Abriu ontem, quarta-feira, o 59º Festival de Cannes. A mostra de cinema, que decorre até 28 de Maio, apresenta cerca de 900 filmes e vai contar com 200 mil espectadores. O festival abriu com O Código da Vinci, filme de Ron Howard que adapta a afamada obra literária de Dan Brown e que teve uma recepção agri-doce pela crítica. Juventude em Marcha é a representação portuguesa na Selecção Oficial para a Palma de Ouro. O filme de Pedro Costa relata a vida de um grupo de moradores do Bairro das Fontaínhas, na Amadora.

por Sónia Santos
A película nacional vai a concurso com mais 19 filmes. Entre eles destacam-se Volver de Pedro Almodovar, Marie Antoinette de Sofia Coppola, Babel de Alejandro Gonzaléz Iñarritu ou Il Caimano de Nanni Moretti.
A presença do cinema luso em Cannes inclui ainda a exibição de Transe de Teresa Vilaverde e a curta Rapace de João Nicolau durante a Quinzena dos Realizadores.
O júri deste ano, presidido por Hong Kar-Wai, conta com a presença dos realizadores Elia Suleiman, Patrice Leconte e Lucrecia Martel, das actrizes Monica Belluci e Zhang Ziyi e dos actores Samuel L. Jackson e Tim Roth.
O filme de encerramento é Transylvania de Tony Gatlif.
O festival de cinema por excelência já tem a sua lista oficial divulgada. A selecção oficial Cannes 2006 conta com dois filmes portugueses e uma curta-metragem. Juventude em Marcha, de Pedro Costa entra em competição pela Palma de Ouro. Transe de Teresa Villaverde é exibido na secção da Quinzena dos Realizadores. A curta chama-se Rapace e é de João Nicolau. No que toca a favoritos, estão presentes os trabalhos mais recentes de Pedro Almodovar, Guillermo Del Toro, Alejandro Gonzalez Inarritu, Nanni Moretti, Sofia Coppola, etc. A grande surpesa é a inclusão de Southland Tales, de Richard Kelly. David Lynch ficou de fora. Fora de competição, mas aguardados por todos estão O Código da Vinci (que abre o festival), X-Men 3, United 93 (sobre o 11 de Setembro) e Over the Hedge, o mais recente trabalho da Dreamworks.

Veja a lista completa em Continuar:
Filme de Abertura:
The Da Vinci Code (Ron Howard)
Filme de Encerramento
Transylvania (Tony Gatlif)
Em Competição
Babel (Alejandro Gonzalez Inarritu)
Fast Food Nation (Richard Linklater)
Flandres (Bruno Dumont)
Iklimer (Climates) (Nuri Bilge Ceylan)
Il Caimano (Nanni Moretti)
Indegenes (Days Of Glory) (Rachid Bouchareb)
Juventude em Marcha (Pedro Costa)
L’Amico del Famiglia (Friend Of The Family) (Paolo Sorrentino)
La Raison Du Plus Faible (The Weakest Is Always Right) (Lucas Belvaux)
Lights In The Dusk (Aki Kaurismaki)
Marie Antoinette (Sofia Coppola)
Pan’s Labyrinth (Guillermo Del Toro)
Quand j’etais Chaunteur (When I was a Singer) (Xavier Giannoli)
Red Road (Andrea Arnold)
Selon Charlie (Nicole Garcia)
Southland Tales (Richard Kelly)
Summer Palace (Lou Ye)
The Wind That Shakes The Barley (Ken Loach)
Volver (Pedro Almodovar)
Selecção Oficial - Fora de Competição
Over The Hedge (Tim Johnson, Karey Kirkpatrick)
United 93 (Paul Greengrass)
X-Men 3: The Last Stand (Brett Ratner)
Selecção Oficial - Sessão da Meia Noite
Election 2 (Johnnie To)
Guisi (Silk) (Su Chao-pin)
Shortbus (John Cameron Mitchell)
Secção "Un Certain Regard"
Filme de abertura: "Paris Je T’Aime"
977 (Nikolay Khomeriki)
Bihisht Faqat Baroi Murdagon (Djamshed Usmonov)
Bled Number One (Rabah Ameur-Zaimeche)
Cronica De Una Fuga (Free Pass) (Israel Adrian Caetano)
Cum Mi-Am Petrecut Sfarsiful Lumii (Catalin Mitulescu)
El Violin (The Violin) (Francisco Vargas)
Gwai Wik (Recycle) (Oxide Pang Chun, Danny Pang)
Hamaca Paraguaya (Paz Encina)
Il Registra Di Matrimoni (The Wedding Director) (Marco Bellocchio)
La Californie (Jacques Fieschi)
La Tourneuse De Pages (Denis Dercourt)
Luxury Car (Wang Chao)
Meurtrieres (Patrick Grandperret)
Salvador Puig Antich (Manuel Huerga)
Serambi (Garin Nugroho)
Suburban Mayhem (Paul Goldman)
Taxidermie (Gyorgy Palfi)
Ten Canoes (Rolf De Heer)
The Unforgiven (Yoon Jong-bin)
Uro (Stefan Faldbakken)
You Am I (Kristijonas Vildziunas)
Z Odzysku (Slawomir Fabicki)
Cinefundação
A Virus (Agnes Kocsis)
Bir Damla Su (Deniz Gamze Erguven)
Doorman (Etienne Kallos)
Een Ingewikkeld Verhaal, Eenvoudig Verteld (Jaap Van Heusden)
Elastinen Parturi (Milla Nybondas)
Even Kids Started Small (Yaniv Berman)
Firn (Axel Koenzen)
Ge & Zeta (Gustavo Riet)
Graceland (Anocha Suwichakornpong)
Ha’chavera Shell Emile (Nadav Lapid)
Hunde (Matthias Huser)
Jaba (Andreas Bolm)
Justica Ao Insulto (Bruno Jorge)
Mother (Sian Heder)
Mr Schwartz, Mr Hazen & Mr Horlocker (Stefan Mueller)
Snow (Dustin Feneley)
Tetris (Anirban Datta)
Curtas-Metragens em competição
Banquise (Claude Barras, Cedric Louis)
Conte De Quartier (Florence Mialhe)
Film Noir (Parker Osbert)
Nature’s Way (Jane Shearer)
O Monstro (Edouardo Valente)
Ongeriewe (Robin Kleinsmidt)
Poyr (Belma Bas)
Primera Nieve (Pablo Aguero)
Sexy Thing (Denie Pentecost)
Sniffer (Bobbie Peers)
Outro dos grandes nomes presentes da 26ª edição do Fantasporto foi John Howe. O ilustrador de O Senhor dos Anéis esteve no Porto a propósito do documentário John Howe: The And Back Again, de Anders Banke (Frostbiten) e François Boetschi. O Take 2 e o Hollywood estiveram na conferência de imprensa com o próprio Howe, Magnus Paulson (produtor) e François Boetschi.

Take2: Quando olha para o documentário John Howe: The And Back Again, deixa-o orgulhoso?
John Howe (JH): Sim. Claro que sim. Acho que eles fizeram um trabalho genial em tornar a minha vida interessante. Porque ela não é!
Take2: Quando cria as ilustrações do "universo Tolkien" a sua única inspiração são os textos escritos pelo autor, ou há algo mais do que isso no decorrer do processo criativo?
JH: É uma boa questão. Acho que qualquer ilustração tem de ir mais além do que está escrita no papel. O texto é um ponto de partida para a informação que queremos transmitir, e que não está necessariamente escrita. E isso implica sempre grande pesquisa. É um processo de duas partes que acontecem ao mesmo tempo. Procurar a informação, e depois esquece-la e deixar a inspiração trabalhar.
Take2: Tenta então jogar com o que Tolkien escreve e o que sente em relação ao que lê?
JH: Sim, acho que é uma sensação mista. Não nos podemos contradizer, mas o que está escrito não é suficiente. Temos de estar atentos à atmosfera e ao detalhe. E já vi ilustrações que são iguais ao que está no papel, e não fazem sentidos. E por isso acho que a criação do trabalho tem muito mais para além do que está escrito. Aliás acho os textos do Tolkien mais interessantes do que o próprio livro. Ele não inventou nada. A maioria dos nomes existem nas sagas escandinávias. Basta ver os nomes do Gandalf, dos elfos, anões...ele não inventou muito na verdade!
Take2: Ilustrar o universo de Tolkien é um dos pontos altos da carreira de um ilustrador?
JH: Estou tentado a dizer que sim. É muito raro encontrar um trabalho de ficção em que estamos completamente de acordo com o que foi escrito. Acho que não há nada no Lord of the Rings que não goste. E isso é muito dificil de encontrar. É um dos universos que mais nos realiza, em termos de ilustração!
Take2: Todos nós vimos os filmes, em que o John trabalhou como ilustrador. Quando olha para uma cena do filme, e faz pausa, e observa bem a cena, os detalhes, as personagens...sente que era assim que criaria a cena se a estivesse a ilustrar no papel?
JH: Não. Seria muito raro. Há algumas cenas que acho fabulosas, e que adoraria desenhar. Mas não todas. É simplesmente uma questão de gosto. Mas acho que o filme fez um trabalho fabuloso em não destruir a imagem que já existia do universo Lord of the Rings. É curioso porque o Peter Jackson fez um filme para um público devoto dos livros, que já tinha uma ideia de como tudo devia parecer, e ao mesmo tempo ele queria algo pessoal no trabalho que fez. E conseguiu uma mistura perfeita. Mas é preciso ter-se sorte. E ele teve-a!
Take2: Magnus e François. Vocês são ambos criadores. Como foi fazer um trabalho criativo sobre alguém cujo trabalho também é criar?
François Boetschi: É um encontro de três mundos, o meu e do Anders como cineastas, o do Magnus como produtor e o do John criador. Como ele disse os textos do J.R.R. Tolkien são também para ler nas entrelinhas, e acho que tentamos filmar o que está nas entrelinhas do trabalho do John. Menos o Senhor dos Aneis e mais o criador das ilustrações. A ideia da criação perseguiu-nos sempre durante este trabalho, sim.
Take2: Estamos num periodo em que os documentários com mais sucesso são documentários politicos ou de intervenção social. Mas vocês trabalharam a perspectiva de um criador. Acham que o documentarismo devia ser mais assim, mas voltados para as pessoas e para o que elas fazem?
François Boetschi: Não acreditamos muito na ideia do "cinema-verite", mas claro, quando começamos a filmar é uma pessoa que tamos a seguir. Mas queremos fazer isso de uma forma sensitiva. Não vamos dizer, isto é a vida do John Howe, porque não é. São pedaços da sua vida, pedaços muito pequenos. E não queremos fazer o todo passar pela parte. Há muito que não sabemos sobre ele.
John Howe: É curioso falarem nisso porque há outro documentário sobre o meu trabalho, que eu já vi, e são completamente diferentes estes dois filmes. E no entanto o objecto da camara é o mesmo, eu. Acho que o valor de um filme como estes está mais no trabalho que eles fizeram, do que no meu!
Take2: E como é que alguém como o John Howe se sente quando fazem um documentário sobre si, sobre a sua vida, o seu trabalho?
JH: Acho que fazer um documentário destes é muito dificil. O trabalho de criação é muito maçador de se ver. Não se pode filmar uma pessoa a fazer o mesmo durante 3 semanas. Não dá. É algo muito solitário. Por isso gostei muito do trabalho criativo deles, não só o meu trabalho mas tudo o que o possibilita. Para mim, acho que foi uma experiência fascinante.
Take2: O John Howe é um ilustrador de renome, mais conhecido pelo seu trabalho no Lord of the Rings, mas não só. Dos universos literários, dos mundos de ficção criados pelos mais diversos autores, há ainda contos, livros, personagens que gostasse de ilustrar e que ainda não o tenha feito?
JH: Sim, muitos. Mesmo muitos.
Take2: Quem, por exemplo?
Não consigo...são centenas, não consigo dizer só um nome!
Take2: Quando olha para as suas ilustrações do Senhor dos Aneis pensa que, se tivesse de fazer tudo outra vez, fazia de forma diferente?
JH: Sim, sem dúvida. Eu acho que tudo o que fiz na semana passada é o que fiz na semana passada. Não há nada definitivo nem permanente. Não é possivel fazer algo definitivo de nada. Porque se fizermos algo definitivo, isso significa que acabou. E por isso o trabalho mais interessante, é sempre o próximo, para mim.
Take2: Teve liberdade criativa quando fez o trabalho de ilustrador da trilogia Lord of the Rings?
JH: Sim, tivemos muita sorte. Tivemos em pré-produção durante um ano e meio. Foi muito tempo. Mas não houve pressão, não tinhamos datas de entrega, e nós sabiamos o ritmo que era necessário. A equipa de design de pré-produção tem sempre sorte, porque está tudo a começar lentamente. E eu tive esse prazer de trabalhar sem pressões.
Take2: Trabalhou com outro grande ilustrador, Alan Lee, quando fez o Lord of the Rings. Como foi trabalhar com outro grande nome do meio para alguém que está habituado a trabalhar sozinho? Houve colisão ou cooperação total?
JH: Sou um grande admirador dele. Um grande ilustrador, uma grande pessoa. A cooperação foi total. Ele é mais velho que eu, dez anos, e quando ainda estava a começar já ele era um grande nome. Foi óptimo conhece-lo, e a melhor coisa possivel que pode acontecer a um criativo é poder trabalhar com alguém que se admira. Foi mesmo estimulante trabalhar com ele. Tinhamos um pequeno escritório, que partilhavamos, na Nova Zelândia, e eu trabalhava nos meus desenhos, e vira-me, olhava para o que ele estava a fazer, e via desenhos fabulosos, que me inspiravam e ajudavam. Foi óptimo!
Léccio Rocha e Miguel Lourenço Pereira
Outro dos vencedores da 26ª edição do Fantasporto foi A Lenda do Espantalho que conquistou o méliès de prata, o que lhe permite ser o candidato do "fantas" ao méliès de ouro na categoria de curta-metragem. O Take 2 e o Hollywood chegaram à fala com o realizador Marc Besas, no dia em que este foi premiado.

