
Foto: moliceiro.com
O Secretário de Estado Hermínio Loureiro visitou, este fim de semana, a cidade de Oliveira de Azeméis. O membro do Executivo de Santana Lopes teve oportunidade de, juntamente com aquele município, homenagear a Selecção Nacional de Boccia. Porém, o responsável pela pasta do desporto falou também dos temas quentes que marcam a actualidade no sector que dirige....
Em declarações à rádio local, Hermínio Loureiro confirmou que a Federação Portuguesa de Andebol perdeu, por 180 dias, o estatuto de utilidade pública. Para o secretário de Estado, "o nível a que chegou todo o processo, deve-se exclusivamente às próprias entidades ligadas ao Andebol, já que, o Governo limitou-se a fazer o que lhe competia, isto porque, o facto de não haver, de momento, nenhuma Liga Profissional no activo representa um incumprimento do artigo 34 do regime Jurídico das Federações Desportivas".Hermínio Loureiro aproveitou ainda para referir o apreço que tem pela modalidade, lembrando que, "não há muito tempo, foi organizado o Campeonato do Mundo no nosso País".
Quanto ao futebol, mais concretamente à questão da redução do número de equipas na Superliga, Hermínio Loureiro afirma que "o Governo já se decidiu pela redução, sendo que, agora cabe à Liga e FPF chegarem a um entendimento." Para o Secretário de Estado, esta "é uma decisão a favor do futebol e que deve reunir consenso entre todos os organismos". A certa altura o responsável pela pasta do desporto chega mesmo a acrescentar que "está algo insatisfeito pelo facto da Liga e FPF não se sentarem para em entendimento, já que, a vontade que demonstram em fazê-lo não é suficiente para resolver a situação".
Por fim, Hermínio Loureiro até pôs o dedo na ferida e, segundo ele, "o grande problema está nos campeonatos não profissionais, a começar pela IIªB (muito pouco competitiva admite) , já que, a redução pode implicar a não subida dos campeões de cada uma das séries". "Espera-se que a reunião marcada para o Conselho Superior de Desporto (órgão consultivo do Governo) no próximo dia 29, venha a resolver este impasse" - diz o Secretário de Estado.
Esperemos, assim, pelos próximos episódios de cada uma das novelas...
Depois de Filipe Gaidão ter inaugurado o espaço 5 minutos..., desta feita, foi António Sousa que amavelmente recebeu o Quarto-Arbitro. O treinador do Beira-Mar, que em tempos brilhou na condição de jogador, não se escusou a falar do decréscimo de rendimento da equipa auri-negra nem do futuro da sua carreira. Apesar de reconhecer as limitações pelas quais passa um clube como aquele que orienta, o sanjoanense prevê um futuro risonho para os de Aveiro. Sousa, que não acredita na vitória de Portugal no Euro, agradece o carinho da massa associativa aveirense, mas não descarta a possibilidade de vir a lutar por outros objectivos...
Quarto-Árbitro: O Beira-Mar ainda não conseguiu vencer no novo Estádio. Encontra alguma justificação para tal facto?
António Sousa: Por muito que procuremos, não é fácil encontrar justificações para uma situação destas. Os comportamentos em termos de atitude, concentração e trabalho são precisamente os mesmos, mas esta mudança infelizmente, foi má... O facto de ainda não termos vencido naquele Estádio acaba por ser um trauma, que vai entrando na cabeça das pessoas e dos próprios jogadores. Naturalmente, que gostaríamos de pôr este trauma para trás das costas o mais rapidamente possível. Contudo, tenho consciência que o tapete do novo Estádio é mais rápido do que o do antigo Mário Duarte, e o comportamento e mesmo o conhecimento do novo terreno por parte dos jogadores leva o seu tempo. Mesmo assim, só temos trabalhado lá uma vez por semana, sendo que, secalhar, está aí a grande justificação para o facto de ainda não termos vencido no novo recinto.
Q-A: O novo Estádio tem sido um elo de ligação com os adeptos?
