conhecer apenas um dos quatro finalistas. A jogar em casa, os pupilos de António Vale precisavam da vitória, porém, com Tó Neves no banco (a contas com problemas físicos) e com o igualada a entrar melhor na partida, tudo parecia muito complicado para o conjunto português. No entanto, o número 5 da Oliveirense pediu para entrar e revolucionou a partida, ajudando a sua equipa a dar a volta ao resultado. Com o 5-4 final a União Desportiva Oliveirense junta-se ao trio já mencionado anteriormente, e vai defrontar o FC Porto na meia final a ser disputada em Réus a 14 de Maio. Tudo isto no ano de estreia da equipa de Oliveira de Azeméis na prova...
No que toca ao Nacional da 1ª Divisão, o campeonato esteve praticamente parado, à excepção da partida entre HC Sintra e Ac. Espinho. A partida terminou com a vitória dos visitantes por 1-2.
Na Taça CERS, o Portosantense foi eliminado pelo Bassano de Carlos Dantas, que atinge assim a final da prova. O conjunto português perdeu, em Itália, por 8-2.
Confira de seguida resultados e classificações...
1ª Divisão (25ªjornada):
HC Sintra - A. Espinho, 1-2
Jogam a 2 de Abril:
Juventude Viana - Portosantense
Nortecoope - Paço DArcos
Riba DAve - Óquei Barcelos
HC Cambra - Benfica
FC Porto - Oliveirense
Sporting - Gulpilhares
Classificação:
1. FC Porto 62 pontos
2. Oliveirense 52
3. Benfica 51
4. Juventude Viana 47
5. Óquei de Barcelos 45
Liga dos Campeões:
6ª jornada
GRUPO A
Oliveirense-Igualada 5-4
Barcelona-Uttigen 17-3
Barcelona 10
Oliveirense 8
Igualada 6
Uttigen 0
GRUPO B
Salerno-Barcelos 2-6
FC Porto-Reus 3-0
FC Porto 12
Reus 8
Barcelos 4
Salerno 0
FINAL-FOUR
Reus, dia 14 de Maio
FC Porto (Por)-Oliveirense (Por)
Barcelona (Esp)-Reus (Esp)
Final: em Reus, dia 15 de Maio
Será um FC Porto altamente pressionado aquele que hoje se apresentará no Estádio de Alvalade. Num encontro que se pode revelar decisivo para ambos os lados, José Couceiro joga uma temporada que não planeou e, pouco ou nada ganhando com o triunfo, sujeita-se a perder tudo em caso de derrota. Assim sendo, não é totalmente verdadeiro o jogo psicológico que tentou fazer na antevisão do clássico. Ciente de que este encontro é uma finalíssima para o Sporting, Couceiro quis acreditar que o FC Porto joga apenas mais uma final. Depois de duas cruciais derrotas, os dragões apresentam-se em Alvalade sem qualquer lesão, castigo ou outro impedimento de ordem processual. Todavia, a vertente psicológica deve pesar imenso sobre um plantel que raramente se mostrou forte e coeso. Amanhã, em Alvalade, joga-se uma época...
Humilhado pelo Nacional, eliminado da Liga dos Campeões. Não é um cenário idílico para Couceiro mas é nestas condições que chega a deslocação a Lisboa. Forçado a vencer para manter acesa a discussão pela Superliga, o FC Porto apresenta-se num momento extremamente frágil e joga toda uma temporada em Alvalade. Poucos acreditam, apesar desta prova ser pródiga em reviravoltas, que uma derrota mantenha os campeões na discussão e é com essa realidade que os portistas têm que lidar. Na máxima força no que toca a opções disponíveis, é muito previsível que Couceiro regresse ao esquema 4-4-2. Não que o trio de centrais tenha fracassado em Milão mas o alargamento do leque de escolhas deve favorecer o regresso ao modelo que mais tem sido utilizado com a chegada do técnico ex-Setúbal. Quanto aos nomes, também não será difícil conjecturar o onze inicial. Vítor Baía é o dono natural da baliza, Seitaridis e Nuno Valente mantêm o lugar nas laterais e Jorge Costa terá ao lado Ricardo Costa. Costinha actua à frente deste quarteto e terá na linha subsequente um trio de médios trabalhadores. Partindo do princípio que a nulidade de Diego seja preterida, será crível que o regresso de Bosingwa seja premiado com a titularidade. Falta averiguar qual a condição física do médio mas é notório que a sua regularidade o tem distinguido na posição. Estando bem, o ex-Boavista será interior-direito e o reforço (na verdadeira acepção do termo) Ibson estará na posição diametralmente oposta. Maniche joga mais sobre o miolo, suportando o ataque. Ricardo Quaresma terá maior liberdade do que o avançado Benni McCarthy. Neste cenário, as principais dúvidas terão que ver com a condição física de Bosingwa e com a opção pelo companheiro de Benni. Estando bem, creio que o primeiro será opção para render – ainda que não com as mesmas missões – o inconsequente Diego, sendo que o último ainda deve beneficiar do ónus de ter entrado bem em Milão. Cláudio, extracomunitário, voltou a sair dos convocados, onde reentram Leandro do Bonfim, Bosingwa, Bruno Gama, Ibson e Luís Fabiano. José Couceiro levou vinte jogadores para Lisboa. Conheça a lista: Vítor Baía, Nuno, Leandro do Bonfim, Bosingwa, Bruno Gama, Costinha, Diego, Hélder Postiga, Ibson, Jorge Costa, Luís Fabiano, Maniche, McCarthy, Nuno Valente, Pedro Emanuel, Pepe, Quaresma, Ricardo Costa, Raul Meireles e Seitaridis.

Foto: AFP
O Schalke 04 perdeu a vantagem que tinha ganho após a vitória sobre o Bayern de Munique. Em Mainz, a turma de Gelsenkirchen não logrou pontuar e já está novamente em igualdade com o emblema bávaro. Fabian Gerber marcou para os locais no minuto inaugural e o conjunto de Rangnick não se deu bem com a desvantagem. Ainda assim, conseguiram o empate a vinte minutos do final. Lincoln, de grande penalidade, fez o oitava golo da época. Durou pouco a igualdade, já que Thurk marcou para o Mainz, que respira melhor na fuga à despromoção.
Por seu turno, o Estugarda recuperou a terceira posição. Fernando Meira não jogou na vitória tangencial sobre o Friburgo. Markus Babbel fez o único tento da partida, corria o minuto vinte, após passe do bielorusso Hleb, que pode ingressar na Premieship depois de concluída a temporada.

Foto: Associated Press
Está concluída a jornada da Premiership e há dados importantes na luta pelo acesso à Liga dos Campeões, bem como na fuga à despromoção. Dois duelos locais, com os visitados a superiorizarem-se. Em Birmingham, a turma de Steve Bruce derrotou o Aston Villa por 2-0. Sorensen, guarda-redes dos villains, foi o protagonista do encontro. Tal como acontecera no encontro da primeira volta, o atleta dinamarquês voltou a destacar-se pela negativa e sofreu um enorme frango após remate de Emile Heskey, no recomeço. Julian Gray fechou a contagem em novo erro defensivo do conjunto de David O´Leary.
Em Liverpool, a equipa de Rafa Benítez derrotou o Everton e aproximou-se do quarto lugar, o último que dá acesso à Champions. Steven Gerrard adiantou os reds antes de concluída a meia-hora inaugural, desviando um livre batido pelo alemão Dietmar Hamann. Cinco minutos volvidos, os espanhóis Morientes e Luis García construíram o segundo do Liverpool. O avançado ex-Real Madrid rematou para defesa incompleta de Nigel Martyn mas o companheiro ex-Barcelona conseguiu a recarga, de cabeça. Quase sempre mais forte, o conjunto de Anfield não escapou a um final emocionante. Tim Cahill reduziu para o Everton a dez minutos do termo do encontro mas o Liverpool segurou o triunfo, encurtando para quatro pontos a distância para o adversário de hoje.
O Southampton saltou dos lugares de despromoção depois de vencer no Riverside, casa de um Middlesbrough que ainda só venceu por uma vez no corrente ano. Andreas Jakobsson adiantou os saints e só um erro de Niemi deu a Jimmy Floyd Hasselbaink a igualdade, ainda antes do intervalo. Todavia, o avançado Peter Crouch deu a primeira vitória fora de casa ao emblema do Sul de Inglaterra. O avançado bisou no segundo tempo... Excelente trabalho vem fazendo Harry Redknapp.

O Milan joga em Roma a perseguição à Juventus mas a tarde valeu o regresso do Inter às vitórias. Adriano lesionou-se e Mancini espera que volte a tempo do duelo milanês da Liga dos Campeões. A Sampdória perdeu o último lugar de acesso à Champions para a Udinese, em tarde marcada pela luta pela permanência. Atalanta e Chievo venceram, o Parma empatou, Fiorentina e Brescia tiveram a pior das sortes. Contrariamente aos resultados de ontem, a tarde de hoje foi profícua em golos...
Em Milão, o Inter segurou o terceiro lugar após derrotar a Fiorentina. Não foi uma partida fácil para os milaneses, que viram Adriano voltar a lesionar-se. Ainda assim, o argentino Cambiasso deu vantagem aos locais ainda antes da meia-hora, diante de uma Fiorentina que luta pela permanência. Pazzini igualou num vistoso pontapé acrobático e o intervalo não chegou sem a saída forçada de Adriano. Todavia, o segundo tempo trouxe a vitória do melhor conjunto, com Veron a marcar o terceiro tento pessoal na prova. Não tardou para que o colombiano Iván Cordoba desse vantagem de dois golos aos milaneses, após excelente serviço de Mihajlovic. Numa tarde de sul-americanos, o central igualou Veron, com a curiosidade de ter marcado sempre de cabeça. Todavia, o mesmo jogador estaria na origem do segundo da Fiorentina, obtido a três minutos do final. Cordoba desviou para a própria baliza um cruzamento de Nakata.
A Udinese derrotou o Lecce e subiu à quarta posição, a última que dá acesso à Champions. Não foi, contudo, um encontro fácil para a turma de Udine. Tranquilo, o Lecce adiantou-se por Alex Pinardi quando se ultrapassava a meia-hora de jogo mas a expulsão de Diamoutene favoreceu o conjunto do Friuli, que igualou ainda antes do descanso, por intermédio de Di Michele. Seria o mesmo jogador a oferecer o tento da vitória, já bem perto do final. Apesar de sofrido, o triunfo da Udinese vale a ascensão ao quarto posto.
Quem perdeu foi a Sampdória, que assim sai dos lugares de acesso à Liga dos Campeões. Em Génova, a Atalanta mostrou porque tem vindo a recuperar espaço nas últimas jornadas. Makinwa fez o quinto golo da temporada logo ao minuto três mas o veterano Cristiano Doni marcou à antiga equipa, igualando para a Samp à passagem da meia-hora. Natali, já no segundo tempo, garantiu o triunfo do emblema de Bérgamo. Num escasso mês, a Atalanta conquistou mais pontos do que em toda a restante temporada e está na luta pela permanência.

O Palermo não aproveitou a escorregadela da Samp e empatou em Parma, onde mora um conjunto europeu mas com dificuldades internas. Mais do que isso, a turma do Ennio Tardini acabou com nove unidades e fez grande parte do encontro em inferioridade numérica. Brienza cedo adiantou os visitantes mas Domenico Morfeo igualou para o Parma ainda antes de completo o primeiro quarto de encontro. Contudo, Paolo Cannavaro foi expulso a dez minutos do intervalo e o goleador Luca Toni não desperdiçou o castigo máximo, apontando o golo treze da conta pessoal. Pior parecia o cenário dos locais quando Brienza bisou após o recomeço, fazendo 1-3. Surgiu, então, Gilardino. Internacional italiano, o avançado reduziu de grande penalidade pouco depois do terceiro tento do Palermo mas só igualou em descontos, já com o Parma reduzido a nove. Grande confusão e toque do goleador, que já leva 16 remates certeiros na prova.
Este ponto mantém o Parma a salvo mas a linha-de-água está bem próxima. Quem dela fugiu foi o Chievo, que tinha um enorme duelo com o Bréscia. Começaram melhor os forasteiros, que chegaram ao intervalo em vantagem graças ao golo de Mareco. Todavia, a turma do Bentegodi teve uma excelente meia-hora final e virou o resultado. D´Anna igualou da marca de onze metros e Pellissier passou a ex-equipa de Del Neri para a frente a dez minutos do final. Seria o mesmo jogador a estabelecer o resultado, já depois de Beretta ter recebido ordem de expulsão.
Entre tranquilos, Livorno e Cagliari dividiram pontos em tarde de golos. Vidigal foi suplente pela turma de Donadoni e viu um final de primeiro tempo absolutamente louco. Cristiano Lucarelli adiantou o Livorno e não tardou muito para que Ivan Protti fizesse o segundo. Faltavam escassos minutos para o descanso mas o Cagliari ainda igualou. David Suazo fez ambos os golos dos visitantes, sendo que o segundo foi obtido de grande penalidade. Lucarelli fez o 12º golo pessoal ao quarto-de-hora do segundo tempo e tudo se encaminhava para o triunfo do Livorno quando Abeijon, já em descontos, igualou para o Cagliari. O Messina, sem Mamede, dividiu pontos num nulo frente ao Bolonha...
Resultados
Juventus - Reggina 1 - 0
Siena - Lázio 1 - 0
Chievo - Brescia 3 - 1
Inter - Fiorentina 3 - 2
Livorno - Cagliari 3 - 3
Messina - Bologna 0 - 0
Parma - Palermo 3 - 3
Sampdoria - Atalanta 1 - 2
Udinese - Lecce 2 - 1
Roma - Milan esta noite
Classificação à 29ª Jornada
Juventus 66
Milan 63 *
Inter 50
Udinese 48
Sampdoria 47
Palermo 44
Roma 38 *
Bologna 38
Cagliari 38
Lecce 36
Livorno 36
Messina 36
Reggina 35
Lazio 34
Fiorentina 31
Chievo 31
Parma 30
Siena 29
Brescia 26
Atalanta 24
* menos um jogo

Foto: Reuters
Tiago Monteiro conseguiu completar o Grande Prémio da Malásia, segundo da temporada. Todavia, tal como acontecera na Austrália, o piloto português só teve um adversário a rodar mais lento do que ele, sendo novamente superado pelo companheiro de equipa Narain Karthikeyan. Ainda em fase de adaptação, a nova Jordan não disfarça as evidentes fragilidades mas é altamente positivo que ainda nenhum dos seus pilotos tenha abandonado qualquer prova. Tiago Monteiro concluiu no 12º posto, à frente de Christijan Albers e, obviamente, dos sete pilotos que não concluíram o traçado. No topo, realce-se nova vitória da Renault, agora com o espanhol Fernando Alonso a subir ao lugar mais alto do pódio. Detentor da pole, o piloto ofereceu à construtora um feito que remete para o longínquo ano de 1982. Também então, com Alain Prost, a Renault logrou vencer duas provas consecutivas. Desta forma, a escuderia tem Alonso e Fisichella no topo do ranking de pilotos e lidera, com mais catorze pontos do que a Toyota, a tabela de constructores. Realce para o segundo lugar conquistado por Jarno Trulli e para a decepcionante prestação dos Ferrari. Schumacher amealhou dois míseros pontos, Barrichello nem sequer terminou.
Grande Prémio da Malásia
Pos No Driver Team Laps Time/Retired Grid Points
1 5 Fernando Alonso Renault 56 1:31:33.736 1 10
2 16 Jarno Trulli Toyota 56 +24.3 secs 2 8
3 8 Nick Heidfeld Williams-BMW 56 +32.1 secs 10 6
4 10 Juan Pablo Montoya McLaren-Mercedes 56 +41.6 secs 11 5
5 17 Ralf Schumacher Toyota 56 +51.8 secs 5 4
6 14 David Coulthard Red Bull Racing 56 +72.5 secs 8 3
7 1 Michael Schumacher Ferrari 56 +79.9 secs 13 2
8 15 Christian Klien Red Bull Racing 56 +80.8 secs 7 1
9 9 Kimi Räikkönen McLaren-Mercedes 56 +81.5 secs 6
10 12 Felipe Massa Sauber-Petronas 55 +1 Lap 14
11 19 Narain Karthikeyan Jordan-Toyota 54 +2 Lap 17
12 18 Tiago Monteiro Jordan-Toyota 53 +3 Lap 18
13 21 Christijan Albers Minardi-Cosworth 52 +4 Lap 20
Ret 2 Rubens Barrichello Ferrari 49 +7 Lap 12
Ret 6 Giancarlo Fisichella Renault 36 Accident 3
Ret 7 Mark Webber Williams-BMW 36 Accident 4
Ret 11 Jacques Villeneuve Sauber-Petronas 26 Spin 16
Ret 3 Jenson Button BAR-Honda 2 Engine 9
Ret 4 Anthony Davidson BAR-Honda 2 Engine 15
Ret 20 Patrick Friesacher Minardi-Cosworth 2 Spin 19
Fastest Lap: Kimi Räikkönen 1:35.483
Mundial Pilotos
Pos Driver Nationality Team Points
1 Fernando Alonso Spanish Renault 16
2 Giancarlo Fisichella Italian Renault 10
3 Jarno Trulli Italian Toyota 8
3= Rubens Barrichello Brazilian Ferrari 8
3= David Coulthard British Red Bull Racing 8
3= Juan Pablo Montoya Colombian McLaren-Mercedes 8
7 Nick Heidfeld German Williams-BMW 6
8 Ralf Schumacher German Toyota 4
8= Mark Webber Australian Williams-BMW 4
10 Christian Klien Austrian Red Bull Racing 3
11 Michael Schumacher German Ferrari 2
12 Kimi Räikkönen Finnish McLaren-Mercedes 1
Mundial Construtores
Pos Constructor Points
1 Renault 26
2 Toyota 12
3 Red Bull Racing 11
4 Ferrari 10
4= Williams-BMW 10
6 McLaren-Mercedes 9

Foto: slbenfica.pt
A exibição do Benfica, em Setúbal, esteve longe de ser brilhante. Porém, as contingências do encontro acabaram por facilitar a vida aos pupilos de Trappatoni. Contra dez, os encarnados conseguiram controlar o jogo... e a ansiedade, bem evidente nos instantes iniciais. Os dois golos da vitória surgiram em momentos cruciais e significaram dois golpes profundos na ameaça sadina que, bastante debilitada em termos defensivos, nunca o chegou a ser. O Benfica é mais líder e aguarda tranquilamente o resultado do clássico de segunda-feira.
Azar de Petit
Ainda não estavam jogados os primeiros cinco minutos de jogo e Petit era substituído por Bruno Aguiar. Um choque violento, mas ocasional com Bruno Moraes deixou o médio encarnado em muito mau estado. Trappatoni nem queria acreditar e via-se obrigado a desmontar a dupla do miolo (Petit – M. Fernandes), fazendo entrar o jovem Bruno Aguiar, que acabou por estar em bom plano.
Na frente de ataque do Benfica estavam Nuno Assis, no apoio a Karadas. O norueguês nunca foi capaz de levar perigo à baliza adversária, porém a sua capacidade de choque foi importante na criação de espaços, quase sempre bem explorados pelos companheiros de equipa. Mantorras, no banco, acabava por ser a única "surpresa" no onze apresentado pelo técnico italiano.
Setúbal balanceado no ataque
Os sadinos a precisarem de pontos apresentaram algumas debilidades no sector mais recuado, que foram "abafadas" na primeira meia hora de jogo pelo numeroso caudal ofensivo que visou umas quantas vezes a baliza de Quim. Valeu ao Benfica a expulsão de Veríssimo (que agarrou Simão quando este seguia isolado para a baliza sadina), numa altura em que os encarnados não tinham ainda o controlo do jogo e poucos minutos depois de Geovanni ter sofrido falta passível da marcação de grande penalidade.
Papéis invertem-se e Benfica sobe no terreno
O Benfica começava a assumir alguma superioridade, nomeadamente, no último terço do terreno e percebeu que era importante manter a posse de bola no último terço de terreno. A partir da meia hora de jogo, passou a ser o Setúbal quem sentia mais dificuldades em chegar à baliza contrária. Bruno Moraes chegou a assustar Quim num remate espectacular, sendo que, alguns instantes volvidos e Manuel Fernandes rematou com selo de golo e levou ao delírio os muitos benfiquistas presentes no Bonfim.
Setúbal encolhe ao intervalo
Na segunda metade o jogo foi completamente controlado pelo Benfica que não evitou alguns sustos, quase sempre originados por erros algo infantis do sector mais recuado. Porém o sinal mais era do Benfica, que mais cedo ou mais tarde prometia marcar o tento da tranquilidade diante de um Setúbal mais do que "rachado". Golo esse que viria a surgir aos 64 minutos de jogo por intermédio de Geovanni. O 11 encarnado continua em boa forma e com um remate à entrada da área ( e com alguma sorte à mistura) fez o 2-0.
O vencedor do encontro estava encontrado, e a partida arrastou-se penosamente até ao final. o Benfica quase sempre balanceado no ataque ainda contou com as entradas de João Pereira e Mantorras, que pouco acrescentaram a uma história já definida.
Melhor em campo: Nuno Assis
Muitos foram os que se destacaram pela positiva no onze encarnado. Contudo, não ignorando as boas prestações de Simão, Geovanni, Manuel Fernandes ou Miguel, o melhor em campo foi mesmo o número 15. Muito activo em todo o encontro, foram muitas as ocasiões em que viajou até zonas mais recuadas para ajudar os médios mais defensivos e "pegar" no jogo, conduzindo a equipa nas acções ofensivas. Excelente trabalho a nível defensivo e bons pormenores na "zona de tiro" valeram à nova coqueluche da Luz esta distinção.
Ficha de Jogo
Data: 19/03/2005
Estádio: do Bonfim, em Setúbal
Jornada: 26ª jornada
Árbitro: João Vilas Boas, de Braga
Auxiliares: Sérgio Lacroix e José Borges
V. Setúbal: Paulo Ribeiro; Auri, Veríssimo, Hugo Alcântara e Manuel José; Sandro, Ricardo Chaves e Bruno Ribeiro; Jorginho; Meyong e Bruno Moraes
Substituições: 46' – Binho por Meyong; 71' – Zé Rui por Ricardo Chaves;
73' - Ricardo Pessoa por Ricardo Chaves
Benfica: Quim; Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Manuel dos Santos; Petit e Manuel Fernandes; Geovanni, Nuno Assis e Simão; Azar Karadas
Substituições: 3' - Bruno Aguiar por Petit; 86' - João Pereira por Nuno Assis; 90' - Mantorras por Karadas
Disciplina
Cartão amarelo: Miguel (41’) e Ricardo Rocha (62’); Cartão vermelho: Veríssimo (26’);

Foto: Reuters
Grande vitória do Barcelona no Riazor, naquela que terá sido a derradeira prova de que a auto-estrada para o título está totalmente transitável. Com Deco e Jorge Andrade de início, o encontro prometia bom futebol e não se pode dizer que tenha defraudado. Melhor o Barça, que se adiantou ao décimo minuto. Livre forte de Márquez muito bem travado pelo guarda-redes galego mas com Sylvinho a surgir mais rápido para a recarga, desviada por Giuly para o único golo do encontro. Sexto golo do francês na prova. Tranquilo, o conjunto catalão revelou períodos de grande acerto mas também sentiu a pressão do Depor, sobretudo após a expulsão de Márquez, corria o minuto oito da etapa complementar. Ainda assim, a vitória sorriu ao líder.
Pior esteve o Espanyol, que não foi além de um empate na recepção à Real Sociedad. Darko Kovacevic adiantou os bascos mas Raul Tamudo beneficiou de dois castigos máximos. Converteu ambos e colocou os catalães na liderança do marcador. Contudo, De Paula conseguiria a igualdade a um quarto-de-hora do final. Assim sendo, o Bétis isolou-se na terceira posição da tabela após a vitória sobre o Albacete. No Manuel Ruiz de Lopera, Rivas deu vantagem aos andaluzes no primeiro tempo e Marcos Assunção (desta vez não foi de livre) fez o segundo para a turma de Serra Ferrrer. Mark González reduziu a quinze minutos do fim mas os visitantes continuam enterrados nos postos de despromoção.