Take2: De onde nasceu a ideia para a curta A Legenda do Espantalho?
Marc Besas: É uma história curiosa. Há cinco anos atrás queria oferecer uma pequena história à minha namorada, para lhe dar nos anos. No dia anterior disse a mim mesmo que tinha de acabar aquilo depressa, e escrevi a história em pequenos cartões ilustrados. No dia seguinte dei-lhe o conjunto dos cartões como prenda. E toda a gente gostou muito da história...menos ela.
Take2: E a história foi original ou houve a inspiração em alguma lenda?
MB: Não, é original.
Take2: Qual foi a sua grande inspiração para o conceito visual da curta-metragem?
MB: Acho que todos sabem quem é que me inspirou...o nome dele é Tim Burton...e isto nem sequer é uma homenagem de um admirador, é uma cópia deliberada, porque eu simplesmente adoro o Tim Burton, adoro-o!
Take2: Para fazer a curta utilizou stop-motion e animação por computador. Porque juntar as duas técnicas de animação no mesmo filme?
MB: Na verdade nós só queriamos trabalhar com animação tradicional, mas era demasiado complicado. Por isso acabamos por precisar de trabalhar um pouco em computador, mas acho que a mistura das duas técnicas torna o filme ainda mais interessante, dá-lhe um estilo muito próprio.
Take2: Fazer A Legenda do Espantalha custou muito dinheiro?
MB: Foi uma produção baratissima. Fizemos o filme num mês, e depois trabalhamos na música e som, mas a rodagem foi muito rápida e acabou por sair muito barata.
Take2: Depois do sucesso desta curta quais são as apostas para o futuro?
MB: Estou a trabalhar num esboço para um próximo filme animado chamado El Sacamantejas, que é sobre um conto de folclore espanhol sobre o "Papão". O "Papão" arranca o estomago das crianças e usa-o para fazer sopa. Como podem ver é um argumento pesado, muito pesado!
Take2: E como foi saber que está na competição directa para o Mélies D´Ouro?
MB: Eu nem sabia o que era o Meliés. Foi o Jaume Balagueró (realizador de Fragile) que me explicou tudo à bocado. É óptimo. Para mim esse prémio tem um valor muito superior do que simplesmente ser eleito a "melhor curta-metragem" porque no fundo é uma oportunidade para tentar ganhar outros trofeus, e para ajudar a estabelecer o meu nome no meio.
Léccio Rocha e Miguel Lourenço Pereira
A 26ª edição do Fantasporto já terminou mas ainda há muitas histórias para contar. O Take 2 e o Hollywood dão hoje início à publicação de uma série de entrevistas conduzidas durante o festival. Para começar nada melhor do que a conversa que tivemos com Anders Banke e Magnus Paulson, realizador e produtor do filme vencedor da secção oficial cinema fantástico: Frostbiten. A entrevista teve lugar em dois momentos. Primeiro no dia seguinte à exibição do filme e mais tarde depois de anunciados os vencedores.

A VITÓRIA NO FANTAS
Take2:Frostbitten venceu, contra a expectativa de muitos. Como é que se sente o produtor vencedor do Fantas deste ano?
Magnus Paulson: Estou nas nuvens. É o primeiro Festival a que concorremos com o Frostbitten...é incrivel! Acabei de falar com o Anders (Banke, o realizador) e ele acabou de chegar a casa, à Suécia, e está a festejar com champagne na cozinha. Desconfio que aqui vai ser a mesma coisa.
Take2: Agora que venceram um Festival, a possibilidade de lançar o filme noutros paises é maior?
MP: Sim. Os números do box-office na Suécia acabaram de chegar e são surpreendentes. Estamos em quinto lugar, e somos o filme sueco mais visto do ano. Estou felicissimo, e ganhar aqui ainda me deixa mais feliz.
Take2: O Fantas tem o hábito de premiar realizadores que já foram galardoados em edições anteriores. Esperam voltar nos próximos anos com filmes prontos a disputar o Festival?
MP:Claro. Temos de manter o ritmo de vitória não é?
Take2: Agora há planos para o lançamento do dvd?
Sim claro. Temos muitas cenas extra, que não apareceram no filme mas vão estar no dvd. Temos também 20 horas de bastidores e por isso vamos trabalhar no desenvolvimento do projecto em dvd.
O FILME
Take2: Quais foram as reacções do público sueco ao filme?
Magnus Paulsoon- Não fazemos a mínima ideia. O filme estreou há dois dias (24 de Fevereiro) e nós já á estávamos no Porto…
Take2:E as primeiras impressões que receberam?
Magnus - Ainda não lemos nada sobre o que se passou mas a ideia que temos é que foi muito bem recebido pelo público. As únicas criticas foram de pessoas que estavam à espera de um filme hardcore de terror. E quando queremos atingir uma audiência maior que a do simples filme de terror, é natural que agrademos a mais público e não tanto aos fãs hardocre do cinema de terror..mas a verdade é que eles não são assim tantos, o que faz com quem não tenham tanta importância comercialmente. E nesse aspecto acho que nos temos saído bem e que vamos continuar a sair-nos bem nas bilheteiras.
Anders Banke- Muitas das pessoas que nunca viram de terror confessam que se assustaram um bocado com o Frostbitten, o que para nós é muito bom. Claro que quando se é um fã de filmes de terror e se viu centenas, é mais difícil agradar.
Take2: Quais foram as vossas grandes influências para criar este filme?
Anders - Eu sempre fui um grande admirador do Peter Jackson…visualmente sempre quisemos jogar muito com a luz, com o contraste da escuridão e da luz. E para isso inspiramo-nos bastante em artistas plásticos suecos. Mas também não começamos o filme a dizer “queremos fazer esta cena como este fez aquela”.
Magnus - Eu sempre me senti inspira.do pelo Lobisomem em Londres…o nosso argumentista (Daniel Ojanlatva) é um grande fã de Lost Boys..e claro há o Polanski que tem um filme com muita neve, sangue e humor!
Take2:Vai haver uma sequela?
Anders - Sim, temos discutido essa ideia. O nosso argumentista diz que a sequela é uma óptima ideia, mas todos concordamos que íamos deixar passar algum tempo antes de voltar-mos a filmar na neve. O nosso próximo filme deverá ter lugar nas Bahamas (risos).
Take2:Frostbitten vai ter distribuição no mercado europeu ou norte-americano?
Magnus - Estamos a apostar nisso. Mostramos o filme em Berlim, durante a mostra de filmes do Festival, e o público gostou muito. A nossa produtora está a apostar muito nessa divulgação e tenho praticamente a certeza que o filme vai sair em bastantes países. O que já sei é que vai estrear em Singapura e nas Filipinas. Achamos isso muito divertido, um filme sueco nas Filipinas…
Take2:Os dois trabalharam em documentários, esta é a vossa primeira longa-metragem, com elenco, e um elenco muito jovem ainda por cima. Como é que correu a direcção de actores?
Anders - Foi extremamente positivo. Tínhamos um período de filmagens muito restrito porque tinha a ver com a neve que tínhamos para filmar. Por isso acabamos por ter pouco tempo para ensaiar, mas correu bem. A jovem estrela do filme (Grete Havneskold) era a grande estrela juvenil do cinema sueco, e os outros também andavam pela casa dos 17-19, o que também ajudou a fazer de tudo isto algo muito divertido.
Take2:O Magnus esteve de alguma forma envolvido no processo criativo de Frostbitten?
Magnus - Eu sou um produtor criativo. Tenho muitas ideias e discuto-as com o Anders, mas assim que começam as filmagens eu apago-me. Mas como costumamos trabalhar em publicidade, em conjunto, é natural que haja troca de ideias.
Take2:Para além de Frostbitten, têm mais algum projecto em mãos?
Anders - Sim. Temos dois projectos. O principal, aquele que estamos a desenvolver agora, vamos filmar no próximo ano, e como se não tivéssemos tido problemas suficientes a rodar o Frostbitten este vai ser ainda mais difícil. É o dobro do orçamento e é algo que não é feito na Suécia desde os anos 20. É um projecto muito interessante e ainda não podemos revelar muita coisa, mas será um projecto mais internacional.
OUTROS PROJECTOS
Take2:Falando de Peter Jackson, o vosso trabalho anterior foi um documentário, intitulado John Howe : There and Back Again. O que é que vos levou a fazer esse documentário?
Anders - O meu realizador preferido de sempre é o Peter Jackson, eu adoro o universo do Senhor dos Anéis e acho que o John Howe é o maior artista de sempre, por isso o documentário quase que se tornou inevitável. Não tínhamos muito dinheiro, mas foi muito interessante e deu-nos muito prazer fazer este filme.
Take2:Peter Jackson viu o documentário?
Anders - Eu acho que sim. Enviamos-lhe uma cópia e ainda não recebemos qualquer resposta, mas ele também tem andado ocupado com o King Kong.
Take2:Magnus, e quanto ao filme Desperetly Seeking Seeka. Foi a sua faceta de realizador que o levou a fazer o filme? Porquê fazer um documentário sobre uma estrela porno dos anos 70?
Magnus - O sexo para começar….(risos) A verdade é que poderia ter sido qualquer um, qualquer tipo de ícone, seja da música, cinema, desporto. O que nos queríamos era saber o que acontece a alguém que foi famoso, que atingiu o cume da fama, e o que lhe acontece depois, quando a fama desaparece. Quando começamos não tínhamos a mínima ideia de como é que ela estava, onde é que ela morava, o que é que fazia…e acabou por resultar muito bem. Descobrimo-la em Chicago a viver uma vida bastante confortável. Aliás, depois do filme ela decidiu a voltar a esta em forma e está a preparar um comeback. Até posso dizer que nos ligou há pouco tempo a perguntar se não queríamos fazer uma sequela.
Take2: E aceitaram?
Magnus - Bem, não…quer dizer, já fizemos isto, já sabemos tudo o que precisamos sobre esta indústria e agora queremos continuar a investigar outras pessoas, outras áreas.
O CINEMA SUECO
Take2: Para nós, portugueses ,e para a generalidade dos cinéfilos, a Suécia ainda é muito conotada com o cinema de autor, com as obras de Ingmar Bergman e dos seus “discípulos”. O que é existe para além desse cinema na Suécia?
Anders - Sinceramente, para além de Frostbitten…nada. Frostbitten foi o primeiro filme de terror de sempre, e estou a falar num período maior que 100 anos. Apesar da imagem que passa para fora, de um país de liberdade, a Suécia é culturalmente muito reprimida. Ou se fazem comédias leves, ou filmes policiais ou filmes de autor. Não há espaço para mais nada.
Take2:Porque é que isso acontece?
Anders - Não sei..não consigo explicar. Só sei que de repente, com o Frostbitten tudo parece ter mudado. Já estão a planear outro filme de vampiros para Novembro, uma série de televisão com zombies…de repente as pessoas chegaram à conclusão que podem fazer outras coisas, que podem apostar em produtos diferentes.
Magnus - Pessoalmente acho que nós abrimos a porta para esta nova geração de realizadores na Suécia. Provamos-lhe que é possível fazer coisas como esta. Muita gente nos pergunta porque é que não filmamos o Frostbitten em inglês, porque seria muito mais fácil exportar o filme. Mas nós queríamos mesmo mostrar ás pessoas na Suécia que é possível fazer este tipo de filmes, em sueco, e exibi-lo nos cinemas. Foi muito complicado devo dize-lo, mas conseguimos, já estreou na Suécia com 52 cópias, o que é inédito…normalmente os filmes estreiam com 22, 25 cópias..ainda estamos um pouco surpresos.
Anders - Sim, tivemos muitos problemas em arranjar distribuidores. Tivemos duas distribuidoras que nos disseram “ok, o vosso é filme é óptimo, mas como nunca foi feito nada assim na Suécia, não sabemos como o vamos publicitar. E por isso não o vamos fazer”.
Take2: Como é que financiaram o filme?
Anders - Tivemos 11 co-produtoras, desde o Instituto de Cinema da Suécia a algumas produtoras locais, principalmente do sul que é de onde somos. E foi a primeira vez que produtoras locais se juntaram para financiar um filme. Além disso tivemos ajuda de uma empresa russa que nos ajudou com os efeitos especiais.
Magnus - E claro, o projecto Medeia. Aliás, acho que é a primeira vez na história da União Europeia que eles financiaram um filme de vampiros. O que é estranho porque andamos tanto tempo a lutar contra o sistema, e agora somos parte do sistema. Porque ficamos a pensar…e agora lutamos contra quem?
Take2: É produtor mas também já foi realizador. Planeia voltar a realizar no futuro?
Magnus - Não, acho que me vou ficar pela produção. Eu prefiro ficar na sombra a trabalhar. O Anders é que gosta da fama (risos).
Take2: Planeiam dar o salto para os Estados Unidos? É um objectivo pessoal?
Anders - Na realidade nunca foi. O que seria interessante é trabalhar com os orçamentos que existem lá. Eu já estive em Los Angeles e não gostava nada de lá viver. Mas se fosse para viver cá e ir lá filmar m filme de grande orçamento, isso já estava bom para mim. Eu gostava de fazer o mesmo que o Peter Jackson fez na Nova Zelândia. Gostava de trazer dinheiro para financiar filmes europeus, feitos aqui na Europa. E também, como eu já estudei em Moscovo, e para o ano foi filmar um remake russo de um filme de Hong Kong, também tenho a possibilidade de trabalhar a leste.
Take2: Acreditam que poderão vir a realizar filmes de grande orçamento na Europa?
Anders - Se eles podem fazer na Nova Zelândia, que é mais pequeno que a Suécia ou Portugal, porque não?
Magnus - Aliás, depois de fazer o Frostbitten falei com alguns produtores norte-americanos que me disseram que a Ásia é o grande mercado do momento, mas que os estúdios estão já à procura da next big thing. E eles acreditam que o que vai dar a seguir é o cinema europeu, especialmente o da Europa do norte. Por isso temos a consciência que estamos no radar deles.
Léccio Rocha e Miguel Lourenço Pereira
Paul Haggis foi o grande vencedor da noite de ontem, por ter entrado no Kodak Theater em Los Angeles com baixas expectativas e ter saído da sala com os Óscares para Melhor Filme e Melhor Argumento Original pelo filme Colisão. Ang Lee venceu o galardão para Melhor Realizador, mas viu o seu Brokeback Mountain derrotado nas outras categorias principais. O resumo de uma noite equilibrada, mas com algumas surpresas em que o número "3" foi o da sorte para uns e o do azar para outros, em Continuar.

