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O Benfica falhou a conquista da Taça de Portugal, falhando também a dobradinha que lhe escapa há 18 anos. O Vitória de Setúbal, muito mais organizado e ambicioso, derrotou o novo campeão nacional por 2-1, ainda que tenha passado pela situação de desvantagem. Simão Sabrosa adiantou o Benfica na conversão de uma grande penalidade mas o melhor futebol sadino deu frutos. Manuel José (reforço do Boavista) empatou com a colaboração involuntária de Ricardo Rocha e, já na segunda parte, o jogador talismã do percurso vitoriano pela Taça de Portugal assinou o tento que entrega o troféu ao conjunto do Bonfim. Meyong bateu Moreira e o Setúbal conquistou a prova pela terceira ocasião no seu historial.

Foto: UEFA
O Benfica garantiu a segunda presença consecutiva na final da Taça de Portugal, depois de ter vencido o Estrela da Amadora, ontem, por 3-0.
No encontro da Reboleira, os encarnados foram sempre mais fortes e conseguiram a vitória com golos de Nuno Gomes, que bisou, e de Nuno Assis.
Para Trapattoni, treinador das águias, está cumprida metade da missão do Benfica, restando agora a vitória no campeonato. O técnico saboreia a vitória, mas adianta que "não existem favoritos para a final" do Jamor.
O Benfica junta-se assim ao Vitória de Setúbal, que já ontem havia marcado presença na final da competição.
Confira a ficha de jogo...
Taça de Portugal, meia-final
Estádio José Gomes, Amadora
Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa)
E. AMADORA
Paulo Lopes; Quim Berto, Santamaria, Adilson e Carlos; Jordão; Zamorano, Nelsinho e Semedo; Henrique e João Moreira
Suplentes: Veiga, Hugo Carreira, Hugo Machado, Rómulo, Nuno Charila, Rui Borges e Pedro Simões.
Treinador: Toni
BENFICA
Moreira; Miguel, André Luís, Ricardo Rocha e Fyssas; Petit e Manuel Fernandes; Nuno Assis, Geovanni e Simão; Nuno Gomes
Suplentes: Quim, João Pereira, Luisão, Bruno Aguiar, Mantorras, Karadas e Delibasic
Treinador: Giovanni Trapattoni
Melhor em campo: Nuno Gomes
Estrela da Amadora-Benfica e Vitória de Setúbal-Boavista são os encontros ditados pelo sorteio das meias-finais da Taça de Portugal. Refira-se, a título de curiosidade, que qualquer das equipas em competição já venceu o troféu, sendo que o Benfica é recordista em vitórias. As partidas estão aprazadas para o próximo dia 20.

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O Benfica é o quarto semi-finalista da Taça de Portugal 2004/2005. Detentores do troféu, os encarnados eliminaram o Beira-Mar no seu terreno, com um solitário golo de João Pereira. Esta é a primeira vitória dos benfiquistas diante dos aveirenses no novo palco, ainda que os índices físicos da turma de Trapattoni tenham quebrado na etapa complementar. Luís Campos viu a sua equipa desperdiçar alguns óptimos lances de golo mas o encontro acabou mesmo com a vitória do Benfica. O sorteio realiza-se no próximo dia 8.
Semi-finalistas
Estrela da Amadora
Boavista
Vitória de Setúbal
Benfica

Foto: Lusa
Boavista e Estrela da Amadora estão também apurados para as meias-finais da Taça de Portugal, pelo que falta apenas encontrar o vencedor do Benfica x Beira-Mar, a disputar esta noite. Na Madeira, os axadrezados voltaram a sair vencedores. Milhazes, logo no começo do encontro, e Zé Manuel, perto do fim e com o Marítimo já reduzido a nove elementos, fizeram o resultado. Na Reboleira, o Estrela da Amadora eliminou o Belenenses após grandes penalidades e segue em frente na prova que conquistou em 1990.

Foto: Lusa
Impedido de empatar, José Rachão conduziu o Setúbal às meias-finais da Taça de Portugal depois de um emocionante triunfo sobre o Braga. Curiosamente, o mesmo resultado verificado na primeira volta da Superliga no primeiro de dois encontros consecutivos entre estes emblemas. Feliz, o conjunto local teve vantagem de dois golos mas teve de voltar ao encontro para desfazer uma igualdade que João Tomás e Wender haviam ditado.
