A experiência pessoal de Diana Santos, caloira do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação, permitiu-lhe distinguir dois tipos de praxistas, os “verdadeiros académicos” e os “auto-denominados praxistas”.
Diana acredita que a sobrevivência da praxe depende somente da vontade de quem opta por a viver plenamente, "a praxe vai sobreviver... sempre, mesmo que as tradições se esqueçam ou se modifiquem, que os auto-denominados académicos se esqueçam de si mesmo como tal... a praxe viverá sempre com aqueles que a viveram e criaram memórias, pois elas são eternas". E conclui "não são necessárias várias simbologias nem grandes multidões, apenas é necessária a vontade de quem ainda se dispõe a vivê-la".
Para Diana, a dimensão simbólica do traje perdeu-se, sendo na maioria das vezes usado para exercício de poder, " há quem use o traje para demonstrar o seu poder ou até para ter mais umas fotos no seu albúm de família". Contudo, Diana admite que, apesar de serem em pouco número, ainda existam “verdadeiros académicos”, "pessoas que vivem a tradicão académica em pleno... que realmente sentem o traje, em vez de simplesmente o vestirem... ".
Indiferente aos anti-praxe, Diana Santos não comenta os argumentos que normalmente são envocados para se declararem contra as tradições académicas. "Sou praxista porque considero as desvantagens irrelevantes"
Posted by raquel_lima at janeiro 12, 2004 12:54 PM