Com JPN
O favorito da noite, O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee, foi o grande derrotado da noite dos Óscares. Apesar de ter ganho 3 estatuetas (Melhor Realização, Melhor Argumento Adaptado e Melhor Banda Sonora) deixou fugir o galardão principal para Crash.
Quando todos esperavam que a história de amor entre dois cowboys vencesse tudo, eis que o outsider surge e ganha. É, sem dúvida, um prémio da Academia a um tema em voga em Los Angeles (tensões raciais) e uma prova que o lobbie gay em Hollywood não é tão forte quanto isso. Paul Haggis bisa, depois de no ano passado ter ajudado Clint Eastwood a triunfar com Million Dollar Baby. Crash também levou 3 óscares para casa.
Em relação ao resto da noite. George Clooney parecia saber o que o esperava, quando, ao receber o Óscar para melhor Actor Secundário por Syriana - o primeiro da noite a ser entregue - afirmou: "Bem, isto quer dizer que já não recebo o de Melhor Realizador". Assim foi, Boa Noite e Boa Sorte não venceu em nenhuma das seis categorias para as quais estava nomeado, entre as quais Melhor Filme e Melhor Realização.
Também Steven Spielberg saiu da 78ª Cerimónia de entrega dos Óscares da Academica de mãos a abanar. Munique, nomeado em cinco categorias, não venceu em nenhuma delas. Apesar de à partida se saber que tinha poucas hipóteses de vencer os prémios principais, era de esperar que levasse pelo menos uma estatueta para casa.
O Óscar de Melhor Actor Principal não escapou ao favorito Philip Seymour Hoffman pelo seu desempenho em Capote, filme sobre o episódio da vida do escritor norte-americano Truman Capote que o levou a escrever o seu mais famoso - e derradeiro - livro, "A Sangue Frio".
De realçar aqui também a derrota de Joaquin Phoenix em Walk the Line. A biopic de Johnny Cash apenas sorriu com Reese Witherspoon, que ganhou na categoria de Melhor Actriz Principal, em que protagoniza o papel de June Carter, a mulher do cantor Johnny Cash. Aqui também ficou ciente a derrota do lobbie gay, pois Felicity Huffman e o seu Transamerica ficaram para trás.
Rachel Weisz derrotou a concorrência de Frances McDormand e arrebatou o prémio de Melhor Actriz Secundário pelo seu desempenho em The Constant Gardener. Foi um prémio merecido para esta britânica e para um dos realizadores do filme, o brasileiro Fernando Meirelles.
Quem também saiu do Kodak Theatre com um sorriso de orelha a orelha foi Peter Jackson. O grande vencedor de há dois anos, por causa de O Senhor dos Anéis, tinha sido vexado por causa do seu novo King Kong e relegado para nomeações em categorias técnicas. Os rumores deixavam antever uma derrota para As Crónicas de Narnia. Mas o que é certo é que Jackson derrotou de novo a concorrência e levou 3 óscares para casa. O filme da Disney levou apenas 1. Destaque também para as 3 estatuetas ganhas por Memoirs of a Geisha.
Na guerra entre bonecos, a Academia premiou o stop-motion, dando o título de melhor animação do ano a Wallace e Gromit: A Maldição do Coelhomem.
Óscares: Lista completa dos vencedores
Melhor Filme - Crash
Melhor Realização - Ang Lee (Brokeback Mountain)
Melhor Argumento Original - Crash
Melhor Argumento Adaptado - Brokeback Mountain
Melhor Actriz Principal - Reese Witherspoon (Walk the Line)
Melhor Actor Principal - Philip Seymour Hoffman (Capote)
Melhor Actor Secundário – George Clooney (Syriana)
Melhor Actriz Secundária – Rachel Weisz (Constant Gardener)
Melhor Documentário – March of the penguins
Melhor Filme Estrangeiro - Tsotsi (África do Sul)
Melhor Montagem - Crash
Melhores Efeitos Visuais – King Kong
Melhor Filme de Animação – Wallace & Gromit and the curse of the were-rabbit
Melhor Guarda-roupa – Memoirs of a Geisha
Melhor Curta-metragem - Six Shooter
Melhor Curta-metragem de Animação - The Moon and the Son
Melhor Maquilhagem - The Chronicles of Narnia
Melhor Documentário Curta-metragem - A Note Of Triumph: The
Golden Age Of Norman Corwin
Melhor Direcção Artística - Memoirs of a Geisha
Melhor Banda Sonora - Brokeback Mountain
Melhor Mistura de Som - King Kong
Melhor Canção Original - "It's hard out here for a pimp", Hustle & Flow
Melhor Edição Sonora - King Kong
Melhor Fotografia - Memoirs of a Geisha
Óscar Honorário - Robert Altman
Por entre duras críticas da organização do festival à falta de cobertura da comunicação social, foram hoje anunciados os vencedores da 26ª edição do Fantasporto. "Frostbitten" e "Adam's Apple" são os grandes vencedores da secção oficial de cinema fantástico e da semana dos realizadores.

O festival encerra hoje, sábado, às 21h15 no Rivoli com a exibição de "Fragile", do espanhol Jaume Balagueró e protagonizado por Calista Flockhart, seguido do tradicional Baile dos Vampiros no Teatro Sá da Bandeira. Amanhã o dia está reservado para a exibição dos filmes premiados no Pequeno e Grande Auditório do Rivoli.
"Frostbitten" (na foto), do sueco Anders Banke, é uma história de vampiros que mistura o terror com o humor e tinha sido um dos pontos altos do primeiro fim de semana do festival. Foi o melhor filme na secção oficial de cinema fantástico. Já o vencedor da semana dos realizadores, "Adam's Apple", de Anders Thomas Jensen, é uma comédia negra sobre o relação entre um padre e um neo-nazi. Foram os principais vencedores da 26ª edição do Fantasporto.
É a segunda vitória no Fantasporto do dinamarquês Thomas Jensen, que em 2003 tinha vencido igual galardão com "The Green Butchers". Para além de melhor filme, "Adam's Apple" conquistou também os prémios de melhor argumento e melhor actor (Ulrich Thomensen).
A co-produção luso-francesa "Animal" com Diogo Infante no papel principal venceu o Méliès d' Argent e o prémio para melhor argumento da secção oficial de cinema fantástico. O prémio de melhor realizador da mesma secção foi para Robin Aubert por "Saints Martyrs des Damnés". "Johanna" do húngaro Kornél
Mundruczó levou para casa o prémio especial do júri e o galardão de melhor actriz (Orsi Tóth).
Na semana dos realizadores foram premiados, para além de "Adam's Apple", "Offscreen" (melhor realização), "Be with me" (Prémio especial do júri) e "Incautos" (prémio de melhor actriz para Victoria Abril).
Na secção Oriente Express, dois dos melhores filmes de festival repartiram os prémios. "The Bow", de Kim Ki Duk, ficou com o prémio especial do júri e "Sympathy for Lady Vengeance", de Park Chan Wook, com o de melhor filme.
Palmarés completo:
Secção Oficial Cinema Fantástico
GRANDE PRÉMIO: Frostbiten de Anders Banke (Sue/Swe)
PRÉMIO ESPECIAL DO JURI: Johanna de Kornél Mundruczó (Hung)
MELHOR REALIZAÇÃO: Robin Aubert por Saints Martyrs des Damnés (Can)
MELHOR ACTOR: Jaume Garcia Arija em Zulo (Esp/Spa)
MELHOR ACTRIZ: Orsi Tóth em Johanna (Hun)
MELHOR ARGUMENTO: Roselyne Bosch por Animal (Por, Fra,GB/Por, Fra, UK)
MELHOR FOTOGRAFIA: Manuel Mack em A Quiet Love (Ale/Ger)
MELHOR CURTA-METRAGEM: Home Delivery de Elio Quiroga (Esp/Spa)
MENÇÃO HONROSA: Shadow Man de David Benullo (EUA)
16ª Semana dos Realizadores
PRÉMIO SEMANA DOS REALIZADORES FANTASPORTO 2006: Adam's Apple de Anders Thomas Jensen (Din)
PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI: Be With Me de Eric Khoo (Sing)
MELHOR REALIZADOR: Pieter Kuijpers por Offscreen (Hol)
MELHOR ACTOR: Ulrich Thomensen em Adam's Apple (Din)
MELHOR ACTRIZ: Victoria Abril em Incautos (Esp/Spa)
MELHOR ARGUMENTO: Anders Thomas Jensen por Adam's Apple (Din)
Secção Oficial Orient Express
GRANDE PRÉMIO ORIENT EXPRESS: Sympathy for Lady Vengeance de Chan Wook Park (Cor Sul/South Korea)
PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI: The Bow de Kim Ki Duk (Cor Sul,Jap/South Korea/Jap)
Méliès D'Argent
MÉLIÈS DE PRATA: Animal de Roselyne Bosch (Por, Fra,GB/Por, Fra, UK)
MÉLIÈS DE PRATA CURTA-METRAGEM: A Lenda do Espantalho de Marc Besas (Esp/Spa)
O Júri da Crítica do Fantasporto 2006 decidiu atribuir o prémio a: A Quiet
Love de Till Franzen (Ale/Ger)
O Júri do Público/Premio Jornal Público do Fantasporto 2006 :
The Other Half de Marlowe Fawcett e Richard Nockels
Prémio norteshopping A Tua Curta no Fantasporto: Estranhos Casos Ocorrem
de Luis Pato, Fernando Braga, João Marques e Daniel Marques
Prémios Carreira:
Manoel de Oliveira
Christiane Torloni
Bill Plympton
"Espelho Mágico", último filme do decano dos realizadores portgueses, foi exibido em antestreia nacional.

O Rivoli vestiu-se novamente de gala, desta vez para prestar homenagem ao maior nome do cinema português e patrono da secção oficial Semana dos Realizadores do Fantasporto deste ano.
Vindo directamente de Paris onde roda "Belle Toujours", Manoel de Oliveira esteve no Porto para apresentar "Espelho Mágico". Acompanhado pelo elenco, Oliveira destacou o trabalho dos actores como "o maior brilho que o filme tem" e agradeceu as sentidas palavras que a directora do festival, Beatriz Pacheco Pereira, lhe tinha dedicado minutos antes.
Humilde e bem-humorado, aquele que é desde 2001 o mais antigo realizador de cinema em actividade foi breve na sua intervenção pois defende que se deve "dizer pouca coisa antes de se ver o filme e muita depois", destacando apenas que "não há nada mais gratificante para um criador do que a compreensão do seu trabalho".
"Espelho Mágico" adapta para cinema o livro "A Alma dos Ricos" de Agustina Bessa Luís e conta a história de uma senhora da alta sociedade (Leonor Silveira) que deseja, mais do que qualquer outra coisa, testemunhar uma aparição da Virgem Maria. Ricardo Trepa, Lima Duarte, Michel Piccoli, Duarte de Almeida e Luís Miguel Cintra completam o elenco principal.
Também presente na homenagem esteve o secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho, que elogiou a atitude de "inconformismo e inovação que não pára de surpreender" do realizador e a "persistência e competência" da organização do festival.
Na primeira noite "oficial" do Fantasporto, o Rivoli encheu. "Coisa Ruim" foi o ponto alto da noite de sexta-feira. Sábado e domingo também em alta.

Com a responsabilidade de ser o primeiro filme português a abrir um Fantasporto, o filme de Tiago Guedes e Frederico Serra não desapontou a numerosa plateia. De uma competência técnica assinalável, o filme da dupla de "Alta Fidelidade" é acima de tudo uma grande história (da autoria de Rodrigo Guedes Carvalho), bem assente nas lendas, tradições e folclore português.
Adriano Luz lidera o elenco na pele do patriarca de uma família urbana que se vê desenraizada quando se muda para uma aldeia perdida na imensidão de uma qualquer serra do interior de Portugal. Manuela Couto, João Pedro Vaz, Elisa Lisboa, Filipe Duarte e José Pinto completam o elenco principal.
A anteceder "Coisa Ruim" foi exibido "História Trágica com Final Feliz". A segunda curta-metragem de animação de Regina Pessoa é uma história simples e directa de uma menina que queria ser um pássaro.
No discurso de abertura, Beatriz Pacheco Pereira realçou a evolução do festival e o seu alargamento a novas cinematografias e a novos géneros, bem como a maior presença portuguesa no Fantasporto. Para a directora de programação do festival, "não se pode tratar o cinema português de maneira diferente".
Mas nem tudo foram rosas. Depois de "Coisa Ruim" foi exibido "Sigaw" de Yem Laranas. Oriundo das Filipinas, este foi seguramente um dos piores filmes do festival com uma história que já foi contada até à exaustão e com uma montagem, efeitos especiais e edição sonora absolutamente deploráveis. O público que se deslocou em força ao teatro Rivoli merecia certamente melhor.
Para os resistentes a noite fechou com "La Monja", filme de terror espanhol escrito por Jaime Balagueró (cujo filme "Fragile" vai encerrar o festival) e realizado por Luis de La Madrid.
Sábado o Rivoli voltou a encher para ver três propostas distintas. "Edison", policial de David J. Burke foi recebido de forma morna pelo público do festival. Recepção inversa teve "Frostbiten" de Anders Banke (presente na sala). Oriunda da Suécia esta mistura de comédia com terror captivou a audiência desde o primeiro minuto e o resultado foi um grande aplauso no final. Para acabar a noite em beleza passou "Three Extremes", um triptico de terror com segmentos a cargo de Fruit Chan, Takashi Miike e Park Chan-wook.
"Coisa Ruim" abre a Secção Oficial de Cinema Fantástico da 26ª edição do "Fantas". É a primeira vez que uma longa-metragem portuguesa abre o festival.

Escrito pelo jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho, "Coisa Ruim" (na foto) conta a história de uma família lisboeta à beira da ruptura que recebe uma velha mansão como herança. Aí, bem longe do meio citadino ao qual estão habituados, vão ter de aprender a lidar uns com os outros e com os seus medos.
Realizada pela dupla Tiago Guedes e Frederico Serra ("Alta Fidelidade"), e protagonizada por Miguel Borges, Adriano Luz e Manuela Couto, "Coisa Ruim" é a primeira longa-metragem portuguesa a abrir uma edição do Fantasporto e a estar em concurso na Secção Oficial de Cinema Fantástico.
Com a abertura da competição aumenta também o número de filmes em exibição. Assim, o dia começa logo às 15h00 com "Desperate Remedies", na secção Love Connection, seguindo-se "A Tale of Two Sisters" (17h00) e "Sword in the Moon" (19h00). A noite termina com "Echo - Sigaw" (23h15) e "The Nun" (01h15).
No pequeno auditório, destaque para duas das obras mais emblemáticas de Murnau - "Fausto" (15h00) e "Nosferatu" (17h00) -, enquanto na Biblioteca Almeida Garrett continua a retrospectiva do cinema de Bollywood.
A partir de hoje, o cinema Passos Manuel passa a albergar a secção Love Connection. Às 18h00 e 21h30 é exibido "Rain", de Christine Jeffs.
O mais recente trabalho de Miguel Bardem fechou em grande o terceiro dia do Fantasporto. Variedade da oferta tem sido a nota dominante.

A Espanha continua a mostrar a força do seu cinema e "Incautos" é o exemplo mais recente. O filme é a história, contada na primeira pessoa, de Ernesto, um burlão que se prepara para o golpe da sua vida. Ernesto Alterio, Victoria Abril, Federico Luppi e Manuel Alexandre lideram o elenco desta história de enganos e desenganos que mantém o espectador preso ao ecrã até ao fim.
A abrir a noite de ontem, quarta-feira, do Fantasporto, recuou-se até 2004 para recordar "Hair High" de Bill Plympton. No seu estilo de animação inconfundível, Plympton funde comédia com terror e romance num "cocktail" bem ao gosto do "Fantas".
Hoje, o grande destaque é a exibição, às 21h15, no Grande Auditório do Rivoli, de "The Bow", o último filme de Kim Ki Duk. Depois de passar por Cannes, o mais recente trabalho do realizador de "3-Iron" apresenta-se agora como um dos candidatos à vitória da Semana dos Realizadores do Fantasporto.
Às 23h15 é a vez de "The Rider Named Death", um drama histórico oriundo da Rússia.
Da parte da tarde vai ser possível ver o melhor que o expressionismo alemão tem para oferecer no Pequeno Auditório. "Aurora" de Murnau passa às 15h15 e "Metropolis" de Fritz Lang às 17h15, enquanto a noite está reservada aos filmes de artes marciais dos irmãos Shaw.
Também à tarde continua a viagem pelo cinema de Bollywood no auditório da Biblioteca Almeida Garret com mais dois filmes: "WAQT", às 15h, e "Kal Ho Naa Ho", às 19h.
O Fantasporto chega hoje às salas dos cinemas AMC Arrábida com duas propostas: "Mundos Paralelos", oriundo da Coreia do Sul e com várias sessões ao longo do dia,e "Um Lobisomem na Amazónia", do brasileiro Ivan Cardoso,às 20h.
Amor, futebol e terror foram as palavras-chave da segunda noite do Fantasporto. Hoje o festival abre-se ao cinema indiano.