Foto: AFP
Um bom início de segunda parte rendeu à Juventus uma importante vitória. No Delle Alpi, a Reggina apresentou-se sem Ricardo Esteves (actuou nos dez minutos finais) e aguentou o melhor futebol dos locais até ao golo de Del Piero, servido por Zlatan Ibrahimovic. Apesar de sofrida, a vitória da Juve é totalmente justa, sobretudo depois de vinte minutos muito fortes que coincidiram com o início da segunda parte e o golo de Del Piero.
Na luta pela permanência, o croata Igor Tudor deu três preciosos pontos ao Siena. Fernando Couto foi titular pela Lázio mas o central emprestado pela Juventus resolveu ao quarto-de-hora do segundo tempo. Ainda que à condição, o Siena sai dos lugares de despromoção, a Lázio ainda goza de uma tranquilidade que está longe de ser definitiva.

Foto: AFP
O Schalke 04 só joga amanhã, disso se tendo aproveitado o Bayern de Munique. Adversário do Chelsea na Champions, o conjunto de Magath derrotou o Hansa Rostock. Meira entra em campo amanhã mas foi ultrapassado pelo Werder Bremen e vê o Hertha de Berlim a apenas um ponto. Moreira e Roberto Pinto foram suplentes utilizados mas ambos perderam na tarde que fica marcada pela goleada imposta pelo aflito Bochum ao desolador Wolfsburgo.
O Bayern de Munique cumpriu na recepção ao aflito Hansa Rostock e colou-se ao líder Schalke 04, que só joga amanhã, na liderança. Uwe Möhrle ainda adiantou os visitantes mas o adversário do Chelsea nas meias-finais da Liga dos Campeões igualou perto do intervalo. Marcou o central brasileiro Lucio. Já na segunda metade, os bávaros garantiram o triunfo. Claudio Pizarro fez o nono golo na prova aos vinte minutos da etapa complementar e Michael Ballack fechou a contagem, da marca de grande penalidade.
Ainda que a condição, o campeão Werder Bremen ultrapassou o Estugarda de Meira na luta pelo terceiro lugar, o último que dá acesso à Liga dos Campeões. O croata Ivan Klasnic foi o herói na deslocação ao terreno do Nuremberga, tendo marcado os dois golos da turma de Schaaf. Ambos foram obtidos no primeiro tempo e o avançado leva oito remates certeiros na Bundesliga. Todavia, o Nuremberga ainda reduziu, pelo suplente Stefan Kießling. Passe de Marek Mintal para o golo do jovem de vinte anos. Todavia, os três pontos ficariam mesmo na posse do Werder Bremen.
Também o Hertha se juntou ao duo que luta pela terceira posição. Em Berlim, Roberto Pinto foi suplente utilizado no descalabro do Arminia Bielefeld, goleado por 3-0. Thorben Marx esteve em destaque na turma de Falko Gotz, marcando por duas vezes. Também o turco Yildiray Bastürk fez o gosto ao pé, fechando o placard já em descontos. O Hertha segue a um ponto do Estugarda que, recorde-se, tem menos um jogo. Logo atrás segue o Bayer Leverkusen, que não sentiu dificuldades para bater o Kaiserslautern. Jan-Ingwer Callsen-Bracker estreou-se a marcar na Bundesliga ao quarto-de-hora e o ucraniano Voronin decidiu o encontro logo após o recomeço, fazendo o 12º golo pessoal na prova.
Mais longe ficou o Hamburgo, surpreendido em casa pelo Dortmund. Moreira fez os dez minutos finais mas foi impotente para evitar a derrota do conjunto da AOL Arena. Tomás Rosicky adiantou os visitantes ao décimo minuto de jogo mas os locais ainda viraram o marcador. Benjamin, à meia-hora, fez a igualdade e Beinlich, de livre directo, colocou o Hamburgo na frente. Restavam trinta minutos para jogar mas Lars Ricken só precisou de três para responder ao médio ex-Hertha. Fê-lo à letra, igualando de bola parada. Seria, contudo, o brasileiro Ewerthon a estabelecer o resultado final. Perto do termo do encontro, o avançado foi servido por Smolarek e não desperdiçou.
Também o Hannover, que segue empatado com o Dortmund, venceu na tarde de hoje. Apesar disso, Sverkos adiantou o Monchengladbach. Sexto golo do checo na Bundesliga. Já no segundo tempo, Stanjer igualou para a antiga equipa de Ricardo Sousa. Vinicius, um brasileiro com passaporte italiano, fez o golo da vitória. Mais folgado o triunfo do Bochum, que goleou o deprimente Wolfsburgo (já foi líder) e se aproximou do Mainz na luta pela permanência. Uma primeira parte de sonho rendeu quatro golos à turma de Neururer. Edu bisou mas os veteranos Wosz e Lokvenc também marcaram. Madsen ainda fez o quinto e só o búlgaro Martin Petrov marcou para o conjunto de Eric Gerets.
Resultados
Bayer Leverkusen - 1. FC Kaiserslautern 2:0
Hamburger SV - Borussia Dortmund 2:3
Hertha BSC - Arminia Bielefeld 3:0
Hannover 96 - Bor. M'gladbach 2:1
VfL Bochum - VfL Wolfsburg 5:1
Bayern München - Hansa Rostock 3:1
1. FC Nürnberg - Werder Bremen 1:2
Amanhã
VfB Stuttgart - SC Freiburg
FSV Mainz 05 - FC Schalke 04
Classificação à 26ª Jornada
1 Bayern München 53
2 FC Schalke 04 53 *
3 Werder Bremen 47
4 VfB Stuttgart 45 *
5 Hertha BSC 44
6 Bayer Leverkusen 43
7 Hamburger SV 43
8 VfL Wolfsburg 37
9 1. FC Kaiserslautern 36
10 Hannover 96 35
11 Borussia Dortmund 35
12 Arminia Bielefeld 32
13 1. FC Nürnberg 28
14 Bor. M'gladbach 28
15 FSV Mainz 05 27 *
16 VfL Bochum 22
17 Hansa Rostock 20
18 SC Freiburg 16 *

Fotos: BBC Sport
Prossegue a caminhada do Chelsea rumo ao título. Hoje os londrinos golearam o Crystal Palace por 4-1 mas não aumentaram a vantagem para Manchester United e Arsenal. Ambos venceram pela margem mínima, sendo que Ronaldo deu o triunfo aos red devils, que recebiam o Fulham de Boa Morte. Pedro Mendes não esteve na vitória do Tottenham sobre o Manchester City de Stuart Pearce e Souness não foi propriamente feliz na deslocação ao Sul. Próximo adversário do Sporting, o Newcastle empatou a um com o Portsmouth. Destaque para a excelente vitória do WBA, que se mantém na luta pela permanência.

Começou em Ewood Park esta jornada da Premiership. Sem Henry, um Arsenal resignado com a luta pelo segundo lugar apresentou um onze jovem mas ambicioso. Não foi um bom espectáculo de futebol, muito por culpa da mediania do Blackburn, que luta pela permanência no escalão maior do futebol inglês. Com Reyes e van Persie em destaque, o Arsenal resolveu o encontro por intermédio do avançado ex-Feyernoord. Aproximava-se o intervalo quando o holandês contornou Brad Friedel e rematou para o sexto golo pessoal da temporada. Reyes mostrou arte no segundo tempo e vê-lo jogar implica o exercício de imaginação - como seria se espanhol soubesse utilizar o pé direito? Três pontos para o Arsenal na luta pelo segundo posto no primeiro de dois jogos entre estes dois clubes. Voltam a encontrar-se nas meias-finais da Taça de Inglaterra.
Todavia, o Manchester United mantém a dianteira na perseguição - quase utópica - ao Chelsea. Cristiano Ronaldo e Luís Boa Morte foram titulares mas o primeiro foi bem mais feliz do que o esquerdino do Fulham. Em Old Trafford, Ronaldo deu a vitória à turma de Alex Ferguson. Corria o minuto vinte quando o português bateu van der Sar, num remate cruzado à entrada da área. Apesar da enorme superioridade demonstrada, o United não mais voltou a marcar e passou por algum aperto nos minutos finais. Contudo, os três pontos ficaram em Manchester... com o selo de Ronaldo.

Em Stamford Bridge, o Chelsea tinha um duelo aparentemente fácil com o West Bromwich Albion. A partida veio comprovar a superioridade da equipa de Mourinho, ainda que o Crystal Palace se tenha mostrado aguerrido e tenha chegado ao intervalo com uma igualdade. Paulo Ferreira foi titular na lateral-esquerda, Ricardo Carvalho fez parelha com Terry no centro. Todavia, foi Lampard a abrir a contagem, em mais um exemplar das suas brilhantes bombas do meio da rua. O médio materializava o domínio natural do líder mas ofereceu a igualdade aos baggies. Canto batido na esquerda e falha grave de Lampard, com o finlandês Aki Riihilahti a aproveitar para bater Cech. Foi entusiasmante o final do primeiro tempo, com Ricardo Carvalho e Andy Johnson a beneficiarem das melhores ocasiões de golo. Nenhum deles concretizou. Já no segundo tempo, Joe Cole repôs a liderança do Chelsea, após condução de bola de Gudjohnsen e finalização explosiva do mais latino dos atletas ingleses. Um regalo este Cole! Já com Tiago em campo, foram os suplentes Robben e Kezman a construir o terceiro golo. Colegas em Eindhoven, voltaram a entender-se em Stamford Bridge para a finalização do sérvio-montenegrino. Arjen regressou aos relvados, Mateja continua a provar que, afinal, sabe fazer golos. Tanto assim é que repetiu a graça em descontos, desviando o esférico vindo de Lampard.

O Newcastle, próximo adversário do Sporting na Taça UEFA, empatou em Portsmouth. Numa tarde de mau futebol e de alguma rispidez, os magpies ganharam vantagem por intermédio de Kieron Dyer. Em grande forma, o médio aproveitou um erro de Linvoy Primus para adiantar os visitantes. Todavia, Steve Stone igualou ainda antes do intervalo, após passe do ex-Newcastle Lomana Tresor Lua-Lua. Souness reclamou fora-de-jogo mas Messias validou o golo dos pompey. Resultado justo em encontro muito disputado.
Pedro Mendes, lesionado, não esteve na vitória do Tottenham sobre o Manchester City, agora treinado por Stuart Pearce. Jermain Defoe adiantou os spurs ao quarto-de-hora mas o norte-americano Claudio Reyna igualou perto do descanso, após serviço de Robbie Fowler. Ainda assim, o Tottenham conseguiu uma entusiasmante vitória a cinco minutos do final, com o irlandês Robbie Keane a desviar um remate de Simon Davies.
Excelente vitória do WBA no The Valley. Bryan Robson recoloca o West Brom na luta pela permanência e aproveita as quedas do Crystal Palace e do Blackburn. Geoff Horsfield adiantou os visitantes após centro do húngaro Zoltan Gera mas o Charlton reagiu a meio do primeiro tempo. Marcou Jonatan Johansson. Contudo, a expulsão do central El Karkouri facilitou a tarefa do conjunto dos arredores de Birmingham. Na segunda metade, um inspirado Robert Earnshaw abrilhantou a vitória forasteira com um hat-trick. A quinze minutos do final, cabeceou para o fundo da baliza de Kiely. Voltou a marcar oito minutos volvidos, desta feita de pé direito. Fechou a contagem perto do final, aproveitando uma grande penalidade para assinar o décimo golo na prova. No último encontro da tarde, Giannakopoulos deu ao Bolton uma vitória que aproxima a turma de Allardyce dos lugares europeus. O Norwich vê a despromoção cada vez mais próxima...
Resultados
Blackburn 0-1 Arsenal
Charlton 1-4 West Bromwich
Chelsea 4-1 Crystal Palace
Manchester United 1-0 Fulham
Portsmouth 1-1 Newcastle
Tottenham 2-1 Manchester City
Bolton 1-0 Norwich
Amanhã
Birmingham-Aston Villa
Middlesbrough-Southampton
Liverpool-Everton
Classificação à 30ª Jornada
1 Chelsea 77
2 Man Utd 66
3 Arsenal 64
4 Everton 51 *
5 Bolton 46
6 Liverpool 44 *
7 Charlton 43
8 Middlesbrough 42 *
9 Tottenham 42
10 Aston Villa 38 *
11 Newcastle 38 *
12 Man City 36
13 Birmingham 32 *
14 Blackburn 32
15 Portsmouth 31
16 Fulham 30
17 Crystal Palace 26
18 Southampton 24 *
19 West Brom 24
20 Norwich 20
* menos um jogo

Foto: Terceiro Anel
Mariano Barreto deixou o comando técnico do Marítimo depois da derrota frente ao Vitória de Guimarães. Carlos Pereira, presidente dos insulares, aceitou a opção do treinador, chegado ao Funchal à segunda jornada para substituir Manuel Cajuda. Apesar de apresentar um registo positivo, o ex-seleccionador ganês nunca foi particularmente apreciado na Madeira e há algum tempo que previa a sua saída do clube. Barreto falou em fortes pressões e até em racismo por parte de personalidades ligadas ao emblema mas a gota de água foi a notícia do seu envolvimento no escândalo Casa Pia. A TVI noticiou, ontem, que Catalina Pestana, provedora da instituição, declarou ao tribunal a existência de acusações que visavam o técnico. Mariano Barreto trabalhou na Casa Pia como professor e, apesar de desmentir os rumores ontem lançados, não terá resistido a mais um incidente.

Foto: Reuters
Tiago Monteiro foi antepenúltimo na primeira sessão de qualificação para o Grande Prémio da Malásia. Em Kuala Lumpur, o português voltou a provar as debilidades do Jordan e só ficou à frente dos Minardi. Narain Karthikeyan, colega de equipa do portuense, ficou colocado imediatamente antes de Monteiro, sendo meio segundo mais rápido. Michael Schumacher continua com dificuldades, não indo além de um decepcionante 12º posto - Barrichello esteve ainda pior, concluindo na 14ª posição a primeira sessão de qualificação para a prova desta madrugada. Tal como aconteceu na Austrália, a Renault volta a dominar. Desta feita, o espanhol Fernando Alonso foi o mais rápido, com Fisichella a terminar imediatamente após o compatriota Jarno Trulli, em Toyota.
Amanhã, a partir das 7 horas, pode seguir a prova asiática em directo, na RTP1.
Pos No Driver Team Laps Time/Retired
1 5 Fernando Alonso Renault 1:32.582
2 16 Jarno Trulli Toyota 1:32.672
3 6 Giancarlo Fisichella Renault 1:32.765
4 9 Kimi Räikkönen McLaren-Mercedes 1:32.839
5 17 Ralf Schumacher Toyota 1:33.106
6 7 Mark Webber Williams-BMW 1:33.204
7 10 Juan Pablo Montoya McLaren-Mercedes 1:33.333
8 8 Nick Heidfeld Williams-BMW 1:33.464
9 3 Jenson Button BAR-Honda 1:33.616
10 15 Christian Klien Red Bull Racing 1:33.724
11 14 David Coulthard Red Bull Racing 1:33.809
12 1 Michael Schumacher Ferrari 1:34.072
13 12 Felipe Massa Sauber-Petronas 1:34.151
14 2 Rubens Barrichello Ferrari 1:34.162
15 4 Anthony Davidson BAR-Honda 1:34.866
16 11 Jacques Villeneuve Sauber-Petronas 1:34.887
17 19 Narain Karthikeyan Jordan-Toyota 1:37.806
18 18 Tiago Monteiro Jordan-Toyota 1:37.856
19 20 Patrick Friesacher Minardi-Cosworth 1:39.268
20 21 Christijan Albers Minardi-Cosworth 1:40.432

Começa aqui uma análise detalhada ao próximo adversário do Sporting rumo à final de Alvalade. Distante do fulgor de outros tempos, o Newcastle continua a ser um dos grandes clubes ingleses e St. James Park é uma referência no que concerne a recintos desportivos. Todavia, a projecção europeia do emblema não tem sido totalmente sucedida. Com efeito, longe vai o ano de 1969, que marcou o único título ganho pelos magpies fora das Ilhas Britânicas. Aconteceu no extinto troféu das Cidades com Feira e envolveu o Sporting. Pois, o caminho para a vitória sobre o Ujpest implicou um duelo com o clube de Alvalade. Na altura, os geordies foram mais fortes. E agora?
1881 é o ano apontado para a formação do actual Newcastle United, emblema do Norte de Inglaterra. Nascido de um clube de críquete, o adversário do Sporting adoptou a actual designação em 1892 e fez o seu primeiro jogo na véspera de Natal desse mesmo ano. Curiosidade – o Middlesbrough foi o convidado para esse amigável mas foi também o primeiro a defrontar o Newcastle em partidas oficiais, na altura para a FA Cup (Taça de Inglaterra). Promovido ao principal escalão inglês em 1898, o conjunto já usava a camisola listada a branco e negro. Todavia, a estreia na competição de topo não começou da melhor forma, com os magpies a perderem na estreia, diante do Wolverhampton (2-4), e a conquistarem o primeiro triunfo à 12ª jornada – vitória por 3-0 frente ao Liverpool. Estava dado o mote para uma década de sucessos, que rendeu três campeonatos, uma taça nacional e a presença em três finais da mesma competição. Com um futebol atractivo, o Newcastle fazia valer o passe curto e a mais-valia do extenso lote de escoceses. Seguiu-se um período menos fulgurante após a I Guerra Mundial e a razia quase total do pós-1945. Campeões ingleses pela última vez em 1927, os magpies conquistaram a FA Cup em 1924 e 1932. Na altura, o nome de Hughie Gallacher atemorizava os defensores do Reino Unido e só recentemente se quebrou o recorde de golos numa só época. Andy Cole, em 1994, superou os 39 golos marcados pelo avançado ex-Airdrie em 1927. Contudo, o Newcastle entrou em crise após 1933, pondo fim a três décadas de sonho. Quase vinte anos depois da conquista da Taça de Inglaterra (numa final muito controversa diante do Arsenal, ganha por 2-1 com um golo irregular), o emblema nortenho voltava aos triunfos, novamente na FA Cup. Aconteceu em 1951, diante do Blackpool. Foram anos profícuos para os magpies, que repetiram a proeza em 1952 e em 1995. Então, o avançado George Robledo igualou os 39 golos conseguidos por Gallacher em 1927 e terá sido uma referência para a geração que, em finais de 60, projectou o clube na Europa. Pop Robson, Wyn Davies e Bobby Moncur eram as estrelas do plantel que venceu a Taça das Cidades com Feira em 1969. Apesar de terem derrotado os húngaros do Ujpest Dozsa na final, os ingleses começaram por golear o Feyernoord mas pelo meio derrotaram também o Glasgow Rangers e... o Sporting. Seguiram-se anos de grande turbulência, com o controverso Supermac Malcolm MacDonald a capitalizar as atenções. Todavia, Gordon Lee vendeu-o ao Arsenal e deu início a uma grave crise no emblema de Tyneside. A média de espectadores desceu para números recordes de oito mil/jogo e o desconhecido treinador Richard Dinnis também não acalmava as massas. Tudo parecia melhorar em 1982, ano marcado pela contratação da estrela Kevin Keegan (até há umas semanas treinador do Manchester City) e a afirmação de Peter Beardsley e Chris Waddle. Entretanto, o avançado ex-Liverpool pendurou as botas e nem a chegada de Jack Charlton – uma antiga glória do Mundial de 1966 – para o cargo de treinador animou as hostes. Ainda assim, St. James Park via grande jogadores como Mirandinha e Paul Gascoigne mas as estrelas eram vendidas ano após ano - Waddle em '86, Beardsley em '87 e Gazza em '88. Chegou a década de 90 e com ela o melhor período recente dos magpies, coincidindo com a contratação recorde de Alan Shearer, goleador do campeão Blackburn Rovers. O Newcastle pagou quinze milhões de libras pelo avançado e esteve próximo do título em duas temporadas. Antes disso, em 1995/1996, Kevin Keegan era o treinador de um conjunto que contava com Batty, Asprilla, Les Ferdinand, Robert Lee e o delicioso David Ginola. Todavia, o Manchester United acabou por se sagrar campeão numa época imortalizada pelo fabuloso encontro entre Liverpool e Newcastle. Em Anfield Road, Stan Collymore marcou no último minuto e deu a vitória (4-3) aos reds. Já com Shearer, os geordies repetiram o segundo lugar mas perderam Keegan em Janeiro. Kenny Dalglish, uma glória ex-Liverpool, tomou o comando da equipa mas não conseguiu tirar o título ao Manchester United. Apesar das participações nas provas europeias, nem o sexy football de Gullitt nem o estatuto de Bobby Robson lograram devolver o Newcastle ao topo do futebol inglês...

