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junho 25, 2004

Por entre montes e vales de Fregeneda até Barca D´Alva

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Uma viagem de reconhecimento à linha férrea que liga Fregeneda (Espanha) a Barca D´Alva (Portugal) foi o mote para a realização desta caminhada. Em tempos uma importante ligação entre os dois países, a linha agora desactivada é um óptimo lugar para quem pretenda fazer um percurso em contacto com a natureza ou para quem queira conhecer uma das mais belas linhas ferroviárias da Península Ibérica.

Ao longo de 18 Km o percurso, sempre a pé, iniciou-se em Fregeneda, a última estação de comboio da linha de Salamanca, e terminou em Barca D´Alva, a última estação portuguesa da linha do Douro. Actualmente, a linha do Douro já não passa a Barca D´Alva, terminando no Pocinho.
O terreno acidentado e o rio Águeda dão origem aos ex-líbris deste itinerário: os 20 túneis e 14 pontes. Autênticas obras de arte aparecem ao longo de toda a linha desde Espanha até Portugal. Destacam-se o túnel La Carretera com uma extensão de 1593 metros, o túnel Morgado por albergar uma importante colónia de morcegos e a ponte El Arroyo Poyo Valiente pela curvatura que apresenta.
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Ás 9.30 começamos a caminhada a partir da estação de Fregeneda, que fica a 2 Km da povoação com o mesmo nome. Apesar das dificuldades do caminho fomos atravessando os túneis e as pontes, captando todos os pormenores quanto possíveis. A beleza da paisagem, a presença do rio e o facto de estarmos somente rodeados pela natureza criava um cenário magnífico. O empenho em ver tudo quanto nos aparecia à frente era tal que avançávamos rapidamente no terreno. A meio do percurso fomos sobrevoados por águias, momento único de comunhão com a natureza.
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A caminhada planeada para ser feita em 2 dias foi concluída num só dia quando por volta das 15.45 chegamos à estação de Barca D´Alva. Contudo, para melhor se desfrutar do passeio é aconselhável fazer o percurso em 2 dias, optando por acampar. A caminhada exige uma razoável preparação física e não é aconselhável a quem tiver vertigens, visto ter de passar em várias pontes.

Posted by Ana Luísa Tavares at 03:04 PM | Comments (0)

12º Curtas Vila do Conde

Vila do Conde recebe o 12º Festival de Curtas Metragens, de 3 a 11 de Julho.

Se passarem por Vila do Conde de 3 a 11 de Julho deste ano, podem visitar o 12º Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Curtas Metragens.
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O Festival vai abranger três secções:
- Competições de curtas metragens (nacionais e internacionais).
- O "Work in Progress" - Mostra de longas metragens.
- Retrospectivas temáticas ou de autor - Este ano vão focar os cineastas Luc Moullet e Roman Coppola e o tema em destaque é a Guitarra eléctrica, um ícone da cultura "pop".

O Festival vai estar espalhado um pouco por toda a Vila. O Auditório Municipal, o Solar de S.Roque e o "Tota Bar", entre outros, são sítios onde decorre o "Curtas".
Música e cinema dão as mãos no que é mais uma mostra do que melhor se faz lá fora..e cá dentro.

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Se quiserem conhecer mais sobre o Festival, basta carregarem aqui...

Posted by João P at 01:12 AM | Comments (0)

junho 21, 2004

Ò Senhor de Matosinhos...

O Norte também é conhecido pelas suas festas e romarias. Ainda no mês passado, o conselho do Porto viveu a que diz ser a mais concorrida de todas: O Senhor de Matosinhos.