Enquadramento
Ironias do calendário, este foi o primeiro de dois encontros consecutivos entre Vitória de Setúbal e Sporting de Braga. Curiosamente, ambos marcados para o Estádio do Bonfim, ainda que o da próxima segunda-feira seja referente, claro está, à Superliga. Sendo este um encontro de Taça de Portugal, José Rachão estava forçado a inverter a tendência evidenciada pelos sadinos nos últimos cinco desafios (quatro deles já sob a sua orientação) – o empate. Com efeito, o Setúbal não conhecera outro resultado que não a igualdade desde que José Couceiro (que deixou o clube com uma divisão de pontos em Alvalade) conduziu a formação sadina à vitória sobre o Guimarães. Corria o dia 26 de Janeiro e a partida era referente à competição que hoje se discutia. Todavia, importava salientar que o Vitória de Setúbal apenas vencera por duas ocasiões nos últimos doze jogos da Superliga. Relativamente ao Sporting de Braga, quebrara-se na recepção ao Gil Vicente a série negativa de três jogos sem vencer e sem marcar. No que concerne à Taça de Portugal, os bracarenses enfrentavam o seu primeiro grande teste nesta prova, uma vez que só haviam encontrado emblemas de escalões inferiores nas eliminatórias transactas.
Rachão mantém táctica mas muda nomes
Obrigado a vencer para seguir em frente, o treinador do Vitória de Setúbal apostou no esquema que tem privilegiado mas mudou alguns nomes comparativamente com a deslocação a Coimbra. Fracassada a experiência Éder, José Rachão chamou o central Veríssimo. Pensar-se-ia num esquema de três centrais mas logo se viu que o ex-Alverca se ia posicionar sobre a direita. Hugo Alcântara e Auri mantinham os postos no centro da defesa, o mesmo acontecendo com Bruno Ribeiro no que concerne à lateral-esquerda. Seguia-se um duo de médios de características predominantemente defensivas, com Sandro a fechar sobretudo pela direita (até porque era por aí que o Braga carrilava, preferencialmente, o seu jogo) e Ricardo Chaves a cobrir a restante aérea. Manuel José preenchia a ala direita do miolo sadino, funcionando tanto a nível ofensivo como no apoio a Veríssimo. Meyong, na esquerda, parecia mais liberto de funções defensivas e até surgia com frequência nas imediações da zona de Bruno Moraes, o homem mais adiantado. Jorginho dispensa apresentações, era ele o playmaker e a unidade incumbida de carrilar o futebol sadino, frequentemente delineado através de acções de contra-ataque que exigiam que o médio caísse numa das alas. Nota última mas não menos importante para a troca de guarda-redes, com Paulo Ribeiro a ceder lugar a Marco Tábuas.
Jesualdo não surpreende
Residia na baliza a principal dúvida relativamente ao onze bracarense. Marco ocupara o lugar de Paulo Santos na recepção ao Gil Vicente mas, findo o castigo, o ex-FC Porto recuperou o posto que vem ocupando durante toda a temporada. Foi essa a única alteração relativamente à partida da última sexta-feira, sendo que o quarteto defensivo voltou a ser preenchido por Abel, Nunes, Nem e Jorge Luiz. Andrés Madrid era a unidade mais recuada de um miolo assente em três linhas. Reforço do Inverno, o argentino constituía a primeira, com os interiores João Alves (sobre a direita) e Vandinho (sobre a esquerda) a formarem o elo de transição entre a defesa e o ataque. Jaime Jr. assumia a ala-direita, Wender ficava com linha oposta e João Tomás era o ponta-de-lança. Teoricamente, Jesualdo construía um esquema que lhe permitisse ser dominador, favorecendo a fácil transição para o ataque e a eficaz disposição de busca e roubo de bola.
Posse de bola não ganha jogos
Desde cedo se constatou essa situação. José Rachão apostava num esquema de contra-ataque, oferecendo a posse de bola ao Sporting de Braga. Todavia, tardou para que os sadinos revelassem acerto na rápida transição pretendida e disso de aproveitaram os visitantes para marcar uma posição junto da baliza de Marco Tábuas. Com Jaime apagado, os minhotos viviam das acções individuais de Wender (quase sempre bem apoiado por Jorge Luiz e/ou Vandinho) e de João Alves. Com efeito, foi dos pés do ala ex-Naval que surgiu a primeira grande ocasião de golo, minutos depois de Jaime ter perdido um excelente lance construído pela esquerda bracarense. Sem que nada o fizesse prever, Wender arrancou um potente remate a partir de posição muito desfavorável mas que só a barra de Marco Tábuas travou. Infelizmente para Jesualdo Ferreira, este lance pareceu acordar o Vitória de Setúbal e, sobretudo, Jorginho...