Palmarés
Football League - Vencedores
1904-05; 1906-07; 1908-09; 1926-27
FA Premier League - Segundos
1996; 1997
FL Division One (Two)
1993
FL Division Two
1965
FL - promoção para o escalão principal
1898; 1948; 1984; 1965; 1993
FA Cup - Vencedores
1910v Barnsley, Crystal Palace & Goodison Park
1924v Aston Villa, Wembley Stadium
1932v Arsenal, Wembley Stadium
1951v Blackpool, Wembley Stadium
1952v Arsenal, Wembley Stadium
1955v Manchester City
FA Charity Shield - Vencedores
1909 v Northampton Town
Taça das Cidades com Feira
1969 v Ujpesti Dosza, St James' Park & Ujpest
ICFC/UEFA Cup - Participações
1968/69, 1969/70, 1970/71, 1977/78, 1994/95, 1996/97, 1999/00, 2003/04,2004/05
UEFA Champions League - Participações
1997/98 2002/2003
European Cup Winners Cup - Participações
1998/99
Texaco Cup
1974; 1975
Anglo-Italian Cup
1973

Foto: Lusa
Um Vitória de Guimarães topo de gama impôs a primeira derrota caseira da temporada ao Marítimo. Nos Barreiros lutou-se pela UEFA mas os vimaranenses foram quase sempre superiores. Entraram muito bem no encontro, com Alex a inaugurar a contagem logo ao sexto minuto. Todavia, um desinspirado Marítimo ainda igualou, por intermédio de um auto-golo de Rogério Matias. Reagiu bem o Vitória, chegando à vantagem definitiva dez minutos depois. A passe de Marco Ferreira, Alex bisou para oferecer três preciosos pontos à turma de Manuel Machado.

Foto: UEFA
O Sporting reencontra o Newcastle na Taça UEFA, regressando também a Inglaterra. Ultrapassado o Middlesbrough, o conjunto de Peseiro defronta a turma de Souness nos quartos-de-final da prova, que termina em Alvalade. Adversários na fase de grupos, estes emblemas já se defrontaram por duas vezes na corrente temporada. Em Agosto, os leões venceram o torneio da cidade britânica, defrontando os anfitriões na final, e conseguiram um positivo nulo na última jornada da ronda de grupos, garantindo dessa forma o apuramento. Em subida de forma, o conjunto de St. James Park volta a surgir no caminho do Sporting, sendo que a primeira mão se joga em terras inglesas. Caso ultrapasse o actual 11º classificado da Premiership, o emblema lisboeta enfrenta o vencedor da eliminatória entre o AZ Alkmaar e o conjunto que sair do duelo Villareal-Steaua de Bucareste.
Relativamente à Liga dos Campeões, Mourinho evitou a frota italiana e mede forças com o cínico futebol alemão. O Bayern de Munique, actual segundo classificado da Bundesliga, é o adversário do clube mais português de Inglaterra. Destaque para o duelo milanês, na repetição das meias-finais de 2002-2003, então favoráveis ao futuro vencedor AC Milan. Rui Costa será uma das armas ao dispôr de Carlo Ancelotti.
Taça UEFA
Quartos-de-final:
Steaua ou Villarreal – AZ Alkmaar
CSKA Moscovo – Auxerre
Newcastle – Sporting
Austria Viena – Parma
Meias-finais:
1. Austria ou Parma – CSKA ou Auxerre
2. Steaua/Villarreal ou Alkmaar – Newcastle ou Sporting
Final:
Vencedor do Jogo 1 – Vencedor do Jogo 2
Champions
Quartos-de-final: (5/6 Abril e 12/13 Abril)
Liverpool - Juventus
AC Milan - Internazionale
Olympique Lyonnais - PSV Eindhoven
Chelsea - Bayern Munique
Meias-finais: (26/27 Abril e 3/4 Maio)
1. Liverpool ou Juventus - Chelsea ou Bayern
2. AC Milan ou Inter - Lyon ou PSV
Final: (25 Maio)
Vencedor do Jogo 1 - Vencedor do Jogo 2
1 – Como por certo constataram, o Quarto Árbitro esteve inacessível durante os últimos seis dias. Somos alheios ao facto, que se deve a trabalhos no servidor. Inicialmente previstos para o fim-de-semana, alargaram-se até ao dia de hoje e visaram a recuperação e fortalecimento do sistema, atacado por hackers recentemente. Pedimos desculpa pela inactividade.
2 – Não estivemos, todavia, parados. Assim sendo, está já disponível a versão radiofónica do Quarto Árbitro. Trata-se de um programa semanal, lançado todas as sextas-feiras no portal JornalismoPortoNet (JPN). Em seis minutos, fazemos a antevisão da jornada com personalidades da vida nacional mas também com professores e alunos da Universidade do Porto. Igual destaque para as rubricas Topo Norte e O Olheiro. Ler mais...
3 – Por ser uma vertente que entendemos estar em falta no Quarto Árbitro, a opinião marcará uma presença mais forte a partir da próxima semana. Ainda que não esteja posta de parte qualquer intervenção opinativa imprevista (de modo algum), pretende-se criar uma periodicidade neste capítulo. Assim sendo, a Visão de Jogo de André Viana surge à terça-feira, Ivo Adão remata de Bola Parada à quarta e no dia seguinte Ricardo Bastos é apanhado em Offside.

Foto: UEFA
Só o Villareal aguenta Espanha nas competições europeias desta temporada. Até o Áustria de Viena parece um papão para os conjuntos do país vizinho, tendo já despachado o Atlético de Bilbau e o Saragoça. Por seu turno, o Sevilha caiu diante de um Parma periclitante na Serie A mas que vai ultrapassando sucessivas etapas na Europa. Na Rússia, o CSKA eliminou um tenro Partizan de Belgrado e de França saiu o Auxerre, a quem bastou um nulo para eliminar o Lille.
Depois do nulo registada no Sánchez Pizjuán, o Parma aproveitou o factor casa para ultrapassar o Sevilha. Sem Ariza Makukula, os espanhóis agudizaram o mau momento recente diante de um emblema italiano que luta pela permanência na Serie A. Gilardino, lesionado, começou a partida no banco de suplentes mas viu o colega Cardone resolver a eliminatória, ainda não estava concluído o quarto-de-hora inicial. Depois de ter superado o Estugarda de Fernando Meira, o Parma segue em frente na Taça UEFA, prova que venceu por três ocasiões na década de 90.
Também o Saragoça ficou pelo caminho, numa jornada terrível para os clubes espanhóis. O Villareal de Armando Sá é o único representante de nuestros hermanos nas provas europeias e decide a passagem à fase seguinte no próximo domingo, depois do nulo registado em Bucareste. No La Romareda, o Áustria de Viena conseguiu um empate com golos e, por isso mesmo, segue em frente na Taça UEFA. Ao quarto-de-hora já os visitantes venciam por dois golos, assinados por Papac e Dosunmu. Todavia, o Saragoça reagiu após o recomeço e ainda igualou, por intermédio de Villa e de Galletti. Faltava meia-hora para jogar mas não mais os visitados marcaram. Depois de superar o Atlético de Bilbau, o Áustria de Viena volta a derrotar uma turma espanhola.
Em França, o duelo nacional saiu favorável ao Auxerre de Guy Roux. Valeu a vitória alcançada no terreno do Lille, conjunto que eliminou a União de Leiria na Taça Intertoto. Hoje, no Abbé-Deschamps, registou-se um decepcionante nulo. O CSKA de Moscovo, que ultrapassou o Benfica na ronda anterior, também segue em frente. Depois do empate de Belgrado, os brasileiros Daniel Carvalho e Vágner Love – este de grande penalidade - fizeram o resultado.
Já ontem, o Newcastle confirmou a superioridade na eliminatória frente ao Olympiakos. Depois do confortável 3-1 trazido de Atenas, a turma de Graeme Souness cilindrou o líder do campeonato grego por 4-0. Kieron Dyer e Alan Shearer destacaram-se pelos ingleses, sendo que o avançado marcou por duas vezes. Dyer e Lee Bowyer fizeram os restantes tentos do encontro. Na Holanda, o AZ Alkmaar provou porque é um dos bons conjuntos da prova. Van Galen e Meerdink marcaram para os locais, o avançado ex-Santos Elano reduziu para o Shakhtar Donetsk, que eliminara o líder da Bundesliga na ronda anterior.

Humilhante! Campeão perde 22º ponto caseiro após derrota histórica
José Couceiro mentiu quanto detectou garra, querer e espiríto de campeão ao FC Porto que venceu em Penafiel. Então, os campeões mais não tiveram do que pura sorte! Infelizmente para os dragões, a semana decorreu sem que ninguém atentasse na mediocridade patenteada no 25 de Abril. Resultado - o mesmo conjunto mas sem milagres. Vulgarizado por um Nacional deveras interessante, a turma de Couceiro está mais longe da luta pelo título e joga muito do que resta da temporada em Milão e em Lisboa. Como é bisonha a face do campeão nacional e europeu...
Enquadramento
Couceiro radicalizou o discurso com a referência às finais e, como tal, partia para este encontro absolutamente proibido de perder pontos. Implicava isso a inversão de uma tendência que se prolongava desde meados de Dezembro – o FC Porto não vencia no seu terreno desde então. Após seis partidas realizadas (uma delas para a Champions), o treinador contratado ao Vitória de Setúbal empatara por três vezes – todas em casa – e vencera por outras três – fora do Dragão, claro está. Em vésperas da deslocação a Milão, o campeão nacional e europeu estava obrigado a quebrar a praga de maus resultados caseiros. Por seu turno, João Carlos Pereira alcançou quatro vitórias em sete jogos mas o percurso fora da Choupana estava completamente equiparado – uma vitória, um empate, uma derrota. Ainda assim, o Dragão não parecia o palco ideal para o regresso aos bons resultados, depois da derrota frente ao Benfica.
Tácticas
Ninguém se espantará com mais um novo onze do FC Porto, desta feita privado de Benni McCarthy (castigado, ora pois) e de Maniche (poupado). Não impediu isto nova aposta no 4-3-3, com Ricardo Costa a retomar o lugar junto de Jorge Costa e Seitaridis a regressar à ala-direita. Costinha era o vértice mais defensivo de um triângulo constituído também por Ibson e por Diego. Mais uma vez, o primeiro foi bem mais expedito do que o último, sendo que Leandro do Bomfim e Quaresma também não revelavam arte para desequilibrar nas alas. Na frente, Luís Fabiano aparecia demasiado só para se revelar aos adeptos do Dragão. Mesmo esquema utilizado por João Carlos Pereira, ainda que com óbvias diferenças ao nível comportamental. João Figaldo juntava-se a Ávalos no centro de uma defesa que tinha os habituais Emerson e Alonso nas laterais. Cléber Monteiro actuava sem bola e a missão de condução do futebol insular estava entregue a Bruno (ex-FC Porto) e a Gouveia. Adriano era o homem mais avançado, seguido nas alas por Miguel Fidalgo e por Marcelo, unidades de contra-ataque mas que ajudavam a fechar nas acções sem bola.
Positivo
+ A época tem provado que não é preciso muito para sair do Dragão com alguns pontos na bagagem mas há que elogiar, ainda assim, o rigor com que o Nacional se apresentou. João Carlos Pereira mais não terá feito do que imitar as fórmulas vencedoras de Boavista, Beira-Mar e Sporting de Braga mas o certo é que o seu conjunto exibiu uma coesão e um cumprimento das tarefas pedidas verdadeiramente notável. Hilário esteve excelente quando chamado a intervir e um par de elementos foi bastando para alimentar um ataque extremamente feliz. Melhor era impossível...
+ João Carlos Pereira fez, de facto, um bom trabalho de casa. É inegável que o Nacional cresceu fora da Choupana desde que o técnico ex-Académica assumiu o leme. Concretiza-se isto no dobro da vitórias conseguidas até então e num score altamente favorável aos insulares. Apenas uma derrota e um empate, sete pontos preciosos na luta por um lugar mais consonante com o valor dos madeirenses. Parabéns para quem trabalha.
+ Ibson voltou a ser o melhor do FC Porto. Uma constante desde que o ex-Flamengo chegou ao clube, sendo que o médio foi bastante prejudicado com as alterações introduzidas para a segunda metade. Num imenso recital de vaidades e egos injustificados, ele foi a velocidade, o rigor, a máquina que voltou a respeitar os cânones do bom futebol que se exige a um candidato ao título. Fossem todos como Ibson!
Negativo
- Há imensas debilidades tácticas no FC Porto. Não se concebe o terrível preenchimento de espaços num conjunto que se quer de pendor ofensivo. Continua a ver-se um ataque imensamente desapoiado, o que dificulta a fluidez e a qualidade de passe mas também a rápida recuperação de bola aquando da sua perda. Recorra-se a um termo que fez moda há dois anos atrás para concluir o óbvio – não há pressão alta, não se ganham segundas bolas. Provém isto da deficiente colocação dos elementos mas também da nula capacidade de trabalho de grande parte dos jogadores do FC Porto. E isso, parece-me, é absolutamente inconcebível.
- Não foi o jogo 100 com que Costinha terá sonhado. Bem distante do fulgor de outros tempos, o trinco personificou a gritante mediocridade dos portistas num capítulo que é essencial a uma equipa de futebol – o passe. Foi um sem número de solicitações despropositadas, ainda que se deve alargar esta menção negativa a elementos como Diego, Quaresma ou Leandro do Bomfim. Obviamente, a crítica relativa a aspectos técnicos poder-se-ia alargar mas quando não se consegue fazer rodar a bola com uma sequência de três passes torna-se impossível jogar futebol.
- José Couceiro, repito, mentiu quando detectou espírito de campeão ao FC Porto que venceu em Penafiel. Fica-lhe bem o reconhecimento de que a exibição desta noite foi bisonha mas é bom que ele se inclua no rol de críticas (duras, bem duras) que lançou a alguns jogadores e, numa forma geral, ao colectivo. Sem brilho, Couceiro foi levando a carruagem até ao dia de hoje. Não exibiu, todavia, qualquer significativo desenvolvimento na qualidade futebolística. Aparentemente, o treinador foi ao flash-interview para anunciar um murro na mesa. A ver vamos...
- Última nota, muito breve, para o erro de Mário Mendes no julgamento do lance que viria a resultar no segundo golo do Nacional. Adriano impede Ricardo Costa de se fazer à jogada que Alonso aproveitou para transformar. Mas falhas destas parecem irrelevantes quando o placard final regista 0-4...
Destaques do Terceiro Anel
O duro: Cléber Monteiro. Desde cedo se viu ao que vinha o médio insular. Três faltas em menos de dez minutos e um cartão amarelo que travou o seu estilo faltoso. Cléber não é jogador para embelezar, José Carlos Pereira destinou-lhe a missão de destruir e foi isso que o trinco fez.
Que pesadelo! Leandro do Bomfim. Rotulado de médio-criativo, o ex-PSV voltou a actuar sobre a esquerda – desta feita mais avançado no terreno – e muito se falou da sua inclusão no onze. Nada ganhou com isso o FC Porto! Leandro falhou imensos passes, não revelou primorosos dotes técnicos, não envolveu o futebol portista. Talvez seja injusto individualizar nele grande parte dos males desta equipa mas esperava-se bem mais do brasileiro...
O dandy: Alonso. Extremamente seguro a defender, raramente foi ultrapassado por Quaresma, Bomfim e companhia. Mais do que isso, esteve brilhante no aproveitamento do lance que resultou no segundo golo. Assim se coloca a cereja em cima do bolo e João Carlos Pereira tem nas mãos o sucessor de Rossato. Hoje, Alonso enterrou o que restava do defunto FC Porto.
O Ás: Bruno. Infeliz na passagem pelas Antas, Bruno mostrou quão útil pode ser a uma equipa com as ambições do Nacional. Cumpridor tacticamente, ele foi o garante da coesão defensiva pela coordenação dos espaços mas também o dínamo dos mortíferos contra-ataques insulares. Muito justamente, fechou a contagem com um livre à Bruno. Sem pretensões de estrela, até por não ser desses jogadores que vive um clube como o Nacional, o médio foi decisivo.
Remate
Foi amplamente elogiado o trabalho do Nacional mas permitam-me que a conclusão se centre na terrível mediocridade do FC Porto. Nenhum candidato ao título pode passear tamanha ausência de ideias, de vontade, de espírito competitivo. Couceiro não escolheu o grupo mas tem amplas responsabilidades no prolongar no nihilismo que tem pautado a época deste plantel. Não se vêem melhorias, não é possível delinear qualquer ténue progresso. Este FC Porto não merece ser campeão mas poucos parecem incomodados com isso. Por seu turno, João Carlos Pereira vai elevando o Nacional na tabela e na qualidade. Os da Choupana já vencem fora de casa e longe vão os dias de aperto...
Ficha do Jogo:
Estádio: Dragão
Árbitro: Mário Mendes
FC Porto: Vítor Baía, Seitaridis (Cláudio, 45´), Jorge Costa, Ricardo Costa e Nuno Valente; Costinha (Leo Lima, 62´), Ibson e Diego; Leandro do Bomfim, Ricardo Quaresma e Luís Fabiano (Hélder Postiga, 45´)
Nacional: Hilário; Emerson, João Fidalgo, Ávalos e Alonso; Cléber Monteiro, Bruno e Gouveia (Hernâni, 79´); Miguel Fidalgo (Viveiros, 66´), Marcelo (Marchant, 58´) e Adriano
Golos:
4' Miguel Fidalgo (0-1)
60´ Alonso (0-2)
69´ Nuno Viveiros (0-3)
84´ Bruno (0-4)
Cartões Amarelos:
FC Porto: Nuno Valente e Leandro do Bomfim
Nacional: Hilário e Cléber Monteiro
Cartões Vermelhos:
nada a registar

Foto: UEFA
Não será por acaso que José Mourinho afirma que Barcelona é a melhor escola de médios pensadores do Mundo. Da cantera catalã saíram nomes históricos como José Maria Bakero ou Pep Guardiola mas a oficina blaugrana não fechou na década de 90. Xavi Hernandez, por exemplo, é já um dos melhores centro-campistas da actualidade. Andrés Iniesta parece seguir os passos do companheiro de equipa e Joan Laporta revelou acreditar no futuro do jovem de 20 anos quando lhe prolongou o contrato até Junho de 2010.
Nascido em Albacete, Iniesta deu os primeiros toques no emblema local mas foi contratado pelo Barcelona em 1996. Não tardou para que se afirmasse nos escalões de formação e aos 16 anos já actuava pela equipa B dos catalães. Apesar da baixa estatura, Andrés impunha a qualidade do seu jogo até nas selecções espanholas, tendo brilhado nos escalões sub-16 e sub-17. O El Mundo Deportivo, diário de Barcelona, não hesitou em apelidá-lo de mega-craque do século XXI, afirmando mesmo que Iniesta é a reunião das virtudes de Guardiola, De La Peña, Xavi e Gerard. Por esta altura, já o manchego era pretendido pelos maiores emblemas europeus, com o Real Madrid, a Juventus e o Manchester United à cabeça. Ferido pelas saídas de Gerard para o Barcelona e de Fabregas para o Arsenal, o Barcelona tratou de prolongar o contrato do médio. Vencedor do Campeonato do Mundo de sub-20 em 2003, Iniesta chegou à principal equipa do Barça nesse mesmo ano. Esta tem sido a temporada de afirmação do centro-campista, que leva 2 golos em 35 aparições. A última delas ocorreu em Stamford Bridge e marcou a definitiva afirmação de um dos maiores potenciais do futebol europeu. O Barcelona foi eliminado da Liga dos Campeões mas o percurso de Andrés Iniesta ainda está no começo. Rumo ao estrelato...

Foto: Uefa
Muitos empates e algumas vitórias forasteiras marcaram a primeira mão dos Oitavos-de-Final da Taça Uefa.
O Newcastle brilhou, ao bater em Atenas o Olympiacos, por 3-1. Shearer, Robert e Kluivert marcaram para a equipa de Souness.
Bom resultado também o alcançado pelos holandeses do AZ, que foram a Donetsk vencer o Shakthar por 3-1.
No jogo da noite, o Sevilha não foi além de um empate sem golos frente ao Parma, deixando a decisão da eliminatória para o encontro em Itália.
A partida entre Steaua e Villareal foi adiada devido ao mau tempo.
Confira os resultados da primeira mão...