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A imagem do Santo tem a sua história. Segundo a lenda, foi esculpida por Nicodemos, comtemporâneo de Jesus Cristo. Diz-se que foi feita à imagem do Messias, mas como se sabe tudo o que estivesse relacionado com o Cristianismo era perseguido.
Assim, Nicodemos atirou a imagem ao mar, na zona da Judeia, que viajou pelo Mar Mediterrâneo, passou o estreito de Gibraltar e deu à costa nas praias de Matosinhos, mas em bom estado. Porém, durante a viagem tinha perdido um braço.
Foi encontrada pela população de Bouços que lhe ergueu um templo e nomeou-o de Nosso Senhor de Bouços, prestando-lhe culto e veneração por todos os milagres.
Durante mais de 50 anos assim foi, até que um dia uma mulher foi apanhar lenha para perto da praia e, sem notar, no meio dos outros troncos, levava um pedaço de madeira diferente.
Quando chegou a casa deitou toda a madeira para o fogo, mas um pedaço, como que por magia, teimava em não queimar.
Esta senhora tinha uma filha muda que assistia a tudo isto gesticulando. Então, miraculosamente, falou. Disse que este pedaço era o braço que faltava ao Senhor de Bouços.
Levou a peça até ao Santo e todos viram que o braço se ajustava tão bem como se de lá nunca tivesse saído.
Já no século XVI, a população construiu, em Matosinhos, uma igreja em sua homenagem e a imagem passou a ser conhecida por Nosso Senhor de Matosinhos.

Posted by Isabel Patrícia Jesus at 03:10 PM | Comments (0)

Vale a pena pensar nisto...

As lendas não servem apenas para nos dar a conhecer o lado escondido das histórias do dia-a-dia. Muitas vezes tornam conhecidos exemplos e personagens que devem ser um exemplo para todos nós.

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Muitos já ouviram falar de Pedro Sem, mas poucos conhecem a sua história.
Não existem datas que o confirmem, mas fala-se de um homem rico que vivia na Torre do Paço Episcopal e se lamentava de não ser nobre.
Por isso quando conheceu um nobre arruinado viu nele a sua oportunidade de conseguir o seu título nobiliárquico. Então deu-lhe a sua filha como promessa de pagamento das dívidas do aristocrata falido.
No dia da boda, o Sol brilhava. Pedro, feliz com a notícia que estavam para chegar naus que traziam mais riquezas, levou os convidados à varanda para que vissem os barcos atracar.
Pensou para si mesmo que nada o poderia empobrecer... mas nesse momento, levantou-se uma tempestade que acabou com a boda e afundou os barcos um a um.
Perdeu tudo. E pouco tempo depois houve quem visse um mendigo que pedia: " Uma esmolinha para Pedro Sem que teve tudo e agora nada tem".

Posted by Isabel Patrícia Jesus at 02:48 PM | Comments (0)

Rosa Dos Ventos - it's alive!!!

Rosa dos Ventos - Dá um rumo aos teus sentidos.

Bem vindo ao "Rosa dos Ventos", o novo weblog sobre viagens e destinos do Curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto.
O nosso objectivo é dar a conhecer o que existe de desconhecido neste país "à beira-mar plantado".

Aqui podes encontrar:

-Apresentação dos monumentos conhecidos e/ou desconhecidos.
-O "Destino em Destaque", onde abordamos em pormenor uma cidade e os seus costumes.
-O "Ao natural" explora os recantos mais recônditos das terras lusitanas.
-Eventos - Dicas sobre como nos podemos divertir de dia...e de noite.
-"Um conto ao deitar" - Conhece os mitos e lendas das regiões portuguesas.

Por isso já sabes, visita-nos e deixa os teus comentários ou sugestões. Contamos contigo para fazer deste blog o "nosso" blog.

A equipa do "Rosa dos Ventos"

Posted by João P at 01:47 PM | Comments (2)

Casa do Mosteiro de Santo Estevão

O Mosteiro de Santo Estevão de Vilela é composto por uma Igreja e pela casa do mosteiro.
Ao lado da Igreja encontra-se o antigo edifício do mosteiro, composto por três alas, em forma de um quadrangular. Uma das alas é perpendicular à torre do Evangelho, outra perpendicular à capela-mor, e a última é paralela à Igreja.

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Imagem panorâmica do Mosteiro de St.º Estevão: in trabalho de António Daniel Cunha Seabra, O Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela.