Bruno Moraes – há golos felizes
Unidade fulcral na acção sadina, o médio criativo entrou na partida e não tardou para que se fizesse sentir o seu efeito. Jorginho buscou futebol nas alas e foi a partir daí que desequilibrou para servir o primeiro golo. Tudo começa com um lançamento de Bruno Ribeiro, aproveitado de forma soberba pelo playmaker para progredir para a linha de fundo (levando consigo alguns adversários) e servir a entrada de Meyong. Parecia um golo fácil mas o camaronês preferiu, qual especialista do bilhar, jogar às tabelas. Neste caso, Bruno Moraes estava no sítio certo para empurrar para o fundo da baliza de Paulo Santos. Estava aberto o marcador, o que apenas veio reforçar a tendência do encontro. Todavia, Rachão foi obrigado a trocar o lesionado Ricardo Chaves por Puma. Dessa mexida não resultou nenhuma alteração táctica mas não tardou para que Manuel José descesse no terreno, formando um tridente com Sandro e com Puma. Assim sendo, Jorginho passou a cair preferencialmente sobre a direita, mantendo-se como principal dínamo do futebol sadino. Ainda que dominador, o Braga permanecia longe do empate e até foi Manuel José a cheirar o golo. Tal não aconteceu, sendo que o intervalo chegou com a vantagem mínima para o Setúbal. Aceitável...
Braga muda, Setúbal marca
A perder, Jesualdo Ferreira decidiu arriscar ao intervalo. Pouco em jogo, Andrés Madrid foi substituído por Cesinha. Resultou isto num crescimento numérico do apoio ofensivo a João Tomás, que passou a ter um trio nas suas costas. Um trio móvel, que libertou Jaime Jr. e Wender das alas e colocou Cesinha a actuar sobre a esquerda. Se o ex-Naval de aproximou da linha mais avançada, o ex-Rio Ave passou a estar na posição que mais lhe agrada – o centro. Cá atrás, previa-se que Vandinho cumprisse a missão anteriormente entregue a Madrid mas foram evidentes as falhas que resultam no segundo golo do Vitória, logo no recomeço. Puma avançou tranquilamente e gozou de enorme liberdade na área bracarense, tendo tempo para emendar a primeira opção e servir Meyong para um remate fácil. Ainda antes de se poder avaliar o resultado da alteração promovida por Jesualdo, o Vitória solidificava a posição vantajosa com que chegara ao descanso.
Acabado? Longe disso...
Ainda que o jogo tenha passado por breves momentos de exaltação, cedo se elevou o patamar futebolístico e das cinzas renasceu o Sporting de Braga. Primeiro por João Tomás, que se desmarcou nas costas da defensiva sadina e bateu Marco Tábuas após receber um passe longo. Muito cresceram os minhotos a partir de então, aproximando-se da igualdade na marcação de um livre directo bem parado pelo guardião do Vitória. Todavia, nada havia a fazer para travar um remate genial da autoria de Wender. Soberbo golo e tudo em aberto para o quarto-de-hora final. Cândido Costa entrou logo depois mas quem mais mexeu foi Rachão, que apostou definitivamente numa linha de três centrais e lançou Igor para acompanhar Bruno Moraes, com Jorginho nas costas. Bruno Moraes que viria a conseguir o terceiro golo, tardiamente anulado por evidente mão na bola. Se a versão controversa de Maradona foi penalizada, o avançado emprestado pelo FC Porto tratou de imitar o astro argentino de forma legal. Assim aconteceu a três minutos do final, com o ex-Santos a construir um brilhante lance individual, travado por Paulo Santos mas concluído por Igor. Com felicidade à mistura, o Vitória de Setúbal está nas meias-finais da Taça de Portugal.
Ficha do Jogo
Quarta-Feira, 2 de Março de 2005 – 21:15
Estádio do Bonfim, em Setúbal
Árbitro – Pedro Henriques (Lisboa)
Auxiliado por Gabínio Evaristo e Paulo Moreira
Vitória de Setúbal – Marco Tábuas; Veríssimo, Hugo Alcântara, Auri e Bruno Ribeiro; Sandro e Ricardo Chaves (Puma, 18´); Manuel José, Jorginho e Meyong (Igor, 76´); Bruno Moraes
Sporting de Braga – Paulo Santos; Abel, Nunes, Nem (Maurício, 91´) e Jorge Luiz; Andrés Madrid (Cesinha, 45´); João Alves e Vandinho; Jaime Jr. (Cândido Costa, 62´), Wender e João Tomás
Golos
1-0 por Bruno Moraes, aos 15´
2-0 por Meyong, aos 48´
2-1 por João Tomás, aos 61´
2-2 por Wender, aos 75´
3-2 por Igor, aos 87´
Em sorteio realizado esta manhã, ficaram definidos os seguintes encontros relativos aos quartos-de-final da Taça de Portugal. A ronda está marcada para o dia 2 de Março.