O CSKA de Moscovo, carrasco do Benfica na Uefa, conseguiu um bom resultado na deslocação a Belgrado. A equipa russa colocou-se em vantagem logo aos 17 minutos e só deixou fugir a vitória nos últimos minutos do encontro, quando Tomic empatou para o Partizan, na conversão de uma grande penalidade. Ainda assim, os moscovitas têm tudo para conseguir a passagem à fase seguinte.

Brilhantes foram as vitórias de Newcastle e AZ Alkmaar, nas deslocações à Grécia e à Ucrânia, respectivamente. Os três golos obtidos fora de casa deixam os dois clubes com "a faca e o queijo na mão" para conseguir a qualificação.

Mais difícil está a vida do Lille depois da recepção ao Auxerre. A equipa de Guy Roux foi mais forte e venceu por uma bola a zero, tento marcado por Kanga Akalé.
Em Espanha a noite não foi a mais agradável, com o Sevilha a não ir além de um empate caseiro frente ao Parma, 0-0. O resultado da equipa de Makukula não é vantajoso e pode complicar a vida do clube andaluz na deslocação a Itália. A outra equipa espanhola que jogou (já que o Villareal viu o seu jogo frente ao Steaua adiado), o Saragoça, arrancou um empate em Viena, com Sávio a impedir a derrota ao minuto 74 do encontro. Ainda assim, este foi um bom resultado para a equipa espanhola.
Confira os resultados desta noite
Partizan 1-1 CSKA
Olympiacos 1-3 Newcastle
Shakhtar 1-3 Alkmaar
Austria 1-1 Zaragoza
Steaua 20:00* Villarreal
Middlesbrough 2-3 Sporting
Lille 0-1 Auxerre
Sevilla 0-0 Parma
* Encontro adiado

Foto: Uefa
O Sporting conseguiu um excelente resultado na deslocação ao Riverside, em Middlesbrough. No entanto, a eliminatória poderia estar já resolvida para os leões de Alvalade, que estiveram a vencer por 3-0, mas acabaram por sofrer dois golos do Boro.
Desta forma, a qualificação para os Quartos-de-final da Taça Uefa ainda está em aberto, sendo que a vantagem está toda do lado da equipa de José Peseiro.
A decisão fica adiada para daqui a quinze dias...
Soube a pouco esta vitória do Sporting frente ao Middlesbrough. Se antes do encontro este seria um resultado quase perfeito para a primeira mão da eliminatória, a verdade é que, depois do que se passou dentro do terreno de jogo, fica a sensação que a equipa de Alvalade poderia ter feito mais.
Realisticamente, o Sporting podia ter goleado o Boro e apenas se poderá queixar de si próprio para não ter arrumado já a qualificação.
Quanto ao jogo, este foi mais um encontro brilhante dos pupilos de Peseiro na Taça Uefa. O Sporting entrou bem e dominou grande parte da primeira metade do encontro e quase toda a segunda parte. Forte no meio-campo e sempre de olho na baliza, os leões de Alvalade mostraram ter a lição bem estudada para esta partida.
O Boro foi tentando a sua sorte, mas nunca mostrou argumentos para se impôr ao domínio leonino. Pelo que fez ao longo da partida, não merecia os dois tentos que apontou, mas conseguiu manter uma esperança acesa para uma qualificação para os Quartos-de-final.
Sem querer individualizar o bom jogo da equipa de Peseiro, merecem destaque as excelentes performances de Enakharire, seguríssimo a defender, de Rochemback, patrão do meio-campo, e de Douala, incansável no ataque. Pelo contrário, Ricardo sai de Riverside com mais uma exibição intermitente e com culpas no segundo golo dos ingleses (infelizmente, já começamos a ficar habituados...)
Sem dúvida que a vitória forasteira do Sporting é um bom augúrio para o que pode suceder à equipa leonina nesta Taça Uefa. A eliminatória não está acabada, como Peseiro avisou na sala de imprensa, mas o Sporting deu um passo em frente para conseguir a qualificação.
Se a exibição em Alvalade for semelhante à do Riverside, então restam poucas dúvidas de quem vai sair vencedor deste duelo. Falta um pouco mais de concentração a defender e esperar que Ricardo tenha uma noite sim. O resto já está feito.
Ficha de Jogo
TAÇA UEFA
1ª mão dos oitavos-de-final
MIDDLESBROUGH - SPORTING
Estádio Riverside (Middlesbrough)
Árbitro: Stefano Farina (Itália)
MIDDLESBROUGH
Schwarzer, Reiziger, Queudrue, Riggott, Southgate, Parnaby, Downing, Doriva, Zenden, Hasselbaink e Graham.
Suplentes: Jones, Cooper, McMahon, Wheater, Johnson, Nemeth e Job.
Treinador: Steve McClaren
SPORTING
Ricardo, Rogério, Hugo, Enakarhire, Rui Jorge, Rochemback, Moutinho, Pedro Barbosa, Hugo Viana, Douala e Liedson.
Suplentes: Nélson, Miguel Garcia, Beto, Carlos Martins, Marius Niculae, Sá Pinto e Tello.
Treinador: José Peseiro
Melhor em campo: Rochemback

Foto: Record
Middlesbrough e Sporting defrontam-se hoje, na primeira mão dos oitavos-de-final da Taça UEFA. O embate entre leões, ingleses e portugueses, é o primeiro capítulo de uma história que pode acabar em Alvalade...na final da competição.
No estádio do Riverside, em Middlesbrough, vão estar 32 mil adeptos para tornar o palco de jogo numa autêntica selva. Para Steve McClaren, técnico do "Boro", este é o "jogo mais importante da história" do clube inglês e a expectativa é alta no reino de sua majestade.
Quanto ao Sporting, apesar das ausências de Custódio e Polga, a vontade é de começar a resolver a eliminatória já no terreno do adversário. Peseiro promete discutir o jogo com os ingleses, adiantando que o empate com golos também é um resultado favorável aos leões portugueses.
O encontro começa às 20h10 e tem transmissão na RTP1.
Confira as equipas prováveis...
Taça Uefa - Oitavos de Final
Estádio: BT Cellnet Riverside
Árbitro: Stefano Farina [Itália]
Assistentes: Gabriele Contini [Itália] e Andrea Consolo[Itália]
4.º árbitro: Nicola Ayroldi [Itália]
Equipas prováveis
Middlesbrough
1 Schwarzer GR
2 Reiziger LD
5 Riggott DC
6 Southgate DC
3 Queudrue LE
20 Doriva MD
32 Zenden MO
15 Parlour AD
19 Downing AE
18 Jimmy Hasselbaink AV
30 Graham AV
Treinador: Steve McClaren
Sporting
76 Ricardo GR
37 Rogério LD
14 Enakarhire DC
22 Beto DC
23 Rui Jorge LE
26 Rochemback MD
28 João Moutinho MO
5 Carlos Martins MO
45 Hugo Viana MO
31 Liedson AV
10 Sá Pinto AV
Treinador: José Peseiro

Foto: Record
Equilíbrio e emoção marcaram o encontro que, ontem, colocou frente-a-frente Vitória de Guimarães e Castêlo da Maia. Os maiatos entraram melhor e dominaram o primeiro e grande parte do segundo parcial. Depois o Vitória reagiu e conseguiu equilibrar o encontro.
Os vimaraneneses lograram virar o jogo, mas o Castêlo ainda voltou à partida, levando a decisão para a "negra". E o mais forte foi o Vitória, que venceu o último set e carimbou a passagem para as meias finais da prova.
A equipa da cidade berço vai agora defrontar o Benfica, nas meias-finais do playoff. O outro embate das meias é o confronto entre Sporting de Espinho e Esmoriz.
Confira o resultado e o calendário da prova...
Voleibol - Campeonato Nacional Carglass
Playoff - Série Primeiros
Vitória SC 3 2 Castelo Maia GC
17 - 25 25 - 23 25 - 23 23 - 25 15 - 12
Calendário das Meias-Finais
SL Benfica - - Vitória SC - 2:
Pav. 2 SL Benfica - 17:00 - 12/03/05
SC Espinho - - Esmoriz GC - SportTv
Pav. SC Espinho - 15:30 - 12/03/05

Fotos: UEFA
Não há equipas espanholas na Liga dos Campeões. O Real Madrid perdeu no Delle Alpi e a forte armada espanhola já caiu. Confirmaram-se as vantagens que Bayern de Munique, PSV Eindhoven e Liverpool traziam dos encontros da primeira mão. Mais do que isso, os últimos fizeram-no em grande estilo, vencendo no terreno dos respectivos rivais. Falta apenas conhecer um dos oito emblemas que vão disputar os quartos-de-final. Na próxima terça-feira, Inter de Milão e FC Porto medem forças no Giuseppe Meazza. Recorde-se que o resultado da partida do Dragão foi 1-1, pelo que os italianos têm vantagem do golo marcado fora.
Juventus 2-0 Real Madrid (após prolongamento, 2-1 no total)
Espanha já não tem representação na Liga dos Campeões. Valência e Deportivo caíram na fase de grupos, Barcelona e Real Madrid deixam a prova nos oitavos-de-final. No que toca aos merengues, a derrota no Delle Alpi ameaça uma temporada que se vem revelando desastrosa. Não tendo sido um encontro brilhante, a partida de Turim evidenciou algumas lacunas de concretização da parte dos merengues e a Juventus cresceu com a inclusão de David Trezeguet. Foi o avançado italiano a empatar a eliminatória, após bom serviço de Zlatan Ibrahimovic. Ronaldo ainda marcou mas estava em posição irregular, o que levou o encontro para prolongamento. Figo esteve activo mas foi Marcelo Zalayeta a resolver (tal qual fizera em Barcelona na edição de 2003). Ronaldo foi expulso, Raúl já não estava em campo e o Real Madrid não reagiu à desvantagem.

Arsenal 1-0 Bayern de Munique (2-3 no total)
Faltou um golo para que o Arsenal quebrasse a tradição. Altamente infeliz nas rondas a eliminar, o conjunto londrino derrotou o líder da Bundesliga alemã mas fica pelo caminho. Thierry Henry apontou o único golo do encontro, num excelente remate após passe de Ashley Cole. Faltavam vinte e cinco minutos para o fim do encontro mas o tal que apuraria o Arsenal acabou por não chegar. Segue em frente a turma de Felix Magath, agora a única representante da Alemanha na prova.

Mónaco 0-2 PSV Eindhoven (0-3 no total)
Está afastado o finalista vencido da última edição da Liga dos Campeões. A fazer uma percurso modesto pelas provas do seu país, Didier Deschamps apostava muito nesta eliminatória mas perdeu. Por seu turno, o líder da Eredivisie holandesa gerir muito bem a vantagem trazida da primeira volta e revelou eficácia em períodos fulcrais. Apesar do domínio monegasco, Vennegoor of Hesselink adiantou o PSV em descontos do primeiro tempo. Passava a ser quase impossível a missão do Mónaco, sendo que o norte-americano Beasley só veio confirmar a vitória da turma de Hiddink.

Bayer Leverkusen 1-3 Liverpool (2-6 no total)
Não se repetiu 2002 na BayArena, registando-se o mesmo resultado da primeira volta. Mais uma vez, o espanhol Luis García foi a figura em destaque, tendo bisado em escassos quatro minutos. Fez o primeiro antes da meia-hora, após remate de Gerrard, e decidiu a eliminatória com um cabeceamento certeiro na sequência de um canto batido por Gerrard. Já na segunda metade, Milan Baros aumentou a liderança dos reds e o conjunto de Augenthaler reduziu perto do final, através do polaco Krzynowek.

Foto: Lusa
Tomo Sokota é o novo alvo de interesse do FC Porto. De acordo com a edição de hoje do site Maisfutebol, os portistas já iniciaram as negociações com os representantes do jogador, estando as conversações bem encaminhadas.
Sokota, relegado para a equipa B do Benfica, termina contrato com os encarnados no final da época e é cobiçado por vários clubes europeus e portugueses. O avançado croata foi pouco utilizado por Trapattoni (6 jogos como titular), conseguindo, ainda assim, apontar 4 golos pelos encarnados.
E se uns saem, outros estão a caminho. Anderson, jogador do Corinthians do Brasil, está cada vez mais perto de assinar pelo Benfica. O empresário do jogador já garantiu que o negócio está praticamente concluído, faltando apenas alguns acertos de pormenores.
Anderson, defesa central, deverá colmatar a saída do compatriota Luisão, que está a caminho do Inter de Milão. A transferência do central benfiquista deverá render, de acordo com a imprensa portuguesa, cerca de 2,5 milhões de euros aos encarnados.

Foto: UEFA
Milan e Lyon confirmaram a vantagem que traziam das partidas da primeira mão. Ambas jogaram no seu terreno e se Crespo repetiu a graça para apurar a turma de Rui Costa, o Lyon despachou o Werder Bremen com uma copiosa goleada. Cuide-se quem medir forças com o conjunto do Gerland.
AC Milan 1-0 Manchester United (2-0 no total)
Ferguson comparara a actual equipa do United com a campeã europeia de 1999 mas o sucesso não tem paralelo. Se a Premiership parece já uma utopia, a Champions passou a ser uma certeza - acabou. Novamente com a benção de Hernan Jorge Crespo, um atleta emprestado pelo Chelsea (nada mais do que o clube que lidera o campeonato inglês). Rui Costa foi titular pelos nerazurri, o mesmo acontecendo com Cristiano Ronaldo relativamente aos red devils. O Manchester United só havia ganho em Itália por uma ocasião (no Delle Alpi, rumo à vitória de Camp Nou em 1999) mas não repetiu o feito, hoje imprescindível. Crespo decidiu a eliminatória ao quarto-de-hora do segundo tempo, com um soberbo cabeceamento. Segue em frente o campeão e líder da Serie A, vencedor da Champions em 2003 - então no Teatro dos Sonhos de Manchester.

Olympique Lyonnais 7-2 Werder Bremen (10-2 no total)
Depois dos 0-3 alcançados na Alemanha, o Lyon não precisaria de tanta pompa para afastar o ainda vencedor da Bundesliga. Contudo, é óbvio que não se deixaram créditos por mãos alheias. À meia-hora, já Wiltord tinha aberto o seu hat-trick e até o ganês Essien havia feito o gosto ao pé - no seu caso por duas ocasiões. Johan Micoud ainda reduziu antes do intervalo mas o recomeço do tricampeão francês (ou devo dizer tetra?) demolidou qualquer esperança que pudesse subsistir. Wiltord bisou e o golo de Ismael, obtido de grande penalidade, foi alvo de imediata resposta. Fizeram-no Malouda e novamente Wiltord, sendo que coube a Berthod - também de castigo máximo - o fecho do macador

Foto: UEFA
Nenhum futuro manual de futebol pode esquecer o Chelsea-Barcelona desta noite, que aliás vem na senda do excelente espectáculo de Camp Nou. Seguem em frente os londrinos, que terão ultrapassado um dos mais fortes candidatos à vitória final. Não o fizeram sem passar por extremas dificuldades, num jogo em que chegaram a ter vantagem de três golos... aos vinte minutos. Todavia, Ronaldinho fez questão de explicar porque é que o galardoaram com o troféu de melhor jogador do Mundo e recolocou o Barça na liderança. Quase sempre mais forte, o conjunto espanhol desperdiçou soberanas ocasiões para matar a eliminatória e acabou por ser John Terry a apurar o Chelsea. Contudo, o lance conta com a colaboração de Ricardo Carvalho, que impede Valdés de se fazer ao cabeceamento. Mourinho pedira Collina... e Miguel Prates berrou de prazer! Como é bonito o futebol...
Enquadramento e Tácticas
Ambos os conjuntos se apresentavam limitados. Apesar da novela em seu torno, Arjen Robben era carta fora do baralho e Drogba, já se sabia, estava castigado. Ainda assim, previa-se uma abordagem mais comedida de Mourinho, que lançou de início a dupla Gudjohnsen e Kezman, com Duff à esquerda e Cole à direita. Resultava isto no afastamento de Tiago, sendo que tanto Paulo Ferreira como Ricardo Carvalho mantinham a titularidade e as posições de origem. Por seu turno, Rijkaard lamentava a lesão de Márquez e via-se obrigado a recorrer a Oleguer. De resto, Deco fazia trio ao miolo com Gerard e Xavi, sendo que Ronaldinho surgia sobre a esquerda do avançado Eto´o, com Iniesta como médio-direito. Belletti era, todavia, o principal dínamo da ala catalã.
Barça controla, Chelsea goleia
Ainda que os visitantes revelassem grande entrosamento do miolo para a frente, dominando mesmo o encontro, o certo é que cedo se constituiu um "Eixo do Mal" que facilitou a tarefa londrina. Gerard estava péssimo no miolo, sendo que Oleguer também revelava excessivo nervosismo e Gio van Bronckhorst foi sucessivamente ludibriado por um Joe Cole endiabrado. Ainda assim, foi de uma perda de bola do insuspeito Xavi que nasceu o primeiro golo, com Kezman a servir Gudjohnsen para um excelente trabalho sobre Gerard e fácil conclusão. O Chelsea estava na frente mas a toada mantinha-se, de tal forma que voltou a ser em contrapé que a turma de Mourinho voltou a marcar. Valdés foi surpreendido por um ressalto e Lampard limitou-se a encostar para uma vantagem que parecia encaminhar os ingleses para uma vitória simples. Mais do que isso, Duff aumentou a liderança pouco depois. Estava feito?
Ronaldinho, o melhor do Mundo
Nada disso. Sentia-se que o Barcelona podia marcar a qualquer momento, ainda que Cech não tenha grande historial de golos sofridos. Ainda assim, os catalães revelavam facilidade em criar situações mas só converteram a primeira quando Paulo Ferreira encaminhou Ronaldinho para a marca de grande penalidade. Golo, está bom de ver. Apesar da enorme desvantagem, a turma de Rijkaard continuava a demonstrar alta qualidade, até por dispôr de elementos que provaram ser a nata do futebol actual. Não que o Chelsea não os tivesse, como se comprovara antes e se confirmou mais tarde. Todavia, poucos estariam à altura do soberbo golo assinado por Ronaldinho. Sem ângulo, cercado por todos os lados e com Ricardo Carvalho pela frente, o brasileiro dançou, encontrou um ínfimo espaço e calculou o efeito necessário. Resultado - Cech quase pedia uma cadeira para melhor apreciar o golaço do canarinho!
Barça desperdiça, Chelsea adianta-se
Ainda antes do intervalo, Joe Cole beneficiou de uma excelente ocasião mas foi negado pelo ferro, tal qual aconteceria com Andrés Iniesta já no segundo tempo. Pelo meio, domínio do Barcelona e pontuais iniciativas perigosas do Chelsea. Ainda assim, nenhum dos conjuntos lograva marcar, se bem que o tal lance de Iniesta - com Eto´o a desperdiçar a recarga - tenha sido a grande ocasião para mantar a eliminatória. Tal não aconteceu, sendo que Terry subiu mais alto após canto de Lampard e deu a passagem aos londrinos. Ricardo Carvalho está no lance mas passou despercebido ao trio de arbitragem, que não o vê impedir Valdés de se fazer ao cabeceamento. Erro crasso com influência no resultado e na vitória do Chelsea. Sem convencer (em nenhum dos encontros), o onze de Mourinho segue em frente e pode-se gabar de ter ultrapassado um dos adversários mais dificéis da prova. E agora, quem os pára?