A ala perpendicular à torre do Evangelho é possivelmente a mais antiga. Esta tem quatro janelas, e três portas.
Sob a porta nobre destaca-se um brasão, assenta num lintel em arco segmentar e termina em acento circunflexo. Sob o vértice deste vemos um hexágono, com os lados côncavos. O brasão em si, tem um estilo barroco, a fugir para o rococó, por exemplo, rodeado por quatro ornamentos em forma de C, com conchas idênticas às que se encontram em alguma da talha dourada da Igreja. O segundo piso tem duas janelas de peitoril, com um lintel segmentar, formando um arco de estilo clássico. A ala paralela à Igreja é a maior do edifício.


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A meio desta ala existe um outro corpo transversal e mais saliente em cada extremidade. A parte interior deste corpo é formada por cinco janelas, de sacada, em arco semi-circular. A janela central é mais alta e larga que as restantes, dando entrada para um patamar de onde partem dois lanços de escadas opostos, herança do século XVIII. Na terceira ala destaca-se uma chaminé em estilo manuelino.


O Mosteiro de Santo Estêvão tem ainda alguns mistérios por desvendar.

Terá existido uma igreja anterior à do século XVII, actualmente existente junto ao mosteiro, que acabou por desaparecer. Na soleira da porta exterior à sacristia há um desenho gravado na pedra de granito, com uma forma similar a um coração mas não é fechado no topo. Não se sabe o que é, nem se aquele símbolo terá algum significado. Apenas uma pesquisa arqueológica o poderia explicar.

Pinho Leal refere a existência de um braço de prata com uma relíquia de St.º Estevão em Vilela, em 1706. Florido de Vasconcelos, da Academia Nacional de Belas Artes, numa tese (AAVV, Na esteira de Santo Agostinho: Ermitãs e cónegos Regrantes, notas acerca da arquitectura, escultura, talha do antigo Mosteiro de Vilela Paredes, O Mosteiro de Cónegos crúzios de St.º Estevão de Vilela em Paredes, Porto, Abril de 1998) questiona:

“ Tratar-se-ia da poeira recolhida no túmulo do protomártir quando do seu achamento, em 415, enviada por Avito da Braga que se encontrava na Palestina, ao seu Bispo Balcónico, como informa Pierre David?”

Posted by Anabela Nunes at 12:04 PM | Comments (0)

Igreja de Santo Estevão

A Igreja que faz parte do Mosteiro de Santo Estevão de Vilela, mas não é a igreja original do mosteiro. Foi construída em 1783 e é um misto de características arquitectónicas setecentistas e de estilo Nazoni
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Sobre o janelão tem um nicho com uma imagem de Santo Agostinho, e granito. Esta Igreja é bastante simples, tem uma só nave e uma capela-mor de menores dimensões. A cobertura é em abóbada de berço semi-circular, dividida em caixotões quadrados. No cimo da capela-mor, existe um retábulo de talha neoclássica, a lembrar o rococó, e em outros retábulos e nas talhas em redor do sacrário há alguns vestígios de talha deste estilo. Existem vestígios de adaptações de talhas anteriores, nomeadamente em três frontais provavelmente do século XVIII. Os altares de Nossa Senhora do Rosário e do Senhor Crucificado tê vestígios de talha neoclássica.

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As esculturas da Igreja são também testemunho da sua milenar existência. A obra mais antiga é provavelmente a escultura, em calcário, de Nossa Senhora da Hora, que será de meados do século XV. Num dos retábulos laterais encontra-se a Nossa Senhora do Rosário, um escultura demérito, inclusive pela bela coroa que possui e pela talha dourada da penha que a sustenta. O outro retábulo colateral ostenta uma escultura de Cristo Ressuscitado e junto a este à a representação da Senhora de ao Pé da Cruz. Do século XVIII, a obra mais recente da Igreja, é a escultura de Santo Estêvão, que se encontra de um dos lados do altar-mor. Duas significativas obras de escultura, nesta Igreja, são duas imagens, uma de Santo Agostinho e outra de Santo Estevão. São impressionantes pela sua modernidade, no realismo das proporções corpóreas e do desenho do vestuário. Ver imagem


Esta é uma Igreja que possui simultaneamente um estilo simples e sóbrio na sua arquitectura, e um carácter complexo e floreado nas esculturas e talhas que a adornam.

