quinta-feira, dia 30 de dezembro de 2004

2004 - Destaques e Figuras por Léccio Rocha

Começa aqui o balanço cinematográfico do ano que amanha termina. Ao longo dos próximo dias os redactores do Take 2 vão falar sobre o melhor e o pior de 2004.

Quentin Tarantino

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O primeiro volume de Kill Bill dividiu opiniões ainda em 2003, mas a segunda parte desta história de vingança foi consensualmente elogiada por todos. Tarantino trouxe de volta o diálogo cortante que caracteriza a sua cinematografia, ao mesmo tempo que continuou a prestar homenagens aos seus géneros preferidos, nomeadamente o western-spagetti. Foi um ano de intensa exposição mediatica para o realizador de Pulp Fiction, que se desmultiplicou em entrevistas onde não excluiu a hipótese de voltar ao universo criado em Kill Bill.
O futuro deste Texano de nascença permanece incerto. Tarantino mostrou o desejo de levar novamente ao ecrã Casino Royale, o primeiro romance onde aparece a figuro de James Bond, mas é altamente improvável que tal venha a acontecer, pelo menos enquanto continuar rotulado como um cineasta de excessos, nomeadamente o excesso de violência. Adiado parece ter sido mais uma vez o seu projecto sobre a 2ª Guerra Mundial, Inglorious Bastards, já que o realizador afirmou numa entrevista à Total Film que iria rodar mais um filme de kung-fu, mas desta vez falado em mandarim e com uma má dobragem ao jeito dos filmes de artes-marciais dos anos 70. Certezas ainda não há, mas fica o voto para que quando voltar, traga também a sua musa, Uma Thurman, já que ninguém a consegue filmar como ele.

Jude Law

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Um ano em cheio para o actor londrino, que participou em, nada mais nada menos, do que 6 dos filmes lançados em 2004: Sky Captain and the World of Tomorrow, Alfie, Lemony Snicket's A Series of Unfortunate Events, The Aviator, Closer e I Heart Huckabees. Destes apenas os três primeiros já se estrearam em Portugal.
Neles Law demonstrou grande à vontade fosse no papel de absoluto protagonista, como em Alfie, ou relegado para segundo (ou terceiro) plano em The Aviator. Inscreveu o seu nome na história do cinema ao participar no primeiro filme com cenários inteiramente gerados por computador (Sky Captain) e emprestou a sua voz a Uma Série de Desgraças, onde brilham Jim Carey e Meryl Streep. Pelo meio ainda teve tempo para entrar na comédia "indie" I Heart Huckabees, ao lado de nomes como Dustin Hoffman, Isabelle Huppert, Mark Wahlberg e Naomi Watts.
Para o futuro tem já agendadados o remake de All The King's Men e Dexterity.

Zombies

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Um ano em cheio para os mortos-vivos do cinema. 2004 trouxe dois dos melhores filmes do género desde a trilogia dos mortos de George Romero, Dawn of the Dead, remake do segundo filme daquela saga e Shaun of the Dead, que juntou a nata da actual comédia britânica numa brilhante homenagem ao género. Nem Portugal escapou e I'll See You in My Dreams emergiu como o primeiro filme zombie português. A curta metragem, escrita e produzida por Filipe Melo e realizada por Miguel Ángel Vivas, triunfou não só no Fantasporto 2004 como também um pouco por todo o mundo acumulando prémios como o do festival FANTASIA e o Meliès de Ouro para Melhor Curta Fantástica.
Nem o desastre que foi Resident Evil: Apocalypse consegue manchar um ano de ouro para o cinema zombie. Ironicamente, tinham sido os jogos de vídeo no qual este se baseou a ressuscitar o interesse pelo género.

Pixar

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Poucos estúdios se podem orgulhar de só terem filmes de qualidade no seu catálogo, mas a Pixar pode fazê-lo. Tudo começou em 1995 com Toy Story, o primeiro filme de animação completamente feito por computador, mas foi com os mais recentes Finding Nemo e The Incredibles que o público se rendeu definitivamente às criações da empresa californiana. Pelo meio houve A Bug's Life, Toy Story 2 e Monsters Inc, bem como uma série de curtas metragens, que são verdadeiras pérolas para quem as quiser descobrir.
Muitos prémios e recordes batidos depois, o acordo com a Disney está a chegar ao fim e a estreia de Cars em 2006 vai (em principio) por fim a uma das mais lucrativas parcerias de sempre. Mesmo assim, enquanto criatividade e excelência tencológica andarem de mãos dadas, o futuro só pode ser risonho para os lados da Pixar.

Sequelas das qualidade

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De há uns anos para cá, qualquer filme minimamente rentável é alvo de uma sequela que, regra geral, em nada dignifica o seu antecessor e tem apenas um objectivo: fazer dinheiro. Foi por isso com agrado que 2004 viu chegar sequelas que, não só dignificavam os originais como os superavam. Falo claro de Spider-Man 2 e Shrek 2, dois filmes que elevaram a fasquia no que diz respeito aos filmes de super-heróis e de animação, respectivamente.

Por Léccio Rocha às  19:59, quinta-feira  dia30 de dezembro de2004
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