A S.: Penso que sim. Temos tido, nestas sete jornadas, muito mais gente a assistir aos jogos e isso é extremamente positivo no que diz respeito ao futuro.
Q-A: O Beira-mar fez uma excelente primeira volta, chegando mesmo a vencer na Luz. Contudo, nesta segunda metade da Superliga os resultados não têm sido tão positivos. Falar em Europa terá pesado na mente dos jogadores?
A S.: Não, não pesou. Tudo tem o seu timming. Fizemos uma primeira volta excelente, longe daquilo que esperaríamos, mas a certa altura surgiram desequilíbrios no seio da equipa com cansaço e saturação de determinados jogadores. As opções de qualidade também não abundam, já que, somos um clube limitado, que vive dentro do orçamento possível. Assim sendo, a partir de certa altura da época, as lesões e castigos levaram a mudanças que tiveram uma forte influencia no rendimento da própria equipa. E, quando nos faltam um ou dois elementos que são o suporte de toda uma estrutura, é óbvio que isso se reflecte no campeonato. Somos o que somos, temos o que temos, e quem não tem muito mais para dar não pode ser exigente. De qualquer forma, não estamos insatisfeitos com tudo o que foi feito até ao momento, porque sabemos quais são as nossas limitações e julgo que o campeonato está a ser muito bom. Relembro que nos últimos anos o Beira-Mar vivia constantemente na incerteza da permanência até perto do final, e esta época livramo-nos dessa questão bem cedo. Por tudo isto, só podemos estar satisfeitos, embora não completamente, porque sabemos que podíamos estar muito melhor do que estamos hoje...
Q-A: Um desses elementos fulcrais na manobra da equipa é o Juninho Petrolina...
A S.: Sim. E, no fundo, só tenho um elemento – neste caso o Juninho – em termos de ligação meio campo – ataque. Ele fez uma primeira volta excelente, mas a partir de certa altura teve problemas a nível pessoal, que se reflectiram em termos de atitude e comportamento no treino, o que levou a um enorme decréscimo do seu rendimento. E quando situações como esta se fazem sentir junto de jogadores importantes na manobra da equipa é inevitável o decréscimo de produção do grupo, como aconteceu nesta segunda volta.
Q-A: O Beira-Mar tem agora três jogos complicados com Belenenses, Porto e Nacional. Estando a cinco pontos da Europa, e apesar de esse não ser o grande objectivo da época, acredita que pode chegar a um lugar europeu?
A S.: Esse não é realmente o objectivo da época. E, quando afirmei que iríamos à procura da UEFA, isso teve principalmente para quem está dentro do fenómeno a vantagem de mostrar às pessoas que queríamos ser respeitados. Algumas situações em termos de arbitragem não foram muito boas e haviam comentários de um ou outro que não gostei e, naturalmente, passei essa mensagem para o exterior, para que tivessem o mesmo respeito pelo Beira-Mar como tinham pelas outras equipas. E este foi o grande objectivo dessa minha afirmação. Quando o disse sabia e tinha consciência que há equipas muito mais fortes e com capacidade para lutar por esses objectivos, sabia que estávamos numa fase decrescente de forma, e sabia que ia correr alguns riscos, contudo o grande objectivo foi precisamente o que já mencionei. Sei que as condições ao dispor da equipa não nos permitem olhar de forma clara para esse objectivo, sendo que, o facto de andar a saltar de casa para casa também não ajuda... Mas, o Beira-Mar pode, num horizonte mais alargado, pensar em atingir metas como essa. Quando toda a concentração em termos de trabalho estiver restrita ao novo Mário Duarte, o Beira-Mar poderá cimentar o seu estatuto a uma dimensão totalmente diferente daquela que vivemos actualmente.
Q.A: A boa primeira volta da equipa serviu também de montra para alguns dos seus jogadores. Receia perder uma ou outra peça no final da temporada?