Posted by Anabela Nunes at 11:21 AM | Comments (0)

Mosteiro de St.º Estevão

Portugal é um país de História e de «estórias». Mas alguma da sua História fica esquecida no tempo, perdida nas memórias e nas lendas.
O Mosteiro de Santo Estevão de Vilela é um monumento milenar, património nacional, que tem sido esquecido.

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D. Henrique terá concedido terras a D. Paio Guterres na região onde é actualmente o concelho de Paredes. D. Paio terá sido o fundador deste mosteiro que remonta aos primórdios do condado portucalense. Não é conhecida a data exacta da sua fundação, mas terá sido por volta do ano 1000, uma vez que existe notação do mosteiro desde 1030. Era habitado por Cónegos Regrantes desde 1118 e acarinhado com diversas doações, de destaque uma da Rainha D. Teresa, que em 1128 coutou o mosteiro e lhe fez uma avultada doação. No final do século XVI uniu-se à Congregação de Santa Cruz de Coimbra, e em 1612 ao Convento da Serra do Pilar. O mosteiro terá atravessado diversas crises, mas foi ultrapassando as dificuldades até à primeira metade do século XIX, época em que a ordem religiosa aí existente foi extinta.

O monumento é uma mescla de estilos arquitectónicos, que espelham as modificações que o mosteiro foi sofrendo ao longo da História. É constituído por uma Igreja e pela casa do mosteiro. A Igreja data de 1783. É um edifício inspirado na arquitectura da Igreja de Moreira da Maia. Terá existido, no lugar desta Igreja, uma outra de estilo românico, segundo Pedro Ferraz, habitante da região. Na realidade, por trás da Igreja há uma parede esculpida que terá sido construída com as pedras dessa Igreja românica, e, num campo atrás da casa do mosteiro, há uma pedra que terá pertencido a um antigo cruzeiro.

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As poucas informações obtidas acerca do mosteiro e da sua arquitectura, devem-se, em parte, a documentos escritos, uma vez que é impossível visitar o mosteiro (ainda que seja com intuito jornalístico). A casa do mosteiro pertence a privados, a brasileiros que a utilizam como casa de férias e que não autorizam que ninguém entre na sua propriedade.
Enquanto que a Igreja, que é Igreja matriz de Vilela, se encontra restaurada e em bom estado, a casa do mosteiro, muito mais antiga e com maior valor histórico, encontra-se em elevado estado de degradação. Se nada for feito urgentemente por este mosteiro uma parte significativa do nosso património histórico irá perder-se.
Os restauros da Igreja e das esculturas que dela fazem parte têm sido custeados, em grande parte, senão na totalidade, pela população da freguesia. Os vilelenses tentaram inclusive comprar a casa do mosteiro, mas o negócio não foi avante.

Entretanto o mosteiro vai tentando resistir à erosão do tempo e à inércia dos homens.

Posted by Anabela Nunes at 10:53 AM | Comments (0)

junho 18, 2004

O Orgulho dos “Tripeiros”


Quando chega o mês de Junho, os portuenses, na sua maioria, apenas têm cabeça para pensar nas Festas Joaninas. Apesar do S. João só se celebrar no dia 23 desse mês, os preparativos e as festas começam antes, muito antes. A noite de S. João quer-se que seja de barulho e de folia. Nessa noite, nem os santos dormem…

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Todo o país já ouviu falar, pelo menos uma vez, nas festas que animam a cidade do Porto. Todos os habitantes desta cidade têm orgulho em dizer que a rua será a sua casa nessa noite.

Preparativos

As ruas enfeitam-se, como deve estar enfeitado sempre o local onde realizamos as nossas festas. Tiram-se os martelos dos armários. Vão-se comprar os alhos-porros. Salgam-se as sardinhas e acendem-se as brasas do fogareiro. Quem não se pode afastar muito de suas casa, arma a sua barraca e nunca se pode esquecer da música.

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Os gostos musicais que nos acompanham durante todo o ano, nesse dia são esquecidos. A música que se ouve deve ser portuguesa e popular. Há bailaricos um pouco por todas as freguesias da cidade e todos são bem-vindos.