Foto: Record
O FC Porto garantiu hoje a contratação de Jorginho, a estrela do Vitória de Setúbal. As negociações entre o clube sadino e os portistas haviam sido iniciadas logo que José Couceiro assumiu o comando técnico dos dragões e estão agora concluídas.
De acordo com o jornal Record, o Porto vai pagar um milhão de euros pela contratação de Jorginho, garantindo ainda o direito de opção sobre Sandro e Paulo Ribeiro, dois atletas bem conhecidos de Couceiro.
Jorginho, que esteve a um passo de assinar pelo Sporting, deverá vincular-se aos dragões para as próximas quatro temporadas.
O grande destaque da 22ª jornada da Liga TMN vai para a derrota dos encarnados frente ao Ginásio (84-82). Na deslocação à Figueira da Foz, o Benfica viu-se obrigado a jogar o prolongamento mas, ainda assim, acabou por sair derrotado. Nos restantes encontros, os três primeiros classificados venceram facilmente, com o Queluz a consolidar, dessa forma, a liderança que já perdura há largas semanas. Nota de destaque ainda para a derrota da Oliveirense na Madeira, diante do CAB. Os vencedores da Taça da Liga continuam em ascenção depois do triunfo em Albergaria-a-Velha. Na próxima jornada atenções voltadas para o FC Porto-Oliveirense e para o Benfica-Queluz.
Confira de seguida resultados e classificação...
Resultados:
FC Porto – Barreirense, 103-82
CAB – Oliveirense, 74-71
Queluz – Lusitânia, 86-64
Ovarense – Santarém, 88-72
Belenenses - Aveiro Basket, 82-68
Ginásio – Benfica, 84-82, a.p. (70-70)
Classificação:
1. Queluz, 21 vitórias/1 derrotas
2. FC Porto, 16/6
3. Ovarense, 14/7
4. Ginásio, 13/8
5. Benfica, 13/9
6. Oliveirense, 13/9
7. Belenenses, 12/10
8. CAB, 11/11
9. Barreirense, 5/17
10. Lusitânia, 5/17
11. Santarém, 5/17
12. Aveiro Basket, 4/18

A 24ª jornada da Liga de Honra não trouxe qualquer alteração, digna de registo, no topo da tabela classificativa. Paços de Ferreira e Estrela da Amadora venceram as respectivas partidas e mantêm-se nos dois primeiros lugares da classificação. Já a Naval 1º de Maio empatou diante do felgueiras na Figueira da Foz. Os de Felgueiras, que atravessam uma grave crise, continuam a pontuar, sendo que, a Naval, com este empate caseiro, tem agora o Marco no seu encalce.
Confira de seguida resultados e classificação...
Resultados:
Maia 1-2 Leixões
Portimonense 1-2 Marco
E. Amadora 1-0 Desp. Chaves
Naval 1-1 Felgueiras
Feirense 2-0 Alverca
P. Ferreira 2-1 Sp. Espinho
Santa Clara 3-2 Gondomar
Desp. Aves 0-0 Olhanense
Ovarense 1-2 Varzim
Classificação:
P. Ferreira 51 Pts
E. Amadora 46
Naval 43
Marco 42
Feirense 37
Maia 37
Leixões 36
Desp. Aves 34
Olhanense 32
Portimonense 31
Ovarense 30
Santa Clara 28
Varzim 27
Desp. Chaves 26
Felgueiras 26
Gondomar 23
Sp. Espinho 23
Alverca 20

Foto: FPVoleibol
Já são conhecidas três das quatro equipas que vão estar presentes nas meias-finais do Campeonato Nacional Carglass, em Voleibol.
Na 2ª mão dos playoff, só o Vitória de Guimarães conseguiu dar um ar da sua graça, e evitou a eliminação da prova com uma excelente vitória no terreno do adversário, o Castêlo da Maia. Benfica, Espinho e Esmoriz já carimbaram o passaporte rumo às meias-finais, vencendo os dois encontros disputados nesta fase.
Amanhã conhece-se o último semi-finalista da prova, nome que sairá do encontro entre Vitória de Guimarães e Castêlo da Maia, a disputar na cidade berço.
Confira os resultados...
Campeonato Nacional Carglass
2ª Fase 2ª Mão dos Playoff
Castelo Maia GC 2 3 Vitória SC
25 - 19 18 - 25 25 - 22 21 - 25 19 - 21
CS Marítimo 1 3 Esmoriz GC
18 - 25 24 - 26 25 - 23 14 - 25
Leixões SC 0 3 SC Espinho
19 - 25 20 - 25 12 - 25
AA Alunos 2 3 SL Benfica
28 - 26 21 - 25 17 - 25 25 - 21 13 - 15
3º Jogo (9/03/05)
Vitória SC - - Castelo Maia GC
Pav. Vitória SC - 21:30

Não houve surpresas na 11ª jornada do Campeonato da Liga de Andebol. Os emblemas mais fortes ganharam e mantêm acesa a luta pela liderança da prova.
O Madeira SAD foi vencer ao terreno do Sporting de Espinho, o FC Porto recebeu e bateu o Águeda e o Águas Santas venceu fora o Vitória de Setúbal. O ABC ainda não jogou, houve jornada europeia a meio da semana, e o encontro frente ao Ginásio do Sul ficou adiado.
Confira os resultados e a classificação...
Campeonato da Liga de Andebol
11ª Jornada
V. Setúbal 19-27 Águas Santas
Sp. Espinho 23-29 Madeira, SAD
FC Porto 36-26 AA. Águeda
Belenenses 32-25 Manabola
ABC - Ginásio do Sul
Classificação
P/J/V/E/D
1ºMadeira, SAD 22 11 11 0 0
2º FC Porto 17 11 8 1 2
3º ABC 15 10 7 1 2
4º Águas Santas 14 11 7 0 4
5º Belenenses 12 11 6 0 5
6º Ginásio do Sul 10 10 5 0 5
7º V. Setúbal 8 11 3 2 6
8º SC Espinho 8 11 4 0 7
9º AA. Águeda 2 11 1 0 10
10º Manabola 0 11 0 0 11
Estrela da Amadora-Benfica e Vitória de Setúbal-Boavista são os encontros ditados pelo sorteio das meias-finais da Taça de Portugal. Refira-se, a título de curiosidade, que qualquer das equipas em competição já venceu o troféu, sendo que o Benfica é recordista em vitórias. As partidas estão aprazadas para o próximo dia 20.

No fim de semana estiveram de regresso as competições europeias de hóquei em patins. No que toca à Liga dos Campeões, o FC Porto, já apurado para a final-four, recebeu e venceu o Óquei de Barcelos por 4-1. O domínio dos dragões foi evidente, sendo que, a discussão pelo primeiro lugar do grupo B fica agendada para a última partida frente ao Réus (também já apurado). No grupo A da competição, a Oliveirense venceu, na Suiça, o Uttigen por 3-1 e continua a sonhar com a passagem à fase seguinte. Neste grupo, só o Barcelona já assegurou a final-four, sendo que, o conjunto de Tó Neves poderá seguir o mesmo caminho se vencer o Igualada na última ronda desta fase de grupos. As equipas estão, nesta altura, empatadas no segundo lugar, contudo só a vitória interessa aos pupilos de António Vale que perderam em casa dos espanhóis na primeira volta.
No que concerne à Taça CERS, o Portosantense cedeu um perigoso empate caseiro diante do Bassano (2-2). O conjunto italiano orientado por Carlos Dantas vai agora receber na segunda mão das meias-finais da prova a equipa portuguesa, num jogo que promete ser emocionante.
Apesar da jornada europeia, também se jogou para o Nacional da 1ª Divisão. Nas três partidas realizadas, não houveram grandes surpresas, com o destaque a ir para a boa prestação do Juventude de Viana, que continua a fazer uma época bastante interessante. Desta feita, bateu o Riba d'Ave fora de portas. A jornada continua na próxima quarta feira, com atenções voltadas para o FC Porto-Benfica.
Confira de seguida resultados e classificação...
Resultados da 23ª jornada:
Riba d'Ave-Juventude Viana 3-4
Cambra-Paço de Arcos 3-2
Sporting-Ac. Espinho 7-3
Classificação provisória:
1º FC Porto 59 Pts
2º Oliveirense 49
3º Benfica 45 22
4º Juventude Viana 44
5º Barcelos 39
6º Portosantense 32
7º Nortecoope 31
8º Gulpilhares 29
9º Sporting 28
10º Cambra 25
11º Paço de Arcos 23
12º Ac. Espinho 16
13º Sintra 11
14º Riba d'Ave 11
Liga dos Campeões (5ªjornada):
GRUPO A
Barcelona 8 Pts
Igualada 6
Oliveirense 6
Uttigen 0
GRUPO B
Porto 10 Pts
Reus 8
Barcelos 2
Salerno 0
Taça CERS:
1ª Mão (Meias-Finais)
Follonica Hockey 11-4 CE Noia
CD Portosantense 2-2 Bassano Hockey

Foto: BBC Sport
Está fechada a jornada da Premiership, iniciada com a derrota do Middlesbrough em Villa Park e concluída esta noite com o regresso aos triunfos do Bolton. Ricardo Vaz Tê não esteve no City of Manchester, onde um solitário golo de El-Hadji Diouf colocou o conjunto de Sam Allardyce na sexta posição, ultrapassando o Boro e atingindo um posto de acesso à Taça UEFA. Ontem, o Blackburn foi a Goodison Park derrotar um Everton que tentava solidificar-se no quarto lugar. Todavia, o jovem John Stead fez o seu primeiro golo na temporada e ofereceu a quarto vitória forasteira ao conjunto de Lancashire. Num duelo local, o West Bromwich Albion alcançou um triunfo fundamental na recepção ao Birmingham. Resultado feito na segunda parte para o conjunto de Brian Robson, que viu golos de Clement e do reforço Kevin Campbell, ex-Everton. Ainda assim, os baggies mantém-se abaixo da linha-de-água.

Foto: Publico
A Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol decidiu arquivar o processo sumaríssimo instaurado a Simão Sabrosa. O processo, que se reportava a uma alegada agressão do capitão do Benfica sobre Alex, jogador do Vitória de Guimarães, fica agora arquivado e a suspensão de dois jogos para Simão fica anulada.
Esta inédita despenalização de um processo sumaríssimo, deu origem a um comunicado do órgão de disciplina da Liga, que defende que "as imagens televisivas" do lance "não são suficientemente esclarecedoras".
Desta forma, Simão está disponível para integrar os planos de Trapattoni para o encontro dos encarnados, Sábado frente ao Gil Vicente.

Foto: Reuters
Voltou a oito a distância pontual entre Barcelona e Real Madrid. Deco foi importante no regresso dos catalães aos triunfos, Figo não foi além de um empate no Mestalla. Espanyol e Villareal ocupam os lugares de acesso à Liga dos Campeões, numa luta que envolve mais três equipas mas que pode até alargar-se. Jorge Andrade impôs uma derrota ao Málaga, que não perdia há largas jornadas. Jornada de bons golos mas também de grandes frangos, com amplo destaque para Moyá e para Sergio Aragoneses.
Eto´o voltou a decidir para o Barcelona, que regressou aos triunfos em Pamplona. Segunda derrota consecutiva da turma de Aguirre no El Sadar, perante um Barça obrigado a vencer para recuperar a vantagem no topo da tabela e para lançar a partida de amanhã, em Stamford Bridge. Deco serviu o avançado camaronês para o único golo do encontro. Pior esteve o Real Madrid, que contou com um Ronaldo topo de gama mas não foi além de uma igualdade no Mestalla. Pablo Aimar até adiantou o conjunto de Caneira (está lesionado) mas o avançado merengue igualou num belo lance individual. Ronaldo teve outros lances para marcar, sendo o mais flagrante já em descontos. Todavia, também Aimar esteve perto do golo nesse período, cabeceando à barra.
Quem está no terceiro lugar é o Espanyol, que derrotou o Levante apesar do golo inaugural ter pertencido Sergio García. Todavia, o veterano Amavisca empatou pouco depois e o argentino Maxi Rodríguez garantiu o triunfo já no segundo tempo. Kameni ainda tentou abrir a capoeira mas a turma de Schuster desperdiçou. Atrás segue o Villareal, que dividiu pontos em Soria diante de um aflito Numancia que não perde há quatro jogos mas que não vence há catorze. Riquelme deu vantagem à equipa do El Madrigal mas o lanterna-vermelha igualou por Merino.
Pior sorte para o Sevilha, a atravesar um ciclo negativo de três jogos sem vencer. Em Madrid, foi humilhado por um Atlético de grande nível. Resultado feito no primeiro tempo e com um Antonio López soberbo. Ele serviu Salva (expulso, mais tarde) para o tento inaugural, repetiu a graça para com Fernando Torres e fechou a contagem por conta própria. Lance verdadeiramente notável, em que ultrapassa o guarda-redes com um pé e remate, de bicicleta, com o contrário. Também o Bétis está num período difícil, tendo igualado com o Getafe no Ruiz de Lopera. Vivar Dorado deu vantagem aos visitantes mas dois erros de Sergio Aragoneses valeram outros tantos golos do Bétis. Rivas igualou após livre de Assunção mas um soberbo remate de Pernía repôs a liderança do Getafe. Todavia, Marcos Assunção ditou o resultado final num lance ofensivo mas que o guarda-redes contrário transformou em golo.
No Riazor, só uma polémica grande penalidade deu o triunfo ao Depor diante do Málaga de Duda. Diego Tristán converteu o castigo em golo e a turma de Tapia voltou a perder, largas jornadas volvidas. Mesmo resultado na importante vitória do Saragoça sobre o Racing, que cai na zona perigosa. Capi resolveu no La Romareda em vésperas de confronto europeu. Mais complicada está a vida do Albacete, derrotado em San Mamés. Rubén Castro ainda adiantou os manchegos mas Ezquerro e Lacruz viraram o resultado. Todavia, o melhor ficou guardado para o fim. Julen Guerrero celebrou o centésimo golo na Primeira División através da marcação de um livre. Importante vitória do Maiorca sobre a Real Sociedad, ainda que os bascos tenham disposto de duas vantagens. Aranburu fez o primeiro, Romeo igualou mas Uranga repôs a liderança da turma de Rossato após tremendo erro de Moyá. Luis García igualou e o reforço de Inverno Romeo bisou para garantir o triunfo final.
Resultados
Valência 1-1 Real Madrid
Osasuna 0-1 Barcelona
At. Madrid 3-0 Sevilha
Maiorca 3-2 Real Sociedad
Deportivo 1-0 Málaga
At. Bilbau 3-1 Albacete
Espanyol 2-1 Levante
Bétis 2-2 Getafe
Numancia 1-1 Villareal
Saragoça 1-0 Racing
Classificação à 27ª Jornada
1 Barcelona 62
2 R. Madrid 54
3 Espanyol 45
4 Villarreal 44
5 Sevilla 43
6 Valencia 43
7 Betis 42
8 Atlético 39
9 Deportivo 39
10 Athletic* 38
11 Zaragoza 35
12 Málaga 34
13 R. Sociedad 32
14 Levante 31
15 Osasuna 31
16 Getafe* 29
17 Racing 28
18 Mallorca 24
19 Albacete 24
20 Numancia 20
* menos um jogo
Como por certo constataram, o Quarto Árbitro esteve inacessível durante a totalidade do dia de ontem e parte do dia de hoje. Nada temos a ver com o problema que afectuou o servidor onde estamos alojados mas pedimos desculpas pelo facto. Por último, decidimos datar os posts relativamente ao dia de ontem como se tivessem sido publicados então, por uma questão de coerência ao nível dos arquivos. Gratos pela compreensão...

Foto: slbenfica.pt
A partida diante do Nacional avizinhava-se complicada para os encarnados. Porém, e apesar do equilíbrio que pautou o desenrolar do encontro, o Benfica acabou por ser mais feliz na Choupana. O golo solitário de Nuno Gomes volta a colocar os pupilos de Trappatoni no ombro a ombro com os dragões no topo da tabela classificativa. O melhor em campo na partida de domingo foi mesmo Simão, sem esquecer a boa prestação de Geovanni. Passado o teste da Choupana, resta aos encarnados prepararem já a partida do próximo fim de semana frente ao Gil Vicente.
Ficha de Jogo:
Local: Estádio Engº. Rui Alves, Funchal
Ao intervalo: 0-0.
Marcador: 0-1, Nuno Gomes, 49 minutos.
Equipas:
- Nacional da Madeira: Hilário, Alonso, Fernando Cardozo, Ávalos, Emerson, Cléber, Bruno (Marcelo, 57), Gouveia, Wendell (Marchant, 82), Miguel Fidalgo (Adriano Pinto, 73) e Adriano. (Suplentes: Nuno Carrapato, Marcelo, Nuno Viveiros, André Pinto, Marchant, João Fidalgo e Cleomir).
-Benfica: Quim, Miguel, Luisão, Ricardo Rocha, Dos Santos, Petit, Manuel Fernandes, Nuno Assis (Bruno Aguiar, 92), Geovani (João Pereira, 84), Simão e Nuno Gomes (Karadas, 57). (Suplentes: Moreira, Bruno Aguiar, Alcides, Fyssas, Karadas, Everson e João Pereira).
Árbitro: Bruno Paixão, de Setúbal.
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Fernando Cardozo (70), Wendell (73), Quim (78) e Nuno Assis (83).
Assistência: cerca de 3.000 espectadores.

Foto: Record
O Sporting perdeu na deslocação de ontem ao Estádio do Restelo. Frente a um Belenenses com a lição bem estudada, os leões nunca mostraram argumentos para contrariar aquilo que, desde os primeiros minutos do encontro, se começou a perceber: a equipa de Belém foi mais forte e venceu com toda a justiça.
Mais um ponto baixo desta intermitente época dos leões. Perante as vitórias dos principais rivais na corrida pelo título, este foi um fim-de-semana negro para os pupilos de Peseiro.
Confira a ficha de jogo...
Não há muito para contar do encontro do Restelo. O Belenenses foi mais forte ao longo de toda a partida e venceu sem deixar margem para dúvidas. Os números do encontro só não foram outros devido à falta de eficácia dos avançados de Belém.
Ao Sporting faltou quase tudo. Alma, vontade, garra ou discernimento nunca estiveram presentes nop espírito dos jogadores leoninos. Foi uma das mais pobres exibições da época, e mais um capítulo de derrota nas deslocações do Sporting. Peseiro tem de continuar a estudar os dossiers... ontem não fez o trabalho de casa!
Belenenses, 1 - Sporting, 0
Ficha de jogo
Local: Estádio do Restelo
Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa)
Árbitros assistentes: Sérgio Lacroix e Carlos Santos
Belenenses: Marco Aurélio, Rui Ferreira, Wilson, Marco Paulo, Antchouet (Rodolfo Lima, 68m), Sousa, Paulo Sérgio, Neca (Zé Pedro, 75m), Amaral, Pele e Juninho Petrolina (Anderson, 87m)
Treinador: Carlos Carvalhal
Suplentes não utilizados: Fábio Monteiro, Rolando, Cabral e Catanha
Disciplina: Cartão amarelo a Neca (56m)
Golo: Pele (60m)
Sporting: Ricardo, Rogério, Enakarhire, Hugo, Rui Jorge, Custódio (João Moutinho, 68m), Rochemback, Carlos Martins (Douala, 60m), Pedro Barbosa, Sá Pinto (Niculae, 66m) e Liedson
Treinador: José Peseiro
Suplentes não utilizados: Nelson, Tello, Miguel Garcia e Mário Sérgio
Disciplina: Cartão amarelo a Rui Jorge (33m) e a Carlos Martins (41m)
Melhor em campo: Pélé

Foto: Lusa
Demorou, mas chegou. Naide Gomes subiu ao primeiro lugar do pódio dos Campeonatos da Europa de Atletismo em Pista Coberta. Depois de muita controvérsia, a atleta portuguesa viu ser confirmado o título que havia conseguido dentro da pista.
A polémica, que havia estalado com o salto mal avaliado da alemã Bianca Kappler, com protestos e recursos pelo meio, acabou por ser resolvida com a decisão de atribuir o terceiro lugar (ex-eaquo) à atleta alemã e a Adina Anton.
Naide conseguiu a brilhante marca de 6,70 metros, novo recorde nacional no salto em comprimento, ficando à frente da grega Stiliano Pilatou, 2ª classificada.
Confira outros resultados dos campeonatos...
Campeonatos da Europa de Atletismo em Pista Coberta
Resultados:
Salto em comprimento feminino:
1 Gomes Naide (POR) 6.70
2 Pilatou Stiliani (GRE) 6.64
3 Anton Adina (ROM) 6.59
3 Kappler Bianca (GER) 6.53
Salto em comprimento masculino:
1 Tarus Bogdan (ROM ) 8.14 m
2 Martinez Joan Lino (ESP ) 8.37
3 Zyuskov Volodymyr (UKR) 7.99
Salto com vara feminino:
1 Isinbayeva Yelena (RUS ) 4.90 m
2 Rogowska Anna (POL ) 4.75
3 Pyrek Monika (POL ) 4.70
60m masculinos:
1 Jason Gardener (GBR) 6.55 s
2 Mark Lewis-Francis () 6.59
3 Ronald Pognon () 6.62
Salto em altura masculinos:
1 Holm Stefan (SWE ) 2.40 m
2 Rybakow Jaroslaw (RUS ) 2.38
3 Fomenko Pavel (RUS) 2.32
Pentatlo feminino:
1 Carolina Kluft (SWE) 4948 pt
2 Kelly Sotherton () 4733
3 Natalya Dobrynska () 4667

Foto: Kicker
Domingo de empates na Bundesliga. Em Berlim, o Hertha procurava a colagem ao Estugarda mas não derrotou o Kaiserslautern, que até se adiantou após o recomeço. Lucien Mettomo estreou-se a marcar na prova e o seu golo só não significou três pontos porque Alexander Medlung igualou a cinco minutos do final. Igualdade também em Nuremberga, com os locais a aumentarem para seis pontos a distância que os separa da linha-de-água. Golos só na segunda metade, com Christian Worns a marcar pela primeira vez esta temporada. Máximo goleador da prova, Marek Mintal igualou a um quarto-de-hora do final, alcançando o seu 19º tento da temporada. O Dortmund conseguiu nova vantagem a cinco minutos do termo do encontro, com o checo Rosicky a marcar de grande penalidade. Também dos onze metros facturou Vittek, o outro eslovaco da equipa.