Estrela da Amadora-Belenenses
Benfica-Beira Mar
V. Setúbal-Sp. Braga
Marítimo-Boavista

Foto: Lusa
Grande partida no Estádio da Luz, com o Benfica a ser mais feliz do que o Sporting. Num encontro muito disputado, os encarnados garantiram a passagem à fase seguinte depois de uma longa lotaria de grandes penalidades. Numa noite de bom futebol. Geovanni adiantou as águias bem cedo. Livre de Simão e recarga do ala direito benfiquista. Ainda assim, o Sporting viria a igualar num magistral remate de Hugo Viana e Liedson deu vantagem aos visitantes logo após. Voltou a responder o Benfica, novamente de bola parada. Geovanni voltou a marcar, agora na recarga a um livre de Petit. Sem golos na segunda metade nem nos primeiros quinze minutos de prolongamento, o Sporting parecia ter ganho o jogo quando Paíto inventou o terceiro golo, já depois da expulsão de Hugo Viana. Ainda assim, Simão igualou na noite dos grandes golos. Na marca de onze metros, infelicidade para Miguel Garcia (foi o único a falhar, remate à barra) e passagem do Benfica. Parabéns a ambos...
Nacional 3-4 Boavista, após prolongamento
Oliv. Hospital 0-1 Sp. Braga
Pinhalnovense 1-2 Belenenses
Vit. Setúbal 3-1 Vit. Guimarães
Académica 1-2 Marítimo
E. Amadora 1-0 Penafiel
Isento: Beira-Mar

Foto: Lusa
Jorginho e Bruno Moraes resolveram o encontro mais aguardado da tarde. No adeus de Manuel Machado, os sadinos foram mortíferos no contra-ataque e letais no aproveitamento dos erros do conjunto minhoto. Assim sendo, seguem em frente na Taça de Portugal depois de uma partida que se desequilibrou com a expulsão de Veríssimo. Curiosamente, foi a turma de José Couceiro quem mais beneficiou com ela. O resto? Bom, o resto ficou a cargo de Jorginho e de Bruno Moraes.
Setúbal e Guimarães apresentavam-se no Bonfim com tendências distintas ao nível dos resultados. Por um lado, os sadinos haviam quebrado uma longa série de jogos sem vencer na recepção ao Penafiel. Por outro, os minhotos não souberam dar continuidade a um ciclo positivo no duelo local com o Moreirense, que impôs um nulo no D. Afonso Henriques. Contas de outro rosário, até porque este era um desafio de Taça.
De facto, o período inicial até denunciava um ascendente visitante. Dominador no meio-campo, o Vitória de Guimarães actuava mais próximo da baliza de Paulo Ribeiro. Curiosamente, ambos os conjuntos se apresentavam no mesmo modelo táctico. Mais alterações do lado da turma de José Couceiro, que lançava alguns nomes que não são habituais opções de início para a Superliga. Para além do guarda-redes, Auri repetia a titularidade de que disfrutara na recepção ao Penafiel (se então actuou com Hugo Alcântara, hoje fê-lo com Veríssimo) e Sandro ocupava a posição normalmente entregue a Manuel José, relegado para o banco. Com Jorginho a assumir as funções de condução do futebol ofensivo setubalense, o ataque estava entregue ao novo herói Bruno Moraes e à surpresa Igor. Meyong ficava de fora...
Mais previsível o escalonamente feito por Manuel Machado, empenhado no regresso aos triunfos depois do desolador nulo na recepção ao Moreirense. Sem novidades na baliza nem no quarteto defensivo, o Guimarães optava por colocar Alex como lateral-direito, o que implicava a não opção por Bessa. Objectivo - muscular o miolo para o combate com Jorginho. Assim sendo, o trio Moreno-Flávio Meireles-Zé Nando encarregava-se sobretudo das tarefas defensivas, com o ataque entregue a Luís Mário (mais recuado), Romeu (mais aberto e móvel) e Silva (mais fixo entre os centrais).
Dominador nos primeiros minutos, Manuel Machado acabou por assistir à vantagem sadina. Ainda antes do quarto-de-hora, Jorginho aproveita uma falha clamorosa de Dragoner para adiantar o Vitória de Setúbal. Um rude golpe para os minhotos, forçados a prescindir de uma unidade atacante quando procuravam a igualdade. Lesionado, Romeu foi rendido pelo jovem Tiago Targino. Troca por troca que rouba ao técnico vitoriano, ainda assim, uma opção ofensiva para mais tarde.