História

As Festas Joaninas têm origem na tradição judaico-cristã, na crença no Apóstolo João. Nas Fontainhas, zona imortalizada pelo povo do Norte, pode ver-se uma representação do baptismo de Cristo, feito por S. João Baptista. Segundo a bíblia, João nasceu para mostrar o que aconteceria com o nascimento de Cristo, daí o terem confundido com o prometido Messias.
A importância de João nunca foi esquecida pelos católicos. Mas mesmo aqueles que não seguem esta filosofia de vida se sentem atraídos por estas festas. Mais do que uma festa para honrar o nome de um homem dedicado a deus, o S. João é uma festa para honrar o que de melhor temos: os nossos amigos, a nossa família, a nossa vida.

Cascatas

Por aqui e por ali, se vão encontrando as, tão famosas entre nós, cascatas de S. João. Qualquer pessoa pode fazer a sua, basta ter o S. João, o S. José e, quem sabe até, o S. Pedro. Claro que há cascatas mais completas do que outras, mas todas elas têm o espírito da cidade. A cascata de S. João quase se assemelha ao presépio do natal…

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Um destaque pode ser feito `a cascata exposta no Hospital S. João. De todas as que conheço, talvez esta seja a mais bela, a mais elaborada. Talvez seja esta a cascata que mais marcou a minha infância e a minha adolescência. Vale sempre a pena ver…


A contagem decrescente já começou.

Festas Joaninas: Eu Vou!

Posted by Phillypa Warner at 03:44 PM | Comments (0)

junho 17, 2004

Lendas à moda do Porto

O Porto não é apenas um bom destino turistico repleto de lugares históricos. Mas esta página dá-nos a conhecer o lado mais mistico e desconhecido da cidade: as suas lendas.

"Tripeiros"?... com muito gosto!

Duas ocasiões contribuiram para que os portuenses gostem tanto da alcunha de "tripeiros".
Tudo começou em 1384 quando Rui Pereira organizou uma armada de 17 naus e 17 galés para acabar com o cerco dos Castelhanos a Lisboa. No conjunto dos 34 barcos levou toda a carne que havia na cidade do Porto para poder acudir os lisboetas famintos.
No Norte ficaram as tripas que os moradores cozinhavam com feijões.
Já em 1415, foi de novo construída uma armada mas desta vez para conquistar Ceuta. E mais uma vez o povo do Porto abdicou da sua alimentação para ajudar os marinheiros.
O gosto pelo prato pegou de tal forma que mesmo depois da paz voltar os portuenses continuaram a confeccionar as Tripas à moda do Porto, que se tornou parte da história da cidade.
Se ficou curioso, cá vai uma das muitas receitas...

Posted by Isabel Patrícia Jesus at 10:51 AM | Comments (0)

junho 15, 2004

À Descoberta da Invicta

Para todos aqueles que pensam que no Porto os monumentos se resumem à Torre dos Clérigos e os momentos bem passados são no Estádio das Antas (agora no Estádio do Dragão), aqui está um bom roteiro para se fazer com a família, os amigos, ou até mesmo sozinho.
Li há dias que o Porto é a cidada "porta de entrada e centro vital do Norte, cabeça do território de onde Portugal nasceu e teve nome; esta é a cidade orgulhosa de si, leal e indomável". Mais palavras para quê?
A nossa viagem vai começar na Sé...

Sé Catedral

A Sé começou a ser construída no século XII, com base em modelos de arquitectura românica. A sacristia, o claustro e a capela de João Gordo são de estilo Gótico. Nos anos em que a arquitectura Gótica era sinónimo de imponência, nos finais do século XIV, o bispo D. João mandou erguer o claustro. No primeiro andar, o claustro tinha vãos duplicados superados por um óculo e ladeados por contrafortes. A capela funerária privada de João Gordo é também Gótica.