Foto: Lusa
Quarto encontro consecutivo sem perder para a Briosa, que somou um ponto na deslocação aos Barreiros e deixou a última posição. Pior sorte para Moreirense e Beira-Mar, derrotados em Vila do Conde e em Leiria, respectivamente. Vítor Pontes pode estar novamente ligado a duas despromoções numa só época, isto porque o Gil Vicente perdeu no encontro que abriu a jornada. Sábado, o Boavista conquistou um ponto na Amoreira mas afastou-se da liderança.
Em Leiria, a União matou a fome de golos e de boas exibições com um recital diante do apetitoso Beira-Mar. Carne tenrinha, está bom de ver, até porque Srnicek ajudou ao cometer uma grande penalidade que João Paulo transformaria no primeiro golo do encontro. Vítor Pontes lamentava um défice de golos (dois em oito partidas) mas até Krpan e Fábio Felício marcaram na tarde do Magalhães Pessoa. Ainda antes do intervalo, Beto reduziu para os aveirenses (quinto golo na prova) mas a segunda parte nada trouxe de novo. Caíco, que falhou uma grande penalidade, apontou o quarto golo e Fábio Felício bisou para fechar a contagem. O Leiria está próximo de garantir a manutenção, tendo regressado aos golos e ao bom futebol. Por seu turno, Luís Campos pode repetir a proeza de estar ligado a duas descidas de divisão num só anos. Se o seu Beira-Mar não segue nada bem (é agora último, não ganha em casa e comete erros primários), o Gil Vicente também está em situação bem complicada.
Silas, em cima do apito final, salvou um ponto para o Marítimo e a condição de invencível no seu terreno. Diante de uma Académica que não perde há quatro partidas mas que voltou a deixar fugir o pássaro, os madeirenses viram Marcel (tem feito a diferença) inaugurar o marcador bem cedo. Seguiu-se intenso assédio à baliza de Pedro Roma mas só no minuto final se alcançou a igualdade. Silas, ex-Wolverhampton, assinou o tento da turma de Mariano Barreto. Gaúcho fez o único golo da vitória do Rio Ave sobre o aflito Moreirense. Os vila-condenses continuam a sentir a falta de Ricardo Nascimento mas fizeram por merecer a vitória. Continua em pulgas esta Superliga, com quatro pontos a separarem os últimos seis classificados...
Resultados
Nacional 0-1 Benfica
Gil Vicente 1-3 V. Guimarães
V. Setúbal - Sp. Braga
Marítimo 1-1 Académica
Rio Ave 1-0 Moreirense
U. Leiria 5-1 Beira-Mar
Estoril 3-3 Boavista
Belenenses 1-0 Sporting
Penafiel 1-2 F.C. Porto
Classificação à 24ª Jornada
FC Porto 45
Benfica 45
Sporting 42
Boavista 41
Sp. Braga 40 *
Rio Ave 36
Marítimo 35
V. Guimarães 34
Belenenses 32
U. Leiria 32
V. Setúbal 32 *
Nacional 31
Penafiel 24
Moreirense 24
Gil Vicente 23
Estoril 23 24
Académica 21
Beira-Mar 20
* menos um jogo

Foto: Gazzetta dello Sport
Milan e Juventus actuaram ontem e, como tal, a tarde de hoje tinha como atractivo a luta pela Champions e pela fuga à despromoção. Inter e Sampdoria saíram vitoriosos no que ao primeiro objectivo concerne, Parma e Fiorentina foram os mais beneficiados na luta pela permanência.
Muito se sofreu no Giuseppe Meazza, sendo que no final o Inter celebrou o regresso às vitórias. Diante de um Lecce em boa forma, o conjunto de Mancini viu Pinardi abrir a contagem a meio da primeira parte. Todavia, o central colombiano Ivan Córdoba igualou pouco depois. Pensar-se-ia que o Inter ia embalar para a vitória mas este só chegou a um minuto do final. Adriano regressou aos golos mas fê-lo da marca de grande penalidade. Três pontos que cimentam a qualificação dos milaneses para a Liga dos Campeões. Também a Sampdoria venceu, pelo que permanece à frente da turma de Mancini. Ainda assim, só perto do final é que Gasbarroni assinou o triunfo do conjunto de Génova diante de um Chievo que começa a entrar na zona indesejada da tabela. Na luta europeia, a Udinese perdeu espaço com a derrota caseira diante do Bolonha. No Friuli, o albanês Igli Tare resolveu ao quarto minuto. Não mais se alterou o marcador, pelo que a equipa de Udine está mais distante do sonho Champions.
Na fuga à despromoção, o Parma saltou da linha-de-água com a vitória sobre o Cagliari. Jogo com um final diabólico mas que também começou a grande ritmo. Bonera adiantou os visitantes com um golo na própria baliza mas o goleador Gilardino igualou ainda antes de concluída a primeira dezena de minutos. Bovo deu a primeira vantagem ao conjunto do Ennio Tardini após o quarto-de-hora mas a partida só teria mais golos em período de descontos finais. Suazo igualou para os visitantes em cima do minuto noventa mas Fábio Simplício inventou a vitória. Excelente golo do médio brasileiro ex-São Paulo, a valer três pontos fundamentais para o Parma. Também a Fiorentina está mais tranquila depois do triunfo sobre a Reggina. Paredes foi titular e Ricardo Esteves actuou durante o último quarto-de-hora para os visitantes. O resultado fez-se na segunda metade, com Pazzani a abrir a contagem. Fabrizio Miccoli, emprestado pela Juventus, alargou a vantagem através de uma grande penalidade. Todavia, Colucci reduziu e emprestou emoção até final.
Pior sorte para o Siena, que perdeu para o concorrente Brescia e mantém-se abaixo da linha-de-água. A jogar fora, o conjunto do Rigamonti ganhou vantagem de dois golos no final da primeira metade. Marcaram Di Biagio e Caracciolo. Enriço Chiesa reduziu no recomeço mas Mannini voltou a dar vantagem de dois tentos ao aflito Brescia. Emprestado pelo Boro, Massimo Maccarone limitou-se a amenizar a derrotar do Siena. Mais tranquilos, Messina e Lázio encontravam-se na tarde que marcou o regresso de Fernando Couto. Regresso infeliz, dado que Coppola deu o triunfo à turma de Mutti.
No encontro da noite, o Livorno travou o Palermo. Luca Toni marcou por duas vezes para os actuais quintos classificados mas a turma de Donadoni conseguiu sempre a igualdade. Vidigal, lesionado, não actuou. Lucarelli e Passoni fizeram os golos do Livorno.
Resultados
Livorno - Palermo 2 - 2
Fiorentina - Reggina 2 - 1
Inter - Lecce 2 - 1
Messina - Lazio 1 - 0
Parma - Cagliari 3 - 2
Sampdoria - Chievo 1 - 0
Siena - Brescia 2 - 3
Udinese - Bologna 0 - 1
Roma - Juventus 1 - 2
Atalanta - Milan 1 - 2
Classificação à 27ª Jornada
Milan 60
Juventus 60
Sampdoria 47
Inter 46
Palermo 43
Udinese 42
Roma 38
Bologna 36
Lecce 35
Reggina 35
Cagliari 34
Lazio 33
Messina 32
Livorno 32
Fiorentina 30
Parma 29
Chievo 28
Brescia 26
Siena 25
Atalanta 18

Foto: Associated Press
Tiago Monteiro conseguiu completar o Grande Prémio da Austrália, prova que abriu o Mundial de Fórmula 1 e que marcou a sua estreia na especialidade. Apesar de se apresentar adoentado, o piloto portuense teve um óptimo arranque mas não segurou as posições ganhas, acabando no penúltimo posto. Narain Karthikeyhan, seu colega de equipa, terminou à frente do português na estreia de um indiano na Fórmula 1 mas o destaque vai para o facto de ambos terem concluído a prova. A Jordan, recorde-se, mudou de proprietário e ainda está em fase de readaptação. Quem venceu a prova foi o italiano Giancarlo Fisichella, que dominou todo o fim-de-semana. De resto, foi uma excelente prestação de Renault, que colocou o espanhol Fernando Alonso no último posto do pódio e conseguiu um feito que não lograva desde 1983. Michael Schumacher, campeão e grande favorito ao título final, abandonou após colisão com Nick Heidfeld.
Pos No Driver Team Laps Time/Retired Grid Points
1 6 Giancarlo Fisichella Renault 57 1:24:17.336 1 10
2 2 Rubens Barrichello Ferrari 57 +5.5 secs 11 8
3 5 Fernando Alonso Renault 57 +6.7 secs 13 6
4 14 David Coulthard Red Bull Racing 57 +16.1 secs 5 5
5 7 Mark Webber Williams-BMW 57 +16.9 secs 3 4
6 10 Juan Pablo Montoya McLaren-Mercedes 57 +35.0 secs 9 3
7 15 Christian Klien Red Bull Racing 57 +38.9 secs 6 2
8 9 Kimi Räikkönen McLaren-Mercedes 57 +39.6 secs 10 1
9 16 Jarno Trulli Toyota 57 +63.1 secs 2
10 12 Felipe Massa Sauber-Petronas 57 +64.3 secs 18
Ret 3 Jenson Button BAR-Honda 56 +1 Lap 8
12 17 Ralf Schumacher Toyota 56 +1 Lap 15
13 11 Jacques Villeneuve Sauber-Petronas 56 +1 Lap 4
Ret 4 Takuma Sato BAR-Honda 55 +2 Laps 20
15 19 Narain Karthikeyan Jordan-Toyota 55 +2 Laps 12
16 18 Tiago Monteiro Jordan-Toyota 55 +2 Laps 14
17 20 Patrick Friesacher Minardi-Cosworth 53 +4 Laps 16
Ret 1 Michael Schumacher Ferrari 42 Accident 19
Ret 8 Nick Heidfeld Williams-BMW 42 Accident 7
Ret 21 Christijan Albers Minardi-Cosworth 16 Transmission 17
Fastest Lap: Fernando Alonso 1:25.683

Foto: Reuters
Ponto prévio – o FC Porto (e as generalizações são sempre perniciosas, mas já lá vamos) nada fez para merecer a tremenda sorte que lhe permitiu vencer em Penafiel. McCarthy concretizou a reviravolta no último minuto de compensação e, na verdade, foi ele o único que compensou a falta de inspiração com extrema transpiração. Couceiro radicalizou o discurso (as finais, lembram-se?) mas, a julgar pela amostra, mais valia prolongar o blackout. Numa partida bizarra, que começou com o golo de Wesley, os portistas foram um vazio organizacional que se misturou com uma entrega nula. Hoje, em Penafiel, o campeão só teve uma característica a distingui-lo – a estrelinha.
Tácticas?! Quais tácticas?
Os fanáticos da organização e das nuances esquemáticas não deviam ter visto este encontro. De facto, o madrugador golo do Penafiel adulterou todas as montagens que Luís Castro e José Couceiro tenham programado para esta partida. Comece-se, pois, pelo tal lance capital ocorrido antes de completo o segundo minuto do encontro. Clayton explorou a total ausência de rotina de Raul Meireles para servir Wesley, o homem-golo do Penafiel. Nuno Valente voltou a chegar atrasado mas também os centrais parecem surpreendidos pela facilidade com que o ex-colega de desembaraça, com alguma sorte à mistura, de Meireles. Chamado em função das ausências de Seitaridis, Ricardo Costa e Bosingwa, o médio revelou-se uma péssima opção para o posto de lateral-direito. Não se exijam milagres a um jogador pouco utilizado e que, agrave-se o cenário, é chamado para uma posição que lhe é estranha mas o certo é que o ex-Boavista não é o único culpado pelo que se seguiu. Se Luís Castro já havia montado um esquema de contra-ataque, a vantagem precocemente ganha favoreceu a colocação das linhas durienses bem próximas da baliza de Nuno Santos. Todavia, o FC Porto raramente aproveitou o convite e o Penafiel fazia das tripas coração para afastar a bola dos seus redutos mais atrasados e, se possível, fazer chegar bolas a Clayton e a Roberto.
Campeão?! Qual campeão?
Ainda que tolhido pelo golo de Wesley, o futebol portista não pode inventar desculpas para tamanha mediocridade. A desorganização era total mas sobressaía o deprimente laxismo de várias unidades do campeão nacional, que não reagiu à desvantagem e tinha em McCarthy o elemento mais inconformado. Foi ele a criar os melhores lances dos dragões, foi ele o oásis num deserto de vaidades incompreensível. Quaresma e Diego, por exemplo, revelavam um gritante afastamento do encontro e se o primeiro regressava à já habitual atitude egocêntrica, o último insistia em alhear-se do jogo. O intervalo chegou sem nenhum indício de descontentamento e a etapa complementar começou na mesma toada. Em resumo, o FC Porto acreditava que a vitória lhe chegaria do céu. Atitude verdadeiramente incompreensível num conjunto em permanente oscilação. Que dizer de Luís Fabiano, que substituiu Maniche ao intervalo, e nada fez durante 45 minutos? Nada de agradável, pois, pelo que passamos ao acto seguinte...
Sorte?! E Benni...
Com Leandro do Bomfim a actuar como não-sei-quê-esquerdo e um esquema completamente indecifrável (ainda que a segunda metade tenha começado com um claro 4-3-3 que encostava Benni à esquerda, Quaresma à direita e Fabiano ao centro), o FC Porto mantinha-se longe da baliza de Nuno Santos e o contra-ataque penafidelense até se aproximava do segundo golo. Nesta toada, o tento de Pedro Emanuel caiu, literalmente, do céu! Excelente livre de Nuno Valente e cabeceamento do central para a igualdade, aproveitando a ataraxia do Robocop Fernando Aguiar. Restavam dez minutos para jogar mas nem o golo espevitou o campeão. Leo Lima entrou com o mesmo ritmo exibido por Diego e companhia, pelo que até foi o Penafiel a aproximar-se, de forma tão desajeitada quanto a defesa do FC Porto, do segundo golo. Benni, por seu turno, prolongava a incansável luta contra a desinspiração e contra o conformismo dos colegas. O sul-africano ensaiou antes de matar o encontro, ainda que o fora-de-jogo tenha anulado o teste. Todavia, não chegou para impedir que o avançado assinasse o tento que ele, mais do que ninguém, fez por merecer! Ainda que todos tenham festejado, ainda que a imagem de união final pareça bonita, a vitória premeia quem a fez por merecer e esse foi, muito claramente, Benni McCarthy. Não se iluda José Couceiro porque de campeão o FC Porto só teve a estrelinha. E Benni, pois claro...

Foto: Gazzetta dello Sport
Sorte para o Milan e erros de arbitragem na vitória da Juventus. Mais uma vez, os campeões garantiram três pontos em período de compensação. Aconteceu na deslocação ao terreno do último, a Atalanta. Ambrosini ainda deu vantagem aos nerazurri na primeira metade mas Makinwa igualou logo depois. Reforço de Inverno, este avançado marfinense tem feito a diferença na modesta equipa de Rossi. Só ao quarto minuto de desconto é que o Milan, sem Rui Costa, garantiu o triunfo. Marcou Pirlo, em mais uma demonstração de que a estrelinha está com a turma de Ancelotti. Em Roma, a Juventus beneficiou de uma grande penalidade inexistente e de um golo em fora-de-jogo. Cassano marcou para a equipa de Del Neri mas a Juve, que se adiantara por Fabio Cannavaro, decidiu por Alessandro Del Piero, que marcou na sequência de um castigo máximo.

Cada vez mais se adivinha a vitória do Chelsea na Premiership. Hoje, os londrinos limitaram-se a vencer o Norwich para aproveitar o nulo cedido pelo United em Selhurst Park. Afastado destas contas, o Arsenal contou com um Henry topo de gama para despachar o Portsmouth. Relativamente à fuga à despromoção, o Southampton encurtou caminho relativamente aos postos seguros da tabela com um triunfo sobre o Tottenham. Adversário do Sporting, o Middlesbrough esteve muito mal na deslocação ao Villa Park e ainda só venceu por uma vez em 2005!
Soberbo aproveitamento do empate do Manchester United por parte do Chelsea. Em Carrow Road, os londrinos eram amplamente favoritos depois de três desafios para três competições diferentes. Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Tiago foram titulares, sendo que o lateral regressou à esquerda. Joe Cole foi o primeiro a marcar mas o aflito Norwich igualou por Leon McKinzie. Todavia, Mourinho mexeu no momento certo e não podia ser mais feliz nas alterações que operou. Mateja Kezman terá ganho gosto pelo golo e adiantou os blues poucos minutos depois de ter entrado em campo. Todavia, seria Ricardo Carvalho a fechar a contagem. Canto de Frank Lampard e finalização do ex-FC Porto.

Quem tudo quer, tudo perde. Ferguson entrou em Selhurst Park a pensar na viagem a Milão e saiu de Londres com um mísero ponto. Rooney, Scholes e Ronaldo começaram no banco diante de um Crystal Palace necessitado de pontos. Ruud van Nistelrooy foi titular e a unidade que mais se aproximou de bater o húngaro Gabor Kiraly. Num terreno em péssimas condições, o United nem sequer cresceu com a expulsão do grego Lakis e está cada vez mais afastado da hipótese de vencer o título. Com este empate, o Manchester joga toda uma época em San Siro. Em Highbury, o Arsenal goleou o Portsmouth em vésperas de um decisivo desafio para a Liga dos Campeões. Bem distantes do líder Chelsea, os gunners tiveram em Thierry Henry a unidade de destaque, até por ter sido o francês a apontar os três golos do encontro. Perto do intervalo, Lauren serviu o máximo goleador da prova para o primeiro do encontro. Henry bisou após o recomeço e fechou a contagem nos minutos finais, concretizando um livre directo que contou com a colaboração de Chalkias.

O Middlesbrough, adversário do Sporting na próxima ronda da Taça UEFA, foi batido facilmente na deslocação a Villa Park. Muito limitado nas opções, Steve McClaren viu um péssimo ensaio e revelou extrema vulnerabilidade em lances de bola parada. Assim surgiu o primeiro golo da partida, conseguido pelo regressado Martin Laursen. Também Luke Moore facturou na sequência de um livre apontado por Nolberto Solano. Jimmy foi a única unidade do Boro em bom plano mas é incontestável que a turma do Riverside sentiu as várias ausências. O Middlesbrough jogou com Nash, Parnaby, Southgate, Riggott, Queudrue, Nemeth (Graham 65), Parlour, Doriva, Zenden, Downing (Job 82), Hasselbaink. Também longe do último lugar de acesso à Liga dos Campeões está o Liverpool, derrotado em St. James Park por um fantástico pontapé de Laurent Robert. De livre directo, o francês resolveu o encontro.

Nigel Quashie estreou-se a marcar pelo Southampton e fê-lo em momento oportuno. Foi com esse golo que a turma de Harry Redknapp derrotou o Tottenham e se aproximou do Crystal Palace na luta pela permanência na Premiership. Em nítido crescimento desde que o ex-Portsmouth assumiu o comando da equipa, os saints derrotaram o conjunto de Martin Jol, que não contou com o lesionado Pedro Mendes (dedo do pé partido, um mês parado). Quanto a Boa Morte, foi titular no empate caseiro cedido pelo Fulham. Num clássico londrino, a equipa de Craven Cottage voltou a ser inferior ao Charlton (que vencera na primeira volta) e pode contentar-se com o empate. Alan Curbishley revelou-se mais expedito e merecia levar mais dois pontos.
Resultados
Aston Villa 2-0 Middlesbrough
Crystal Palace 0-0 Manchester United
Newcastle 1-0 Liverpool
Southampton 1-0 Tottenham
Fulham 0-0 Charlton
Arsenal 3-0 Portsmouth
Norwich 1-3 Chelsea
Amanhã
West Bromwich-Birmingham
Everton-Blackburn
Segunda-feira
Manchester City-Bolton
Classificação à 29ª Jornada
1 Chelsea 71 *
2 Man Utd 63
3 Arsenal 61
4 Everton 51 *
5 Liverpool 43 *
6 Middlesbrough 42
7 Bolton 40 *
8 Charlton 40 *
9 Tottenham 39 *
10 Aston Villa 38
11 Newcastle 37 *
12 Man City 36 *
13 Birmingham 32 *
14 Fulham 30 *
15 Portsmouth 30
16 Blackburn 28 **
17 Crystal Palace 26
18 Southampton 24
19 Norwich 20
20 West Brom 18 **
* menos um jogo
** menos dois jogos

Foto: Kicker
Bayern de Munique e Schalke 04 mantêm-se colados no topo da tabela mas a notícia do dia é o afastamento do Werder Bremen da luta pelo título. Campeões, os pupilos de Thomas Schaaf foram derrotados, precisamente, pelo conjunto de Felix Magath. Quem beneficia deste resultado é o Estugarda de Meira, que está a um ponto da Liga dos Campeões. Roberto Pinto foi suplente utilizado na derrota do Arminia Bielefeld, Moreira actuou na mesma condição mas foi mais feliz e também está próximo do terceiro posto.
No Olympiastadion de Munique, o Bayern recebia um Werder Bremen que procurava manter-se na luta pelo título. Todavia, a derrota não reserva grandes esperanças ao conjunto de Schaaf, campeão em título. Ambas as equipas têm compromissos europeus na próxima semana e isso terá contribuído para o pobre espectáculo. Michael Ballack apontou o único golo da partida ao sétimo minuto, ele que regressou após paragem de um mês. Seguiu-se um futebol de contenção por parte dos bávaros, sendo que o Werder Bremen não conseguiu bater Kahn. Bem mais cheia a exibição do Schalke 04, que se deslocava ao terreno do aflito Bochum. Resolveram jogadores brasileiros, com Ailton a celebrar o centésimo golo na Bundesliga à passagem da meia-hora e o médio ex-Kaiserslautern Lincoln a fechar a contagem a um quarto-de-hora do final. Mantém-se interessante a luta pelo título, sendo importante não esquecer que o Bayern ainda está envolvido em três frentes e isso pode causar-lhe algum desgaste comparativamente com a turma de Rangnick.
Quem beneficiou da derrota do Werder Bremen foi a Estugarda, que encurtou para um ponto a distância que o separa da Liga dos Campeões. Hoje, a equipa de Fernando Meira (actuou a tempo inteiro) recebia o Arminia Bielefeld de Roberto Pinto, que marcara na jornada anterior. Todavia, o médio ex-Hertha começou no banco. Com golos reservados para o segundo tempo, o veterano croata Zvonimir Soldo abriu a contagem após assistência do bielorusso Hleb. Cacau faria o segundo da turma de Sammer à entrada para os derradeiros quinze minutos, apontando o 11º tento na prova. Fernando Meira serviu o avançado brasileiro para o golo da tranquilidade. Roberto Pinto já estava no terreno e viu Porcello assistir Boakye para o 2-1, alcançado logo depois do golo de Cacau. Houve emoção até final mas a vitória, importantíssima, acabou por sorrir ao conjunto da casa. Atrás do Estugarda vem o Hamburgo de Moreira, que fez os minutos finais do triunfo caseiro sobre o Bayer Leverkusen. Daniel van Buyten, central belga ex-Manchester City, fez o único tento da partida após lance do médio Beinlich.
A goleada da jornada vem de Mainz, onde os locais derrotaram o agora lanterna-vermelha Friburgo por 5-0. Triunfo muito fácil e que começou a ser construído a meio da primeira parte, por Fabian Gerber. Manuel Friedrich alargou a vantagem logo depois e o intervalo não chegaria sem novo golo do Mainz. Marcou Babatz, de grande penalidade. Contas fechadas na etapa complementar por Antonio da Silva e por Michael Turck. O Hansa Rostock subiu um lugar na tabela mas continua enterrado abaixo da linha-de-água. Ainda assim, venceu em casa do Hannover com um tento solitário do sueco Rade Prica. Mesmo resultado em Monchengladbach, com os visitados a derrotarem o Wolfsburgo graças a um golo tardio do checo Sverkos.
Resultados
FSV Mainz 05 - SC Freiburg 5:0
VfB Stuttgart - Arminia Bielefeld 2:1
Hamburger SV - Bayer Leverkusen 1:0
Bor. M'gladbach - VfL Wolfsburg 1:0
Hannover 96 - Hansa Rostock 0:1
VfL Bochum - FC Schalke 04 0:2
Bayern München - Werder Bremen 1:0
Amanhã
Hertha BSC - 1. FC Kaiserslautern
1. FC Nürnberg - Borussia Dortmund
Classificação à 24ª Jornada
1 Bayern München 50
2 FC Schalke 04 50
3 Werder Bremen 43
4 VfB Stuttgart 42
5 Hamburger SV 40
6 Hertha BSC 39 *
7 Bayer Leverkusen 39
8 VfL Wolfsburg 34
9 1. FC Kaiserslautern 32 *
10 Hannover 96 32
11 Arminia Bielefeld 32
12 Borussia Dortmund 31 *
13 Bor. M'gladbach 28
14 FSV Mainz 05 26
15 1. FC Nürnberg 24 *
16 VfL Bochum 19
17 Hansa Rostock 17
18 SC Freiburg 16
* menos um jogo