A saída de Romeu não mudou muito o rumo dos acontecimentos, com um ligeiro ascendente dos visitantes alternado com lances de perigo junto da baliza de Palatsi. Nesta ordem de coisas, o momento do encontro surge a cinco minutos do final da primeira metade. Numa jogada aparentemente controlada, Veríssimo deixa-se antecipar por Tiago Targino e derruba o atacante minhoto, que seguia rumo à baliza de Paulo Ribeiro. Livre para o Guimarães, expulsão do central ex-Alverca e golo da igualdade - marca Moreno, de livre directo. O cenário era aparentemente favorável aos nortenhos mas o desenrolar dos acontecimentos veio evidenciar uma tese oposta.
Em inferioridade numérica, o conjunto de José Couceiro apostou definitivamente no contra-ataque. Nesse particular, Jorginho e Bruno Moraes foram autênticos mestres de cerimónia. Desorientado, o Vitória minhoto só criou um lance digno de registo antes da segunda vantagem sadina, que volta a chegar antes do quarto-de-hora, agora na etapa complementar. Em contra-pé, está bom de ver, Bruno Moraes tabela com o playmaker para se isolar diante de Palatsi. Com tempo e espaço para pensar o lance, o avançado emprestado pelo FC Porto adiantou o Setúbal. Terceiro golo em dois jogos para a nova estrela o emblema do Bonfim.
Novamente a perder, Manuel Machado lançou Rafael mas nada ganhou com isso. Os visitados continuavam bem mais perigosos, sendo que reclamaram grande penalidade a quinze minutos do final. Olegário Benquerença mandou jogar mas, se não matou o jogo então, o Setúbal fê-lo cinco minutos volvidos. Lançado por Sandro, Jorginho marcou o segundo da conta pessoal antes de sair para a ovação de pé. José Couceiro segue em frente na Taça de Portugal, Manuel Machado diz adeus ao Guimarães. Muito contestado no início da temporada, o ex-treinador do Moreirense abandona o posto num período de maior acalmia. É o décimo a não concluir a temporada, é o primeiro a sair na sequência de um jogo de Taça.
Ficha de jogo
Estádio do Bonfim, com cerca de dois mil espectadores
Árbitro: Olegário Benquerença
V. SETÚBAL: Paulo Ribeiro; Éder, Veríssimo, Auri e Nandinho; Sandro, Ricardo Chaves, Jorginho (Puma, 86m) e Bruno Ribeiro; Igor (Alcântara, 46m) e Bruno Moraes (Pedro Oliveira, 76m).
Marcadores: Jorginho (12m e 81m), Bruno Moraes (58m)
Disciplina: Cartão amarelo a Bruno Moraes (36m), cartão vermelho a Veríssimo (39m)
V. GUIMARÃES: Palatsi; Alex, Dragoner, Cléber, Rogério Matias; Moreno, Flávio (Orahovac, 71m), Luís Mário e Zé Nando (Rafael, 61m); Romeu (Targino, 21m) e Silva.
Marcadores: Moreno (40m)
Disciplina: Cartão amarelo a Flávio (30m), Targino (72m) e Luís Mário (77m);

Foto: Lusa
O Sporting de Braga sofreu em Odivelas mas acabou por seguir em frente, ainda que Jesualdo Ferreira tenha reconhecido que os locais foram melhores e mereciam ter ganho o encontro. Valeu Edinho aos bracarenses. Entre conjuntos da Superliga, destaque amplo para as vitórias forasteiras do Nacional da Madeira e da Académica de Coimbra. Os insulares venceram em Leiria, à semelhança do que já haviam feito na última edição desta prova, os estudantes foram eficazes em Vila do Conde, casa de um atraente Rio Ave. Marítimo e Beira-Mar não evitaram as grandes penalidades mas lá seguem em frente...
Resultados
Odivelas (IIB) 1-2 Sp. Braga (S) após prolongamento
U. Leiria (S) 1-2 Nacional (S)
Rio Ave (S) 0-2 Académica (S)
Pinhalnovense (IIB) 3-0 Leça (III)
Beira Mar (S) 2-2 Sp. Espinho (H), 6-5 após grandes penalidades
E. Amadora (H) 1-0 Louletano (IIB) após prolongamento
Fiães (IIB) 0-0 Marítimo (S) 1-4 após grandes penalidades
Lordelo (III) 0-2 V. Guimarães (S)
Ac. Viseu (IIB) 1-3 V. Setúbal (S)
Penafiel (S) 3-2 Maia (H)
Belenenses (S) 3-0 Sp. Pombal (IIB)