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Nos séculos XVII e XVIII voltou a sofrer alterações. A capela-mor nasce da iniciativa do bispo D. Gonçalo de Morais. A fachada ainda mantém duas torres românicas, mas o portal original foi substituído por uma composição Barroca (Rococó). Agora, o portal é ladeado por essas torres que sustentam o frontão que termina em nicho, onde se encontra uma imagem da Nossa Senhora da Assunção (padroeira da Sé). No segundo andar do claustro, pode ver-se um revestimento em azulejos, da autoria de António Vital Rifarto.
Num dos contrafortes da torre Sul podem ver-se duas medidas, marcas da feira medieval que ali tinha lugar. É de referir a possibilidade de uma visita ao claustro, ao tesouro e à Casa do Calado por 2,00€ por pessoa, ou 1,25€ se se encontrarem inseridas num grupo de pelo menos 10 pessoas.
Actualmente, a Sé Catedral do Porto encontra-se em obras de remodelação.Ver Imagem

Largo do Colégio e Igreja de São Lourenço (dos Grilos)

Mais do que uma simples Igreja, situada pouco abaixo da Sé, é a Igreja de São Lourenço que acolhe o Museu de arte Sacra e Arqueologia do Seminário Maior do Porto. Este Museu situa-se na ala Norte do antigo Colégio de São Lourenço, e lá se pode encontrar muitos objectos, como um Prato de Nuremberga com Agnus Dei ou uma Casula em veludo, do século XVI, entre muitos mais.Ver Imagem

A Igreja, em si, é umas das obras arquitectónicas da cidade graças à harmonia do seu interior e à originalidade da sua fachada. Pouco se sabe sobre aquele que a idealizou, mas suspeita-se que tenha sido Baltasar Álvares. No seu interior (em obras de restauração), pode-se encontrar o sarcófago do sue fundador, Frei Luís Álvares de Távora, que assenta em dois elefantes.
A palavra Távora está em picada, uma vez que Marquez de Pombal estipulou uma lei para banir os Távoras. Também se deve destacar o retábulo de Nossa Senhora da Purificação, em talha dourada, à esquerda do altar-mor, e, à direita, a Sacristia com o Calvário.Ver Imagem

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O ponto forte desta Igreja é mesmo a sua fachada, onde ostenta com orgulho o brasão de Frei Luís Álvares de Távora. Como diria Mário Tavares Chico, “É preciso que nos situemos no pequeno largo em que (a igreja) foi construída para que lhe sintamos a energia e a força ascensional”.

Ruas da Sé

Depois de se sair do Largo do Colégio, todas as ruas da são óptimas para se passear. Quase todas, se não mesmo todas, elas vão dar à Praça do Infante ou directamente à Ribeira. Nas ruas da Sé não andam automóveis e o alcatrão não entra. Todas elas são de pedra, pedra essa que se falasse contaria tudo o que já lhe passou por cima e que mais ninguém sabe…

Mercado Ferreira Borges e Palácio da Bolsa

O mercado Ferreira Borges foi mandado construir na cerca do antigo Convento de S. Domingos para substituir o mercado da Ribeira e o projecto pertence ao arquitecto João Carlos Machado. Trata-se de um dos expoentes máximos da construção em ferro do Porto. As obras foram concluídas em 1888, mas foi usado como mercado muito pouco tempo. Em 1939 foi usado como Mercado Abastecedor da Fruta, mas depois foi abandonado. Só em 83 é que foi recuperado e agora é utilizado, especialmente, para exposições de ordem variada.

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No século XV, D. João I deu ordem para que fosse concebido um espaço para a primeira bolsa do comércio. O Palácio da Bolsa foi construído no lugar do Convento de S. Francisco, que fora destruído por um incêndio, seguindo um modelo neoclássico. A inauguração deu-se em Novembro de 1891, na presença de D. Carlos e de D. Amélia.
Deste belo monumento destaca-se o seu exuberante Salão Árabe, da autoria de Adolfo Gonçalves de Sousa, o Pátio das Nações, correspondente à área do claustro do convento, e a Sala dos Retratos, onde se podem ver retratos de corpo inteiro dos nossos monarcas, desde D. Pedro IV.Ver Imagem

Igreja da Ordem de S. Francisco

A construção da igreja do Convento de S. Francisco teve início no século XIV. A igreja tem a estrutura de um templo gótico com reminiscências do estilo românico. Da frontaria pode-se salientar a rosácea e o portal, este edificado já nos séculos XVII e XVIII, em estilo barroco. O interior é revestido a talha dourada da mesma época.
De realçar o retábulo do altar da capela de Nossa Senhora Conceição, representando a árvore de Jessé esculpida em madeira policroma, assim como a capela de S. João Baptista, da autoria do arquitecto Diogo de Castilho, de finais do século XV.