Foto: TiagoRacing.com
Tiago Monteiro conseguiu o 13º melhor tempo na prova de qualificação para o Grande Prémio da Austrália, que abre o Mundial de Fórmula 1. O piloto portuense de 28 anos terá ao seu lado o espanhol Fernando Alonso, um dos muitos nomes prejudicados pelas condições em que se desenrolou a corrida de qualificação. Ralf e Michael Schumacher partem na última linha da grelha, sendo que o tempo do primeiro (Giancarlo Fisichella, em Renault) até foi superior ao realizado por Tiago Monteiro no segundo treino do primeiro dia. Narain Karthikeyan fez o nono melhor tempo. Ainda em fase de adaptação ao meio, é bom não esquecer que Tiago Monteiro tem um dos bólides mais fracos da competição. Por ora, o objectivo será terminar as corridas.
Confira os tempos que ditam as posições de partida para o Grande Prémio da Austrália, que tem transmissão directa na RTP1 a partir das 3:00 de amanhã.
1 6 Giancarlo Fisichella Renault 1:33.171
2 16 Jarno Trulli Toyota 1:35.270
3 7 Mark Webber Williams-BMW 1:36.717
4 11 Jacques Villeneuve Sauber-Petronas 1:36.984
5 15 Christian Klien Red Bull Racing 1:37.486
6 14 David Coulthard Red Bull Racing 1:38.320
7 8 Nick Heidfeld Williams-BMW 1:39.717
8 3 Jenson Button BAR-Honda 1:41.512
9 19 Narain Karthikeyan Jordan-Toyota 1:44.357
10 9 Kimi Räikkönen McLaren-Mercedes 1:44.997
11 10 Juan Pablo Montoya McLaren-Mercedes 1:45.325
12 2 Rubens Barrichello Ferrari 1:45.481
13 18 Tiago Monteiro Jordan-Toyota 1:46.846
14 5 Fernando Alonso Renault 1:47.708
15 21 Christijan Albers Minardi-Cosworth 1:49.230
16 20 Patrick Friesacher Minardi-Cosworth 1:50.864
17 17 Ralf Schumacher Toyota 1:51.495
18 1 Michael Schumacher Ferrari 1:57.931
19 12 Felipe Massa Sauber-Petronas
20 4 Takuma Sato BAR-Honda

Foto: Lusa
O Benfica é o quarto semi-finalista da Taça de Portugal 2004/2005. Detentores do troféu, os encarnados eliminaram o Beira-Mar no seu terreno, com um solitário golo de João Pereira. Esta é a primeira vitória dos benfiquistas diante dos aveirenses no novo palco, ainda que os índices físicos da turma de Trapattoni tenham quebrado na etapa complementar. Luís Campos viu a sua equipa desperdiçar alguns óptimos lances de golo mas o encontro acabou mesmo com a vitória do Benfica. O sorteio realiza-se no próximo dia 8.
Semi-finalistas
Estrela da Amadora
Boavista
Vitória de Setúbal
Benfica

Foto: Mundialazemeis2003
Já são conhecidos os grupos do próximo mundial de hóquei em partins, a disputar em São José, Califórnia, nos Estados Unidos.
A selecção portuguesa, que defende o título conquistado em Oliveira de Azeméis em 2003, ficou integrada no Grupo A, ao lado de selecções como Angola, Chile e Macau.
A 37ª edição da prova, que decorre de 6 a 13 de Agosto próximos, tem como principais candidatos à vitória final a equipa portuguesa, a Espanha, a Itália e a Argentina.
Confira os grupos sorteados...
37º Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins
São José, Califórnia 6-13 Agosto
GRUPO A: Portugal, Angola, Chile e Macau.
GRUPO B: Itália, Suiça, Moçambique e Andorra.
GRUPO C: Espanha, França, Holanda e Inglaterra.
GRUPO D:: Argentina, Brasil, Alemanha e Estados Unidos.

Foto: Eurosport
Rinus Michels, o treinador holandês que inventou o conceito "Total Football", morreu hoje, aos 77 anos.
O "general", alcunha pela qual era conhecido no mundo do futebol, conduziu a selecção holandesa à final do Campeonato do Mundo de 1974 e à vitória no Europeu de 1988. Michels também se destacou à frente de clubes como o Ajax ou o Barcelona, sagrando-se campeão europeu de clubes e vencedor da Liga Espanhola, entre muitos outros títulos.
Para a FIFA, Michels foi o "treinador do século" (eleição de 1999), e foi com ele que se jogou algum do melhor futebol de todos os tempos. Liderou equipas que contavam, entre outros, com estrelas como Neeskens e Cruyff, em 1974, e Van Basten e Gullit, em 88.

Foto: AS
Desceu para seis pontos a distância que separa Barcelona e Real Madrid. Ontem, os merengues venceram sem brilho mas aproveitaram a escorregadela do rival. Roberto Carlos fez o segundo golo do encontro com um remate que atingiu a brilhante marca de 144 km/h. Indefensável! Interessante continua a luta pelos dois restantes postos de acesso à Liga dos Campeões, sendo que Sevilha e Villareal são os felizardos do momentos. Com Duda em grande nível, o Málaga continua a subir na tabela e está tranquilo, já bem próximo do Deportivo de Jorge Andrade.
Walter Samuel alertara para o facto de o título não estar entregue e o facto é que a jornada foi altamente proveitosa para o Real Madrid, que aproveitou o empate cedido pelo Barcelona. Vindo de uma derrota na Corunha, o conjunto de Luxemburgo estava obrigado a vencer o complicado Bétis. Assim aconteceu, o que significa a segunda derrota consecutiva da turma de Lorenzo Serra Ferrer. Todavia, a exibição merengue voltar a estar longe de ser brilhante e a arbitragem voltou a marcar a partida. Michael Owen abriu a contagem ao décimo minuto mas a polémica surgiria perto do intervalo. Iturralde González considerou faltoso um atraso de Luis Fernández a Doblas e marcou livre indirecto. Seguiu-se um fulminante remate de Roberto Carlos, que atingiu a velocidade de 144 km/h e parou no fundo das redes andaluzes. Apesar da vantagem madridista, quem brilhava era o incontornável Iker Casillas, ainda assim incapaz de segurar um remate cruzado de Edu, já no segundo tempo. Privado de Assunção, o Bétis ameaçava reentrar na discussão do resultado mas Iván Helguera fechou a contagem no minuto seguinte, apesar dos imensos protestos sevilhanos por alegado fora-de-jogo.
Face a esta má série, o conjunto do Ruiz de Lopera está mais distante dos postos de acesso à Liga dos Campeões. Lá se vai mantendo o Sevilha, ainda que tenham somado o segundo empate caseiro consecutivo. Diante de um renovado Valência, que buscava o terceiro lugar, a turma de Caparrós abriu o marcador no final da primeira parte, por intermédio de Jesuli. Makukula não foi utilizado, contrariamente ao infeliz Marco Caneira, substituído bem cedo devido a lesão. Apesar da desvantagem, a equipa de Antonio López voltou em força após o intervalo e virou o placard num quarto-de-hora. Marcou primeiro o central David Navarro e Pablo Aimar consumou a reviravolta com um bom remate à entrada da área. Júlio Baptista igualou de grande penalidade, a castigar inexistente mão de Navarro, mas a polémica não se ficaria por aqui. Primeiro, o brasileiro do Sevilha forçou novo castigo máximo mas acabou por desperdiçá-lo e, por último, foi anulado um golo a Xisco por pretensa falta sobre Daniel Alves.
Quem beneficia deste empate é o Villareal, que reentra nos postos de acesso à Champions. Sem Armando, a turma de Pellegrini alcançou nova remontada na recepção ao aflito Maiorca. Javi Venta, na própria baliza, deu vantagem aos insulares e os locais notavam a reduzida participação de Riquelme. Ainda assim, a dupla de avançados garantiu o triunfo no segundo tempo. Lucho Figueroa igualou e o goleador Diego Fórlan confirmou a mudança de líder com o 15º golo na prova (já é segunda na lista do Pichichi, em parceria com Ricardo Oliveira, do Bétis).
Quem se distanciou destas contas pelos lugares cimeiros foram Atlético de Madrid e Deportivo. Em Santander, Fernando Torres ainda adiantou os colchoneros, da marca de onze metros, mas os visitantes não foram além de uma exibição pobre. Regueiro, no final da primeira parte, e Aganzo, no recomeço, garantiram o triunfo do Racing. Curiosamente, já haviam sido estes atletas a marcar no Sánchez Pizjuán. Em Getafe, um Depor muito contido não foi além de uma igualdade. Diego Tristán ainda adiantou os galegos, que não contaram com Jorge Andrade, mas Gabi igualou para o conjunto dos arredores de Madrid.
Em grande segue o Málaga, que conseguiu o quarto triunfo consecutivo. Meritório o trabalho de Antonio Tapia, que viu a sua turma derrotar o Atlético de Bilbau. Bastou um golo, mais um, do médio Juan Rodríguez para decidir a partida. Logo ao segundo minuto, Duda serviu o colega para o único golo da partida Edgar entrou perto do apito final. Também a Real Sociedad vem em crescendo. Ontem derrotou o Saragoça por 2-1, ainda que Zapater tenha adiantado os visitantes. Karpin, de grande penalidade, e Barkero conseguiram a reviravolta. Sem Nihat, os bascos estão a fazer um bom percurso e Rossato voltou a ser titular. O Albacete não foi além de um empate diante do Osasuna. Morales adiantou a turma de Aguirre mas o paraguaio Pacheco igualou perto do final, convertendo uma grande penalidade. Mesmo resultado no Levante-Numancia.
Resultados
Barcelona 0-0 Espanyol
Real Madrid 3-1 Bétis
Sevilha 2-2 Valência
Real Sociedad 2-1 Saragoça
Santander 2-1 At. Madrid
Málaga 1-0 At. Bilbau
Levante 1-1 Numancia
Albacete 1-1 Osasuna
Getafe 1-1 Deportivo
Villareal 2-1 Maiorca
Classificação à 26ª Jornada
1 Barcelona 59
2 R. Madrid 53
3 Sevilla 43
4 Villarreal 43
5 Valencia 42
6 Espanyol 42
7 Betis 41
8 Atlético 36
9 Deportivo 36
10 Athletic* 35
11 Málaga 34
12 R. Sociedad 32
13 Zaragoza 32
14 Levante 31
15 Osasuna 31
16 Getafe* 28
17 Racing 28
18 Albacete 24
19 Mallorca 21
20 Numancia 19
* menos um jogo

Foto: Lusa
Boavista e Estrela da Amadora estão também apurados para as meias-finais da Taça de Portugal, pelo que falta apenas encontrar o vencedor do Benfica x Beira-Mar, a disputar esta noite. Na Madeira, os axadrezados voltaram a sair vencedores. Milhazes, logo no começo do encontro, e Zé Manuel, perto do fim e com o Marítimo já reduzido a nove elementos, fizeram o resultado. Na Reboleira, o Estrela da Amadora eliminou o Belenenses após grandes penalidades e segue em frente na prova que conquistou em 1990.

Foto: Lusa
Impedido de empatar, José Rachão conduziu o Setúbal às meias-finais da Taça de Portugal depois de um emocionante triunfo sobre o Braga. Curiosamente, o mesmo resultado verificado na primeira volta da Superliga no primeiro de dois encontros consecutivos entre estes emblemas. Feliz, o conjunto local teve vantagem de dois golos mas teve de voltar ao encontro para desfazer uma igualdade que João Tomás e Wender haviam ditado.
Enquadramento
Ironias do calendário, este foi o primeiro de dois encontros consecutivos entre Vitória de Setúbal e Sporting de Braga. Curiosamente, ambos marcados para o Estádio do Bonfim, ainda que o da próxima segunda-feira seja referente, claro está, à Superliga. Sendo este um encontro de Taça de Portugal, José Rachão estava forçado a inverter a tendência evidenciada pelos sadinos nos últimos cinco desafios (quatro deles já sob a sua orientação) – o empate. Com efeito, o Setúbal não conhecera outro resultado que não a igualdade desde que José Couceiro (que deixou o clube com uma divisão de pontos em Alvalade) conduziu a formação sadina à vitória sobre o Guimarães. Corria o dia 26 de Janeiro e a partida era referente à competição que hoje se discutia. Todavia, importava salientar que o Vitória de Setúbal apenas vencera por duas ocasiões nos últimos doze jogos da Superliga. Relativamente ao Sporting de Braga, quebrara-se na recepção ao Gil Vicente a série negativa de três jogos sem vencer e sem marcar. No que concerne à Taça de Portugal, os bracarenses enfrentavam o seu primeiro grande teste nesta prova, uma vez que só haviam encontrado emblemas de escalões inferiores nas eliminatórias transactas.
Rachão mantém táctica mas muda nomes
Obrigado a vencer para seguir em frente, o treinador do Vitória de Setúbal apostou no esquema que tem privilegiado mas mudou alguns nomes comparativamente com a deslocação a Coimbra. Fracassada a experiência Éder, José Rachão chamou o central Veríssimo. Pensar-se-ia num esquema de três centrais mas logo se viu que o ex-Alverca se ia posicionar sobre a direita. Hugo Alcântara e Auri mantinham os postos no centro da defesa, o mesmo acontecendo com Bruno Ribeiro no que concerne à lateral-esquerda. Seguia-se um duo de médios de características predominantemente defensivas, com Sandro a fechar sobretudo pela direita (até porque era por aí que o Braga carrilava, preferencialmente, o seu jogo) e Ricardo Chaves a cobrir a restante aérea. Manuel José preenchia a ala direita do miolo sadino, funcionando tanto a nível ofensivo como no apoio a Veríssimo. Meyong, na esquerda, parecia mais liberto de funções defensivas e até surgia com frequência nas imediações da zona de Bruno Moraes, o homem mais adiantado. Jorginho dispensa apresentações, era ele o playmaker e a unidade incumbida de carrilar o futebol sadino, frequentemente delineado através de acções de contra-ataque que exigiam que o médio caísse numa das alas. Nota última mas não menos importante para a troca de guarda-redes, com Paulo Ribeiro a ceder lugar a Marco Tábuas.
Jesualdo não surpreende
Residia na baliza a principal dúvida relativamente ao onze bracarense. Marco ocupara o lugar de Paulo Santos na recepção ao Gil Vicente mas, findo o castigo, o ex-FC Porto recuperou o posto que vem ocupando durante toda a temporada. Foi essa a única alteração relativamente à partida da última sexta-feira, sendo que o quarteto defensivo voltou a ser preenchido por Abel, Nunes, Nem e Jorge Luiz. Andrés Madrid era a unidade mais recuada de um miolo assente em três linhas. Reforço do Inverno, o argentino constituía a primeira, com os interiores João Alves (sobre a direita) e Vandinho (sobre a esquerda) a formarem o elo de transição entre a defesa e o ataque. Jaime Jr. assumia a ala-direita, Wender ficava com linha oposta e João Tomás era o ponta-de-lança. Teoricamente, Jesualdo construía um esquema que lhe permitisse ser dominador, favorecendo a fácil transição para o ataque e a eficaz disposição de busca e roubo de bola.
Posse de bola não ganha jogos
Desde cedo se constatou essa situação. José Rachão apostava num esquema de contra-ataque, oferecendo a posse de bola ao Sporting de Braga. Todavia, tardou para que os sadinos revelassem acerto na rápida transição pretendida e disso de aproveitaram os visitantes para marcar uma posição junto da baliza de Marco Tábuas. Com Jaime apagado, os minhotos viviam das acções individuais de Wender (quase sempre bem apoiado por Jorge Luiz e/ou Vandinho) e de João Alves. Com efeito, foi dos pés do ala ex-Naval que surgiu a primeira grande ocasião de golo, minutos depois de Jaime ter perdido um excelente lance construído pela esquerda bracarense. Sem que nada o fizesse prever, Wender arrancou um potente remate a partir de posição muito desfavorável mas que só a barra de Marco Tábuas travou. Infelizmente para Jesualdo Ferreira, este lance pareceu acordar o Vitória de Setúbal e, sobretudo, Jorginho...
Bruno Moraes – há golos felizes
Unidade fulcral na acção sadina, o médio criativo entrou na partida e não tardou para que se fizesse sentir o seu efeito. Jorginho buscou futebol nas alas e foi a partir daí que desequilibrou para servir o primeiro golo. Tudo começa com um lançamento de Bruno Ribeiro, aproveitado de forma soberba pelo playmaker para progredir para a linha de fundo (levando consigo alguns adversários) e servir a entrada de Meyong. Parecia um golo fácil mas o camaronês preferiu, qual especialista do bilhar, jogar às tabelas. Neste caso, Bruno Moraes estava no sítio certo para empurrar para o fundo da baliza de Paulo Santos. Estava aberto o marcador, o que apenas veio reforçar a tendência do encontro. Todavia, Rachão foi obrigado a trocar o lesionado Ricardo Chaves por Puma. Dessa mexida não resultou nenhuma alteração táctica mas não tardou para que Manuel José descesse no terreno, formando um tridente com Sandro e com Puma. Assim sendo, Jorginho passou a cair preferencialmente sobre a direita, mantendo-se como principal dínamo do futebol sadino. Ainda que dominador, o Braga permanecia longe do empate e até foi Manuel José a cheirar o golo. Tal não aconteceu, sendo que o intervalo chegou com a vantagem mínima para o Setúbal. Aceitável...
Braga muda, Setúbal marca
A perder, Jesualdo Ferreira decidiu arriscar ao intervalo. Pouco em jogo, Andrés Madrid foi substituído por Cesinha. Resultou isto num crescimento numérico do apoio ofensivo a João Tomás, que passou a ter um trio nas suas costas. Um trio móvel, que libertou Jaime Jr. e Wender das alas e colocou Cesinha a actuar sobre a esquerda. Se o ex-Naval de aproximou da linha mais avançada, o ex-Rio Ave passou a estar na posição que mais lhe agrada – o centro. Cá atrás, previa-se que Vandinho cumprisse a missão anteriormente entregue a Madrid mas foram evidentes as falhas que resultam no segundo golo do Vitória, logo no recomeço. Puma avançou tranquilamente e gozou de enorme liberdade na área bracarense, tendo tempo para emendar a primeira opção e servir Meyong para um remate fácil. Ainda antes de se poder avaliar o resultado da alteração promovida por Jesualdo, o Vitória solidificava a posição vantajosa com que chegara ao descanso.
Acabado? Longe disso...
Ainda que o jogo tenha passado por breves momentos de exaltação, cedo se elevou o patamar futebolístico e das cinzas renasceu o Sporting de Braga. Primeiro por João Tomás, que se desmarcou nas costas da defensiva sadina e bateu Marco Tábuas após receber um passe longo. Muito cresceram os minhotos a partir de então, aproximando-se da igualdade na marcação de um livre directo bem parado pelo guardião do Vitória. Todavia, nada havia a fazer para travar um remate genial da autoria de Wender. Soberbo golo e tudo em aberto para o quarto-de-hora final. Cândido Costa entrou logo depois mas quem mais mexeu foi Rachão, que apostou definitivamente numa linha de três centrais e lançou Igor para acompanhar Bruno Moraes, com Jorginho nas costas. Bruno Moraes que viria a conseguir o terceiro golo, tardiamente anulado por evidente mão na bola. Se a versão controversa de Maradona foi penalizada, o avançado emprestado pelo FC Porto tratou de imitar o astro argentino de forma legal. Assim aconteceu a três minutos do final, com o ex-Santos a construir um brilhante lance individual, travado por Paulo Santos mas concluído por Igor. Com felicidade à mistura, o Vitória de Setúbal está nas meias-finais da Taça de Portugal.
Ficha do Jogo
Quarta-Feira, 2 de Março de 2005 – 21:15
Estádio do Bonfim, em Setúbal
Árbitro – Pedro Henriques (Lisboa)
Auxiliado por Gabínio Evaristo e Paulo Moreira
Vitória de Setúbal – Marco Tábuas; Veríssimo, Hugo Alcântara, Auri e Bruno Ribeiro; Sandro e Ricardo Chaves (Puma, 18´); Manuel José, Jorginho e Meyong (Igor, 76´); Bruno Moraes
Sporting de Braga – Paulo Santos; Abel, Nunes, Nem (Maurício, 91´) e Jorge Luiz; Andrés Madrid (Cesinha, 45´); João Alves e Vandinho; Jaime Jr. (Cândido Costa, 62´), Wender e João Tomás
Golos
1-0 por Bruno Moraes, aos 15´
2-0 por Meyong, aos 48´
2-1 por João Tomás, aos 61´
2-2 por Wender, aos 75´
3-2 por Igor, aos 87´

Foto: Record
Depois de Tiago, Ricardo Rocha e Quim, João Alves pode ser o próximo jogador do Sp. Braga a rumar à Luz. Segundo a edição de hoje do jornal Record, o jovem atleta está a um passo de ser o primeiro reforço encarnado para a próxima época. As negociações entre os bracarenses e a Benfica estão em andamento, sendo que, até ao final do mês a contratação poderá ficar consumada. Segundo a notícia, hoje publicada, os encarnados pretendem adquirir parte do passe do médio, com o Sp. Braga e Desportivo de Chaves a terem direito a uma parte dos lucros numa futura transferência. Aliás, os flavienses vão receber, desde já, e caso a viagem para a Luz se venha a consumar, aquilo a que têm direito pela formação do jogador.
João Alves veste a camisola 18 do Sporting de Braga e tem sido uma das revelações desta edição da Superliga. Actualmente com 24 anos de idade, o médio tem sido uma peça fundamental na boa campanha do conjunto orientado por Jesualdo Ferreira.