Ainda o Benfica jogava para a Liga dos Campeões e já o futebol tomava também conta do Grande Auditório do Rivoli. "The Other Half", de Marlowe Fawcett e Richard Nockles, fez a audiência recuar até ao Verão de 2004, altura em que o Europeu de futebol tomou conta das ruas.
O filme segue as peripécias de Mark e Holly, um casal recém-casado que viaja até Portugal. Para ela, esta é a lua-de-mel com que sempre sonhou. Para ele, uma oportunidade de ver a selecção de Inglaterra ao vivo. Comédia britânica assente num par de bons conceitos com a metáfora entre jogo de futebol e casamento à cabeça, "The Other Half" divertiu uma plateia que ainda não encheu o Teatro Rivoli.
A fechar a noite, "Spirit Trap" de David Smith reuniu todos os habituais condimentos de um filme de terror. Um grupo de jovens estudantes decide ir viver para uma velha mansão, mas depressa são confrontados com uma série de estranhos acontecimentos.
Hoje, quarta-feira, o Fantasporto alarga o seu raio de acção até ao auditório da Biblioteca Almeida Garret e abre-se aos ritmos delirantes de Bollywood.
Oriundos da Índia (maior produtora mundial de cinema) os filmes de Bollywood caracterizam-se pelas suas dramáticas histórias de amor pontuadas por festivos números de canto e dança. "Chori Chori Chupke Chupke", às 15h00, e "Mughal-E-Azam", às 19h, são as primeiras propostas desta retrospectiva.
No grande auditório do Rivoli, há mais uma história de amor pouco convencional da secção "Love Connection" com "The Woman with the Red Hair", às 15h00, e um olhar pelo cinema húngaro às 17h00 em "The Midas Touch".
A noite começa às 21h15 com "Hair High", a mais recente animação de Bill Plympton que mistura comédia com terror, e termina com o "thriller" "Incautos", do espanhol Miguel Bardem, às 23h15.
"Simpathy for Lady Vengeance" de Park Chan-wook foi o ponto alto da primeira noite do Fantasporto. Hoje há cinema britânico para ver.

O grande auditório do Rivoli quase que encheu para ver capítulo final da trilogia da vingança do realizador coreano. Depois de "Simpathy for Mr Vengeance" e "Oldboy", Park Chan-wook leva mais uma vez o espectador a um mundo de vingança e redenção. Desta vez a protagonista é Lee Geum-ja (interpretada por Lee Yeong-ae, que já tínhamos visto em "Oldboy"), uma ex-presidiária em busca de vingança pelo seu encarceramento.
Antes ainda do filme de Park Chan-wook, foi exibido “Looking for Alexander” do canadiano Francis Leclerc A boa assistência aos filmes da noite contrastou com a falta de público registada durante a tarde, facto compreensível por se tratar de um dia da semana.
Da programação para hoje destaca-se “The Other Half” (21h15), uma comédia britânica ambientada em Portugal durante o Euro 2004 onde Mark é um recém-casado que procura conciliar a lua-de-mel com os jogos da selecção inglesa. Danny Dyer, Gillian Kearney e Vinnie Jones são os protagonistas. Segue-se outro filme britânico às 23h15. “Spirit Trap”, de David Smith, conta a história de quatro jovens que se mudam para uma velha mansão abandonada que esconde estranhos segredos.
As tardes do Grande Auditório continuam dedicadas à secção Love Connection com mais dois filmes: “A Woman Called Abe Sada” e “Angels Guts – The Darkest Memories. No pequeno auditório prosseguem as retrospectivas com “M” de Fritz Lang às 15h15, “The House of 72 Tenants” dos irmãos Shaw às 17h15, “I Married a Strange Person” de Bill Plympton às 21h15 e a fechar a segunda parte de “Os Niebelungos” de Fritz Lang às 23h15.
Como não podia deixar de ser, Brokeback Mountain foi o grande vencedor da noite de entrega dos BAFTA, prémios maiores da Academia de Cinema Britânica. O filme de Ang Lee levou 4 galardões: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário e Melhor Argumento Adaptado. A grande desilusão da noite foi The Constant Gardener.
Apesar das suas dez nomeações, o filme de Fernando Meirelles não convenceu o júri e levou apenas um prémio para casa: Melhor Edição. Destaque ainda para os 3 prémios de Memoirs of a Gueisha, todos por categorias técnicas.

Veja a lista completa de vencedores em Continuar.
Melhor Filme
Brokeback Mountain
Capote
The Constant Gardener
Crash
Good Night and Good Luck
Melhor filme britânico
A Cock & Bull Story
The Constant Gardener
Festival
Pride and Prejudice
Wallace & Gromit: The Curse of the Were-Rabbit
Melhor Realizador, Produtor ou Argumentista Estreante
David Belton (Produtor) - Shooting Dogs
Peter Fudakowski (Produtor) - Tsotsi
Annie Griffin (Realizador) - Festival
Richard Hawkins (Realizador) - Everything
Joe Wright (Realizador) - Pride and Prejudice
Melhor Realizador
Brokeback Mountain - Ang Lee
Capote - Bennett Miller
The Constant Gardener - Fernando Meirelles
Crash - Paul Haggis
Good Night and Good Luck - George Clooney
Melhor Argumento Original
Cinderella Man - Cliff Hollingsworth/Akiva Goldsman
Crash - Paul Haggis/Bobby Moresco
Good Night and Good Luck - George Clooney/Grant Heslov
Hotel Rwanda - Keir Pearson/Terry George
Mrs. Henderson Presents - Martin Sherman
Melhor Argumento Adaptado
Brokeback Mountain- Larry Mcmurtry/Diana Ossana
Capote - Dan Futterman
The Constant Gardener - Jeffrey Caine
A History of Violence - Josh Olson
Pride and Prejudice - Deborah Moggach
Melhor Filme em Língua Estrangeira
The Beat That My Heart Skipped
Le Grand Voyage
Kung Fu Hustle
Joyeux Noël
Tsotsi
Melhor Actor
David Strathairn - Good Night and Good Luck
Heath Ledger - Brokeback Mountain
Joaquin Phoenix - Walk the Line
Philip Seymour Hoffman - Capote
Ralph Fiennes - The Constant Gardener
Melhor Actriz
Charlize Theron - North Country
Judi Dench - Mrs. Henderson Presents
Rachel Weisz - The Constant Gardener
Reese Witherspoon - Walk the Line
Ziyi Zhang - Memoirs of a Geisha
Melhor Actor Secundário
Don Cheadle - Crash
George Clooney - Good Night and Good Luck
George Clooney - Syriana
Jake Gyllenhaal - Brokeback Mountain
Matt Dillon - Crash
Melhor Actriz Secundária
Brenda Blethyn - Pride and Prejudice
Catherine Keener - Capote
Frances Mcdormand - North Country
Michelle Williams - Brokeback Mountain
Thandie Newton - Crash
Melhor Banda Sonora
Brokeback Mountain - Gustavo Santaolalla
The Constant Gardener - Alberto Iglesias
Memoirs of a Geisha - John Williams
Mrs. Henderson Presents - George Fenton
Walk the Line - T Bone Burnett
Melhor Cinematografia
Brokeback Mountain - Rodrigo Prieto
The Constant Gardener - César Charlone
Crash - J Michael Muro
March Of The Penguins - Laurent Chalet/Jerôme Maison
Memoirs of a Geisha - Dion Beebe
Melhor Edição
Brokeback Mountain - Geraldine Peroni/Dylan Tichenor
The Constant Gardener - Claire Simpson
Crash - Hughes Winborne
Good Night and Good Luck - Stephen Mirrione
March of the Penguins - Sabine Emiliani
Melhor Design de Produção
Batman Begins - Nathan Crowley
A Fantástica Fábrica de Chocolate - Alex Mcdowell
Harry Potter e o Cálice de fogo - Stuart Craig
King Kong - Grant Major
Memoirs of a Geisha - John Myhre
Melhor Figurino
A fantástica Fábrica de Chocolate - Gabriella Pescucci
As Crónicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa - Isis Mussenden
Memoirs of a Geisha - Colleen Atwood
Mrs. Henderson Presents - Sandy Powell
Pride and Prejudica - Jacqueline Durran
Melhor Som
Batman Begins - David G Evans/Stefan Henrix/Peter Lindsay
The Constant Gardener - Joakim Sundström/Stuart Wilson
Crash - Richard Van Dyke/Sandy Gendler
King Kong - Hammond Peek/Christopher Boyes/Mike Hopkins/ Ethan Van Der Ryn
Walk the Line - Paul Massey/D M Hemphill/Peter F Kurland/Donald Sylvester
Efeitos especiais
Batman Begins - Janek Sirrs/Dan Glass/Chris Corbould
A Fantástica Fábrica de Chocolate - Nick Davis/John Thum/Chaz Jarrett/Joss Williams
As Crónicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa - Dean Wright/Bill Westenhofer/Jim Berney/Scott Farrar
Harry Potter e o Cálice de Fogo - Jim Mitchell/John Richardson
King Kong - Joe Letteri/Christian Rivers/Brian Van't Hul/Richard Taylor
Maquilhagem
A Fantástica Fábrica de Chocolate - Peter Owen/Ivana Primorac
As Crónicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa - Howard Berger/Gregory Nicotero/Nikki Gooley
Harry Potter e o Cálice de Fogo - Nick Dudman/Amanda Knight/Eithne Fennell
Memoirs of a Geisha - Noriko Watanabe/Kate Biscoe/Lyndell Quiyou/Kelvin R Trahan
Pride and Prejudice - Fae Hammond
Melhor Curta animada
Fallen Art - Jarek Sawko/Piotr Sikora/Tomek Baginski
Film Noir - Osbert Parker
Kamiya's Correspondence - Sumito Sakakibara
The Mysterious Geographic Explorations of Jasper Morello - Anthony Lucas/Julia Lucas/Mark Shirrefs
Rabbit - Run Wrake
Melhor Curta
Antonio's Breakfast - Howard Stogdon/Amber Templemore-Finlayson/Daniel Mulloy
Call Register - Kit Hawkins/Adam Tudhope/Ed Roe
Heavy Metal Drummer - Amanda Boyle/Luke Morris/Toby Macdonald
Heydar, an Afghan in Tehran - H Assadian/Babek Jalali
Lucky - Bex Hopkins/Avie Luthra
De 16 a 19 de Fevereiro, ocorre no Pavilhão de Exposições de Aveiro, o primeiro AWA - Anime Weekend Aveiro. O certame serve sobretudo para mostrar as novas tendências do cinema japonês, na sua vertente de cinema de animacão, ou "anime". São 100 horas de programação para os aficionados da cultura nipónica, com filmes para todo o tipo de públicos, desde o cinema infantil até à animação para adultos, ou "hentai".
No entanto, o AWA não se vai cingir apenas à sétima arte. Quem visitar o evento pode contar com exposições, workshops (como se desenha "manga" japonesa), concertos de J-Music (a nova música japonesa), projecções multimédia e até mesmo um restaurante com comida típica japonesa.
Nas noites temáticas, os fãs da "anime" podem inclusive participar numa "Cosplay" (Costume Play) caracterizando-se de acordo com uma personagem de "anime" ou "manga" da sua preferência - vestindo-se, penteando-se, e mesmo agindo como esse personagem. Os 7 ateliers do AWA, incluindo os de "origami" e "shiatsu" estão já esgotados.
Para consultar a programação do certame, clique na imagem.
Enquanto o mundo do cinema espera pelas nomeações para os Óscares, já são conhecidos os indicados ao Framboesa de Ouro, os prémios para os piores filmes do ano.
Entre os mais nomeados aos Razzies constam The Son of the Mask (8), The Dukes of Hazzard (7), Dirty love (6), Deuce Bigalow: European Gigolo (5), A Feiticeira (5) e House of Wax (3).

Pior Filme
Deuce Bigalow: European Gigolo
Dirty love
The Dukes of Hazzard
House of Wax
The Son of the Mask
Pior Actor
Tom Cruise - A Guerra dos Mundos
Will Ferrell - A Feiticeira / Kicking & Screaming
Jamie Kennedy - The Son of the Mask
The Rock - Doom
Rob Schneider – Deuce Bigalow: European Gigolo
Pior Actriz
Jessica Alba - Quarteto Fantástico / Into the Blue
Hillary Duff - Cheaper by the Dozen 2
Jennifer Lopez - Monster-in-Law
Jenny McCarthy - Dirty love
Tara Reid - Alone in the Dark
Assuntos mais cansativos dos tabloids
Tom Cruise e a ciência
Tom Cruise, Katie Holmes, o sofá da Oprah, a torre Eiffel e o bebé do casal.
Paris Hilton e seja quem for
Sr. e Sra. Britney Spears, o bebé e a câmara digital
Os Simpsons: Ashley, Jessica e Nick
Pior Actor Secundário
Hayden Christensen - Star Wars: Episódio III
Alan Cumming - The Son of the Mask
Bob Hoskins - The Son of the Mask
Eugene Levy - Cheaper by the Dozen 2 / The Man
Burt Reynolds - The Dukes of Hazzard / The Longest Yard
Pior Actriz Secundária
Carmen Electra - Dirty Love
Paris Hilton - House of Wax
Katie Holmes - Batman Begins
Ashlee Simpson - Undiscovered
Jessica Simpsons - The Dukes of Hazzard
Pior dupla ou casal em cena
Will Ferrell e Nicole Kidman - A Feiticeira
Jamie Kennedy e qualquer um em cena - The Son of the Mask
Jenny McCarthy e qualquer um em cena - Dirty Love
Rob Schneider e as suas fraldas - Deuce Bigalow: European Gigolo
Jessica Simpson e os seus peitos - The Dukes of Hazzard
Pior Remake ou Sequela
A Feiticeira
Deuce Bigalow: European Gigolo
The Dukes of Hazzard
House of Wax
The Son of the Mask
Pior Realizador
John Asher - Dirty love
Uwe Boll - Alone in the dark
Jay Chandrasekhar - The Dukes of Hazzard
Nora Ephron - A Feiticeira
Lawrence Gutterman - The Son of the Mask
Pior Argumento
A Feiticeira
Deuce Bigalow: European Gigolo
Dirty Love
The Dukes of Hazzard
The Son of the Mask
Para quem estranhou o facto de Munique não ter recebido uma única nomeação para os BAFTA, eis a razão. Normalmente para um filme poder ser nomeado para um festival, o júri deve visioná-lo primeiro. Para tal, as produtoras enviam DVDs das películas para cada jurado. No caso de Munique, a Universal enganou-se e mandou para Inglaterra DVDs no formato NTSC. Ora na Grã-Bretanha o formato audiovisual usado é PAL, logo ninguém viu o filme. As votações do British Academy of Film and Television Arts, o Oscar britânico, ocorreram a 4 de janeiro, e a segunda cópia (já no formato correcto) da obra de Steven Spielberg só chegou às mãos dos membros do júri no dia 7. Munique ficou assim arredado dos BAFTA. Para alguns membros da Academia Britânica que tiveram oportunidade de o ver nas ante-estreias promovidas em Londres (o filme só estreia na Europa dia 27), Munique até podia ter ganho muitos prémios.

O cinema português domina a 26ª edição do Fantasporto. O festival de cinema fantástico encosta um pouco os filmes de terror e de ficção científica e vira-se para a produção nacional.

