março 21, 2005

Que FC Porto para Alvalade?

Será um FC Porto altamente pressionado aquele que hoje se apresentará no Estádio de Alvalade. Num encontro que se pode revelar decisivo para ambos os lados, José Couceiro joga uma temporada que não planeou e, pouco ou nada ganhando com o triunfo, sujeita-se a perder tudo em caso de derrota. Assim sendo, não é totalmente verdadeiro o jogo psicológico que tentou fazer na antevisão do clássico. Ciente de que este encontro é uma finalíssima para o Sporting, Couceiro quis acreditar que o FC Porto joga apenas mais uma final. Depois de duas cruciais derrotas, os dragões apresentam-se em Alvalade sem qualquer lesão, castigo ou outro impedimento de ordem processual. Todavia, a vertente psicológica deve pesar imenso sobre um plantel que raramente se mostrou forte e coeso. Amanhã, em Alvalade, joga-se uma época...

Humilhado pelo Nacional, eliminado da Liga dos Campeões. Não é um cenário idílico para Couceiro mas é nestas condições que chega a deslocação a Lisboa. Forçado a vencer para manter acesa a discussão pela Superliga, o FC Porto apresenta-se num momento extremamente frágil e joga toda uma temporada em Alvalade. Poucos acreditam, apesar desta prova ser pródiga em reviravoltas, que uma derrota mantenha os campeões na discussão e é com essa realidade que os portistas têm que lidar. Na máxima força no que toca a opções disponíveis, é muito previsível que Couceiro regresse ao esquema 4-4-2. Não que o trio de centrais tenha fracassado em Milão mas o alargamento do leque de escolhas deve favorecer o regresso ao modelo que mais tem sido utilizado com a chegada do técnico ex-Setúbal. Quanto aos nomes, também não será difícil conjecturar o onze inicial. Vítor Baía é o dono natural da baliza, Seitaridis e Nuno Valente mantêm o lugar nas laterais e Jorge Costa terá ao lado Ricardo Costa. Costinha actua à frente deste quarteto e terá na linha subsequente um trio de médios trabalhadores. Partindo do princípio que a nulidade de Diego seja preterida, será crível que o regresso de Bosingwa seja premiado com a titularidade. Falta averiguar qual a condição física do médio mas é notório que a sua regularidade o tem distinguido na posição. Estando bem, o ex-Boavista será interior-direito e o reforço (na verdadeira acepção do termo) Ibson estará na posição diametralmente oposta. Maniche joga mais sobre o miolo, suportando o ataque. Ricardo Quaresma terá maior liberdade do que o avançado Benni McCarthy. Neste cenário, as principais dúvidas terão que ver com a condição física de Bosingwa e com a opção pelo companheiro de Benni. Estando bem, creio que o primeiro será opção para render – ainda que não com as mesmas missões – o inconsequente Diego, sendo que o último ainda deve beneficiar do ónus de ter entrado bem em Milão. Cláudio, extracomunitário, voltou a sair dos convocados, onde reentram Leandro do Bonfim, Bosingwa, Bruno Gama, Ibson e Luís Fabiano. José Couceiro levou vinte jogadores para Lisboa. Conheça a lista: Vítor Baía, Nuno, Leandro do Bonfim, Bosingwa, Bruno Gama, Costinha, Diego, Hélder Postiga, Ibson, Jorge Costa, Luís Fabiano, Maniche, McCarthy, Nuno Valente, Pedro Emanuel, Pepe, Quaresma, Ricardo Costa, Raul Meireles e Seitaridis.

Escrito por André Viana às março 21, 2005 12:46 PM
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