A S.: É óptimo quando as coisas correm bem e são boas, porque quando isso acontece as pessoas olham para elas com maior intensidade. Isso conduz à procura de certos elementos, principalmente quando se destacam em equipas muito mais limitadas do que as outras. Assim, no futuro, é natural que surjam algumas coisas que não vão fazer parte das contas do próprio clube, mas todos sabemos que o Beira-Mar tem sido ao longo dos tempos bastante apetecível no que diz respeito ao surgimento de jogadores de qualidade. Como treinador só posso ficar satisfeito com o facto de haverem outros clubes à procura dos nossos atletas.
Q.A : Existe uma ligação muito forte entre si e os adeptos do Beira-Mar. Apesar disso, muitos são os que defendem que o seu prestigio e experiência são suficientes para dar o salto na carreira. O seu futuro passa por Aveiro?
A S.: Todos nós devemos ter ambição na vida, no sentido de podermos sempre ir mais além. Eu procuro isso constantemente.... contudo, o Beira-Mar é um clube com ambição, é um clube que apesar das limitações tem vindo a crescer, e tem-se vindo a afirmar na Superliga. Sinto-me, por isso, satisfeito em Aveiro, até porque, tenho sido bastante acarinhado pela massa associativa. Mas, se amanhã surgir a oportunidade de poder encarar um projecto muito mais vantajoso e aliciante, numa equipa com mais soluções e gabarito, vou agarrar essa oportunidade. É dessa forma que continuo a pensar, nunca descartando a possibilidade de vir a dar um salto importante na minha vida.
Q.A.: Falando agora da selecção nacional e do Euro que se avizinha. Acredita na vitória de Portugal?
A S.: Não, não acredito. Faço votos que possamos ter um bom campeonato da Europa, mas não acredito na vitória de Portugal. Sabemos que há equipas fortíssimas e apesar de estarmos a jogar em casa devemos ter noção de que há equipas bem melhores que a nossa e com mais possibilidades de alcançar a vitória no Euro. Há que haver moderação, há que haver cuidado e todo o País se deve unir em torno da selecção, porque esta não se resume a Scolari nem a Luís Figo... a selecção é, no fundo, um País, que com boas ou más opções - são aquelas que temos - deve procurar reunir as condições necessárias para que se atinjam os objectivos. Se for possível chegar á final e vencê-la melhor, já que, é isso que todos desejamos.
Q.A: Quais são para si as vantagens da realização de uma competição como esta no nosso País... No que diz respeito ao futebol, haverão alguns reflexos a nível interno ?
A S.: Julgo que sim. Vamos , certamente, ter uma realidade diferente após o Euro. Em primeiro lugar, a competição, vai levar a uma envolvência de todo o País e de toda a Europa em torno de Portugal. Depois, a competição vai ser muito importante não só para o país, como também para o nosso futebol, na medida em que, a construção dos novos estádios tem levado as pessoas e os próprios governantes a olharem e pensarem no futebol de uma forma diferente.

Uma semana depois de ter iniciado os treinos com os colegas da equipa principal, Filipe Gaidão tem novos motivos para sorrir. A época está, a nível pessoal, perdida mas 2004/2005 espera por aquele que era, antes do acidente que obrigou a tão longa paragem, o melhor hoquista português.
As razões para sorrir não se ficam por aqui. Filipe Gaidão chegou a ter a carreira ameaçada mas já só pensa em jogar e ajudar o FC Porto, clube que o acolheu após o termo do contrato com o Benfica, a conquistar muitos troféus.
A ansiedade é alguma mas o apoio que tem sentido ajuda-o a ver por fora a boa campanha dos colegas. O Quarto Árbitro encontrou um Filipe Gaidão cheio de ânimo e receptivo a inaugurar o espaço 5 Minutos.
Quarto Árbitro – Filipe, começou a treinar com os colegas da equipa principal esta semana. Como é que está essa recuperação?
Filipe Gaidão – Estou a recuperar bem. Agora é uma questão de ganhar ritmo outra vez para começar a competir, que é o que me falta neste momento.