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Igreja de S. Nicolau

A antiga igreja medieval, foi destruída por um incêndio em 1788, tendo sido reedificada em estilo misto de clássico e barroco. É um templo de uma só nave e no seu interior destaca-se a talha de estilo Rococó, da autoria de Frei Manuel de Jesus Monteiro, bem como um painel do pintor João Glama. Mantém-se ainda como sede da antiga confraria dos ourives.

Mas a viagem Continua...

Posted by Phillypa Warner at 02:20 PM | Comments (0)

À Descoberta da Invicta II

Beber um café sentado numa esplanada de um café da Ribeira. Olhar para o Rio Douro e sonhar com a vida. Previlégios que só tem quem respira o ar desta cidade...

Prosseguir Viagem...


Casa Nº 54 da Rua da Reboleira

Interessante exemplar da arquitectura civil dos finais da Idade Média (século XIV), esta casa-forte conserva inteira a sua estrutura original, onde foram rasgadas, posteriormente, novas aberturas. Nesta zona existiam outras habitações atorreadas, a maior parte já desaparecida, à excepção da Casa 55, cuja fachada mantém, ao nível do rés-do-chão, as janelas e os portais góticos.

Capela de Nossa Senhora do Ó

Antiga capela de Nossa Senhora da Piedade, ou do Cais, deve o seu ao facto de ter sido transferida para aqui a imagem de Nossa Senhora do Ó, proveniente da capela da porta da Ribeira, em 1821. O edifício data do século XVII, tendo sido remodelado no século XIX, após a destruição ocorrida durante as lutas liberais. No interior destaca-se um retábulo em talha do início do século XVIII, de João da Costa.

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Praça e Cais da Ribeira

A Praça da Ribeira era o centro da actividade comercial, até ao século XIX. No século XIV, já existia e, quando ardeu, no século XV, foi reconstruída. João de Almada e Melo introduziu profundas alterações, uma vez que era fundamental haver uma boa comunicação entre esta Praça e as ruas adjacentes, para melhorar o escoamento dos produtos e facilitar a deslocação das pessoas.
De importância suprema foi o britânico John Whitehead, que propôs a construção de uma arcada que fecharia os lados poente, sul e nascente. As obras tiveram início em 1776 e concluíram-se em 1784. Construiu-se também a Fonte da Praça da Ribeira e reconstruiu-se um chafariz que ali se encontrava e onde, actualmente, se pode ver o “Cubo da Ribeira”, obra de José Rodrigues.
Sempre importante para o comércio, o Cais da Ribeira foi alargado em 1784.

Postigo de Carvão

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Já no cais da Ribeira é possível observar-se a existência de uma porta denominada de postigo do Carvão. Das 18 portas ou postigos da Muralha Fernandina construída no século XIV, este é o único que se manteve até aos nossos dias. Nele se encontrava uma inscrição gótica da era de 1386. Através deste postigo era feita a ligação da Rua da Fonte Taurina ao Cais.

Ponte das Barcas

Baixo-relevo em bronze realizado em 1897 pelo escultor Teixeira Lopes (pai), representa a tragédia da Ponte das Barcas, ocorrida no dia 29 de Maio de 1889, aquando do cerco da cidade pelas tropas francesas do Marechal Soult. Centenas de populares, em fuga, tentaram atravessar o Rio Douro lançando-se sobre a ponte, que cedeu sob o seu peso. É hoje local de crença e louvor das pessoas da Ribeira.Ver Imagem

Pontes D. Luís e D. Maria

A ponte D. Luís foi considerada Imóvel de Interesse Público em 1982. Situa-se entre o morro granítico onde fica a Sé Catedral, do Porto, e a escarpa fronteira da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia. Foi construída por Teófilo Seyring, tendo dois tabuleiros metálicos sustentados por um grande arco de ferro e cinco pilares. As obras para a sua construção tiveram início em 1880, ficando concluídas em 1887. Neste momento, está a sofrer obras de manutenção e de adaptação ao metro.

