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outubro 28, 2004
Aveiro
Á volta de uma igreja consagrada a S. Miguel, no séc. XIII, crescia uma pequena vila, que, em 1759, foi elevada a cidade, por D. José I. A 1774, a cidade tornou-se diocese, por ordem do papa Clemente XIV.

Hoje, Aveiro, à beira mar plantada, ou no meio da ria plantada, é uma cidade de água e de vida. Terra dos moliceiros, de pescadores e de sal, cedo ganhou importância no país. Hoje, da actividade marítima tradicional pouco restou, as salinas estão quase todas abandonadas e dos tempos do mar ficam as histórias e as saudades. Hoje é uma cidade, com as suas próprias características e marcas do passado, mas adaptada ao futuro. Cresceram algumas indústrias, prédios e, claro, as grandes superfícies. A Universidade, já considerada uma das melhores do país, é uma mais valia para a cidade, injectando-lhe uma grande dose de energia e movimento.
Chegado à cidade de mapa na mão, ou sem ele (a cidade não é assim tão grande), vindo de comboio, pode-se começar a descoberta pela estação. Dotada de magníficos painéis de azulejos, faz já adivinhar que a cidade é uma das mais representativas do azulejo português.
Deambulando pelas ruas, vai-se encontrando marcos históricos, igrejas, um museu, uma casa antiga…

Muitos dos monumentos que se podem encontrar em Aveiro são Igrejas:
A Capela da Madre de Deus, do séc. XVII, A Capela de Nossa Senhora da Alegria, A Igreja da Misericórdia...
Damos, contudo, destaque a alguns pontos que consideramos obrigatórios para quem vai a Aveiro.
A Capela de S. Gonçalinho, construída em 1714, merece destaque pelo facto de em honra do seu santo se realizar, todos os anos, uma das festas mais características de Aveiro. Atiram-se quilos de cavacas para o público, como forma de pagar promessas, cumpre-se o ritual da entrega do ramo, festejam-se, com a dança dos mancos, as graças de S. Gonçalinho.

Museu e Sé
O Convento de Jesus, edificado no séc. XV, acolheu a infanta D. Joana, filha de D. Afonso V, até à sua morte. A infanta viria a ser beatificada em 1673, sendo conhecida como Santa Joana Princesa.
Esta personagem real da nossa história foi importante para Aveiro, atraindo atenções para a cidade. Hoje o Convento conserva ainda o claustro inicial e algumas marcas da primeira construção, mas a fachada é do séc. XVIII, a capela-mor da Igreja do séc. XVI e o túmulo de Santa Joana Princesa, que aqui se encontra, do séc. XVII. Nas paredes da Igreja encontramos seis telas representativas da vida da Princesa Santa.

Parque Municipal
Em 1911, foi fundado o Museu Stª Joana Princesa, que ocupa as dependências do Convento de Jesus, acolhe peças de arte sacra provenientes de diversos pontos do país e do próprio Convento de Jesus. Aqui se encontram sumptuosas peças provenientes da escola de bordadeiras que aí existia no séc. XVII e XVIII. Possui colecções de pintura, escultura, talha, ourivesaria, mobiliário, azulejaria e paramentaria que merecem um olhar dos visitantes.
Mas Aveiro não se fica por aqui, aconselho um olhar mais demorado pelos edifícios Arte Nova que se distribuem pela cidade, uma passagem pela Fábrica Jerónimo Pereira Campos, agora centro cultural da cidade, uma passeio pelo Jardim e Parque Municipal D. Pedro, e claro uma paragem no que mais caracteriza Aveiro – o Mercado do Peixe, a Industria Artesanal de Sal, a Ria.