O Take 2 foi à conferência de imprensa de apresentação do festival e ouviu as expectativas de Mario Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira para o Fantas mais português de sempre.
Desde o filme de abertura, a diversas películas lusas em competição, chegando por fim à homenagem a Manoel de Oliveira, o Fantas enche-se daquela que Beatriz Pacheco Pereira refere como "a nova fornada" do cinema português.
"O cinema português tem todas as condições para avançar. O povo português tem de estar preparado para o novo cinema português que aí vem...O Fantasporto dá a sua contribuição. É um serviço público. Temos de abrir as portas ao cinema português."
O festival, já considerado como dos 20 melhores do mundo (segundo a revista Variety), abre com Coisa Ruim de Tiago Guedes e Frederico Serra. O filme escrito por Rodrigo Guedes de Carvalho entra também a concurso na Secção Oficial de Cinema Fantástico. Animal, de Roselyne Bosch, com Diogo Infante, é outro dos filmes portugueses em destaque.

Da produção nacional, a mais explorada neste Fantasporto é a curta-metragem. Mario Dorminsky, director do festival, destacou a aposta da organização neste tipo de cinema.
"Temos quase 200 curtas no festival deste ano. Há uma aposta cada vez mais forte nessa vertente".
A grande parte das curtas-metragens são realizadas e têm como tema a cidade do Porto. Para a direcção do Festival, a cidade Invicta é palco por excelência para a realização de bons filmes, mas lamenta que a autarquia não esteja atenta a isso.
"Temos pena que, pelo quarto ano consecutivo, o Porto esteja em obras. Se o Porto é um cenário rico para a produção de filmes, convinha que os responsáveis tivessem um bocado de atenção à forma como a cidade se apresenta."
Para além do já habituais ciclos de cinema orientais e indianos (filmes de Bollywood), o Fantas dedica um ciclo especial de homenagem a Manoel de Oliveira. O novo projecto do realizador portuense, Espelho Mágico, tem estreia marcada para 2 de Março, no Rivoli.
Outra das novidades da edição 26 do Fantasporto é o cinema Passos Manuel. O festival estende o seu braço até à sala de cinema portuense com a secção "Love Connections", dedicado ao cinema romântico alternativo.

Destaque ainda para as ante-estreias em Portugal de blockbusters americanos de sucesso. Hostel, realizado por Eli Roth e produzido por Quentin Tarantino, foi líder do box-office americano; Domino, de Tony Scott, tem Keira Knightley, Mickey Rourke, Lucy Liu, Christopher Walken, Macy Gray e Jacqueline Bisset no elenco numa história de caçadores de recompensas. Edison tem ante-estreia mundial marcada para as salas do Fantas. O thriller policial conta com nomes de peso como Morgan Freeman e Kevin Spacey e o estreante Justin Timberlake numa história de jornalismo e fraude policial.
O Fantasporto ocorre de 20 de Fevereiro a 5 de Março no Rivoli–Teatro Municipal, no Cinema Passos Manuel, na Biblioteca Almeida Garret (Palácio de Cristal) e nos Cinemas AMC do Arrábida Shopping.
The Constant Gardener foi a grande surpresa dos nomeados aos BAFTA deste ano. O filme de Fernando Meirelles obteve o maior número de nomeações aos prémios da Academia Britânica - 10 no total, incluindo Melhor Filme, Melhor Filme Britânico e Melhor Realizador. Brokeback Mountain, o grande vencedor dos Globos de Ouro vem logo atrás com 9 possibilidades de levar um galardão para casa, assim como Crash de Paul Haggis. No final do pódio, com 6 nomeações, estão Memoirs of a Geisha, Good Night and Good Luck e Pride and Prejudice.

Veja a lista completa de nomeados em Continuar.
Melhor Filme
Brokeback Mountain
Capote
The Constant Gardener
Crash
Good Night and Good Luck
Melhro filme britânico
A Cock & Bull Story
The Constant Gardener
Festival
Pride and Prejudice
Wallace & Gromit: The Curse of the Were-Rabbit
Melhor Realizador, Produtor ou Argumentista Estreante
David Belton (Produtor) - Shooting Dogs
Peter Fudakowski (Produtor) - Tsotsi
Annie Griffin (Realizador) - Festival
Richard Hawkins (Realizador) - Everything
Joe Wright (Realizador) - Pride and Prejudice
Melhor Realizador
Brokeback Mountain - Ang Lee
Capote - Bennett Miller
The Constant Gardener - Fernando Meirelles
Crash - Paul Haggis
Good Night and Good Luck - George Clooney
Melhor Argumento Original
Cinderella Man - Cliff Hollingsworth/Akiva Goldsman
Crash - Paul Haggis/Bobby Moresco
Good Night and Good Luck - George Clooney/Grant Heslov
Hotel Rwanda - Keir Pearson/Terry George
Mrs. Henderson Presents - Martin Sherman
Melhor Argumento Adaptado
Brokeback Mountain- Larry Mcmurtry/Diana Ossana
Capote - Dan Futterman
The Constant Gardener - Jeffrey Caine
A History of Violence - Josh Olson
Pride and Prejudice - Deborah Moggach
Melhor Filme em Língua Estrangeira
The Beat That My Heart Skipped
Le Grand Voyage
Kung Fu Hustle
Joyeux Noël
Tsotsi
Melhor Actor
David Strathairn - Good Night and Good Luck
Heath Ledger - Brokeback Mountain
Joaquin Phoenix - Walk the Line
Philip Seymour Hoffman - Capote
Ralph Fiennes - The Constant Gardener
Melhor Actriz
Charlize Theron - North Country
Judi Dench - Mrs. Henderson Presents
Rachel Weisz - The Constant Gardener
Reese Witherspoon - Walk the Line
Ziyi Zhang - Memoirs of a Geisha
Melhor Actor Secundário
Don Cheadle - Crash
George Clooney - Good Night and Good Luck
George Clooney - Syriana
Jake Gyllenhaal - Brokeback Mountain
Matt Dillon - Crash
Melhor Actriz Secundária
Brenda Blethyn - Pride and Prejudice
Catherine Keener - Capote
Frances Mcdormand - North Country
Michelle Williams - Brokeback Mountain
Thandie Newton - Crash
Melhor Banda Sonora
Brokeback Mountain - Gustavo Santaolalla
The Constant Gardener - Alberto Iglesias
Memoirs of a Geisha - John Williams
Mrs. Henderson Presents - George Fenton
Walk the Line - T Bone Burnett
Melhor Cinematografia
Brokeback Mountain - Rodrigo Prieto
The Constant Gardener - César Charlone
Crash - J Michael Muro
March Of The Penguins - Laurent Chalet/Jerôme Maison
Memoirs of a Geisha - Dion Beebe
Melhor Edição
Brokeback Mountain - Geraldine Peroni/Dylan Tichenor
The Constant Gardener - Claire Simpson
Crash - Hughes Winborne
Good Night and Good Luck - Stephen Mirrione
March of the Penguins - Sabine Emiliani
Melhor Design de Produção
Batman Begins - Nathan Crowley
A Fantástica Fábrica de Chocolate - Alex Mcdowell
Harry Potter e o Cálice de fogo - Stuart Craig
King Kong - Grant Major
Memoirs of a Geisha - John Myhre
Melhor Figurino
A fantástica Fábrica de Chocolate - Gabriella Pescucci
As Crónicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa - Isis Mussenden
Memoirs of a Geisha - Colleen Atwood
Mrs. Henderson Presents - Sandy Powell
Pride and Prejudica - Jacqueline Durran
Melhor Som
Batman Begins - David G Evans/Stefan Henrix/Peter Lindsay
The Constant Gardener - Joakim Sundström/Stuart Wilson
Crash - Richard Van Dyke/Sandy Gendler
King Kong - Hammond Peek/Christopher Boyes/Mike Hopkins/ Ethan Van Der Ryn
Walk the Line - Paul Massey/D M Hemphill/Peter F Kurland/Donald Sylvester
Efeitos especiais
Batman Begins - Janek Sirrs/Dan Glass/Chris Corbould
A Fantástica Fábrica de Chocolate - Nick Davis/John Thum/Chaz Jarrett/Joss Williams
As Crónicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa - Dean Wright/Bill Westenhofer/Jim Berney/Scott Farrar
Harry Potter e o Cálice de Fogo - Jim Mitchell/John Richardson
King Kong - Joe Letteri/Christian Rivers/Brian Van't Hul/Richard Taylor
Maquilhagem
A Fantástica Fábrica de Chocolate - Peter Owen/Ivana Primorac
As Crónicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa - Howard Berger/Gregory Nicotero/Nikki Gooley
Harry Potter e o Cálice de Fogo - Nick Dudman/Amanda Knight/Eithne Fennell
Memoirs of a Geisha - Noriko Watanabe/Kate Biscoe/Lyndell Quiyou/Kelvin R Trahan
Pride and Prejudice - Fae Hammond
Melhor Curta animada
Fallen Art - Jarek Sawko/Piotr Sikora/Tomek Baginski
Film Noir - Osbert Parker
Kamiya's Correspondence - Sumito Sakakibara
The Mysterious Geographic Explorations of Jasper Morello - Anthony Lucas/Julia Lucas/Mark Shirrefs
Rabbit - Run Wrake
Melhor Curta
Antonio's Breakfast - Howard Stogdon/Amber Templemore-Finlayson/Daniel Mulloy
Call Register - Kit Hawkins/Adam Tudhope/Ed Roe
Heavy Metal Drummer - Amanda Boyle/Luke Morris/Toby Macdonald
Heydar, an Afghan in Tehran - H Assadian/Babek Jalali
Lucky - Bex Hopkins/Avie Luthra
Como se esperava, Brokeback Mountain foi o grande vencedor da 63ª edição dos Globos de Ouro. A principal antecâmara dos Óscares consagrou o filme de Ang Lee nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Realizador, Melhor Argumento e Melhor Canção Original. Se a tradição se mantiver então a história dos dois cowboys homossexuais, que tanta polémica tem gerado nas mentes conservadoras da América, será coroada rainha no Kodak Theatre. Outro filme que mostrou a sua graça foi Walk the Line. A vida de Johnny Cash dominou na categoria Musical ou Comédia com 3 globos: Melhor Filme, Melhor Actor (Joaquin Phoenix) e Melhor Actriz (Reese Witherspoon). Nos prémios de actores na categoria Drama, Philip Seymour Hoffman e Felicity Huffman foram escolhidos pelos trabalhos em Capote e Transamerica, respectivamente. George Clooney (Syriana) e Rachel Weisz (The Constant Gardener) venceram nos secundários.

Clique em Continuar para ver a lista completa de vencedores, incluindo os de televisão, onde Lost e Donas de Casa Desesperadas dominaram.
Cecil B. DeMille Award
Anthony Hopkins
Melhor Filme - Drama
BROKEBACK MOUNTAIN
THE CONSTANT GARDENER
GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
A HISTORY OF VIOLENCE
MATCH POINT
Melhor Filme - Musical ou Comédia
THE SQUID AND THE WHALE
THE PRODUCERS
PRIDE AND PREJUDICE
WALK THE LINE
MRS. HENDERSON PRESENTS
Actor Principal - Drama
Philip Seymour Hoffman, CAPOTE
Heath Ledger, BROKEBACK MOUNTAIN
Russell Crowe, CINDERELLA MAN
Terrence Howard, HUSTLE AND FLOW
David Strathairn, GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
Actor Principal - Musical ou Comédia
Johnny Depp, CHARLIE AND THE CHOCOLATE FACTORY
Nathan Lane, THE PRODUCERS
Pierce Brosnan, THE MATADOR
Cillian Murphy, BREAKFAST ON PLUTO
Joaquin Phoenix, WALK THE LINE
Actriz Principal - Drama
Gwyneth Paltrow, PROOF
Maria Bello, A HISTORY OF VIOLENCE
Felicity Huffman, TRANSAMERICA
Charlize Theron, NORTH COUNTRY
Zhang Ziyi, MEMOIRS OF A GEISHA
Actriz Principal - Musical ou Comédia
Reese Witherspoon, WALK THE LINE
Keira Knightley, PRIDE AND PREJUDICE
Laura Linney, THE SQUID AND THE WHALE
Judi Dench, MRS. HENDERSON PRESENTS
Sarah Jessica Parker, THE FAMILY STONE
Realizador
Steven Spielberg, MUNICH
Ang Lee, BROKEBACK MOUNTAIN
Fernando Meirelles, THE CONSTANT GARDENER
George Clooney, GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
Peter Jackson, KING KONG
Woody Allen, MATCH POINT
Actor Secundário
Paul Giamatti, CINDERELLA MAN
George Clooney, SYRIANA
Will Ferrell, THE PRODUCERS
Matt Dillon, CRASH
Bob Hoskins, MRS. HENDERSON PRESENTS
Actriz Secundária
Rachel Weisz, THE CONSTANT GARDENER
Shirley MacLaine, IN HER SHOES
Frances McDormand, NORTH COUNTRY
Michelle Williams, BROKEBACK MOUNTAIN
Scarlett Johansson, MATCH POINT
Melhor Argumento
Brokeback Mountain - Larry McMurtry, Diana Ossana
Crash - Paul Haggis, Robert Moresco
Good Night and Good Luck - George Clooney, Grant Heslov
Match Point - Woody Allen
Munich - Tony Kushner
Melhor canção original
Brokeback Mountain - "A Love That Will Never Grow Old"
Christmas in Love - "Christmas in Love"
As Crónicas de Nárnia - "Wunderkind"
The Producers - "There's Nothing Like a Show on Broadway"
Transamerica - "Travelin' Thru"
Melhor banda sonora original
Memórias de uma Gueixa - John Williams
Brokeback Mountain - Gustavo Santaolalla
As Crónicas de Nárnia - Harry Gregson-Williams
King Kong - James Newton Howard
Syriana - Alexandre Desplat
Melhor filme em língua estrangeira
Paradise Now - Palestina
Joyeux Noël - França
Kung Fu - Hong Kong
Mo Gik - China
Tsotsi - África do Sul
TELEVISÃO
Melhor série de TV - Drama
Lost
Commander in Chief
Grey's Anatomy
Prison Break
Rome
Melhor actriz - Drama
Geena Davis - Commander in Chief
Patricia Arquette - Medium
Glenn Close - The Shield
Kyra Sedgwick - The Closer
Polly Walker - Rome
Melhor actor - Drama
Hugh Laurie - House
Patrick Dempsey - Grey's Anatomy
Matthew Fox - Lost
Wentworth Miller - Prison Break
Keifer Sutherland - 24
Melhor série de TV - Comédia ou musical
Desperate Housewives
Curb Your Enthusiasm
Entourage
Everybody Hates Chris
My Name is Earl
Weeds
Melhor actriz - Comédia ou musical
Mary-Louise Parker - Weeds
Marcia Cross - Desperate Housewives
Teri Hatcher - Desperate Housewives
Felicity Huffman - Desperate Housewives
Eva Longoria - Desperate Housewives
Melhor actor - Comédia ou musical
Steve Carell - The Office
Zach Braff - Scrubs
Larry David - Curb Your Enthusiasm
Jason Lee - My Name is Earl
Charlie Sheen - Two and a Half Men
Woody Allen voltou a Cannes, algo que é habitual ao realizador norte-americano, onde tem sempre honras de "mestre". Embora fora de competição, a apresentação do seu último filme - Match Point - é o acontecimento do dia.

Poucos meses após a estreia de Melinda and Melinda, Woody Allen volta a presentear o mundo do cinema com novo filme. Match Point conta no papel principal com Scarlett Johansson e passa-se em Londres, o que é raro visto que Allen é o realizador de Nova Iorque. O filme é sobre a alta sociedade e o modo como se ascende a esta. Conta, para além de Johansson, com a participação de comediantes ingleses como Jonathan Rhys Meyers ou Emily Mortimer.