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A ponte D. Maria é muito parecida com a ponte D. Luís. Em vez de dois tabuleiros, possui apenas um, exclusivamente de circulação rodoviária. Foi da autoria de Gustave Eiffel. Actualmente, encontra-se encerrada.


O Porto será um porto de abrigo para todos aqueles que assim o desejarem…


Colaboração de Anabela Nunes

Fontes:

Porto 2001

Monumentos do Porto

Livro de Arte Sacra Da Igreja dos Grilos

Posted by Phillypa Warner at 10:00 AM | Comments (0)

junho 14, 2004

Portugal Acordou para o Euro

No dia 12 de Junho, teve início o Europeu de Futebol de 2004. O jogo inaugural teve lugar no novíssimo Estádio do Dragão, sob o olhar de inúmeros países. Cadeias de televisão, e outros Meios de Comunicação Social, invadiram a cidade do Porto para dar as boas vindas a mais uma festa do futebol europeu.

Ao longe, ouviam-se as vozes de muitas pessoas animadas. O verde e o vermelho enchiam todas as ruas e pintavam todos os prédios. Perto da Rua de S. Roque as pessoas amontoavam-se para poderem entrar no Estádio. Os metros não paravam de chegar e de trazer pessoas e mais pessoas: portugueses, gregos, mas também ingleses, italianos, chineses e (os nossos amigos) croatas. Como em todos os momentos de festa, os vendedores iam apregoando os seus produtos com o seu sotaque nortenho que tanto caracteriza o nosso povo.

Alegria nas Ruas

O que era comum a todos eles? A alegria que traziam espelhada no rosto, fosse ela o resultado dos sonhos de vitórias futebolísticas ou do excesso de cerveja. Fora das quatro linhas somos todos amigos. Foi com essa alegria que nos brindaram, mesmo estando com pressa para entrar e ver o relvado. Os prognósticos dividiam-se; cada um torce pelo seu país. Mas todos eles acabam por querer que Portugal ganhe, desde que não seja à sua Pátria, por simpatia para com o país anfitrião ou para com as jornalistas.

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Portugal precisou mesmo de realizar este Europeu. Muitos dos estrangeiros com quem falamos no dia 12 nunca tinha vindo a Portugal, os outros não conheciam nada para além do Algarve. Parece que todos sabem que nós existimos, que somos simpáticos e acolhedores, mas se não fosse o jogo no Estádio do Dragão nunca teriam vindo ao Porto.Ver Imagem

Porquê Portugal?

Os próprios estrangeiros no nomearam razões para vir a Portugal: não é caro, tem pessoas simpáticas, mulheres bonitas… Mas o que mais me marcou nesse talvez tenham sido as palavras do nosso amigo, e tão simpático, John McHough, que disse já ter estado duas vezes em Albufeira, mas que o verdadeiro Portugal não ficava lá. Tinha estado em Santarém e isso sim era o Portugal tradicional. Curiosamente, apesar de ser oriundo de Inglaterra, pensa que será a Itália a ganhar o Europeu.

O Jogo

Quem não tinha bilhete pode assistir ao jogo, em directo, na praça D. João I. foi montado um ecran gigante e as pessoas responderam todas a esta oferta, afinal, é sem pré melhor sofrer junto com pessoas que têm o mesmo sonho que nós. Muitas pessoas desesperaram pelo golo português que teimava em não chegar, mas poucas foram as que arredaram pé, porque no fundo todos amamos a nossa bandeira e ainda esperávamos que o jogo se voltasse a nosso favor.Ver Imagem

Mas não se virou e experimentamos o sabor da derrota no dia que queríamos que fosse de festa completa. Será que perdemos assim tanto? Não acredito. Com este início do Europeu em grande alegria, mostramos a todos aqueles que duvidaram das nossas capacidades que podemos ser os últimos em muitos aspectos da vida do dia-a-dia, mas somos um povo com muita força de vontade e que, apesar de todas as divergências entre irmão, somos capazes de nos unir e lutar por um objectivo comum.

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Portugal já ganhou. Ganhou o reconhecimento merecido.

Colaboração de Isabel Patricia Jesus

Posted by Phillypa Warner at 08:53 AM | Comments (1)