Parque Municipal
Para terminar a visita – descoberta da cidade nada como um passeio junto ao mar, com as típicas casas às riscas da Costa Nova como pano de fundo…
Fotografias: Edgar Sousa
Posted by Anabela Nunes at 04:55 PM | Comments (0)
Citânia de Sanfins
As escavações iniciaram-se em 1944, e desde então foram retomadas por diversos arqueólogos. Hoje a Citânia de Sanfins é uma importante estação arqueológica.
No mês passado participou nas Jornadas Europeias do Património. Uma iniciativa que se estende por 47 países europeus e que tem por objectivo despertar a consciência popular para a preservação do património histórico. A Citânia candidata-se agora a Património Mundial, juntamente com mais 20 sítios castrejos do norte de Portugal e da Galiza. Este projecto do Prof. Dr. Armando Coelho tem ainda em vista a criação de uma reserva de conservação e restauro do espólio arqueológico.
A Citânia de Sanfins surgiu por volta do séc. I a. C. e estende-se por cerca de 15 hectares.
As mais de centena e meia de construções de planta circular e quadrangular, agrupadas em cerca de quarenta conjuntos de unidades domésticas, estão protegidas por várias ordens de muralhas. Sendo que todas estas construções estão organizadas de forma notável, numa estrutura regular com arruamentos ortogonais.
No centro do povoado a imagem tutelar de um guerreiro vigia e protege a povoação. Nesta zona encontram-se também construções de cariz religioso, onde foram encontrados objectos de natureza sagrada.
No sopé do povoado destaca-se uma construção de banhos, abastecida por uma nascente de água. Neste monumento singular, pela técnica construtiva, podiam-se tomar banhos de água fria, mas também banhos de vapor, graças a um forno que aquecia a água vinda da nascente.
A norte, já fora da área da Citânia, um penedo com uma inscrição em latim remete para a comunidade castreja de Sanfins.
Quem passa por esta estação arqueológica tem – obrigatoriamente – que passar pelo Museu Arqueológico da Citânia, onde se podem encontrar, além de outras peças, o espólio das escavações. Instalado na Casa da Igreja ou Solar dos Brandões, o museu, fundado em 1947, é também centro de estudo, conservação, exposição e valorização da Citânia e de todo o património do concelho de Paços de Ferreira.
Posted by Anabela Nunes at 03:01 PM | Comments (0)
O Paraiso Reencontrado

A serra de Aire tem 577 metros de altura, enquanto que a de Candeeiros tem 613. Ao longo destas extensas terras, pode-se encontrar tudo o que de melhor a Natureza tem para nos oferecer. Apesar de o Homem estar mais consciente para a necessidade de cultivar os espaços verdes, noutros tempos, a Serra possuía muita olivicultura, mas esta tem vindo a decair por falta de cuidado.
Trata-se de um região calcária, sem granitos ou xistos. Neste local, a pluviosidade média é mais elevada (é uma barreira de condensação dos ventos originais do mar), o que faz com que a Flora se apresente única.
Em relação à Fauna, pode-se encontrar na serra de Aire aves de presa diurna, como é o caso da águia-de-asa-redonda, águia-cobreira, açor e gavião, e aves nocturnas, como é o caso da coruja-das-torres, coruja-do-mato e mocho-galego. Não se pode deixar de referir que esta serra é o principal nicho de nidificação da gralha-de-bico-vermelho e que se encontram aves fossilizadas num dos muitos algares que perfuram a terra.

Pelo menos três grutas encontram-se abertas ao público: gruta de Alvados, gruta de Santo António e Mira de Aire, uma gruta com o tamanho equivalente ao do Centro Comercial das Amoreiras. Em termos de aglomerados urbanos, estes são escassos e as habitações têm ares da arquitectura moderna.
Pode ainda vislumbrar-se o Castelo de Porto de Mós, conquistado por D. Afonso Henriques. “Sobre a vila, no ponto de confluência dos vales da Mendiga e de Minde, olhando o lena que desce das alturas da serra de Minde e tendo à esquerda as ventas do Diabo, um enorme corte rochoso, e, à direita, o Cerro Ventoso (…)”, Pedro Castro Henriques.
Fonte: Parques e Reservas Naturais de Portugal, Verbo
Fotos em www.orelhas.pt/canais/distrito/porto_de_mos/turismo/pdm_pnsac.asp
Colaboração: Filipa B.
Posted by Phillypa Warner at 02:45 PM | Comments (0)