Woody Allen e Scarlett Johansson
Neste dia arrancou ainda a Secção Oficial Un certain regard e estrearam dois filmes em competição.
Cannes 2005 no Take 2:
Cannes arranca amanhã
O mais prestigiado festival de cinema do mundo começa amanhã. O palco em que no ano passado foi consagrado Michael Moore tem em 2005 como júri o já duas vezes galardoado com a Palma de Ouro Emir Kusturica, notícia avançada há algum tempo pelo Take 2, e que agora se confirma. A luta pela Palma de Ouro parece ser renhida este ano, com realizadores conceituados em competição tais como, entre outros, Wim Wenders, David Cronenberg ou Lars von Trier.

É ano de abundância em Cannes. Embora sem a presença de realizadores portugueses em competição no festival, 2005 promete ser uma data inesquecível para a história do Cinema. Para os fãs da saga Star Wars , por exemplo, o último capítulo desta tem a ante-estreia mundial marcada para os dias do festival. O criador do universo da guerra das estrelas - George Lucas - será também homenageado pela sua contribuição para a história do Cinema.

George Lucas
Mas Cannes não é apenas efeitos especiais. Longe disso. Este ano há uma tendência para regressar aos temas clássicos do Cinema. Ao modo como este é considerado arte. Prova disso são filmes como Last days de Gus Van Sant que, numa clara referência a Kurt Cobain, o falecido vocalista-mito dos Nirvana, conta os últimos dias de um cantor em pleno auge da fama, mas que se acaba por suicidar. Last days promete dar luta pela Palma de Ouro, troféu que van Sant já teve nas mãos com Elephant em 2003.

Gus van Sant
Outro sérios candidato ao triunfo é Wim Wenders. O realizador alemão, que também já conquistou a Palma em 1984 com Paris, Texas, volta à velha (e boa) fórmula dos road-movies para contar a história de Howard Spence, um actor falhado em busca dos seus possíveis filhos. O filme chama-se Don't Come Knocking. É este o já conhecido olhar de Wenders, em que o ser humano (ou divino, no caso dos anjos de Berlin) procura a sua humanidade? Se fôr, nunca é demais um tema que, embora se repita, resulta sempre.

Wim Wenders
Segunda parte da trilogia americana (o primeiro filme foi Dogville), Manderlay de Lars von Trier conta a história da construção da América. Neste segundo capítulo da sua saga, Trier leva-nos aos tempos das plantações de escravos e das suas lutas para mostrarem que também estes são seres humanos. Um tema caro ao cinema americano, que várias vezes andou a fugir deste problema.

Lars von Trier
David Cronenberg, o realizador de filmes de terror e de obsessões como a Mosca ou Crash também se apresenta este ano em competição com A history of violence. Neste filme é narrada a vida de Tom Stall que vive pacatamente na cidade de Millbrook no estado de Indiana. Um dia, porém, a sua existência muda ao matar em legítima defesa um duo de assaltantes, salvando várias pessoas da morte.
Também o muito badalado Sin City - filme a que este blog tem dado especial atenção - surge em competição. A adaptação da BD de Frank Miller, se tiver tanta fama como proveito, pode também sonhar em tocar na Palma.
Mas destes filmes apresentados poderá não sair o vencedor da Palma de Ouro. Cannes é um festival independente, conhecido pelas suas surpresas (nem sempre boas, verdade seja dita). Realizadores desconhecidos como Nanni Moretti aqui conheceram a fama.
O Take 2 seguirá atentamente os acontecimentos do festival. Podem contar connosco para vos relatarmos o que de mais relevante se passa naquela que é, por estes dias, a capital mundial do cinema.
Vincenzo Natali fez o hat-trick no Fantasporto. Depois de O Cubo em 1999 e Cypher em 2003 terem saído premiados do Fantasporto foi a vez de Nothing ter sido galardoado com o Grande Prémio do Festival Internacional de Cinema Fantástico do Porto. Ainda na secção Oficial de Cinema Fantástico, o Prémio Especial do Júri coube a Bubba Ho-Tep, que também levou para casa o galardão de Melhor actor (Bruce Campbell). Karen Black foi considerada a melhor actriz pelo seu desempenho em Firecracker. O Méliès de Prata foi entregue a Les Revenants (vencedor , que assim é o candidato do Fantasporto ao Méliès de Ouro, que será atribuído no Festival de Cinema de Neuchatel, na Suíça em finais de Junho. Saw do estreante James Wan foi para casa com o melhor argumento e o coreano Natural City com os melhores efeitos especiais.
Na Semana dos Realizadores, os grandes vencedores foram, como não podia deixar de ser Oldboy e Sideways. O primeiro arrecadou os prémios de melhor filme e melhor argumento, enquanto o segundo ficou com o prémio especial do Júri e o de melhor actor para Paul Guiamatti.

Naoto Kamazawa foi considerado o melhor realizador pelo episódio Birthday, do filme Tokyo Noir e Kate Elliot ficou com o galardão de melhor actriz.
Na no secção Orient Express os premiados foram My Mother the Mermaid de Heung-Shik Park (Melhor Filme) e Vital de Shynia Tsukamoto (Prémio Especial do Júri).
Por fim, o prémio para melhor curta-metragem portuguesa foi para Abraço ao Vento de José Miguel Ribeiro.
Million Dollar Baby foi o grande vencedor da 77ª entrega dos Óscares. O filme de Clint Eastwood ganhou os prémios de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actriz (Hilary Swank) e Melhor Actor Secundário (Morgan Freeman).
Martin Scorcese saiu mais uma vez derrotado numa noite que com a atribuição de alguns dos primeiros óscares da noite parecia ser a sua. Ainda assim O Aviador foi quem arrecadou o maior número de óscares, num total de 5: Melhor Actriz Secundária (Cate Blanchet), Melhor Direcção Artística, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Guarda-Roupa.
Outro dos grandes vencedores da noite foi Jamie Foxx que conseguiu o óscar de Melhor Actor pelo seu papel em Ray e teve um dos melhores discursos de aceitação da noite.

O cinema espanhol marcou mais uma vez a sua força com Mar Adentro a conquistar a estatueta para Melhor Filme Estranjeiro ao passo que a Pixar e o seu The Incredibles venceram o prémio para melhor adaptação.
Nas categorias dedicadas aos argumento Sideways (Alexander Payne e Jim Taylor) e Eternal Sunshine of the Spotless Mind (Charlie Kaufman; Michel Gondry e Pierre Bismuth) venceram com grande justiça os óscares de melhor argumento adaptado e melhor argumento original, respectivamente.
No campo do documentário o prémio foi para Born into Brothels de Ross Kauffman e Zana Briski, ainda inédito em Portugal, sobre os filhos das prostitutas em Calcutá. Nas curtas-metragens, a documental foi para Mighty times: The children´s march , a de animação para Ryan e a convencional para WASP .
O óscar de melhor canção foi para a belíssima "Al Otro Lado Del Río" de Diários de Che Guevara enquanto o de melhor banda sonora foi para Finding Neverland. Ray ficou com o de Melhor Sound Mix e The Incredibles com o de Melhor Edição de Som.
Por fim, Homem-Aranha 2 ficou com o disputado óscar de melhores efeitos especiais e Lemony Snicket's A Series of Unfortunate Events ficou com o de melhor maquilhagem.
De hoje a uma semana tem início a 25ª edição do Fantasporto e o Take 2 começa aqui a cobertura de um dos mais importantes festivais de cinema fantástico do mundo.
Para começar fique com os destaques de um cartaz que se estende para além do cinema.

O Fantasporto comemora este ano as suas bodas de prata mas a programação é de diamante. O certame, que se realiza de 21 de Fevereiro a 7 de Março no Teatro Rivoli, vai receber um total de 250 sessões, grande parte delas em estreia no nosso país. Destaca-se a ante-estreia europeia de Constantine com Keanu Reeves e Rachel Weisz nos papéis principais. O filme de Francis Lawrence é a adaptação para cinema da banda desenhada Hellblazer e vai ter honras de abertura do festival. Destaque também para Old Boy, do sul-coreano Chan-wook Park, vencedor do Grande Prémio do Júri no último festival de Cannes. No mesmo dia, 25 de Fevereiro, é exibido Saw, filme de estreia de James Wan e que fez furor no Festival de Sundance do ano passado. Como uma ilha no meio do cinema fantástico surge Sideways o multi-premiado filme de Alexander Paine, vencedor de dois Globos de Ouro.
As grandes novidades este ano são as novas secções “Porto em Curtas” e “Anima-te”. A primeira tem como objectivo dar um maior destaque ás curtas-metragens, sejam elas do género fantástico ou não. A secção “Anima-te”, por sua vez, destina-se, como o nome indica, ao cinema de animação, um género em claro crescimento um pouco por todo o mundo.
No campo das retrospectivas, há que realçar a oportunidade de rever os vencedores das passadas edições do “Fantas”, bem como ficar a conhecer o cinema indiano de Bollywood e o alemão. O produtor Tino Navarro e o actor Christopher Lee vão também ser recordados.
Para lá do cinema
Paralelamente ao festival vão decorrer várias iniciativas como exposições (a decorrer no Rivoli e na Biblioteca Almeida Garrett), mesas redondas e workshops (um deles com Vincenzo Natali, autor de O Cubo), bem como o Fantas Sound, uma série de concertos no Teatro Sá da Bandeira, por onde vão passar Xutos e Pontapés, Claudio Simonetti, Mesa, entre outros. Vão também ser lançados dois livros, um com contos fantásticos e outra sobre os 25 anos do Fantasporto, da autoria de Beatriz Pacheco Pereira e António Pascoalinho.
Mar Adentro, o último filme de Alejandro Amenábar, ganhou 14 prémios Goya, o troféu anualmente atribuído pela Academia de Cinema de Espanha. Uma vitória esperada para o filme que retrata a vida de Ramón Sampedro, o marinheiro galego que, ainda jovem, ficou tetraplégico devido a um acidente na praia, e que pôs termo à sua vida bebendo cianeto. Mar Adentro (com estreia nas salas portuguesas prevista para 24 de Fevereiro) não deu hipóteses a Má Educação de Pedro Almodovar (não ganhou nada) e é um dos favoritos à vitória no Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Fonte: Público
Clint Eastwood venceu o prémio da DGA - associação dos realizadores dos EUA por Million Dollar Baby, o seu novo filme com Hillary Swank e Morgan Freeman. A vitória do ex-Dirty Harry é incontestável, mas a notícia não se cinge apenas a isso. É que desde 1959, ano em que foi criado, o troféu Directors Guild of America coincidiu 50 das 56 vezes em que foi entregue com o vencedor do Óscar de Melhor Realizador. Esta estatística esbarra com aquele que tem sido o indicado para vencer a estatueta dourada: Martin Scorcese por The Aviator.
O realizador já foi nomeado quatro vezes, sem sucesso, e todas as bolsas de apostas davam como provável a sua vitória este ano. No entanto, quem levou a melhor ontem foi Clint Eastwood. A luta está renhida entre os dois mestres do cinema e não dá para esquecer que Sideways, Vera Drake e Ray ainda têm uma palavra a dizer. A ver vamos dia 27 de Fevereiro no Kodak Theatre.

Já só falta um mês para a grande noite do Cinema. A ansiedade é agora elevada, uma vez que foram hoje reveladas as nomeações. E uma coisa parece ser previsível. Martin Scorsese, com The Aviator, parece estar a caminho da glória.

Onze! É este o número de óscares que The Aviator pode levar para casa. O filme que conta a vida do milionário Howard Hughes foi nomeado para melhor filme, melhor actor principal (Leonardo di Caprio) e melhor realizador, entre outros. O filme, que recentemente foi o grande vencedor dos globos de ouro, perspectiva-se assim como o grande vencedor da noite mágica de finais de fevereiro.

Outros filmes que se perspectivavam como concorrentes às principais estatuetas, e cujas estreias foram envoltas em grandes notícias, acabam por ser relegados para óscares de categorias secundárias, como é o caso da Paixão de Cristo de Mel Gibson e Troya de Wolfgang Peterson.
Outra nota de relevo é o facto de Fahrenheit 9/11 de Michael Moore (vencedor da palma de Ouro em Cannes) não ter sido nomeado para nenhum Óscar.
A Lista das nomeações:
Melhor Realizador:
Martin Scorcese - "O Aviador"
Clint Eastwood - "Million Dollar Baby"
Taylor Hackford - "Ray"
Alexander Payne - "Sideways"
Mike Leigh - "Vera Drake"
Melhor Filme:
"O Aviador"
"À Procura da Terra do Nunca"
"Million Dollar Baby"
"Ray"
"Sideways"
Melhor Actor Principal:
Johhny Depp
Leonardo diCaprio
Jamie Foxx
Clint Eastwood
Don Cheadle
Melhor Actriz Principal:
Annette Bening
Catalina Sandino Moreno
Imelda Saunton
Hilary Swank
Kate Winslet
Melhor Actor Secundário:
Alan Alda
Thomas Haden Chruch
Jamie Foxx
Morgan Freeman
Clive Owen
Melhor Actriz Secundária:
Cate Blanchett
Laura Linney
Virgínia Madsen
Sophie Okonedo
Natalie Portman
Melhor Filme Estrangeiro:
"As it is in heaven"
"Os Coristas"
"Mar Adentro"
"Downfall"
"Yesterday"
Melhor Filme de Animação:
"The Incredibles - Os Superheróis"
"O Gang dos Tubarões"
"Shrek 2"
Melhor Fotografia:
"O Aviador"
"O Segredo dos Punhais Voadores"
"A Paixão de Cristo"
"O Fantasma da Ópera"
"Um Longo Domingo de Noivado"
Melhor Direcção Artística:
"O Aviador"
"À Procura da Terra do Nunca"
"Lemony Snicket - Uma Série de Desgraças"
"O Fantasma da Ópera"
"Um Longo Domingo de Noivado"
Melhor Montagem:
"O Aviador"
"Colateral"
"À Procura da Terra do Nunca"
"Million Dollar Baby"
"Ray"
Melhor Argumento Original:
"O Aviador"
"O Despertar da Mente"
"Hotel Rwanda"
"The Incredibles - Os Superheróis"
"Vera Drake"
Melhor Argumento Adaptado:
"Antes do Anoitecer"
"À Procura da Terra do Nunca"
"Million Dollar Baby"
"Os diários de Che Guevara"
"Sideways"
Melhor Guarda-Roupa:
"O Aviador"
"À Procura da Terra do Nunca"
"Lemony Snicket - Uma Série de Desgraças"
"Ray"
"Tróia"
Melhor Caracterização:
"Lemony Snicket - Uma Série de Desgraças"
"A Paixão de Cristo"
"Mar Adentro"
Melhores Efeitos Especiais:
"Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban"
"Eu, Robot"
"Homem-Aranha 2"
Melhor Mistura de Som:
"O Aviador"
"Polar Express"
"Ray"
"Homem-Aranha 2"
"The Incredibles - Os Superheróis"
Melhor Edição de Som:
"The Incredibles - Os Superheróis"
"Polar Express"
"Homem-Aranha 2"
Melhor Banda Sonora:
"À Procura da Terra do Nunca"
"Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban"
"Paixão de Cristo"
"A Vila"
"Lemony Snicket - Uma Série de Desgraças"
Melhor Canção:
"Accidentally in Love" - Shrek 2"
"Al Otro Lado del Rio" - "Os Diários de Che Guevara"
"Relieve" - "The Polar Express"
"Learn to be Lonely" - "O Fantasma da Ópera"
"Vois Sur ton Chemin" - "Os Coristas"
Melhor Documentário:
"Born in to brothels"
"A História do Camelo que Chora"
"Super Size Me - 30 Dias de Fast Food"
"Tupac: Resurrection"
"Twist of Faith"
Melhor Curta-Metragem Documental:
"Autism is a Word"
"The Children of Leningradinsky"
"Hardwood"
"Mighty Times: The Children´s March"
"Sister Rose´s Passion"
Melhor Curta-Metragem de Animação:
"Birthday Boy"
"Gopher Broke"
"Guard Dog"
"Lorenzo"
"Ryan"
Melhor Curta-Metragem:
"Everything in this country must"
"Little terrorist"
"7:35 in the morning"
"Two cars one night"
"Wasp"
fonte: Público
Enquanto o mundo do cinema espera pelas nomeações para os Óscares, já são conhecidos os indicados ao Framboesa de Ouro, os prémios para os piores filmes do ano.
Entre os mais nomeados aos Razzie constam Catwoman (7) e Alexandre (6), seguidos por Loiras à Força (5) e Fahrenheit 9/11 (5).