Foto: Reuters
Dois empates consecutivos para o Barcelona e a distância entre os primeiros pode passar a ser de seis pontos caso o Real Madrid vença o Bétis na noite de hoje. Ontem, o Camp Nou, o duelo catalão rendeu um ponto ao Espanyol, vinte anos depois! Perante um super Kameni, os blaugrana fizeram uma primeira metade modesta mas construíram lances de golo q.b. para conquistarem os três pontos na etapa complementar. Todavia, o guardião camaronês do conjunto de Miguel Angel Lotina esteve imbatível. Este foi um encontro antecipado da jornada 26 da Liga das Estrelas, que hoje tem prato forte em Chamartin. O Real Madrid recebe um Bétis que luta pelos lugares cimeiros mas que perdeu em Valência, depois de seis jogos sem conhecer tal sabor. Um grande jogo e um grande teste para ambos os conjuntos...

Foto: es.sports.yahoo
O seleccionador espanhol, Luis Aragonés, foi multado em três mil euros, na sequência daquele que ficou conhecido como o "caso Henry".
Relembre-se que Aragonés foi "apanhado" a tecer comentários racistas sobre o avançado francês do Arsenal, quando orientava um treino de preparação da selecção espanhola. O caso levantou celeuma quer no país vizinho, quer em Inglaterra, levando a que Aragonés pedisse desculpas em público e re-afirmasse que não é racista. O castigo é agora aplicado pelo comité de competições da Federação Espanhola de Futebol.
Continua atarefada a Comissão Disciplinar da Liga. Agora é a vez de Fellahi, médio do Estoril, que se arrisca a ser suspenso nos próximos dois encontros da SuperLiga.
O sumaríssimo já foi instalado e reporta-se a uma suposta agressão do jogador do Estoril sobre Liedson, no encontro da passada Segunda-Feira.
Na mira da Comissão de Disciplina também estão dois jogadores do Porto e da União de Leiria. Problemas no controlo anti-doping, no final da partida entre leirienses e portistas, colocam Ferreira e Gabriel (para os leirienses), e Raúl Meireles e Pedro Emanuel (para o Porto), em risco de suspensão para os próximos encontros.
Em Inglaterra, Jermaine Pennant, médio do Birmingham emprestado pelo Arsenal, foi condenado a três meses de prisão efectiva. O jogador foi detido por conduzir embriagado e sem carta de condução, sendo re-incidente neste tipo de casos. A justiça inglesa foi implacável e Pennant, uma das promessas do futebol britânico, já se encontra a cumprir a sentença.


Fotos: Getty Images
Ljubicic não tem em Roger Federer o mais aprazível dos adversários. Pela terceira vez na corrente temporada (segunda no espaço de duas semanas), o tenista croata perdeu para o suiço no derradeiro desafio. Aconteceu, desta feita, no Dubai e rendeu o 25º título ATP ao líder dos rankings ATP Entry System e ATP Champions Race. Terceira vitória consecutiva de Federer em Doha, este ano pelos parcias de 6-1, 6-7 e 6-3 após mais de duas horas de encontro. Números impressionantes para um atleta que apenas perdeu um encontro nos últimos 38 jogos que realizou. Sensacional!
Também fantástica vem sendo a época do maiorquino Rafael Nadal. Talismã na vitória espanhola na Taça Davis, o sobrinho do central ex-Barcelona (que, curiosamente, até é adepto do Real Madrid) perdeu grande parte do ano transacto devido a uma lesão contraída no Estoril Open mas está a recuperar o tempo perdido. Conquistou o título em Acapulco, uma semana depois de ter ganho na Costa do Sauipe. Novamente diante de um compatriota, no caso Albert Montanes. Parciais de 6-1 e 6-0 denotam a superioridade do jovem tenista.

Foto: Reuters
Mais uma vitória do Olympique de Lyon e novas quebras dos perseguidores favorecem a opinião de que o vencedor desta edição da Ligue 1 mora no Gerland. Soberba época da turma de Paul LeGuen, a brilhar também na Liga dos Campeões. Em Paris, jogou-se à porta fechada e ouviram-se os comentários racistas do treinador do Bastia...
Está facilitada a tarefa do Lyon nesta prova. Cumprida a recepção ao Saint-Etienne, algo que se conseguiu num curto espaço de tempo e que sobreviveu à inesperada reacção visitante, o conjunto de Paul Le Guen viu o Marselha fraquejar diante do lanterna-vermelha Istres. Começando pelo Gerland, Sylvain Wiltord deu vantagem ao Olympique no final do primeiro tempo, sendo que o recomeço foi fulcral. Malouda, primeiro, e Frau, logo após, deram vantagem de três golos ao tricampeão francês. Pascal Feindouno e Compan ainda reduziram para o história Saint-Etienne mas os três pontos estavam entregues. Em Marselha, surpresa com o empate do OM diante do Istres. N´Diaye adiantou os visitantes e a reacção dos locais ficou-se pelo golo de Laurent Battles, uma unidade em amplo destaque no conjunto de Troussier.
Em Paris, Benachour bateu a grande penalidade que deu o triunfo ao PSG diante do Bastia. Pauleta é quem costuma bater os castigos máximos mas não o fez por vir falhando alguns desses lances em encontros recentes. Foi um encontro jogado à porta fechada e marcado por comentários racistas de François Ciccolini. O treinador dos visitantes dirigiu-se de modo altamente insultuoso ao atleta albanês Lorik Cana. Dois encontros foram adiados numa jornada marcada pela derrota do Mónaco e pelo empate do Lille - mais um...
Resultados e Marcadores
Lyon 3 - 2 Saint-Etienne
Wiltord S. 45‘, Malouda F. 47‘, Frau P. 49‘
Feindouno P. 56‘, Compan L. 89‘
Bordeaux 2 - 2 Caen
Chamakh M. 22‘, Darcheville J. 58‘
Mazure S. 69‘, Deroin A. 79‘
PSG 1 - 0 Bastia
Benachour S. 65‘ (pen.)
AC Ajaccio 0 - 0 Lens
Nice 2 - 1 Monaco
Balmont F. 13‘, Ederson H. 67‘
Gigliotti D. 59‘
Nantes 2 - 1 Strasbourg
Keseru C. 45‘, Quint O. 54‘
Niang M. 48‘
Lille 0 - 0 Rennes
Marseille 1 - 1 Istres
Batlles L. 55‘
N'Diaye M. 48‘
Adiados
Sochaux - Metz
Auxerre - Toulouse
Classificação à 27ª Jornada
1 Lyon 56
2 Marseille 48
3 Lille 47
4 Monaco 44 *
5 Auxerre 42 *
6 Toulouse 38 *
7 Rennes 36
8 Sochaux 35 *
9 Lens 35
10 Saint-Etienne 34 *
11 Bordeaux 33
12 PSG 33
13 Nice 32
14 Metz 31 *
15 Nantes 30
16 Strasbourg 27 *
17 Caen 26
18 AC Ajaccio 25 *
19 Bastia 23
20 Istres 22

O Madeira SAD continua em grande no campeonato da Liga de Andebol. A equipa madeirense segue invicta na prova, com dez vitórias em outros tantos encontros.
Na jornada deste fim-de-semana, a 10ª da prova, a equipa do Madeira SAD foi vencer ao terreno do Águas Santas, 21-22, arrancando pontos no terreno de um dos rivais na luta pelo título.
Os outros candidatos também venceram. O FC Porto foi a Setúbal bater o Vitória, 22-24, e o ABC ganhou no terreno do Águeda, 24-28.
Confira os resultados e a classificação...
Campeonato da Liga
1ª Fase - 10ª Jornada
Águas Santas 21-22 Madeira, SAD
V. Setúbal 22-24 FC Porto
Manabola 29-32 Sp. Espinho
AA. Águeda 24-28 ABC
Ginásio do Sul 29-26 Belenenses
Classificação:
P/J/V/E/D
1º Madeira, SAD 20 10 10 0 0
2º ABC 15 10 7 1 2
3º FC Porto 15 10 7 1 2
4º Águas Santas 12 10 6 0 4
5º Ginásio do Sul 10 10 5 0 5
6º Belenenses 10 10 5 0 5
7º V. Setúbal 8 10 3 2 5
8º SC Espinho 8 10 4 0 6
9º AA. Águeda 2 10 1 0 9
10º Manabola 0 10 0 0 10

Foto: FPVoleibol
Vingou a lei do mais forte nos encontros da jornada de abertura dos "playoffs", em voleibol.
Na série dos primeiros, venceram Benfica (3-0), Espinho (3-0), Esmoriz (3-1) e Castêlo da Maia (3-1), estando estas equipas a uma vitória da qualificação para as meias-finais do Campeonato Nacional Carglass.
A segunda mão desta fase está marcada para o próximo Sábado, dia 5, e pode decidir já querm avança para as meias-finais da prova.
Confira os resultados...
Campeonato Nacional Carglass
2ª Fase - Série dos primeiros:
SL Benfica 3 0 AA Alunos
25 - 21 25 - 18 25 - 17
SC Espinho 3 0 Leixões SC
25 - 15 25 - 21 25 - 20
Esmoriz GC 3 1 CS Marítimo
17 - 25 25 - 15 25 - 22 25 - 22
Vitória SC 1 3 Castelo Maia GC
23 - 25 19 - 25 25 - 16 23 - 25
Segunda mão:
Sábado
A Alunos - Benfica
Leixões - SC Espinho
Marítimo - Esmoriz
Castêlo da Maia - Vitória de Guimarães

Foto: Record
Vitória fácil do Sporting na recepção ao Estoril. A goleada imposta aos canarinhos, 4-0, serve para os leões darem um passo em frente na classificação, igualando Porto e Benfica na liderança.
O resultado é exagerado, ainda que o Sporting tenha dominado todo o encontro, e deu até para a estreia de Rochemback a marcar na SuperLiga e para o regresso aos golos de Niculae.
Quem não perdoou foi Liedson que bisou no encontro de Alvalade e já leva 20 golos no campeonato, dominando de longe a contagem dos goleadores.
Confira a ficha do jogo...
Pouco há para contar do encontro de ontem em Alvalade. O Sporting entrou bem e marcou cedo: um livre na esquerda, bola na área e Niculae a aparecer no sítio certo e a regressar aos golos, quase um ano depois.
Estava dado o mote para o que poderia ser um passeio do Sporting frente a um Estoril constragedor. A verdade é que os leões foram adormecendo ao longo do encontro, criando aqui e ali oportunidades para aumentar a vantagem, mas sempre a uma velocidade: devagarinho.
O Estoril, sem dúvida uma das mais fracas equipas das últimas SuperLigas, nunca foi um adversário ameaçador, ainda que tenha chegado próximo da baliza de Ricardo, quase sempre sem perigo. Falta ambição, qualidade, organização...enfim, falta quase tudo a esta equipa para sonhar com qualquer coisa mais do que a (difícil) luta pela manutenção.
A crumpir serviços mínimos, o Sporting lá foi levando a água ao seu moinho, sobretudo na segunda parte do encontro, quando "Roca" já liderava o miolo leonino. A falta de vontade, quase falta de concentração, deu para tudo, até para diversas falhas dos centrais leoninos, que por pouco não comprometeram o resultado da equipa.
E só aos 77 minutos o Sporting voltou a marcar. Rochemback disparou para o fundo das redes de Jorge e fez descansar os corações dos adeptos leoninos. O encontro estava ganho e o Estoril arriscou tudo, deixando a frente de ataque leonina com maior margem de manobra. E quando Liedson tem margem de manobra, o mais provável é que surjam golos.
E golos surgiram, com o avançado brasileiro a passar à prática aquilo que havia ameaçado durante todo o encontro. E foi mesmo o avançado leonino a construir o quarto golo, ganhando um penalti (mais ou menos claro, mas aceitável), e não perdoando no castigo máximo.
Estava consumada a goleada. O Sporting venceu, quase sempre recorrendo a serviços mínimos, mas alcançando o objectivo principal: juntar-se aos rivais no comando da SuperLiga. Com a vitória em Alvalade, a equipa de Peseiro fecha com chave de ouro um fim-de-semana favorável aos desejos leoninos. Os principais adversários perderam pontos e o Sporting ganhou, sem grandes esforços e com uma margem folgada.
Ficha de jogo
Local: Estádio José Alvalade
Árbitro: Carlos Xistra
Árbitros assistentes: José Borges e João Tomatas
Sporting: Ricardo, Rogério, Enakarhire, Hugo, Rui Jorge, Custódio, Carlos Martins (Rochemback, 45m), João Moutinho (Pedro Barbosa, 84m), Hugo Viana, Liedson e Niculae (Sá Pinto, 68m)
Treinador: José Peseiro
Suplentes não utilizados: Nelson, Miguel Garcia, Douala e Paíto
Disciplina: Cartão amarelo a Carlos Martins (13m)
Golos: Niculae (9m), Rochemback (77m) e Liedson (85m e 89m, gp)
Estoril: Jorge, Rui Duarte, João Pedro, Dorival, Amoreirinha, Paulo Sousa (Vargas, 69m), Elias, Buba (Hugo Santos, 45m) (Moses, 77m), Fellahi, Pinheiro e Arrieta
Treinador: Litos
Suplentes não utilizados: Yannick, Tomás, Yuri e João Paulo
Disciplina: Cartão amarelo a Paulo Sousa (34m), Arrieta (51m), Amoreirinha (60m), João Pedro (88m) e Dorival (89m)
Melhor em campo: Liedson

Foto: slbenfica.pt
O primeiro clássico de 2005 foi, acima de tudo, um grande espectáculo de futebol. Ambas as equipas entraram em campo com uma atitude positiva, procurando a vitória. Excepção feita ao lance entre Karadas e Ricardo Costa, foi uma partida extremamente correcta com os casos a ficarem, desta forma, à porta do clássico. O empate acaba por ser o resultado mais justo, apesar dos portistas terem criado mais oportunidades de golo. Os pupilos de Trappatoni não quebraram a tradição nesta primeira visita ao novo recinto portista, mas também não comprometeram a corrida pelo título, enquanto que os de Couceiro voltaram a não vencer em casa, mas mostraram uma evidente subida de rendimento.
Karadas é a novidade
No onze encarnado, uma novidade: Azar Karadas. O norueguês, que marcou o golo do empate frente ao CSKA, voltava assim à titularidade no lugar de Nuno Gomes. Trap procurava mais poder de choque e a referência na área sobre a qual falei na antevisão da partida. Ao longo dos noventa minutos o 22 batalhou bastante, mas não foi capaz de ajudar a manter a posse de bola no meio campo ofensivo. Bastante ansioso, o internacional norueguês não esteve ao nível de outros jogos, demonstrando uma enorme incapacidade na hora de rematar à baliza contrária.

Foto: Reuters
Benfica entra personalizado
Os primeiros vinte minutos da partida foram controlados pelos encarnados, que procuraram, com serenidade, evitar que o preenchido miolo azul e branco tivesse a posse do esférico. A boa troca de bola dos atletas da Luz ia dando os seus frutos e, apesar de inofensivas, as incursões dos homens mais avançados do Benfica começavam a incomodar o Dragão.
Apesar do domínio territorial dos visitantes, cedo se percebeu que iria ser um jogo aberto, sendo que, os azuis e brancos de, quando em vez, íam assaltando a zona defensiva do Benfica. Os espaços no meio-campo eram mais do que muitos e o Porto, já com a questão das marcações resolvida, começou, à passagem da meia hora a pisar com mais frequência a área de Quim. Até que, Maniche solto de marcação falhou em zona frontal à baliza, já dentro da área encarnada. Era a melhor oportunidade do encontro até ao momento.
Daí até ao descanso, as equipas voltaram a encaixar-se e a segunda parte prometia mais espectáculo e também algumas rectificações a nível táctico, já que, ao contrário do que acontecera nos primeiros minutos, Simão e Geovanni começavam a ignorar o apoio aos laterais (o que dava uma superioridade aos portistas na zona de tiro, que atacavam quase sempre com cinco unidades.)

Foto: slbenfica.pt
O Porto entra melhor na segunda parte e assusta Quim
A segunda metade começou, ao contrário da primeira, com um FC Porto mais ofensivo e com um bloco de meio-campo bastante móvel, que baralhou completamente as contas a um Benfica bem mais encolhido no relvado. Benny McCarthy começava a dar sinais de vida na área encarnada e trabalhava mais do que muito fora dela. O Benfica, bem mais defensivo e menos tranquilo, a falhar muitos passes, reagiu às duas oportunidades criadas pelo sul-africano, por intermédio de Assis, com um estupendo remate ao travessão da baliza de Baía. O Benfica queria voltar ao jogo.
Quem não marca...
Minuto 65: Geovanni foge bem à defesa portista, contorna Baía e falha incrivelmente o alvo. No espaço de dois minutos Assis e Geovanni relançavam o encontro e davam uma "sapatada" na pressão portista, que era bem mais intensa. Porém, o Benfica não marcou e do outro lado McCarthy apontava o golo que dava vantagem aos da casa.
Sai Assis, entra Nuno Gomes
A saída de Nuno Assis era uma das soluções para a entrada de Nuno Gomes, porém, o Benfica corria o risco de perder o único elemento capaz de unir os sectores encarnados. Essa tarefa ficava agora a cargo de Simão e Geovanni que podiam surgir mais vezes no miolo do terreno. As equipas voltavam a encaixar-se, apesar do sinal mais continuar a pertencer aos homens da casa.

Foto: slbenfica.pt
Foi golo? Claro!
Esta foi a questão colocada por todos os que assistiram à partida quando, a 15 minutos do final, Geovanni cabeceou para o fundo da baliza de Baía. Tudo nasce num lance em que Ricardo Costa faz uma gravata a Karadas e o norueguês reage, agredindo o central portista. Esta havia de ser a única cena a lamentar em toda a partida. O lance continuou, e do pontapé de canto que se seguiu o 11 encarnado aparece solto de marcação e faz um golo de belo efeito. Na altura do cabeceamento ouviu-se um apito, mas não do árbitro da partida, que já havia alertado para essa situação anteriormente.
Últimos dez minutos impróprios para cardíacos
Daqui para a frente o Porto voltava a carregar e Trappatoni lançava João Pereira. Aos 86 minutos McCarthy envia a bola ao ferro da baliza de Quim e, na resposta, Nuno Gomes falha de forma incrível o 2-1, com Baía a brilhar a grande altura. Mas ainda haviam mais lances de perigo até final: Maniche a um minuto do fim falha em zona frontal e logo depois Manuel Fernandes assusta de livre directo.
Resultado justo e arbitragem bastante positiva
O árbitro esteve em bom plano, assim como os seus assistentes, numa partida em que o empate é o resultado mais justo. O domínio foi repartido, com o Benfica a conseguir entrar sereno num palco, no qual, já não pontuava há cerca de dez anos. As equipas continuam lado a lado, com vantagem para os portistas que, apesar de tudo, consolidaram a vantagem no confronto directo.

Foto: slbenfica.pt
O melhor do Benfica: Geovanni
Apesar das belas exibições de Quim ou Miguel, sem esquecer outros elementos do onze encarnado que estiveram em bom plano, Geovanni acabou por ser o que mais se destacou. O golo apontado é decisivo nesta nomeação, que não deixa de valorizar, igualmente, a grande mobilidade do brasileiro que ajudou a criar alguns desequilíbrios na zona ofensiva. Do lado portista, destaque para a excelente actuação de Ibson, que se assume definitivamente como o grande reforço do mercado de Inverno.
Ficha do jogo
FC Porto 2 – 1 Benfica
Jogo referente à 23.ª jornada da Superliga, realizado no Estádio do Dragão, no Porto.
Árbitro: António Costa (Setúbal), auxiliado por José Cardinal e Venâncio Tomé.
FC Porto – Vítor Baía, Seitaridis, Jorge Costa (cap.), Ricardo Costa e Nuno Valente; Costinha, Maniche, Ibson e Diego (83’ Luís Fabiano); Hélder Postiga (67’ Quaresma) e McCarthy.
Suplentes não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Pepe, Raul Meireles, Leo Lima e Bomfim..
Treinador: José Couceiro.
Benfica – Quim; Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Dos Santos; Petit, Manuel Fernandes; Simão (cap.), Geovanni (83’ João Pereira) e Nuno Assis (75’ Nuno Gomes); Karadas.
Suplentes não utilizados: Moreira, Fyssas, Alcides, Bruno Aguiar e Everson.
Treinador: Giovanni Trapattoni.
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Nuno Valente (26’), Geovanni (42’), Ricardo Costa (74’), Karadas (74’), Luisão (84’), Seitaridis (89’) e Simão (91’).
Golos: McCarthy (65’) e Geovanni (75’).
Resultado ao intervalo: 0-0