QA – O que nunca acontecerá nesta época…
FG – Não, esta época não. Aliás, nem fui inscrito, não posso jogar. Só para a próxima época é que recomeçarei a jogar.
QA – Não tem havido qualquer tipo de pressão. Nem da parte do Filipe nem da parte do FC Porto.
FG – Não, felizmente não houve. Os responsáveis do Porto sabiam que ia ser uma recuperação lenta, deram-me este ano todo e não me inscreveram já a pensar nisso. Portanto, sabíamos que esta época era mesmo para recuperar e para alcançar condições para que em 2004/2005 possa estar de volta.
QA – Está tudo a correr segundo o planeado portanto. Uma recuperação faseada mas que até agora tem sido eficaz.
FG – Está. O único problema é que é uma recuperação sempre lenta e que a nós, jogadores, nos custa sempre mais um bocadinho. Mas está tudo a correr bem.
QA – Muita ansiedade?
FG – Claro, é sempre complicado vermo-nos privados de fazer aquilo de que gostamos. Mas o que interessa é começar outra vez, sem pensar no que lá vai e centrando energias no que ainda pode vir. Sinto que isso está a ser conseguido.
QA – Vi-o ao intervalo a dar uns toques com o stick. O bichinho pela modalidade ainda fala mais alto?
FG – É, agora já passa muito tempo sem jogar e a saudade fala alto nestas situações. Agora vou começando a treinar e o bichinho vai outra vez diminuindo e voltando ao normal.
QA – Até porque tem sentido grande apoio da parte das pessoas do Porto…
FG - Exactamente. Gentes do Porto, adeptos, claques, colegas, presidente, médico, tudo. Toda a gente tem sido fantástica e isso tem contribuído imenso para a minha evolução.
QA – Relativamente ao FC Porto. Hoje foi atingida metade de um dos objectivos da época, que era marcar presença na final-four da Liga dos Campeões. A meta passa por ganhar esta competição?
FG – O Porto vai lá para ganhar. O Porto nunca entra em nada para perder. Queremos vencer tudo mas são quatro grandes equipas que lá vão estar e sabemos que não vamos jogar sozinhos. Mas são duas finais e se formos melhores que os outros temos grandes possibilidades de ser campeões da Europa.
QA – A prestação neste Grupo B correu como o esperado?
FG – Claro. Um dos nossos objectivos era o apuramento para a final-four, esse objectivo está conseguido e agora vamos a Itália para tentar ganhar.
QA – Quanto ao campeonato nacional, o FC Porto pode ser tricampeão?
FG – Julgo que sim. Enquanto for matematicamente possível temos de acreditar sempre nisso. A fase regular está a acabar e com a passagem para as poules finais a distância para o Barcelos reduz para metade. Vamos ficar a 4 pontos e recuperar 4 pontos não é nada no hóquei.
QA – De qualquer forma, o Óquei parte com uma vantagem confortável…
FG – Claro. Aliás, o Óquei é uma equipa já feita e nós propusemo-nos, este ano, a fazer uma remodelação, uma reconstrução da equipa. É natural que o Óquei tenha um jogo mais sólido que o nosso. Ainda assim, acho que o Porto tem estado a fazer um bom campeonato e tirando um jogo ou outro, que foram acidentes de percurso, penso que nos estamos a comportar muito bem.
QA – Falou em reconstrução. O FC Porto alterou grande parte do seu plantel, rejuvenescendo-o, mas até agora a equipa tem correspondido?
FG – Esse era o objectivo das pessoas do clube. Não se ia mandar gente embora só por mandar e depois não se ter uma boa equipa. Agora, foi uma reconstrução pensada, apostando-se em malta nova mas com muito valor. Temos uma equipa com grande futuro pela frente.
QA – A palavra de ordem é esperança. Já para esta época?
FG – Sim, ainda estamos na Taça de Portugal, na final da Liga dos Campeões e no segundo lugar do campeonato. Logo, consideramos que o campeonato está a correr bem e a época tem correspondido, pelo menos até agora.