A lista completa em Continuar.
Pior Filme
ALEXANDER
CATWOMAN
SUPERBABIES: BABY GENIUSES 2
SURVIVING CHRISTMAS
WHITE CHICKS
Pior Actor
Ben Affleck / JERSEY GIRL and SURVIVING CHRISTMAS
George W. Bush / FAHRENHEIT 9/11
Vin Diesel / CHRONICLES OF RIDDICK
Colin Farrell / ALEXANDER
Ben Stiller / ALONG CAME POLLY, ANCHORMAN, DODGEBALL,
ENVY and STARSKY & HUTCH
Pior Actriz
Halle Berry / CATWOMAN
Hilary Duff / CINDERELLA STORY and RAISE YOUR VOICE
Angelina Jolie / ALEXANDER and TAKING LIVES
Mary-Kate & Ashley Olsen / NEW YORK MINUTE
Shawn & Marlon (The Wayans Sisters) / WHITE CHICKS
Pior dupla
Ben Affleck & EITHER Jennifer Lopez OR Liv Tyler / JERSEY GIRL
Halle Berry & EITHER Benjamin Bratt OR Sharon Stone / CATWOMAN
George W. Bush & EITHER Condoleeza Rice OR His Pet Goat / FAHRENHEIT 9/11
Mary-Kate & Ashley Olsen / NEW YORK MINUTE
The Wayans Brothers (In or Out of Drag) WHITE CHICKS
Pior Actriz Secundária
Carmen Electra / STARKSY & HUTCH
Jennifer Lopez / JERSEY GIRL
Condoleeza Rice / FAHRENHEIT 9/11
Britney Spears / FAHRENHEIT 9/11
Sharon Stone / CATWOMAN
Pior Actor Secundário
Val Kilmer / ALEXANDER
Ah-Nuld Schwarzenegger / AROUND THE WORLD IN 80 DAYS
Donald Rumsfeld / FAHRENHEIT 9/11
Jon Voight / SUPERBABIES: BABY GENIUSES 2
Lambert Wilson / CATWOMAN
Pior Realizador
Bob Clark / SUPERBABIES: BABY GENIUSES 2
Renny Harlin and/or Paul Schrader / EXORCIST 4: THE BEGINNING
“Pitof” / CATWOMAN
Oliver Stone / ALEXANDER
Keenan Ivory Wayans / WHITE CHICKS
Pior Remake ou Sequela
ALIEN v PREDATOR (20th Century-Fox)
ANACONDAS: HUNT FOR THE BLOOD ORCHID (Screen Gems)
AROUND THE WORLD IN 80 DAYS (Disney)
EXORCIST 4: THE BEGINNING (Warner Bros.)
SCOOBY DOO 2: MONSTERS UNLEASHED (Warner Bros.)
Pior Argumento
ALEXANDER
CATWOMAN
SUPERBABIES: BABY GENIUSES 2
SURVIVING CHRISTMAS
WHITE CHICKS
Numa altura em que se começa a pensar (talvez demasiado) nos Óscares, todos os prémios adquirem uma importância incomum. Ainda para mais quando vemos que The Aviator, de Martin Scorcese, arrebata todos. Desta feita foi o trófeu de Melhor Filme, da PGA - Producers Guild of America. O filme de Scorcese superou Finding Neverland, The Incredibles, Million Dollar Baby e Sideways.

O realizador jugoslavo, vencedor por duas vezes da Palma de Ouro, foi escolhido como próximo Presidente do Júri do mais famoso festival de cinema do Mundo, que decorrerá de 11 a 22 de Maio deste ano.

Emir Kusturica entrou para a história do cinema ao realizar filmes como O pai foi em viagem de negócios ou Underground. Estes dois filmes valeram-lhe, em 1985 e 1995 respectivamente, duas Palmas de Ouro. O realizador jugoslavo, em declarações à imprensa, prometeu «defender os valores do festival», numa clara alusão à recente politização de Cannes com a vitória, no ano passado, de Fahrenheit 9/11 de Michael Moore. O júri foi, então, presidido pelo norte-americano Quentin Tarantino.

Entretanto também foi escolhido o Presidente do Júri para a Câmara de Ouro, galardão para realizadores em começo de carreira e que apresentam no Festival o seu primeiro filme. Trata-se de Abbas Kiarostami, realizador iraniano e presença constante no festival, tendo também ganho uma Palma de Ouro.
Site oficial Festival de Cannes
O filme O Herói, primeira longa-metragem de Zézé Gamboa, vai estar em competição no Festival de Cinema de Sundance, montra privilegiada do cinema independente americano, que começa hoje em Park City, no Utah. O realizador angolano não estava à espera da nomeação: "É muito gratificante. Foi um filme difícil de fazer. Foram precisos 12 anos, devido à falta de apoios."
Co-produção de Portugal, Angola e França, O Herói é uma das 16 longas-metragens de ficção seleccionadas para a competição de cinema mundial. Os organizadores do festival acreditam que Sundance é um bom lugar para ajudar a lançar um filme estrangeiro no mercado americano, e uma importante rampa de lançamento para primeiras obras.

A Costa dos Murmúrios de Margarida Cardoso; A Cara que Mereces, de Miguel Gomes e a curta-metragem Da Minha Janela, de Pedro Caldas, estarão em exibição no 34º Festival Internacional de Cinema de Roterdão. O festival holandês decorre de 26 de Janeiro a 6 de Fevereiro.
Fonte: Público
Depois de triunfar nos Globos de Ouro, The Aviator de Martin Scorcese prepara-se para arrecadar mais uma mão cheia de prémios. A razão? As suas impressionantes 14 nomeações para os troféus britânicos. A destacar também a dupla nomeação de Kate Winslet para Melhor Actriz por Finding Neverland e Eternal Sunshine of the Spotless Mind e as 7 nomeações de Diários de Che Guevara incluindo Melhor Filme, Melhor Argumento e Melhor Actor.

A lista completa de nomeações em Continuar.
Melhor Filme
THE AVIATOR
ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND
FINDING NEVERLAND
THE MOTORCYCLE DIARIES
VERA DRAKE
Prémio Alexander Korda para Melhor Filme Britânico
DEAD MAN’S SHOES
HARRY POTTER AND THE PRISONER OF AZKABAN
MY SUMMER OF LOVE
SHAUN OF THE DEAD
VERA DRAKE
Prémio Carl Foreman para o Melhor Desempenho de um Realizador ou Argumentista Britânico no seu Primeiro Filme
AMMA ASANTE
ANDREA GIBB
MATTHEW VAUGHN
NIRA PARK
SHONA AUERBACH
Prémio David Lean para Melhor Realizador
THE AVIATOR Martin Scorsese
COLLATERAL Michael Mann
ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND Michel Gondry
FINDING NEVERLAND Marc Forster
VERA DRAKE Mike Leigh
Melhor Argumento Original
THE AVIATOR John Logan
COLLATERAL Stuart Beattie
ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND Charlie Kaufman
RAY James L. White
VERA DRAKE Mike Leigh
Melhor Argumento Adaptado
THE CHORUS (LES CHORISTES) Christophe Barratier / Philippe Lopes-Curval
CLOSER Patrick Marber
FINDING NEVERLAND David Magee
THE MOTORCYCLE DIARIES (DIARIOS DE MOTOCICLETA) José Rivera
SIDEWAYS Alexander Payne / Jim Taylor
Melhor Filme Estrangeiro
LES CHORISTES (THE CHORUS)
DIARIOS DE MOTOCICLETA (THE MOTORCYCLE DIARIES)
UN LONG DIMANCHE DE FIANCAILLES (A VERY LONG ENGAGEMENT)
LA MALA EDUCACION (BAD EDUCATION)
SHI MIAN MAI FU (HOUSE OF FLYING DAGGERS)
Melhor Actor
GAEL GARCÍA BERNAL The Motorcycle Diaries (Diarios de Motocicleta)
JAMIE FOXX Ray
JIM CARREY Eternal Sunshine of the Spotless Mind
JOHNNY DEPP Finding Neverland
LEONARDO DICAPRIO The Aviator
Melhor Actriz
CHARLIZE THERON Monster
IMELDA STAUNTON Vera Drake
KATE WINSLET Eternal Sunshine of the Spotless Mind
KATE WINSLET Finding Neverland
ZIYI ZHANG House of Flying Daggers
Melhor Actor Secundário
ALAN ALDA The Aviator
CLIVE OWEN Closer
JAMIE FOXX Collateral
PHIL DAVIS Vera Drake
RODRIGO DE LA SERNA The Motorcycle Diaries (Diarios de Motocicleta)
Melhor Actriz Secundária
CATE BLANCHETT The Aviator
HEATHER CRANEY Vera Drake
JULIE CHRISTIE Finding Neverland
MERYL STREEP The Manchurian Candidate
NATALIE PORTMAN Closer
Prémio Anthony Asquith para melhor desempenho musical
THE AVIATOR Howard Shore
THE CHORUS (LES CHORISTES) Bruno Coulais
THE MOTORCYCLE DIARIES Gustavo Santaolalla
FINDING NEVERLAND Jan A. P. Kaczmarek
RAY Craig Armstrong
Cinematografia
THE AVIATOR Robert Richardson
COLLATERAL Dion Beebe / Paul Cameron
FINDING NEVERLAND Roberto Schaefer
HOUSE OF FLYING DAGGERS (SHI MIAN MAI FU) Zhao Xiaoding
THE MOTORCYCLE DIARIES (DIARIOS DE MOTOCICLETA) Eric Gautier
Edição
THE AVIATOR Thelma Schoonmaker
COLLATERAL Jim Miller / Paul Rubell
ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND Valdís Óskarsdóttir
HOUSE OF FLYING DAGGERS (SHI MIAN MAI FU) Cheng Long
VERA DRAKE Jim Clark
Produção
THE AVIATOR Dante Ferretti
FINDING NEVERLAND Gemma Jackson
HARRY POTTER AND THE PRISONER OF AZKABAN Stuart Craig
HOUSE OF FLYING DAGGERS (SHI MIAN MAI FU) Huo Tingxiao
VERA DRAKE Eve Stewart
Guarda-Roupa
THE AVIATOR Sandy Powell
FINDING NEVERLAND Alexandra Byrne
HOUSE OF FLYING DAGGERS (SHI MIAN MAI FU) Emi Wada
THE MERCHANT OF VENICESammy Sheldon
VERA DRAKE Jacqueline Durran
Som
THE AVIATOR
COLLATERAL
HOUSE OF FLYING DAGGERS (SHI MIAN MAI FU)
RAY
SPIDER-MAN 2
Efeitos Especiais
THE AVIATOR
THE DAY AFTER TOMORROW
HARRY POTTER AND THE PRISONER OF AZKABAN
HOUSE OF FLYING DAGGERS (SHI MIAN MAI FU)
SPIDER-MAN 2
Maquilhagem
THE AVIATOR
FINDING NEVERLAND
HARRY POTTER AND THE PRISONER OF AZKABAN
HOUSE OF FLYING DAGGERS (SHI MIAN MAI FU)
VERA DRAKE
Sideways foi outro dos grandes vencedores da grande noite dos Globos de Ouro, antecâmara dos Óscares. Se o filme de Martin Scorcese triunfou na categoria de Drama, o de Alexander Payne fê-lo na categoria de Comédia/Musical. Confira todos os resultados em Continuar.

A 62ª edição da entrega de prémios da Hollywood Foreign Press Association não trouxe grandes surpresas. Os mais apostados foram os grandes vencedores. The Aviator foi a película com mais Globos conquistados. Ganhou na categoria Drama o Globo de Melhor Filme, Melhor Actor e Melhor Banda Sonora Original. Sideways levou dois: Melhor Filme - Comédia e Melhor Argumento. Para Million Dollar Baby, também dois - o de Melhor Realizador, que consagra Clint Eastwood como o melhor contador de histórias do virar do século e o de Melhor Actriz para Hillary Swank.

Jamie Foxx também foi confirmação. Ganhou o prémio de Melhor Actor da categoria Comédia/Musical pelo seu desempenho em Ray. Foxx deixou, no entanto, fugir o Globo de melhor secundário para Clive Owen, em Closer. Natalie Portman, também por Closer, venceu o prémio de melhor actriz secundária.

Lista completa de vencedores:
Melhor Filme - Drama
THE AVIATOR
CLOSER
FINDING NEVERLAND
KINSEY
MILLION DOLLAR BABY
HOTEL RWANDA
Melhor Filme - Comédia ou Musical
SIDEWAYS
ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND
THE INCREDIBLES
THE PHANTOM OF THE OPERA
RAY
Melhor Actor - Drama
Leonardo DiCaprio, THE AVIATOR
Johnny Depp, FINDING NEVERLAND
Liam Neeson, KINSEY
Don Cheadle, HOTEL RWANDA
Javier Bardem, THE SEA INSIDE
Melhor Actor - Comédia ou Musical
Paul Giamatti, SIDEWAYS
Jim Carrey, ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND
Kevin Kline, DE-LOVELY
Jamie Foxx, RAY
Kevin Spacey, BEYOND THE SEA
Melhor Actriz - Drama
Uma Thurman, KILL BILL, VOL. 2
Hilary Swank, MILLION DOLLAR BABY
Imelda Staunton, VERA DRAKE
Nicole Kidman, BIRTH
Scarlett Johansson, A LOVE SONG FOR BOBBY LONG
Melhor Actriz - Comédia ou Musical
Ashley Judd, DE-LOVELY
Kate Winslet, ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND
Emmy Rossum, THE PHANTOM OF THE OPERA
Annette Bening, BEING JULIA
Renee Zellweger, BRIDGET JONES: THE EDGE OF REASON
Melhor Actor Secundário
Thomas Haden Church, SIDEWAYS
Jamie Foxx, COLLATERAL
Clive Owen, CLOSER
Morgan Freeman, MILLION DOLLAR BABY
David Carradine, KILL BILL, VOL. 2
Melhor Actriz Secundária
Virginia Madsen, SIDEWAYS
Laura Linney, KINSEY
Cate Blachett, THE AVIATOR
Natalie Portman, CLOSER
Meryl Streep, THE MANCHURIAN CANDIDATE
Melhor Realizador
Martin Scorsese, THE AVIATOR
Alexander Payne, SIDEWAYS
Clint Eastwood, MILLION DOLLAR BABY
Marc Forster, FINDING NEVERLAND
Mike Nichols, CLOSER
Melhor Argumento
ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND, Charlie Kaufman
SIDEWAYS, Alexander Payne and Jim Taylor
THE AVIATOR, John Logan
FINDING NEVERLAND, David Magee
CLOSER, Patrick Marber
Melhor Banda Sonora Original
Clint Eastwood, MILLION DOLLAR BABY
Jan A.P. Kaczmarek, FINDING NEVERLAND
Rolfe Kent, SIDEWAYS
Howard Shore, THE AVIATOR
Hans Zimmer, SPANGLISH
Melhor Canção Original
"Old Habits Die Hard", ALFIE
"Believe," THE POLAR EXPRESS
"Million Voice," HOTEL RWANDA
"Learn to be Lonely," THE PHANTOM OF THE OPERA
"Accidentally in Love," SHREK 2
Melhor Filme Estrangeiro
THE CHORUS (LES CHORISTES) (FRANCE)
HOUSE OF FLYING DAGGERS (CHINA)
THE MOTORCYCLE DIARIES (BRAZIL)
THE SEA INSIDE (SPAIN)
A VERY LONG ENGAGEMENT (FRANCE)
Clique aqui para ver os resultados na categoria de Televisão.
Os Óscares 2005 ainda não foram atribuídos. Mas já está anunciado que a cerimónia de entrega dos prémios da academia, no ainda distante ano de 2006, será adiada. Isso acontece devido ao poder da televisão, que para não fazer coincidir a cerimónia de encerramento dos Jogos Olimpícos de Inverno com os Óscares decidiu adiar estes últimos.

A cerimónia de entrega dos prémios da Academia do Cinema, os famosos Óscares, é geralmente realizada em finais de fevereiro. 2005 não é excepção, estando a grande noite do cinema - a 77º da história - marcada para 27 desse mês. A excepção será o ano de 2006, onde a cerimónia de entrega dos Óscares foi adiada para março, devido à coincidência com a data do encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno, que se realizarão em Turim. A justificação de Frank Pierson, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficasque atribuí as estatuetas douradas, é que "não é justo os telespectadores terem que escolher".
Recorde-se que os nomeados para os Óscares 2005 serão anunciados a 25 de janeiro. Entretanto, a Academia já lançou online o cartaz oficial da próxima edição dos Óscares, que aqui apresentamos.

fonte: oscars.org
Estão aí os nomeados para os Globos de Ouro 2004. A 62ª edição do festival que serve como antecâmara aos Óscares não vai contar com muitas surpresas. O destaque vai para Jamie Foxx com 3 nomeações: melhor actor (Ray), melhor actor secundário (Collateral) e melhor actor em mini-série televisiva (Redemption). Clique na imagem para ver a lista completa. Sideways é o filme com mais nomeações - 7 no total - logo seguido de The Aviator com 6.
O filme Vanitas, de Paulo Rocha, venceu o Prémio “Bastoni Bianco” no Festival Internacional de Cinema de Turim.
O certame decorreu na cidade italiana, entre 12 e 20 de Novembro. O galardão é atribuído pela revista “Film Critica”, e premeia o Melhor Filme do Festival, mediante a votação do seu corpo editorial.

Com argumento também de Paulo Rocha, Vanitas é passado no mundo da moda sob o mote Vanitas vanitatis, omnia vanitas (Vaidade das vaidades, tudo é vaidade). João Pedro Vaz, Isabel Ruth e Joana Bárcia são os intérpretes principais.
O filme foi também apresentado no Festival de Roma, que decorre entre 23 de Novembro e 3 de Dezembro, e onde Paulo Rocha foi distinguido com o Prémio Carreira.
Fonte: C7nema
O filme Ryan, do canadiano Chris Landreth, é o vencedor do Grande Prémio do 28º Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho.

Fonte: Lusa/Público
Ryan é um filme/documentário de 14 minutos, feito em animação 3D por computador, inspirado na vida de Ryan Larkin, um dos mais reconhecidos realizadores de animação canadianos.
Ryan Larkin atingiu o auge da sua carreira nos anos 70 quando dirigiu para o National Film Board do Canadá alguns dos mais importantes e influentes filmes de animação da sua época, premiados internacionalmente. Hoje em dia, o realizador sobrevive à custa de um magro subsídio da Segurança Social e do que obtém mendigando pelas ruas de Montreal, no Canadá.
Este filme recebeu também o Prémio Alves Costa, atribuído por votação de todos os jornalistas acreditados para cobrir o 28º Cinanima.
O Prémio Especial do Júri foi para o filme A Solução Final, do estúdio alemão Thomas Meyer-Herrman, mas realizado pelo britânico Phil Mulloy.
Quanto ao Prémio do Público, resultante da votação feita pelos espectadores do festival, foi para South of the North, do russo Audrey Sokolov, que narra a história de dois pescadores de nacionalidades diferentes obrigados por circunstâncias extremas a conviver num pequeno barco.
Confira abaixo os restantes premiados:
Categoria A - até 7 minutos: Wind Along the Coast (Rússia)
Categoria B - até 21 minutos: Morrer de Amor (Alemanha)
Categoria C - até 52 minutos: A Solução Final (Alemanha)
Categoria E - grandes filmes: Partie de Pétanque (França)
Categoria F - publicidade, genéricos, informação: No Limits (Alemanha)
Concurso Especial Longas-Metragens: La Prophétie des Grenouilles (França)
Melhor banda sonora original: Generation (Nova Zelândia)
Na categoria G (séries), o júri internacional decidiu não atribuir prémio.
De 8 a 14 de Novembro, Espinho acolhe a 28ª edição do Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação.

A notícia é do Rosa dos Ventos.
85 filmes de 22 países fazem o cartaz do único festival internacional dedicado ao cinema de animação em Portugal.
A edição deste ano fica marcada pela estreia de um concurso especial para longas-metragens, com a exibição de 3 obras. - "La Prophétie des Grenouilles", de Jacques-Rémy Girerd (França), "L'Île de Black Moor", de Jean-François Laguionie (França) e "Hair High", de Bill Plympton (EUA).
O festival conta ainda com um concurso para jovens criadores, no qual figuram 19 filmes, entre os quais alguns portugueses.
Estão programadas actividades paralelas, das quais se destaca uma exposição de desenhos e caricaturas do ilustrador português André Carrilho.
Arrancou domingo na Culturgest o II Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa.

O dia 24 de Outubro abriu uma semana dedicada ao cinema documental no 2º DocLisboa. Na edição deste ano serão exibidos 60 documentários, alguns deles inéditos em Portugal.
Serge Tréfaut, um dos directores do evento, disse em declarações à Lusa que "o DocLisboa é um festival de cinema exclusivamente dedicado ao documentário, que se interessa por novas formas de pensar, de ver o mundo e de comunicar".
Em competição vão estar filmes provenientes da Alemanha, Bélgica, Bielorússia, Brasil, Cambodja, China, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Índia, Israel, Itália, Portugal, Rússia e Suíça.
Entre os mais aguardados estão o O Prisioneiro da Grade de Ferro, do brasileiro Paulo Sacramento, sobre a prisão do Carandiru, a maior da América Latina; ou Chekpoint, de Yoav Shamir, sobre o Médio Oriente.

O arquitecto e a velha Cidade de Catarina Alves da Costa, Je t´aime à moi non plus, o primeiro documentário de Maria de Medeiros, A guerra no Iraque de Leonor Areal e Entre duas terras de Muriel Jaquerod e Eduardo Saraiva Pereira, sobre a aldeia da Luz, são os filmes lusitanos em destaque.
O II Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa encerra no dia 31 com a exibição do filme "le monde selon Bush", de William Karel, sobre a família Bush.
A Palma de Ouro já foi atribuída. Foi para o documentário Fahrenheit 9/11 de Michael Moore, o realizador que ficou famoso por no ano passado, ao receber um Óscar, ter feito um discurso anti-Bush em frente a milhões de telespectadores. Julgar-se-ia, nessa altura, que esses seriam os «15 minutos de fama» de Moore. Afinal, parece que a glória o persegue...

Palma de ouro política! Ao princípio poderá ser esta a primeira reacção ao se ter conhecimento da notícia de que Fahrenheit 9/11 é a última película de cinema a inscrever o nome na galeria dos laureados em Cannes com a cobiçada Palma. De facto, num momento em que o mundo vive uma imensa tensão e emoção com o conflito no Iraque, e ao mesmo tempo está - ansiosamente - à espera das presidenciais americanas em novembro, um filme que ataca Bush ganhar este prémio parece ser um sinal de que os intelectuais do cinema estão contra a administração americana. Aliás, o próprio Michael Moore afirmou, na conferência de imprensa de apresentação do filme, que este «não é um documentário, antes uma arma política...» Mais palavras para quê?

Agora, é ficar à espera para que o documentário estreie entre nós (sem data prevista). Um documentário que promete grande polémica, e ser uma arma contra Bush. Um filme onde Moore mostra o outro lado do 11 de Setembro, o porquê do clima do terror: interesse estratégico no Iraque devido ao petróleo; as ligações entre a família bin Laden e a família Bush; o horror da guerra no Iraque com torturas (entretanto conhecidas entre nós) e soldados americanos desiludidos. Enfim, uma obra que promete dar que falar.
Outros prémios
Yagura Yuuyi, de 14 anos, ganhou o prémio de melhor actor pela sua interpretação no filme Nobody Knows de Kore-Eda Hirokazu. Uma obra sobre quatro irmãos menores abandonados á sua sorte pela mãe.
Também uma oriental venceu o prémio de melhor interpretação feminina: Maggie Cheung , pelo filme Clean de Olivier Assayas. Um filme sobre a toxicodependência.
Tony Gatlif recebu o prémio de melhor realizador por Exils.
Página oficial do festival sobre os prémios
Outros artigos sobre Cannes:
Cannes - a festa do Cinema continua
Cannes arranca hoje
A rapariga no espelho, do realizador Pedro Fortes, venceu o prémio de melhor curta-metragem no 10º Festival Ibérico de Cinema de Badajoz.

Com as interpretações de Núria Madruga, Paulo Pires e Andreia Bento, A rapariga no espelho chegou, viu e venceu na cidade espanhola de Badajoz. O prémio tem o valor penuniário de 6 mil Euros, mas sem dúvida que o mais importante é o prestígio alcançado. Principalmente quando esta é a primeira obra de um realizador. Pode ser este o começo de uma carreira brillhante. Assim o esperamos.
No mesmo festival o bem (mais) conhecido Joaquim de Almeida recebeu o prémio de carreira. Carreira essa que ainda esperamos longa.
Cannes continua em polvorosa. Michael Moore apresentou hoje o seu novo «documentário-polémica»: Fahrenheit 9/11, que promete incendiar as vozes mais politizadas. Entretanto Kill Bill 2, do presidente do jurí Quentin Tarantino, foi exibido fora de competição. No início o realizador recebeu muitas palmas. Mas o melhor estava reservado para o fim. Quando o filme terminou, uma espectacular ovação coroou o segundo volume da saga da noiva como um dos momentos altos do festival.

Quem passa por Cannes pode encontrar a glória ou a desilusão. Muitos realizadores surgem no festival para provar algo e saem na mesma desconhecidos. Outros já têm um nome tão grande na Indústria Cinematográfica que são intocáveis. Casos de Tarantino ou Kusturica. Mas aqueles que chegam sem se saber muito bem de onde e encontram o reconhecimento podem-se considerar vencedores. É o caso da realizadora argentina Lucrecia Martel, com o seu filme - em competição - La Niña Santa. Segundo vários críticos, nomeadamente Vasco Câmara, este é, até agora, o melhor filme exibido este ano em Cannes. Um filme sobre o misticismo ou fé de uma jovem adolescente, apresentando suas dúvidas morais. Esperamos a estreia em Portugal.

Entretanto o tema da guerra continua presente em Emir Kusturica. O seu novo filme, La vie est un milacre, projectado no passado dia 14, passa-se em 1992 e mostra a história de uma família destruída pela guerra dos Balcas. Luka, o pai de família, alista-se na guerra. No entanto, apaixona-se por uma muçulmana qu havia sido feita refêm. Mas terá que a entregar em troca da liberdade do seu filho. Histórias de amor em tempos de guerra.

Shrek 2 também se estreou. Com as vozes de Cameron Diaz, Julie Andrews e Eddie Murphy, entre outros, o novo filme de animação sobre o monstro verde promete ser um dos sucessos de bilheteira do ano. As críticas são boas. Pode vencer a Palma de Ouro. Algo inédito com filmes de animação.
Mais notícias sobre Cannes muito em breve.
O maior festival de Cinema da Europa já começou. Até ao próximo dia 23 a cidade francesa de Cannes será a Meca do Cinema. A edição deste ano - a 55ª - arranca com o novo filme de Almodóvar La mala éducación e tem como jurí da competição o carismático Quentin Tarantino, que recentemente estreou Kill Bill vol.2.

Começou o Festival de Cannes. O mundo cinéfilo colocou os olhos em França, onde até dia 23 os melhores filmes e realizadores marcam presença. Este ano o Festival, depois de ser ameaçado por boicote devido a uma nova classe de trabalhadores que parece estar a surgir - os «intermitentes», técnicos de som, operadores de câmara, etc. que não têm segurança social e se querem manifestar - parece reunir as condições para ficar na História. Os filmes que irá apresentar são de realizadores conceituados. Casos de Emir Kusturica (autor do laureado Underground) que apresentará a sua última obra La vie est un miracle ou de Michael Moore (o polémico realizador de Bowling for columbine) que com Fahrenheit 911 promete «incendiar» de novo as consciências.

Portugal é representado em Cannes por João Canijo, realizador de Sapatos Pretos. Pela segunda vez o luso realizador vai ao festival, agora com o seu novo filme Noite Escura. no entanto, o filme não está candidato à cobiçada Palma de Ouro . Mais um ano em que o nosso país não tem hipóteses de competir, depois de por duas vezes Manoel de Oliveira ter tido hipóteses de trazer o desejado troféu para Portugal. O filme de Canijo encontra-se na selecção Un Certain Regard, acompanhado por nomes como Kiarostami.

O presidente do jurí deste ano é Quentin Tarantino, que apresenta, fora de competição, o entretanto estreado Kill Bill 2. Recorde-se que Tarantino já ganhou a Palma de Ouro, em 1994, com Pulp Fiction.
Este blog, que hoje arranca, continuará a fazer, durante os próximos dias, a cobertura do Festival.
P.S. - É com prazer que escrevo neste blog. O cinema é uma das minhas grandes paixões, e escrever sobre ele uma experiência enriquecedora. Espero que este blog tenha longa vida e seja concebido, todos os dias, com dedicação, trabalho e harmonia.
Bem vindos ao Take 2, o blog-jornal de cinema da licenciatura em Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. Aqui vão poder encontrar as habituais notícias e críticas de filmes, bem como outras rubricas relacionadas com a sétima arte.
Dinamizado por estudantes de jornalismo, o Take 2 pretende afirmar-se como um produto claramente jornalistico sem fechar, no entanto, as portas à opinião quer dos redactores quer dos nossos visitantes.